Arquivo de Outubro de 2008
Blog História do Futebol Celso Franco em 31 Out 2008
Jogos Históricos e Perdidos do Timão
Jogos do Timão em Campinas
Fundado em 01/09/1910, o S.C.Corinthians Paulista tinha apenas um (1) ano de vida quando visitou Campinas pela 1ª vez para disputar uma partida de futebol.
E engano de quem pensou que o adversário foi a A.A. Ponte Preta; como publicam na História da Macaca ou até mesmo no Almanaque do Timão 1ª edição publicado há alguns anos.
O dia 17/09/1911 registra o primeiro encontro de dois alvinegros e ambos “Corinthians “, o S.C.Corinthians Paulista e o Corinthians F.C. Campineiro
O jogo aconteceu no Ground da Guanabara - local este que seria anos mais tarde construído o 1º estádio de futebol da cidade, o saudoso “PASTINHO” do Guarani F.C..
Vitória do alvinegro Paulistano por 3 x 1.
Outro jogo perdido do Timão em Campinas foi o encontro que todos comentam como sendo o de nº 1 do alvinegro na terra de Carlos Gomes; ou seja o ex-jogo perdido contra a Macaca.
Após seis meses, retorna o S.C.C.P. em Campinas para jogar no campo do Largo de São Benedito contra a A.A.Ponte Preta que estava se preparando para disputar o 1º Campeonato Campineiro de sua História. A data 03/03/1912. O resultado: Timão 1 x 0.
Mais um jogo perdido do Timão que fez História em Campinas:
15/06/1946 - O Timão enfrenta o Tricolor da Estrada, o glorioso E.C.Mogiana no primeiro jogo iluminado em Campinas. Os refletores do Estádio Dr. Horácio Antonio da Costa iluminaram aquela que foi a 1ª vitória em jogos noturnos do S.C.C.P. na cidade das Andorinhas. Timão 3 x 1 com Balthazar marcando os três gols do alvinegro.
Fonte: Arquivo pessoal
Blog História do Futebol & x9) CURIOSIDADES & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 31 Out 2008
OS MAIORES GOLEIROS ARTILHEIROS DO FUTEBOL MUNDIAL
Divulgada pela IFFHS que é um orgão especializados em estatisticas futebolisticas e nela consta uma relação dos maiores goleiros goleadores do futebol mundial segue abaixo a relação liderada pelo Rogério Ceni goleiro do São Paulo FC.
1. Rogério Ceni São Paulo FC do Brasil 83 GOLS
2. José Luis Félix Chilavert* CA Peñarol Montevideo Paraguai 62 GOLS
3. René Higuita ** CS Deportiva y C de Pereira da Colômbia 41 GOLS
4. Jorge Campos* Puebla FC do México 40 GOLS
5. Dimitar Ivankov Bursaspor K Bursa da Bulgária 35 GOLS
6. Johnny Martín Vegas Sport Ancash Huaraz do Perú 34 GOLS
7. Álvaro Misael Alfaro CD Atlético Balboa de El Salvador 31 GOLS
8. Hans-Jörg Butt Sport Lisboa e Benfica de Portugal Alemanha 28 GOLS
9. Marco Antonio Cornez* Deportes Iquique do Chile 24 GOLS
10. Dragan Pantelić* FK Radnicki Nis da Sérvia 22 GOLS
11. Žarko Lučić* FK Mladost Podgorica de Montenegro 21 GOLS
12. Nizami Sadigov* Turan Tovuz do Azerbaijão 21 GOLS
Fonte: IFFHS
Blog História do Futebol & ESCUDOS & (RIO DE JANEIRO) & Artigos-Gerson Rodrigues Gerson Rodrigues em 31 Out 2008
Várzea FC de Teresópolis
Novo integrante da terceirona do Rio. Na verdade o clube em si é bem antigo.
Fundação: 16 de setembro de 1914
Endereço: Rua Manoel José Lebrão, n° 1.364 – Ermitagem – Teresópolis
CEP: 25975-201
Telefone: (21) 2643-4777
Fax: (21) 2742-0133
E-Mail: varzeafutebolclube@yahoo.com.br
Presidente: Marcelo Pfister de Medeiros
Fonte: Federação.
Escudo (em preto e branco, no site SoccerLogos tem um com melhor qualidade):
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 31 Out 2008
BOTAFOGO vs YPIRANGA A PRIMEIRA GRANDE RIVALIDADE DO FUTEBOL DA BAHIA.
Enganam-se muitos que pensam que o tradicional clássico BA-VI é o mais antigo do futebol da Bahia, afinal é um dos maiores do nosso futebol onde sempre temos casa cheia, jogos terminados em confusões, brigas entre jogadores e dirigentes onde até mesmo um desses jogos foi terminar numa delegacia de policia. Pois bem o BA-VI só passou a ter a rivalidade levada aos extremos no inicio dos anos 50 quando o Vitória voltou a se dedicar mais ao futebol e a ganhar títulos e a ser um ferrenho adversário do Bahia, clube fundado em 1931 e que passou a dominar o futebol baiano daí por diante, antes mesmo do Bahia ter o Vitória como maior rival o mesmo teve no Botafogo de Salvador e no Ypiranga seus maiores rivais até 1937 quando surge o Galicia passando a dividir com o tricolor a pose do nosso futebol, durante o final da década de 30 e inicio da de 40 o jogo entre Bahia e Galicia era comparado ao Fla-Flu no Rio de Janeiro. Porém no inicio do nosso futebol aqui trazido por Zuza Ferreira até meados de década de 10 não tínhamos lá grandes rivalidades esta se passou a se acirrar a partir do ano de 1917 quando Ypiranga o auri-negro o mais querido e o Botafogo o alvirrubro o glorioso, passaram a dominar o futebol em nosso estado com suas conquistas alternadas de 1917 a 1930 apenas duas agremiações fora Botafogo e Ypiranga venceram o campeonato baiano a Associação Atlética da Bahia e o Clube Bahiano de Tênis os outros títulos ou eram do Botafogo ou do Ypiranga.
A rivalidade que começou no Ground do Rio Vermelho logo se transferiu para o então inaugurado Campo da Graça que tinha uma capacidade para 7.000 pessoas entre arquibanca e geral e 100 para automóveis, isso mesmo no Campo da Graça tinha entradas para automóveis como nos drive-in. No inicio dos anos 20 a rivalidade tomava conta da cidade de Salvador quando se antecedia a partida entre os clubes mais populares o Ypiranga tinha em seu quadro o maior jogador da Bahia: Apolinário Santana o (Popó) ídolo no estado tinha até uma musica “Popó chuta chuta, chuta por favor, mela, mela, mela e lá vai é gol” (melar na época era driblar o adversário), com uma linha média formada por Mica, Nebulosa e Hercílio e uma linha de ataque formada por Lago, Popó, Dois Lados, Matices e Cabloco o Ypiranga assombrava com goleadas de quatro, cinco, seis e até mesmo de dez gols, em 1923 no dia 15 de abril em uma tarde de gala Popó marca os cinco gols do Ypiranga sobre o Fluminense/RJ no Campo da Graça em jogo vencido pelo auri-negro por 5 a 4.
Já no Botafogo que também tinha uma linha media espetacular como assim me contava Chico Bezerra, a quem eu tive o prazer de conhecer em 1987 quando trabalhava em um escritório de advocacia, ele que fora jogador do Vitória e depois do Botafogo, a linha formada por Serafim, Tenente e Chico Bezerra, tinha no ataque um arsenal vigoroso formado por Tatuí, Macedo, Manteiga, Seixas e Pelego, sendo Manteiga o seu astro principal ele também foi o grande nome na vitória sobre o Fluminense/RJ no dia 12 de abril de 1923 marcando os dois gols do alvi-rubro.
