Blog História do Futebol Vinicius Henrique em 22 Out 2007
CLÁSSICOS DO FUTEBOL BRASILEIRO
OS PRINCIPAIS CLÁSSICOS DO FUTEBOL BRASILEIRO ESTÃO AÍ, MAS RESERVEM UM TEMPO EM SUA AGENDA PARA LER, PORQUE É MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUITA COISA, MAS TAMBÉM, DEU MUITO TRABALHO PARA PESQUISAR, TANTO QUE FIQUEI 2 DIAS PREPARANDO ESSE POST. COM CERTEZA, O MELHOR TÓPICO QUE JÁ PUBLIQUEI.
Ba-Vi - EC Bahia x EC Vitória. É provavelmente o maior clássico da Região Nordeste do Brasil, envolvendo o Tricolor de Aço e o Leão Rubro-Negro, em confrontos desde 18 de setembro de 1932 (Bahia 3 a 0 Vitória) com a maior parte deles sendo disputados no Estádio da Fonte Nova.
Em sete edições do Campeonato do Nordeste , o Ba-Vi decidiu três, com duas conquistas do Vitória ( 1997 e 1999 ) e uma do Bahia ( 2002 ) , sendo este o único clássico estadual a chegar na final deste campeonato regional.O Bahia, Campeão da Taça Brasil de 1959 e do Campeonato Brasileiro em 1988 e o Vitória, Vice-Campeão Brasileiro de 1993, tem uma rivalidade um pouco mais tardia que a maioria dos grandes clássicos do Brasil, isto porque o Vitória, apesar de fundado em 13 de Maio de 1899 e tendo criado um departamento de futebol em 1902, só passou a dar importância ao futebol na década de 1950. Só a partir de então, o confronto assumiu ares de decisão, em cada encontro entre esses dois grandes clubes. Antes do Vitória, o Bahia rivalizava com o Galícia, Ypiranga e Botafogo-BA ( confronto que se chamava “Clássico do pote”). A partir da conquista do Campeonato Brasileiro de 1988 pelo Bahia, pensou-se que este clube assumiria de vez o comando do futebol baiano, sem adversários à sua altura. Entretanto, a partir daí o Vitória assumiu a hegemonia do futebol baiano, conquistando a maioria dos campeonatos e ganhando a maioria dos Ba-Vis. Para isso muito pesou a construção do Estádio Manoel Barradas o Barradão, onde o Vitória costuma levar vantagem em seus jogos. Apesar disso, o Bahia ainda mantém grande vantagem nas estatísticas, obtida em décadas de domínio do Campeonato Baiano de Futebol. Em 2006 estes dois grandes clubes brasileiros, nesta época 17º (Bahia) e 18º (Vitória) colocados no Ranking de Pontos do Campeonato Brasileiro da 1º Divisão da CBF até o início deste ano, em fase de reestruturação administrativa, encontravam-se no Campeonato Brasileiro Série C , tendo o Vitória dado o primeiro passo para retornar ao Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão ao classificar-se para o Campeonato Brasileiro Série B em 2007 . As duas grandes torcidas esperam que os gigantes nordestinos retomem as suas tradições de grandes equipes com vigor e retornem brevemente à 1º Divisão, onde historicamente sempre se confrontaram com os outros grandes clubes do Brasil.
Clássico das Multidões - CSA x CRB - Os dois possuem as cores da bandeira do estado de Alagoas, que é colorida de três partes iguais com vermelho de um lado, azul ao outro e branco no centro. O CRB representa o vermelho e branco, enquanto o CSA representa o azul e branco. Essas cores também são as tradicionais de um dos folguedos culturais mais populares do estado - o Pastoril, onde o azul disputa a hemegomia com o encarnado (vermelho). A maior vitória foi do CRB, no dia 1 de outubro de 1939 na decisão do Campeonato Alagoano, quando venceu o rival por 6-0 com gols de Arlindo (2), Duda Bocão (2), Ramalho e Cláudio Régis, na partida que ficou conhecida como “O jogo da Sofia”. Durante o Campeonato Alagoano de 2006 CRB e CSA se enfrentariam 4 vezes, onde duas destas seriam pela semi-final do 1º turno. Com melhor campanha, o CSA teve direito a jogar por dois resultados iguais sem o critério de desempate dos gols marcados fora de casa. O primeiro confronto pela semi-final foi 1x1, os azulinos sairam na frente seguido do empate regateano. Para o CSA um novo empate bastava no confronto decisivo e o time da lagoa sai na frente no início do 1º tempo e faz catimba para segurar o placar simples. Com um time melhor tecnicamente, o CRB empata o jogo e faz 2x1 aos 48 minutos da etapa complementar (quase 49). O jogo iria até os 49 minutos, mas dois torcedores regateanos invadiram o gramado e, sendo assim, foi acrescido mais um minuto. O CRB comete uma falta na lateral direita de sua intermediária aos 50 minutos do 2º tempo, o meia azulino Edson Sá lança a bola para dentro da área regateana e encontra Alexsandro livre, que cabeceia e marca o gol da classificação azulina, 2x2. Mais uma festa em azul e branco na cidade de Maceió. Os azulinos, que acreditaram na classificação até o fim, obtiveram um empate com sabor de vitória.Silva “Cão”, ponta, artilheiro dos campeonatos alagoanos de 1968 (11 gols), 1972 (21 gols) e 1977 (16 gols) pelo CRB, mas que também jogou no CSA. Fez 62 gols na história do maior confronto do estado.
