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Arquivo de Setembro de 2008



Blog História do Futebol Edu Cacella em 30 Set 2008

NEWS: Quatro em cada cinco fãs dos Diabos na Inglaterra são de fora de Manchester


Enquete mostra que o atual bicampeão é, entre os 20 clubes da Premier League, o de menor percentual de torcedores locais. Hull City é o maior

GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

Que Manchester United e Liverpool são os donos de duas das maiores torcidas na Inglaterra ninguém discute. O que chama a atenção em pesquisa realizada pelo site “Top Up TV” é que as duas equipes tem o grosso de seus fãs vivendo fora de suas cidades de origem. No caso do United, apenas 20% dos torcedores do clube na Inglaterra são de Manchester. No caso do Liverpool, 22% apenas vivem na Terra dos Beatles.

Os números mostram, por outro lado, que os dois clubes conseguiram romper o reginalismo e se tornaram donos de torcidas nacionais (na verdade, até mundiais). Curioso é notar que os líderes das torcidas locais são duas equipes que acabam de subir da Segunda Divisão: Hull City (88%) e Stoke City (85%).

Confira a lista completa, dos mais regionais para os menos:

Hull City 88%
Stoke City 85%
Wigan Athletic 80%
Newcastle United 77%
Middlesbrough 76%
Aston Villa 73%
Fulham 73%
Sunderland 67%
West Bromwich Albion 67%
West Ham United 66%
Tottenham Hotspur 66%
Blackburn Rovers 65%
Manchester City 64%
Portsmouth 63%
Bolton Wanderers 57%
Everton 55%
Arsenal 53%
Chelsea 49%
Liverpool 22%
Manchester United 20%

Artigos-Augusto Neves Augusto Neves em 30 Set 2008

Protegido: Resultados do Campeonato Gaúcho 1990 - 1º Turno

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Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 30 Set 2008

A ” NEGRA MALUCA ” de 1955 no Maracanã

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Marlene olhou pidona para o noivo:
“Miro, vamos ao cinema domingo à noite? O Cine Real tá levando o filme A ponte de Waterloo com a Vivien Leigh e o Robert Taylor. É a história de uma jovem que se prostitui pensando que o noivo morreu na 2ª guerra mundial. Dizem que é lindo!”
Miro coçou a cabeça pensativo.
Domingo, o seu América iria fazer o segundo jogo da decisão contra o Flamengo. Fez então uma promessa: “Se o América ganhar do Flamengo eu te levo ao cinema”.
Pela primeira vez Marlene uniu-se ao namorado para ouvir a narração de um jogo de futebol pelas ondas da rádio Tupi do Rio de Janeiro.
Na primeira partida, o Flamengo vencera por 1 a 0 com gol do Evaristo. Marlene roeu unhas até sangrar e, para sua felicidade, o América goleou o Flamengo por 5 a 1. Parecia mentira, afinal era 1º de abril.
Miro cumpriu a promessa: colocou Marlene no guidão de sua bicicleta e dirigiu pelas poeirentas ruas do Guarani até o cinema no centro de Brusque, onde assistiram ao filme.
A revanche vitoriosa do Mequinha levou a decisão do campeonato carioca para um terceiro jogo.Dia 4 de abril, quarta. Maracanã lotado. Na negra, o Fla conquistou o tri para tristeza do Miro que lamenta até hoje o fato de que Tomires tenha alijado da partida Alarcón– meia-esquerda paraguaio do América –com um pontapé no tornozelo. Alarcón permaneceu em campo até os 38 minutos da primeira etapa, quando abandonou o gramado chorando. O craque vinha se constituindo na principal peça do time americano, que ficou com 10 jogadores até o final da partida.Na época não havia substituições.O segundo tempo foi um passeio rubro-negro diante da fragilidade do adversário desfalcado.Este jogo deu ao Flamengo o título de tricampeão carioca, 1953/54/55.

FLAMENGO 4 x 1 AMÉRICA

Data 04 / 04 / 1956 Local – Maracanã Renda - CR$2.492.334,40Árbitro – Mário Vianna 1° tempo: gols Édson (contra) e Dida para o Fla2º tempo: Romeiro para o America e Dida (2). Flamengo – Chamorro, Tomires, Pavão, Servílio, Dequinha e Jordan; Joel, Duca, Evaristo, Dida e Zagallo. Técnico: Fleitas Solich. América – Pompéia, Rubens, Édson, Ivan, Osvaldinho e Hélio; Canário, Romeiro, Leônidas, Alarcón e Ferreira. Técnico: Antônio Carlos Mangualde.

1º jogo

25/Mar/1956 Flamengo 1-0 América.Gol de Evaristo.

2º jogo

01/04//1956América 5-1 Flamengo.

1ºtempo: gols de Ferreira para o A, Joel (Fla) empatou; Alarcón desempatou.2ºtempo: Canário, Leônidas e Romeiro fecharam a goleada.

COMENTÁRIOS SOBRE A FINAL DE 1955
Roberto Vieira disse…
Bom lembrar do pontapé… a história oficial por vezes esquece.

2 de Agosto de 2008 04:42
Mauro disse…
O campeonato de 1955 foi disputado em tres turnos. Os dois primeiros classificavam uma equipe para a final, e o terceiro turno, com apenas seis clubes, classificava o outro finalista, se o vencedor fosse diferente do primeiro. A soma total de pontos nao tinha relevancia. E adivinha quem foi o time com maior numero total de pontos? Pois e’. E a gente nao perdeu para aquele time que foi campeao roubado. Inclusive, ganhamos de 3x0 no terceiro turno. Quem nos derrubou foi o Fluminense. Hoje em dia, eles sao fregueses, mas na epoca do Castilho o osso era duro de roer. Ate’ penalti do Ademir ele pegava.

4 de Agosto de 2008 14:27
Adalberto Day disse…
Que pena que o América não ganhou a decisão, mas é assim mesmo – tiveram que tirar um de campo para o Flamengo ter vantagem…brincadeirinha. O Flamengo tinha um grande time
A nova roupagem do teu blog está muito boa.
Parabéns que continue a nos brindar com seus pelos comentários esportivo.
Adalberto Day cientista social de Blumenau

4 de Agosto de 2008 14:57
Anônimo disse…
Comentários: 1º) vi esse jogo. De fato, o time do Flamengo era bom, como todos, em termos: Dequinha, Joel, Evaristo, Dida e Zagalo eram “feras”; Chamorro e Jordan: bons; Duca: médio; Tomires e Pavão: dois Brucutus. O América não ficava atrás: Édson, Osaldinho, Hélio, Canário e Alarcon: “feras”; Pompéia, Romeiro e Ivan: bons; Rubens e Ferreira: médios; Leônidas: o melhor adjetivo para ele seria: Folclórico. Evidente que a retirada de Alarcon facilitou (e quanto!) para o resultado.
2º) vi Teixeirinha jogar no nosso Botafogo em 1947, quando eu tinha 14 anos. O time era: Ari, Sarno e Gérson; Nílton II, Nílton I e Juvenal; Santo Cristo, Geninho, Heleno, Otávio e Teixeirinha. Na ponta esquerda revezavam-se Teixeirinha e Rogério, um jogador vindo do Benfica, de Portugal.
Espero não ter cometido nenhum erro de memória. Em todo caso, converse com ele a respeito, e veja se confere.
Um abração alvi-negro do seu amigo Carlinhos.

4 de Agosto de 2008 20:20
Anônimo disse…
Esta postagem foi removida pelo administrador do blog.
4 de Agosto de 2008 20:21
Antonio Estevan disse…
Valdir,
Vc sabe de onde vem essa expressão ” vai ter a negra”, ou ” vamos à negra”.
Segundo lí, quando da existência de escravos no Brasil, o pessoal em roda de carteado quando não tinha mais o que apostar apostava uma negrinha “saborosa” que estivesse à disposição.
Satisfeito o vencedor, paga estava a dívida.
Em direito do trabalho seria chamado de PAGAMENTO IN NATURA.rsrsrsrsr
Abração.
Saudações vascaínas.

