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Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 07 Nov 2008

São Paulo x Milan, 1º de Abril de 1951

A Rádio Panamericana colocou no ar a narração forjada, causando desespero na torcida são-paulina.
Segundo a ” trasnsmissão ” , o juiz roubava descaradamente para os italianos que ” jogavam ” pesado, agredindo os brasileiros. Hélio Ansaldo frisa: ” Foi criado todo um clima contra o Milan e contra o juiz, e esse clima foi o que fez com que o São Paulo estivesse perdendo de 4 a 0.
Aí ” caiu a linha ” . Muitos desligaram o rádio antes do final da transmissão fictícia.
Já no Bixiga, bairro de imigrantes italianos, os torcedores comemoraram a vitória do Milan.

O segredo da gravação fora tão bem guardado que nem Consuelo Viegas de Almeida, espos de Geraldo José, sabia da verdade. Ela nos contou que um irmão do locutor, Sebastião José de Almeida, são-paulino roxo, até se sentiu mal durante a irradiação.
Aurélio Campos, que estava no estádio do Pacaembu narrando um jogo pelo Campeonato Paulista por uma emissora concorrente, protestou, exaltado, e disse que o governo, os deputados, “seja lá quem fosse” , deveriam tomar providências, por ser um absurdo o São Paulo ter se submetido a esse vexame de apanhar de 4 x 0, desmoralizando o futebol brasileiro.

Paulo Machado de Carvalho Filho assinala que no dia seguinte alguns jornais brasileiros, principalmente de outros estados, publicaram matéria ” como se o jogo fictício realmente tivesse havido “. Com o cuidado de guardar as devidas proporções, ele compara o episódio à falsa invasão dos Estados Unidos pelos marcianos, programa de rádio de Orson Welles, em 1938, que provocou pânico nos norte-americanos.

Quando a Panamericana informou que se tratava de uma brincadeira do ” Dia da Mentira ” , os jornais se dividiram: os que deram o resultado criticaram a emissora; os que não deram o resultado divertiram-se com a “barriga” dos concorrentes. Quatro dias depois o Diário Popular estampo manchete de sua página de esportes: ” Agora, não é Primeiro de Abril….” o jornal noticiava que o São Paulo perdera para a seleção da cidade de Bruxelas por 2 x 1.

A brincadeira da Emissora de Esportes serviu para comprovar que depois do rádio ter iniciado as transmissões diretas, os jornais passaram a utilizar as informações radiofônicas , numa inversão da época da “gilete press”.

fonte: livro O Rádio Esportivo em São Paulo

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 05 Nov 2008

Geraldo José de Almeida, narrador da Copa 70 pela TV

Geraldo José de Almeida começou no rádio em 1936, como locutor comercial. Dois anos depois, estava no rádio esportivo e fez a maior parte de sua carreira na rádio Record, até passar, em 1963, para a televisão.
Dono de grande capacidade de comunicação, conseguiu adaptar-se à linguagem da TV e foi um dos poucos narradores do telejornalismo esportivo a dar certo no novo meio de comunicação.
Ficou conhecido por seu entusiasmo exagerado. São dele as frases: ” Vamos minha gente”, “Lindo! Lindo! Lindo!” , “O que que é isso, minha gente?”, “Por pouco pouco, muito pouco, pouco mesmo!”, ” De ponta de bota” e o mais comum: “mata no peito e baixa na terra”.
Na televisão, nos jogos da Copa de 1970, quando a seleção brasileira ganhou definitivamente a Copa Jules Rimet, criou a expressão “Seleção Canarinho”, aproveitando a cor amarela da camisa da equipe do Brasil.
Respeitado como profissional competente, era criticado por sua paixão declarada pelo São Paulo. Em 08 de fevereiro de 1943, o jornalista que assinava na Folha da Noite, de São Paulo, com o pseudônimo de ” EL Sordo ” , a coluna ” No mundo do Rádio”, ataca Geraldo José de Almeida. O cronista qualifica o radialista como um dos melhores locutores de futebol, que se dedica com amor à sua especialidade mas é ” declarada, clara e indiscutivelmente um speaker que torce de corpo e alma para o São Paulo Futebol Clube”.
Isso depois de afirmar que locutores/torcedores “(…) ficam com voz embargada quando a bola está defronte da meta de seu clube predileto, guaguejam quando esta meta é vazada, vociferam contra o juiz, dizem desaforos aos elementos do outro quadro…”O jornalista Raul Duarte sai em defesa dele e observa que o radialista foi o único narrador a assumir a paixão por seu clube.
Na transmissão das partidas, Geraldo José de Almeida, lembra Hélio Ansaldo, fantasiava bastante a jogada, dava apelidosa todos os jogadores, aos times e até à seleção.Alguns desses apelidos:

Pelé - “Craque Café”
Servílio - ” Bailarino ”
Jairzinho - ” Furacão da Copa”
Tostão - ” Mineirinho de Ouro ”
Everaldo - ” Gauchão ”
Vavá - ” Peito de Aço ”
Rivelino - ” Garoto do Parque ”
Bauer - ” Coca Cola “.

De todas as expressões que criou, Geraldo registrou somente ” Seleção Canarinho “.

Fonte: Livro A Bola no Ar, o Rádio Esportivo em São Paulo , de Edileuza Soares

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 05 Nov 2008

Geraldo José de Almeida, narrador da Copa 70 pela TV

Geraldo José de Almeida começou no rádio em 1936, como locutor comercial. Dois anos depois, estava no rádio esportivo e fez a maior parte de sua carreira na rádio Record, até passar, em 1963, para a televisão.
Dono de grande capacidade de comunicação, conseguiu adaptar-se à linguagem da TV e foi um dos poucos narradores do telejornalismo esportivo a dar certo no novo meio de comunicação.
Ficou conhecido por seu entusiasmo exagerado. São dele as frases: ” Vamos minha gente”, “Lindo! Lindo! Lindo!” , “O que que é isso, minha gente?”, “Por pouco pouco, muito pouco, pouco mesmo!”, ” De ponta de bota” e o mais comum: “mata no peito e baixa na terra”.
Na televisão, nos jogos da Copa de 1970, quando a seleção brasileira ganhou definitivamente a Copa Jules Rimet, criou a expressão “Seleção Canarinho”, aproveitando a cor amarela da camisa da equipe do Brasil.
Respeitado como profissional competente, era criticado por sua paixão declarada pelo São Paulo. Em 08 de fevereiro de 1943, o jornalista que assinava na Folha da Noite, de São Paulo, com o pseudônimo de ” EL Sordo ” , a coluna ” No mundo do Rádio”, ataca Geraldo José de Almeida. O cronista qualifica o radialista como um dos melhores locutores de futebol, que se dedica com amor à sua especialidade mas é ” declarada, clara e indiscutivelmente um speaker que torce de corpo e alma para o São Paulo Futebol Clube”.
Isso depois de afirmar que locutores/torcedores “(…) ficam com voz embargada quando a bola está defronte da meta de seu clube predileto, guaguejam quando esta meta é vazada, vociferam contra o juiz, dizem desaforos aos elementos do outro quadro…”O jornalista Raul Duarte sai em defesa dele e observa que o radialista foi o único narrador a assumir a paixão por seu clube.
Na transmissão das partidas, Geraldo José de Almeida, lembra Hélio Ansaldo, fantasiava bastante a jogada, dava apelidos a todos os jogadores, aos times e até à seleção. Alguns desses apelidos:

Pelé - “Craque Café”
Servílio - ” Bailarino ”
Jairzinho - ” Furacão da Copa”
Tostão - ” Mineirinho de Ouro ”
Everaldo - ” Gauchão ”
Vavá - ” Peito de Aço ”
Rivelino - ” Garoto do Parque ”
Bauer - ” Coca Cola “.

De todas as expressões que criou, Geraldo registrou somente ” Seleção Canarinho “.

Fonte: Livro A Bola no Ar, o Rádio Esportivo em São Paulo , de Edileuza Soares

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 30 Out 2008

Quem não conheceu a geral do Maracanã, não viveu o Rio. (Nelson Rodrigues)

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Espaço mais democrático do futebol brasileiro, a geral do Maracanã ficou conhecida por reunir torcedores dos grandes cariocas sempre com alegria. Era o local onde personagens fantasiados expunham seu amor ou indignação de forma criativa, onde a violência sempre passou longe, o cantinho do maior estádio do mundo que as TVs procuravam para ilustrar suas transmissões e quebrar o tédio durante os jogos chatos. E olha que mal dava para se ver o jogo de lá. Infelizmente, a geral sucumbiu à modernidade. E, em 2005, começou a ser destruída para que ganhasse corpo o processo de modernização do maraca. Seus 30 mil lugares foram reduzidos para 18 mil, de cadeiras.

A medida fez parte do novo conjunto de leis imposto pela Fifa segundo o qual ninguém pode assistir a jogos de futebol em pé. Assim, nunca mais se viram figuras travestidas no maior do mundo de Lula, Bin Laden, Superman, Capitão Aranha e outros tantos.

Hoje, o Maracanã tem capacidade para 90 mil pessoas. Embora lindo e confortável, perdeu o folclore dos geraldinos. É o futebol cada vez mais elitizado.


Clássico entre Fluminense e Bangu em 1963 no Maracanã. Estão no lance tentando o gol pelo Bangu, Bianchini (camisa 8) e Roberto Pinto (10). Tentando afastar o perigo da zaga Tricolor vemos Joaquinzinho (9), Altair (6), Oldair (4) e Castilho (sob a trave). No fundo da foto, a saudosa geral do maior estádio do mundo. Por esta foto, é possível imaginar a dificuldade de visão que os geraldinos tinham no estádio antes de sua reforma de 2005. Mas para eles, o que valia era ficar bem pertinho do gramado e de seus ídolos

Ademir de Menezes (camisa 9) em ação durante a Copa do Mundo de 1950. O atacante foi artilheiro da competição realizada no Brasil para delírio do povão que se esprimia na geral do Maracanã.

Tive a felicidade de trabalhar cinco anos no Rio, comparecendo quase todos os domingos, às vezes sábado também, ao Maracanã. ( Vinicius Coelho )

Muitas vezes sem trabalhar, nosso grupo ficava se deliciando observando a turma da geral. Voltei para Curitiba e fui trabalhar na TV Paranaense, que no começo não era afiliada da Globo. A programação era sustentada pelo Luiz Alfredo Malucelli, que vendia a transmissão dos jogos e lá ia eu, Brasil afora, principalmente para narrar os jogos do Maracanã.

As cabines ficam poucos metros acima da geral. Era um divertimento. Folclore do estádio, folclore do futebol do Rio, folclore de um povo. As duas torcidas juntas, brincando, gozações simultâneas, a alegria do Maracanã. Torcedores fantasiados, pintados, com maquiagem especial de acordo com a importância da partida.

Agora acabaram com a geral. O ingresso custava três reais. Como é que agora eu vou poder vir ao Maraca, disse um torcedor, e outros e outros. Um dia, lá na redação, comentávamos sobre a geral e Nelson Rodrigues deu a frase: quem não conhece a geral do Maracanã, não viveu o Rio.

MAs a FIFA exige que todos os torcedores tenham lugares marcados para se sentarem.
Mas o que que o “Geraldino” tem a ver com isso?
O torcedor que freqüenta a Geral não quer saber de ficar sentado.
Ele que ir ao “Maraca” fantasiado.
Quer ver o craque de perto.
Quer levar a faixa com sua mensagem.
Quer comemorar o gol bem perto do seu ídolo.
Sem os torcedores da Geral, por melhor que o clássico seja, parece que o jogo fica sem alma, sem coração.
Foi na Geral que Rondineli, zagueiro do Flamengo, ganhou o apelido de Deus da Raça.
Pra lá que Romário correu após marcar o gol que levou a seleção à Copa de 94, nos Estados Unidos.
Certamente não existiu lugar melhor no mundo para ver os dribles de Garrincha ou os elásticos de Rivellino.
Abençoado foi o torcedor vascaíno que pôde ver da geral o chapéu e o gol de Roberto Dinamite no clássico contra o Botafogo.
No início da década de 70, trocaram a Concha Acústica do Pacaembu pelo atual Tobogã.
Até hoje ela é lembrada com saudosismo, como marca do futebol romântico que já não existe mais no país.
De uns anos pra cá, o torcedor carioca está proibido de freqüentar seu habitat, seu lugar de festa.
Agora resta torcer para que daqui a alguns anos, a Geral do Maracanã também não vire apenas a lembrança do futebol alegre que existia no Brasil.
Por Marcelo Rozenberg/Milton Neves
JP/Bruno Vicari

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 27 Out 2008

Oscar Scolfaro e suas histórias como árbitro

Se pararmos para lembrar dos cinco melhores árbitros do Brasil, certamente, Oscar Scolfaro, campineiro e corinthiano, estará entre eles. O Oscar apareceu na década de 70 para ajudar, com outros companheiros, a salvar as combalidas e prejudiciais arbitragens, principalmente, contra clubes pequenos.

O Oscar, escalado para apitar Uruguai e Colômbia, jogo válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, pegou o avião em São Paulo com destino ao Uruguai. Lá não havia teto e o pouso teve que ser feito na Argentina, em Buenos Aires. Tomou um taxi e começou a rodar atrás de um hotel. Em todos não havia uma vaga sequer.

Argentino de alma brasileira
O motorista, apaixonado pelo nosso futebol , como todos os argentinos, e ao saber estar transportando um árbitro brasileiro, cavalheiro e cortez, disse:

“Vou resolver o seu problema. Você vai ficar hospedado em minha casa” e para lá seguiu. Mudou o filho de quarto e cedeu ao Oscar a melhor acomodação do lar.

No dia seguinte, ao se levantar o Oscar foi surpreendido por um café simplemesmente maravilhoso: pães, broas, frutas, doces, leite, manteiga, gentilezas e sorrisos de todos os anfitriões, que não sabiam o que fazer para agradar o ilustre hospede.

Depois de muitas fotos da família com o Oscar, o Sr. Puerta Benevides, carregou a bagagem do Oscar para o carro e seguiu em direção ao Aeroporto. Não cobrou absolutamente nada. Nem das corridas, da hospedagem e muito menos do café.

O que chamou a atenção do Oscar, na casa do motorista, foi o interesse de todos pelo Brasil.

“Fauzi, eu nunca vi ninguém conhecer mais o Brasil, suas praias e seu futebol, como aquela família.”, disse Oscar. “Eles foram cordiais, gentís, amam o Brasil e a nossa gente”, completou o grande árbitro de porte internacional.

Dois grandes apitadores
Para Oscar Scolfaro , no passado não muito distante, o melhor árbitro brasileiro foi Romualdo Arpi Filho (foto).

“Além da elegância, cultura e saber falar com os jogadores, o Romualdo sabia tudo de futebol”, assegura Oscar. Quando havia muita rivalidade entre os times e consequentemente entre as torcidas, segundo Oscar, o Romualdo era mestre em saber dirigir a partida, de forma que tudo terminava bem e sem conflitos.

Outro grande árbitro para Oscar Scolfaro foi o Dulcidio Vanderlei Boschilla. Diferente do Romualdo, o Dulcidio falava com os boleiros como boleiro. Diante dos dirigentes fazia valer a sua autoridade. Não se intimidava e enfretava situações horripilantes, mesmo que para tal tivesse que sacar a arma que sempre carregava - ele era policial. Dulcidio sempre foi respeitado pelos boleiros problemáticos: Serginho Chulapa, Sócrates, Casagrande e outros tantos.

Do quadro atual, para Oscar Scolfaro, Leonardo Gaciba é o que tem apresentado o melhor desempenho, embora goste também do gaúcho, Carlos Eugênio Simon.

Cada situação apertada…
Oscar, você já passou algum aperto apitando jogos importantes?, perguntei.

–– Se passei ? Claro que sim, e pior, foi contra o meu Corinthians. Na decisão Corinthians e Santos, o um a zero dava o título ao Corinthians, só que eu marquei um pênalti existente, numa alavanca de Laércio em Ferreira. O Pelé bateu e empatou o jogo. O título ficou com o Santos. Imagina como ficou a situação.

“O Gino Orlando, grande astro do passado e administrador do Morumbi”, continuou falando Oscar, “foi buscar meu carro e o colocou no portão dos fundos. O Silvio Luiz, grande narrador da Bandeirantes, saiu dirigindo e eu deitado no banco traseiro. Se a torcida descobre, nem a tinta do carro sobraria para contar história”, relembra Scolfaro.

O mais engraçado, continuou Oscar, é que o Silvio Luiz, parou num posto para abastecer e, o frentista como o reconheceu disse:

“E ai Silvião… Quer dizer que o Coringão foi campeão ?”

–– Não, Belo. O Santos foi campeão, respondeu o Silvio.

“Como ? Até agorinha tava um a zero pro Corintia”, disse o frentista.

“É meu amigo, tava, mas o juiz muito doidão marcou um pênalti e o Crioulo foi lá e cráu no seu Curíntia”, falou, tirando sarro, Silvio Luiz.
–– Se eu tô lá eu mato esse juiz da péste, falou o frentista.

“Nessa altura, eu no banco traseiro meio que escondido, só não esmurrei o Silvio pra a coisa não ficar pior”, completou Oscar.

História ou mito?
Oscar, no jogo Ponte e Votuporanguense, no Moisés Lucarelli, o José Astolfi terminou a partida aos 54 minutos do segundo tempo, depois que a Ponte marcou o gol salvador que lhe dava o direito de disputar a finalíssima com a Portuguesa Santista, certo? Pois bem, dizem até hoje que o Astolfi, nas cobranças de escanteios, pulava junto com os atacantes para tentar marcar o gol e acabar com a agonia pontepretana ? É verdade, Oscar ?

“Eu também já ouvi muito essa história. O que aconteceu é que o Zé (Astolfhi) numa situação normal, como acontece até hoje, deveria ter dado no máximo três ou quatro minutos de acréscimos, mas ele deu quase 10, e ai deu no que deu. Acho que por isso, essa história vai continuar por muito mais tempo”, concluiu Oscar.

Oscar Scolfaro, hoje, aposentado do apito, administra ao lado do filho Oscarzinho, um lava-jato de autos, próximo ao Liceu Salesiano.
É sempre bom e me faz muito bem, de vez em quando, parar por lá, tomar um cafezinho e ouvir as gostosas histórias que o Oscar conta para os amigos e clientes interessados. Uma virtude do Oscar: ele nunca escondeu de ninguém que é bugrino e corintiano.

www.futebolinterior.com.br
fauzikanso@terra.com.br

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 25 Out 2008

“Causos” de Norte a Sul (parte 3)

Continuando a série de “causos” sobre futebol de cada um das 27 unidades da federação (incluindo os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal), seguem histórias de Goiás, Maranhão, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul:

O Estado de Goiás tem aquele que é, talvez, o único time do mundo a ter usado uma estrela na camisa sem jamais ter sido campeão: a Anapolina, de Anápolis.