Vila Nova x Goiás - é o maior clássico de cidade de Goiânia, capital do estado de Goiás e também o maior clássico da Região Centro-Oeste do Brasil, seja pela performance dos dois clubes nos gramados ou pela presença das duas grandes torcidas nas arquibancadas. Nas 4 edições da Copa Centro-Oeste, este clássico do futebol goiano decidiu o título em duas ocasiões ( 2000 e 2001 ) , com vitórias do Goiás que é o maior vencedor desta copa com três conquistas, enquanto o Vila Nova tem 3 vice-campeonatos, sendo que o primeiro deles em 1999 curiosamente numa final disputada contra o Cruzeiro de Minas Gerais , que disputou a primeira edição deste torneio assim como outros clubes mineiros. O Goiás, que tem como símbolo um periquito, é o maior ganhador do Campeonato Goiano, com 21 conquistas e o Vila Nova, que tem como símbolo um tigre, é o segundo, com 15 títulos. O alvi-verde Goiás conquistou o Campeonato Brasileiro da 2º Divisão em 1999 e o colorado Vila Nova o Campeonato Brasileiro da 3ª Divisão em 1996 . O irreverente goleador Túlio Maravilha é um dos personagens mais interessantes deste clássico . Após ter jogado com muito sucesso no Goiás, sendo campeão algumas vezes, artilheiro do Campeonato Goiano de 1991 e artilheiro do Campeonato Brasileiro da 1ª divisão pelo alvi-verde, além de ter jogado em outros clubes, Túlio chegou ao Vila Nova cercado de desconfiança. Ao chegar logo declarou que era como melancia, verde por fora, mas vermelho por dentro, quebrando a desconfiança da torcida do Vila Nova, seu clube do coração e ajudando o Vila a conquistar o Campeonato Goiano de 2001 , tendo sido o artilheiro deste campeonato com 16 gols e feito um gol na final em que o Vila derrotou o Goiás por 3 a 1. O resultado mais repetido na história deste clássico foi 2 a 1, por 32 vezes. Em 2007, o Goiás disputa o Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão e o Vila Nova o Campeonato Brasileiro da 3ª Divisão, após o rebaixamento em 2006, quando disputou a 2ª Divisão do Brasileiro.
Clássico João e Maria - Atlético - MG x Cruzeiro - é o nome do maior clássico da cidade de Belo Horizonte e do estado de Minas Gerais, nomes simplificados de Clube Atlético Mineiro e Cruzeiro Esporte Clube.Os grandes clubes mineiros são muito identificados com seus mascotes e o clássico Atlético contra Cruzeiro também é conhecido como Galo contra Raposa. Este clássico tornou-se o maior clássico mineiro a partir da construção do Estádio Magalhães Pinto, o Mineirão, estádio onde o equilíbrio das partidas é evidente nas estatísticas, suplantando Atlético versus América que era,antes da inauguração do Mineirão, o maior clássico mineiro.
Coelho versus Leão - América - MG x Villa Nova - é o nome do clássico entre as equipes mineiras do América (o Coelho) e do Villa Nova (o Leão) , equipes que ostentam entre as suas principais conquistas o Campeonato Brasileiro Série B e se confrontam desde o dia 22 de Novembro de 1916 em partida realizada em Nova Lima e que tem o seu placar deconhecido, embora o pesquisador americano Carlos Paiva registre vitória do Villa Nova por um placar confortável. Embora o América já tenha conquistado o Campeonato Mineiro por 15 vezes e o Villa por 5, estas equipes jamais se confrontaram em finais deste campeonato. Pela Taça Minas Gerais , Leão e Coelho fizeram a final de 1977 em uma emocionante série de 3 jogos que terminaram empatados em 1 a 1 no tempo normal, com o Villa Nova fazendo o gol de desempate e que lhe deu este título no terceiro jogo, em 13 de Abril de 1977 , aos 6 minutos da prorrogação por intermédio de seu atacante Jurandi. Esta partida foi disputada no Mineirão e 10.728 torcedores pagaram ingressos naquele dia. As duas torcidas aguardavam outra final entre estes antigos rivais pela Taça Minas Gerais de 2006 , mas o América, campeão de 2005 , veio a perder a classificação nas semi-finais para o Uberaba, com o Villa sagrando-se campeão da Taça Minas Gerais deste ano.
Coelho versus Raposa - é o confronto entre as equipes do América (o Coelho) e o Cruzeiro (a Raposa), equipes sediadas em Belo Horizonte , capital do estado brasileiro de Minas Gerais , que se confrontam desde 10 de Julho de 1921 , com a vitória do América por 2 a 0. O América, clube da elite mineira e o Cruzeiro, clube que nasceu vinculado inicialmente à colônia italiana deste estado, mas cuja torcida com o tempo se espalhou por todas as etinias e classes sociais, sempre fizeram confrontos marcados pela rivalidade e pelo bom futebol, sendo que após a construção do Estádio do Mineirão [1] , o Cruzeiro veio a crescer muito e romper as barreiras do estado, virando uma referência internacional, mas sem esquecer o futebol mineiro, faz com o América um dos clássicos mais tradicionais de Minas Gerais. Após o primeiro confronto, o Cruzeiro (então Palestra Itália) , só veio a ganhar do América no décimo-sexto clássico entre estes rivais, em 19 de Junho de 1927 , quando ganhou por 4 a 1. As partidas mais importantes da história do clássico Coelho versus Raposa foram os dois jogos da final da Copa Sul-Minas em 2000 [2], quando o América venceu por 1 a 0 (gol de Pintado) e por 2 a 1 no jogo final (gols de Zé Maria de pênalti para o Cruzeiro e de Zé Afonso e Álvaro para o América), sagrando-se o primeiro campeão desta competição, que reunia os maiores clubes de Minas Gerais e os maiores clubes da Região Sul do Brasil. Curiosamente, foi por esta mesma competição, em sua edição de 2002 , que o Cruzeiro aplicou a maior goleada da história deste clássico: 7 a 0 . Último clássico considerado: Cruzeiro 2 a 1, 4 de Março de 2007 .
Clássico Azul e Branco - Íris SC x Israelita SC (PE) - EXTINTO - é o nome dado ao jogo das antigas equipes Íris Sport Club versus Israelita Sport Club ambos do bairro da Torre da cidade do Recife. As diputas entres as equipes recebeu esse nome por causa das cores de ambas as equipes o azul e branco. Total de Jogos: 22. Vitorias do Íris: 9. Vitorias do Israelita: 9. Empates: 4. O 1° jogo disputado pelo Israelita foi contra o seu principal rival o Íris. O Clássico Azul e Branco era visto como o segundo maior clássico do bairro perdendo somente para o Clássico Bairrense entre Torre e Tramways as duas maiores potências do bairro.