6 de Agosto de 2008 10:02
Lucidio disse…
Nota 10!
Blog, a história de Miro, a lenbrança de Alarcon
Um abraço
Lucídio

fonte: http://valdirappel.blogspot.com

Blog História do Futebol Roberto Saraiva em 30 Set 2008

Escudos Mais Procurados

Pessoal, fiz uma relação dos escudos mais procurados atualmente… Alguém se habilita?
- NOVA ANDRADINA ESPORTE CLUBE (DISPUTOU A SÉRIE C MS 2008 COM ESSE NOME)
- CENTRO ESPORTIVO NOVA ANDRADINA (NO SITE DA FEDERAÇÃO É QUEM VAI DISPUTA A SÉRIE B)
- BATAGUASSU ATLÉTICO CLUBE (IDEM)
- MIRANDENSE ESPORTE CLUBE (IDEM E VAI DISPUTAR A SÉRIE B)
- ITAPORÃ FUTEBOL CLUBE (IDEM)
URBANO SANTOS FUTEBOL CLUBE (IRÁ DISPUTAR A SÉRIE B MA)
IAPE FUTEBOL CLUBE (IDEM)
ESPORTE CLUBE TARUMÃ (DISPUTA A SÉRIE B AM) O ESCUDO QUE ROLA POR AÍ É FALSO
ESCUDO EM BOA RESOLUÇÃO E COLORIDO DA DESPORTIVA TAUÁ/CE
ESCUDO EM BOA RESOLUÇÃO DA DESPORTIVA JUAZEIRENSE/BA

Blog História do Futebol & x2)Campeonatos Históricos & Campeões Estaduais e Nacionais Auriel de Almeida em 30 Set 2008

Torneio Roberto Gomes Pedrosa: início apenas em 1967?

A Taça Brasil e Torneio Roberto Gomes Pedrosa são comumente consideradas competições precursoras do Campeonato Brasileiro e, por certa lógica, equivalentes do mesmo. Porém um detalhe importantíssimo é, muitas vezes, omitido - e precisa ser lembrado para não se fazer nenhuma injustiça.

O Torneio Roberto Gomes Pedrosa é amplamente citado como “criado” em 1967. Mas não. 1967 foi apenas o ano em que o Torneio Roberto Gomes Pedrosa teve incluído clubes de mais estados, pois até então era restrito aos grandes clubes do eixo Rio-São Paulo - que até então considerados os dois maiores centros do futebol no país disputavam a hegemonia nacional.

O primeiro Torneio Rio-São Paulo foi disputado pelos clubes recém-ingressos do profissionalismo no Rio e em São Paulo, em 1933, e vencido pelo Palestra Itália. Porém, com os parcos recursos da época, o torneio foi descontinuado por ser muito dispendioso.

Uma nova tentativa de Torneio Rio-São Paulo foi realizada em 1940 - mas que por problemas financeiros sequer foi concluído.

Apenas em 1950, por iniciativa de Mário Filho, o Torneio Rio-São Paulo foi organizado de maneira regular (nota: o torneio de 1933 só foi reconhecido na década de 90, o ano de 1950 era então considerado um marco zero do torneio), com uma única exceção em 1956, quando por conta do apertado calendário nacional não pôde ser realizado.

A partir de 1954 o Torneio Rio-São Paulo foi rebatizado de Torneio Roberto Gomes Pedrosa, em homenagem ao ex-dirigente e goleiro da seleção falecido naquele ano (agradeço ao Marcelo Leme Arruda pela data). Mas popularmente continuou a ser chamado de Torneio Rio-São Paulo, já que Torneio Roberto Gomes Pedrosa não era um nome, digamos, que “pegasse”.

O Rio-São Paulo era considerado por muitos um verdadeiro tira-teima entre os considerados (ou auto-proclamados) maiores centros do futebol nacional - e não à toa houve quem considerasse o seu campeão o “clube mais forte do país”, por mais antipático que isso pudesse parecer ao resto do país, excluído dessa disputa. Mas cabe atentar que esse “status” dos dois estados tinha uma base forte: o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, dominado de cabo a rabo por cariocas e paulistas, com raríssimas exceções de algum outro estado levantando a Taça.

Entretanto, para indicar o seu representante na Taça Brasil, a CBD criou um torneio eliminatório entre os campeões de cada estado, a Taça Brasil, dando chance, de fato, a clubes de todo o país em uma competição nacional bem mais democrática.

A Taça Brasil, no entanto, por sua fórmula eliminatória não era considerada representativa de um país como um campeonato seria - valia mais pela recompensa, a Taça Libertadores, do que por outra coisa. Para o eixo Rio-São Paulo o torneio regional disputado entre eles atraía, por incrível que pareça hoje em dia, mais atenção do que a Taça Brasil - esta dotada de muito mais valor para os clubes de fora do eixo, que viam nela a oportunidade de desafiar a suposta supremacia de cariocas e paulistas.

Lembro-me que quando pesquisei a Taça Brasil vencida pelo meu Botafogo me surpreendi pelo comentário do Jornal dos Sports antes da final com o Fortaleza de que “a Taça Brasil, como sabemos, é muito mais importante para os clubes nordestinos do que para os cariocas e paulistas”. A conquista do título foi comemorada sim, mas parecia muito mais com uma Copa do Brasil do que outra coisa. Então passei a entender porquê os meus avós, que viveram a época, se ligavam muito mais no Rio-São Paulo do que na Taça Brasil - e eu achava absurdo.

Mas foi através da Taça Brasil que se percebeu que a tal supremacia de paulistas e cariocas não era tão acentuada assim. Logo na primeira edição o Bahia foi o campeão, mas as conquistas paulistas seguintes diminuiram esse impacto. Mas a vitória categórica do Cruzeiro em 66 abriu de vez os olhos para outros estados como Minas e Rio Grande, que visivelmente estavam bem mais fortes do que na época das seleções estaduais.

Curiosamente no ano seguinte à vitória do Cruzeiro o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, apelidado de Rio-São Paulo, abriu a porta para mais clubes, de MG, RS, e PR - e nos anos seguintes para clubes do Nordeste. Obviamente o apelido “Rio São Paulo” não fazia mais sentido nenhum, e o Torneio foi apelidado nesses anos de Robertão ou “Taça de Prata” (pois a CBD passou a conceder uma Taça de Prata ao campeão, a partir de 68).

Aonde eu quero chegar? É MUITO complicado querer atribuir a equivalência de “Campeonato Brasileiro” a esse torneio apenas no período desejado - afinal, oficialmente o torneio de 67 em diante é O MESMO de 66 para trás, mudando apenas os estados dos participantes. Além de tudo, pesa o fato de que mesmo com mais estados entre 67 e 70, outros estados ficaram de fora - um torneio integrando TODOS os estados, nas suas várias divisões - pois o Campeonato Brasileiro não é apenas a primeira divisão, como gostam de imaginar alguns, mas a TOTALIDADE de divisões onde o título de campeão nacional é definido na divisão mais alta, e nas mais baixas se luta para a ascensão de níveis e a conquista do título nacional em um prazo mais longo - foi só em 1971, no não à toa chamado Primeiro Campeonato Nacional de Clubes.

Mas é uma discussão importante, oficializar ou não os “embriões” como equivalentes dos campeonatos por ele gerados? - afinal, o Campeonato de 71 foi fruto do sucesso da evolução do Rio-São Paulo/Roberto Gomes Pedrosa e sua ampliação para outros estados, aliados à disputa de uma Copa (Taça Brasil) que acendeu o espírito de integração nacional.

O caso da Argentina é um grande exemplo. O que chamamos de Campeonato Argentino começou sabem como? Com o Campeonato Metropolitano, disputado apenas pela região metropolitana de Buenos Aires. Apenas em 1967! (Isso mesmo, 1967 - mesmo ano em que o Robertão se ampliou) é que esse campeonato foi aberto aos demais clubes das outras regiões argentinas, criando dois campeonatos nacionais no mesmo ano: o Campeonato Metropolitano, com os clubes que vinham disputando o campeonato antigo, e o Campeonato Nacional, incluindo também clubes interioranos. Os campeões de ambos eram considerados campeões argentinos. Isso durou até os anos 80, quando foi adotado o Apertura e o Clausura (também duas competições do mesmo ano), misturando de vez todos os clubes argentinos.

Os argentinos, porém, consideram TODOS os campeões que evoluiram no atual campeonato como campeões argentinos - desde a fase do Campeonato Metropolitano. Se fosse o caso semelhante ao argentino no Brasil será que só contaríamos os campeões nacionais a partir de 67 e esqueceríamos os antecedentes metropolitanos? Na Argentina os campeões do Rio São Paulo seriam considerados campeões brasileiros? Já li um site argentino listar os campeões do Rio São Paulo, Taça Brasil, Robertão, tudo junto em uma lista sobre o Brasil. Eles tem uma outra relação com o esporte, aceitam diferentes campeões nacionais por ano…

Mas e as outras tentativas de se apontar um campeão nacional? As chamadas “Taças dos Campeões”, tira-teimas oficiais valendo Taça entre campeões estaduais?