Aconteceu em 1981. Na decisão do Campeonato Goiano, Goiás e Anapolina só empataram: 2 a 2 no primeiro jogo, 1 a 1 no segundo, 1 a 1, de novo, no terceiro. Na prorrogação, 0 a 0. Foram 200 minutos de futebol e nada de campeão. Nem a Federação Goiana de Futebol sabia para quem ia dar a taça, até que se descobriu que o armador Osmar Lima, da Anapolina, havia entrado em campo na segunda partida sem condições legais, pois seu contrato com o clube havia terminado dois dias antes.

A Anapolina, no entanto, alegava que o título lhe pertencia, por ter somado mais pontos ao longo do campeonato. O Tribunal de Justiça Desportiva decidiu a causa em favor do Goiás, mas a diretoria da Anapolina, sentindo-se prejudicada, não quis nem saber: mandou estampar uma estrela no alto do escudo nas camisas da equipe, em comemoração a uma conquista que jamais foi homologada.

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No início dos anos 90, o torcedor brasileiro surpreendeu-se com o número de vezes que um certo Oliveira, chamado na Bélgica de Oliverrá, aparecia marcando gols atrás de gols, que eram mostrados no final do programa Fantástico. Mas quem era aquele cara?

Luís Aírton Barroso Oliveira, o Oliverrá, era maranhense, onde começou jogando pelo pequeno Tupan. Foi parar na Europa via uma estranha conexão São Luís – Bélgica, articulada pelo médico Cassas de Lima (ex-presidente do Moto Clube) e por José Rubolota, empresário argentino.

Os “marabelgas”, depois, se multiplicaram. E Oliverrá chegou até a atuar pela Fiorentina, da Itália, e pela própria Seleção Belga, na Copa da 1998, na França. ********************************************************************************

No Mato Grosso, a decisão do campeonato de 2001, entre Juventude, de Primavera do Leste, e Mixto, da capital Cuiabá, deu a maior confusão. No primeiro jogo, o árbitro Jamil Rodrigues anulou um gol do Mixto, marcado em uma cobrança de pênalti em dois toques — o que, pela regra do futebol, é legal.

A pedido do Mixto, o Tribunal de Justiça Desportiva marcou nova partida, mas o Juventude não aceitou a decisão e recorreu ao Superior Tribunal de Justiça da CBF, que lhe deu ganhou de causa. Aí, foi a vez do Mixto se recusar a jogar a segunda partida. No fim da história, a Federação Mato-Grossense proclamou o Juventude campeão e o União de Rondonópolis, terceiro colocado, como vice, no lugar do “rebelde” Mixto.

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Operário e Comercial, ambos de Campo Grande (MS), são os dois únicos times do Brasil que podem se orgulhar de terem sido campeões de dois Estados diferentes.

Diversas vezes vencedores no Mato Grosso do Sul, antes da divisão política (1977) e esportiva (1979) dos dois Estados eles também haviam terminado em primeiro lugar no Campeonato Mato-Grossense. O Operário quatro vezes, em 1974, 1976, 1977 e 1978. O Comercial, uma, em 1975.

por Yahoo Esporte/ Celso Unzelte

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 20 Out 2008

Eles devem estar batendo um bolão no céu, no time do Pedrão

Como a bronca é geral com a atual qualidade de nosso futebol, e também como não temos nenhum craque fora-de-série jogando atualmente, comecei a relembrar com saudades de alguns grandes craques de futebol que já nos deixaram. Lá em cima, nos campos celestiais, certamente nosso Pedrão deve incentivar alguns jogos inter-celestiais.
Como seria o futebol ” lá em cima ” ?
Sem esgotar o assunto, lembrei-me de jogadores, técnicos, dirigentes, árbitros, publicações :

JOGADORES
Castilho, Cláudio, Jose Poy, Pompéia, Fernando, Djalma Dias, Mauro Ramos de Oliveira, Fontana, Everaldo, Dequinha, Ari Ercílio, Pinheiro, Calvet, Aldemar, Zequinha, Roberto Belangero, Bene, Rafael, Chicão, Alcir, Didi, Enéas, Toninho Guerreiro, Ademar Pantera, Garrincha, Vavá, Jair da Rosa Pinto, Zizinho, Dida, Almir, Danilo Alvim, Pinga, Dener.

ÁRBITROS
Mário Vianna, Airton Vieira de Moraes - o popular Sansão, Anacleto Pietrobom, o popular Valussi, Dulcídio Vanderlei Bosquilla, Romualdo Arpi Filho e também Eunápio de Queiróz.

CARTOLAS
Vicente Mateus, Ferrúcio Sandoli, Jordão Bruno Sacomani, Athiê Jorge Curi, Mendonça Falcão, Otavio Pinto Guimaraes, Fadel Fadel, Carlito Rocha, Renato Stelita.

NARRADOR ESPORTIVO DE RÁDIO
Waldir Amaral, Fiori Giglioti, Pedro Luis, Jorge Curi, Oduvaldo Cozzi, Doalcei Camargo, Edson Leite.

NARRADOR ESPORTIVO DE TV
Ari Silva, Raul Tabajara, Geraldo José de Almeida.

TECNICOS
Renganeschi, Irmãos Aimoré e Zezé Moreira, Osvaldo Brandão, Tele Santana, João Avelino, Paulo Amaral, Claudio Coutinho, João Saldanha, Vicente Feola, Filpo Nunes, Oto Glória, Silvio Pirilo, Gentil Cardoso.

REVISTAS ESPORTIVAS
Revista do Esporte, Placar, Manchete Esportiva, Globo Sportivo, Gazeta Esportiva Ilustrada.

SEMANÁRIOS ESPORTIVOS
Mundo Esportivo de Geraldo Bretas e Equipe de Wilson Brasil.

E na arquibancada os milhares de torcedores que lotaram os estádios desde os anos 40 .

Gilberto Maluf

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 20 Out 2008

Jogadores que pisaram na bola na terra da Rainha

1. Micah Richards: O jogador do Manchester City filmou a si próprio e a um
colega mantendo relações sexuais com uma adolescente.

2.Ashley Cole: O lateral-esquerdo do Chelsea foi pego traindo a esposa com a
cabeleireira.

3.Bradley Wright-Phillips: O jogador do Southhampton foi flagrado pelas
câmeras de segurança de uma boate roubando dinheiro e celulares das bolsas
das garçonetes que trabalhavam no local.

4.Glen Johnson: O defensor do Portsmouth foi multado em 80 libras após ter
sido flagrado trocando o preço de uma tampa de privada numa loja de
departamentos.

5.Tim Cahill: O meia-atacante do Everton resolveu homenagear o irmão, que
está preso, comemorando um gol como se estivesse algemado. Passou a semana
seguinte pedindo desculpas e se explicando pelo ato.

6.Ashley Young: O meia-atacante do Aston Villa foi flagrado se masturbando
na internet.

7.Robbie Fowler: Ídolo do Liverpool, o atacante comemorou o gol da vitória
sobre o rival local Everton fingindo “cheirar” uma linha do campo. À época
(1999), Fowler via seu nome envolto em boatos sobre o uso de drogas.

8.Joey Barton: Foi parar na cadeia por agredir um torcedor de seu clube, o
Newcastle, de 15 anos de idade.

9.Craig Bellamy: O atacante agrediu colegas de Liverpool com um taco de
golfe durante partida do esporte da bolinha em horário de folga.

10.Kyeron Dyer: O jogador do Newcastle tomou parte num vídeo de sexo que foi
parar na internet.

11.Mark Bosnich: O então goleiro do Chelsea pegou nove meses de suspensão
(maior gancho da história do futebol inglês) após ser flagrado em um exame
antidrogas. Seu contrato foi rescindido e ele nunca mais voltou à grande
forma.
fonte: http://forum.cifraclub.terra.com.br/forum

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 20 Out 2008

O início da luta pela América

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O nome original da competição, Taça Libertadores da América, é uma homenagem
aos principais líderes da independência dos países da América Latina: Simon
Bolívar, Dom Pedro I, José de San Martín, Antonio José de Sucre e Bernardo O
’Higgins.

O formato da competição em seu início era bastante diferente do atual,
contando com apenas um representante por país. Na primeira edição, em 1960,
participaram os campeões de Argentina (San Lorenzo de Almagro), Bolívia
(Jorge Wilstermann), Brasil (Bahia), Chile (Universidad), Colômbia
(Millonarios), Paraguai (Olímpia) e Uruguai (Peñarol).
Na primeira fase, definida por sorteio, aconteceram confrontos entre Peñarol
e Jorge Wilstermann, San Lorenzo e Bahia e Universidad e Millonarios. O
Olímpia começou já na semifinal, quando venceu o Millonarios e se
classificou para a decisão.

A mais importante competição sul-americana de
futebol surgiu em 1959, quando alguns dos principais dirigentes de clubes do
continente se reuniram em Buenos Aires para criar uma competição da qual
sairia um representante da região para disputar o título Mundial Interclubes
contra o vencedor da Copa dos Campeões da Europa.

O Peñarol voltou a ser campeão no segundo ano da competição, quando o
Palmeiras se tornou responsável pela primeira participação destacada de um
clube brasileiro, ficando com o vice-campeonato. O time paulista ainda
repetiria a posição em 1968, ao ser derrotado pelo Estudiantes na final.
palmeiras e estudiantes em 68 - palmeiras e estudiantes em 68

Em 1962, passaram a ser dez os participantes, já que, além dos campeões
nacionais, tinha vaga também o campeão da edição anterior da competição. A
partir daí, a primeira fase era disputada em três grupos com três times cada
e o campeão do ano anterior começava a competição já nas semifinais.

Também nesse ano o Peñarol finalmente foi superado na competição. E a
façanha coube justamente ao time que até hoje é considerado um dos maiores
da história do futebol: o Santos de Pelé.
Depois de passar por Cerro Porteño e Deportivo Municipal na primeira fase, o
time da Vila Belmiro bateu o Universidad Católica nas semifinais e, na
decisão, superou o time uruguaio após uma derrota por 1 a 0 em Montevidéu,
uma vitória por 3 a 2 em Santos e uma goleada por 3 a 0 no jogo desempate,
em Buenos Aires.

Em 1963 o Peixe repetiu a dose, desta vez derrotando o Boca Juniors na
final, com duas vitórias, por 3 a 2 e 2 a 1. Nos anos seguintes, a equipe
continuou se destacando no futebol mundial, mas acabou não chegando a outras
decisões de Libertadores por priorizar turnês na Europa.

A primeira década da Libertadores ainda teve mais dois bicampeões, ambos
argentinos: o Independiente, que venceu em 64 e 65 e o Estudiantes, em 68 e
69. Em 1966 o Peñarol tornou-se o primeiro tricampeão e, em 1967, o Racing
conquistou o único título de sua história.

RESUMO

A almejada taça da Libertadores da América foi erguida mais vezes por argentinos do que por brasileiros: ao todo, o placar pela supremacia no futebol sul-americano contabiliza 20 títulos para os irmãos do sul, contra 13 brasileiros - a lista se completa com 8 canecos uruguaios, 3 paraguaios e 2 títulos colombianos. Porém, é possível dizer que a Libertadores tem fases: ora pende com carinho para brasileiros por anos seguidos, outras flerta com argentinos. Em outros tempos, incluía também os uruguaios Peñarol e Nacional.

No geral, o grande campeão da Libertadores segue sendo o Independiente da Argentina, que conquistou o fantástico tetracampeonato entre 1972 e 1975. São 7 títulos, ao todo. Na seqüência, vêm os pentacampeões Boca Juniors e Peñarol. O São Paulo é o primeiro brasileiro a pintar na lista, com três títulos, ao lado de Nacional, Olímpia e Estudiantes de La Plata. Santos, Grêmio e Cruzeiro possuem dois títulos cada; Internacional, Palmeiras e Flamengo levantaram a taça uma vez cada.

Campeões e vices e artilheiros de 1960 a 2007

Ano Campeão Vice Artilheiro
2007 Boca Juniors (ARG) Grêmio Cabañas (América-MEX)
2006 Internacional São Paulo Fernandão (Internacional)
2005 São Paulo Atlético-PR Salcedo (Cerro Porteño-PAR)
2004 Once Caldas (COL) Boca Juniors (ARG) Fabiano (São Paulo)
2003 Boca Juniors (ARG) Santos Delgado (Boca Juniors-ARG)
2002 Olímpia (PAR) São Caetano Rodrigo Mendes (Grêmio)
2001 Boca Juniors (ARG) Cruz Azul (MEX) Lopes (Palmeiras)
2000 Boca Juniors (ARG) Palmeiras Luizão (Corinthians)
1999 Palmeiras Deportivo Cali (COL) Bonilla (Deportivo Cali-COL)
1998 Vasco Barcelona (EQU) Sérgio João (Bolívar-BOL)
1997 Cruzeiro Sporting Cristal (PER) Acosta (Univ. Católica-CHI)
1996 River Plate (ARG) América (COL) De Avila (América-COL)
1995 Grêmio Atlético Nacional (COL) Jardel (Grêmio)
1994 Vélez Sarsfield (ARG) São Paulo Riva (Minervén-VEN)
1993 São Paulo Univ. Católica (CHI) Almada (Universidad Católica)
1992 São Paulo Newell’s Old Boys (ARG) Palhinha (São Paulo)
1991 Colo Colo (CHI) Olimpia (PAR) Gaúcho (Flamengo)
1990 Olimpia (PAR) Barcelona (EQU) Samaniego (Olimpia-PAR)
1989 Atlético Nacional (COL) Olimpia (PAR) Amarilla (Olimpia-PAR)
1988 Nacional (URU) Newell’s Old Boys (ARG) Iguarán (Millonarios-COL)
1987 Peñarol (URU) América (COL) Gareca (América-COL)
1986 River Plate (ARG) América (COL) De Lima (Dep. Quito-EQU)
1985 Argentinos Jrs (ARG) América (COL) Sánchez (Blooming-BOL)
1984 Independiente (ARG) Grêmio Tita (Flamengo)
1983 Grêmio Peñarol (URU) Luzardo (Nacional-URU)
1982 Peñarol (URU) Cobreloa (CHI) Morena (Peñarol-URU)
1981 Flamengo Cobreloa (CHI) Zico (Flamengo)
1980 Nacional (URU) Internacional Victorino (Nacional-URU)
1979 Olimpia (PAR) Boca Juniors (ARG) Miltão (Guarani)
1978 Boca Juniors (ARG) Deportivo Cali (COL) Scotta (Deportivo Cali-COL)
1977 Boca Juniors (ARG) Cruzeiro Scotta (Deportivo Cali-COL)
1976 Cruzeiro River Plate (ARG) Palhinha (Cruzeiro)
1975 Independiente (ARG) Unión Española (CHI) Morena (Peñarol-URU)
1974 Independiente (ARG) São Paulo Pedro Rocha (São Paulo)
1973 Independiente (ARG) Colo Colo (CHI) Caszely (Colo Colo-CHI)
1972 Independiente (ARG) Universitario (PER) Ramírez (Universitario-PER)
1971 Nacional (URU) Estudiantes (ARG) Artime (Nacional-URU)
1970 Estudiantes (ARG) Peñarol (URU) Bertocchi (LDU-EQU)
1969 Estudiantes (ARG) Nacional (URU) Ferrero (S. Wanderers-CHI)
1968 Estudiantes (ARG) Palmeiras Tupãzinho (Palmeiras)
1967 Racing Club (ARG) Nacional (URU) Raffo (Racing Club-ARG)
1966 Peñarol (URU) River Plate (ARG) Onega (River Plate-ARG)
1965 Independiente (ARG) Peñarol (URU) Pelé (Santos)
1964 Independiente (ARG) Nacional (URU) Rodríguez (Independiente)
1963 Santos Boca Juniors (ARG) Sanfilippo (Boca Juniors)
1962 Santos Peñarol (URU) Coutinho (Santos)
1961 Peñarol (URU) Palmeiras Panzutto (Santa Fé-COL)
1960 Peñarol (URU) Olimpia (PAR) Spencer (Peñarol-URU)

http://br.beta.messenger.yahoo.com/
http://br.esportes.yahoo.com/futebol/libertadores/historia/campeoes/

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 18 Out 2008

“Causos” de Norte a Sul (parte 2)

A contribuição em relação à Bahia me foi enviada pelo jornalista Gustavo Longhi de Carvalho.
Ele lembra a final do Campeonato Baiano de 1988, em que o Bahia venceu o Vitória por 3 a 0 e se tornou campeão mais uma vez.

Uma briga generalizada entre os jogadores impediu que aquela partida chegasse ao final. O árbitro, o saudoso Dulcídio Wanderley Boschillia, teve de sair escoltado pelos policiais, tamanho foi o quebra-quebra quando o jogo estava próximo de acabar, já com o campeão definido.

O curioso foi que, no mesmo dia da final, foram entrevistar o Dulcídio em um lugar mais tranqüilo e, mesmo com o torneio acabado e o campeão definido, ele fez questão de frisar: todos os jogadores estavam expulsos, exceto Ben-Hur, do Vitória, que estava tentando apartar os companheiros durante o tumulto.

Imagine os jogadores do Bahia e do Vitória assistindo a esta entrevista em suas casas, e só então descobrindo que tinham sido expulsos. Foi o único caso de expulsão pela televisão de que se tem notícia…

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A melhor de todas as histórias que já ouvi envolvendo o futebol do Ceará refere-se à decisão da Taça Brasil de 1960, entre Fortaleza e Palmeiras.

O primeiro jogo, no Estádio Presidente Vargas, na capital cearense, o Palmeiras havia vencido com certa facilidade, por 3 a 1. Menos de uma semana depois, no dia 28 de dezembro, os dois times estavam novamente em campo, dessa vez no Pacaembu.

Surpreendentemente, o Fortaleza chegou a abrir o placar, com um gol do atacante Charuto. Mas, dois minutos depois, sofreu o empate, gol marcado por Zequinha. Ainda no primeiro tempo, Chinesinho fez Palmeiras 2 a 1, Romeiro ampliou para 3 a 1 e Julinho marcou o quarto. Novamente Charuto descontou para 4 a 2.

Na segunda etapa, Cruz, duas vezes, Chinesinho e Humberto fecharam a fatura em 8 a 2 para o Palmeiras, uma das maiores goleadas em partidas decisivas de toda a história do futebol brasileiro. Inconformado com a derrota, Charuto, o autor do gol que havia dado certa esperança ao Fortaleza, não parava de dar broncas em seus companheiros até o final do jogo. Principalmente no médio Sapenha, encarregado de marcar os atacantes palmeirenses.

“Vai em cima deles, vai em cima deles”, gritava, desesperado, o artilheiro Charuto. Ao que Sapenha respondia: “Vai tu, que foste fazer raiva aos “hômi” com aquele seu gol…” ********************************************************************************

Pertence ao futebol do Distrito Federal um triste recorde: o de menor público da história do futebol brasileiro. E que jamais será batido.

No dia 22 de junho de 1980, absolutamente ninguém foi ver o Taguatinga ganhar da Desportiva Bandeirante por 2 a 0, no Estádio Pelezão, pela sexta rodada do primeiro turno do Campeonato Brasiliense. Os gols foram marcados por Careca e Murilo.

Esses dados são do livro Curiosidades e Recordes do Futebol Brasileiro, do amigo jornalista Severino Filho, o Buim, de Teresina (PI).