Clássico Matuto - CA Porto x Central SC (Caruaru - PE) - Os confrontos no estadual começaram em 1994, com 3 vitórias consecutivas do veterano Central. Logo após o Porto foi equilibrando o confronto, onde, a partir de 2000, leva vantagem nas vitórias da história do duelo. Nesse mesmo período chegou a manter um tabu de dez partidas sem perder para os Centralinos.
Clássico das Multidões - Santa Cruz x Sport - é o apelido dado ao confronto entre o Santa Cruz Futebol Clube e o Sport Club do Recife por terem as maiores torcidas de Pernambuco. Trata-se, em importância, do segundo clássico do estado, ficando atrás apenas do Clássico dos Clássicos, que se disputa entre os dois times de maior rivalidade em Pernambuco: Náutico e Sport.
Clássico dos Clássicos - Náutico x Sport - É o 3º clássico mais antigo do Brasil , atrás somente de Clássico Vovô (22 de Outubro de 1905) e do Gre-nal (18 de Julho de 1909) , este último disputado apenas 1 semana antes do primeiro Clássico dos Clássicos. É o mais importante dos clássicos disputados no estado, porque envolve as duas equipes mais tradicionais e de maior rivalidade do estado.
Clássico de Florianópolis - Avaí x Figueirense - É o clássico citadino mais antigo ainda em disputa no futebol catarinense, tendo sido jogado pela primeira vez em 13 de abril de 1924. O Clássico de Florianópolis tem a liderança do Figueirense no número de vitórias, mas é o Avaí] quem fez mais gols e possui as maiores goleadas. No último confronto, em 13 de abril de 2007, exatos 83 anos depois do primeiro clássico, o Figueirense venceu por 1 a 0, em partida válida pelo Campeonato Catarinense, na Ressacada. Avaí e Figueirense decidiram o Campeonato Catarinense em duas oportunidades: em 1975, quando o campeão foi o Avaí, e em 1999, quando o Figueirense levou o título. As duas equipes já se enfrentaram duas vezes pela Série A do Campeonato Brasileiro e, em 2001, chegaram juntas ao quadrangular final da Série B. O Figueirense terminou em segundo lugar e conseguiu o acesso à Série A. O Avaí ficou em quarto.
Choque Rei - São Paulo x Palmeiras - Esse apelido foi dado pelo jornalista Thomaz Mazzoni, do jornal A Gazeta Esportiva. Clássico mais charmoso do futebol paulista, que levou por quatro vezes públicos maiores do que 100 mil pessoas na história dos clássicos do futebol paulista. Tradicionalmente, o Palmeiras é o representante da colônia italiana de São Paulo. Já o São Paulo FC sempre esteve mais associado com a elite e a burguesia paulistana. Fato este que atualmente não pode ser mais levado em conta devido a popularidade que as duas equipes conquistaram. É Conhecido também como ‘clássico do ódio’.
Come-Fogo - Comercial x Botafogo (RP) - é o nome do clássico de futebol da cidade de Ribeirão Preto, que envolve o Comercial e o Botafogo, que se confrontam na fase amadora desde 30 de Novembro de 1930 (Comercial 3 a 0) e na fase profissonal desde 19 de Dezembro de 1954, em clássico que terminou empatado por 1 a 1 . A origem do nome deste clássico remonta a Novembro de 1954, quando o cronista esportivo Lúcio Mendes, escrevendo sobre a possiblidade de confronto entre estes dois clubes, afirmou que seria um autêntico Come-Fogo! Em suas melhores fases, este clássico chegou a levar públicos de mais de 30.000 pessoas, o que não se repete há vários anos pela fato dos dois clubes não terem se confrontado com os dois em boa fase.
Alvi-Negro - Corinthians x Santos - o confronto entre Corinthians Paulista e Santos Futebol Clube, são tradicionais equipes de futebol, filiados a Federação Paulista de Futebol. Esse apelido é como essa rivalidade histórica é conhecido na imprensa e entre os torcedores. O fato mais marcante da história desta rivalidade são os “grandes tabus”, longos períodos em que um clube ficou sem vencer o outro.
Derby Campineiro - é o nome dado aos confrontos entre Guarani x Ponte Preta, maior clássico da cidade de Campinas, no Estado de São Paulo, que ocorre desde 1911 ( Ponte 1 a 0, gol de Lopes ), podendo-se afirmar, que trata-se do maior clássico do interior do Brasil, dado a rica história destes 2 clubes e do próprio clássico em particular, cujo equilíbrio é a principal característica . O quarto Derby, em 28 de Agosto de 1914, um amistoso realizado no campo do Sousas, trouxe a certeza de que este clássico teria uma rivalidade muito significatica, pois após a vitória do Guarani por 2 a 0, uma briga de grandes proporções tomou as ruas da então pacata cidade de Campinas . Se o Guarani tem partipações mais relevantes a nível nacional, com seus dois títulos brasileiros (um da Série A em 1978, um da Série B em 1981 e dois vices da Série A em 1986 e 1987), a Ponte Preta tem participações mais relevantes a nível estadual, com 4 vice-campeonatos paulistas (1970, 1977, 1979 e 1981), contra um do Guarani (1988) . Em 26 de Setembro de 1948, no primeiro Derby do atual Estádio Moisés Lucarelli da Ponte Preta, o Guarani venceu por 1 a 0 . Em 7 de Junho de 1953, no primeiro Derby do Estádio Brinco de Ouro da Princesa, do Guarani, a Ponte Preta venceu por 3 a 0 .