A Taça Salutaris foi criada em 1911, para ser disputada entre os campeões de Rio e São Paulo. A Associação Atlética das Palmeiras venceu o Botafogo em São Paulo e no Rio e venceu o título dos campeões de 1910, em disputa da chamada “hegemonia nacional” entre cariocas e paulistas. Houve Taça dos Campeões dos dois estados de 1913, 1914, passou a ser oferecida a Taça Ioduram em 1917 e ela evoluiria para a disputa de 1920, que além do campeão carioca e paulista incluiu também um gaúcho - sendo chamada em algumas fontes de “Campeonato Nacional de Clubes”, vencido pelo Paulistano.

Após mais Taças dos Campeões entre cariocas e paulistas nas décadas de 20 e 30 (com campeões como Vasco, Palestra, Botafogo, Corinthians…) há o caso da Taça dos Campeões organizada pela FBF em 37, que reuniu campeões de mais centros - Rio (na verdade o Distrito Federal), São Paulo, Minas, Espírito Santo e Rio de Janeiro pré-fusao (cuja capital era Niterói). Nos jornais da época, é dito simplesmente que em 1936 a FBF decidiu que as seleções do Campeonato Brasileiro seriam substituídas por clubes campeões estaduais, que disputariam o título de campeão da entidade de 36 (embora muitos equivocadamente atribuam o campeonato à temporada de 37). O Jornal dos Sports algumas vezes chama a competição de “Campeonato Brasileiro”, afinal tecnicamente era a mesma competição dos anos anteriores, só que com participantes diferentes - mas o apelido de Taça dos Campeões Estaduais pegou.

Enfim, como vocês podem ver os exemplos de complicação da indicação de “qual clube pode ser considerado campeão brasileiro” das temproadas pré-71 é bem complicado e exigiria pesquisa hercúlea para saber o que valia Taça ou não.

Bem, espero ter provocado reflexões interessantes e gostaria de saber a opinião de vocês.

abs!

Blog História do Futebol & (RG DO NORTE) & Artigos-Ricardo Amaral Ricardo Amaral em 29 Set 2008

AMERICA: 400 GOLS NA SERIE B

O America de Natal venceu no sabado(27/09) o Juventude de Caxuias-RS por 2x0. O primeiro gol do jogo foi do atacante Marcelo Nicácio fazendo o clube chegar a marca de 400 gols na história da Série B do Campeonato Brasileiro.

Os gols ano a ano

1972: 24
1982: 00
1984: 02
1985: 01
1986: 09
1989: 13
1991: 18
1994: 23
1995: 10
1996: 24
1999: 25
2000: 24
2001: 32
2002: 46
2003: 36
2004: 22
2006: 59
2008: 33(ate 27.09.)

Resumo
Total de jogos: 305
Total de gols: 401

Os “gols redondos”

001º Izulamar (America 2x0 River em 1972)
100º Montanha(America 1x2 Ceara em 1995)
200º Jéferson (América 2x2 Sergipe em 2001)
300º Helinho (América 1x0 Paulista em 2004)
400º Marcelo Nicácio (América 2x0 Juventude em 2008)
pesquisa de Marcos Trindade(DN)

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 29 Set 2008

Enéas: O Gênio que dormia em campo

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Enéas possuía um futebol da mais absoluta técnica e habilidade. Meio campista atacante, foi um dos melhores jogadores da história da Portuguesa de Desportos e um dos melhores já produzidos pelo futebol brasileiro em sua história. Inteligentíssimo, jogava futebol com extrema facilidade e sabedoria. Sua ginga de corpo era eletrizante e de um genuíno sambista de morro. Seu futebol lembrava Martinho da Vila no samba.

Ótimo nos dribles secos e fintas curtas, aprimoradas no tempo em que jogava futebol de salão. Enéas foi lapidando seu futebol com o passar dos anos, chegando a ser um dos melhores jogadores do mundo.

Goleador que tinha grande facilidade para abrir clarão na zaga adversária, com seus dribles curtos e em ziguezague. Ele era o grande esplendor. Trocava de pé, lançava, tocava, tudo feito com a máxima sutileza possível.

Perfeito em bater na bola e deslocar o goleiro adversário, sabia como, quando e onde descobrir o espaço escondido pela marcação para meter o gol. Entrava na área sempre com habilidade, nunca com força de trombador.

Frio e calculista, seu futebol desenvolvia novas tecnologias e conhecimentos. Tão craque e tão artista, que descrevia com a pelota as condições sob as quais um fenômeno ocorre. E ele conseguia estabelecer total controle sobre os fenômenos.

Vê-lo jogar era como ter verdades, evidências e garantias de que o jogo teria diferenças e inovações. Um ponta-de-lança com grande poder de idéias e artifícios.

Quando inventava dribles, ele trazia um potencial de mudanças na conceituação do futebol, nas relações do gênero, nos laços míticos e na própria transformação de todas as realidades adjacentes e heterogêneas.

Amor pela Portuguesa
Na Portuguesa de Desportos, o nosso saudoso Enéas, jogou 376 jogos e anotou 179 gols, sendo Campeão da Taça São Paulo 1973 do Campeonato Paulista do mesmo ano e da Taça Governador do Estado em 1976.

Um jogador que sabia evitar o corpo-a-corpo inútil e estúpido. Cracaço maneiro, matreiro e resvaladiço.

Sua técnica refinada era sempre uma garantia de belos gols e de jogadas do mais alto nível. Um atleta que carregou o time da Portuguesa nas costas, durante toda sua estada no Canindé. Quando estava em dia inspirado, brilhava tanto que superava e ofuscava a grandes craques de outros times como: Rivelino, Pelé, Zico, Pedro Rocha, etc. E isso aconteceu inúmeras vezes.

Enéas era o Príncipe que fazia o Rei Pelé lhe prestar tributo, aplaudí-lo e admirá-lo. A camisa da Portuguesa de Desportos fazia parte de seu corpo. Ele amava as cores vermelhas, verde e branca da Lusa.

Enéas foi um Rei negro, com sangue azul e com a nobreza e a majestade que só os reis possuem e não perdem jamais.

E quando a pelota estava sob seu total domínio, exercia uma variação impressionante de fórmulas artísticas e literárias, preludiando o sonho do gênio e sua vocação no quadrilátero verde.

Ele foi o Brasil narcísico, carnavalesco, autônomo, vencedor e com idéias próprias. Craque tipicamente brasileiro que nunca sujeitou-se à cultura futebolística estrangeira, sempre adotando uma metodologia criativa específica, que objetivava uma liberdade sem apegos e sem atavismos. Um jogador que dava sabor ao passe e ao toque de bola.

Contratado em 1980 pelo Bolonha da Itália, atuou também pela Udinese. Na sua repatriação atuou pela S.E. Palmeiras, jogou pelo Central de Cotia da terceira divisão Paulista, Desportiva Capixaba, etc.

Enéas assentava a poeira da emoção desmedida com o seu talento calmo e goleador. Jogador que sozinho decidia partidas e deixava o estádio inteiro deslumbrado com suas jogadas. Sempre requisitado, atuou pela Seleção Paulista, pelo combinado Rio-São Paulo, pela Seleção Olímpica e também pelo selecionado brasileiro em uma época recheada de grandes jogadores.

Um dos maiores ídolos da história rubro-verde
O seu futebol lúcido e fantástico era uma mistura de ópera-rock, salsa, merengue, jazz, blues e samba canção ao sabor de lasanha e espaguete. Um luxo. Seu futebol era tão belo que lembrava os quadros do pintor brasileiro Di Cavalcanti.

Enéas veio a falecer no dia 27 de dezembro de 1988, em decorrência de um acidente automobilístico.

Um homem querido, amigo, alegre, simples e bondoso. Um dos maiores ídolos da história da Portuguesa de Desportos e um dos maiores pontas-de-lança da história do futebol brasileiro em todos os tempos.

Um mito, um “Príncipe Negro” que amou e sentiu o futebol como nenhum outro.

Enéas foi o principal plano de Deus para que nós amassemos o futebol e fizéssemos dele nossa razão de viver e sonhar. — Texto: Luciano U. Nassar —

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Curiosidades do Craque
Enéas também foi precursor desse tipo de atleta que não gosta de treinar, que “dorme” em campo e que adora a noite, a bebida e as mulheres. Conta Sílvio Moredo, ex-diretor da nossa Lusa, que, durante uma partida contra o Santa Cruz, em Recife, Enéas fez de tudo para ser substituído ainda no primeiro tempo. Cinco minutos após descer para o vestiário, já estava na arquibancada de banho tomado e acompanhado por três garotas. “Ele tinha combinado com elas antes da partida. Dei-lhe um sermão no ônibus”, disse Moredo.