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E você sabia que o Rei Roberto Carlos faz parte da letra do hino de um clube de futebol de sua cidade natal, Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo? O hino do Cachoeiro Futebol Clube é assim:

Terra de astros

Do poeta Newton Braga

Sampaio, Rubem Braga

E do Rei Roberto Carlos

Clube fidalgo

Guardado na memória

A Princesa do Sul

Fez a sua história.

por Yahoo Esportes/Celso Unzelte

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 14 Out 2008

Fatos marcantes dos 5.000 jogos do Corinthians

JOGADORES QUE DEFENDERAM A SELEÇÃO
1938 - Brandão (Meio Campo) - nenhum gol
1938 - Jaú (Zagueiro) - nenhum gol
1950 - Baltazar (Atacante) - 02 gols
1954 - Baltazar (Atacante) - 01 gol
1954 - Cabeção (Goleiro) - nenhum gol
1958 - Gilmar (Goleiro) - nenhum gol
1958 - Oreco (Zagueiro) - nenhum gol
1970 - Ado (Goleiro) - nenhum gol
1970 - Rivelino (Atacante) - 03 gols
1970 - Zé Maria (Lateral) - nenhum gol
1974 - Rivelino (Atacante) - 03 gols
1974 - Zé Maria (Lateral) - nenhum gol
1978 - Amaral (Zagueiro) - nenhum gol
1982 - Sócrates (Meio Campo) - 02 gols
1986 - Carlos (Goleiro) - nenhum gol
1986 - Casagrande (Atacante) - nenhum gol
1986 - Edson (Lateral) - nenhum gol
1994 - Viola (Atacante) - nenhum gol
1998 - Dida Goleiro - nenhum gol
2002 - Dida Goleiro - nenhum gol
2002 - Ricardinho meia - nenhum gol
2002 - Vampeta Meio Campo - nenhum gol
2006 - Ricardinho Meia - nenhum gol

QUEM MAIS JOGOU
Wladimir (Lateral-esquerdo) - 805 jogos
Luizinho (Meia) - 610 jogos
Ronaldo (Goleiro) - 602 jogos
Zé Maria (Lateral) - 599 jogos
Biro-Biro (Volante) - 589 jogos
Vaguinho (Atacante) - 551 jogos
Cláudio (Atacante) - 549 jogos
Olavo (Zagueiro) - 506 jogos
Idário (Lateral) - 468 jogos
Rivelino (Meia) - 474 jogos

QUEM MAIS FEZ GOLS
Cláudio - 305 gols
Baltazar - 267 gols
Teleco - 251 gols
Neco - 235 gols
Marcelinho - 206 gols
Servílio - 201 gols
Luizinho - 175 gols
Sócrates - 172 gols
Flávio Minuano - 170 gols
Paulo - 146 gols

ARTILHEIROS DO PAULISTÃO
1914 - Neco - 12 gols
1916 - Apparício - 7 gols
1920 - Neco - 24 gols
1922 - Gambarotta - 19 gols
1935 - Teleco - 9 gols
1936 - Teleco - 28 gols
1937 - Teleco - 15 gols
1939 - Teleco - 32 gols
1941 - Teleco - 26 gols
1942 - Milani - 24 gols
1943 - Milani - 20 gols
1945 - Servílio - 17 gols
1946 - Servílio - 19 gols
1947 - Servílio - 19 gols
1951 - Carbone - 30 gols
1952 - Baltazar - 27 gols
1967 - Flávio - 21 gols
1982 - Casagrande - 28 gols
1987 - Edmar - 19 gols
1993 - Viola - 20 gols
2006 - Nilmar - 18 gols

GOLS HISTÓRICOS NO BRASILEIRO:
1- Rivellino (1971)
100- Rivellino (1974)
200- Palhinha (1977)
300 - Sócrates (1981)
400 - Serginho Chulapa (1985)
500 - Viola (1989)
600 - Viola (1993)
700 - Alcindo (1996)
800 - Luizão (1999)
900-Gil (2001)
1000-Gil (2003)

TODOS OS ESTRANGEIROS DA HISTÓRIA (25 AO TOTAL):
1934 - José Hungarês (HUN) - zagueiro
1943 – Graham Bell (URU) - zagueiro
1961 - Espanhol (ESP) - atacante
1965 - Olesk (POL) - atacante
1965 – Adnan (LIB) - meia
1974 - Buttice (ARG) - goleiro
1976 - Hector Viera (ARG) - goleiro
1979 - Taborda (URU) - atacante
1982 - Daniel González (URU) - zagueiro
1985 - De León (URU) - zagueiro
1994 - Koichi Hashimoto (JAP) - volante
1996 - Villamayor (PAR) - lateral
1996 - Mark Frank Williams (AFS) - atacante
1997 - Freddy Rincón (COL) - volante
1998 - Carlos Gamarra (PAR) - zagueiro
2001 - Ávalos (ARG) - zagueiro
2002 - Santiago Silva (URU) - atacante
2005 - Carlos Tevez (ARG) - atacante
2005 - Sebastian Dominguez (ARG) - zagueiro
2005 - Javier Mascherano (ARG) - volante
2006 - Johnny Herrera (CHI) - goleiro
2007 - Arce (BOL) - atacante
2008 - Cristian Suárez (CHI) - zagueiro
2008 - Herrera (ARG) - atacante
2008 - Acosta (URU) - atacante

TODOS OS TREINADORES DO CORINTHIANS (82 ao total)
1910/11 - Rafael Perrone
1912/14 - Casimiro Gonzalez
1915/20 - Amílcar Barbuy
1921/25 - Guido Giacominelli
1926/28 - Ângelo Rocco
1929/31 - Virgílio Montarini
1932/34 - José de Carlo
1935/36 - José Foquer
1937/39 - Antônio Pereira
1940/42 - Del Debbio
1943/45 - João Chiavone
1946/47 - Triger
1948 - Gentil Cardoso
1949/50 - Joreca
1951 - Newton
1951/54 - Rato
1954/58 - Oswaldo Brandão
1959 - Sílvio Pirilo
1960/61 - João Lima
1961 - Jim Lopes
1961 - Alfredo Ramos
1961/62 - Martin Francisco
1962 - Fleitas Solich
1963 - Roberto Belangero
1964 - Paulo Amaral
1964/65 - Oswaldo Brandão
1965 - Filpo Nuñez
1966 - Zezé Moreira
1967/ 68 - Lula
1968 - Oswaldo Brandão
1968 - Aimoré Moreira
1969/70 - Dino Sani
1971 - Aimoré Moreira / 1971 - Francisco Sarno
1971 - Baltazar
1972 - Francisco Sarno / 1972 - Luizinho
1972/73 - Duque
1973/74 - Lustrich
1974 - Sílvio Pirilo
1975 - Milton Buzetto
1976 - Duque
1977/78 - Oswaldo Brandão
1978/79 - José Teixeira
1979/80 - Jorge Vieira
1980 - Julinho
1980 - Orlando Fantoni
1980/81 - Oswaldo Brandão
1981 - Julinho
1981/83 - Mário Travaglini
1983 - Zé Maria
1983/84 - Jorge Vieira
1984 - Hélio Maffia
1984 - Jair Picerni
1985 - Jair Picerni
1985 - Carlos Alberto Torres
1985 - Mário Travaglini
1986 - Basílio
1986 - Jorge Vieira
1986 - Rubens Minelli
1987 - Formiga
1988 - Jair Pereira
1988 - Carlos Alberto Torres
1988 - Fescina
1989 - Fescina
1989 - Basílio
1989 - Enio Andrade
1989 -Palhinha
1990 - Zé Maria / 1990 - Nelsinho Batista
1991 - Nelsinho Batista
1991 - Cilinho
1992 - Basílio
1992 - Nelsinho Batista
1993 - Nelsinho Batista
1993 - Mário Sérgio
1994 - Afrânio Riul
1994 - Carlos Alberto Silva
1994 - Jair Pereira
1994 - Mário Sérgio
1995 - Mário Sérgio
1995 - Eduardo Amorim
1996 - Eduardo Amorim
1996 - Valdyr Espinosa
1996 - Nelsinho Batista
1997 - Nelsinho Batista
1997 - Wilson Coimbra
1997 - Joel Santana
1997 - Candinho
1998 - Wanderley Luxemburgo
1999 - Wanderley Luxemburgo
1999 - Oswaldo de Oliveira
2000 - Oswaldo de Oliveira
2000 - Oswaldo Alvarez
2000 - Candinho
2001 - Dario Pereyra
2001 - Wanderley Luxemburgo
2002 - Carlos Alberto Parreira
2003 - Geninho
2003 - Júnior
2003 - Juninho Fonseca
2004 - Oswaldo de Oliveira
2004 - Tite
2005 - Daniel Passarella
2005 - Márcio Bittencourt
2005 - Antônio Lopes
2006 - Ademar Braga
2006 - Geninho
2006 - Emerson Leão
2007 – Carpegiani
2007 – Zé Augusto
2007 – Nelsinho Batista
2008 – Mano Menezes

TÉCNICOS INTERINOS NA HISTÓRIA (36 AO TOTAL)

JOSÉ AUGUSTO (4/2007 e de 27/8/2007 a 24/9/2007):
Interino durante a transição de Leão para Carpegiani. Assumiu, pela segunda vez, para fazer a transição entre Carpegiani e Nelsinho Batista.

ADEMAR BRAGA (3 a 5/2006):
Substituiu Antonio Lopes e foi efetivado, mas perdeu a Libertadores e um clássico para o São Paulo e deu lugar a Geninho.

MÁRCIO BITTENCOURT (3/2005 e 5/2005):
Foi interino duas vezes. Na segunda, depois da demissão de Passarella, foi efetivado. E foi técnico por cinco meses.

JAIRO LEAL (5 a 7/2002 e 10/2003):
Foi interino na Copa dos Campeões, enquanto Parreira trabalhava na Copa do Mundo de 2002, e em um jogo de 2003.

WALDIR JOAQUIM DE MORAIS (10/2000):
Interino em um jogo (derrota para o Bahia por 2 a 1), entre a saída de Oswaldo Alvarez e a chegada de Candinho.

JOSÉ CARLOS SERRÃO (5/2000):
Substituiu Oswaldo de Oliveira, que priorizava a Libertadores. Pela Copa do Brasil, perdeu por
1 a 0 para o Botafogo.

EDSON CEGONHA (1 a 2/2000):
Comandou o time reserva no Rio-São Paulo, enquanto Oswaldo de Oliveira preparava a equipe principal para a Libertadores.

OSWALDO DE OLIVEIRA (6 e 10/1998):
Foi interino em dois jogos durante a primeira era Luxemburgo. Substituiu o “mestre” e ganhou o Mundial de Clubes.

WILSON COIMBRA (8/1997):
Perdeu para Atlético-PR e Coritiba entre a saída de Nelsinho Baptista e a chegada de Joel Santana, no Brasileirão de 1997.

PUPO GIMENES (1/1996):
Comandou o Corinthians no Torneio Início do Campeonato Paulista de 1996. A equipe empatou duas vezes e perdeu uma.

EDUARDO AMORIM (2/1994):
Interino entre Afrânio Riul e Carlos Alberto Silva. No ano seguinte,
foi efetivado e conquistou a Copa do Brasil e o Paulistão.

MÁRCIO ARAÚJO (8/1993):
Era auxiliar de Nelsinho Baptista. Assumiu temporariamente antes da contratação de Mário Sérgio e perdeu para o Mogi Mirim.

AGUINALDO MOREIRA (5/1991, 10/1992 e 5/1996):
Preparador de goleiros, formou Ronaldo, um dos melhores da história do clube, e foi interino em três ocasiões.

ÂNGELO MACARIELLO (2/1989):
Venceu a Inter de Limeira por 2 a 0, pelo Campeonato Paulista, entre a saída de José Carlos Fescina e a chegada de Ênio Andrade.

BASÍLIO (8/1985, 5 a 7/1986, 8/1986, 4 a 5/1987 e 12/1987):
Herói de 1977, foi interino em cinco oportunidades, antes de ser efetivado, entre 1989 e 1990.

HÉLIO MAFFIA (2/1984, 6 a 8 1984 e 2/1985):
Substituiu, por alguns jogos, Jorge Vieira e Jair Picerni e fez a transição de Picerni para Carlos Alberto Torres.

JULINHO (5 a 6/1980 e 8/1980):
Interino no período em que trabalharam Jorge Vieira, Orlando Fantoni e Oswaldo Brandão. Efetivado em 1980, por 35 jogos.

NICANOR DE CARVALHO (3/1980):
Substituiu o técnico Jorge Vieira por apenas uma semana, enquanto este enfrentava problemas de saúde.

JOÃO AVELINO (10 a 11/1977):
Substituiu Oswaldo Brandão por pouco mais de um mês, logo depois que o Timão conquistou o Paulistão e encerrou a fila.

LUIZ MORAES (8/1976):
Ex-goleiro, Cabeção foi interino em um único jogo: clássico contra o São Paulo, vitória por 1 a 0, pelo Campeonato Paulista.

LUIZ TROCHILLO (4 a 5/1972 e 11/1975):
Interino duas vezes: substituiu Francisco Sarno, antes da chegada de Duque, e Sylvio Pirillo, antes de Dino Sani.

OSWALDO DA SILVA (8 e 9/1970):
O ex-atacante Baltazar foi interino em duas ocasiões, antes de assumir como efetivo no Campeonato Paulista de 1971.

OSWALDO BRANDÃO (7/1968):
Era supervisor e foi interino, antes de Aymoré Moreira assumir. Considerado por muitos, o melhor técnico da história do clube.

JOSÉ TEIXEIRA (3/1965, 11/1965 e 8/1966):
Foi técnico interino do Corinthians em três ocasiões, antes de assumir o cargo efetivamente, entre 1978 e 1979.

ROBERTO BELANGERO (6/1964):
Ídolo na campanha do título de 1954, foi interino ao substituir Paulo Amaral, de quem era auxiliar. Efetivado, durou 24 jogos.

NESI CURI (5/1963):
Era diretor de futebol do clube e assinou a súmula como técnico interino porque o paraguaio Fleitas Solich se atrasou para uma partida.

OSVALDO RODOLPHO DA SILVA (3/1961):
Ex-jogador do clube, Dino Pavão era auxiliar e foi interino por dois jogos, depois que o “chefe” João Lima deixou o cargo.

ALBINO LOTITO (6/1958):
Era diretor do clube e assumiu o cargo interinamente por dois jogos válidos pelo Torneio de Brasília, vencido pelo Corinthians.

HÉLIO FILÉ (4/1958):
Era técnico do time reserva, dirigiu o time em apenas uma partida, vitória sobre o Paulista, de Jundiaí, por 3 a 2.

JOSÉ CASTELLI (1 a 2/1958, 4 a 5/1959 e 7/1961):
Rato foi técnico efetivo em duas ocasiões – 1942/43 e 1951/54 – e interino em três. Acumulou 255 jogos.

JOSÉ GOMES NOGUEIRA (3/1957):
Interino por apenas quatro jogos, em substituição ao titular Oswaldo Brandão, que estava na Seleção Brasileira.

CLÁUDIO CHRISTÓVÃO DE PINHO (5/1954, 1/1956 e 3/1956):
Maior artilheiro da história do clube, foi interino três vezes, antes de assumir em 1958.

CLÁUDIO, SERVÍLIO e HÉLIO (7/1948):
Os três formaram um triunvirato e comandaram o Corinthians por dez jogos, entre Gentil Cardoso e Joreca.

AMÍLCAR BARBUY (2/1937):
Interino em apenas um jogo. Foi técnico efetivo em três ocasiões (1915/1920, 1934/35 e 1943), acumulando 192 jogos.

MANOEL NUNES (8/1927 a 3/1928):
Caso curioso. Foi técnico interino por quase sete meses, enquanto cumpria suspensão como jogador. Foi efetivo em 1937.

FERNANDO TORRINI (5/1919):
Foi interino do Corinthians por dez dias na ausência do capitão Amílcar Barbuy, que estava servindo à Seleção Brasileira.

RECORDES
Gol mais rápido marcado: aos 12 segundos, pelo centroavante Paulo, na vitória por 3x0 sobre o XV de Piracicaba, pelo Campeonato Paulista, em 18/11/1956.

Gol mais rápido sofrido: aos 10 segundos, marcado por Washington, do Espanha (atual Jabaquara), na vitória do Corinthians sobre seu time, de virada, em um amistoso (27/3/1957).

Maior público pagante que já assistiu a um jogo do Corinthians: 146.043 pessoas, na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1976, contra o Fluminense, no Maracanã (1x1, 5/12/1976).

Jogo com o maior número de gols: Corinthians 10 x Portuguesa 5, no dia 12 de fevereiro de 1928, Paulista do ano anterior.

Jogador mais jovem a vestir a camisa do Timão: Jô 23/3/1987 (16 anos, 3 meses e 26 dias) Corinthians 1 x 0 Guarani, 19/7/2003

Jogador mais jovem a marcar gol pelo Timão: Jô 23/3/1987 (16 anos, 5 meses e 1 dia) Corinthians 3 x 1 Inter, dia 24/08/03

Jogador mais vezes expulso com a camisa do Timão: Marcelinho Carioca, 19 expulsões em 427 jogos (22,5)

Jogador mais vezes artilheiro de um campeonato: Teleco, cinco vezes. Foi o goleador máximos dos Paulistas de 1935 (9 gols), 1936 (28 gols), 1937 (15 gols), 1939 (32 gols) e 1941 (26 gols).

Jogador que marcou mais gols em um só jogo: Zuza, atacante, 6 gols (Corinthians 10 x Sírio 1, Campeonato Paulista, 21/05/1933)

Jogador que marcou mais gols contra o Corinthians em um só jogo: Roberto Dinamite, atacante do Vasco, 5 gols (Vasco 5 x Corinthians 2, Campeonato Brasileiro, 04/05/1980).