Com estes grandes quadros compostos de bons jogadores se tem a idéia do que era este jogo, campeão em 1917/1918, viu o sonho do tri se acabar em duas derrotas por 1 a 0 e 2 a 1 para o rival e nem chegar a final e ver o Botafogo levantar a taça, em 1920 volta a erguer a taça numa final memorável contra a Associação Atlética por 1 a 0 com um gol de Dois Lados, que após o jogo teve o pé que marcou o gol banhado por champagne, e com uma goleada de 4 a 1 sobre o rival. Em 1921 um Ypiranga arrasador vence facilmente o campeonato com onze vitórias nos onze jogos e claro bate o rival por 2 a 1 no dia 08/05/1921.
Na temporada seguinte o glorioso reacende a rivalidade ao impedir um novo tri do Ypiranga e vencer as duas partidas entre eles uma por 2 a 0 em 14/07/22 e uma goleada pra fechar com chave de ouro a campanha por 7 a 0 no dia da padroeira de Salvador Nsª Srª da Conceição dia 08/12/22 com esta goleada o auri-negro ficou apenas na quarta colocação, Manteiga e Seixas brindaram o torcedor e em especial Pedro Capenga que comandava a animação no lado da torcida alvirrubra. No ano seguinte mais alegrias para os botafoguenses com a conquista de um inédito bicampeonato em uma final extra contra a Associação Atlética da Bahia por 1 a 0 gol de Pelego nos confrontos houve uma vitória para cada Ypiranga 2 a 0 e uma do Botafogo 3 a 1.
Em 1924 a Associação Atlética da Bahia vence o campeonato, nos jogos entre os rivais mais uma vez uma vitória para cada Botafogo 2 a 0 e Ypiranga 3 a 0, porém neste ano houve um quadrangular final e ambos foram eliminados nas semifinais, já em 1925 tivemos a retomada da hegemonia da dupla com o Ypiranga campeão neste ano e duas vitórias esmagadoras por 3 a 0 e 5 a 1, no ano seguinte o Botafogo leva a melhor nos turnos uma vitória para cada 4 a 2 para o Botafogo e 1 a 0 Ypiranga que tirou o título neste jogo e levando a decisão para uma extra já em 1927 no dia 09 de janeiro festa alvirrubra com uma acachapante vitória por 7 a 2 neste jogo um jovem Rubinho comandou a goleada marcando três gols, mais tarde jogou também no Bahia. Em 1927 o campeão é o Clube Bahiano de Tênis mais nos clássicos só deu Ypiranga que venceu por 3 a 2 e 4 a 1.
Em 1928 e 1929 o Ypiranga vem com a corda toda pra ter posse da hegemonia da terra e com uma novidade na linha de frente Pelágio um atacante rápido, habilidoso que passou a ser o terror das defesas adversárias, no dia 19/08/28 um jogão com um empate em 5 a 5 segundo Chico Bezerra neste jogo ele se contundiu após um choque com Delano do Ypiranga e nunca mais voltou a jogar, no segundo turno o Ypiranga venceu por 7 a 4 e venceu o campeonato com outra goleada diante o Bahiano de Tênis por 7 a 3 neste ano o auri-negro marcou 47 gols e 10 jogos media fabulosa de 4,7 gols por jogo. No ano de 1929 os dois travaram uma disputa bem acirrada até a rodada final, no turno a Ypiranga venceu por 2 a 0 com gols de Pelágio, no segundo houve um empate em 4 a 4 o time canário somente se sagrou campeão por ter a Associação Atlética da Bahia segurado um empate contra o Botafogo em 4 a 4 na ultima rodada e deu ao Ypiranga mais um bicampeonato, fato que levou um diretor do mais querido a se dirigir para a Associação Atlética à noite e pagar uma rodada de gasosa de limão aos atletas a agremiação como agradecimento ao título Brás Moscoso que era famoso por ter dado a chance de muita gente começar no futebol no amadorismo, pois os atletas às vezes se atrasavam para o jogo por irem de bonde ou a pé e ele pegava jovens na arquibanca ou geral e botava o cara pra jogar mesmo fato feito com Rubinho, Gegê, Nelson e Serra.
No ano de 1930 o Botafogo mais uma vez estragou a tentativa de um tricampeonato do Ypiranga que apesar do ataque arrasador com 44 gols em 8 jogos não foram o suficiente para levar o time à conquista, nos jogos entre eles Botafogo 3 a 1 no turno e Ypiranga 3 a 0 no returno, neste ano o Ypiranga aplicou uma sonora goleada diante o Democrata FC por 16 a 0 com Pelágio marcando 6 vezes e Popó 4 vezes.
Em 1931 surge à nova e maior força do futebol da Bahia, o Esporte Clube Bahia e logo de inicio começa a demolir a hegemonia da dupla que elevava o nome do futebol na Bahia, o Ypiranga ainda venceu os campeonatos de 1932, 1939 e 1951, enquanto o Botafogo venceu o campeonato de 1935 e o primeiro de 1938 já que neste ano se realizou dois torneios o outro vencido pelo Bahia, em 1933 surge o Galicia que levou a taça em 1937 e 1941, 1942 e 1943 e passou a rivalizar com o Bahia no jogo mais quente do estado. Em 1932 o Ypiranga levantou a taça com Baiano na zaga que depois se transferiu para o Andaraí do Rio, Nova no gol, Popó e Lago ainda dando muito trabalho na frente e Pelágio que no ano seguinte se transferiu para o Bahia, nos jogos contra o Botafogo foram dois empates em 1 a 1 e 2 a 2, em 1935 o Botafogo levou a melhor venceu uma por 4 a 2 e perdeu a outra por 2 a 1, neste ano o Botafogo apresentou para o futebol baiano o atacante Henrique que era apelidado de Teleco mais não o que foi ídolo no Corinthians eles se pareciam segundo a crônica da época fato relatado por Jorge San Martin a minha pessoal em 2006.
Em 1938 o Botafogo vence o seu ultimo campeonato e em três confrontos com o rival todos empatados por 2 a 2 o primeiro e os dois últimos em 3 a 3 e com este empate no ultimo clássico o alvirrubro ergueu a sua ultima taça. Em 1939 o Ypiranga leva a taça para casa com uma novidade são três turnos, com um empate em 3 a 3 no terceiro turno e uma vitória por 3 a 2 no primeiro e 7 a 2 no segundo para o mais querido, o fato interessante é que apesar da rivalidade entre ambos na época o Ypiranga só levou o troféu porque na ultima rodada o Botafogo derrotou o Galicia por 3 a 2 resultado que deu o titulo ao clube da Vila Canária.
Em 1951 é a vez do ultimo titulo do Ypiranga, o primeiro campeão de um campeonato na Fonte Nova recém inaugurada, com um time que para muito que viram jogar foi um dos maiores quadros do futebol da Bahia: Ferrari; Pequeno e Valder; Walter, Zizo e Raimundo; Chaves, Antonio Mario, Novinha, Israel e Raimundinho era quase que imbatível só tenho registro de uma partida vencida pelo Ypiranga por 4 a 1 com gols de Antonio Mario (2) e Israel (2).
Em 1965 tivemos um dos últimos ou talvez o ultimo grande capitulo da historia do clássico quando houve a decisão do 1º turno que ficou conhecido como o super turno quando ao lado do Fluminense de Feira tivemos um triangular sensacional em ida e volta com o Ypiranga vencendo o jogo da ida por 2 a 1 e no final do returno o Botafogo venceu de forma magistral por 4 a 1 Nilson (2), Machado e Dario ©; Zé Oto marcou o gol do auri-negro com este resultado o Botafogo venceu o primeiro turno naquele ano.