Derby Paulista - Corinthians x Palmeiras - ou O Grande Derby, é o nome pelo qual é conhecido o clássico paulista entre os time de futebol Corinthians e Palmeiras. É a rivalidade entre os dois clubes mais populares da cidade de São Paulo na época, e foi o jornalista Thomas Mazzoni quem batizou essa rivalidade com o nome de Derby Paulista, em referência a mais importante corrida de cavalos do mundo, o Derby de Epsom. É uma das maiores rivalidades no futebol mundial (a 4º maior do mundo) e consequentemente a de maior rivalidade do Brasil. Corinthians x Palmeiras já decidiram campeonatos estaduais(Campeonato Paulista), regionais(Torneio Rio-São Paulo), nacionais(Campeonato Brasileiro) e vaga p/ a finalíssima em campeonatos continentais(Taça Libertadores da América). Nenhum outro clássico brasileiro decidiu tantos campeonatos importantes. O Palmeiras surgiu como o representante da imensa colônia italiana de São Paulo, tendo sido fundado em 1914. Já o Corinthians surgiu em 1910, associado às camadas mais humildes da sociedade paulistana. Os palmeirenses chamam os corinthianos de gambás e os corinthianos chamam os palmeirenses de porcos. No primeiro confronto entre Palmeiras e Corinthians, em 6 de Maio de 1917, houve vitória alvi-verde por 3 a 0. A terceira partida da história entre as duas equipes foi disputada em 1918, no dia em que se comemorava a libertação dos escravos. No dia desse jogo, os jogadores do Palmeiras/Palestra passaram em frente à uma pensão onde os atletas do Corinthians almoçavam. Os primeiros pegaram um osso de boi, escreveram a mensagem “O Corinthians é canja de galinha para o Palestra” e atiraram no refeitório. No jogo, o Palestra chegou a estar vencendo duas vezes, mas cedeu o empate. Devido a isso, o Corinthians guarda o osso até hoje em sua sala de troféus. Na primeira vitória alvinegra, o Corinthians ganhou por 3 a 0. O Corinthians foi campeão em cima do Palmeiras no campeonatos paulistas de 1954, 1995 e 1999 e no Torneio Rio-São Paulo de 1954. O Palmeiras foi campeão em cima do Corinthians no Campeonato Brasileiro de 1994, nos Torneios Rio-São Paulo de 1951 e 1993, e nos campeonatos paulistas de 1936, 1974 [3] e 1993. O Corinthians é o time brasileiro com mais títulos nacionais, possuindo no total 7, sendo 4 de Campeonato Brasileiro, 2 de Copa do Brasil e 1 da Supercopa do Brasil. O Palmeiras , possui no total 6 títulos, sendo 4 de Campeonato Brasileiro, 1 Copa do Brasil e 1 Copa dos Campeões. O Palmeiras também possui 2 títulos de Taça Brasil e 2 de Torneio Roberto Gomes Pedrosa, mas esses títulos não são reconhecidos como títulos nacionais pela Confederação Brasileira de Futebol. No Campeonato Paulista, o maior vencedor é o Corinthians, com 25 títulos, enquanto o Palmeiras é o segundo maior campeão com 21 títulos. Nas 2 vezes em que se enfrentaram pela Taça Libertadores da América, decidindo vaga para a fase seguinte(quartas de finais em 1999 e semifinais em 2000), o Palmeiras eliminou o Corinthians. Destaque para este último confronto na Libertadores de 2000 onde o Corinrhians venceu o primeiro jogo por 4 a 3 e o Palmeiras venceu o segundo por 3 a 2, levando a decisão para os penaltis, onde o Palmeiras bateu o Corinthians por 5 X 4 com a defesa do penalti cobrado por Marcelinho Carioca, defendido por Marcos do Palmeiras. Esse, talvez, tenha sido o maior confronto da história do torneio. Os jogos foram realizados no Estádio do Morumbi.
Majestoso - São Paulo x Corinthians - é o confronto entre São Paulo Futebol Clube e Sport Club Corinthians Paulista. Esse apelido foi dado pelo jornalista Thomaz Mazzoni, do jornal A Gazeta Esportiva. O Corinthians tem seu nome associado as classes mais humildes da sociedade paulista. Seu rival, o São Paulo FC, é considerado o time da elite paulistana, hoje a rivalidade do clássico é muito grande pois são os dois clubes mais populares da cidade.
San-São - Santos x São Paulo - é, no futebol paulista, o confronto entre Santos Futebol Clube e São Paulo Futebol Clube. Esse apelido foi dado pelo jornalista Thomaz Mazzoni, do jornal A Gazeta Esportiva. Clássico mais tático do futebol paulista.
Ceará x Fortaleza - é o maior clássico de futebol da cidade de Fortaleza, capital do Estado do Ceará, localizado na Região Nordeste do Brasil, onde há também um terceiro grande clube, o Ferroviário. O alvi-negro Ceará é também conhecido como Vovô e seu adversário é conhecido como o Tricolor.