Time que mais marcou gols na meta do Corinthians: Palmeiras, 481 gols

Jogador que mais marcou gols no Corinthians: Pelé, 50 gols

Jogadores mais vezes campeão pelo Corinthians: Armando Del Debbio, Marcelinho Carioca e Kléber, com oito conquistas, e Ricardinho, com sete conquistas)

Técnico que mais venceu: Oswaldo Brandão, com 138 triunfos (54 a 57)

Técnico de melhor aproveitamento: José Foquer, com 74% (35 e 36)

Técnico que mais trabalhou no clube: Oswaldo Brandão - cinco vezes

Técnico que menos ficou no cargo: Júnior, com duas partidas, em 2003

JOGOS MARCANTES
10 JOGOS PARA ESQUECER
Grêmio 1 x 1 Corinthians, dia 2/12/07 (confirmação da queda)
Corinthians 1 x 3 River Plate, dia 5/6/06 (Libertadores de América)
Corinthians 1 x 2 River Plate, dia 14/5/03 (Libertadores de América)
Corinthians 1 x 3 Grêmio, dia 17/6/01 (Copa do Brasil)
Palmeiras 3 x 2 Corinthians, dia 6/6/00 (Libertadores de América)
Palmeiras 4 x 0 Corinthians, dia 12/6/93 (Campeonato Paulista)
São Paulo 3 x 0 Corinthians, dia 2/12/84 (Campeonato Paulista)
Inter 2 x 0 Corinthians, 12/12/76 (Campeonato Brasileiro)
Palmeiras 1 x 1 Corinthians, 22/12/74 (Campeonato Paulista)

10 JOGOS PARA LEMBRAR
Goiás 3 x 2 Corinthians, dia 4 de dezembro de 2005 (Campeonato Brasileiro)
Corinthians 7 x 1 Santos, dia 6 de novembro de 2005 (Campeonato Brasileiro)
Vasco 0 x 0 Corinthians, dia 14 de janeiro de 2000 (Mundial de Clubes da Fifa)
Corinthians 1 x 0 São Paulo, dia 16 de dezembro de 1990 (Campeonato Brasileiro)
Guarani 0 x 1 Corinthians, dia 31 de julho de 1988 (Campeonato Paulista)
Corinthians 1 x 0 Ponte Preta, dia 13 de outubro de 1977 (Campeonato Paulista)
Fluminense 1 x 1 Corinthians, dia 5 de dezembro de 1976 (Campeonato Brasileiro)
Corinthians 4 x 3 Palmeiras, dia 25 de abril de 1971 (Campeonato Paulista)
Corinthians 2 x 0 Santos, dia 6 de março de 1968 (Campeonato Paulista)
Corinthians 1 x 1 Palmeiras, dia 6 de fevereiro de 1955 (Campeonato Paulista)

Lancenet

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 14 Out 2008

Cabeção, sombra do grande Gilmar

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Foto tirada do jogo Vasco da Gama x Corinthians em 23/05/65 no Maracanã. O jogo terminou 1 x 1, com gols de Rivelino e Oldair.

Reparem na foto que Cabeção neste jogo estava sem luvas. Logo ele que introduziu no Brasil as luvas.
Travou renhidas “batalhas” com Gylmar, nos anos 50, pela camisa 1 do Timão. Nascido no dia 23 de agosto de 1930, Cabeção jogou no Parque São Jorge de 1949 a 1966.

Pelo Corinthians, o ex- goleiro atuou em 330 jogos, sofreu 419 gols e um gol contra. Cabeção era o goleiro da boa fornada de aspirantes que subiu ao time principal a partir de 1949, junto com Idário, Roberto e Luizinho.

Começou no clube ainda como infantil, em 1938, e, ao longo da carreira saiu várias vezes, vendido ou por empréstimo, para a Portuguesa, o Bangu, e o Comercial de Ribeirão Preto. Mas sempre retornou ao Parque São Jorge.

Dizia-se que nos jogos noturnos Cabeção não apresentava a mesma eficiência dos diurnos. Mesmo assim, foi campeão paulista em 1951, como titular absoluto, e em 1954, atuando em alguns poucos jogos.

Na campanha do bicampeonato, em 1952, era banco de Gilmar (sua grande sombra dentro do Parque São Jorge) e não chegou a entrar em campo nenhuma vez.

Esteve na Copa do Mundo da Suiça, em 1954, como reserva de Castilho.

Antes de abandonar a carreira, em 1967, passou também pela Portuguesa Santista.

Curiosidades

- Sócio desde 1942 do Sport Club Corinthians Paulista (número 2.051);

- Foi o primeiro goleiro que trocou a cor da camisa (preta por cinza);

- Primeiro goleiro no Brasil que introduziu luvas, em 1957 (Gylmar foi o primeiro a descartar joelheiras, em 1958);

Obs: com relação a altura dos goleiros, ele e Aimoré, Jurandir, Barbosa, Castilho, Veludo, Gylmar e Valdir Joaquim de Moraes, tinham altura entre 1m75 e 1m80, e todos tiveram excelentes atuações, com passagens pela seleção brasileira, época que não havia treinadores de goleiros. Segundo Cabeção, o que acontece hoje é vários treinadores de goleiros são preparadores físicos, treinam muito, mas não sabem corrigir os erros.
Cabe    o nos anos 50 - Cabe    o nos anos 50
Nesta foto Cabeção está ao lado de Homero e Rosalem.

Só sumulas
Miltom Neves

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 13 Out 2008

São Paulo 1991, Palmeiras 2003 ou Corinthians 2008?

O Corinthians praticamente garantiu o acesso para a elite do futebol
brasileiro. E nos botequins a pergunta comum agora é a seguinte: Quem foi
mais eficiente dos times que já disputaram a Segundona? Aqui, estão separadas
três forças paulistas que já viveram o drama do rebaixamento, mas que
conseguiram dar a volta por cima: o São Paulo, que disputou a Segundona ( em termos ) do
Paulistão de 91, o Palmeiras, vencedor da Série B do Brasileiro de 2003, e o
Corinthians, que faz, em 2008, brilhante campanha na mesma Série B nacional.
Como sou detalhista, não fiz questão apenas de escalar os times com 11
jogadores. Também “selecionei” os principais suplentes. Então, vamos
conferir as equipes, escaladas sempre no 4-4-2, pois assim facilita as
comparações (peça por peça). Veja abaixo:

SÃO PAULO 1991 – Time base: Zetti; Cafu, Antônio Carlos, Ronaldão e
Nelsinho; Sidnei, Suélio, Raí e Elivélton; Muller e Macedo. Técnico: Telê
Santana. Seis reservas: Alexandre (promissor goleiro, que morreu em 1992),
Adilson (experiente zagueiro, também usado algumas vezes como volante),
Vitor (lateral-direito), Eraldo (dublê de volante e meia), Rinaldo
(ex-Fluminense e dublê de meia e ponta-esquerda) e Baiano (atacante que
depois jogou no Noroeste).

PALMEIRAS 2003 – Time base: Marcos; Baiano, Daniel, Leonardo e Lúcio;
Marcinho Guerreiro, Magrão, Diego Souza e Élson; Edmilson e Vágner Love.
Técnico: Jair Picerni. Seis reservas: Sérgio (goleiro), Glauber (zagueiro),
Corrêa (versátil jogador que atuava na lateral e também no meio de campo),
Fábio Gomes (volante campeão da Copa do Brasil pelo Sport em 2008), Pedrinho
(meia que voltou ao Vasco em 2008) e Muñoz (atacante colombiano).

CORINTHIANS 2008 – Time base: Felipe; Alessandro, Chicão, William e André
Santos; Fabinho (machucado, Fabinho foi substituído por Cristian, mas atuou
na maioria dos jogos), Elias, Douglas e Morais; Dentinho e Herrera. Técnico:
Mano Menezes. Seis reservas: Júlio César (goleiro), Fábio Ferreira
(zagueiro), Carlos Alberto (polivalente jogador que atua na lateral e no
meio de campo), Eduardo Ramos (dublê de volante e meia), Lulinha
(meia-atacante) e Acosta (machucado, mas que atuou a maioria dos jogos do
primeiro turno).

Adversários de cada um

E então: qual time paulista da “Segundona” foi o melhor? Vale lembrar que
alguns dos principais adversários do São Paulo, na espécie de Série B do
Paulistão de 91, foram Catanduvense, Olímpia, Juventus, Santo André, Ponte
Preta, Marília, Sãocarlense e Internacional de Limeira. Já o Palmeiras teve
como principais rivais na Série B do Brasileirão de 2003 equipes como o
Botafogo (vice-campeão), Sport, Marília, Brasiliense, Santa Cruz, Remo,
Náutico e Portuguesa. E agora, em 2008, o Corinthians parece ter como
maiores obstáculos na Série B tupiniquim as equipes do Vila Nova (GO), Avaí,
Santo André, Ponte Preta, Barueri, Bahia, Juventude e Ceará.

Titulares de Telê foram os melhores; Verdão teve mais pedreiras

Em minha opinião, contando apenas os 11 titulares, o São Paulo 91 tem o
melhor time. O Tricolor, que voltou à “Primeirona” do futebol paulista,
tinha ainda Telê Santana.
O melhor elenco (opções para o treinador) é o do Corinthians. E o time que
teve adversários mais duros para retornar à elite foi mesmo o Palmeiras. O
São Paulo, em compensação, enfrentou _exceto raríssimas equipes_ espécies de
“Ilhas Salomão do futebol de campo”, em 1991. Você concorda?

Goleiros de peso

Zetti estava em alta no São Paulo 91. Marcos já era ídolo _há pelo menos
quatro anos_ no Palmeiras, que subiu em 2003. E Felipe ainda é uma esperança
da Fiel, apesar dos terremotos frequentes vividos no Parque São Jorge. Todo
time grande começa por um bom goleiro. Os três parecem ter seguido o velho e
batido ditado.

Estrelas e símbolos

As principais estrelas são-paulinas em 1991 eram Raí e Muller. O Palmeiras
viu despontar em 2003 o artilheiro Vágner Love, que em pouco tempo
conquistou o mundo verde. O argentino Herrera, com seu estilo guerreiro,
pode ser apontado como símbolo do time corintiano 2008.

site Milton Neves
Rogério Micheletti

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 13 Out 2008

Duas vezes 5 x 5 não se vê toda hora….menos ainda na mesma semana!

CORINTHIANS (SP) 5 x 5 VASCO DA GAMA (RJ)
Data: 17/04/1955
Torneio Rio-São Paulo
Local: Pacaembu
Renda: Cr$ 506.375,00
Juiz: José Gomes Sobrinho
Gols: Pinga, Rafael, Vavá (3), Carbone, Ademir, Cláudio (pênalti), Baltazar(2)
CORINTHIANS: Gilmar, Homero e Alan, Olavo, Goiano e Roberto, Cláudio, Luizinho, Baltazar, Rafael (Carbone) e Simão /Técnico: Oswaldo Brandão
VASCO DA GAMA: Vitor Gonzalez (Hernâni), Paulinho e Belini, Jofre (Amauri), Adésio e Dário, Sabará, Ademir de Menezes (Iedo), Vavá, Pinga e Alvinho / Técnico: Flavio Costa.
Obs: Goiano foi expulso

CORINTHIANS (SP) 5 x 5 PORTUGUESA DE DESPORTOS (SP)
Data: 14/04/1955
Torneio Rio-São Paulo
Local: Pacaembu
Renda: Cr$ 178.618,00.
Juiz: João Etzel Filho.
Gols: Nonô (2) , Ortega, Julinho, Airton, Claudio, Simão, Luisinho, Edmur e Átis
CORINTHIANS: Gilmar (Cerri), Homero e Olavo, Idário, Goiano e Roberto, Cláudio, Luisinho, Carbone, Nonô e Simão. Técnico / Oswaldo Brandão.
PORTUGUESA DE DESPORTOS: Lindolfo, Nena e Floriano, Djalma Santos, Ceci e Zinho; Julinho (Átis), Zé Amaro, Airton (Ipojucã), Edmur e Ortega / Técnico / Délio Neves

site Só sumulas

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 13 Out 2008

O Jogo: Fla x América de 06/12/1960 - O craque: Calazans

No dia 6 de Dezembro de 1960, num domingo, América e Flamengo se enfrentaram
no Maracanã pelo 2ºTurno do campeonato carioca desse ano e houve o empate de
1 tento a 1. Nesse ano os americanos foram os campeões estaduais.

Principais artilheiros do campeonato

Quarentinha (Botafogo) 25 gols.
Waldo (Fluminense) 14.
Pinga (Vasco) 12.
Gérson (Flamengo) e Maurinho (Fluminense) 10.

O Jogo

AMÉRICA (RJ) 1 X 1 FLAMENGO(RJ)
Data: 06/11/1960
Campeonato carioca
Local: Maracanã
Juiz: Armando Marques
Gols: Calazans (AME) e Henrique (FLA)
AMÉRICA: Pompéia, Jorge, Djalma Dias, Wilson Santos, Ivan, Amaro, João
Carlos, Calazans, Quarentinha, Antoninho, Nilo / Técnico: Jorge Vieira
FLAMENGO; Ari, Bolero, Monim, Jadir, Vanderlei, Carlinhos, Moacir, Othon,
Henrique, Luis Carlos,Germano / Técnico:

O Craque: Calazans

José Alves Calazans, nasceu em 13 de agosto de 1934 em Salvador (BA).
Ex-ponta-direita do América do Rio, campeão carioca de 1960, está aposentado
como oficial de fazenda do Governo do Rio de Janeiro e continua morando na
ex-capital do estado da Guanabara. Lá, ele já foi motorista particular de
deputado da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.

O Atacante iniciou sua bela carreira no Bangu AC, onde jogou ao lado de seu
saudoso irmão Zózimo Alves Calazans (o Zózimo, bi-campeão mundial pelo
Brasil nas Copas de 1958 e 1962) e de Zizinho, Nívio, Décio Esteves, dentre
outros grandes jogadores.

De lá, do Bangu, Calazans transferiu-se para o América do Rio, quando foi
contratado como substituto do badalado e célebre Canário, que fora vendido
para o Real Madrid, da Espanha. Depois do América, Calazans, em 1961,
transferiu-se para o Fluminense onde encerrou a carreira.

Foi campeão carioca em 1960 numa memorável final contra o Fluminense, onde
bastava aos tricolores somente um empate, mas, com uma grande atuação de
Calazans e companheiros, O América sagrou-se campeão.

Um dos fatos mais marcantes da carreira de Calazans foi o encontro que ele
teve mais o resto do elenco com a torcedora símbolo do América Tia Rute,
antes da final de 1960. Ela estava Grávida e passando mal Foi atendida no
posto médico e aconselhada a ir para casa. Calazans levantou-se e chegando
perto de Tia Rute disse: “Tranqüilize-se minha senhora, nós sabemos da
missão que temos a cumprir”. Ela acabou tendo permissão médica para assistir
ao jogo e ver o seu Mequinha ganhar do Flu e levar o campeonato. Após o jogo
teve outro encontro com os campeões onde Calazans falou emocionado: “Minha
senhora com está se sentindo? A senhora nos impressionou de tal forma que
nós precisávamos ganhar, não só por nós, mas pela senhora também. Essa
vitória foi dedicada a senhora. Já falei em várias emissoras a seu respeito”
. “Beijei-o e agradeci”- disse Tia Rute.

Clubes:
Bangu-RJ(1953-1959)
America-RJ(1960)
Fluminense(1961-1963)

Títulos
Copa Oswaldo Cruz: 1956(Brasil)
Copa O’Higgins: 1956(Brasil)
Campeonato Carioca: 1960(América)

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 11 Out 2008

Foto do 1° gol do Morumbi

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Peixinho (camisa 7) marca de cabeça o primeiro gol da história do Morumbi, na vitória do São Paulo contra o Sporting de Portugal por 1 a 0, em amistoso internacional. A foto é do dia 2 de outubro de 1960 e do lado esquerdo, entre dois marcadores lusitanos, você confere o meia Gonçalo.

Ainda inacabado, veja a foto do dia da inauguração, dia 2 de outubro de 1960, com um jogo contra o Sporting de Lisboa. O time do São Paulo: Poy, Ademar, Gildésio e Riberto; Fernando Sátiro e Vítor; Peixinho, Jonas (Paulo), Gino, Gonçalo (Cláudio) e Canhoteiro.
morumbi inacabado - morumbi inacabado

Tricolor Paulista Net
Milton Neves

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 10 Out 2008

Time dos jornalistas em SP

Descubra os times dos jornalistas
e apresentadores que você tanto gosta… ou não gosta!

Jornalista Time Jornalista Time
Adriana Bittar São Paulo José Silvério Cruzeiro
Angelo Ananias São Paulo José Trajano América RJ
Acaz Felleger Palmeiras Jota Júnior Palmeiras
Alberto Helena Júnior São Paulo Juarez Soares Corinthians
Alberto Nascimento Corinthians e V.Gama Juca Kfouri Corinthians
Alessandra do Valle São Paulo Juninho Furacão Palmeiras
Alessandro Nunes Corinthians Leandro Quesada Corinthians
Alex Müller Palmeiras Lélio Santos
Alexandre Silvestre São Paulo Ligeirinho Corinthians
Alexandre Vianna Corinthians Lourenço DiaférriaCorinthians
Ana Paula Abrão São Paulo Luciana di MichelliPalmeiras
André Cardoso Palmeiras Luciano do Valle PontePreta
André Galvão Palmeiras Luciano Faccioli Santos
André Henning Corinthians Luciano Huck Corinthians
André Kfouri Corinthians Luis Augusto Maltoni SãoPaulo
André Müller São Paulo Luis Carlos QuartaroloSantos
André Plihal São Paulo Luis Henrique GurianCorinthians
Antonio Édson Corinthians Márcio Bernardes Comercial
Armando Nogueira Botafogo Marco Bello Corinthians
Astrid Fontenelle Corinthians Marcos Luiz Corinthians
Beto Hora Corinthians Marcos Mion São Paulo
Bruno Prado São Paulo Marcos Roberto São Paulo
Bruno Filho Corinthians Marília GabrielaCorinthians
Cacá Rosset Corinthians Maurício Noriega Palmeiras
Caroline Knoploch São Paulo Mauro Betting Palmeiras
Casagrande Corinthians Mauro Miranda Santos
Cássio Politi Corinthians Mauro Naves Corinthians
Celso Kinjô Corinthians Milton Leite Corinthians
César Augusto Guarani Milton Neves Santos
César Filho São Paulo Nílson César São Paulo
Chico Anísio Palmeiras e Vasco da Gama Octávio Muniz Corinthians
Chico Lang Corinthians Osmar Santos Palmeiras
Chico Sobrinho Corinthians Oswaldo Maciel São Paulo
Ciro Jatene Corinthians Otávio Mesquita Palmeiras
Claudio Carsughi Fiorentina Paulinho Arapuã Cruzeiro
Cléber Machado Santos Paulo Henrique AmorimFluminense
Cléo Brandão São Paulo Paulo Roberto MartinsSantos
Débora Menezes Corinthians Paulo Vinícius CoelhoPalmeiras
Dirceu Maravilha Palmeiras Pedro Bassan Corinthians
Domenico Gato Palmeiras Pedro Luiz Ronco Corinthians
Éder Luiz Marília Porpetone Corinthians
Eduardo Afonso Portuguesa Ratinho Palmeiras
Eduardo Castro Palmeiras Raul Drewnick Corinthians
Eduardo de Menezes Palmeiras Raul Drewnick FilhoCorinthians
Eduardo Maluf São Paulo Reinaldo Porto Corinthians
Elia Júnior Palmeiras Ricardo Andreoni (Madureira)Flamengo
Fabio Seródio São Paulo Ricardo CapriottiCorinthians
Fausto Silva Santos Ricardo Perrone São Paulo
Fernanda Gonçalves Palmeiras Roberto Avallone Palmeiras
Fernando Fernandes Juventus Roberto Benevides Vasco daGama
Fernando Fontana Corinthians e Newcastle Roberto Carmona Atlético Paranaense
Fernando Solera São Paulo Roberto Hais Corinthians
Fernando Vanucci Botafogo Roberto Monteiro Palmeiras
Ferreira Martins Corinthians Rodrigo Vessoni Corinthians
Fiori Gigliotti Palmeiras Romeu César Francana
Flávio Adauto Corinthians Salomão Ésper Corinthians
Flávio Gomes Portuguesa Serginho Groismann Corinthians
Flávio Prado Ponte Preta Sérgio Loredo Corinthians
Fuzil Corinthians Sílvio Luiz São Paulo
Galvão Bueno Flamengo Thomaz Rafael Corinthians
Gastão Moreira Corinthians Thunderbird São Paulo
Gérson São Paulo e Fluminense Tiago Torriceli São Paulo
Gílson Ribeiro Corinthians Toni José Corinthians
Gustavo Villani São Paulo Valmir Jorge Corinthians
Henrique Guilherme São Paulo Valmir Storti Santos
Hermano Henning Corinthians Vanderlei Ribeiro São Paulo
Heródoto Barbeiro Corinthians Vinicius Saponara Corinthians
Ivo Morganti Santos Wanderlei Nogueira São Paulo
Jô Soares Fluminense Wellington Campos Fluminense
João Zanforlin Corinthians Zé Luiz Corinthians
José Calil Santos Zé Paulo Corinthians
José Paulo de Andrade São Paulo

http://www.thomazrafael.com.br

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 09 Out 2008

Grandes que ja “cairam” pelo mundo

No Brasil era inimaginável pensar há alguns anos em um time grande
disputando a segunda divisão. Viradas de mesa, como se define maracutaias
para evitar o descenso deste ou daquele eram comuns, até 2002. Naquele ano,
os grandes e ex-campeões nacionais Palmeiras e Botafogo foram rebaixados. E
em 2003 tiveram que disputar a Segundona.