Conheci muitas pessoas além de meu finado pai que me falavam deste jogo, gente como Chico Bezerra e Valder que jogaram partidas eletrizantes entre eles mesmo em épocas diferentes Chico jogou nos anos dourados do clássico e Valder em tempos que o clássico maior era Bahia e Galicia ou Bahia e Ypiranga, mais me falava que quando o jogo era contra o Botafogo a chama da rivalidade se ascendia como em 1950 numa goleada de 6 a 1 do Ypiranga com Antonio Mario só faltando chover no Campo da Graça com dois golaços e passes e jogadas de categoria, já em 1956 foi à vez de Zague levar Valder e seus companheiros a loucura na vitória de 4 a 1 do alvirrubro diante o rival mais no segundo turno houve o troco com vitória auri-negra por 4 a 2 com Vadu marcando dois e Antonio Mario e Amor completando o massacre, são histórias fantásticas relatadas por gente que este mais que lá, esteve dentro do gramado correndo, suando, brigando tentado levar o seu clube a vitória em um jogo que mexia com os nervos da população nos primórdio do nosso futebol.
Em 1976 eu tive o prazer de acompanhar pela primeira vez um clássico entre Ypiranga e Botafogo numa preliminar de Bahia e Galicia, ao ver a entrada dos clubes em campo o Botafogo com suas camisas vermelhas, calções brancos e meias vermelhas e o Ypiranga com suas camisas amarelas com listras finas negras, calções amarelos e meias amarelas e negras fiquei a imaginar como não seriam no passado glorioso aquelas duas equipes jogando no Campo da Graça lotado, deveria se muita emoção.
No dia 03 de Junho de 1987 foi realizado o ultimo embate entre os dois rivais pelo segundo turno do campeonato baiano de 1987 na Fonte Nova numa rodada dupla que teve na preliminar o Galicia perdendo para o Fluminense de Feira por 1 a 0, naquela tarde de chuva na Fonte Nova estive presente como passei a fazer desde de 1976 para ver aquele jogo que me atraia pelos padrões dos times, aquele foi o ultimo confronto entre ambos um empate em 1 a 1 com Carlinhos Mocotó marcando para o Botafogo e Rubem para o Ypiranga e para a minha tristeza de ser o ultimo o Botafogo jogou de branco e o Ypiranga todo de amarelo.
Texto: Galdino Silva
Fontes: RSSSF Brasil
Blog granadeiros azulinos
Jornal A Tarde
Blog História do Futebol & f6 CLUBES E SUAS HISTÓRIAS-MUNDO & x15) O Mundo é uma bola!!! & Artigos-Rodrigo Santana Rodrigo Santana em 30 Out 2008
Protegido: FUTEBOL ALBANÊS: KS DINAMO TIRANA
Blog História do Futebol & x15) O Mundo é uma bola!!! Andre em 30 Out 2008
Protegido: Jogador se suicida após ficar fora de jogo contra Olympiacos
Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 30 Out 2008
Quem não conheceu a geral do Maracanã, não viveu o Rio. (Nelson Rodrigues)
Espaço mais democrático do futebol brasileiro, a geral do Maracanã ficou conhecida por reunir torcedores dos grandes cariocas sempre com alegria. Era o local onde personagens fantasiados expunham seu amor ou indignação de forma criativa, onde a violência sempre passou longe, o cantinho do maior estádio do mundo que as TVs procuravam para ilustrar suas transmissões e quebrar o tédio durante os jogos chatos. E olha que mal dava para se ver o jogo de lá. Infelizmente, a geral sucumbiu à modernidade. E, em 2005, começou a ser destruída para que ganhasse corpo o processo de modernização do maraca. Seus 30 mil lugares foram reduzidos para 18 mil, de cadeiras.
A medida fez parte do novo conjunto de leis imposto pela Fifa segundo o qual ninguém pode assistir a jogos de futebol em pé. Assim, nunca mais se viram figuras travestidas no maior do mundo de Lula, Bin Laden, Superman, Capitão Aranha e outros tantos.
Hoje, o Maracanã tem capacidade para 90 mil pessoas. Embora lindo e confortável, perdeu o folclore dos geraldinos. É o futebol cada vez mais elitizado.

Clássico entre Fluminense e Bangu em 1963 no Maracanã. Estão no lance tentando o gol pelo Bangu, Bianchini (camisa
e Roberto Pinto (10). Tentando afastar o perigo da zaga Tricolor vemos Joaquinzinho (9), Altair (6), Oldair (4) e Castilho (sob a trave). No fundo da foto, a saudosa geral do maior estádio do mundo. Por esta foto, é possível imaginar a dificuldade de visão que os geraldinos tinham no estádio antes de sua reforma de 2005. Mas para eles, o que valia era ficar bem pertinho do gramado e de seus ídolos

Ademir de Menezes (camisa 9) em ação durante a Copa do Mundo de 1950. O atacante foi artilheiro da competição realizada no Brasil para delírio do povão que se esprimia na geral do Maracanã.
Tive a felicidade de trabalhar cinco anos no Rio, comparecendo quase todos os domingos, às vezes sábado também, ao Maracanã. ( Vinicius Coelho )
Muitas vezes sem trabalhar, nosso grupo ficava se deliciando observando a turma da geral. Voltei para Curitiba e fui trabalhar na TV Paranaense, que no começo não era afiliada da Globo. A programação era sustentada pelo Luiz Alfredo Malucelli, que vendia a transmissão dos jogos e lá ia eu, Brasil afora, principalmente para narrar os jogos do Maracanã.
As cabines ficam poucos metros acima da geral. Era um divertimento. Folclore do estádio, folclore do futebol do Rio, folclore de um povo. As duas torcidas juntas, brincando, gozações simultâneas, a alegria do Maracanã. Torcedores fantasiados, pintados, com maquiagem especial de acordo com a importância da partida.
Agora acabaram com a geral. O ingresso custava três reais. Como é que agora eu vou poder vir ao Maraca, disse um torcedor, e outros e outros. Um dia, lá na redação, comentávamos sobre a geral e Nelson Rodrigues deu a frase: quem não conhece a geral do Maracanã, não viveu o Rio.
MAs a FIFA exige que todos os torcedores tenham lugares marcados para se sentarem.
Mas o que que o “Geraldino” tem a ver com isso?
O torcedor que freqüenta a Geral não quer saber de ficar sentado.
Ele que ir ao “Maraca” fantasiado.
Quer ver o craque de perto.
Quer levar a faixa com sua mensagem.
Quer comemorar o gol bem perto do seu ídolo.
Sem os torcedores da Geral, por melhor que o clássico seja, parece que o jogo fica sem alma, sem coração.
Foi na Geral que Rondineli, zagueiro do Flamengo, ganhou o apelido de Deus da Raça.
Pra lá que Romário correu após marcar o gol que levou a seleção à Copa de 94, nos Estados Unidos.
Certamente não existiu lugar melhor no mundo para ver os dribles de Garrincha ou os elásticos de Rivellino.
Abençoado foi o torcedor vascaíno que pôde ver da geral o chapéu e o gol de Roberto Dinamite no clássico contra o Botafogo.
No início da década de 70, trocaram a Concha Acústica do Pacaembu pelo atual Tobogã.
Até hoje ela é lembrada com saudosismo, como marca do futebol romântico que já não existe mais no país.
De uns anos pra cá, o torcedor carioca está proibido de freqüentar seu habitat, seu lugar de festa.
Agora resta torcer para que daqui a alguns anos, a Geral do Maracanã também não vire apenas a lembrança do futebol alegre que existia no Brasil.
Por Marcelo Rozenberg/Milton Neves
JP/Bruno Vicari
Artigos-Augusto Neves Augusto Neves em 30 Out 2008
Protegido: Resultados do Campeonato Carioca de 1991 - 1º Turno - Taça Guanabara
Blog História do Futebol & (PERNAMBUCO) & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 30 Out 2008
Protegido: O fechamento de ouro da excursão do Sport em 1942!!!
Blog História do Futebol & x9) CURIOSIDADES & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 28 Out 2008
OUTUBRO MÊS ABENÇOADO PARA O FUTEBOL! MUITOS CRAQUES NASCERAM NO MÊS 10
Realmente o mês de outubro é para o futebol um transbordo de natalidade de grandes personalidades do mundo do futebol de todos os tempos, muitos craques fantasticos nasceram no mês que leva o numero dez, dez de camisa 10 que simboliza e imortalizou muitos craques do passado e no presente ainda é marca registrada do diferencial jogador e craque do mundo extraordinário do futebol mundial.
