Arquivo de Março de 2008
Blog História do Futebol & ESCUDOS & (PARANÁ) & Artigos-Michel McNish Michel McNish em 31 Mar 2008
Protegido: Astrel Esporte Clube
Blog História do Futebol Roberto Pypcak em 31 Mar 2008
Mais uns clubes de Maringá - versão 2008
Astrel SC , novo time de futebol profissional de Maringá, que vai disputar a Segunda Divisão do Campeonato Paranaense deste ano. É o ex-Atlético Pitanguense, que disputou a segundona paranaense em 2007 por Pitanga.(que após a disputa, mudou o nome para Astrel Sport Club Pitanga)
Vai estrear no estádio Willie Davids dia 20 de abril (daqui a um mês), contra o Nacional de Rolândia.
O presidente do clube é o ex-vereador Aldi César Mertz - a quem, a partir de agora, considero um dos homens mais corajosos de Maringá.
Será que vai dar certo? As rendas do Galo/Adap são pequenas, imaginem de um time que está começando agora, que não tem torcedor algum por enquanto e disputa a chamada Divisão de Acesso…
O clube , porém, deverá se chamar agora, oficialmente, Maringá Esporte Iguatemi.O escudo deverá mudar também.
Segundo Antonio Marcos, da Equipe de Ouro da Cultura AM, o mascote do time será um peixe, o Dourado.
Enquanto isso, depois de finalmente pagar o hotel que hospedava os jogadores do Real Brasil, Aurélio Almeida prepara retorno para a freguesia de Maringá, para a disputa da terceira divisão com o Grêmio Maringá SC LTDA.O clube só estará confirmado na competicção, no entanto, se o presidente apresentar álvara e certidão negativa, que comprove que a equipe está em dia com o caixa da FPF.
fonte: blogdoedson, diario do norte.
Blog História do Futebol Rodolfo P. Stella em 31 Mar 2008
Protegido: Campeonato Paulista 1970 - Times Base (Revisado)
Blog História do Futebol & x5) Jogos Históricos & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 31 Mar 2008
Brasil x Russia em 1958 - 3 minutos arrasadores de Garrincha
Finalmente Garrincha e Vavá entraram no time contra a Russia. O que Garrincha fez nos 3 primeiros minutos do primeiro tempo contra a Russia em 1958, beirou o absurdo.
Dizia um cronista soviético que nunca viu na vida um jogador sozinho enlouquecer todo o time em apenas 3 minutos.
A narração de Edson Leite está gravada a partir do segundo minuto de jogo, desta forma:
…….Escala Garrincha pela direita, vê Pelé colocado, vai ser encurralado por trás, passa para Pelé, entrou na área, chutou para o arrrrrrco….a bola bate na trave outra vez e vai a córner. ( Garrincha já tinha chutado uma bola na trave no primeiro minuto). Numa magistral jogada de Pelé, quando o meu cronômetro marca 2 minutos de jogo no primeiro tempo.
……Vai Zagalo bater o córner para o Brasil, levantando para dentro da área, sobe Vavá, recupera o central russo e despeja para o meio de campo. Sobe na bola Belini e ganha do adversário, lança para Didi, que pôs a bola no terreno, tem Garrincha pela direita e Zagalo pela esquerda, demora demais, tenta o drible, deu para Vavá, entrou na área, pode marcar, atira e é goooool. Vavá, em início irresistível do Brasil, em apenas 3 minutos, 2 bolas na trave e 1 no fundo do gol.
…..Placaaaaar na Suécia……..1 a 0………..o Brasil vence!
(a narração do primeiro gol dá conta que o lançamento foi do Didi, mas eu tenho quase certeza que a bola foi lançada para o Garrincha, que levou a bola para linha de fundo e cruzou para Vavá marcar).
Blog História do Futebol & (SANTA CATARINA) & x11) HINOS & Artigos-Michel McNish Michel McNish em 31 Mar 2008
Protegido: Hino do Tubarão Futebol Clube-SC
Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 31 Mar 2008
Yustrich, de goleiro a técnico durão
Dorival Knipel começou no futebol aos 18 anos como goleiro do Flamengo, onde jogou até 1944. Ganhou o apelido de Yustrich por sua semelhança física com Juan Elias Yustrich, famoso goleiro argentino, do Boca Juniors. Neste período conquistou os títulos cariocas de 1939 e o tricampeonato de 1942 a 1944. Em 1944 foi para o Vasco da Gama, transferindo-se depois para o América, também do Rio de Janeiro.
Na década de 1950, já era técnico de futebol, com fama de disciplinador e durão: não permitia que atletas sob seu comando fumassem, deixassem a barba por fazer e usassem cabelo comprido. Não tolerava atrasos e falta de empenho nos treinamentos.
Arrogante e de temperamento explosivo, gostava de exibir sua valentia. Era chamado de Homão por causa de sua alardeada macheza e pelos seus quase 1,90 m de altura e seu físico avantajado ou, segundo um cronista esportivo, paquidérmico. Envolvia-se em constantes atritos com jogadores, colegas, dirigentes e a imprensa.
Em Portugal
Em 1953, foi expulso do Atlético Mineiro pelos próprios jogadores, descontentes de verem alguns colegas preteridos pelo técnico. Em 1955, estava no Futebol Clube do Porto, de Portugal , para fazê-lo campeão em 1956, após um jejum de 16 anos. No mesmo ano, o Porto venceu a Taça Portugal e pela primeira vez fazia a chamada dobradinha, ao conquistar no mesmo ano os dois maiores títulos daquele país.
Mesmo com essas conquistas, Yustrich era antipatizado por alguns de seus jogadores, entre eles Hernani Silva, o ídolo do time. Em 1958, o Porto goleou o Oriental por 5 a 0 e Yustrich mandou os seus jogadores agradecerem ao público o apoio que lhes tinha sido dado. Hernani foi o único a não cumprir a ordem porque não estava para «alimentar as palhaçadas do treinador», Foi o suficiente para se iniciar uma discussão áspera que culminou com um troca de socos. No final da temporada, Yustrich foi dispensado.
Suspeita-se que a saída de Yustrich tenha sido exigida pela PIDE, a temida polícia secreta do então ditador Oliveira Salazar. O regime salarazista tinha seu clube preferido, o Sporting, de Lisboa, e não via com bons olhos o sucesso do Porto, conduzido por um brasileiro.
De volta ao Brasil e ao Atlético
Em 1959, dirigiu o Vasco da Gama. Em 1964, estava no modesto Siderúrgica, da cidade mineira de Sabará e conquistou o título estadual, quebrando a hegemonia dos grandes clubes. O Siderúrgica havia arrebatado um título estadual pela última vez em 1937. Do Siderúrgica, foi para outro time do interior, o Villa Nova, de Nova Lima.
Em seguida, foi dirigir novamente o Atlético Mineiro e foi responsável por uma das melhores fases do Galo, várias vezes campeão mineiro sob sua direção.
Yustrich se tornou técnico da seleção brasileira por uma única partida e de uma maneira peculiar. Em dezembro de 1968, o Atlético foi convidado a representar o Brasil num amistoso contra a antiga Iugoslávia. Vestindo a camiseta canarinho, o Atlético venceu por 3x2.
Em 1969, na preparação da seleção brasileira para a copa de 1970, então dirigida por João Saldanha, foi programada uma partida contra a seleção mineira., no Estádio do Mineirão. Mas quem entrou em campo, vestindo a camiseta vermelha da Federação Mineira, foi o Atlético, que venceu a seleção que se tornaria campeã do mundo por 2 a 1. Ao final da partida,. Yustrich obrigou seus jogadores a darem a volta olímpica no gramado, usando a camisa alvinegra do Atlético que vestiam por baixo da vermelha da Seleção de Minas. O Mineirão quase veio abaixo. Isto lhe valeu a inimizade de João Saldanha.
No Atlético Mineiro, Yustrich deu uma atenção especial a um jovem jogador vindo do Rio, de nome Dario, que se consagraria com o maior artilheiro do Galo até então. Com treinamentos especiais, Yustrich deu ao jovem Dario as condições técnicas e a autoconfiança que lhe faltavam, fato que o próprio jogador reconhece publicamente.