Voltaram à Série A no campo, mas depois foram seguidos por Grêmio (2003) e
Atlético-MG (2004). E finalmente o futebol brasileiro pôde se assemelhar em
algo ao futebol de outros países: por lá, diversas potências já tiveram sua
passagem pela divisão de acesso. Vejamos:

ITÁLIA

Dos poderosos, apenas o Internazionale de Milão nunca flertou com o
descenso. Mas curiosamente os rebaixamentos de dois grandes, o Juventus e o
Milan, se assemelham um pouquinho ao que aconteceu com o Corinthians em
2007: escândalos.

O Timão foi rebaixado no campo, ao contrário dos italianos, que caíram por
decisão de cartolas depois que vieram à tona denúncias. Em 1980, o Milan se
envolveu na máfia da loteria, que arrumava resultados com jogadores
envolvidos. Foi para a Série B, se desestruturou, voltou, mas em 82 caiu de
novo, desta vez nas quatro linhas.

O Juventus esteve envolvido nos problemas de arbitragem, em 2006, pouco
antes da Itália ser campeã do mundo. Foi para a Segundona e voltou na
temporada seguinte, segurando muito dos figurões em seu time, apesar da
queda.

O Corinthians teve devassada sua parceria com o Grupo MSI este ano.
Denúncias de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, que acabaram
refletindo no desempenho do time em campo e no rebaixamento.

FRANÇA

O Olympique de Marselha era a potência da França, algo como o Lyon é hoje.
Mas no início dos anos 90, o time teve suas finanças investigadas e foram
encontradas irregularidades que rebaixaram o Olympique. Para piorar, o time
perdeu o direito, em 93, de disputar a final do Mundial Interclubes contra o
São Paulo, em Tóquio, já que perdeu seu título de campeão europeu para o
Milan naquela temporada. Eles nunca mais foram os mesmos após a queda.

INGLATERRA

Não há grande que não tenha caído na Inglaterra. O Manchester United, que já
foi considerado o clube mais rico do planeta e prioriza o planejamento, caiu
em 1974, voltando no ano seguinte. O Liverpool, campeão europeu em 2005,
visitou a segundona inglesa por cinco oportunidades: 1892, 1895, 1904, 1942
e 1954.

E o Arsenal, da capital Londres, caiu já faz tempo, mas caiu: foi 1913. Lá
não tinha virada de mesa nem na época do amadorismo…

ARGENTINA

Boca Juniors, River Plate e Independiente jamais disputaram a segundona. Mas
nossos hermanos têm um regulamento que facilita para os grandes, sempre mais
ricos que os rivais: o rebaixamento é feito com base na média na
participação de oito (quatro clausuras e quatro aperturas) campeonatos
seguidos. E fica impensável imaginar Boca ou River dando vexames algumas
temporada seguidas.

O PIONEIRO NO BRASIL
Fluminense Football Club: O Pioneiro da queda dos grandes no Brasil

Em 1996, o clube foi rebaixado para a segunda divisão. Devido a um escândalo
envolvendo compra de árbitros e manipulação de resultados, cujo pivô era o
diretor da Comissão de Arbitragem na época, Ivens Mendes, o Fluminense foi
reconduzido à Série A.

Mas a lição não foi aprendida e os mesmos erros continuaram a ser cometidos.
O clube sofreu sua segunda queda seguida. Desta vez, caiu mesmo. Em 1998, o
momento mais humilhante da história do Fluminense. O time foi rebaixado para
a terceira divisão.

Dos grandes do Brasileirão, os times que nunca disputaram a série B do
Brasileirão está ficando num “clube” cada vez menor:
Flamengo, Cruzeiro, São Paulo, Internacional, Vasco e Santos.
A tendência é este ” clube ” ficar menor ainda.

Conforme o site www.forumdeprima.com, segue mais uma informação para
enriquecer o tópico dos grandes clubes:
Inglaterra: todos já caíram
França: todos já caíram
Itália: apenas a Inter nunca caiu
Alemanha: apenas o Hamburgo nunca caiu
Espanha: apenas Atletic Bilbao, Real Madrid e Barcelona nunca caíram.

Como o rebaixamento deixa muita tristeza em seus torcedores, fica aqui registrado o depoimento de uma jornalista que viajou para Porto Alegre com a Fiel na última partida do Corinthians no Brasileirão de 2007:
Porto Alegre, 2 de dezembro de 2007.

Querido Corinthians,

Escrevo-te para pedir desculpas. Desculpa-me por eu ter fraquejado, por ter perdido as esperanças, por não mais ter tido voz para te empurrar nem forças para ficar de pé. Peço perdão por não ter conseguido conter a emoção e ter derramado lágrimas diante de nossos opositores.

Desculpa-me por eu ter te deixado, meu amado Corinthians, por tanto tempo nas mãos de corruptos. Sei que demorei demais para correr em seu socorro. Perdão por eu ter tolerado, por tanto tempo, jogadores que não honraram seu nome e tradição, que não deram valor à sua camisa.

Grande Corinthians, mais que tudo, me perdoe por estar sentindo raiva. Você, que sempre me deu tanto orgulho e alegria, não merece nada disso. Não merece o desprezo, a humilhação, não merece o rebaixamento. Desculpe mais uma vez por eu ter deixado que tudo isso te atingisse.

Prometo que esses erros jamais se repetirão. Prometo a ti, Corinthians amado, não perder mais um minuto me lamentando. Gastarei minhas energias lutando por seu renascimento. E se você vai para a Segundona, é para lá que eu vou também!

“Eu nunca vou te abandonar, porque eu te amo. Eu sou Corinthians!”

Débora Miranda tem 28 anos e é repórter do G1

Fonte: Globoesporte.com

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 09 Out 2008

Histórias de paradinhas

Histórias de paradinhas

Ela voltou, e está causando a maior polêmica. Popularizada por Pelé nos anos 60, a paradinha na hora de cobrar o pênalti andou meio esquecida. Agora, tem sido usada com freqüência neste Brasileiro. Às vezes vale, às vezes não — e ninguém entende por quê. A paradinha consiste em travar a corrida antes de bater na bola na hora de cobrar o pênalti. Geralmente, o goleiro se mexe para um dos lados, e aí é só tocar para o outro. Segundo o ex-goleiro Lalá, reserva de Laércio e, depois, de Gilmar no grande Santos de Pelé, a paradinha foi inventada nas brincadeiras entre os jogadores daquele time, que aconteciam logo depois dos treinos. Quem gostava muito de usar a paradinha para divertir-se às custas do próprio Lalá era o lateral Dalmo. Pelé observou a jogada. E um dia resolveu aplicá-la nos jogos para valer. ***************************************************************************
No dia 6 de fevereiro de 1962, o Santos enfrentou o River Plate, em Buenos Aires, durante uma excursão à América do Sul. Acabou perdendo por 2 a 1, mas naquele jogo teve um pênalti a seu favor, cobrado por Pelé pela primeira vez com a paradinha.O árbitro argentino Aurélio Bossolino não só invalidou o lance como marcou falta contra o Santos. Algum tempo depois, a FIFA pronunciou-se considerando errada a atitude do árbitro, por ter beneficiado o infrator. Porém, durante um bom tempo, não mais se pronunciou sobre o assunto paradinha. ***************************************************************************
Bossolino era considerado um árbitro imparcial, independente. Tão imparcial e independente que muitas vezes não interessava tê-lo apitando certos jogos. Foi o que aconteceu em um certo Brasil x Uruguai, disputado no Pacaembu, pela Copa Rio Branco, em 1967.Premeditadamente, o então presidente da Federação Paulista de Futebol, João Mendonça Falcão, mandou buscar o árbitro argentino de carro. E orientou para que o motorista ficasse rodando com ele pelas ruas da cidade, indefinidamente. Com isso, Bossolino acabou se atrasando, e quando chegou ao Pacaembu a partida já estava sendo apitada por um de seus auxiliares, o brasileiro Romualdo Arppi Filho. O Brasil ganhou por 2 a 0.
***************************************************************************
Ainda sobre a paradinha: também é falsa a idéia de que a FIFA um dia a tenha proibido ou liberado. O assunto só foi tratado em deliberação do International Board após a Copa do Mundo de 1998 e antes da Eurocopa de 2000, quando se definiu que na hora da cobrança do pênalti o goleiro poderia se movimentar, desde que em cima da linha do gol. Pelo princípio de isonomia, procurando dar a mesma vantagem para os dois lados, o atacante também passou a poder fazer o seguinte, conforme explicita o texto das leis do futebol:“UTILIZAR FINTAS DURANTE A EXECUÇÃO DE UM TIRO PENAL PARA CONFUNDIR OS ADVERSÁRIOS É PARTE DO FUTEBOL E ESTÁ PERMITIDO. NO ENTANTO, O ÁRBITRO DEVERÁ ADMOESTAR O JOGADOR SE CONSIDERA QUE ESTA FINTA REPRESENTA UM ATO DE CONDUTA ANTIESPORTIVA”.Mesmo assim, a regra não fala explicitamente da paradinha, mas, sim, de “fintas”. E como definir o que é finta e o que é conduta antiesportiva? Durma-se com um barulho desse…

Por Celso Unzelte

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 09 Out 2008

“Causos” de Norte a Sul no futebol - Letra A

Para homenagear os torcedores de todos os Estados brasileiros, a coluna de Celso Unzelte começa a publicar nesta semana curiosidades e pequenas histórias de futebol colhidas de Norte a Sul, com os devidos créditos a seus autores ou às publicações de onde foram retiradas. Comecemos pela letra “A”. No Acre, campeonatos de futebol são disputados desde 1921, quando a Liga Acreana de Esportes Terrestres(Laet) organizou a primeira disputa amadora. Naquele período extra-oficial, o Rio Branco chegou a ganhar 13 títulos seguidos, entre 1935 e 1947.Seria um verdadeiro recorde nacional, batendo, até, os decacampeonatos do ABC (campeão potiguar dez vezes seguidas, de 1932 a 1941) e do América (também dez vezes seguida campeão mineiro, de 1916 a 1925). Mas como a Federação local oficializa apenas os resultados dos campeonatos a partir de 1947, o Rio Branco não pode se gabar desse recorde. Futebol profissional no Acre, só de 1989 para cá. ***************************************************************************
Talvez o maior craque de toda a história do futebol de Alagoas tenha sido Edevaldo Alves de Santa Rosa, o Dida, campeão mundial pela Seleção Brasileira em 1958 e maior artilheiro da história do Flamengo até o surgimento de Zico. Curiosa é a história de como ele trocou o Centro Sportivo Alagoano (CSA), de Maceió, pelo rubro-negro carioca.“Como cheguei ao Flamengo? Foi praticamente um seqüestro”, afirmou o velho craque, em 1990, a Edilberto Coutinho, autor do livro Nação Rubro-Negra, da coleção Grandes Clubes do Futebol Brasileiro e Seus Maiores Ídolos, da Fundação Nestlé de Cultura. Quem descobriu Dida, na verdade, foi a delegação do time de vôlei do Rubro-Negro, que excursionava pelo Nordeste. Em um momento de folga, os cariocas resolveram ver um jogo entre as Seleções de Alagoas e da Paraíba, em que Dida marcou três gols. De volta ao Rio, recomendaram o nome dele ao técnico do time de futebol, Fleitas Solich, que mandou buscar o jogador em Alagoas.
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Diz a lenda que a linha demarcatória do meio de campo do gramado do Estádio Milton Corrêa, em Macapá, capital do Amapá, fica bem em cima da Linha do Equador. Metade do campo ficaria no Hemisfério Norte e a outra metade no Hemisfério Sul. ***************************************************************************Carlos Zamith, autor do livro Baú Velho, é o grande historiador do futebol do Amazonas. É ele quem conta a seguinte história.“No ano de 1939, o Paysandu, de Belém, veio a Manaus sob o patrocínio do Fast Club para uma série de jogos amistosos. […] O time paraense era o campeão da temporada 1939 em seu Estado, após 25 anos de espera. […] A delegação visitante ficou alojada na sede do Fast, na época nos altos de um prédio da rua Tamandaré.O Paysandu estreou contra a União Esportiva Portuguesa e venceu pela contagem de 3 a 1 […]. O jogo seguinte foi contra o Olympico Clube […]. O marcador acusava 2 a 2 até os 30 minutos do segundo tempo. Houve um tremendo sururu em campo em virtude de uma jogada violenta do zagueiro Tuta no atacante paraense Heitor. O jogo ficou por algum tempo parado e não chegou a ser concluído. Os paraenses, inconformados com a atitude do árbitro, que não expulsou o jogador amazonense, retiraram-se de campo.No dia seguinte, a notícia correu a cidade: os jogadores do Paysandu viajaram de volta pelo navio Almirante Jaceguai, mas em represália fizeram xixi e cocô nas taças conquistadas pelo Fast em outras batalhas, que estavam bem guardadas em uma estante… ***************************************************************************

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 03 Out 2008

Quem será rebaixado? Quem será Campeão?

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Segundo matemático, um carioca deve cair. E Verdão já tem mais chances que o Grêmio de ser campeão

O preciso matemático gaúcho Tristão Garcia apontou: “Existe 90% de chances de algum time do Rio terminar o Brasileiro entre os quatro últimos. No caso de dois times cariocas caírem juntos, a chance é de 32%”.
Ele também cravou que um campeão brasileiro tem tudo para descer à Segundona. “Existe 99% de chance de um campeão brasileiro cair (Fluminense, Vasco, Santos e Atlético-PR e Atlético-MG). Considero até o 12º lugar, o Atlético-MG.”
Já na briga pelo título, o estatístico restringe a disputa a três times. O Palmeiras já aparece com a maior probabilidade de ser penta (39%), enquanto o tri do Grêmio tem 36% das possibilidades. O Cruzeiro corre por fora, com 14%.

Postado no blog de Milton Neves em 23.09.2008

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 30 Set 2008

A ” NEGRA MALUCA ” de 1955 no Maracanã

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Marlene olhou pidona para o noivo:
“Miro, vamos ao cinema domingo à noite? O Cine Real tá levando o filme A ponte de Waterloo com a Vivien Leigh e o Robert Taylor. É a história de uma jovem que se prostitui pensando que o noivo morreu na 2ª guerra mundial. Dizem que é lindo!”
Miro coçou a cabeça pensativo.
Domingo, o seu América iria fazer o segundo jogo da decisão contra o Flamengo. Fez então uma promessa: “Se o América ganhar do Flamengo eu te levo ao cinema”.
Pela primeira vez Marlene uniu-se ao namorado para ouvir a narração de um jogo de futebol pelas ondas da rádio Tupi do Rio de Janeiro.
Na primeira partida, o Flamengo vencera por 1 a 0 com gol do Evaristo. Marlene roeu unhas até sangrar e, para sua felicidade, o América goleou o Flamengo por 5 a 1. Parecia mentira, afinal era 1º de abril.
Miro cumpriu a promessa: colocou Marlene no guidão de sua bicicleta e dirigiu pelas poeirentas ruas do Guarani até o cinema no centro de Brusque, onde assistiram ao filme.
A revanche vitoriosa do Mequinha levou a decisão do campeonato carioca para um terceiro jogo.Dia 4 de abril, quarta. Maracanã lotado. Na negra, o Fla conquistou o tri para tristeza do Miro que lamenta até hoje o fato de que Tomires tenha alijado da partida Alarcón– meia-esquerda paraguaio do América –com um pontapé no tornozelo. Alarcón permaneceu em campo até os 38 minutos da primeira etapa, quando abandonou o gramado chorando. O craque vinha se constituindo na principal peça do time americano, que ficou com 10 jogadores até o final da partida.Na época não havia substituições.O segundo tempo foi um passeio rubro-negro diante da fragilidade do adversário desfalcado.Este jogo deu ao Flamengo o título de tricampeão carioca, 1953/54/55.

FLAMENGO 4 x 1 AMÉRICA

Data 04 / 04 / 1956 Local – Maracanã Renda - CR$2.492.334,40Árbitro – Mário Vianna 1° tempo: gols Édson (contra) e Dida para o Fla2º tempo: Romeiro para o America e Dida (2). Flamengo – Chamorro, Tomires, Pavão, Servílio, Dequinha e Jordan; Joel, Duca, Evaristo, Dida e Zagallo. Técnico: Fleitas Solich. América – Pompéia, Rubens, Édson, Ivan, Osvaldinho e Hélio; Canário, Romeiro, Leônidas, Alarcón e Ferreira. Técnico: Antônio Carlos Mangualde.

1º jogo

25/Mar/1956 Flamengo 1-0 América.Gol de Evaristo.

2º jogo

01/04//1956América 5-1 Flamengo.

1ºtempo: gols de Ferreira para o A, Joel (Fla) empatou; Alarcón desempatou.2ºtempo: Canário, Leônidas e Romeiro fecharam a goleada.

COMENTÁRIOS SOBRE A FINAL DE 1955
Roberto Vieira disse…
Bom lembrar do pontapé… a história oficial por vezes esquece.

2 de Agosto de 2008 04:42
Mauro disse…
O campeonato de 1955 foi disputado em tres turnos. Os dois primeiros classificavam uma equipe para a final, e o terceiro turno, com apenas seis clubes, classificava o outro finalista, se o vencedor fosse diferente do primeiro. A soma total de pontos nao tinha relevancia. E adivinha quem foi o time com maior numero total de pontos? Pois e’. E a gente nao perdeu para aquele time que foi campeao roubado. Inclusive, ganhamos de 3x0 no terceiro turno. Quem nos derrubou foi o Fluminense. Hoje em dia, eles sao fregueses, mas na epoca do Castilho o osso era duro de roer. Ate’ penalti do Ademir ele pegava.