Badeco, ex-colega na Portuguesa, ressalta que as melhores qualidades de Enéas eram o drible curto e a capacidade de adivinhar o principal defeito de seus marcadores quando partia em direção ao gol. Assim, sempre driblava em cima da “perna ruim” do adversário. “Eu dizia que ele devia explorar mais esse potencial, mas nunca gostou de treinar. Ele respondia: ‘-Ah, deixa pra lá. Vamo tomar uma cervejinha!’. E ia mesmo”, lembra Badeco, rindo. Pois, quando conseguiu ir para a Itália, em 1980, Enéas se viu privado de todas as facilidades e fez as malas em menos de um ano, mesmo com proposta vantajosa da Udinese. Decisão errada: assinou às pressas com o Palmeiras, que passava por um dos piores períodos de vacas magras.

• • • •

Já são 20 anos sem o nosso Gênio que dormia em campo, mas que quando acordava era o pesadelo dos nossos adversários. É sempre bom recordar um grande craque como Enéas.

Vale a pena conferir!
O escritor Luciano Ubirajara Nassar lançou o livro “Rei Enéas, um gênio esquecido”, que conta a história do eterno craque.
http://colunas.globoesporte.com/luizfilho/2008/09/26/eneas-o-genio-que-dormia-em-campo/

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 29 Set 2008

Os Times Beneficiados pelas “Viradas de Mesa”

História

Ao longo das edições do Campeonato Brasileiro, muitas vezes o regulamento
foi mudado durante a competição, quando não foi simplesmente ignorado.
Segundo o levantamento que fiz, 45 equipes já foram beneficiadas, direta ou
indiretamente, por estas modificações.

Vejam as tristes e famosas “Viradas de Mesa”.

América MG

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de
regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de
1992. (vide texto do Grêmio)

Foi resgatado diretamente da Segunda Divisão, onde estava em 1999, para a
Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2000 ( a Copa João Havelange)

América RJ

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

América RN

Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o
Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Americano

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Anapolina

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Bahia

Foi resgatado diretamente da Segunda Divisão, onde estava em 1999, para a
Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2000 ( a Copa João Havelange)

Bandeirante DF

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Bangu

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Botafogo RJ

Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato
Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase.
(mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

Botafogo SP

Foi resgatado do Módulo Amarelo, equivalente a Segunda Divisão de 2000,
diretamente para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2001.

Bragantino

Ao se classificar em último lugar, entre os 24 participantes do Campeonato
Brasileiro de 1996, deveria ter sido rebaixado, no entanto, a CBF alegou a
existência de problemas relacionados à arbitragem e cancelou o rebaixamento.

Brasil RS

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Caxias

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Ceará

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de
regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de
1992. (vide texto do Grêmio)

Central PE

Rebaixamento para a Terceira Divisão de 1997 foi cancelado.

Comercial MS

Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato
Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase.
(mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

Coritiba

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de
regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de
1992. (vide texto do Grêmio)

Criciúma

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de
regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de
1992. (vide texto do Grêmio)

Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o
Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

CSA

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Desportiva

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de
regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de
1992. (vide texto do Grêmio)

Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o
Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Figueirense

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Fluminense

Ao ficar em penúltimo lugar entre os 24 participantes do Campeonato
Brasileiro de 1996, deveria ter sido rebaixado, no entanto, a CBF alegou a
existência de problemas relacionados à arbitragem e cancelou o rebaixamento.

Foi resgatado diretamente da Segunda Divisão, onde tinha conseguido acesso
ao ser campeão da Terceira Divisão em 1999, para a Primeira Divisão do
Campeonato Brasileiro de 2000 ( a Copa João Havelange)

Fortaleza

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de
regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de
1992. (vide texto do Grêmio)

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Goiás

Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato
Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase.
(mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

Goiatuba

Rebaixamento para a Terceira Divisão de 1997 foi cancelado.

Grêmio

O Regulamento do Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão de 1992 previa o
acesso de apenas duas equipes, no entanto, com uma fraca campanha durante a
Primeira Fase, o Grêmio foi beneficiado pela mudança do regulamento que
passou a classificar 12 equipes para a Primeira Divisão de 1993.

Joinville

Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato
Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase.
(mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

Juventude

De acordo com o regulamento do Campeonato Brasileiro de 1999, que
considerava a média de pontos, o Juventude teria sido rebaixado, no entanto,
a confusão provocada pelos problemas que envolveram a falsificação de
documentos do jogador Sandro Hiroshi, permitiu que seu rebaixamento fosse
cancelado.

Marcílio Dias

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Nacional AM

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Náutico

Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato
Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase.
(mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Paraná

Foi resgatado do Módulo Amarelo, equivalente a Segunda Divisão de 2000,
diretamente para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2001.

Paysandu

Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o
Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Ponte Preta

Rebaixamento para a Terceira Divisão de 1996 foi cancelado.

Remo

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de
regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de
1992. (vide texto do Grêmio)

Ríver PI

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Santa Cruz

Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato
Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase.
(mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de
regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de
1992. (vide texto do Grêmio)

Santos

Em 1982, o Santos ficou apenas em décimo no campeonato paulista que era
classificatório para o campeonato brasileiro. Deveria disputar a Taça de
Prata em 1983, no entanto, o critério para definição dos participantes foi
deixado de lado, e o Santos foi convidado a disputar a Taça de Ouro de 1983,
quando chegou a um surpreendente vice-campeonato.

São Caetano

Foi resgatado do Módulo Amarelo, equivalente a Segunda Divisão de 2000,
diretamente para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2001.

Sergipe

Rebaixamento para a Terceira Divisão de 1997 foi cancelado.

Serra ES

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Sobradinho

Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato
Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase.
(mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

União São João

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de
regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de
1992. (vide texto do Grêmio)

Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o
Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Vasco da Gama

O regulamento do Campeonato Brasileiro de 1974 previa que a final do
campeonato teria como mandante a equipe com melhor campanha ao longo de todo
o campeonato. No caso o jogo seria no Mineirão, uma vez que o Cruzeiro tinha
a melhor campanha, no entanto a equipe mineira foi punida, devido problemas
ocorridos em um jogo anterior realizado no Mineirão frente o próprio Vasco
da Gama. A CBD (atual CBF) não apenas tirou a partida final do Mineirão como
colocou no Maracanã, isto é, o regulamento foi ignorado.

O mesmo fato ocorrido com o Santos aconteceu com o Vasco em 1983, quando
ficou em nono no estadual daquele ano e foi “levado” para a Taca de Ouro de
1984, quando também conquistou o vice-campeonato.

Na Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o regulamento previa a
classificação de 6 equipes em cada um dos grupos que contava com 11
participantes. A equipe carioca fazia má campanha e inúmeras manobras foram
feitas tendo em vista punir outras equipes, com perda de pontos, entre elas
o Joinville e a Portuguesa. A solução foi aumentar o número de equipes
classificadas, o que significou a classificação do Vasco para a Segunda
Fase.

Villa Nova MG

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Mas afinal, São Paulo foi rebaixado no paulista em 1990?

Abaixo detalhes sobre os fatos ocorridos durante o Campeonato Paulista de
1990.

Ele foi dividido em 2 grupos:

Grupo 1: Corinthians, Internacional, Bragantino, Novorizontino, Palmeiras,
São Paulo, Mogi-Mirim, Santos, Portuguesa, União São João, São José e
Guarani.

Grupo 2: Catanduvense, Juventus, Botafogo, XV de Piracicaba, XV de Jaú,
América, Noroeste, São Bento, Santo André, Ferroviária, Ituano e Ponte Preta

1) Segundo o regulamento do Campeonato Paulista, durante as duas primeiras
fases as equipes se enfrentariam dentro e fora de seus grupos. Sendo que os
12 times com melhor campanha, independentemente do grupo do qual fazia
parte, se classificariam, automaticamente, para a Quarta Fase:

O que aconteceu: As equipes classificadas foram o Corinthians, Palmeiras,
Bragantino, Santos, Mogi-Mirim, Portuguesa e Novorizontino, pelo Grupo 1 e
XV de Piracicaba, XV de Jaú, Ferroviária, Ituano e América, pelo Grupo
2.(Regulamento Cumprido)

2) Conforme o regulamento os campeões de cada grupo se classificariam
automaticamente para a Copa do Brasil de 1991.

O que aconteceu: Corinthians e XV de Piracicaba foram os vencedores de seus
grupos e se classificaram para a Copa do Brasil de 1991. (Regulamento
Cumprido)

3) O regulamento informava que as equipes que não tivessem se posicionado
entre as 12 melhores aos longos das duas primeiras fases, deveriam disputar
a Terceira fase, uma espécie de repescagem. As equipes seriam divididas em
dois grupos de 6.