Atletiba - Atlético - PR x Coritiba - é o nome dado ao confronto entre o Clube Atlético Paranaense, campeão brasileiro de 2001 e o Coritiba Foot Ball Club, campeão brasileiro de 1985, clubes da cidade de Curitiba - Paraná. Os confrontos entre essas duas grandes equipes ocorrem desde 8 de Junho de 1924 , quando o Coritiba venceu por 6 a 3. Inicialmente, a rivalidade tinha base nas origens destes clubes, com cada um deles representando uma camada social, sendo o Coritiba marcadamente o clube dos alemães. A própria fundação dos clubes tem certa dose de rivalidade, visto que os fundadores de um dos clubes que deram origem ao Atlético eram dissidentes do Coritibano, que mais tarde tornou-se Coritiba. Com o passar dos anos, a rivalidade foi aumentando, fruto dos inúmeros jogos decisivos que disputaram estes dois rivais e os tornaram as maiores torcidas do Paraná . Pesquisas recentes sobre o tamanho de cada uma das torcidas apontam a do Atlético ligeiramente maior que a do Coritiba, fenômeno decorrente dos últimos bem-sucedidos anos do clube da Baixada. A primeira vez que o clássico Atletiba decidiu o Campeonato Paranaense de Futebol foi em 1941, com vitória do Coritiba por 1 a 0. Em 1943, o Atlético deu o troco, com duas vitórias por 3 a 2 nos jogos que lhe deram o bicampeonato paranense em 1942/1943 e em 1945 nova vitória atleticana: 2 a 1. Em 1968, um gol de Paulo Vechio no último minuto deu o empate por 1 a 1 que garantiu ao Coritiba o título deste ano e começou a mudar a história deste clássico. Em 1969, o Coritiba foi bicampeão e o Atlético conquistou o Campeonato Paranaense em 1970. A partir daí, começa um período glorioso para o Coritiba, hexacampeão paranense de 1971 a 1977. Se não tivesse perdido o título conquistado pelo Grêmio Maringá em 1977, o Coritiba teria se sagrado eneacampeão parananense, pois conquistou o título estadual também em 1978 e 1979. Caso o Coritiba tivesse ganho também o campeonato estadual de 1970, teria sido campeão por 12 anos seguidos, o que seria o recorde brasileiro de conquistas em estaduais. Neste período áureo do Coritiba, as vitórias sobre o Atlético foram muitas, no entanto só ocorreram em finais de campeonato nos anos de 1972 e 1978. Curiosamente, tanto a decisão de 1972, quanto os três jogos finais de 1978 (em que ocorreram alguns dos maiores públicos da história deste clássico), tiveram como resultado o 0 a 0. Em 1978, o goleiro Manga garantiu o título para o alvi-verde depois de agarrar dois pênaltis, mesmo tendo sofrido uma contusão antes das cobranças. Reza a célebre história que o goleiro do Coritiba enfaixou o joelho que não estava machucado, induzindo os batedores do Atlético a erro. Outros dois empates, em 1983 (1 a 1) e em 1990 (2 a 2) deram o título para o Atlético, que conquistou mais dois campeonatos em 1998 e em 2000. Em 2004 os clubes protagonizaram uma emocionante final. No primeiro jogo, vitória do Coritiba por 2 a 1 no Couto Pereira. No segundo jogo, uma brilhante alternância no placar fez com que o título trocasse de mãos 4 vezes durante o jogo, ficando definitivamente com o Coritiba após empate no final da partida. E, em 2005, foi a vez do Atlético conquistar o título ganhando no tempo regulamentar (1 a 0) e depois na decisão por pênaltis, quando venceu por 4 a 2, com um ex-jogador do Coritiba (Lima) fazendo o gol do título para os atleticanos. No balanço geral do clássico, vantagem para o Coritiba, que possui 127 vitórias, contra 105 do Atlético Paranaense.
Paratiba - Paraná x Coritiba - é o clássico do futebol paranaense entre o Coritiba Foot Ball Club e o Paraná Clube. Originou-se logo após a fusão de Colorado e Pinheiros, da qual surgiu o Paraná Clube. No primeiro jogo, em 04 de fevereiro de 1990, no estádio Couto Pereira o Coritiba venceu o Paraná Clube pelo placar de 1 a 0. A primeira vitória Paranista ocorreu apenas no sexto jogo, em 07 de abril de 1991, 1 a 0 tambem no estádio Couto Pereira. O Coritiba é o adversário com mais jogos realizados contra o Paraná, incluindo-se as decisões estaduais de 1991, 1995, 1996 (vencidas pelo tricolor) e de 1999 (vencida pelo alviverde).
Re-Pa - Remo x Paysandu - (também conhecido como Clássico-Rei da Amazônia) é o maior clássico da Região Norte do Brasil. Envolve o Clube do Remo e o Paysandu Sport Club, da cidade de Belém capital do estado do Pará. É o clássico brasileiro que mais vezes foi disputado, talvez o clássico com maior número de partidas do futebol mundial. Estas equipes já jogaram quase 700 clássicos desde a primeira vez em 10 de Junho de 1914, que terminou com a vitória do Remo por 2 a 1.Após as obras de modernização do Estádio Olimpico do Pará 2002,que diminuiram a sua capacidade e aumentaram o seu conforto, o maior público do Re-Pa foi de 49.695 pagantes na final do Campeonato Paraense de Futebol de 2004 . Clube do Remo e Paysandu são detentores de duas torcidas apaixonadas, que costumam proporcionar ótimas presenças de públicos e segundo a Revista PLACAR, de 24 de Julho de 2001, o REMO detém 12% da torcida da Região Norte do Brasil e o PAYSANDÚ, 8%, sendo estas as equipes mais populares entre os clubes desta região . Cabe salientar que esta pesquisa foi feita pela internet. Já em pesquisa do IBOPE para a revista LANCE A+, em Outubro de 2004, o Clube do Remo aparecia como a maior torcida entre os clubes desta região,com 0,7% (cerca de 1.190.000 torcedores) dos torcedores brasileiros e o Paysandu vinha logo atrás (considerando a margem de erro desta pesquisa, empate técnico) com 0,6% (1.020.000 torcedores). Outra pesquisa, esta do Instituto Acertar, feita em 2004 na cidade de Belém também deu empate técnico, com 46% declarando-se torcedores do Clube do Remo e 44,8% decarando-se torcedores do Paysandu. Em Campeonatos Brasileiros da 1º Divisão a média de público do Clube do Remo é de 