01/10/1966 – GEORGE WEAH – LIBERIA
02/10/1935 – OMAR SIVORI - ARGENTINA
03/10/1981 - ZLATAN IBRAHIMOVIC – SUÉCIA
05/10/1960 - CARECA – BRASIL
07/10/1934 - PAGÃO - BRASIL
08/10/1928 - DIDI -BRASIL
08/10/1968 - ZVONIMIR BOBAN – CROACIA
11/10/1937 - BOBBY CHARLTON – INGLATERRA
12/10/1922 - WALDEMAR FIUME - BRASIL
13/10/1931 - RAYMOND KOPA – FRANÇA
16/10/1953 - PAULO ROBERTO FALCÃO – BRASIL
18/10/1933 - GARRINCHA – BRASIL
20/10/1956 - DARIO PEREYRA - URUGUAI
21/10/1933 - GENTO - ESPANHA
22/10/1929 - LEV YASHIN – RUSSO
23/10/1940 - PELÉ – BRASIL
30/10/1960 - DIEGO MARADONA – ARGENTINA
31/10/1964 - MARCO VAN BASTEN – HOLANDA
31/10/1920 - FRITZ WALTER – ALEMANHA
Deu até pra fazer uma seleção com estes jogadores nascidos no mês de outubro, tive de fazer algumas adaptações mais deu um timaço:
SELEÇÃO: YACHIN; WALDEMAR FIUME, FALCÃO e DARIO PEREYRA ; KOPA, DIDI, MARADONA, PELÉ E GENTO; GARRINCHA E VAN BASTEN.
Tem até treinador para este esquadrão:
ARSÉNE WENGER - francês nascido no dia 22/10/1949, hoje técnico do Arsenal da Inglaterra.
Texto: Galdino Silva
Fontes: Wikipédia
Blog História do Futebol & (MT GROSSO DOSUL) & f5 CLUBES E SUAS HISTÓRIAS-BRASIL & Artigos-Gerson Rodrigues Gerson Rodrigues em 28 Out 2008
O Saad EC deixa o Estado de São Paulo
QUINZE ANOS DEPOIS, O SAAD DEIXA SÃO PAULO VOLTA AO FUTEBOL PROFISSIONAL NO MATO GROSSO DO SUL
Quinze anos após se licenciar das disputas do futebol profissional masculino e focar os investimentos no futebol feminino, modalidade que rendeu ao clube seis títulos brasileiros, incluída neste número a conquista da I Copa do Brasil em 2007, o Saad Esporte Clube retoma sua trajetória no profissionalismo neste domingo (26/10/2008), a partir das 17:00 horas (18:00 horas de Brasília), quando estréia na Série B do Campeonato do Mato Grosso do Sul enfrentando a equipe de Itaporã, atual Campeã da Série C, no Estádio Municipal de Itaporã.
Idealizado no final de década de 50 pelo empresário Felício José Saad, o clube que levou seu nome foi um dos pioneiros no incentivo ao futebol profissional no Grande ABC Paulista, e chegou à primeira divisão na década de 70, quando ficou conhecido por reunir craques como Coutinho, Joel Camargo, Leonetti e Arlindo; sempre comandados por treinadores que marcaram época no nosso futebol, como Baltazar, o “Cabecinha de Ouro”, Filpo Nunes, o “Grande Mestre” da inesquecível “Academia” do Palmeiras; e Zé Duarte, que tantos talentos revelou para o nosso futebol e figura de destaque especial para o futebol de Campinas.
Esta combinação entre craques talentosos e comandantes brilhantes, proporcionou vitórias históricas para o Saad, que venceu os inesquecíveis times do São Paulo de Pedro Rocha, o Santos de Pelé e o Palmeiras de Ademir da Guia entre os anos de 74 e 75. Uma média de público superior a nove mil torcedores fez do Saad um dos líderes em arrecadação do futebol paulista, e colocou o então Estádio Lauro Gomes de Almeida (hoje rebatizado de Anacleto Campanella), como um dos principais palcos do futebol bandeirante.
A nova equipe do Saad Esporte Clube deixou São Caetano do Sul e o estado de São Paulo para ser sediada em Campo Grande, a bela Capital do Mato Grosso do Sul, e mandará seus jogos no Estádio Morenão, com capacidade para 45 mil torcedores. Em homenagem à nova sede o clube adotou a sigla MS SAAD como marca.
Fonte : Site Oficial do Clube
Blog História do Futebol Juvando Oliveira em 28 Out 2008
Memória do Futebol Mundial - Clubes mais antigos do mundo
SHEFFIELD FC

Sheffield FC é considerado o clube mais antigo do mundo; Notts County é o mais antigo clube em atividade no futebol profissional.

Hoje é aniversário de fundação do Sheffield FC, clube de futebol mais antigo do mundo. Sua origem é de 24 de outubro de 1857. William Prest e Nathaniel Creswick, amantes do críquete, debateram até altas horas da madrugada acerca do esporte ideal para manter a forma durante o inverno, uma vez que as condições climáticas dificultavam a prática do críquete. Chegaram conclusão que seria o futebol.
Foi num galpão, no dia 24 de outubro de 1858, que foram redigidos os primeiros regulamentos do futebol, conhecidos como “Códigos de Sheffield”, que serviram para organizar as primeiras partidas: solteiros contra casados e profissionais contra amadores. Pelé, em 2007, inaugurou uma exposição no estádio do Sheffield FC, onde traz ao público o manuscrito com as primeiras regras do futebol.
O documento introduz regras como a permissão para bater a bola com a cabeça, o uso das traves de madeira, a cobrança de faltas e escanteios. Além do documento com as primeiras leis do esporte, a exposição traz ainda outros objetos como medalhas, camisas e troféus. Em 1860, a Associação do Futebol decidiu que as “Leis de Sheffield” eram as mais coerentes e adotou as regras como padrão. Apesar das mudanças que ocorreram nas leis do futebol ao longo dos anos, as regras básicas estão descritas no manuscrito.
O Sheffield FC ganhou o apelido de “The Club” na Inglaterra, definição categórica que vem ratificar que ele foi o primeiro entre os primeiros clubes de futebol. Com o passar do século XIX, foram criadas outras equipes na região, dentre as quais o Sheffield Wednesday e o Sheffield United, que se tornariam profissionais, ao tempo que o Sheffield FC decidiu permanecer como clube amador.
Hoje o clube pertence a uma divisão de futebol amador chamada liga regional UniBond First Division South. Manda seus jogos no Stadium of Bright, com capacidade para 1.500 torcedores apaixonados. Apesar de ser um clube amador e não conquistar muito troféus, o Sheffield FC é, ao lado do Real Madrid, a única equipe do mundo a contar com a Ordem de Mérito da Fifa, que reconheceu oficialmente a equipe como “decana do futebol universal”.
NOTTS COUNTY

O Notts County Football Club é o clube de futebol profissional mais antigo do mundo. Foi fundado em 28 de novembro de 1862, recheando a história do início do futebol sendo um dos 12 fundadores (Preston North End, Bolton Wanderers, Everton, Burnley, Accrington, Blackburn Rovers, Aston Villa, West Bromwich Albion, Wolverhampton Wanderers, Notts County, Derby County e Stoke) da Football League, entidade que organizaria o Campeonato Inglês, com início em 8 de setembro de 1888.
O melhor resultado do Notts County em toda sua história no Campeonato Inglês foram dois terceiros lugares, em 1891 e 1901. Depois disso, o clube passou a maioria de seus anos trocando de divisões e estabeleceu um recorde de 26 promoções e rebaixamentos. Seu principal título é o da Copa da Liga Inglesa (FA Cup) de 1894.
A história recente mais próspera do clube aconteceu em 1981/82 quando retornou a primeira divisão (terminou o campeonato na 15ª posição). Depois de ter se mantido por dois anos na principal divisão do país. Atualmente está na quarta divisão, a Coca-Cola League 2.