O que aconteceu: As equipes foram divididas em 2 grupos, o primeiro formado
por Botafogo, Internacional, Santo André, São Paulo, Ponte Preta e Noroeste
e o outro por Guarani, Catanduvense, São José, Juventus, União São João e
São Bento. (Regulamento Cumprido)

4) O regulamente definia que apenas os campeões de cada grupo desta terceira
fase, se classificariam para a quarta fase, quando se juntariam aos demais
12 classificados anteriormente, e seriam divididos em 2 grupos de 7.

O que aconteceu: Botafogo e Guarani foram os campeões de seus grupos e se
classificaram para a Quarta fase. Nesta fase, as equipes foram divididas em
2 grupos de 7. O primeiro grupo foi formado por Bragantino, Corinthians,
Botafogo, Santos, Ituano, Mogi-Mirim e XV de Jaú, o segundo grupo foi
constituído por Novorizontino, Palmeiras, Guarani, Portuguesa, América, XV
de Piracicaba e Ferroviária. (Regulamento Cumprido)

5) Quanto ao rebaixamento, vamos ao texto original do regulamento oficial do
Campeonato Paulista de 1990. Parágrafo 1º do artigo 5º: “Para o Campeonato
da Primeira Divisão de Futebol Profissional de 1991, o Grupo I será
constituído pelas 14 associações classificadas para disputar a quarta fase
do Campeonato de 1990 e o Grupo II será constituído pelas dez associações
restantes que não se classificaram para a quarta fase e mais quatro advindas
da Divisão Especial de 1990.” Parágrafo 2º - “No campeonato da primeira
divisão de futebol profissional de 1990, não haverá descenso à divisão
especial de futebol profissional. Mas a partir de 1991, ou a cada ano haverá
o descenso de uma associação da Primeira Divisão de Futebol Profissional e o
acesso de uma associação da Divisão Especail de Futebol Profissional”

O que aconteceu: O Campeonato Paulista de 1991 foi constituídos por 2 grupos
de 14 equipes: Grupo I formado pelos 14 classificados para a Quarta Fase do
Campeonato de 1990 - Corinthians, Palmeiras, Botafogo, Portuguesa, Guarani,
Bragantino, Santos, Ituano, América, Novorizontino, XV de Piracicaba, XV de
Jaú, Ferroviária e Mogi-Mirim; Grupo II formando pelas 10 equipes que não se
classificaram para a Quarta Fase do Campeonato de 1990: São Paulo,
Internacional, Santo André, Noroeste, Catanduvense, Juventus, Ponte Preta,
União São João, São José e São Bento, mais 4 equipes originária da Divisão
Especial de 1990 que foram: Olímpia, Marília, Sãocarlense e Rio Branco
(Regulamento Cumprido)

6) Por fim, voltando a Quarta Fase do Campeonato de 1990, o regulamento
previa que os campeões de cada grupo disputariam o título

O que aconteceu: Bragantino e Novorizontino foram campões de seus grupos e
decidiram o título em 2 jogos, nos dias 22 e 26 de agosto. O título foi
conquistado pelo Bragantino (Regulamento Cumprido)

fonte:
http://blogdobirner.net/2007/11/06/1990-o-ano-em-que-o-sao-paulo-nao-caiu/
escrito por José Renato Sátiro Santiago Jr.

Blog História do Futebol & x15) O Mundo é uma bola!!! Andre em 29 Set 2008

Protegido: Iraque perde prazo e está fora da busca por vaga na Copa de 2010

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Blog História do Futebol & ESCUDOS Andre em 29 Set 2008

Protegido: CLUBES INGLESES -LETRA B

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Blog História do Futebol & Artigos da Semana 2008 Edu Cacella em 29 Set 2008

ARTIGO DA SEMANA NÚMERO 39/2008-VOTAÇÃO ENCERRADA

O ARTIGO VENCEDOR DA VOTAÇÃO NÚMERO 40, QUE EFETUAREMOS NESTA SEMANA SERÁ PREMIADO COM O LIVRO “JOVEM HAVELANGE – A FIFA NO TERCEIRO MILÊNIO” DOADO PELO NOSSO MEMBRO WALTER IRIS. O ENVIO SERÁ POR CONTA DO PRÓPRIO WALTER A PEDIDO DELE.

VOTAÇÃO NÚMERO 39 ENCERRADA

1°Suriname: o futuro, pesadelo ou sonho??? Edu Cacella 09 votos
2°Times profissionais de São Paulko que optaram pelo amadorismo ou pela extinção de Gilberto Maluf 08 votos
3°Eles surgiram como craques! Mas não emplacaram!, de Galdino A.F.Silva 04 votos
4°Silvio Santos tentou ser Kia Joorabchian no Canto do Rio de Auriel Almeida 03 votos
- TÁTICA DO FUTEBOL - DE 1 A 11. DE MARCOS FALCON.03 votos
6°Escudos corretos - A.D. Niterói e E.C. Costeira de Auriel de Almeida 02 votos
-O Bugre esta voltando…. de Cicero Alves Urbanski 02 votos
- GOYTACAZ O AZUL DA CIDADE, de Alexandre Martins 02 votos
-Inauguração e recorde de público em estádios brasileiros, de Gilberto Maluf 02 votos
-Olinkraft de Igaras - SC de Adalberto Kluser.02 votos
11°América de Cali e o Diabo - Roberto Pypcak 01 voto
-Filosofia e Pérolas………Galdino Ferreira 01 voto
-Pelo conjunto dos artigos = Campeonatos Campistas de Alexandre Martins 01 voto
-Futebol e Política não dá certo!! - Julio Diogo 01 voto
-ASSOCIAÇÕES ESPORTIVAS DE PORTO ALEGRE-RS: 1867 - 1941 de Jose Ricardo Almeida01 voto
-EQUIPES DE MATO GROSSO DO SUL - SOCIEDADE ESPORTIVA SIDROLÂNDIA de Julio Diogo 01 voto

Blog História do Futebol & x2)Campeonatos Históricos & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 28 Set 2008

Protegido: RIO BRANCO CAMPEÃO CAMPISTA DE 1928

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Blog História do Futebol & f5 CLUBES E SUAS HISTÓRIAS-BRASIL & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 28 Set 2008

Protegido: A HISTÓRIA DO BERTIOGA FUTEBOL CLUBE

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Blog História do Futebol & x2)Campeonatos Históricos & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 28 Set 2008

Protegido: O CAMPEONATO CAMPISTA DE 1927 NÃO FOI VALIDO

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Blog História do Futebol & x2)Campeonatos Históricos & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 28 Set 2008

Protegido: GOYTACAZ CAMPEÃO CAMPISTA DE 1926

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Blog História do Futebol & x2)Campeonatos Históricos & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 28 Set 2008

Protegido: AMERICANO CAMPEÃO CAMPISTA DE 1925

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Blog História do Futebol & x2)Campeonatos Históricos & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 28 Set 2008

Protegido: CAMPOS CAMPEÃO CAMPISTA DE 1924

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Blog História do Futebol & x2)Campeonatos Históricos & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 28 Set 2008

Protegido: AMERICANO CAMPEÃO CAMPISTA DE 1923

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Blog História do Futebol Juvando Oliveira em 28 Set 2008