15.200 expectadores (Revista PLACAR de Novembro de 2002) e a do Paysandu é de 13.143 (até 2004, segundo a revista PLACAR de Abril de 2005) . No Campeonato Brasileiro Série C de 2005, o Remo teve uma média de público de 29.666 espectadores por partida. O Paysandu é detentor de dois títulos do Campeonato Brasileiro da 2°Divisão em 1991 e em 2001, uma Copa Norte em 2002, uma Copa dos Campeões em 2002 e 42 campeonatos paraenses, tendo caído do Campeonato Brasileiro para o Campeonato Brasileiro Série B em 2006. Já o Remo detém um Campeonato Brasileiro Série C em 2005, um vice-campeonato do Campeonato Brasileiro Série B em 1984, uma Copa Norte-Nordeste em 1971, três Copas Norte em 1968, 1969 e 1971, além de 41 campeonatos paraenses, tendo sido promovido do Campeonato Brasileiro Série C para o Campeonato Brasileiro Série B em 2006. Pelo Campeonato Brasileiro da 1ª DIvisão, o Clássico Re-Pa já foi disputado em dez ocasiões, com três vitórias do Paysandu, duas do Remo e cinco empates. Após quase cinco anos sem se enfrentarem em campeonatos brasileiros, Remo e Paysandu voltaram a se enfrentar pela 14º rodada do Campeonato Brasileiro Série B 2006 em 28 de Julho, com vitória do Paysandu por 2 a 0 e no returno deste campeonato, em 31 de Outubro, o Remo venceu por 3 a 1. Pela história da Série B, até esta data foram cinco vitórias do Paysandu, quatro do Remo e seis empates, com vinte e dois gols do Paysandu e dezessete do Remo . Desde que o Campeonato Brasileiro começou a ser disputado nos moldes atuais, Remo e Paysandu disputaram a mesma divisão em vinte ocasiões (excetuando a Série B de 2006, ainda em disputa), sendo onze delas na Série A e nove na Série B, com o Remo tendo tido uma colocação melhor do que a do rival em doze delas, sendo sete na Série A. Já o Paysandu foi o melhor em oito ocasiões, quatro em cada divisão. Em relação aos maiores goleadores do clássico Re-Pa a vantagem é do Paysandu, pois o maior artilheiro deste clássico foi o seu atacante Hélio, que entre 1941 a 1952 balançou as redes do Remo por quarenta e sete vezes. Entre 1925 e 2005, o clássico Re-Pa decidiu o Campeonato Paraense em trinta e três ocasiões, com dezessete vitórias do Remo e dezeseis do Paysandu. Com relação a períodos de invencibilidade, o Remo ficou sem vencer o Paysandu por 13, entre 29 de Janeiro de 1970 e 9 de Dezembro de 1970. Já o Paysandu ficou sem vencer o Remo por 33 jogos, entre 31 de Janeiro de 1993 e 7 de Maio de 1997 .
Ca-Ju - Caxias x Juventude - é o maior clássico de Caxias do Sul, cidade de colonização italiana situada no Estado do Rio Grande do Sul, que envolve as equipes da Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias do Sul , campeã gaúcha de 2000 e o Esporte Clube Juventude , campeão gaúcho de 1998 e da Copa do Brasil de 1999, entre muitos outros títulos citadinos e estaduais conquistados por estas duas equipes gaúchas, as maiores equipes do interior de toda a Região Sul do Brasil . No Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão, foram disputados 3 clássicos Ca-Ju e foram 3 empates . As estatísticas dos clássicos Ca-Ju, são motivo de polêmica, pois considerando-se o período em que o Caxias se chamava Flamengo, é do Juventude a vantagem no clássico . Após a mudança de nome do Flamengo para Caxias, a vantagem é do Caxias .
Gre-Nal - Grêmio x Internacional - A expressão Gre-nal surgiu em 1926, quando o jornalista Ivo dos Santos Martins (torcedor do Grêmio), cansado de ter de escrever por extenso os longos nomes dos dois times, inventou a expressão. Já o ex-governador do Rio Grande do Sul e patrono do Internacional, Ildo Meneghetti, definiu de forma tautológica o grande clássico gaúcho: “Gre-nal é Gre-nal”. O Gre-nal é considerado, proporcionalmente, o maior clássico regional do Brasil, por dividir ao meio praticamente todo o Estado do Rio Grande do Sul. Em outros estados, o número de grandes clubes chega, às vezes, até a quatro. Já no Rio Grande do Sul, apenas recentemente o Juventude vem surgindo como outra grande força no futebol estadual. Fundado 6 anos antes, o Grêmio liderou com folga as estatísticas de Gre-nais nos primeiros anos de disputa, tendo ganho o primeiro Gre-nal por 10 a 0 em 18 de Julho de 1909 , com cinco gols do alemão Booth, autor do primeiro gol deste clássico e ficado mais de 6 anos (6 jogos) sem conhecer derrota. Além de Booth, marcaram para o Grêmio os jogadores Grunewald (4 vezes) e Moreira (1 vez). O Internacional assumiu a vantagem no número de vitórias em 1945, na época do ‘Rolo Compressor’ e nunca mais foi superado. No início dos anos 80, essa vantagem chegou a ser de 31 clássicos, mantendo-se em 20 vitórias a mais para o Internacional até hoje. Pode-se dizer que grande parte da vantagem atual foi construída no período de 1969 a 1976 , com a construção do Estádio Beira-Rio e a montagem do maior time da história do Internacional. Naquele período foram disputados 40 confrontos, com o Inter tendo vencido 18, empatado 18 e perdendo apenas 4 jogos, ficando invicto por 17 partidas (17 de Outubro de 1971 a 13 de Julho de 1975), o seu maior período de invencibilidade. Mas é interessante notar que, apesar disso, o Internacional jamais venceu o Grêmio no Estádio Beira-Rio por mais de 2 gols de diferença. Algo que já conseguiu várias vezes no Estádio Olímpico. Já o maior período de invencibilidade do Grêmio foi entre 16 de Junho de 1999 e 28 de Outubro de 2002, quando chegou a ficar 13 jogos invictos. Depois de décadas de um processo conhecido como “gangorra” (quando um dos clubes da dupla gre-nal está bem o outro está mal, e vice-versa), o ano de 2006 foi atípico, já que no Campeonato Brasileiro o Inter ficou em 2º na classificação geral e o Grêmio ficou em 3º, fazendo que os dois times se classificarem juntos pela 1ª vez na Taça Libertadores da América de 2007.