Fonte: Blogspot Momento do Futebol e Google Imagens
Blog História do Futebol Edu Cacella em 28 Out 2008
NEWS:Flamengo e Vasco é a maior rivalidade do Brasil, dizem internautas
PS:Amigos estou com problemas no email, caso demore a responder peço paciência
O clássico carioca recebeu 17,1% de 26,2 mil votos registrados na enquete de ÉPOCA sobre qual clássico mais mobiliza as torcidas. Em segundo lugar ficou o confronto entre Grêmio e Internacional, seguido de Corinthians e Palmeiras.
redaçao época
O clássico Flamengo e Vasco foi o mais votado na enquete realizada no site de ÉPOCA entre sexta-feira e domingo, que quis saber do internauta qual é a maior rivalidade do futebol brasileiro. O clássico carioca teve 4.504 votos – ou 17,1% de um total de 26.209 – e superou a rivalidade entre Grêmio e Internacional – o confronto gaúcho ficou em segundo, com 14,8% da preferência (3.881 votos)
O terceiro lugar, por uma diferença de apenas 37 votos (0,02%) em relação ao Gre-Nal, ficou com Corinthians x Palmeiras, único brasileiro citado – em nono lugar – na lista dos maiores clássicos do mundo publicada na quinta-feira (23) pela rede de TV americana CNN. O ranking americano foi encabeçado por Celtic x Glasgow Rangers, dois times da Escócia.
Os dez clássicos mais votados em epoca.com.br tiveram, juntos, 20.432 votos (77,95% do total). Confira o ranking.
Confronto Nº de votos %
1
Flamengo x Vasco
4.504 17,1%
2 Grêmio x Internacional 3.881 14,8%
3 Corinthians x Palmeiras 3.844 14,6%
4 Cruzeiro x Atlético-MG 2.126 8,1%
5 Flamengo x Fluminense 1.818 6,9%
6 Corinthians x São Paulo 1.088 4,1%
7 Palmeiras x São Paulo 946 3,6%
8 Avaí x Figueirense 789 3%
9 Campinense-PB x Treze-PB 725 2,76%
10 Bahia x Vitória 711 2,71%
Surpresas
A maior surpresa foi o nono lugar de Campinense-PB x Treze-PB, times de pouca expressão nacional e que não disputam a primeira divisão desde o início dos anos 1980. Também surpreendeu o clássico catarinense Avaí x Figueirense, oitavo colocado. Se o Avaí confirmar seu bom rendimento na Série B e o Figueirense se livrar do rebaixamento na Série A, os dois rivais podem se reencontrar em 2009 na primeira divisão no Campeonato Brasileiro após exatos 30 anos.
O clássico catarinense ganhou de longe, por exemplo, da rivalidade vizinha entre Atlético-PR x Coritiba, ambos campeões brasileiros (em 2001 e 1985, respectivamente), que ficou apenas no 21º lugar. O bom desempenho dos confrontos paraibano e catarinense pode ser atribuído à mobilização dos internautas de Campina Grande e Florianópolis.
Confira abaixo o ranking completo dos clássicos brasileiros que mais mobilizam os torcedores.
Confronto Nº de votos
11 Santa Cruz x Sport 645
12 Flamengo x Botafogo 551
13 Goiás x Vila Nova 529
14 ABC x América-RN 458
15 Ceará x Fortaleza 456
16 Caxias x Juventude 453
17 Paysandu x Remo 421
18 Corinthians x Santos 410
19 Brasil-RS x Pelotas 382
20 Náutico x Sport 325
21 Atlético-PR x Coritiba 321
22 Sampaio Corrêa x Moto Clube 262
23 CRB x CSA 173
24 Americano x Goytacaz 143
25 Guarani x Ponte Preta 105
26 River-PI x Flamengo-PI 58
27 Comercial x Botafogo-SP 51
28 Gama x Brasiliense 18
29 Náutico x Santa Cruz 16
Fonte: globo.com
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Protegido: CAMPEONATO CARIOCA DE 1950
Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 27 Out 2008
Oscar Scolfaro e suas histórias como árbitro
Se pararmos para lembrar dos cinco melhores árbitros do Brasil, certamente, Oscar Scolfaro, campineiro e corinthiano, estará entre eles. O Oscar apareceu na década de 70 para ajudar, com outros companheiros, a salvar as combalidas e prejudiciais arbitragens, principalmente, contra clubes pequenos.
O Oscar, escalado para apitar Uruguai e Colômbia, jogo válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, pegou o avião em São Paulo com destino ao Uruguai. Lá não havia teto e o pouso teve que ser feito na Argentina, em Buenos Aires. Tomou um taxi e começou a rodar atrás de um hotel. Em todos não havia uma vaga sequer.
Argentino de alma brasileira
O motorista, apaixonado pelo nosso futebol , como todos os argentinos, e ao saber estar transportando um árbitro brasileiro, cavalheiro e cortez, disse:
“Vou resolver o seu problema. Você vai ficar hospedado em minha casa” e para lá seguiu. Mudou o filho de quarto e cedeu ao Oscar a melhor acomodação do lar.
No dia seguinte, ao se levantar o Oscar foi surpreendido por um café simplemesmente maravilhoso: pães, broas, frutas, doces, leite, manteiga, gentilezas e sorrisos de todos os anfitriões, que não sabiam o que fazer para agradar o ilustre hospede.
Depois de muitas fotos da família com o Oscar, o Sr. Puerta Benevides, carregou a bagagem do Oscar para o carro e seguiu em direção ao Aeroporto. Não cobrou absolutamente nada. Nem das corridas, da hospedagem e muito menos do café.
O que chamou a atenção do Oscar, na casa do motorista, foi o interesse de todos pelo Brasil.
“Fauzi, eu nunca vi ninguém conhecer mais o Brasil, suas praias e seu futebol, como aquela família.”, disse Oscar. “Eles foram cordiais, gentís, amam o Brasil e a nossa gente”, completou o grande árbitro de porte internacional.
Dois grandes apitadores
Para Oscar Scolfaro , no passado não muito distante, o melhor árbitro brasileiro foi Romualdo Arpi Filho (foto).
“Além da elegância, cultura e saber falar com os jogadores, o Romualdo sabia tudo de futebol”, assegura Oscar. Quando havia muita rivalidade entre os times e consequentemente entre as torcidas, segundo Oscar, o Romualdo era mestre em saber dirigir a partida, de forma que tudo terminava bem e sem conflitos.
Outro grande árbitro para Oscar Scolfaro foi o Dulcidio Vanderlei Boschilla. Diferente do Romualdo, o Dulcidio falava com os boleiros como boleiro. Diante dos dirigentes fazia valer a sua autoridade. Não se intimidava e enfretava situações horripilantes, mesmo que para tal tivesse que sacar a arma que sempre carregava - ele era policial. Dulcidio sempre foi respeitado pelos boleiros problemáticos: Serginho Chulapa, Sócrates, Casagrande e outros tantos.
Do quadro atual, para Oscar Scolfaro, Leonardo Gaciba é o que tem apresentado o melhor desempenho, embora goste também do gaúcho, Carlos Eugênio Simon.
Cada situação apertada…
Oscar, você já passou algum aperto apitando jogos importantes?, perguntei.
–– Se passei ? Claro que sim, e pior, foi contra o meu Corinthians. Na decisão Corinthians e Santos, o um a zero dava o título ao Corinthians, só que eu marquei um pênalti existente, numa alavanca de Laércio em Ferreira. O Pelé bateu e empatou o jogo. O título ficou com o Santos. Imagina como ficou a situação.
“O Gino Orlando, grande astro do passado e administrador do Morumbi”, continuou falando Oscar, “foi buscar meu carro e o colocou no portão dos fundos. O Silvio Luiz, grande narrador da Bandeirantes, saiu dirigindo e eu deitado no banco traseiro. Se a torcida descobre, nem a tinta do carro sobraria para contar história”, relembra Scolfaro.