A equipe de futebol que preferiu morrer a perder

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A história do futebol mundial inclui milhares de episódios emocionantes e comovedores, mas seguramente nenhum seja tão terrível como o protagonizado pelos jogadores do Dinamo de Kiev nos anos 40. Os jogadores jogaram um partida sabendo que se ganhassem seriam assassinados e, no entanto, decidiram ganhar. Na morte deram uma lição de coragem, de vida e honra, que não encontra, por seu dramatismo, outro caso similar no mundo. Para compreender sua decisão, é necessário conhecer como chegaram a jogar aquela decisiva partida, e por que um simples encontro de futebol apresentou para eles o momento crucial de suas vidas.
Tudo começou em 19 de setembro de 1941, quando a cidade de Kiev (capital ucraniana) foi ocupada pelo exército nazista, e os homens de Hitler aplicaram um regime de castigo impiedoso e arrasaram com tudo. A cidade converteu-se num inferno controlado pelos nazistas, e durante os meses seguintes chegaram centenas de prisioneiros de guerra, que não tinham permissão para trabalhar nem viver nas casas, assim todos vagavam pelas ruas na mais absoluta indigência. Entre aqueles soldados doentes e desnutridos, estava Nikolai Trusevich, que tinha sido goleiro do Dinamo.
Josef Kordik, um padeiro alemão a quem os nazistas não perseguiam, precisamente por sua origem, era torcedor fanático do Dinamo. Num dia caminhava pela rua quando, surpreso, olhou um mendigo e de imediato se deu conta de que era seu ídolo: o gigante Trusevich. Ainda que fosse ilegal, mediante artimanhas, o comerciante alemão enganou aos nazistas e contratou o goleiro para que trabalhasse em sua padaria. Sua ânsia por ajudá-lo foi valorizado pelo goleiro, que agradecia a possibilidade de se alimentar e dormir debaixo de um teto. Ao mesmo tempo, Kordik emocionava-se por ter feito amizade com a estrela de sua equipe.
Na convivência, as conversas sempre giravam em torno do futebol e do Dinamo, até que o padeiro teve uma idéia genial: encomendou a Trusevich que em lugar de trabalhar como ele, amassando pães, se dedicasse a buscar o resto de seus colegas. Não só continuaria lhe pagando, senão que juntos podiam salvar os outros jogadores. O arqueiro percorreu o que restara da cidade devastada dia e noite, e entre feridos e mendigos foi descobrindo, um a um, a seus amigos do Dinamo. Kordik deu trabalho a todos, se esforçando para que ninguém descobrisse a manobra. Trusevich encontrou também alguns rivais do campeonato russo, três jogadores da Lokomotiv, e também os resgatou. Em poucas semanas, a padaria escondia entre seus empregados uma equipe completa.
Reunidos pelo padeiro, os jogadores não demoraram em dar o seguinte passo, e decidiram, alentados por seu protetor, voltar a jogar. Era, além de escapar dos nazistas, a única que bem sabiam fazer. Muitos tinham perdido suas famílias nas mãos do exército de Hitler, e o futebol era a última sombra mantida de suas vidas anteriores. Como o Dinamo estava enclausurado e proibido, deram um novo nome para aquela equipe. Assim nasceu o FC Start, que através de contatos alemães começou a desafiar a equipes de soldados inimigos e seleções formadas no III Reich.
Em sete de junho de 1942, jogaram sua primeira partida. Apesar de estarem famintos e cansados por terem trabalhado toda a noite, venceram por 7 a 2. Seu seguinte rival foi a equipe de uma guarnição húngara, ganharam de 6 a 2. Depois meteram 11 gols numa equipa romena. A coisa ficou séria quando em 17 de julho enfrentaram uma equipe do exército alemão e golearam por 6 a 2. Muitos nazistas começaram a ficar chateados pela crescente fama do grupo de empregados da padaria e buscaram uma equipe melhor para ganhar deles. Trouxeram da Hungria o MSG com a missão de derrotá-los, mas o FC Start goleou mais uma vez por 5 a 1, e mais tarde, ganhou de 3 a 2 na revanche.
Em seis de agosto, convencidos de sua superioridade, os alemães prepararam uma equipe com membros da Luftwaffe, o Flakelf, que era uma grande time, utilizado como instrumento de propaganda de Hitler. Os nazistas tinham resolvido buscar o melhor rival possível para acabar com o FC Start, que já gozava de enorme popularidade entre o sofrido povo refém dos nazistas. A surpresa foi grande, porque apesar da violência e falta de esportividade dos alemães, o Start venceu por 5 a 1.
Depois dessa escandalosa queda do time de Hitler, os alemães descobriram a manobra do padeiro. Assim, de Berlim chegou uma ordem de acabar com todos eles, inclusive com o padeiro, mas os hierarcas nazistas locais não se contentaram com isso. Não queriam que a última imagem dos russos fosse uma vitória, porque acreditavam que se fossem simplesmente assassinados não fariam nada mais que perpetuar a derrota alemã. A superioridade da raça ariana, em particular no esporte, era uma obsessão para Hitler e os altos comandos. Por essa razão, antes de fuzilá-los, queriam derrotar o time em um jogo. Com um clima tremendo de pressão e ameaças por todas as partes, anunciou-se a revanche para 9 de agosto, no repleto estádio Zenit. Antes do jogo, um oficial da SS entrou no vestiário e disse em russo:
- “Vou ser o juiz do jogo, respeitem as regras e saúdem com o braço levantado”, exigindo que eles fizessem a saudação nazista.
Já no campo, os jogadores do Start (camisa vermelha e calção branco) levantaram o braço, mas no momento da saudação, levaram a mão ao peito e no lugar de dizer: - “Heil Hitler!”, gritaram - “Fizculthura!”, uma expressão soviética que proclamava a cultura física. Os alemães (camisa branca e calção negro) marcaram o primeiro gol, mas o Start chegou ao intervalo do segundo tempo ganhando por 2 a 1. Receberam novas visitas ao vestiário, desta vez com armas e advertências claras e concretas:
- “Se vocês ganharem, não sai ninguém vivo”. Ameaçou um outro oficial da SS. Os jogadores ficaram com muito medo e até propuseram-se a não voltar para o segundo tempo. Mas pensaram em suas famílias, nos crimes que foram cometidos, na gente sofrida que nas arquibancadas gritava desesperadamente por eles e decidiram, sim, jogar.
Deram um verdadeiro baile nos nazistas. E no final da partida, quando ganhavam por 5 a 3, o atacante Klimenko ficou cara a cara com o arqueiro alemão. Deu lhe um drible deixando o coitado estatelado no chão e ao ficar em frente a trave, quando todos esperavam o gol, deu meia volta e chutou a bola para o centro do campo. Foi um gesto de desprezo, de deboche, de superioridade total. O estádio veio abaixo.
Como toda Kiev poderia a vir falar da façanha, os nazistas deixaram que saíssem do campo como se nada tivesse ocorrido. Inclusive o Start jogou dias depois e goleou o Rukh por 8 a 0. Mas o final já estava traçado: depois dessa última partida, a Gestapo visitou a padaria. O primeiro a morrer torturado em frente a todos os outros foi Kordik, o padeiro. Os demais presos foram enviados para os campos de concentração de Siretz. Ali mataram brutalmente a Kuzmenko, Klimenko e o arqueiro Trusevich, que morreu vestido com a camiseta do FC Start. Goncharenko e Sviridovsky, que não estavam na padaria naquele dia, foram os únicos que sobreviveram, escondidos, até a libertação de Kiev em novembro de 1943. O resto da equipe foi torturada até a morte.
Ainda hoje, os possuidores de entradas daquela partida têm direito a um assento gratuito no estádio do Dinamo de Kiev. Nas escadarias do clube, custodiado em forma permanente, conserva-se atualmente um monumento que saúda e recorda àqueles heróis do FC Start, os indomáveis prisioneiros de guerra do Exército Vermelho aos quais ninguém pôde derrotar durante uma dezena de históricas partidas, entre 1941 e 1942. Foram todos mortos entre torturas e fuzilamentos, mas há uma lembrança, uma fotografia que, para os torcedores do Dinamo, vale mais que todas as jóias em conjunto do Kremlin. Ali figuram os nomes dos jogadores. Abaixo a única foto que se conserva da heróica equipe do Dinamo e o nome de seus jogadores.

Goncharenko e Sviridovsky, os únicos sobreviventes, junto ao monumento que recorda a seus colegas:
dinamo4 - dinamo4
Na Ucrânia, os jogadores do FC Start hoje são heróis da pátria e seu exemplo de coragem é ensinado nos colégios. No estádio Zenit uma placa diz “Aos jogadores que morreram com a cabeça levantada ante o invasor nazista”.
dinamo5 - dinamo5
Pôster-propaganda da revanche:

Fonte: Site Resistência Coral

Blog História do Futebol Cicero Alves Urbanski em 27 Set 2008

O BUGRE ESTÁ VOLTANDO…

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25/9/2008

Bugre vence e está classificado

Mais uma vez o Guarani garantiu vaga antecipada para a próxima fase do Campeonato Brasileiro da Série-C. Nesta quinta-feira, após vencer o Ituiutaba pelo placar de 2x0 no Estádio Brinco de Ouro, se classficou para o octogonal final da competição.

Com o resultado, o time bugrino chegou aos 11 pontos ganhos e permanece na liderança do grupo 28, seguido pelo Brasil-RS, que também se classificou ao empatar em 1x1 com o Marcílio Dias, chegando aos 9 pontos.

Já classificados, Guarani e Brasil-RS brigam pela lideança do grupo na última partida. Enquanto o Bugre vai à Santa Catarina enfrentar o Marcílio Dias, o Brasil-RS viaja à Ituiutaba-MG, enfrentar o Ituiutaba.

14/8/2008

Guarani lança livro e 3º Uniforme

No aniversário dos 30 anos do título Brasileiro de 1978, o Guarani realizou nesta quarta-feira no salão social do Estádio Brinco de Ouro um coquetel de lançamento do livro histórico da conquista do Campeonato Brasileiro e de um 3º uniforme.
O livro – A Conquista da Estrela Dourada – foi escrito pelo historiador José Ricardo Lenzi Mariolani e complementado pelo historiador Fernando Pereira, ambos do Departamento Cultural do Guarani.