Botafogo x Flamengo - é um clássico de futebol da cidade do Rio de Janeiro, que envolve o Botafogo de Futebol e Regatas e o Clube de Regatas do Flamengo, equipes que se confrontaram pela primeira vez em 13 de Maio de 1913, em jogo válido pelo Campeonato Carioca que o Botafogo ganhou por 1 a 0. Este é um dos seis maiores clássicos do futebol carioca. É o clássico em que o Botafogo se sai melhor, pois a desvantagem contra o Flamengo no confronto direto é menor do que a que o Alvinegro tem contra o Fluminense e, principalmente, contra o Vasco da Gama. Em quatro decisões acontecidas entre Botafogo e Flamengo, o Botafogo sagrou-se campeão nas finais dos campeonatos cariocas de 1962 e de 1989, enquanto o Flamengo levou a melhor na final do Campeonato Brasileiro de 1992 e do Campeonato Carioca de 2007.
Fla-Flu - Flamengo x Fluminense - O primeiro FLA-FLU, em 7 de julho de 1912 [1] [2] , já deu uma noção do que seria a história deste clássico, pois mesmo o Fluminense tendo perdido nove titulares que foram abrir o departamento de futebol de seu rival, ganhou por 3 a 2 (primeiro gol da história do Fla-Flu, de E. Calvert, do Fluminense, a 1 minuto de jogo), marcando desde o início este confronto, como clássico de grandes imprevisibilidades, de futebol alegre e ofensivo, festa de cores das grandes torcidas , um carnaval fora de época.
O nome próprio deste clássico, FLA-FLU, foi dado pelo jornalista Mário Filho em 1933, quando procurava recursos para motivar o comparecimento das torcidas ao campeonato da recém criada Liga de Futebol .
Em 1925, a seleção carioca precisou ser convocada às pressas para disputar o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais e pela dificuldade de se reunir os jogadores dos diversos clubes, optou-se por convocar apenas jogadores de Flamengo e do Fluminense, o que inicialmente causou repúdio popular, com os amantes do futebol referindo-se à aquele time não como Seleção Carioca mas como Combinado Fla-Flu.
Esta Seleção Carioca acabou campeã, o que mudou o sentimento popular em relação a ela. Mário Filho teve então, a capacidade de transformar um nome criado com uma imagem negativa, em nome próprio e marca registrada deste grande clássico conhecida mundialmente, no ano de 1933 .
Frases e crônicas célebres dos irmãos Nélson Rodrigues e Mário Filho, eternizaram este clássico, como as de Nélson “No dia da inauguração do paraíso, houve um FLA-FLU de portões abertos, e escorria gente pelas paredes”, “Tudo é FLA-FLU, o resto é paisagem “[3] ou “o FLA-FLU foi criado seis mil anos antes do nada”. Já Mário Filho, jornalista que é o nome oficial do Estádio do Maracanã, foi o criador do chavão “Clássico das Multidões”, além de dividir com o grande dramaturgo e cronista Nélson, crônicas fantásticas sobre este grande clássico, tirando-o de um plano material e elevando o Fla-Flu para um plano celestial, o realismo fantástico que caracteriza o trabalho de diversos grandes escritores da literatura latino-americana sendo aplicado ao jornalismo esportivo .
O Fluminense é o adversário que detém mais vitórias sobre o Flamengo em decisões de estaduais, tendo-se sagrado campeão em 8 ocasiões (1919, 1938, 1941, 1969, 1973, 1983, 1984 e 1995), contra 3 do Flamengo(1963, 1972 e 1991). Além das finais de campeonatos, em ocasiões que não chegaram a disputar diretamente o título, o Fluminense foi campeão e o Flamengo vice em 4 ocasiões (1924, 1937, 1938 e 1940), enquanto o rubro-negro foi campeão e o tricolor vice em 7 ocasiões (1915, 1920, 1925, 1927, 1943 e 1953). Além disso, estes dois clubes e mais América e Botafogo terminaram empatados o Campeonato Carioca de 1946, tendo que ser realizada uma fase final entre os 4 clubes em turno e returno, que ficou conhecida como Supercampeonato, com o Fluminense sendo campeão, o Botafogo vice e o Flamengo terceiro colocado, sendo que dois Fla-Flus foram disputados terminando com os resultados de 1 a 1 e Fluminense 4 a 1.O Tricolor e o Rubro-negro também participaram da fase final do Campeonato Carioca de 1985 juntamente com o Bangu , com o Fluminense sendo campeão e o Bangu vice. Os dois maiores campeões do futebol carioca detêm 59 títulos estaduais, cabendo 30 ao Fluminense, campeão do século XX no Estado do Rio de Janeiro, por ter sido o maior ganhador de títulos estaduais do século passado. Quem seriam os maiores personagens do FLA-FLU nestes mais de 94 anos de história ? Pelo lado do Flamengo, provavelmente foi Zico,com 19 gols marcados, embora Pirilo tenha feito 18 na década de 40, mas sem ganhar tantos títulos pelo Rubro-negro quanto Zico e Júnior tenha liderado a garotada do Flamengo nos 4 a 2 da final do Campeonato Carioca de 1991 . Pelo lado do Fluminense, embora o goleador Ézio tenha feito 12 gols na pior década da história do Fluminense, nos anos 90, Hércules 15 na década de 30, Russo 13 na de 40 em épocas gloriosas para o Tricolor, Renato Gaúcho tenha feito um gol de barriga na decisão do Campeonato Carioca de 1995 no ano do centenário do clube rival, provavelmente o grande nome é Assis, o carrasco dos anos 80, que marcou gols nas decisões dos campeonatos cariocas de 1983 e de 1984 , sendo que em 1983, no último minuto do jogo . A partida Flamengo 0 a 0 Fluminense, decisão do Campeonato Carioca em 15 de dezembro de 1963, registrou o maior público da história do futebol mundial entre clubes, nada menos do que 194.603 espectadores, sendo 177.656 pagantes. Este clássico do futebol carioca registrou pelo menos 35 públicos acima de cem mil pessoas. O espetacular Cine Jornal Canal 100, que posteriormente se transformaria em um programa televisivo, eternizou várias partidas deste clássico, entre estas, a mais recente, a célebre decisão do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro de Futebol de 1995. Este foi o último programa da série, onde uma decisão com craques como Renato Gaúcho, Romário, Sávio e Branco, brilhavam em campo. Nesta partida o Fluminense sagraria-se campeão em um jogo eletrizante. Na última partida importante entre as duas equipes, o Fluminense conquistou uma siginificativa vitória por 4 a 1 sobre o rival,na decisão da Taça Rio 2005 .