No entanto, com o jogador uruguaio Cincunegui, Yustrich teve desentendimentos que culminaram com seu afastamento do Atlético. Criticado pelo treinador por haver retardado por uma semana seu retorno de férias, o uruguaio e Yustrich passaram a ter discussões cada vez mais fortes. A certa altura, Cincunegui teria apontado um revólver para Yustrich.
No Flamengo: incidente com Saldanha
Em 1970, Yustrich foi para o Flamengo cercado de grandes expectativas e começou o ano arrasador. Em fevereiro, pelo Torneio de Verão, a vitória de 6x1 sobre o Independiente da Argentina, com cinco gols no primeiro tempo, deixou a torcida empolgada com o novo treinador. Mas os resultados seguintes decepcionaram. Com apenas oito vitórias em 25 partidas no primeiro semestre de 1971, a diretoria rubro-negra atribuiu a má fase do clube aos métodos rígidos de Yustrich e optou por demiti-lo.
Mas o fato mais marcante de sua passagem pelo Flamengo foi vivido fora de campo. Convencido de que seria convocado para comandar a seleção brasileira, caso João Saldanha, que estava em baixa, fosse demitido, Yustrich começou a carregar nas críticas ao treinador.
Saldanha, que andava irritado com Yustrich desde o jogo-treino no Mineirão, entrou armado de revólver na concentração do Flamengo, mas Yustrich não estava no local. Este gesto colocou Saldanha na berlinda e bastou um empate da seleção com o modesto time do Bangu, para que fosse demitido. Foi substituído por Zagallo.
Final de carreira
Depois do Flamengo, treinou o Corinthians e o Coritiba. Em 1977, estava novamente no futebol mineiro, desta feita no Cruzeiro, onde, já de início, tomou uma medida que desagradou aos jogadores: proibiu o jogo de sinuca na concentração. Mas naquele ano o Cruzeiro sagrou-se campeão mineiro.
Do Cruzeiro, Yustrich foi dispensado por conta de uma discussão em torno de um fato banal. Após um jogo em Araxá, um jogador deu a camisa para um garoto que invadira o gramado. Yustrich mandou o roupeiro buscar a peça. O presidente do clube não permitiu. Armou-se o bate-boca e o treinador foi demitido ali mesmo à vista de todos.
Este incidente teria sido apenas o pretexto para dispensar um treinador já desgastado. Yustrich tentara tirar o zagueiro Brito, campeão mundial em 1970, da equipe titular, por ter o hábito de fumar. Não conseguiu, porém, vencer a oposição dos outros jogadores e da diretoria. Daí, como forma de mostrar seu descontentamento, substituía Brito durante as partidas sempre que tinha oportunidade. O craque se irritou a tal ponto que, ao ser substituído pela enésima vez, jogou a camiseta suada no rosto do treinador diante do público.
Yustrich encerrou no Cruzeiro sua carreira de treinador. Retirou-se para o mais completo anonimato e só foi notícia novamente com sua morte, em 1990. Este isolamento é a razão de serem hoje incompletas e distorcidas as informações sobre ele, aliado ao fato de nutrir antipatia pela imprensa, a ponto de proibir repórteres de entrevistar seus jogadores e até de ficar nas proximidades dos vestiários. Alguns cronistas esportivos chegam a atribuir a ele a nacionalidade argentina, numa evidente confusão com seu homônimo do Boca Juniors, também já falecido.
Dorival Knipel nasceu em Corumbá a 28 de Setembro de 1917 e ganhou o apelido de Yustrich pelas semelhanças físicas com Juan Elias Yustrich, famoso guarda redes argentino do Boca Juniors. Dorival Yustrich notabilizou-se por ser um técnico exigente, disciplinador e arrogante. Na década de 1950, já como treinador com fama de disciplinador, não permitia que os seus atletas fumassem, deixassem a barba por fazer e usassem cabelo comprido. Não tolerava atrasos e falta de empenho nos treinos. No Brasil, ganhou a alcunha de “Durão” porque, além da arrogância que exibia, tinha uma compleição física que impunha respeito. Envolvia-se em constantes atritos com jogadores, colegas, dirigentes e até com a imprensa. Ainda no Brasil, em 1953, foi expulso do Atlético Mineiro pelos próprios jogadores, descontentes pela forma como Yustrich tratava alguns atletas.
Completamente surrealista a foto em cima, publicada no jornal A BOLA em 1958, em que Yustrich, já como treinador do FC Porto, salta do banco para insultar um árbitro acabando por espezinhar Hernâni (um ídolo do FC Porto na altura) que tinha acabado de ser expulso. Mas os atritos entre Yustrich e Hernâni já vinham de longe. Em 1958, o FC Porto goleou o Oriental por 5-0 e Yustrich mandou os jogadores agradecerem ao público o apoio que lhes tinha sido dado. Hernâni foi o único a não cumprir a ordem porque não estava para “alimentar as palhaçadas do treinador”, foi o suficiente para se iniciar uma discussão que culminou com um troca de socos. No final da temporada Yustrich foi dispensado.
Apesar do mau feitio, foi Dorival Yustrich que levou o FC Porto ao título nacional (1955/56) após um jejum de 16 anos.”O FC Porto é um elefante adormecido que não sabe a força que tem” comentou Yustrich depois de ser campeão.
Yustrich terminou no Cruzeiro a sua carreira de treinador. Retirou-se para o mais completo anonimato e só foi notícia novamente em 1990, ano do seu falecimento.
A verdade é que para o FC Porto voltar aos êxitos, depois de um jejum de 16 anos, foi necessário contratar…um louco!!!
Depois deste artigo sobre o “homão”, apelido dado ao forte técnico Yustrich, segue uma leve ilustração pinçada em um Blog sobre as características do referido técnico. Logicamente faz parte do folclore e não teria nunca aplicação na vida real.
- Um gerente de criação de uma agência de propaganda que era muito amigo e pouco chefe, não trazia para a empresa um resultado muito bom.. Pensou-se que o oposto também poderia ser complicado, mas resolveram arriscar. Foi sugerido um novo gerente de criação do tipo do Yustrich. Como seria a coisa?
E vem aquela menininha recém-formada apresentando o layout….. e o chefe Yustrich responde aos berros: “ Você tem coragem de me trazer esta m….? Precisa suar a camisa, minha filha! Você não está mais na casinha da mamãe não! Ou aprende a trabalhar, ou vai pra rua, porra!” E tome bofetão.
Pensando bem, sabe que poderia funcionar? rs
Fontes : Wikipédia e Blogs
Blog História do Futebol & (PIAUÍ) & Artigos-Gerson Rodrigues Gerson Rodrigues em 31 Mar 2008
Protegido: Piaui - Torneio Governador Alberto Silva 1973
Blog História do Futebol & (PIAUÍ) & Artigos-Gerson Rodrigues Gerson Rodrigues em 31 Mar 2008
Protegido: Campanha do Parnaíba - Vice-campeão do Piauiense 1976
Blog História do Futebol & (BAHIA) & Artigos-Gerson Rodrigues Gerson Rodrigues em 31 Mar 2008
Protegido: Torneio João Durval Carneiro ( Taça Cidade de Feira de Santana ) 1967
Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 31 Mar 2008
Radinho de Pilha
Sempre gostei de futebol. E é tanta essa paixão que acho que até sou meio fanático, a ponto de deixar alguns compromissos familiares de lado, só pra poder ir ao estádio assistir à partida do meu time.
Mas, não é só de futebol que gosto. Gosto também de ouvir rádio. Isso desde criancinha. Não sei porque o rádio sempre me atraiu.
Quando era criança, na minha casa tínhamos um rádio na sala. Era habitual. Todas as casas tinham seu rádio na sala. Mesmo porque não havia ainda televisão. Aliás, minto, já havia. Nós é que não tínhamos dinheiro para comprar uma. Na verdade, poucas eram as famílias que as tinham. Depois a coisa foi ficando mais acessível. Daí a tevê acabou sendo incorporada àquele ambiente. Não para tomar o lugar do rádio, pois esse era insubstituível. Mas sim, para somar. A tevê ficava em um canto e o rádio no ambiente central. Mas não vou aqui falar da rivalidade do rádio e da tevê. Vou é mais falar das minhas paixões pueris, que na verdade continuam até hoje, talvez porque eu ainda não tenha crescido, ou essas paixões cresceram comigo, as duas: futebol e rádio.