O mais engraçado, continuou Oscar, é que o Silvio Luiz, parou num posto para abastecer e, o frentista como o reconheceu disse:
“E ai Silvião… Quer dizer que o Coringão foi campeão ?”
–– Não, Belo. O Santos foi campeão, respondeu o Silvio.
“Como ? Até agorinha tava um a zero pro Corintia”, disse o frentista.
“É meu amigo, tava, mas o juiz muito doidão marcou um pênalti e o Crioulo foi lá e cráu no seu Curíntia”, falou, tirando sarro, Silvio Luiz.
–– Se eu tô lá eu mato esse juiz da péste, falou o frentista.
“Nessa altura, eu no banco traseiro meio que escondido, só não esmurrei o Silvio pra a coisa não ficar pior”, completou Oscar.
História ou mito?
Oscar, no jogo Ponte e Votuporanguense, no Moisés Lucarelli, o José Astolfi terminou a partida aos 54 minutos do segundo tempo, depois que a Ponte marcou o gol salvador que lhe dava o direito de disputar a finalíssima com a Portuguesa Santista, certo? Pois bem, dizem até hoje que o Astolfi, nas cobranças de escanteios, pulava junto com os atacantes para tentar marcar o gol e acabar com a agonia pontepretana ? É verdade, Oscar ?
“Eu também já ouvi muito essa história. O que aconteceu é que o Zé (Astolfhi) numa situação normal, como acontece até hoje, deveria ter dado no máximo três ou quatro minutos de acréscimos, mas ele deu quase 10, e ai deu no que deu. Acho que por isso, essa história vai continuar por muito mais tempo”, concluiu Oscar.
Oscar Scolfaro, hoje, aposentado do apito, administra ao lado do filho Oscarzinho, um lava-jato de autos, próximo ao Liceu Salesiano.
É sempre bom e me faz muito bem, de vez em quando, parar por lá, tomar um cafezinho e ouvir as gostosas histórias que o Oscar conta para os amigos e clientes interessados. Uma virtude do Oscar: ele nunca escondeu de ninguém que é bugrino e corintiano.
www.futebolinterior.com.br
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Blog História do Futebol & (SÃO PAULO) & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 27 Out 2008
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Blog História do Futebol & Campanhas dos Campeões Nordeste & Artigos-Galdino Silva & Artigos da Semana 2008 Galdino Antonio Ferreira da Silva em 27 Out 2008
ARTIGO DA SEMANA N° 43/2008 1941/1942 E 1943 OS ANOS DOURADOS DO GALICIA
A década que reservava grandes emoções para o torcedor galiciano começou com o Galícia tentando vencer o Campeonato Baiano do ano anterior. Devido a problemas estruturais e de organização, o Baianão de 39 terminou somente no dia de Yemanjá.
Dois de fevereiro de 1940 foi a data do jogo que deu o título baiano de 1939 ao Ypiranga. O Galícia ocupava o segundo lugar na tabela e precisava vencer o Botafogo para sagrar-se campeão. Chegou a estar à frente do placar, mas permitiu a virada do clube chamado de “glorioso” e perdeu o jogo por 3x2, ficando com o vice-campeonato.
Na década de 1940, o jogo Galícia x Bahia era considerado pela imprensa como o “Fla x Flu baiano”. Isso, porque as duas equipes quando se enfrentavam davam o melhor de si para conquistar a vitória. A rivalidade se assemelha ao memorável Ba x Vi, dos dias de hoje.
Porém, o acontecimento esportivo de mais notoriedade dos anos de 1940 foi à conquista do Tri-campeonato Baiano pelo Galícia. Os três anos seguintes a 1940 foram determinantes para sagrar o Azulino como um grande clube de futebol baiano. A mídia, que havia criticado os azulinos pelas campanhas não muito convincentes nos anos posteriores à conquista do campeonato de 1937, percebia que o Galícia teria destaque no início da década e alertavam que o clube lutaria para reconquistar o título de “O Demolidor de Campeões” - termo usado pela imprensa atribuído ao jornalista do jornal A Tarde, Aristóteles Gomes, a autoria do apelido.
Antes da empreitada em busca do que seria uma seqüência de conquistas do Baianão, o Galícia conquistou em 24/3/1941 o título de campeão do Torneio Relâmpago, vencendo o Bahia na final por 6x4. Os artilheiros do jogo foram Curto e Cacuá, que marcaram dois gols cada, Vevé e Tabaréo marcaram um, cada.
E não foi só isso! Os granadeiros realizaram a façanha de derrubar grandes clubes do eixo Rio-São Paulo, como narra o Diário de Notícias de 31/3/1941: “Não desmerecendo a sua tradição e o seu valor, após 90 minutos de luta equilibrada, disputada palmo a palmo, deixou o campo com as honras do triunfo o ‘Demolidor de Campeões’ – O Galícia soube corresponder à confiança do público esportivo baiano realizando ontem a façanha de derrotar o Vasco da Gama por 2x1. Gols de Reginaldo e Cacuá”.
O Campeonato Baiano de 41 iniciou no dia 12 de maio, com o Galícia vencendo o Fluminense de Salvador, por 2x1. Daí em diante foi só alegria. O Galícia se manteve invicto até as últimas rodadas do campeonato. 2x1 no Vitória e no Bahia, e 5x2 no Botafogo, foram algumas das brilhantes vitórias da equipe galiciana.
Até um empate em 1x1 com o Ypiranga, contando com apenas nove jogadores em campo [o Galícia], foi abrilhantada pela cobertura midiática. Como era o ano de intensas alegrias, fatos inusitados também ocorreram. Num jogo amistoso o Galícia detonou uma goleada de 13x1 em cima da equipe do Hipagriba. Novinha e Mário Porto foram quem mais marcaram, três gols cada. Curto fez dois gols e Carapicú, Palmer e Mimi fecharam a contagem.
Mas, pra variar, Cartolas baianos tentaram ofuscar mais uma vez o brilho inquestionável do azulino. O Bahia queria uma melhor de três contra o Galícia, na final. O azulino, por sua vez, não concordava e considerava-se com quatro pontos à frente do Tricolor na tabela. Depois de muita confusão e indefinição o Campeonato Baiano de 1941 encerrou no dia 25 de fevereiro de 1942, tendo o Galícia proclamado Campeão Baiano.
Já o bicampeonato não foi tão truculento. Depois de uma campanha invejável a equipe granadeira conquistou o Campeonato Baiano de 1942, vencendo o seu sempre freguês, o Bahia, por 3x1, no dia 31 de outubro de 1942. Gols de Palito (dois) e Reginaldo.
A história do Tri, é, sem dúvida, cheia de emoção. O Campeonato de 1943 foi decidido em uma melhor de três contra o Botafogo. O Galícia chegou à disputa do título após está, quase todo o campeonato, na terceira colocação da tabela, e o Botafogo liderando.
A chegada para a reta final foi alcançada por mérito do próprio Galícia, que impediu a acelerada marcha do Botafogo rumo ao título. No jogo em que o Botafogo sagrar-se-ia campeão se vencesse ou empatasse, o Galícia derrubou-o por 3x0. Todos os três gols de Izaltino. E se lançou para a disputa do título.
No primeiro confronto o Galícia saiu na frente e ganhou o jogo por 4x2, no dia 18/4/1944, com gols de Izaltino, Pequeno, Louro e Curto. No segundo embate, no dia 25/4/1944, o Botafogo venceu por 2x1, dando mais emoção à final. Na última e decisiva partida do Campeonato Baiano de 1943 o time da Cruz de Santiago, o Galícia, venceu o Botafogo por 5x1, sagrando-se TRI-CAMPEÃO BAIANO, no dia 28 de abril de 1944, com gols de Pequeno (fez dois), Izaltino, Curto e Alberto.
O time base desta conquista está guardado ainda vivo na memória do torcedor granadeiro e dos bons amantes do futebol, tenho o prazer da amizade de dois sobrinhos de Carapicu os meus amigos Walter Silva e MIlton Silva que foi campeão baiano de 1946 pelo Guarani, que me falam da magia de ver aquela equipe jogando um futebol vistoso e que derrotava qualquer equipe do Brasil ou da América do Sul.