Goyta-Cano - Goytacaz x Americano - Este é o maior clássico do futebol do interior do Estado do Rio de Janeiro, cujas equipes se confrontam desde a segunda década do século XX, sendo as maiores ganhadores dos campeonatos citadinos de Campos dos Goytacazes, o Americano com 27 títulos e o Goytacaz com 20 títulos . Nos campeonatos do antigo Estado do Rio de Janeiro, antes da fusão com o Estado da Guanabara, o Americano foi campeão em 5 ocasiões e o Goytacaz támbem em 5, sendo o de 1978 não declarado oficialmente. Em campeonatos brasileiros, a melhor performance do Goytacaz foi o vice-campeonato da segunda divisão em 1985 e o Americano, até 2006, é o segundo clube que mais disputou o Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão, em 19 ocasiões, sendo que a sua melhor colocação foi a quarta, por 3 vezes . O Americano foi ainda, campeão brasileiro da Terceira Divisão, em 1987 . Em campeonatos brasileiros da Primeira Divisão, a melhor colocação do alvi-negro Americano foi a 27ª entre 74 participantes, em 1978, já a melhor colocação do alvi-celeste Goytacaz na primeira divisão do futebol brasileiro, foi a 30ª, neste mesmo ano . Depois de doze anos sem jogarem uma partida oficial, Goytacaz e Americano se reencontraram em fase eliminatória da terceira divisão do campeonato brasileiro, em 12 e 15 de Outubro de 2003 , com discutida classificação do Americano ao final dos embates em que cada clube venceu o jogo em seu estádio por 1 a 0 . Os jogadores do Goytacaz reclamaram muito de impedimento no gol assinalado a favor do Americano no segundo jogo, que acabou não terminando e sendo marcado por inúmeros tumultos, com direito a cai-cai de jogadores do Goyta e a classificação do Americano sendo concedida através da justiça desportiva . Em 1920, outros dois clássicos não terminaram devido há tumultos e em 1929 houve mais um caso. Em jogos pelo campeonato do novo Estado do Rio de Janeiro , em confrontos disputados entre 1976 e 1992 , o Americano somou 8 vitórias, o Goytacaz 3 e aconteceram 13 empates, sendo que a placar mais dilatado aconteceu em 15 de Setembro de 1985, quando o Goytacaz venceu por 3 a 0 . Em 2006, o Americano está na primeira Divisão do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro (antigo Campeonato Carioca), sendo o clube deste estado que mais pontos fez no Século XXI, embora sua melhor colocação tenha sido o vice-campeonato, em 2002 . Já o Goytacaz, conquistou vaga no Campeonato Carioca de 2007 ao chegar em quarto lugar na Seletiva para o Campeonato Carioca em 2006 , mas a justiça considerou a Seletiva ilegal e cassou o seu resultado , impedindo que o grande clássico campista se realizasse novamente em grande estilo.
fonte: pt.wikipedia.org
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em 22 de Outubro de 2007 @ 19:10 1.Edu Cacella disse:
Muito bom Vinicius
acrescentarei
VASCO X AMERICA-CLÁSSICO DA PAZ
VASCO X FLAMENGO- CLÁSSICO DOS MILHÕES
FLU X BOTAFOGO- CLÁSSICO VOVÔ
FLA X FLU- CLÁSSICO DAS MULTIDÕES
EXISTEM MAIS CLÁSSICOS SE QUISER ACRESCENTAR DEPOIS PESQUISANDO..
em 22 de Outubro de 2007 @ 19:44 2.Vinicius Henrique disse:
FLU X BOTAFOGO- CLÁSSICO VOVÔ
FLA X FLU- CLÁSSICO DAS MULTIDÕES
esses jah estão no post…
em 23 de Outubro de 2007 @ 09:48 3.Roberto Gilnei Junior disse:
Eu já havia lido este texto na wikipedia.
Tenho uma dúvida: o clássico Atlético-MG x Cruzeiro é conhecido mesmo por “Clássico João e Maria”? Fico na dúvida porque a Wikipedia tem informações editáveis, que são duvidosas. E várias vezes eu já vi torcedores do Galo chamando pejorativamente os torcedores do Cruzeiro de “Marias”. Sei lá, pode ser alguma invenção de torcedor…
em 23 de Outubro de 2007 @ 14:14 4.Edu Cacella disse:
Faz sentido mesmo podem ter colocado de sacanagem
em 23 de Outubro de 2007 @ 18:04 5.Galdino Antonio Ferreira da Silva disse:
Faltou os classicos da Bahia sem ser o Bahia:
Clássico da Laranja: ATLÉTICO DE ALAGOINHAS X CATUENSE
Clássico Papa Jacas x Papa Caranguejo: ITABUNA X COLO-COLO
Clássico Marinete x Bonde:SÃO CRISTOVÃO X ENERGIA FC
Clássico dos Campeões: BAHIA X GALICIA
Clássico do Pote: BAHIA X BOTAFOGO/BA
FALTOU TBM O DERBY CAMPINEIRO: GUARANI X PONTE PRETA
em 23 de Outubro de 2007 @ 18:06 6.Galdino Antonio Ferreira da Silva disse:
Perdão o Derby Campineiro já faz parte do Artigo.
em 23 de Outubro de 2007 @ 18:11 7.Galdino Antonio Ferreira da Silva disse:
Tem tbm o clássico dos maiorais entre CAMPINENSE X TREZE na Paraiba e o couro come em Campina Grande.
em 27 de Outubro de 2007 @ 00:34 8.Ricardo Amaral disse:
o texto foi exteeeennso e ainda deixou varios clássicos importantes fora e citou uns tão estranhos!