E por falar nelas, nas duas paixões, que pensar então, nas duas misturadas: o futebol no rádio. Como me fascinava ouvir no rádio as transmissões das partidas de futebol. Que emoção! Quanta vibração!
Jamais locutor nenhum na tevê conseguirá colocar tanta energia numa transmissão de jogo como nas transmissões do rádio. Mesmo porque, como dizem, uma imagem fala mais que mil palavras. Então, por isso, talvez, o locutor de rádio seja obrigado a falar duas mil palavras para tentar construir na mente do ouvinte a precisão do lance, na precisão do momento da partida. E nesse esforço, eles acabam se tornando insuperáveis!
Ainda me lembro da Copa de 66, aquela fatídica em que o Brasil entrou de salto alto por conta dos dois títulos nas Copas anteriores (58-62). Daquela em que quebraram o rei, Pelé. Daquela em que reinou o príncipe, Euzébio. Daquela em que a Coréia mostrou que não tinha só radinho de pilha. Tinha também futebol. Daquela em que fizeram tudo para o time da rainha ganhar, sobre o time do kaiser. E não deu outra!
Essa foi a primeira Copa que acompanhei. E pelo rádio. Transmissão tecnicamente ruim, cheia de chiado, como se as ondas magnéticas do rádio viessem ao sabor das ondas do mar que atravessa os dois continentes. Mas tudo isso era superado quando “abriam-se as cortinas e começava o espetáculo”. Era o brilhante Fiori Giglioti, o moço nascido em Barra Bonita, mas criado em Lins! Divino Fiori. Entrava em campo com os jogadores. Sentíamos o coração saindo pela boca a cada jogada de ataque do “escrete canarinho”, termo por ele lapidado. Ele lapidava e coloria a transmissão!
Mas essa foi a Copa da frustração. A primeira pra mim, que nem nascido era em 1950, quando, dizem, foi essa a pior de todas!
Mas, “o tempo passa…”, como diria o meu amigo Fiori. E daí veio a Copa de 70. Aquela que não teve pra ninguém e talvez a mais espetacular trajetória de nossa seleção em uma competição. Todos os resultados incontestáveis. E era também a estréia da tevê, ofuscando as transmissões de rádio, na voz das gerais, do Geraldo José de Almeida. É verdade, mas ele veio da escola do rádio, como muitos outros que migraram para a televisão, como o Walter Abrahão, comandando a Equipe 1040 da Tupi.
Tempos outros. O nosso rádio da sala, aos poucos trocou de lugar com a tevê. Ele que era de madeira brilhante, tipo móvel, acabou cedendo seu espaço. E se retirou para um canto da sala. Mas mesmo de canto, ainda era útil. E nessa de ser encostado, teve que inovar. Deixou de ser de válvula, que levava um século para ligar, fazendo-me muitas vezes perder o lance do gol. Incorporou outra tecnologia: a do transistor. Ficou menor. Ganhou mobilidade e outro nome. Era o Spica. Deixou o canto da sala, nos acompanhando para todos os lados, mais ágil em todos os sentidos. Bastava acionar o botão e lá começava ele a tagarelar sem parar, passando todos os lances das partidas, não mais me fazendo perder o lance do gol.
E assim, eu continuei fiel a ele, por todas as partidas dos campeonatos paulistas. E ele nunca me decepcionou. Mandava suas transmissões de todos os cantos. De Ribeirão Preto, a “Califórnia Paulista” ora com o Comercial, ora com o Botafogo. De Piracicaba com o Quinze. De Araraquara, a “Morada do Sol”, com a Ferroviária. De Prudente, com a Prudentina, lógico. De Campinas, com a Ponte e o Guarani. Sempre o Fiori. E só o Fiori, pra criar essas imagens do rádio.
Quantas noites de quarta-feira eu ia pra cama com o meu radinho de pilha, ouvindo as partidas de futebol. E quantas vezes meu pai tinha que tirar o radinho por de baixo do travesseiro para poder desligá-lo, pois quando o jogo era morno ou meu cansaço era grande, que me desculpasse o Fiori. Eu o deixava falando sozinho!
E os anos foram passando. Novos campeonatos. Os torneios Rio - São Paulo, também pelas ondas do rádio. Vieram os primeiros campeonatos brasileiros. Vieram outros locutores criando suas próprias ondas. “Pimba na gorduchinha”, era o Osmar Santos. Talentoso Osmar, que o destino quis que se calasse e passasse a ser ouvinte apenas, como eu. Mas enquanto deu seu recado, falou bonito, criou escola e deixou um irmão, o Oscar Ulysses, que apesar do gene da família, tem seu estilo próprio.
Teve o Joseval Peixoto, nome de cantor, mas um tremendo locutor! E o Zé, também! O José Silvério. Conseguiu o seu espaço. Pinta as transmissões com cores próprias. Ele e outros tantos. Locutores e seus estilos, que vão e que vêm, nas ondas etéreas do rádio.
E com todas idas e vindas, a tevê procura selvagemente atingir as transmissões de rádio. São um, dois, três, trinta canais, livres e pagos. Transmitem várias partidas, de vários campeonatos ao mesmo tempo. Com tudo que é recurso técnico. O slow motion, o replay, o tira-teima, a computação gráfica, as dezoito, vinte e quatro câmeras espalhadas no campo, nos vestiários e corredores, a tomada aérea do dirigível. Tudo, pura covardia!
E o rádio, o radinho, coitado, tem resistido bravamente. E talvez esse seja o seu segredo. Hoje com seu imperceptível tamanho, resoluto, diminuto, consegue se esconder no bolso dos seus fiéis ouvintes, que sempre o acompanharão, atrás das emoções que só ele, com seus vibrantes locutores, sabe passar!
Fonte: São Paulo Minha Cidade
Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 31 Mar 2008
” Causos ” do futebol
1 - É GoooooooL…
…e em 1989, o narrador Garcia Junior armou uma boa. A Rádio Capital foi a única emissora do Rio que viajou para Medellín na Colômbia para transmitir Nacional x Vasco pela Taça libertadores da América. Durante a partida surgiu um pênalti para o Nacional, e foi para a cobrança o goleiro Higuita, enquanto isso aqui no Rio de Janeiro, as Rádios Globo, Tupi e Nacional, que não levaram equipes para Medellín acompanhavam a partida no famoso “geladão”, ouvindo o Garcia. Quando Higuita cobrou o pênalti, Garcia Júnior gritou:
- “GOOOOOOOOOOOOOOOL”
…e as outras emissoras também. Mas para a surpresa geral, logo após o grito de gol de Garcia Júnior, ele emendou: “O carro mais vendido do Brasil, já a venda na Distac Veículos”, Higuita havia perdido o pênalti, levando a loucura o pessoal das Rádios Globo, Tupi e Nacional que estavam gritando o “fictício” gol. Isto lhe rendeu até um processo por falta de ética profissional na ACERJ.
2 - …Ari Barroso irradiava um jogo no Maracanã.
Chamou o locutor-volante, seu querido amigo e colega, Isaac, que naquele dia, falava em microfone pela primeira vez na vida:
- Alô Isaac! - gritou Ari.
- Quem fala? Com quem quer falar? - perguntou o Isaac, com voz de telefonema.
E Ari Barroso, irritadíssimo:
- Desculpe, é engano, eu disquei errado.
3 - …Copa do Mundo de 1962. Brasil x Chile. Fim de jogo. Para variar, Garrincha tinha “arrebentado”. Um repórter chileno chega-se a ele, querendo entrevistá-lo e diz:
- Señor Garrincha, diga un hola al microfono.
Garrincha, na sua proverbial simplicidade, diz:
- Hola microfono
E vai embora, deixando o repórter com a maior cara de tacho…
4 - …O narrador Eduardo Ribeiro, ao iniciar a transmissão pela Rádio Cultura de Campos de mais um jogo pelo Campeonato Estadual em 2002, pediu a escalação do time do Americano que enfrentaria o Bangu. José Augusto, do campo, disse que o time já estava definido.
- Pois então qual é? - insistiu Eduardo.
