Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 03 Nov 2008
ELES JOGAVAM COM A 8! MAIS TINHAM A GENIALIDADE DOS CAMISA 10
No futebol mundial a camisa 10 é o símbolo do craque do gênio,desde que Pelé surgiu na Copa da Suécia envergando este numero as suas costas que passou a usar no mundial de 1958. No Brasil todo craque do time jogava com ela coma camisa 10, e em outras partes do mundo também, embora tivéssemos Eusébio que jogava com a 13 e Cruijjf na Holanda com a 14, a dez passou a ser a simbologia do gênio da bola pelo mundo afora também como Michel Platini e Zidane na França, Roberto Baggio na Itália, Gullit na Holanda, Maradona na Argentina e Matthaus na Alemanha. Porém venho destacar aqui que antigamente quase todo time que tinha um camisa 10 fenomenal ele era acompanhado de verdadeiros escudeiros que também mostravam uma genialidade digna de um 10, o chamado meia ponta de lança que desfilava em campo com a camisa 8, infelizmente nos dias de hoje que joga com esta camisa são os alguns cabeças de bagres também chamados de segundo volantes ou jogador de contenção que são na verdade volantes que sabem sair mais um pouco para o jogo.
Em outros tempos víamos DIDI “O Príncipe Etíope” desfilar com a camisa do Botafogo e da Seleção na Copa de 62, pois em 58 jogou com a 6, com sua categoria fora do comum um jeito elegante e clássico de jogar futebol, tempos depois no mesmo Botafogo tivemos GERSON “ O Canhota de Ouro” com seus passes milimetricos sua habilidade e classe com a perna esquerda que colocava a bola onde desejava quem o viu jogar jamais se esquecerá de seus lançamentos na Copa de 70 para Jairzinho e Pelé.
No Santos, MENGALVIO exibia sua categoria ao armar as jogadas infernais com Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe, era ele a articulador das jogadas de ataque por onde a bola passava primeiro, além de chegar bem na frente pois tinha uma boa finalização, no inicio dos anos 70 o Palmeiras tinha em seu camisa 8 um jogador leve, habilidoso e com uma boa impulsão LEIVINHA era o parceiro de César Maluco, por ter facilidade de saber jogar foi recuado para a meia ponta de lança e não negou fogo fez muitos gols e deu muitas alegrias a torcida alvi-verde, na mesma época a Portuguesa apresentava ENEAS. Como no time Dica jogava com a 10, o jovem de categoria refinada assumiu a 8 e deslanchou até 1980 quando transferiu-se para o Bolonha da Itália, no mesmo ano retornou para defender o Palmeiras, revelado pelo Santos no final dos anos 60, DOUGLAS FRANKLIN aprendeu muito com Pelé, em 1972 desembarcou na Bahia para ser um ídolo eternizado para muitos como o maior jogador da história do clube e realmente para mim sem sombra de duvidas, segundo maior goleador com a camisa do Bahia com 211 gols Douglas exibia em campo toda a praticidade que na época um meia ponta de lança jogava, armando e chegando a frente e marcando muitos gols, na década seguinte BOBÔ me fez relembrar as jogadas de Douglas, com jeito leve e solto de jogar, a sua elegância sutil foi citada em musica de Caetano Veloso cantada na voz de Maria Betânia, herói da conquista do título brasileiro de 1988, Bobô também fez historia com a 8 do Bahia.
No grande time do Flamengo dos finais dos anos 70 e inicio dos anos 80, um neguinho com jeito de moleque passeava em campo com seus passos longos, velocidade cadenciada, dribles secos e arrancadas sensacionais; ADILIO com a 8 do Mengão ele ao lado de Zico infernizaram muitas defesas e deram muitas dor de cabeça aos volantes e zagueiros que para pararem usavam de trancos e solavancos, e muitas vezes nem assim pois era muito liso, na era um grande finalizador mais o armador de maestria, em 1982 no clássico contra o Vasco na final extra da Taça Guanabara, Adílio marcou um golaço aos 45º do segundo tempo, mostrando habilidade e técnica ao driblar a defesa do Vasco e tocar com classe e efeito quase sem ângulo para o fundo das redes.