4 de Agosto de 2008 14:27
Adalberto Day disse…
Que pena que o América não ganhou a decisão, mas é assim mesmo – tiveram que tirar um de campo para o Flamengo ter vantagem…brincadeirinha. O Flamengo tinha um grande time
A nova roupagem do teu blog está muito boa.
Parabéns que continue a nos brindar com seus pelos comentários esportivo.
Adalberto Day cientista social de Blumenau

4 de Agosto de 2008 14:57
Anônimo disse…
Comentários: 1º) vi esse jogo. De fato, o time do Flamengo era bom, como todos, em termos: Dequinha, Joel, Evaristo, Dida e Zagalo eram “feras”; Chamorro e Jordan: bons; Duca: médio; Tomires e Pavão: dois Brucutus. O América não ficava atrás: Édson, Osaldinho, Hélio, Canário e Alarcon: “feras”; Pompéia, Romeiro e Ivan: bons; Rubens e Ferreira: médios; Leônidas: o melhor adjetivo para ele seria: Folclórico. Evidente que a retirada de Alarcon facilitou (e quanto!) para o resultado.
2º) vi Teixeirinha jogar no nosso Botafogo em 1947, quando eu tinha 14 anos. O time era: Ari, Sarno e Gérson; Nílton II, Nílton I e Juvenal; Santo Cristo, Geninho, Heleno, Otávio e Teixeirinha. Na ponta esquerda revezavam-se Teixeirinha e Rogério, um jogador vindo do Benfica, de Portugal.
Espero não ter cometido nenhum erro de memória. Em todo caso, converse com ele a respeito, e veja se confere.
Um abração alvi-negro do seu amigo Carlinhos.

4 de Agosto de 2008 20:20
Anônimo disse…
Esta postagem foi removida pelo administrador do blog.
4 de Agosto de 2008 20:21
Antonio Estevan disse…
Valdir,
Vc sabe de onde vem essa expressão ” vai ter a negra”, ou ” vamos à negra”.
Segundo lí, quando da existência de escravos no Brasil, o pessoal em roda de carteado quando não tinha mais o que apostar apostava uma negrinha “saborosa” que estivesse à disposição.
Satisfeito o vencedor, paga estava a dívida.
Em direito do trabalho seria chamado de PAGAMENTO IN NATURA.rsrsrsrsr
Abração.
Saudações vascaínas.

6 de Agosto de 2008 10:02
Lucidio disse…
Nota 10!
Blog, a história de Miro, a lenbrança de Alarcon
Um abraço
Lucídio

fonte: http://valdirappel.blogspot.com

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 29 Set 2008

Enéas: O Gênio que dormia em campo

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Enéas possuía um futebol da mais absoluta técnica e habilidade. Meio campista atacante, foi um dos melhores jogadores da história da Portuguesa de Desportos e um dos melhores já produzidos pelo futebol brasileiro em sua história. Inteligentíssimo, jogava futebol com extrema facilidade e sabedoria. Sua ginga de corpo era eletrizante e de um genuíno sambista de morro. Seu futebol lembrava Martinho da Vila no samba.

Ótimo nos dribles secos e fintas curtas, aprimoradas no tempo em que jogava futebol de salão. Enéas foi lapidando seu futebol com o passar dos anos, chegando a ser um dos melhores jogadores do mundo.

Goleador que tinha grande facilidade para abrir clarão na zaga adversária, com seus dribles curtos e em ziguezague. Ele era o grande esplendor. Trocava de pé, lançava, tocava, tudo feito com a máxima sutileza possível.

Perfeito em bater na bola e deslocar o goleiro adversário, sabia como, quando e onde descobrir o espaço escondido pela marcação para meter o gol. Entrava na área sempre com habilidade, nunca com força de trombador.

Frio e calculista, seu futebol desenvolvia novas tecnologias e conhecimentos. Tão craque e tão artista, que descrevia com a pelota as condições sob as quais um fenômeno ocorre. E ele conseguia estabelecer total controle sobre os fenômenos.

Vê-lo jogar era como ter verdades, evidências e garantias de que o jogo teria diferenças e inovações. Um ponta-de-lança com grande poder de idéias e artifícios.

Quando inventava dribles, ele trazia um potencial de mudanças na conceituação do futebol, nas relações do gênero, nos laços míticos e na própria transformação de todas as realidades adjacentes e heterogêneas.

Amor pela Portuguesa
Na Portuguesa de Desportos, o nosso saudoso Enéas, jogou 376 jogos e anotou 179 gols, sendo Campeão da Taça São Paulo 1973 do Campeonato Paulista do mesmo ano e da Taça Governador do Estado em 1976.

Um jogador que sabia evitar o corpo-a-corpo inútil e estúpido. Cracaço maneiro, matreiro e resvaladiço.

Sua técnica refinada era sempre uma garantia de belos gols e de jogadas do mais alto nível. Um atleta que carregou o time da Portuguesa nas costas, durante toda sua estada no Canindé. Quando estava em dia inspirado, brilhava tanto que superava e ofuscava a grandes craques de outros times como: Rivelino, Pelé, Zico, Pedro Rocha, etc. E isso aconteceu inúmeras vezes.

Enéas era o Príncipe que fazia o Rei Pelé lhe prestar tributo, aplaudí-lo e admirá-lo. A camisa da Portuguesa de Desportos fazia parte de seu corpo. Ele amava as cores vermelhas, verde e branca da Lusa.

Enéas foi um Rei negro, com sangue azul e com a nobreza e a majestade que só os reis possuem e não perdem jamais.

E quando a pelota estava sob seu total domínio, exercia uma variação impressionante de fórmulas artísticas e literárias, preludiando o sonho do gênio e sua vocação no quadrilátero verde.

Ele foi o Brasil narcísico, carnavalesco, autônomo, vencedor e com idéias próprias. Craque tipicamente brasileiro que nunca sujeitou-se à cultura futebolística estrangeira, sempre adotando uma metodologia criativa específica, que objetivava uma liberdade sem apegos e sem atavismos. Um jogador que dava sabor ao passe e ao toque de bola.

Contratado em 1980 pelo Bolonha da Itália, atuou também pela Udinese. Na sua repatriação atuou pela S.E. Palmeiras, jogou pelo Central de Cotia da terceira divisão Paulista, Desportiva Capixaba, etc.

Enéas assentava a poeira da emoção desmedida com o seu talento calmo e goleador. Jogador que sozinho decidia partidas e deixava o estádio inteiro deslumbrado com suas jogadas. Sempre requisitado, atuou pela Seleção Paulista, pelo combinado Rio-São Paulo, pela Seleção Olímpica e também pelo selecionado brasileiro em uma época recheada de grandes jogadores.

Um dos maiores ídolos da história rubro-verde
O seu futebol lúcido e fantástico era uma mistura de ópera-rock, salsa, merengue, jazz, blues e samba canção ao sabor de lasanha e espaguete. Um luxo. Seu futebol era tão belo que lembrava os quadros do pintor brasileiro Di Cavalcanti.

Enéas veio a falecer no dia 27 de dezembro de 1988, em decorrência de um acidente automobilístico.

Um homem querido, amigo, alegre, simples e bondoso. Um dos maiores ídolos da história da Portuguesa de Desportos e um dos maiores pontas-de-lança da história do futebol brasileiro em todos os tempos.

Um mito, um “Príncipe Negro” que amou e sentiu o futebol como nenhum outro.

Enéas foi o principal plano de Deus para que nós amassemos o futebol e fizéssemos dele nossa razão de viver e sonhar. — Texto: Luciano U. Nassar —

• • • •

Curiosidades do Craque
Enéas também foi precursor desse tipo de atleta que não gosta de treinar, que “dorme” em campo e que adora a noite, a bebida e as mulheres. Conta Sílvio Moredo, ex-diretor da nossa Lusa, que, durante uma partida contra o Santa Cruz, em Recife, Enéas fez de tudo para ser substituído ainda no primeiro tempo. Cinco minutos após descer para o vestiário, já estava na arquibancada de banho tomado e acompanhado por três garotas. “Ele tinha combinado com elas antes da partida. Dei-lhe um sermão no ônibus”, disse Moredo.

Badeco, ex-colega na Portuguesa, ressalta que as melhores qualidades de Enéas eram o drible curto e a capacidade de adivinhar o principal defeito de seus marcadores quando partia em direção ao gol. Assim, sempre driblava em cima da “perna ruim” do adversário. “Eu dizia que ele devia explorar mais esse potencial, mas nunca gostou de treinar. Ele respondia: ‘-Ah, deixa pra lá. Vamo tomar uma cervejinha!’. E ia mesmo”, lembra Badeco, rindo. Pois, quando conseguiu ir para a Itália, em 1980, Enéas se viu privado de todas as facilidades e fez as malas em menos de um ano, mesmo com proposta vantajosa da Udinese. Decisão errada: assinou às pressas com o Palmeiras, que passava por um dos piores períodos de vacas magras.

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Já são 20 anos sem o nosso Gênio que dormia em campo, mas que quando acordava era o pesadelo dos nossos adversários. É sempre bom recordar um grande craque como Enéas.

Vale a pena conferir!
O escritor Luciano Ubirajara Nassar lançou o livro “Rei Enéas, um gênio esquecido”, que conta a história do eterno craque.
http://colunas.globoesporte.com/luizfilho/2008/09/26/eneas-o-genio-que-dormia-em-campo/

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 29 Set 2008

Os Times Beneficiados pelas “Viradas de Mesa”

História

Ao longo das edições do Campeonato Brasileiro, muitas vezes o regulamento
foi mudado durante a competição, quando não foi simplesmente ignorado.
Segundo o levantamento que fiz, 45 equipes já foram beneficiadas, direta ou
indiretamente, por estas modificações.

Vejam as tristes e famosas “Viradas de Mesa”.

América MG

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de
regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de
1992. (vide texto do Grêmio)

Foi resgatado diretamente da Segunda Divisão, onde estava em 1999, para a
Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2000 ( a Copa João Havelange)

América RJ

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

América RN

Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o
Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Americano

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Anapolina

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Bahia

Foi resgatado diretamente da Segunda Divisão, onde estava em 1999, para a
Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2000 ( a Copa João Havelange)

Bandeirante DF

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Bangu

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Botafogo RJ

Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato
Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase.
(mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

Botafogo SP

Foi resgatado do Módulo Amarelo, equivalente a Segunda Divisão de 2000,
diretamente para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2001.

Bragantino

Ao se classificar em último lugar, entre os 24 participantes do Campeonato
Brasileiro de 1996, deveria ter sido rebaixado, no entanto, a CBF alegou a
existência de problemas relacionados à arbitragem e cancelou o rebaixamento.

Brasil RS

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Caxias

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Ceará

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de
regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de
1992. (vide texto do Grêmio)

Central PE

Rebaixamento para a Terceira Divisão de 1997 foi cancelado.

Comercial MS

Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato
Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase.
(mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

Coritiba

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de
regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de
1992. (vide texto do Grêmio)

Criciúma

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de
regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de
1992. (vide texto do Grêmio)

Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o
Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

CSA

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Desportiva

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de
regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de
1992. (vide texto do Grêmio)

Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o
Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Figueirense

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Fluminense

Ao ficar em penúltimo lugar entre os 24 participantes do Campeonato
Brasileiro de 1996, deveria ter sido rebaixado, no entanto, a CBF alegou a
existência de problemas relacionados à arbitragem e cancelou o rebaixamento.

Foi resgatado diretamente da Segunda Divisão, onde tinha conseguido acesso
ao ser campeão da Terceira Divisão em 1999, para a Primeira Divisão do
Campeonato Brasileiro de 2000 ( a Copa João Havelange)

Fortaleza

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de
regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de
1992. (vide texto do Grêmio)

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Goiás

Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato
Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase.
(mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

Goiatuba

Rebaixamento para a Terceira Divisão de 1997 foi cancelado.

Grêmio

O Regulamento do Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão de 1992 previa o
acesso de apenas duas equipes, no entanto, com uma fraca campanha durante a
Primeira Fase, o Grêmio foi beneficiado pela mudança do regulamento que
passou a classificar 12 equipes para a Primeira Divisão de 1993.

Joinville

Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato
Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase.
(mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

Juventude

De acordo com o regulamento do Campeonato Brasileiro de 1999, que
considerava a média de pontos, o Juventude teria sido rebaixado, no entanto,
a confusão provocada pelos problemas que envolveram a falsificação de
documentos do jogador Sandro Hiroshi, permitiu que seu rebaixamento fosse
cancelado.

Marcílio Dias

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Nacional AM

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Náutico

Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato
Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase.
(mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Paraná

Foi resgatado do Módulo Amarelo, equivalente a Segunda Divisão de 2000,
diretamente para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2001.

Paysandu

Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o
Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Ponte Preta

Rebaixamento para a Terceira Divisão de 1996 foi cancelado.

Remo

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de
regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de
1992. (vide texto do Grêmio)

Ríver PI

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Santa Cruz

Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato
Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase.
(mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de
regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de
1992. (vide texto do Grêmio)

Santos

Em 1982, o Santos ficou apenas em décimo no campeonato paulista que era
classificatório para o campeonato brasileiro. Deveria disputar a Taça de
Prata em 1983, no entanto, o critério para definição dos participantes foi
deixado de lado, e o Santos foi convidado a disputar a Taça de Ouro de 1983,
quando chegou a um surpreendente vice-campeonato.

São Caetano

Foi resgatado do Módulo Amarelo, equivalente a Segunda Divisão de 2000,
diretamente para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2001.

Sergipe

Rebaixamento para a Terceira Divisão de 1997 foi cancelado.

Serra ES

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Sobradinho

Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato
Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase.
(mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

União São João

Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de
regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de
1992. (vide texto do Grêmio)

Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o
Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Vasco da Gama

O regulamento do Campeonato Brasileiro de 1974 previa que a final do
campeonato teria como mandante a equipe com melhor campanha ao longo de todo
o campeonato. No caso o jogo seria no Mineirão, uma vez que o Cruzeiro tinha
a melhor campanha, no entanto a equipe mineira foi punida, devido problemas
ocorridos em um jogo anterior realizado no Mineirão frente o próprio Vasco
da Gama. A CBD (atual CBF) não apenas tirou a partida final do Mineirão como
colocou no Maracanã, isto é, o regulamento foi ignorado.

O mesmo fato ocorrido com o Santos aconteceu com o Vasco em 1983, quando
ficou em nono no estadual daquele ano e foi “levado” para a Taca de Ouro de
1984, quando também conquistou o vice-campeonato.

Na Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o regulamento previa a
classificação de 6 equipes em cada um dos grupos que contava com 11
participantes. A equipe carioca fazia má campanha e inúmeras manobras foram
feitas tendo em vista punir outras equipes, com perda de pontos, entre elas
o Joinville e a Portuguesa. A solução foi aumentar o número de equipes
classificadas, o que significou a classificação do Vasco para a Segunda
Fase.

Villa Nova MG

Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange
em 2000.

Mas afinal, São Paulo foi rebaixado no paulista em 1990?

Abaixo detalhes sobre os fatos ocorridos durante o Campeonato Paulista de
1990.

Ele foi dividido em 2 grupos:

Grupo 1: Corinthians, Internacional, Bragantino, Novorizontino, Palmeiras,
São Paulo, Mogi-Mirim, Santos, Portuguesa, União São João, São José e
Guarani.

Grupo 2: Catanduvense, Juventus, Botafogo, XV de Piracicaba, XV de Jaú,
América, Noroeste, São Bento, Santo André, Ferroviária, Ituano e Ponte Preta

1) Segundo o regulamento do Campeonato Paulista, durante as duas primeiras
fases as equipes se enfrentariam dentro e fora de seus grupos. Sendo que os
12 times com melhor campanha, independentemente do grupo do qual fazia
parte, se classificariam, automaticamente, para a Quarta Fase:

O que aconteceu: As equipes classificadas foram o Corinthians, Palmeiras,
Bragantino, Santos, Mogi-Mirim, Portuguesa e Novorizontino, pelo Grupo 1 e
XV de Piracicaba, XV de Jaú, Ferroviária, Ituano e América, pelo Grupo
2.(Regulamento Cumprido)

2) Conforme o regulamento os campeões de cada grupo se classificariam
automaticamente para a Copa do Brasil de 1991.

O que aconteceu: Corinthians e XV de Piracicaba foram os vencedores de seus
grupos e se classificaram para a Copa do Brasil de 1991. (Regulamento
Cumprido)

3) O regulamento informava que as equipes que não tivessem se posicionado
entre as 12 melhores aos longos das duas primeiras fases, deveriam disputar
a Terceira fase, uma espécie de repescagem. As equipes seriam divididas em
dois grupos de 6.

O que aconteceu: As equipes foram divididas em 2 grupos, o primeiro formado
por Botafogo, Internacional, Santo André, São Paulo, Ponte Preta e Noroeste
e o outro por Guarani, Catanduvense, São José, Juventus, União São João e
São Bento. (Regulamento Cumprido)

4) O regulamente definia que apenas os campeões de cada grupo desta terceira
fase, se classificariam para a quarta fase, quando se juntariam aos demais
12 classificados anteriormente, e seriam divididos em 2 grupos de 7.

O que aconteceu: Botafogo e Guarani foram os campeões de seus grupos e se
classificaram para a Quarta fase. Nesta fase, as equipes foram divididas em
2 grupos de 7. O primeiro grupo foi formado por Bragantino, Corinthians,
Botafogo, Santos, Ituano, Mogi-Mirim e XV de Jaú, o segundo grupo foi
constituído por Novorizontino, Palmeiras, Guarani, Portuguesa, América, XV
de Piracicaba e Ferroviária. (Regulamento Cumprido)

5) Quanto ao rebaixamento, vamos ao texto original do regulamento oficial do
Campeonato Paulista de 1990. Parágrafo 1º do artigo 5º: “Para o Campeonato
da Primeira Divisão de Futebol Profissional de 1991, o Grupo I será
constituído pelas 14 associações classificadas para disputar a quarta fase
do Campeonato de 1990 e o Grupo II será constituído pelas dez associações
restantes que não se classificaram para a quarta fase e mais quatro advindas
da Divisão Especial de 1990.” Parágrafo 2º - “No campeonato da primeira
divisão de futebol profissional de 1990, não haverá descenso à divisão
especial de futebol profissional. Mas a partir de 1991, ou a cada ano haverá
o descenso de uma associação da Primeira Divisão de Futebol Profissional e o
acesso de uma associação da Divisão Especail de Futebol Profissional”

O que aconteceu: O Campeonato Paulista de 1991 foi constituídos por 2 grupos
de 14 equipes: Grupo I formado pelos 14 classificados para a Quarta Fase do
Campeonato de 1990 - Corinthians, Palmeiras, Botafogo, Portuguesa, Guarani,
Bragantino, Santos, Ituano, América, Novorizontino, XV de Piracicaba, XV de
Jaú, Ferroviária e Mogi-Mirim; Grupo II formando pelas 10 equipes que não se
classificaram para a Quarta Fase do Campeonato de 1990: São Paulo,
Internacional, Santo André, Noroeste, Catanduvense, Juventus, Ponte Preta,
União São João, São José e São Bento, mais 4 equipes originária da Divisão
Especial de 1990 que foram: Olímpia, Marília, Sãocarlense e Rio Branco
(Regulamento Cumprido)

6) Por fim, voltando a Quarta Fase do Campeonato de 1990, o regulamento
previa que os campeões de cada grupo disputariam o título

O que aconteceu: Bragantino e Novorizontino foram campões de seus grupos e
decidiram o título em 2 jogos, nos dias 22 e 26 de agosto. O título foi
conquistado pelo Bragantino (Regulamento Cumprido)

fonte:
http://blogdobirner.net/2007/11/06/1990-o-ano-em-que-o-sao-paulo-nao-caiu/
escrito por José Renato Sátiro Santiago Jr.