- O Americano vai jogar com o goleiro Braz. Na lateral, o técnico Gaúcho ainda não sabe se contará com Marcelo Paulista. Na zaga, Marcelo Gomes é dúvida, da mesma forma que …
- Espera aí, José Augusto! Para quem disse que o Americano estava definido, há alguma coisa errada. Parece que só o Braz está garantido, não?
- É que o time está definido, mas não está completo…
5 -Diz o locutor de uma rádio:
- No último censo realizado pelo IBGE, ficou comprovado que a média da estatura brasileira é de 1,71m e somente 1 a cada 10.000 brasileiros mede acima de 1,90m.
Ao que alguém comenta nas sociais:
- E é justamente este FDP que senta na minha frente toda vez que eu sento nas cadeiras numeradas.!
Este último eu adaptei, porque sempre senta um cara alto na minha frente.
Fonte: Sintonia, o guia das rádios do Rio
Blog História do Futebol Gilberto Maluf em 31 Mar 2008
Narrador Esportivo, um vendedor de ilusões
O que é ser narrador esportivo
O narrador esportivo é um “vendedor de ilusões”. Cabe ao narrador esportivo descrever o que ocorre num jogo de futebol, com precisão, e, detalhes.
Ao contrário dos locutores esportivos que estão mais preocupados com vinhetas, abraços, piadas, reverberações exageradas, pornografia e poesias.
Sou fã dos narradores que me fazem “ver o jogo” sem estar no estádio ou na frente da tevê. Narrador esportivo descreve os lances de uma partida de futebol mostrando quem está com a bola, para quem foi passada, qual a posição em que o lance ocorreu, não esquecendo do placar e tempo de jogo. Essa é a função do narrador; as dúvidas ocorridas no desfecho de um lance devem ser esclarecidas pelo repórter colocado atrás do gol ou na lateral do gramado. Ao comentarista cabe comentar o jogo. Hoje poucos descrevem o jogo; preferem interferir na seara do comentarista, dando sua opinião e esquecendo-se de narrar. Alguns pela rapidez que querem dar a transmissão engolem palavras; outros narram na base do - cruzou o zagueiro, cortou o zagueiro, defendeu o goleirão. Quem cruzou. De onde cruzou. Para onde cruzou. Quem cortou. Como é o nome do goleiro. Não dá nome aos atletas. Algumas transmissões são completamente lineares; cobrança do tiro de meta e jogada que se estende até a linha intermediária (entre meio de campo e grande área adversária) deve ser narrado com um tom mais coloquial; um chute a gol ou jogadas que se sucedem dentro das áreas devem conter a vibração que o futebol exige. Hoje em cada 10 narradores, cinco gritam aos quatro ventos “ pro gooooollllll…. para fora”. É uma forma de aumentar a emoção de uma jogada de ataque. Porém 95% desses lances não resultam em absolutamente nada. Pura enganação. E você ainda ouve os surrados - a bola passa raspando a trave, tirando tinta do poste – (a tevê mostra que passou dois metros do poste) ou – balão de couro – (a bola de hoje é fabricada com material sintético e balão é outra coisa), ou ainda – um escanteio de mangas curtas -. E tem aquela do – estamos no intervalo do primeiro para o segundo tempo -. Um jogo de futebol tem apenas um intervalo, logo…
Fonte Edmar Annusek
Quem narrava com todos os pormenores era Pedro Luis. Vi no site de jogos históricos uma narração do famoso cronista. Então, o locutor Pedro Luis narrava assim, pela rádio Panamericana, o primeiro gol da decisão do campeonato paulista do IV Centenário da Cidade de São Paulo, em 1955 contra o Palmeiras:
“Vai ser executado o arremesso por Cláudio. Movimentou o couro. Deu a Rafael. Rafael atrasando para o ponteiro. Pode centrar até com perigo. Ergueu para a boca do gol. Fechou todo mundo. Cabeceou…Gooooooool! Gol de Luizinho para o Corinthians, fazendo delirar a torcida corintiana que se movimenta em massa nas dependências do Estádio Municipal do Pacaembu. Um para o Corinthians, zero para o Palmeiras”.
Blog História do Futebol & Artigos da Semana 2008 Marcos Falcon em 31 Mar 2008
ARTIGO DA SEMANA N°13/2008 Ramos Delgado um zagueiro nota 10
Nós brasileiros adoramos ter raiva de argentinos quando o assunto é futebol, porém para as pessoas que verdadeiramente amam e acompanham o futebol esta questão é deixada de lado quando falamos de craques.
Por mais que o tema seja polêmico todo conhecedor do esporte reconhece que Maradona, Alfredo Di Stéfano, Carrizo e outros foram jogadores extraordinários que figuram entre os melhores do mundo de todos os tempos em suas posições.
Pois bem, eis que em 1967 surge em Santos Manuel Ramos Delgado, para ocupar a vaga deixada por outro Ramos, nada mais nada menos que Mauro Ramos de Oliveira. Aqueles que acompanhavam o futebol internacional sabiam que o Santos estava contratando um dos maiores zagueiros da época, pois a esta altura Ramos Delgado já havia disputado duas copas do mundo pela Seleção Argentina, em 1958 e em 1962 além de ter participado das eliminatórias para a copa de 66, copa este que não disputou por estar contundido.
Ramos Delgado iniciou sua carreira no modesto Lanús na Argentina nas divisões de base em 1953, tornou-se profissional em 1956 e foi para o River Plate em 1958 sendo convocado para a Seleção Argentina.
Logo nos primeiros jogos pelo time da Vila Ramos Delgado mostrou todo seu futebol. Zagueiro forte e viril ao melhor estilo argentino associados a uma técnica, elegância e futebol refinado adorado pela torcida santista. Líder nato pela postura e técnica foi o capitão do Santos durante os 7 anos que esteve na equipe, período em que ganhou os títulos paulista de 67, 68 e 69 e o título do torneio Roberto Gomes Pedrosa (tipo copa do Brasil da época) em 1968.
Ramos Delgado efetuou 364 jogos pelo santos e jogou durante 11 anos na Seleção Argentina.
Em 1973 com 39 anos de idade participou do time do Santos que dividiu o campeonato com a Portuguesa num erro de arbitragem de Armando Marques. No ultimo ano de sua carreira já beirando os 40 anos jogou na Portuguesa Santista e assim termina sua carreira como jogador.
Eu lembro de um jogo da seleção paulista em 1968 que tinha na zaga nada mais nada menos que: Carlos Alberto, Ramos Delgado, Roberto Dias e Rildo. Que zaga provavelmente uma das melhores que pude ver em toda vida.
Ramos Delgado alem de tudo foi um grande profissional, não apenas um craque, e mostrou que mesmo naquela época, com disciplina e dedicação um atleta poderia competir em alto rendimento tático e técnico até seus 39 quase 40 anos.
Após parar a carreira como jogador Ramos Delgado passou a ocupar cargos administrativos no Santos, iniciando pelos times de base e chegou ao cargo de Gerente de futebol sendo um tipo de faz tudo na Vila.
Teve duas filhas Brasileiras Vanessa e Ivana. Passou o período de 1974 a 1994 vivendo entre Brasil e Argentina. Atualmente Ramos Delgado vive em Buenos Aires.
Em minha opinião Ramos Delgado figura certamente entre os melhores zagueiros que vi ou assisti jogarem entre eles Elias Figueiroa, Daniel Passarela e uns outros poucos que prefiro não relatar para não gerar polêmica.
Obrigado hermanos por nos presentearem com a oportunidade de ver em nossos campos este Zagueiro nota 10.
Santos 67
Time Campeão: Cláudio; Carlos Alberto. Ramos Delgado, Joel e Rildo; Clodoaldo e Bougleux; Wilson, Toninho Guerreiro, Pelé e Edu.
Santos 68
Time Campeão: Cláudio; Carlos Alberto, Ramos Delgado, Joel e Rildo; Clodoaldo e Lima; Toninho Guerreiro, Douglas, Pelé e Edu.
Santos 69
Time Campeão: Cláudio; Carlos Alberto, Ramos Delgado, Djalma Dias e Rildo; Toninho Guerreiro, Edu, Pelé e Abel.