Ainda no Rio no inícios dos anos 80 tivemos DELEI no Fluminense jogando com classe e para o time ele era o ponto de equilíbrio do time o armador que fornecia a dupla Assis e Washington as bolas no meio e também aos laterais Aldo e Branco e o ponta esquerda Tato ou Paulinho, Delei jogava para o time e raramente errava um passe ou cometia uma falta, já no Vasco tínhamos GEOVANI vindo do Espírito Santo, chegou ao clube em 1981 em 1982 já desfilava com a 8 em algumas partidas, mais veio a se firmar mesmo depois de brilhar com a 8 da seleção brasileira no mundial de juniores no México em 1983, brilhou no Vasco até 1988 quando depois foi jogar no Bolonha da Itália.
Em São Paulo em meados da década de 70 no Botafogo de Ribeirão Preto um jogador alto, magro mais com uma classe e elegância no tratar da bola começava a despertar o interesse dos grandes clubes da capital, SOCRATES “ O Doutor” terminou vindo jogar no Corinthians onde imortalizou a camisa 8, era um lorde dentro do gramado com toques refinados na bola, inclusive de calcanhar sua marca registrada na seleção com a 8 jogou as Copas de 82 e 86, também no interior paulista na mesma década na equipe de ouro do Guarani de Campinas que ganhou o brasileiro de 78, um meia ponta de lança que era chamado de “Pé Murcho” encantava ao lado de Zenon em um das maiores meia cancha que vi jogar em um clube, RENATO era rápido, inteligente e finalizava muito para o gol e marcou muitos gols, no inicio dos anos 80 transferiu-se pára o São Paulo onde também com a 8 mostrou um bom futebol e muitos gols, com a sua saída em 1985 a camisa 8 do tricolor do Morumbi passou a ter um novo dono SILAS revelado pelas categorias de base que vinha com o prestigio de levar o Brasil ao bicampeonato mundial de juniores na antiga União Soviética, com uma habilidade fantástica e bom senso de colocação ele passou a ser ao lado de Pita o maestro do time campeão paulista de 1985 e brasileiro de 1986, outro camisa 8 que marcou muito no futebol paulista fora OSVALDO revelado pela Ponte Preta seus gols e suas jogadas ao lado do mestre Dica o levaram para o Grêmio onde veio a ser campeão da libertadores e do mundial interclubes, em 1979, 80 e 1981 ele fez muito sucesso na Macaca e era um dos destaques da Ponte por fazer muitos gols.
Apartir dos anos 90 aos dias de hoje, não temos mais no futebol a figura do meia ponta de lança com suas jogadas para cima dos adversários, seus lançamentos e marcando gols, meias como estes citados acima no futebol brasileiro é muito difícil, existem uns poucos mais não jogam o mesmo futebol refinado dos citados no texto acima, a camisa 8 de Gerson, Sócrates e Leivinha na seleção, passou a ser de Dunga, Gilberto Silva, verdade que Kaká esteve com a 8 em 2006 mais não mostrou seu futebol real, nos clubes não é diferente a 8 já não pertencem mais aos craques e se a jogadores medianos para ruins mesmo vide o Bahia de hoje a 8 no momento é do terrível Emerson Cris, no Palmeiras a Evandro e etc. De 1990 pra cá 8 bom de bola só apareceu no exterior: Rijkaard no Milan, Gascoine na Inglaterra, Stoitchkov do Barcelona e Bulgária, Hasler na Alemanha.
No futebol o camisa 8 não era um condiajuvante do camisa 10 como muitos pensam, muitos deles eram lideres de seus times e da própria seleção brasileira, como Didi, Gerson e Socratés e será que ainda teremos o prazer de poder ver novamente aqueles lances geniais de Adilio, Douglas, Leivinha, Bobô, Renato e ouvir uma locução de radio como narrava o saudoso Jorge Curi ” GOOOOOOOOOLLLLLLLLLLL DO …………………… ………………….CAMISA NÚMERO 8″será.
fonte: Texto Galdino Silva
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