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 26 Set 2008

Pompéia mereceu um comercial da Gillete e da Rádio Globo

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“Criatividade é o que não faltou neste comercial da equipe esportiva da rádio Globo do Rio de Janeiro, então comandada pelo saudoso Waldir Amaral. A chamada enaltecia as grandes defesas do ex-goleiro do América Pompéia, descritas detalhadamente durante as partidas. Portanto, nada como ver o jogo ouvindo a rádio Globo….”


Pompéia voa para fazer mais uma grande defesa em jogo no Maracanã. Ficou conhecido como um dos mais elásticos goleiros da história do futebol brasileiro

Fonte: site Milton Neves

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 25 Set 2008

HISTÓRIA DO MAJESTOSO - AAPP de CAMPINAS

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HISTÓRIA DO MAJESTOSO
O Estádio foi construído com a ajuda da própria torcida. Moisés Lucarelli conseguiu unir os aficcionados a participarem do projeto. Fotos da época ilustram carros antigos em comboio transportando materiais para a construção. Quando foi inaugurado (1948) era um dos maiores estádios do país. Veja abaixo notícias de jornais de 1947 e 1948.

Cooperação pró estádio da A. A. Ponte Preta
Com algumas dezenas de milhares de tijolos e outros materiais em seu poder, iniciará agora a Associação Atlética Ponte Preta a fase mais ativa da campanha que visa a construção de seu estádio. Após haver lutado com incalculável número de dificuldades de toda ordem que tem retardado o desenvolvimento do trabalho, conseguiu a veterana agremiação esportiva finalizar a primeira etapa de sua tarefa, que consistiu na canalização de águas, remoção de terras e nivelamento do terreno. O que foi feito até agora representa parcela mínima do que está por fazer até o fim. Necessário se torna apelar para a compreensão de todos, a Comissão Pró Estádio da Ponte Preta fará distribuir lista de angariação de fundos, contribuindo, portanto, para o engrandecimento de Campinas.

(Correio Popular, 09/jan/97 - HÁ 50 ANOS)

Caravana do tijolo no Estádio Pontepretano
No próximo domingo a Veterana A. A. Ponte Preta irá promover mais uma sugestiva “caravana do tijolo”. Cerca de 50 caminhões passarão pela cidade numa demonstração pujante do esforço hercúleo que desenvolve o clube de futebol mais velho do Brasil, para a construção da sua magnífica praça de esportes que tanto irá enriquecer o patrimônio urbanístico de Campinas. Os trabalhos da construção do estádio já passou da fase inicial para a fase da construção propriamente dita. Já se encontra em andamento a drenagem do campo de futebol e da pista de corrida. A drenagem será uma das melhores ou talvez a melhor que já se construiu no Brasil, em praça de esportes, posto que está sendo feita debaixo da mais rigorosa técnica moderna, sendo usados 1.800 metros de tubos.

(Correio Popular, 21/abr/97 - HÁ 50 ANOS)

“Cadeiras Perpétuas”
A comissão Pró-Estádio da Associação Atlética Ponte Preta está procedendo a venda das “Cadeiras perpétuas” do futuro estádio e vem obtendo amplo sucesso, pois cada dia que passa mais aumenta o número de adquirentes. Essas localidades especiais, que oferecem aos compradores a sua posse por toda a vida, estão sendo vendidas pelo preço de Cr$ 2.000,00.
(Correio Popular, 10/set/97 - HÁ 50 ANOS)

Estádio da Ponte Preta será inaugurado com torneio quadrangular
Para provar, diante de todos, o que podem a fibra e o amor que os pontepretanos dedicam ao clube, na Rua Proença sobe, cada vez mais belo, o estádio social da Ponte Preta. Ele estará pronto para ser inaugurado em breve. Num dia de festa para todos os campineiros, para todos os desportistas que desejam o progresso do desporto e da pátria. É pensamento do clube, presidido pelo dinâmico Dr. Aylton José Couto, promover um torneio quadrangular para as festas inaugurais do estádio. Seriam convidados o E.C. Vasco da Gama, campeão da América do Sul, e o São Paulo F.C.. Daqui participaria o Guarani. Os irmãos Lucarelli, Moisés e Armando, pensam poder ocupar os dias 5 e 7 (domingo e terça-feira) para as primeiras rodadas.

(Correio Popular, 17/jun/98 - HÁ 50 ANOS)

Inauguração do Estádio
Embora não oficialmente , abrir-se-ão, esta tarde, os portões do monumental estádio da A.A. Ponte Preta, na Praça Proença. Hoje presenciaremos o primeiro embate. Trata-se aliás, de um choque de suma importância para a tabela da Série “Preta”, pois defrontar-se-ão dois gigantes, dois esquadrões. A luta, ninguém duvida, será empolgante, sensacional, renhida.
(Correio Popular, 12/set/1998 - HÁ 50 ANOS)

História do Majestoso
E que história. Foi ali, nas arquibancadas do Majestoso, que a torcida pontepretana viveu grandes conquistas, comemorou inúmeras vitórias em dérbis, apoiou o time quando ele mais precisou.

Dentro dos 36 mil metros do estádio, os alvinegros viram a maior goleada já aplicada pela Ponte (8 a 1, sobre a Ferroviária, em 1994) e, nos hoje remotos anos 70, espremeram mais de 30 mil pessoas em um espaço onde atualmente são permitidos 19,7 mil, para assistir a um confronto contra o Santos.
ponte x santos d  cada de 70 - ponte x santos d  cada de 70

“Meu pai foi um pioneiro. Minha família sempre ficou muito feliz pelo reconhecimento dado a ele no estádio”, conta Nino Lucarelli, filho de Moisés. Mas, se outrora foi charmoso e pioneiro, hoje o belo Majestoso tornou-se pequeno para a grandeza da Ponte Preta e de sua torcida, razão pela qual uma Comissão de Estudos determinada pelo Conselho Deliberativo estuda o projeto de uma Arena Multiuso, padrão Fifa.

“Se meu pai estivesse vivo, com certeza veria com bons olhos o projeto da Arena. Ele era um abnegado pela Ponte Preta e o projeto é para o bem do clube”, diz Nino, ele mesmo um integrante da comissão. Como se vê, na Ponte Preta passado, presente e futuro são definidos por torcedores. Parabéns, Majestoso! Parabéns, Ponte Preta e imensa torcida alvinegra!

Fontes:http://www.pontepretaesportes.com.br/ler.php?id=3423
http://www.geocities.com/gnponte/

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 24 Set 2008

Times profissionais de São Paulo que optaram pelo amadorismo ou pela extinção

Lista que retrata os clubes que participaram anos atrás de campeonato
profissional em São Paulo . Com o passar dos anos , devido a problemas
financeiros, politicos e extra-esportivos , optaram pela retirada do
profissionalismo por 2 formas: Extinção , acabando em definitivo e por isso
não disputando mais competições profissionais de futebol. A outra forma foi
a opção pelo Amadorismo que , menos radical , viabiliza talvez o regresso no
futuro em campeonatos profissionais de futebol.

LISTA DE TIMES QUE OPTARAM PELO AMADORISMO
A.A. XI de Agosto - Tatui
Andradina F.C - Andradina
Aparecida E.C - Aparecida
A.A. Ararense - Araras

A.A.Botucatense - Botucatu
A.A. Candindomotense - Candido Mota
Comercial F.C (1) - Araras
Comercial F.C (2) - Lins

Cruzeiro F.C - Cruzeiro do Sul
D.E.R. Atlético Clube - Itapetininga
Dracena F.C - Dracena
E.C Elvira - Jacareí

Estrela da Saúde F.C - São Paulo
Estrela Esporte Clube - Piquete
A.A Ferroviária (1) - Botucatu
AAFerroviária (2) - Assis

AA Ferroviária (3) - Pindamonhangaba
C.A Ferroviário - Araçatuba
S.E. Gran São João - Limeira
E.C Hepacaré - Lorena

A.A Ituperavense - Ituprava
José Bonifácio E.C - José Bonifácio
Lucélia F.C - Lucélia
MAF - Piracicaba

G.E Monte Aprazível - Monte Aprazível
C.A Nevense - Neves
A.A Orlândia - Orlândia
C.A Ourinhense - Ourinhos

Palmeiras FC (1) - Franca
Palmeiras FC (2) - São João da Boa Vista
CA Piracicabano - Piracicaba
Prudentina E.A. - Pres. Prudente

A.A. Portofelicense - Porto Feliz
A.A Riopardense - São Jose do Rio Pardo
Rio Pardo F.C - São Jose do Rio Pardo
Saad E.C - São Caetano

A. A. Saltense - Salto
SE Sanjoanense - São João da Boa Vista
S.Caetano E.C - São Caetano
São Carlos Clube - São Carlos

São Joaquim FC - São Joaquim da Barra
São João F.C - Jundiai
AA Sãomanoelense - São Manoel
Uchoa F.C - Uchoa

C.A. Valinhense - Valinhos
Vila Santista F.C - Mogi das Cruzes
CA Votorantim - Votorantin
VOCEM - Assis

EC São Bernardo - São Bernardo
AA São Bento - Marília

EC DER - Araraquara
Corinthians F.C - São Bernardo
EC Corinthians - Presidente Prudente
Santa Fé F.C - Santa Fé

LISTA DE TIMES EXTINTOS
C.A. 9 de Julho - Getulina
A.A. Adamantina - Adamantina
Americana F.C. - Americana
E.C. Aparecida - Aparecida

A.D. Araraquara - Araraquara
A.A. Avenida - Salto
Barretos F.C. - Barretos

Bauru A.C. - Bauru
A.Brasil Clube - Paraguaçu Paulista
A.A. Campo Limpo - Campo Limpo
Catanduva E. C. - Catanduva

C.A Ceitense - Taubaté
Central Brasileira - Cotia/Pinhal
Comercial FC (1) - Limeira

Comercial F.C (2) - São Paulo
C.A Flamengo - Araçatuba
Fortaleza F.C - Barretos
G.NovoHorizontino - Novo Horizonte

G. E. Catanduvense - Catanduva
A.E.Guaratinguetá - Guaratinguetá
Irmãos Romano - São Bernardo
Independência EC - Osasco

C.A. Ituano - Itu
E.C.Mogiana - Campinas
Motorista F.C. - Barretos
A.A. Osvaldo Cruz - Osvaldo Cruz

A.A Palmeiras - Jaú
Paulista F.C. - Araraquara
Pindorama E.C - Pindorama
Pres.Prudente F.C - Presidente Prudente

S.Paulo F.C. (1) - Araçatuba
São Paulo F.C. (2) - Araraquara
Suzano F. C - Suzano
Vasco da Gama - Americana

Votuporanguense - Votuporanga
Araçatuba F.C - Araçatuba
Araçatuba E.C - Araçatuba
E.C Tião Maia - Araçatuba

Real E.Ituano - Itu

http://br.geocities.com/acessoaelite/Destino.htm

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 24 Set 2008

Inauguração e recorde de público em estádios brasileiros

::Estádio Mário Filho “Maracanã”
Estadual (Flamengo e Fluminense)
Endereço: Rua Prof. Eurico Rabelo, s/n., Maracanã - Rio de Janeiro (RJ)
Dimensões: 110m x 75m
Inauguração: 16/06/1950
(Seleção Carioca 1 x 3 Seleção Paulista)
Recorde de público: 183.341
(Brasil 1 x 0 Paraguai - 1969)

::Estádio Governador Magalhães Pinto ‘’Mineirão'’ Estadual (Cruzeiro e Atlético-MG)
Endereço: Av. Abraão Carã, 1001, Pampulha - Belo Horizonte (BH)
Dimensões: 110 x 75m
Inauguração: 5/9/1965
(Seleção Mineira 1 x 0 River Plate)
Recorde de público: 132.834 pessoas
(Cruzeiro 1x0 Vila Nova - 1997)

::Estádio Cícero Pompeu de Toledo ‘’Morumbi'’
Próprio (São Paulo)
Endereço: Praça Roberto Gomes Pedrosa
Dimensões: 108 x 72 metros
Inauguração: 02/10/1960
(São Paulo 1 x 0 Sporting-POR)
Recorde de público: 138.032 pessoas
(Corinthians x Ponte Preta, 09/10/1977)

::Estádio Joaquim Américo Guimarães
Próprio (Atlético-PR)
Endereço: Rua Buenos Aires, 1270, Água Verde - Curitiba (PR)
Dimensões: 105m x 78m
Inauguração: 06/07/1914
(Internacional-PR 1x7 Flamengo)
Reinauguração: 24/06/1999
(Atlético 2 x 1 Cerro Porteño-PAR)
Recorde de público: 28.700
(Brasil 3x0 Letônia - 26/06/96)

::Estádio Moisés Lucarelli
Próprio (Ponte Preta)
Endereço: Praça Francisco Ursaia, 1900 - Jd.Proença - Campinas (SP)
Dimensões: 107,40 70,30m
Inauguração: 12/09/1948
(Ponte Preta 0 x 3 XV de Novembro)
Recorde de público: 33.000 pessoas
(Ponte Preta x Santos - 16/08/70)

::Estádio do Pacaembu
Municipal (Corinthians)
Endereço: Praça Charles Miller
Dimensões: 104 x 68 metros
Inauguração: 27/04/1940
(Palestra Itália 6 x 2 Coritiba)
Recorde de público: 71.281 pessoas
(São Paulo 3 x 3 Corinthians, 24/05/942)

::Estádio Alfredo Jaconi
Próprio (Juventude)
Endereço: Rua Hércules Galló, 1547 Caxias do Sul (RS)
Dimensões: 110m x 70m
Inauguração: 23/03/1975
(Juventude 0 x 0 Flamengo)
Recorde de público: 20.720 pessoas
(Juventude 0 x 3 Grêmio - 23/06/96)

::Estádio Orlando Scarpelli
Próprio (Figueirense)
Endereço: Rua Humaitá, 194 Estreito Florianópolis (SC)
Dimensões: 110m x 75m
Inauguração: 12/06/1960 (Figueirense 1 x 1 Atlético Catarinense)
Recorde de público: 26.600 pessoas (Figueirense 0 x 0 Vasco - 02/12/73)

::Estádio Olímpico Monumental
Próprio (Grêmio)
Endereço: Largo dos Campeões nº 1, Bairro Azenha, CEP.: 90880-440, Porto Alegre/RS
Inauguração: 24 de abril de 1953
Dimensões do gramado: 105 x 68 metros
Recorde de público : 98.421 (85.751 pagantes) - 26/04/81 Grêmio x Ponte Preta - Campeonato Brasileiro

::Estádio Governador Plácido Aderaldo Castelo ‘’Castelão’ , Estadual (Fortaleza)
Endereço: Av. Alberto Craveiro, 2901
Dimensões: 110 x 75 m
Inauguração: 11/11/1973
(Ceará 0 x 0 Fortaleza)
Recorde de público: 118.496 pessoas
(Brasil 1 x 0 Uruguai, 27/08/1980)

::Estádio Heriberto Hulse
Próprio (Criciúma)
Endereço: Rua 13 de Maio, s/nº - Criciúma (SC)
Dimensões: 110m x 75m
Inauguração: 18/10/1955
(Comerciário 0 x 1 Imbituba)
Recorde de público: 21.050 pessoas
(Criciúma 1 x 1 São Paulo - 20/05/92)

::Estádio Serra Dourada
Estadual (Goiás)
Endereço: Avenida Fued José Sebba
Dimensões: 118 x 80 metros
Inauguração: 09/03/1975
(Seleção Goiana 2 x 1 Seleção Portuguesa)
Recorde de público: 79.610 pessoas
(Sel. Goiana 2 x 1 Sel. Portuguesa, 09/03/1975)

::Estádio Brinco de Ouro da Princesa
Próprio (Guarani)
Endereço: Av. Imperatriz Dona Tereza Cristina, 11, CEP: 13.095-160 Campinas - SP
Dimensões: 110 x 75 metros
Inauguração: 31.05.1953
(Guarani 3 x 1 Palmeiras)
Recorde de público: 52.002 pessoas
(Guarani 2 x 3 Flamengo, 15.04.19)

::Estádio José Pinheiro Borda ‘’Beira-Rio'’
Próprio (Internacional)
Endereço: Rua Padre Cacique, 891
Dimensões: 106 x 75 m
Inauguração: 04/04/1969
(Inter 2 x 1 Benfica)
Recorde de público: 106.554 pessoas
(Rio Grande do Sul 3 x 3 Brasil, 17/06/1972)

::Estádio Pinheirão
Estadual (Paraná)
Endereço: Avenida Victor Ferreira do Amaral, 2.300, Curitiba (PR)
Dimensões: 105 x 76 metros
Inauguração: 15.06.1985
(Seleção Paranaense 1 x 3 Seleção Catarinense)
Recorde de público: 44.475 pessoas
(Atlético-PR 2 x 1 Coritiba, 11.06.1998)

::Estádio São Januário
Próprio (Vasco)
Endereço: Rua Gal. Américo de Moura, 131, S.Cristóvão (RJ)
Dimensões: 110m x 70m
Inauguração: 21/04/1927
(Vasco da Gama 2 x 5 Santos)
Recorde de público: 40.209
(Vasco 0 x 2 Londrina - 1978)

::Estádio: Manoel Barradas ‘’Barradão'’
Próprio (Vitória)
Endereço: Estrada de Canabrava, s/n°, Salvador, BA
Dimensões do campo: 110 x 68 metros
Inauguração: 09/11/1986
(Vitória 1 x 1 Santos)
Recorde de público: 43.424 pessoas
(Vitória 2 x 0 Juazeiro, 07/05/2000)

::Estádio Major Antônio do Couto Pereira
Próprio (Coritiba)
Endereço: Rua Ubaldino do Amaral, 37, Alto da Glória - Curitiba (PR)
Dimensões: 106m x 68m
Inauguração: 20/11/1932
(Coritiba 4 x 2 América-RJ)
Recorde de público: 65.943
(Atlético-PR 2 x 0 Flamengo - 15/05/83)

::Estádio Anacleto Campanella
Municipal (São Caetano)
Endereço: Av. Walter Thomé, 64
São Caetano do Sul (SP)
Dimensões: 100m x 70m
Inauguração: 02/01/1955
(São Bento 1 x 0 XV de Piracicaba)
Recorde de público: 24.000 pessoas
(São Caetano 0 x 1 Atlético-PR - 23/12/2001)

::Estádio Olímpico Edgard Proença ‘’Mangueirão'’ Estadual (Paysandu)
Endereço: Rod. Augusto Montenegro, 3101 - Belém (PA)
Dimensões: 105m x 68m
Inauguração: 04/03/1978
(Seleção Paraense 4x0 Seleção Uruguaia); Reinauguração: 05/05/2002 (Remo 2 x 2 Paysandu)
Recorde de público: 65.000 pessoas
(Remo x Paysandu - 11/07/99)

::Estádio Urbano Caldeira ‘’Vila Belmiro'’
Próprio (Santos)
Endereço: Rua Princesa Isabel Dimensões: 106 x 70 m
Propriedade: Santos Futebol Clube
Inauguração: 12.10.1916
(Santos 2 x 1 Ypiranga-SP)
Recorde de público: 32.989 pessoas
(Santos 0 x 0 Corinthians, 20.09.1964)

Fonte:http://jbonline.terra.com.br/destaques/brasileirao2003/estadios.html de 24.09.2008

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 22 Set 2008

Sérgio Neri, pegador de pênaltis

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Sérgio Neri ganhou fama na década de 80 no Guarani ao defender algumas dezenas de pênaltis, principalmente no Campeonato Brasileiro. Em 1986, ele garantiu dois pontos ao Bugre na vitória de 1 a 0 sobre o Grêmio, em Porto Alegre, ao pegar a penalidade batida pelo atacante Valdo.