Fontes de pesquisa
Gazeta Esportiva NET
Santos Futebol Clube Site Oficial
Wikipedia
Texto totalmente escrito por Marcos Falcon
Blog História do Futebol & g2 Conmebol & x9) CURIOSIDADES & f6 CLUBES E SUAS HISTÓRIAS-MUNDO & Artigos-Eduardo Cacella & Artigos da Semana 2008 Edu Cacella em 31 Mar 2008
ARTIGO DA SEMANA N°13/2008 A TRAGÉDIA DO ALIANZA LIMA EM 1987 VEIO A TONA 19 ANOS DEPOIS!!!!
Em Dezembro de 2007 se cumpriram 20 anos da tragédia aérea que vitimou toda a equipe do mais popular clube do Peru,o Alianza Lima,o acidente foi no dia 8 de Dezembro de 1987,nele faleceram 43 pessoas vinculadas ao clube,entre eles todos os jogadores e seu técnico.
Em 1987 o Alianza Lima,”Los Potrillos”,como eram conhecidos ocupava o primeiro lugar na tabela do campeonato peruano e faltando apenas algumas rodadas dava-se a impressão de estar indo rumo a um novo título quando aconteceu esta terrível tragédia.No dia 07 de Dezembro deste ano o Alianza Lima viajou a cidade de Pucallpa para jogar uma partida do Campeonato Nacional,contra o Deportivo Pucallpa.
A partida foi ganha pelo Alianza por 1x0 com gol de Carlos Bustamante,porém esta foi a notícia menos importante daquele dia.Após a partida a equipe que havia fretado um vôo charter para fazer a viagem de ida,onde tudo foi normal,como a viagem de volta.
O retorno aconteceu na noite do dia 08 de Dezembro em um avião Fokker F-27 da Marinha de Guerra do Peru,quando o avião se precipitou no mar quando se encontrava a poucos Km do Aeroporto Internacional Jorge Chávez na altura da cidade chalaça de Ventanilla.
ABAIXO O PILOTO EDILBERTO
O único sobrevivente deste acidente foi o piloto, Edilberto Villar Molina que hoje vive na Austrália, falecendo todos os jogadores do clube, seu corpo técnico encabeçado pelo seu treinador Marcos Calderón.
No ano de 2006 uma investigação jornalística conseguiu a informação oficial preparada pela Marinha de Guerra do Peru,até então mantida em sigilo.Em 9 de Fevereiro de 1988, a Junta de Investigación de Accidentes de la Aviación Naval entregou ao Alto Comando da Marinha de Guerra do Peru o resultado das investigações, que continham os dados da caixa-preta do avião.
Neste relatório do acidente se assinalava que o avião apresentava falhas técnicas e que o piloto não tinha experiência para realizar vôos noturnos e nem de realizar os procedimentos de emergência corretos em caso de pane, fator determinante para a queda, chegando ao ponto do avião já em situação de emergência, o co-piloto, ter de ler o manual de procedimentos de emergência para o piloto, só que o manual estava em inglês e ambos tinham 40% de conhecimento da língua.Além disso continha um documento do relato do piloto onde pode-se ler os últimos momentos de vida do único jogador que conseguiu sair da aeronave ainda vivo,além do próprio piloto.
Alfredo Tomassini,jogador do Alianza e o piloto Edilberto,ainda ficaram algumas horas no mar de Ventanilla a espera de socorro.Alfredo não resistiu e morreu antes da chegada do socorro.
Esta informação foi sigilosa até 2006, por 19 anos ela ficou guardada na caixa-forte de um banco norte-americano.A divulgação de tal informação causou uma comoção nacional por saber da falta de preparo dos pilotos da Marinha do Peru e da péssima manutenção da aeronave.Familiares e dirigentes souberam dos detalhes do acidente e ficaram chocados.O piloto Edilberto e o co-piloto, entraram em pânico quando na segunda tentativa de aterrisar com problemas no trem de pouso da frente os passageiros foram até a cabine para ver o que ocorria.
O piloto então entregou o comando do avião ao co-piloto, ainda mais inexperiente, enquanto saiu da cabine e foi pedir a todos que se sentassem.Enquanto a noite, o co-piloto não percebia no altímetro por estar em pânico o avião descer a 700m por minuto, o piloto tentava acalmar os passageiros, de volta a cabine começou a tentar decifrar o manual em inglês para realizar o terceiro procedimento de emergência,deixando o co-piloto comandando a aeronave.
Como os passageiros voltaram a se reunir assustados na porta da cabine pela descida brusca do avião, isso causou um peso maior na parte frontal da aeronave, que aumentou ainda mais sua velocidade, nesta altura descendente.Sem reparar nas chamadas da torre do aeroporto por estarem neste estado de choque, em dado momento o co-piloto em um ato de desespero simplesmente entregou o manche do avião ao piloto, retirou os fones do ouvido e disse;”Ele é seu”; e saiu desesperado pela cabine de comando.
O piloto assustado e em choque pegou o comando do avião novamente, só que como estava em desespero também não reparou no altímetro,segundos depois o avião se espatifou no mar.
Por ironia do destino, nas duas passagens pelo aeroporto anteriores em que tentou baixar o trem de pouso da frente do avião em uma manobra de emergência, ambos foram avisados várias vezes que os 3 trens de pouso estavam já baixados em posição normal, fato visto pela torre, porém, tanto piloto como co-piloto tentaram uma terceira manobra de emergência, a que nunca ocorreu, por não ouvirem a torre comunicando este fato o que com certeza salvaria a vida de todos a bordo.Mas em desespero ambos ignoraram a torre de comando e continuaram a decifrar o manual em inglês.
Detalhe que 01 ano antes a Fokker havia mandado um relatório a Marinha do Peru,dizendo que o piloto em estado de stress,entrava em pânico e se desestabilizava.
O Alianza Lima terminou o campeonato de 1987 jogando com um time formado por juvenis e alguns jogadores emprestados pelo Colo Colo do Chile,que havia passado por uma tragédia similar e deu seu apoio ao clube peruano.A amizade destes dois clubes se fortaleceu muito após este ato de seus dirigentes.Infelizmente no restante do campeonato o Alianza fragilizado não conseguiu manter a liderança e o título acabou com a equipe do Universitário de Deportes de Lima.
Pereceram neste acidente 16 integrantes da equipe, 6 membros do corpo técnico, 4 auxiliares, 8 membros da torcida, 3 árbitros e 6 tripulantes.
JOGADORES
José Manuel “Caico” Gonzalez Ganoza
César Sussoni
Tomás Lorenzo “Pechito” Farfán
Daniel Reyes
Johnny Watson
Braulio Tejada
José Mendoza
Gino Peña
Aldo Chamochumbi
Carlos Bustamante
Milton Cavero
Luis Antonio Escobar
Ignacio Garretón
José Casanova
Alfredo Tomassini
William León
Aldo Sussoni
Marcos Calderón Medrano(Técnico)
ÚLTIMA FOTO DE LOS POTRILLOS
Fonte:Internet(tradução minha)
Blog História do Futebol & Artigos da Semana 2008 Edu Cacella em 31 Mar 2008
ARTIGO DA SEMANA NÚMERO 13/2008 VOTAÇÃO ENCERRADA
TIVEMOS UM EMPATE ESTA SEMANA
1°Ramos Delgado um zagueiro nota 10 - Marcos Falcon 11 VOTOS
- A TRAGÉDIA DO ALIANZA LIMA EM 1987 VEIO A TONA 19 ANOS DEPOIS!!!! - por Edu Cacella 11 VOTOS
3°CLUBES DE SANTA CATARINA - AMAZONAS ESPORTE CLUBE do Julio Diogo 5 VOTOS
4°O dia em que a terra (Piracicaba) parou - Gilberto Maluf 3 VOTOS
- O lado da Copa que poucos conhecem de Gilberto Maluf 3 VOTOS
6°Gerhardt Müller - Atacante - Nördlingen (Alemanha) - Gilberto Maluf 1 VOTO
-Franceses que encantaram o mundo, Galdino A.F.Silva 1 VOTO
-Clubes do Paraná do Roberto Pypcak 1 VOTO
-Antigo hino do São Paulo Futebol Clube do Gilberto Maluf 1 VOTO
-Solta essa bola garrincha—Gilberto Maluf 1 VOTO
-Sexta Copa do Mundo em 1958 e o planejamento Brasileiro, de Gilberto Maluf 1 VOTO
-Primeira Vitória de um clube brasileiro no estrangeiro, de Edu Cacella 1 VOTO
-Grêmio Atlético Osoriense - por Edu Cacella 1 VOTO
Blog História do Futebol Rodolfo P. Stella em 31 Mar 2008
Protegido: Campeonato Paulista 1962 - Times Base (Revisado)
Blog História do Futebol & x7) Perfis Rafael Case em 30 Mar 2008
A verdadeira trajetória de Quarentinha
Este artigo é uma correção de erros históricos sobre a carreira de Quarentinha que estão espalhados pela Internet.