Equipe de 1941: Nova , Carapicú, e Daruanda; Nevercínio, Falabaixinho e Nouca; Louro, Curto, Pequeno, Novinha e Isaltino. Reservas: Valter, Cacuá e Carola.
Campanha de 1941:
25/5/1941
Galícia Esporte Clube 2-1 Botafogo Sport Club
15/6/1941
Galícia Esporte Clube 2-1 Esporte Clube Vitória
29/6/1941
Galícia Esporte Clube 1-0 Esporte Clube Ypiranga
13/7/1941
Galícia Esporte Clube 2-1 Esporte Clube Bahia
17/8/1941
Galícia Esporte Clube 5-2 Botafogo Sport Club
7/9/1941
Galícia Esporte Clube 3-3 Esporte Clube Vitória
21/9/1941
Galícia Esporte Clube 1-1 Esporte Clube Ypiranga
05/10/1941
Esporte Clube Bahia 1-0 Galícia Esporte Clube
Equipe de 1942: Nova , Carapicú, e Daruanda; Nevercínio, Carola e Nouca; Louro, Curto, Pequeno, Cacuá e Isaltino.
Campanha de 1942:
14/6/1942
Galícia Esporte Clube 4-2 Esporte Clube Ypiranga
09/7/1942
Galícia Esporte Clube 5-4 Botafogo Sport Club
26/7/1942
Galícia Esporte Clube 6-4 Guarany Sport Club
06/8/1942
Galícia Esporte Clube 4-1 Esporte Clube Bahia
16/8/1942
Galícia Esporte Clube 2-1 Esporte Clube Ypiranga
07/9/1942
Galícia Esporte Clube 5-1 Botafogo Sport Club
27/9/1942
Galícia Esporte Clube 3-1 Esporte Clube Vitória
11/10/1942
Galícia Esporte Clube 5-1 Guarany Sport Club
30/10/1942
Galícia Esporte Clube 3-1 Esporte Clube Bahia
Equipe de 1943: Nova , Carapicú, e Palmer; Nevercínio, Carola e Nouca; Louro, Curto, Pequeno, Cacuá e Isaltino. Reservas: Valter, Falabaixinho e Daruanda, Tallas e Neiva.
Campanha 1943:
09/5/1943
Esporte Clube Vitória 4-3 Galícia Esporte Clube
13/6/1943
Galícia Esporte Clube 1-1 Esporte Clube Bahia
25/7/1943
Galícia Esporte Clube 4-1 Guarany Sport Club
15/8/1943
Botafogo Sport Club 2-1 Galícia Esporte Clube
12/3/1944
Galícia Esporte Clube 3-1 Esporte Clube Ypiranga
03/10/1943
Galícia Esporte Clube 3-2 Esporte Clube Bahia
02/1/1944
Galícia Esporte Clube 6-0 Guarany Sport Club
16/1/1944
Galícia Esporte Clube 6-0 Botafogo Sport Club
30/1/1944
Galícia Esporte Clube 3-2 Esporte Clube Vitória
19/3/1944
Galícia Esporte Clube 4-4 Esporte Clube Ypiranga
30/3/1944
Botafogo Sport Club 3-3 Galícia Esporte Clube
2/4/1944
Esporte Clube Vitória 4-1 Galícia Esporte Clube
9/4/1944
Galícia Esporte Clube 3-0 Botafogo Sport Club
13/4/1944
Galícia Esporte Clube 3-2 Esporte Clube Vitória
18/4/1944
Galícia Esporte Clube 4-2 Botafogo Sport Club
23/4/1944
Botafogo Sport Club 2-1 Galícia Esporte Clube
27/4/1944
Galícia Esporte Clube 5-1 Botafogo Sport Club
SERIE DEMOLIDOR DE CAMPEÕES:
Galicia 2 x 1 Vasco da Gama/RJ em Salvador em 1941
Galicia 4 x 1 Sport Recife em Salvador em 1941
Galicia 3 x 3 Sport Recife em Recife em 1941
Galicia 7 x 1 Ceará Sporting em Salvador em 1941
Galicia 4 x 2 São Paulo FC em Salvador em 1941
Galicia 9 x 2 Riachuelo/SE em 1941
Galicia 6 x 0 Cotinguiba/SE - 1942
Galicia 4 x 3 Gimnasia y Esgrima/ARG - 1941
Galicia 3 x 2 Gimnasia y Esgrima/ARG - 1941
Galicia 2 x 1 Sport Recife em Recife - 1942
Galicia 3 x 1 Sport Recife em Salvador - 1942
Galicia 4 x 1 Maguary em Fortaleza - 1943
Fontes: blog granadeiros azulinos
textos: Carlos Eduardo Freitas
Jornal A Tarde
Blog História do Futebol & Artigos da Semana 2008 Edu Cacella em 27 Out 2008
ARTIGO DA SEMANA NÚMERO 43/2008 VOTAÇÃO ENCERRADA
RESULTADO FINAL
1°1941, 1942 e 1943 os anos dourados do GALÍCIA EC de Galdino Ferreira 10 VOTOS
2°FUTEBOL PERNAMBUCANO DE LUTO !!!, DE CELSO FRANCO.09 VOTOS
3°Clube Atlético Tricordiano de Michel McNish 05 VOTOS
- GRENAL - FICHAS DOS JOGOS PARTE 1 (001 À 050), DE SANDRO MORAES.05 VOTOS
5°Memória do Futebol Amazonense - Rio Negro de Juvando Oliveira 04 VOTOS
6°NOVO ESCUDO DO KABURÉ/TO DE ROBERTO SARAIVA 03 VOTOS
- Felix Mielli Venerando - André Martins 03 VOTOS
8°Segundona Maranhense de Gerson Rodrigues 02 VOTOS
- Nunca tão poucos renderam tanto, de Julio Diogo 02 VOTOS
-1976! Um BAVI terminou na delegacia, de Galdino A.F.Silva 02 VOTOS
-100 anos de futebol na cidade poesia, de Celso Franco02 VOTOS
-O início da luta pela América, de Gilberto Maluf 02 VOTOS
13°Time extinto estreia com vitória - Roberto Pypcak 01 VOTO
- Jogadores que pisaram na bola na terra da Rainha-Gilberto Maluf 01 VOTO
-Salve o Granadeiro Demolidor de Campeões! 01 VOTO
-Albânia 1ª Divisão Rodrigo Santana 01 VOTO
-CODINOMES E ALCUNHAS DO FUTEBOL BAIANO DO PASSADO E DO PRESENTE, de Galdino Antonio Ferreira da Silva 01 VOTO
Blog História do Futebol & (SÃO PAULO) & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 27 Out 2008
Protegido: ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA PORTUGUESA - TEMPORADA DE 1950
Blog História do Futebol & (SÃO PAULO) & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 27 Out 2008
Protegido: SANTOS FUTEBOL CLUBE - TEMPORADA DE 1950
Blog História do Futebol & (SÃO PAULO) & x5) Jogos Históricos & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 27 Out 2008
JOGO HISTÓRICO - SANTOS(SP) X PRUDENTINA(SP)
Esta partida é histórica, por um fato interessante: todos os cinco gols foram marcados por jogadores de nome ANTONINHO. Acredito ser um fato raro no futebol brasileiro e mundial. Abaixo a ficha técnica da partida:
SANTOS 2 - 3 PRUDENTINA
Data: 08 de junho de 1950
Local: Vila Belmiro, em Santos – SP
Caráter: Amistoso Nacional
Renda: Cr$ 28.151,00
Juiz: Amaral Sobrinho
Preliminar: Casas Avenida (São Paulo) 3-2 Grêmio São Luiz (Santos)
Gols: Antoninho (P) aos 10 min, Antoninho (P) aos 21 min, Antoninho (S) aos 31 min, Antoninho (P) aos 46 min e Antoninho(S) aos 70 min.