Tunel do tempo

No link museu de imagens do site planetaguarani vc. pode viajar em fotos históricas do clube, como esta do Estadio do Pastinho.

fontes:
http://www.plantaodobugre.com.br
http://www.planetaguarani.com.br

Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) Wanderson Pereira em 27 Set 2008

São João da Barra Futebol Clube

estou te enviando o escudo que arrumei do São João da Barra Futebol Clube que disputa as divisões inferiores do Campeonato Carioca.

s E3o 20jo E3o 20da 20barra 20futebol 20clube - s E3o 20jo E3o 20da 20barra 20futebol 20clube

abs

Wanderson

FONTE:ORKUT

Blog História do Futebol Edu Cacella em 27 Set 2008

VOTAÇÃO SOBRE OBRIGATORIEDADE DOS CRÉDITOS!! ENCERRADA!!!!


VOTAÇÃO COM RESULTADO FINAL JÁ OBTIDO, PORTANTO A PARTIR DE AGORA TODOS OS ARTIGOS TERÃO DE CONTER O CRÉDITO, SEJAM OS PRÓPRIOS OU OS DE OUTRO AUTOR.
OS ARTIGOS QUE NÃO TIVEREM SERÃO COLOCADOS EM RASCUNHO, OU SEJA, SOMENTE A ADMIN E O AUTOR PODERÃO VÊ-LOS ATÉ QUE O AUTOR COLOQUE OS CRÉDITOS CORRETAMENTE. NÃO IREI FICAR MANDANDO EMAILS PARA QUE O AUTOR COLOQUE OS CRÉDITOS, POIS ISSO É DESGASTANTE. ELE MESMO IRA SENTIR A FALTA DO ARTIGO NA PÁGINA DO BLOG.

Amigos como outros temas, acho mais justo resolvermos isso na votação:

VOCÊ ACHA QUE O CRÉDITO DEVA SER OBRIGATÓRIO EM TODOS OS ARTIGOS, SEJAM DE SUA AUTORIA OU NÃO???

POR FAVOR APENAS, SIM OU NÃO, CONSIDERAÇÕES, SE OCORREREM, SOMENTE SOBRE O TEMA ESPECÍFICO E SEM POLEMIZAR,OK

ABRAÇOS
EDU

Blog História do Futebol & (RG DO NORTE) & Artigos-Ricardo Amaral Ricardo Amaral em 27 Set 2008

MEIO CAMPO BETINHO MIGRANDO PARA TREINADOR

Humberto Cardoso da Silva, 41 anos.Betinho como é mais conhecido, é o mais experiente jogador que á atuou na excursão do Corintians de Caicó ao Canadá. Ele iniciou sua carreira profissional no Nacional de Cabedelo da Paraiba em 1988.Com passagens por várias equipes, foi campeão paraibano em 1989, 90, 92, 95, 96, 97, 98, 99 e em 2001 participou do elenco do Corintians que se sagrou pela primeira vez, campeão do Rio Grande do Norte. Em 1999 atuou no Fluminense do Rio de Janeiro que na época estava na terceira divisão do campeonato brasileiro.Sob o comando de Carlos Alberto Parreira, ao lado de jogadores como Roni, Magno Alves, Marcão e Róger, ajudou a equipe a subir para a série B no ano seguinte.Betinho também teve experiência internacional.
Apesar da idade, Betinho continua jogar, mas com a desistência do treinador Reginaldo Sousa em viajar com a equipe, o clube efetivou Betinho como treinador, além de jogador. Afirma que pretende “pendurar as chuteiras” e ser treinador, pois foi muito positiva a experiência no Canadá, lidando com uma turma jovem e tendo a primeira oportunidade como treinador. O Corintians obteve três vitórias em cinco jogos em terras canadenses.

Blog História do Futebol & Artigos-Ricardo Amaral Ricardo Amaral em 27 Set 2008

A DANÇA DOS TÉCNICOS NO BRASILEIRÃO

Dos clubes que participam do Campeonato Brasileiro da série A, apenas oito clubes ainda mantêm os treinadores do início da competição. Destes, quase que todos ocupam as primeiras colocações do torneio: Grêmio, Palmeiras, São Paulo, Flamengo, Vitória, Sport e Coritiba. Do grupo que freqüenta a parte de cima da tabela, apenas o Botafogo trocou de treinador, inclusive em duas ocasiões.

OS que já dançaram:
Atlético-PR: Ney Franco, Roberto Fernandes, Tico dos Santos, Mário Sérgio e Geninho
Figueirense: Alexandre Gallo, Guilherme Macuglia, PC Gusmão e Mário Sérgio
Náutico: Roberto Fernandes, Leandro Machado, Pintado e Roberto Fernandes
Botafogo: Cuca, Geninho e Ney Franco
Atlético-MG: Geninho, Alexandre Gallo e Marcelo Oliveira
Portuguesa: Vágner Benazzi, Valdir Espinoza e Estevam Soares
Vasco: Antonio Lopes, Tita e Renato Gaúcho
Santos: Emerson Leão, Cuca e Márcio Fernandes
Ipatinga: Giba, Ricardo Drubscky e Márcio Bitencourt
Internacional: Abel Braga e Tite
Fluminense: Renato Gaúcho e Cuca
Goiás: Vadão e Hélio dos Anjos

Os sobreviventes:
Grêmio - Celso Roth
Palmeiras - Wanderley Luxemburgo
São Paulo - Muricy Ramalho
Cruzeiro - Adilson Batista
Flamengo - Caio Júnior
Vitória - Vágner Mancini
Coritiba - Dorival Júnior
Sport - Nelsinho Baptista

Blog História do Futebol & (MINAS GERAIS) Andre em 27 Set 2008

Protegido: MINAS E.C.-BETIM/MG

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Blog História do Futebol & (MINAS GERAIS) Andre em 27 Set 2008

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Blog História do Futebol & (RG DO NORTE) & Artigos-Ricardo Amaral Ricardo Amaral em 26 Set 2008

OS MAIORES ARTILHEIROS EM UM JOGO DO AMÉRICA

O atacante Max tornou-se o maior artilheiro da história do América de Natal num mesmo jogo de Campeonatos Brasileiros das três séries, computados todos os anos desde 1972, quando o clube começou a disputar as competições nacionais. O atacante marcou quatro gols no jogo do dia 12/setembro/2008 pela Serie B diante do Vila Nova/GO na vitória do América por 5 a 1.

Veja resumo de artilheiros por serie:
Quatro gols num mesmo jogo na Série B
Max, no jogo América 5x1 Vila Nova (2008)

Três gols num mesmo jogo da Série A
Aloísio´, no jogo América 5x1 Flamengo/Pi (1977)
Jangada, no jogo América 4x2 Uberlândia/MG (1978)
Edson Borges, no jogo Santos/SP 2x3 América (2007)

Três gols num mesmo jogo da Série B
Gauchinho, no jogo América 4x1 Sampaio Correa (2002)

Três gols num mesmo jogo da Série C
Paulinho Marília no jogo América 4x0 Vitória-PE (2005

fonte: Marcos Lopes/ Diario de Natal

Blog História do Futebol Roberto Saraiva em 26 Set 2008

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Blog História do Futebol Marcos Falcon em 26 Set 2008

Tática do Futebol - De 1 a 11

Saudade do tempo em que a numeração, nas camisas dos jogadores de um time de futebol, era de 1 a 11.
Hoje ao assistir a um jogo pela tv não entendo a posição onde os caras estão jogando, pois lá vejo o 88 jogando na meia e o 70 na esquerda o goleiro é 400 e o futebol é zero.

Meu filho me falou que na Europa estão jogando com uma tática revolucionária onde um ala avançado que a pouco jogava armando pelo meio agora atua de forma mais ofensiva como atacante pela direita enquanto um segundo volante com mais habilidade ataca pela esquerda.
Perguntei eu. E na defesa algo mudou? E ele com toda a pompa de um grande conhecedor das táticas do futebol falou com um certo tom de arrogância.
Sim claro que mudou, agora já não se joga mais com quatro zagueiros e sim com três. Fiquei ainda mais surpreso pois acreditava que ainda jogávamos com dois zagueiros.
Fui para a cama e não conseguia dormir tentando imaginar como funcionaria este tal esquema tático revolucionário que meu filho falava e que afirmava que seria testado na Seleção Brasileira motivo pelo qual Mancini fora convocado. Não consegui dormir e lá pelas tantas levantei, peguei um pedaço de papel e comecei a anotar.