Waldir Cardoso Lebrego, atacante que durante 10 anos atuou pelo Botafogo e que se tornou seu maior artilheiro de todos os tempos. Nasceu em Belém do Pará, a 15 de setembro de 1933, e morreu no Rio, em 11 de fevereiro de 1996.
Entre a batida seca na bola e o estufar das redes, poucos segundos. Tempo suficiente, apenas, para o torcedor se preparar para gritar mais um gol de Quarentinha. Afinal, quando o pé esquerdo do maior artilheiro da história do Botafogo pegava de jeito na bola, o desfecho do lance era inevitável. Era trabalho na certa para o garoto do placar.
Quarentinha integrou um dos mais talentosos elencos, até hoje, de uma equipe de futebol. Ao lado (e ao lado, aqui, quer dizer, tão competente quanto) de mestres como Didi, Nilton Santos e Garrincha, colocou o Botafogo entre os maiores clubes do mundo. Entre os torcedores que o viram jogar, não há quem não se lembre de sua principal característica, a fria reação após os gols que marcava, por mais decisivos que fossem. A desculpa que o próprio atacante usava, de que não estava fazendo mais do que a obrigação, pois ganhava para isso, bem podia ser uma forma de mascarar seu jeito tímido de ser. A característica fez, mesmo com que fosse comparado a um daqueles mocinhos que duelam em filmes de western. Ao invés da rua principal de uma pequena cidade do Velho Oeste, o gramado. No lugar da pistola, a perna esquerda. Em comum, a imperturbável certeza de seu destino: usar sua arma para acabar com os rivais.
CLUBES:
1951 – 1952: Paysandu (PA), 1953: Vitória (BA), 1954 – 1955 / 1957 -1964: Botafogo (RJ), 1956: Bonsucesso (RJ), 1965: Union Magdalena (Colômbia), 1966: Deportivo Cali (Colômbia), 1967: Atlético Junior (Colômbia), 1968: Olaria (RJ), 1968 – 1970: América de Joinville (SC), Hercílio Luz (SC) e Clube Náutico Almirante Barroso (SC)
GOLS:
Não há um levantamento exato sobre o número de gols marcados durante toda a carreira de Quarentinha, mas alguns dados já foram levantados:
Paysandu (apenas pelo time principal) – 33 gols
Vitória – 25 gols
Seleção Baiana – 8 gols
Bonsucesso – 18 gols
Botafogo – 313 gols (em 447 partidas)
Seleção Brasileira – 17 gols (em 19 jogos)
ARTILHARIA:
Campeonato Carioca
1958 – 20 gols
1959 – 27 gols
1960 – 25 gols
Torneio Rio-São Paulo
1960 – 11 gols
Artilheiro absoluto do Torneio Rio-São Paulo – 36 gols (em 67 jogos)
TÍTULOS:
Campeonato baiano: 1953
Campeonato carioca: 1957 e 1962
Torneio Rio-São Paulo: 1962 e 1964
Torneio Cidade do México: 1962
Torneio de Paris: 1963
Blog História do Futebol & (SANTA CATARINA) Cicero Alves Urbanski em 30 Mar 2008
Protegido: CAMPEONATO CATARINENSE DA DIVISÃO DE ACESSO 2008
Artigos-Augusto Neves Augusto Neves em 30 Mar 2008
Protegido: Resultados do Campeonato Carioca de 1999
Blog História do Futebol & (MINAS GERAIS) & Artigos-R. Trida Ruy Trida em 30 Mar 2008
Em Minas, briga contra o rebaixamento terá 4 clubes. Ipatinga é um deles.
A décima e penúltima rodada da fase classificatória do Campeonato Mineiro de 2007 acirrou a briga pela última vaga no Quandrangular Final e definiu as quatro equipes que lutarão contra o rebaixamento.
Já estão classificados para as semifinais Cruzeiro, Tupi e Atlético Mineiro. A última vaga será disputada por Ituiutaba (16), Guarani (15), Rio Branco (15) e Villa Nova (14). No grupo de baixo, o Democrata de Sete Lagoas (6) está praticamente rebaixado. Só um milagre salva o tradicional Jacaré, duas vezes vice-campeão mineiro. O Uberaba (9) precisa vencer em casa o tranqüilo Democrata de Governador Valadares (12), que não aspira mais nada no torneio, e torcer para que Ipatinga (9) ou Social (10) não vençam seus jogos, contra Villa Nova e Rio Branco, respectivamente.
É surpreendente a posição do Ipatinga. O time do Vale do Aço disputará em 2007, pela primeira vez, a primeira divisão do campeonato brasileiro mas corre sério risco de rebaixamento no fraco campeonato das Minas Gerais. Na última rodada enfrentará uma equipe com chances reais de classificação, o Villa Nova, e precisa vencer para não depender de outros resultados.
Blog História do Futebol & Artigos-Marcos Galves Marcos Galves em 30 Mar 2008
Protegido: São Paulo FC – Campeão da “Pequena Taça do Mundo” de 1963
Blog História do Futebol Marcos Galves em 30 Mar 2008
Morreu Calvet, ex-zagueiro do Santos
Raul Donazar Calvet, o Calvet, quarto-zagueiro do Grêmio de Porto Alegre, de 1956 a 1959, e do Santos FC, de 1960 a 1965, que foi bicampeão mundial interclubes e bicampeão da Libertadores pelo Peixe, em 1962 e 1963, faleceu no sábado(29/03/2008) aos 72 anos devido as conseqüências de um câncer no esôfago, no hospital Santa Rita, na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Republicamos a noticia do site gaúcho Zero Hora sobre o falecimento do ex-zagueiro Calvet:
Morre o ex-zagueiro do Grêmio Raul Calvet aos 72 anos
Ex-jogador tinha câncer no esôfago e morreu neste sábado em Porto Alegre
Atualizada às 20h45min
Morreu neste sábado aos 72 anos o ex-zagueiro do Grêmio Raul Calvet. Ele tinha câncer no esôfago e estava internado desde segunda-feira no hospital Santa Rita, na Capital.
Nascido em Bagé, Calvet defendeu o Guarany-Ba e jogou no Grêmio, na década de 50, quando fez dupla com Airton, e também no Santos, na década de 60, no qual foi campeão mundial juntamente com Pelé. Calvet fez parte do grupo campeão da Seleção na Copa do Mundo de 1962, no México, segundo informações da Rádio Gaúcha.
Segundo a família, a cerimônia de cremação do corpo será no crematório metropolitano, em Porto Alegre, a partir das 16h deste domingo. Calvet tinha duas filhas: Gislaine, que mora na África do Sul, e Sônia, que reside em São Paulo. As duas vão participar da cremação amanhã, juntamente, com dois irmãos do ex-zagueiro, Luiz Vicente e Carlos Calvet, que jogou no Botafogo.
A única irmã de Raul Calvet, Alda Calvet, 62 anos, relembra a época em que ele defendeu o Grêmio e o Santos.
— Ele jogou no Grêmio de 1956 até 1960, quando foi para o Santos, onde jogou até 1965. Eu era pequena e achava maravilhoso ouvir no rádio ele jogando — lembra ela.
Segundo Alda, o irmão estava com a saúde bastante debilitada e a causa da morte, que ocorreu por volta das 18h, foi uma pneumonia.
Fonte: Site Milton Neves
Blog História do Futebol & (SÃO PAULO) & x9) CURIOSIDADES & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 30 Mar 2008
Protegido: A polêmica dos pênaltis em 1956!!!!
Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 30 Mar 2008
O gol uruguaio não tinha porta
Num ponto os torcedores brasileiros eram unânimes: Zizinho foi o maior jogador do futebol brasileiro em sua época. Durante mais de dez anos defendeu a seleção brasileira. Sentiu muitas emoções e poucas decepções. Mas, aquela de 1950 fez o mestre chorar. Flávio Costa formou uma equipe cheia de craques acostumados a ganhar títulos importantes. Naquela final, contra os uruguaios, seria mais um.