Santos: Robertinho; Hélvio e Expedito; Pascoal, Telesca e Formiga; Jacó (Zeferino), Antoninho, Nono (Nicácio), Odair e Alemão.
Prudentina: Haga; Messias e Louro; Nino, Bolinha e Chupeta; Baleiro, Beijinho, Paraguaio, Rui (Tião) e Antoninho.
Fonte: Pesquisa do Autor no Jornal “A Tribuna”, de Santos/SP
Blog História do Futebol & (SÃO PAULO) & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 27 Out 2008
Protegido: TORNEIO PREFEITO LINEU PRESTES - 1950
Blog História do Futebol & (SANTA CATARINA) Jorge Farah em 26 Out 2008
Protegido: IMBITUBA FUTEBOL CLUBE - escudo
Blog História do Futebol & (MINAS GERAIS) Andre em 26 Out 2008
Protegido: AMÉRICA F.C. RESPLENDOR/MG-ESCUDO
Blog História do Futebol Juvando Oliveira em 26 Out 2008
Memória do Futebol Amazonense - Rio Negro
Shinda Uchôa, com apenas 14 anos, teve a idéia e insistiu com os companheiros para que criassem um clube. A insistência foi tanta, que no dia 13 de novembro de 1913, às 16h, os rapazes se reuniram no endereço de sempre, residência de um deles, Manuel Afonso do Nascimento. Os meninos fizeram a ata de fundação e no meio da leitura do documento, o momento histórico foi brindado com vinho do porto, saboreado em autênticas taças francesas de cristal bacará. Na mesma ocasião, foi realizada uma eleição e o primeiro presidente foi Edgar Lobão. Shinda ficou como secretário, mas recebeu o título de presidente de honra.
O brinde deu nome ao “Porto de Honra”, solenidade em que, até hoje, o momento da fundação é repetido como aquele de 1913. Das 12 taças de cristal, seis foram recuperadas pelo diretor cultural do clube, Abrahim Baze, que criou um museu para guardar a história do Rio Negro. Três delas são usadas no brinde atual pelo presidente e por mais duas autoridades escolhidas por ele durante o evento. Na casa onde o clube foi fundado, hoje funciona o Banco da Mulher, mas, de acordo com Baze, o prédio ainda conserva a mesma arquitetura do início do século. Possui 16 títulos estaduais, mas tem sentido um declínio nos últimos anos.
É o clube que tem no “galo” a sua mascote. É conhecido também como “clube barriga-preta”, “Galo carijó”, “Time da Praça da Saudade”, etc…
Sua sede está localizada na Praça da Saudade, próximo ao centro antigo de Manaus.
A composição do Hino do clube barriga Preta é de autoria do pesquisador Manoel Bastos Lira (em 1968), já falecido e a música Galo carijó, foi composta em 1979 pelo poeta Anibal Beça.
Craques do passado: Dog, Horácio, Cláudio Coelho, Yano Monteiro(goleiro), Salum Omar, Sabá “burro preto”, Orlando Rebello, Clóvis Aranha Negra(goleiro), Gilmar Popoca, Lúcio Santarém, Patrulheiro, Berg, Índio, Alcino, Luís Roberto (goleiro) e Bismarck.
Em 2013 o Atlético Rio Negro Clube completa 100 anos. É uma das mais tradicionais equipes do Norte do Brasil sendo um dos três times amazonenses que já jogaram a Série A (primeira divisão) do futebol brasileiro, fazendo jogos com grandes equipes como Flamengo, Fluminense, Corinthians, Santos, dentre outros clubes possuindo no total 06 participações.
O Atlético Rio Negro Clube é o rival número um do time do Nacional, time para o qual somente perde em títulos no Estado do Amazonas. O clássico entre Rio Negro e Nacional (Rio-Nal) é o maior do estado do Amazonas.
O clube possui também algumas participações na Copa do Brasil tendo também uma importante conquista internacional, a Taça Guiana Inglesa, disputada na capital Georgetown. O Rio Negro também foi campeão da Taça Amazônica de 1928 disputada entre times do Amazonas e Pará, foi campeão da Copa Norte-Nordeste de 1975, além do título da Taça Norte de 1986.
A melhor campanha em campeonatos nacionais na primeira divisão foi em 1983. Nesse ano, o Galo chegou entre os 12 melhores clubes do país. Venceu inclusive ao Fluminense e empatou com o Flamengo de Zico e cia.
O Galo disputou os campeonatos nacionais da Primeira Divisão em 1973, 1974, 1975 e 1983.
O time barriga preta revelou dois jogadores de expressão nacional, que inclusive chegaram à seleção Brasileira, foram: Gilmar , o Popoca e Berg, que jogou no Botafogo em 1983.
Na sede do clube é possível ver a sala de troféus onde estão todos os títulos do clube “barriga preta”, além de quadros e medalhas das grandes equipes de futebol e futsal do clube. A torcida do Atlético Rio Negro Clube é a segunda maior torcida do Amazonas com muitos torcedores também no interior do estado.
O clube amazonense tem como um dos seus maiores artilheiros o atacante Roberto Almeida Jorge Elias, amazonense, que jogou futebol pelo clube na brilhante década de 60 onde marcou muitos gols. O atacante Roberto tinha um chute forte e preciso, popularmente é conhecido como “Berdana”, deu muitas alegrias a torcida do “galo” sendo o primeiro atacante na hitória do futebol mundial a marcar gols chutando a bola de bico no ar (sem deixar a bola cair no chão), feito inédito na história do futebol. Roberto por ter atuado pelo clube durante muitos anos recebeu o título de sócio benemérito no dia 13 de Novembro de 1975 e não é o único de sua família a brilhar no futebol, seu irmão Ronaldo também jogou futebol nas décadas de 60 e 70 por outro clube tradicional do Amazonas, o Olympico Clube atuando muitas partidas como zagueiro também marcando seus gols. Pelo seu empenho e dedicação ao glorioso “clube dos cinco aros” como é conhecido o Olympico Ronaldo também ganhou o merecido título de sócio benemérito do clube. Jogador técnico e disciplinado atuou pelo clube durante 17 (dezessete) anos, raramente era punido com cartão amarelo e jamais lhe foi aplicado cartão vermelho. Ronaldo Elias certamente é um exemplo para todos os atletas e principalmente para aqueles que recebem o prêmio Belfort Duart que é concedido aos jogadores de futebol mais disciplinados.
A última conquista do Atlético Rio Negro Clube foi o Campeonato Amazonense de 2001, quando comandado por Mirandinha, o clube quebrou o jejum de mais de dez anos, e venceu seu maior rival por 2 x 1 no Vivaldão, com dois gols de Ernandes, filho do técnico.
Time do Rio Negro - Campeão de 1987 - Em pé: Elias Hadad (Prep. Físico), Cesar, Marcão, Paulo Mendes (Técnico), Renato Galvão, Luis Roberto, Felix (Massagista), Rubem Correa (Supervisor), Piranha e Francisco (Roupeiros); no centro: Juior, Kleber, Marinho, Jasson, Pesado, João Francisco, Jorginho, Everton e Paulo Verdum; abaixo: Beto, Cúrio, Fernandinho, Castilho, Tonho, Robertinho, Juior e Rildo.
Títulos Estaduais
Campeonato Amazonense: 16 vezes (1921, 1927, 1931, 1932, 1938, 1940, 1943, 1962, 1965, 1975, 1982, 1987, 1988, 1989, 1990 e 2001).
Vice-Campeonato Amazonense: 1966, 1973, 1974, 1976, 1979, 1980, 1983, 1984, 1985, 1986, 1992, 1998, 1999 e 2003.
Torneio Início: 11 vezes (1933, 1966, 1968, 1969, 1979, 1980, 1982, 1983, 1990, 1995 e 2002).
Títulos Internacionais
Taça Guiana Inglesa - Georgetown
Fonte: Wikepedia e Sítio Futebol do Amazonas
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