1 – goleiro (goleiro)
2- Lateral Direito (Zagueiro pela direita)
3- Zagueiro Central (Zagueiro pelo meio)
4- Quarto Zagueiro (agora é o terceiro zagueiro aquele que sai para dar o combate)
5- Médio volante (primeiro volante que marca a cabeça da área e sai para o jogo)
6- Lateral Esquerdo (Zagueiro pela esquerda que apóia o ataque na boa)
7- Ponta Direita (Atacante aberto pela direita)
8- Meia Direita (segundo volante)
9- Centroavante (Atacante pelo meio que pode ser pivô ou “rabo de vaca”)
10- Meia Esquerda (terceiro homem de meio campo)
11- Ponta Esquerda (atacante que ocupa espaço pela esquerda e volta para reconstituir a marcação no meio)

Após colocar no papel a numeração tradicional de 1 a 11 com o nome das posições, conforme eu aprendi desde criança e que ainda são assim denominadas na várzea onde jogo, e ao lado entre os parênteses as funções mencionadas por meu filho, pude entender então que a revolução tática do futebol moderno é jogar como na década de 50 e 60. Estão jogando igual a Seleção Brasileira de 58 e 62 apenas que agora os jogadores estão menos técnicos e mais turbinados.
Entendi!!!!!

Blog História do Futebol & x9) CURIOSIDADES & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 26 Set 2008

O FUTEBOL NOS JOGOS OLIMPICOS DE 1900 E 1904

Você se alegra quando seu time do coração leva a taça do campeonato estadual, regional, nacional ou continental? Se orgulha quando é campeão do mundo? Então, o que diria se seu time conseguisse uma proeza que é o sonho do futebol brasileiro, a medalha de ouro olímpica! Pois bem, ao contrário do que muitos pensam, o primeiro campeão olímpico de futebol não foi o Uruguai, Alemanha, Argentina, União Soviética ou a Hungria do lendário Puskas…
Essa façanha pertence a dois clubes: o Upton Park F.C. da Grã-Bretanha, em 1900, nas olimpíadas de Paris-França e, ao Galt F.C. do Canadá nos jogos de Saint Louis, em 1904, nos Estados Unidos.

A FIFA, órgão máximo do futebol mundial, não reconhece os titulos olimpicos desses clubes, da mesma forma não considera como mundiais os títulos intercontinentais ou da copa toyota.

Porque ela não reconhece, não sei; talvez porque no caso do Upton Park, a arrogante Grã-Bretanha da época, inventora do futebol, exigiu e os fracos organizadores do evento cederam muitos privilégios, tais como:
1° - o torneio só teria três participantes.
2° - o Upton Park deveria fazer a final.
3° - as representações da Bélgica e da França jogariam em jogo único-eliminatório, para decidir o outro finalista.

Irritados por tamanha exigência, a Union des Societès Françaises de Sports Athlétiques (USFSA) fez o melhor time possivel na esperança de conquistar o titulo. Tanto que, no jogo eliminatório, derrotou a Bélgica por 7x4. Na decisão, os franceses amarelaram e foram massacrados pelo Upton Park por 4x0.

As equipes participantes tiveram como time base na disputa, a seguinte escalação:
UPTON PARK: Jones; Buckeham e Grosling; Chalk, Burridge e Quash; Turner, Spackman, Nicholas, Zealley e Haslam.

FRANÇA: Huteau; Bach e Allemane; Gaillard, Bloch e Macaire; Fraysse ( Peltier), Garnier, Lambert, Grandjean e Canele (Duparc).

BELGICA: Leboutte; Kelcom e Moreau; Renier, Pelgrims e Van Hoorden; Neefs, Thornton (Delbeque) Spaunoghe, Van Heuckelum e Londot.

Em 1904, foram três os participantes; os norte americanos: Christian Brothers College e St. Rose School, mais o representante do vizinho e irmão Canadá, Galt Football Club que levou a melhor na decisão contra o Christian Brothers College. Ganhou sem deixar sombra de dúvidas pelo placar de 7x0 e ficou com o ouro.

O Galt Footbal Club/Canadá teve como time base a seguinte escalação: Linton; Ducker,e Gourley; Fraser, Johnson e Lane; Taylor, Steep, Hall, McDonald e Twaits.

O Christian Brothers: Mengues; Lydon e Thomas January; John January, Charles January e Ratican; Brittingham, Cudmore, Bartiff, Brockmeyer e Lawler.

Saint Rose: Frost; George Cooke e Harry Jameson; Brady, Dooling (Johnson) e Dierkes; Cosgrove, O’Connell, Claude Jameson, Tate e Thomas Cooke

Essas olimpiadas foram marcadas pela humilhação, os organizadores submetiam os pigmeus, nativos da america do sul, africanos a um verdadeiro constrangimento, eles ficavam assustados, com medo em meio a um estadio cheio de espectadores tropeçavam nas proprias pernas, tambem pudera eles eram pessoas que na sua maioria que apenas pescava ou caçava para sobreviver.

Esses jogos eram um verdadeiro circo a os espectadores era a platéia , os nativos os palhaços! Isso ficou conhecido como “jogos antropologicos”.

Irritado com isso o Barão de Coubertain disse: “esses que não sabem hoje arremessar um dado, um dia serão melhores que vocês!”

Foram realizados 390 competições - O Barão de Coubertaim, presidente do COI, homologou APENAS 88 !
O decatlo foi criado nessa época porém seu reconhecimento por parte do COI, só se deu em 1954, sendo o campeão o irlandes Thomas Kiely, portanto,meio século depois.

O futebol, diferente de outras modalidades que foram reprovadas pelo Barão de Coubertaim, Presidente do Comitê Olímpico Internacional, foi homologado Sim pela entidade máxima que reje a maior competição do Esporte de todo o mundo.

É bom lembrar que o Comitê Olimpico Internacional, reconhece tais feitos e estes clubes juntos com seus jogadores estão na seleta galeria dos campeões olímpicos.

Ano Ouro Prata Bronze
1900 Upton Park (G.Bretanha) França Bélgica
1904 Galt FC (Canadá) Christian Brothers School (EUA) Saint Rose School (EUA

Fonte: Campeôes do Futebol

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 26 Set 2008

Pompéia mereceu um comercial da Gillete e da Rádio Globo

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“Criatividade é o que não faltou neste comercial da equipe esportiva da rádio Globo do Rio de Janeiro, então comandada pelo saudoso Waldir Amaral. A chamada enaltecia as grandes defesas do ex-goleiro do América Pompéia, descritas detalhadamente durante as partidas. Portanto, nada como ver o jogo ouvindo a rádio Globo….”


Pompéia voa para fazer mais uma grande defesa em jogo no Maracanã. Ficou conhecido como um dos mais elásticos goleiros da história do futebol brasileiro

Fonte: site Milton Neves

Blog História do Futebol & x15) O Mundo é uma bola!!! & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 26 Set 2008

Protegido: Suriname:o futuro, pesadelo ou sonho???

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Blog História do Futebol Roberto Pypcak em 26 Set 2008

América de Cali e o Diabo

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Na Colômbia, o América de Cáli é conhecido como os Diabos Vermelhos. Mas o clube leva esse símbolo tão a sério que incluiu um diabo em seu escudo. No entanto, ao longo de seus 80 anos de história, esse mascote foi centro de polêmicas. Segundo conta Rodrigo Delgado, gerente geral do América de Cáli, o diabo surgiu na década de 40, quando o clube passou a ter equipes formadas por trabalhadores e populares. “Os atletas era de uma raça mestiça, uma mistura de negros e índios. Tinham cabelos crespos e longos, que alisavam com gel. Quando os jogadores corriam em campo, os cabelos subiam, e as pessoas diziam que pareciam chifres de diabos, algo também associado à qualidade da equipe. Depois, por influência do futebol argentino na Colômbia, havia a comparação com o Independiente, que também veste vermelho. Então surgiu o apelido de Diabos Vermelhos”, explica o dirigente. Mas em 1992, o diabo foi eliminado do símbolo do clube. Tudo por causa do técnico Gabriel Ochoa, que passou 12 anos no América de Cáli e não gostava dessa figura. O mascote voltou apenas em 1997, quando a diretoria decidiu recuperá-lo por ocasião das comemorações dos 70 anos do clube. No entanto, não é visto mais no distintivo, mas apenas nas mangas das camisas. “Gabriel Ochoa era muito religioso, e influenciou para que o diabo fosse retirado. Mas desde então houve muitos protestos dos torcedores, que já estavam completamente identificados com ele. Para nós, é um símbolo alegre, pois representa a malandragem dos jogadores em campo. Tanto que o diabo do América está com o tridente e a bola nos pés”, afirma Rodrigo Delgado. O América passou os 52 primeiros anos de sua história sem vencer um campeonato sequer. Mesmo assim, foi crescendo até se tornar o clube mais popular de Cáli e um dos maiores da Colômbia. A partir