Se Zizinho pudesse tirava do calendário do futebol brasileiro aquele 16 de julho de 1950. Embora reconhecendo o quanto é doloroso recordar, principalmente para aqueles que viveram o dramático momento, o Mestre Ziza comentou a decisão contra os uruguaios –
“Estamos ás vésperas do último compromisso do Brasil. Na intransitável concentração, a balbúrdia era geral. Ninguém entendia ninguém. Industrias queriam fotografias dos futuros campeões segurando seus produtos. Abraços e mais abraços de felicitações antecipadas. Todo o pensamento do Brasil se concentrava em São Januário. O estádio do Vasco não era de ninguém, era de todos. Para três que saiam, dez entravam. Perto de Mario Américo, eu não compartilhava da alegria geral. Alguma coisa me deixava apreensivo. Mentalmente, me perguntava – pra que serve a concentração?”.
Visivelmente emocionado Zizinho continuou falando sobre a decisão de 1950, no maracanã.
“Já no vestiário do maracanã, tivemos noticias de que faixas haviam sido preparadas. Cartazes com dizeres alusivos a conquista do campeonato do mundo pelos brasileiros. Mais tarde vim a saber de que até edições de jornais haviam sido preparadas antecipadamente para sair logo após o termino do jogo com manchetes anunciando nossa brilhante vitória. Bebi água, fizemos uma fila indiana e subimos os degraus de acesso ao gramado. Fomos recebidos de forma entusiástica. O povo, também, todo otimista, olhava para nosso selecionado como campeões”.
E foi a partir dai que as coisas começaram a se complicar para o Brasil.
“Endossando meu pensamento, o time demonstrava que não se encontrava em seus melhores dias. Não parecia aquela seleção que enfrentara a Suécia e a Espanha. Os passe não tinham a mesma precisão. Os chutes não pareciam possuir a mesma potência. Senti que, aos vinte minutos, o torcedor já não se sentia à vontade. Mas, como o empate servia… O jogo foi se arrastando até que terminou o primeiro tempo sem gols. Somos recebidos nos vestiários como vencedores. Era só voltar para mais quarenta e cinco minutos e depois beber champanha na Taça Jules Rimet. E logo no inicio do segundo tempo veio o gol de Friaça. O Maracanã, superlotado, explodiu em um delírio nunca visto. As bombas estouravam sobre nossas cabeças”.
Zizinho gostaria de não continuar, mas com um sorriso triste ele falou sobre o dia em que Gighia calou o Brasil interiro.
“Sem entender o que aconteceu vi os uruguaios empatarem o jogo. A torcida que estava mal acostumado com as vitórias de 7x1 contra a Suécia e 6x1 contra a Espanha, aquele empate não estava no programa. Somente quando tomamos o segundo gol é que passamos a compreender toda extensão do drama que começávamos a viver. Nosso time partir todo para o ataque. E o bombardeio ao gol de Maspoli começou. Os minutos se passavam, a bola batia nas costas de um, batia na trave, passava raspando a meta de Maspoli que também fazia defesas milagrosas. Houve um momento que vislumbrei o gol de empate. Ademir correu ao lado de Obdulio Varella, ganhou na corrida e no momento no chute foi derrubado. E com ele caiu nossa melhor chance de gol. A falta foi cobrada para fora. No último minuto, um escanteio cobrado por Chico com a bola caindo no meio da área. Não me recordo quem chutou, o certo é que a bola bateu nas contas de um uruguaio e caiu nas mãos de Maspoli. O gol dos uruguaios estava fechado. Os chutes dos Brasileiros encontravam a porta fechada. Quando o juiz deu o último apito, veio à sentença: os futuros campeões de mundo não passavam de eternos e desacreditados vice-campeões “.
O mestre Zizinho será sempre lembrado como um dos craques mais talentosos do nosso futebol. E aquele 16 de julho de 1950 será, para sempre, o dia de finados para a história do futebol brasileiro.
Ultima hora de dezembro de 1952.
Blog História do Futebol & (SANTA CATARINA) Michel McNish em 29 Mar 2008
Protegido: Memórias do Futebol Catarinense - Figueirense x Avaí
Blog História do Futebol Rodolfo P. Stella em 29 Mar 2008
Protegido: Campeonato Paulista 1979 - Times Base
Blog História do Futebol Rodolfo P. Stella em 29 Mar 2008
Protegido: Campeonato Paulista 1980 - Times Base
Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 29 Mar 2008
O lado da Copa que poucos conhecem
SÉTIMA COPA DO MUNDO EM 1962
A Copa no fim do mundo. Depois de dois anos na Europa, a Fifa decidiu que o de 1962 seria de novo nas Américas. E o obstinado presidente da Confederação Sul-Americano não só convenceu os delegados a votar no Chile como superou até terremotos para organizar a festa.
Quatro paises se candidataram para sediar a Copa de 1962: Espanha. Alemanha ocidental. Argentina e Chile. Mas a Fifa decidiu que, após duas Copas seguidas na Europa (1954 e 1958), chegara à vez das Américas. Assim, a mais forte candidata, a Espanha, foi descartada. Sobraram então a Argentina, que vinha pleiteando a realização de uma Copa desde de 1930, e o Chile, que apresentara sua candidatura ainda em 1952, no Congresso da Fifa em Helsinque por meio do diplomata Ernesto Alvear. Os delegados dos paises europeus torceram o nariz para as pretensões chilenas, argumentando que o pais era pobre e sem a necessária estrutura para promover uma Copa.
Mas a candidatura do Chile tinha um defensor de peso: Carlos Dittborn Pinto, que em 1956 havia sido eleito presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol. Mesmo sem o apoio da Argentina e do Uruguai, ele fez uma ardorosa defesa das possibilidades chilenas no Congresso de Lisboa, em 16 de julho de 1956. Aí, os 56 paises membros presentes foram convidados a votar. Surpreendentemente, o Chile conseguiu 32 votos, incluindo o do Brasil, e a Argentina apenas 11. Outros 14 paises se abstiveram da votação. Frustrados, mas impávidos, os argentinos deixaram registrada sua pretensão de sediar a Copa de 1970, que acabou sendo realizada no México.
Carlos Dittborn foi à alma e o coração da preparação da Copa. Nascido em 26 de abril de 1921, em Niterói, cidade onde seu pai desempenhava a função de diplomata, mudou-se para o Chile aos 4 anos de idade, e lá, descobriu sua paixão pelo futebol principalmente pela Universidade Católica, clube do qual foi presidente em 1954. Sob os olhares desconfiados dos opositores à Copa do Mundo, ele arregaçou as mangas em 1957. De acordo com seus planos, o estádio Nacional de Santiago, inaugurado em 1937, teria capacidade aumentada de 45.000 para 70.000 expectadores. E um novo estádio seria construído em Viña del Mar.
Quando os dirigentes pareciam estar começando a ganhar o respeito dos céticos, o Chile foi surpreendido por uma hecatombe: em 21 e 22 de maio de 1960, dois violentos terremotos atingiram o pais. O segundo foi o mais forte do mundo no século 20. Registrou 8,5 pontos na escala Richter, com epicentro em Valdivia e Comcepcion, 750 quilômetros ao sul de Santiago, causando 5.000 mortes e deixando ao desabrigo 25% da população nacional. Para um pais de poucos recursos, o enorme prejuízo financeiro decorrentes da tragédia era uma sentença de morte para a Copa do Mundo. Mas o obstinado Dittborn pronunciou uma frase que se tornou célebre e acabou reproduzida em cartazes por todo território chileno: “Porque nada tenemos, lo haremos todo” (porque nada temos, faremos tudo). E a Fifa impressionada tanto com a frase quanto com a persistência de Dittborn, deu-lhe o necessário voto de confiança. No entanto, ele não viu o resultado final de sua grande obra. pois sofreu um ataque cardíaco e morreu um mês antes do inicio do evento, aos 42 anos de idade, no dia 28 de abril de 1962. É bem provável que as provações enfrentadas nos seis anos anteriores e os incríveis esforços, tanto físicos quanto mentais, dedicados à preparação do Mundial, tenham influído em sua morte prematura. O estádio de Arica, em homenagem ao homem que nunca desistia, foi batizado de Carlos Dittborn.
Um recorde de 54 paises se inscreveram para as eliminatórias. Só quatro não entraram em campo, mas o cruzamento definido pela Fifa fez com que os africanos r asiáticos acabassem fora do mundial.
Depois da Copa de 1958, quando ganhou o titulo na Suécia, a seleção do Brasil entrou em campo 32 vezes, conseguindo 28 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. Nesses jogos, foram 102 gols a favor e 31 contra. Melhor ainda, em 191 e 1962. Foram 11 jogos e 11 vitórias. Nesses dois anos, o técnico já era Aymoré Moreira, porque Vicente Feola tinha sido acometido de nefrite aguda e também padecia de crônicos problemas cardíacos. Mas,tirando Feola, a comissão técnica de 1962 era a mesma de 1958. O presidente da Confederação Brasileira de Desportos, João Havelange, decidira repetir, tintim por tintim, o planejamento tão bem sucedido de quatro anos antes.
Os jogadores também seriam, na medida do possível, os mesmos. Incluindo Nilton Santos, que afirmara em várias entrevistas que tinha dado o máximo de si para aproveitar a chance de ser campeão do mundo, porque “nunca mais haveria outra”. Mas aos 37 anos, ele não só estava na lista como ainda era titular absoluto da lateral esquerda. Em abril, os jogadores seguiram para Campos de Jordão, para exames clínicos. O doutor Hilton Gosling montou uma equipe de dez médicos e eles logo perceberam que muitos craques tinham algo insuspeito: calo. E um enfermeiro-calista foi chamado. De Campos do Jordão, todos foram para treinar, primeiro em Friburgo e depois em Serra Negra. Em um mês, a comissão técnica decidiu quais seriam os 22 jogadores que iriam a Copa.
Jogo Final –17 de junho de 1962.
Brasil 3 x Tchecoslováquia 1.
Gols de Masopust e Amarildo no primeiro tempo. Zito e Vavá no segundo tempo.
Estádio Nacional de Santiago.
Horário: 15 horas.
Publico: 68.679 torcedores.
Juiz: Nikolai Latichey (União Soviética).
Brasil: Gilmar. Djalma Santos e Mauro. Zito. Zozimo e Nilton Santos. Garrincha. Didi. Vavá Amarildo e Zagalo.
Tchecoslováquia: Schroiff. Lala. Popluhar e Novak. Pluskal e Masopust. Pospichal. Scherer. Kadraba. Kvasnak e Jelinek.
Brasil levou 22 jogadores.
GILMAR dos Santos Neves – Santos.
DJALMA SANTOS – Palmeiras.
MAURO Ramos de Oliveira – Santos.
ZOZIMO Alves Calazans – Bangu.
NILTON dos SANTOS – Botafogo.
ZITO José Ely de Miranda – Santos.
GARRINCHA Manoel Francisco dos Santos – Botafogo.
DIDI Valdir Pereira – Botafogo.
VAVÁ Edvaldo Ecídio Neto – Palmeiras.
AMARILDO Tavares da Silveira – Botafogo.
Mario Jorge Lobo ZAGALLO – Botafogo.
Carlos José CASTILHO – Fluminense.
ALTAIR Gomes Figueiredo – Fluminense.
COUTINHO Antonio Wilson Honório – Santos.
Hideraldo Luiz BELINI – São Paulo.
JAIR DA COSTA – Portuguesa de Desportos.
JAIR MARINHO de Oliveira – Fluminense.
JURANDIR de Freitas – São Paulo.
MENGALVIO Pedro Figueiró – Santos.
PELÈ Edson Arantes do Nascimento.
PEPE – José Macias.
ZEQUINHA José Ferreira Franco – Palmeiras.
Comissão Técnica.
Chefe da delegação – Paulo Machado de Carvalho.
Supervisor – Carlos Nascimento.
Médico – Dr. Hilton Goslig.
Dentista – Mario Trigo.
Superintendente – Mozart Machado Di Giorgio.
Administrador – José de Almeida.
Tesoureiro – Ronald Vaz Moreira.
Psicólogo – Ataíde Ribeiro.
Secretario – Adolfo Marques Junior.
Jornalista – Ricardo Serran.
Técnico – Aymoré Moreira.
Massagista – Mario Américo.
Roupeiro – Aristides Pereira.
Convidados – João Mendonça Falcão e João de Paiva Menezes.
O chefe da delegação brasileira, Paulo Machado de Carvalho, levou tão ao pé da letra a ordem de Havelange para repetir todos os passos da vitoriosa campanha de 1958 que começou tirando ao armário o mesmo terno marron, cheirando a naftalina, que usara durante toda a campanha em gramados suecos.
Além de ouvir as vibrantes transmissões dos locutores de rádio – o radinho portátil foi a grande sensação do inicio da década de 1960, comparável à febre do celular dos anos noventa – os brasileiros puderam pela primeira vez ver os jogos pela televisão. O vídeotape embarcava no Chile, de avião, e era apresentado aqui apenas dois dias depois de cada jogo. Para que isso se tornasse realidade, um sério problema precisou ser superado. Em 1960, o Chile não tinha condições técnicas de gravar os jogos da Copa. Atendendo a um pedido da Fifa, o multimilionário mexicano Emlio Azcárraga, dono da Televisa e, mais tarde, do próprio estádio Azteca. Na cidade do México, instalou os equipamentos necessários. Para a América do Sul era um progresso enorme. Para a Europa nem tanto.
Um lance muito lembrado do jogo Brasil e Inglaterra foi à invasão de campo por um cachorrinho preto que ciscou pela intermediária, driblou Garrincha só foi capturado pelo atacante inglês Jimmy Greaves, que se pôs de quatro em frente ao bichinho, produzindo a cena mais divertida da Copa.
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & x5) Jogos Históricos & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 29 Mar 2008
Protegido: Futebol de Várzea:A noite que o Flamengo passou um sufoco!!!
Blog História do Futebol & (RG DO SUL) & f5 CLUBES E SUAS HISTÓRIAS-BRASIL & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 29 Mar 2008
Protegido: Grêmio Atlético Osoriense
Blog História do Futebol & (RG DO SUL) & d1 AMISTOSOS NACIONAIS & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 29 Mar 2008
Protegido: GREMIO X BRASIL DE PELOTAS,AMISTOSOS DÉCADA DE 50
Blog História do Futebol & x9) CURIOSIDADES & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 29 Mar 2008
O DIA 29 DE MARÇO NO FUTEBOL
29/03/1959 – BRASIL 4 – 1 PARAGUAI, em Buenos Aires pela Copa América o Brasil venceu bem com gols de: Pelé (3), Chinesinho, Silvio Parodi (Par).
29/03/1960 – BAHIA 3 – 1 SANTOS, Na final da primeira Taça Brasil criada em 1959 o Bahia vence o Santos na terceira partida no Maracanã com gols de: Coutinho (San), Vicente, Léo e Alencar (Bah).
29/03/1981 – BRASIL 5 – 0 VENEZUELA, em Goiânia o Brasil de Telê deu show e carimbou o passaporte para a Copa da Espanha em 82 os gols foram de: Tita (2), Sócrates, Zico, Júnior
ANIVERSARIANTES:
29/03/1952 - Arouca ex-zagueiro do Palmeiras na década de 70.
29/03/1952 - Rainer Bonhof, meia da Seleção Alemã campeã da Copa de 74 ex-Borusia Munchengladbach, Valência/ESP, Colônia e Hertha.
29/03/1972 - Rui Costa, meia português da Seleção e Benfica, Fiorentina, Milan.
29/03/1973 - Marc Overmars, ponta da Seleção Holandesa e do Ajax, Arsenal e Barcelona.
29/03/1974 - Iarley meia-atacante revelado pelo Ferroviário/CE, Real Madrid B, AD Ceuta/Esp, Ceará, Paysandu, Boca Juniors, Inter/Rs.
Blog História do Futebol & (SÃO PAULO) & d AMISTOSOS INTERNACIONAIS & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 28 Mar 2008
Protegido: Primeira vitória de um clube brasileiro no estrangeiro!!!
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