NO CANTINHO - Sérgio Neri se estica todo para defender o pênalti cobrado pelo atacante Valdo, do Grêmio, na vitória bugrina por 1 a 0, em pleno estádio Olímpico, em Porto Alegre, dia 25 de janeiro de 1987, durante a segunda fase do Brasileirão de 1986

Dois anos depois, o “guarda-valas” também assegurou alguns “bichos” aos seus companheiros. Naquela edição, se ocorresse empate no tempo normal havia pênaltis e o ganhador somava um ponto extra na classificação. “Não me recordo com exatidão quantos jogos foram para os pênaltis, mas ganhamos a maioria”, diz. Apesar da estupenda campanha de 1986, Sérgio Neri não conseguiu dar o título ao Guarani. Nas duas primeiras fases, foram 17 vitórias, sete empates e duas derrotas, com 45 gols marcados e 11 sofridos. Obteve duas vitórias sobre o Vasco (3 a 0 no Rio e 2 a 0 em Campinas), nas oitavas-de-final. Despachou o Bahia nas quartas: 2 a 2 e 1 a 0, e na semifinal, liqüidou o Atlético-MG, empatando sem gols no Mineirão e ganhando por 2 a 1, em Campinas.

O time campineiro, que contava com Ricardo Rocha, Wilson Gottardo, Marco Antônio Boiadeiro, Evair, João Paulo, Tite - que hoje é treinador -, fez a final com o São Paulo. Empate de 1 a 1 no primeiro jogo, no Morumbi. Na épica decisão, no Brinco de Ouro, 1 a 1 no tempo normal, 2 a 2 na prorrogação, com Careca marcando o gol de empate do Tricolor, aos 14 minutos do segundo tempo, mas nos pênaltis os são-paulinos foram mais eficientes e venceram por 4 a 3. Sérgio Neri ainda defendeu a cobrança de Careca, mas Marco Antônio e João Paulo perderam para sua equipe.

Time do Guarani que empatou em 0 a 0 com o Atlético-MG, no Mineirão, na semifinal do Brasileirão de 1986. No 2º jogo, o Bugre ganhou por 2 a 1 e se classificou para decidir o título com o São Paulo. De pé: Sérgio Neri, Gilson Jáder, Almir, Ricardo Rocha, Marco Antônio e Tosin; agachados: Chiquinho, Tite, Evair, Marco Antônio Boiadeiro e João Paulo. Vejam o atual técnico Tite no time campineiro.

No ano seguinte, com a dissidência do Clube dos 13, a CBF, respaldada pela Fifa, criou os módulos Verde e Amarelo, sendo que no final, os dois primeiros de cada módulo decidiriam o título. O Flamengo bateu o Inter-RS e foi campeão do Verde. Guarani e Sport dividiram o caneco do Amarelo. O Bugre fez 2 a 0 na 1ª partida e perdeu de 3 a 0 em Recife. Nos pênaltis, empate de 11 a 11 e as equipes resolveram dividir o título. Flamengo e Inter-RS se recusaram a enfrentar os times do Módulo Amarelo para decidir o Brasileirão de 1987. Sport e Guarani fizeram a final. No Brinco de Ouro, empate de 1 a 1. Na Ilha do Retiro, o Sport fez 1 a 0 e ficou com a taça. O estigma de pé-frio acompanhou Sérgio Neri no ano seguinte, quando foi vice-campeão paulista ao perder a final para o Corinthians por 1 a 0, gol do então desconhecido Viola.

Campeão no Bahia e no Vila Nova-GO
Titular entre 1986 e 1990, Sérgio Neri tem seu nome guardado na galeria do Guarani, porém, sem conseguir ser campeão pelo time campineiro. As conquistas vieram só quando ele deixou o clube no final de 1990, comprado pelo Bahia. Logo na 1ª temporada no Nordeste foi campeão baiano. No começo de 1993, transferiu-se ao Vila Nova-GO, onde também faturou o título estadual, atuando com o volante Tosin, o lateral-direito Alfinete, entre outros. No ano seguinte foi emprestado ao Botafogo, de Ribeirão Preto, mas não cumpriu o contrato em razão de divergências com diretores do Vila Nova e decidiu parar. “Houve uma discussão com relação a porcentagem cobrada pelo empréstimo”, diz. Em seu currículo, consta ainda ter ajudado a seleção paulista a quebrar um jejum de 12 anos sem título no Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais Sub-20, além da disputa da Libertadores de 87 e de 88 pelo Bugre. Pai de Harlen, Ana Carolina e Giovana, Sérgio Neri Santana é casado com Elaine Cristina. Quando parou de jogar, ele montou um restaurante em Marília, onde nasceu em 11/3/63. Aliás, seu 1º clube foi o Marília, que o vendeu ao Guarani em 1982. Ficou com o restaurante entre 1995 e 2004, retornando ao futebol como preparador de goleiros.

Fichas técnicas de jogos importantes com Sergio Neri:

Guarani 0 x 1 Corinthians
Guarani
Sérgio Neri; Marquinhos, Vágner, Ricardo Rocha e Albéris; Barbieri (Mário), Paulo Isidoro, Marco Antônio Boiadeiro e Neto; Evair (Careca Bianchesi) e João Paulo. Técnico: José Luiz Carbone.
Corinthians
Ronaldo; Edson Boaro, Marcelo Djian, Denilson e Dida; Márcio Bittencourt (Paulinho Carioca), Paulinho, Biro Biro e Everton (Wilson Mano); Viola e João Paulo. Técnico: Jair Pereira.
Gol: Viola aos 4 minutos do 1º tempo da prorrogação.
Árbitro: Arnaldo Cézar Coelho.
Expulsões: Paulinho Carioca e Paulo Isidoro.
Renda: Cz$ 17.543.200,00.
Público: 49.604 pagantes.
Local: Brinco de Ouro, em Campinas, domingo, 31/7/1988, na final do Paulistão, quando Sérgio Neri foi vice.

Seleção Paulista 1 x 0 Seleção Carioca
Seleção Paulista
Sérgio Neri, Heitor, Marco Antônio, Nenê e Carlinhos; Régis, Sidney e Paulo Sérgio; Marlon (Nereu), Valdir Lins e Luis Carlos. Técnico: Sebastião Lapola.
Seleção Carioca
Hugo; Catinha, Maurão, Souza e Ricardo; Mancieira, Giovane e Gilmar Popó (Antônio Carlos); Helinho (Mamão), Jairo e Pituca. Técnico: não obtido.
Gols: Luis Carlos aos 16 e Mamão aos 35 minutos do segundo tempo.
Árbitro: Airton Bernardoni.
Renda e público: não obtidos.
Local: Morumbi, em São Paulo, sábado, 12 de março de 1983, na decisão do Campeonato Brasileiro de Seleções Sub-20, quando São Paulo, com Sérgio Neri no gol, quebrou um jejum de 12 anos sem conquistar o título da competição.

Sport Recife 1 x 0 Guarani
Sport Recife
Flávio: Betão, Estevam Soares, Marco Antônio e Zé Carlos Macaé; Rogério, Ribamar (Augusto) e Zico; Robertinho, Nando e Neco. Técnico: Jair Picerni.
Guarani
Sérgio Neri: Baiano, Luciano, Ricardo Rocha e Albéris; Nei (Carlinhos), Paulo Isidoro e Marco Antônio Boiadeiro; Catatau (Mário), Evair e João Paulo. Técnico: José Luiz Carbone.
Gol: Marco Antônio aos 19 minutos do segundo tempo.
Árbitro: Luís Carlos Trindade (Fifa-RJ).
Expulsão: Evair.
Renda: Cz$ 4.905.000,00.
Público: 26.282 pagantes. Local: Ilha do Retiro, em Recife, domingo, 7 de fevereiro de 1988, quando Sérgio Neri foi novamente vice-campeão brasileiro pelo Guarani, referente a edição de 1987.

Guarani 3 x 3 São Paulo
Guarani
Sérgio Neri, Marco Antônio, Ricardo Rocha, Valdir Carioca e Zé Mário; Tosin, Tite (Vágner) e Marco Antônio Boiadeiro; Catatau (Chiquinho Carioca), Evair e João Paulo. Técnico: Carlos Gainete.
São Paulo
Gilmar, Fonseca, Wagner Basílio, Dario Pereyra e Nelsinho; Bernardo, Silas (Manu) e Pita; Müller, Careca e Sidney (Rômulo). Técnico: Pepe.
Gols: Nelsinho (contra) aos 2 e Ricardo Rocha (contra) aos 9 minutos do 1º tempo. Pita a 1 e Boiadeiro aos 7 do 1º tempo da prorrogação. João Paulo aos 5 e Careca aos 14 do 2º tempo da prorrogação. Pênaltis: Guarani 3 x 4 São Paulo. Tosin, Valdir Carioca e Evair converteram para o Bugre. Marco Antônio e João Paulo erraram. Dario Pereyra, Rômulo, Fonseca e Wagner Basílio fizeram para o Tricolor. Careca errou.
Árbitro: José de Assis Aragão.
Expulsão: Vágner.
Renda: Cz$ 4.222.000,00.
Público: 37.370 pagantes.
Local: Brinco de Ouro, em Campinas, quarta-feira, 25/2/1987, quando Sérgio Neri foi vice-campeão brasileiro pelo Bugre

fonte:diarioweb de são jose do rio preto

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 18 Set 2008

Eu levei um são-paulino para ver a estréia de Pita no SPFC.

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ESTRÉIA DE PITA NO SÃO PAULO
Quando Pita vestiu a camisa do SPFC, lembro-me da gentileza de um corintiano para com um amigo são-paulino . Era um domingo de muito sol e o São Paulo ia estrear o Pita contra uma equipe do interior de São Paulo pelo campeonato paulista. Este corintiano era eu, que fui à casa de meu amigo Maurício, são-paulino, que estava sem carro. Bati à porta dele e ele, inteligente, imaginou mais ou menos o presente que eu estava dando. Falei-lhe: somente eu, um corintiano de alma branca, vem à casa de um são-paulino, com meu próprio carro, às 14h do domingo, oferecer carona para ver um jogo de outro time neste sol escaldante. Ele sorriu e num tapa já estava vestido para ir ao jogo. Falei mais uma vez: Mas não precisava vir com a camisa do São Paulo, né? Nem me deu resposta. Já foi ligando o rádio do carro, gostava de ouvir o Randal Giuliano comentarista são-paulino da rádio Jovem Pan.
O inverso meus amigos é muito difícil, vocês já receberam em vossas casas algum amigo torcedor rival para levar você ao estádio em jogo que não é o time do amigo torcedor, e sim o seu time? Ainda com o carro dele?
Bem, devo admitir que ele me pagou duas cervejas no estádio. Se for ver, ele me deve este favor até o último de seus dias….rs.
O Sâo Paulo ganhou de 3 x 0, com os três gols do Pita. Ele ficou entusiasmado. Mas alertei-o que somente o Pita em 1984 não faria o time campeão.
O fato aconteceu somente em 1985.
Quem não se lembra de Silas, Muller, Sidney, os “Menudos do Morumbi”, todos revelados na escolinha tricolor? Esta foi a equipe campeã paulista de 85. Quem não se lembra do goleiro Gilmar Rinaldi, dos laterais Nelsinho e Zé Teodoro, do volantão Bernardo e do atacante Careca. Todos eles, ao lado de Pita, venceram em Campinas o segundo título nacional do São Paulo.
Mas voltando ao Pita, Cilinho falava que ele era o último romântico do futebol. Encontrei o Cilinho aqui onde moro e ele me falou que daquele time dos menudos, tinha também muito respeito pelo Silas.
Um dos gols mais bonitos marcados por Pita foi em jogo contra o Palmeiras, em 85, no empate por 4 a 4, no Pacaembu. O meia fez uma fila de palmeirenses, entre eles os volantes Paulinho e Rocha, driblou o goleiro Emerson Leão e empurrou para as redes. Minha gente, neste jogo foi um entra-e-sai do estádio, todos os torcedores, dos dois lados, pensaram em algum momento que a vaca tinha ido para o brejo.

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 17 Set 2008

O Futebol e as HQs

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Preste atenção em qualquer jogo entre Palmeiras e Cruzeiro. Duas torcidas organizadas estarão sempre lá, ostentando suas bandeiras. A Mancha Verde do lado dos paulistas, e a Mancha Azul pelos mineiros. Em comum, o fato de que seus símbolos são nada mais, nada menos que o Mancha Negra, famoso vilão dos quadrinhos Disney..

Mas no futebol as referências a HQs não se restringem ao Mancha, modificado pela cor do time de cada torcida. É fácil ver também o Hulk, o Duende Verde e até o Lobo da DC Comics estampados nas bandeiras das torcidas.

O que dizer, então, da folclórica e recentemente extinta “geral” do Maracanã, na qual se encontram, comumente, torcedores fantasiados de Flash, Super-Homem, Batman e Robin em tudo quanto é Fla-Flu?

Curioso foi o que aconteceu com o Lanterna Verde, que em 2002 esteve na boca até de quem não curtia quadrinhos. Graças ao Palmeiras, que no Brasileirão daquele ano amargou sua pior campanha em certames nacionais (caiu para a segunda divisão), e por causa da cor de sua camisa e por ficar nas últimas colocações do certame… bem, a piada estava feita.

Mas na campanha que reconduziu o alviverde à divisão de elite, os torcedores adotaram um novo símbolo: o “verdão” Hulk. Havia até um ator que se “transformava” no personagem a cada partida.

Também em São Paulo, por muito tempo a torcida corintiana estendeu nos estádios uma faixa com o desenho Batimão, tendo o defensor de Gotham City com a camisa do clube, numa criativa junção do nome do herói com o apelido do clube.

A relação entre futebol e quadrinhos é mais velha do que se pensa. Já na década de 40, o argentino Lorenzo Mollas criou várias mascotes para os times cariocas. Nessa brincadeira, o Pato Donald passou a representar o Botafogo. Mas, antes disso, o marinheiro Popeye já posava como símbolo do Flamengo. Somente em 1969 o cartunista Henfil criou o urubu para o clube rubro-negro.

Em meados dos anos 80, pelas mãos de Ziraldo, popularizaram-se várias outras mascotes, com destaque para o Super-Homem do Bahia (por muito tempo chamado de “Tricolor de Aço”) e o Saci Pererê do Internacional.

Na Paraíba, o cartunista Deodato Borges (pai de Mike Deodato, um dos melhores desenhistas brasileiros da Marvel), bolou para o Treze de Campina Grande uma majestosa raposa. E o Botafogo da capital João Pessoa tem como representante o Guarda Belo, da Hanna-Barbera, embora ultimamente a torcida prefira o cão pitbull. Já o Esporte de Patos, do interior estado, também usa a figura do Pato Donald.

Também da Disney, o índio Havita e o papagaio Zé Carioca já foram usados como símbolos, respectivamente, do Guarani de Campinas e do Palmeiras, embora não sejam mais bem aceitos pelos torcedores (os palmeirenses até adotaram o porco, há alguns anos, como a mascote “oficial”).

Mas o interessante foi ver toda a turma de Patópolis entrando no clima e vestida com uniformes de seleções de vários países. Isso aconteceu em 2002, no álbum de figurinhas Copa do Mundo Disney. O livro ilustrado foi uma grata surpresa da Editora Abril, que há muito deixara de lançar cromos de personagens Disney, muito comuns nas décadas de 1970 e 1980.

Para relembrar uma Seleção Brasileira que deixou saudades, vale voltar aos meses que antecederam a Copa do Mundo da Espanha, em 1982, quando era exibida na TV uma propaganda da Gillette que marcou época. Era um desenho animado cujo personagem, Pacheco, um sujeito bonachão que representava toda nossa torcida, virou símbolo do País na competição. Ele também aparecia nos gibis, na forma de publicidade em quadrinhos.

No ano passado, no México, os jogadores do Rayados de Monterrey adotaram uma mascote do Hulk, de pouco mais de um metro de altura, que inclusive senta no banco de reservas em todos os jogos.

Futebol nas HQs brasileiras

O Brasil, como país do futebol, tem vários outros exemplos dessa bem-sucedida união entre dois dos melhores entretenimentos que existem. Já em 1932, os moleques Reco-Reco, Bolão e Azeitona, criações de Luis Sá, apareciam batendo uma bolinha.

A Turma do Pererê, criação de Ziraldo, gostava tanto de futebol que chegou a organizar um torneio na mata. E um inesquecível registro dessa paixão aconteceu em 1962, meses antes de o Brasil conquistar o bicampeonato mundial no Chile. Era uma história que mostrava um dos membros da turma desfilando seu talento nos gramados, e sendo convocado para a seleção que disputaria a Copa naquele ano. Tudo isso pôde ser visto no primeiro volume da coleção Todo Pererê, que a Editora Salamandra lançou em 2002 e cujo terceiro número saiu em agosto de 2004.

Em 1978, o gibi Sítio do Picapau Amarelo # 13 (RGE) mostrou outro personagem convocado para a Copa. Tia Nastácia foi convidada a fazer parte da delegação do Brasil, para preparar deliciosos quitutes para os jogadores.

Nossa seleção, aliás, tem um grande número de aparições nos quadrinhos, em diferentes épocas, principalmente em lançamentos próximos a alguma Copa do Mundo. Sócrates, Zico, Falcão, Careca, Bebeto, Romário, Taffarel, Ronaldinho e muitos outros (que incluíam os técnicos Cláudio Coutinho, Telê Santana e Lazzaroni) apareceram em gibis do Sítio do Picapau Amarelo, Cebolinha, Zé Carioca e Pelezinho, em 1978, 1982, 1986, 1990 e 1994.

E só mesmo no país pentacampeão do mundo são mais do que comuns as coletâneas especiais sobre o esporte, pinçadas de uma variedade enorme de histórias dos mais diferentes personagens, como os da Disney (em edições de Zé Carioca relacionadas a Copas e no Disney Especial), Turma da Mônica (Pelezinho, também em edições alusivas aos mundiais e na Coleção Um Tema Só: Futebol), entre outros.

Em gibis como Cebolinha, Cascão, Os Trapalhões (tanto na Bloch quanto na Abril) e O Gordo, passando por Menino Maluquinho, Alegria, Turma do Lambe-Lambe e tosqueiras como Sérgio Mallandro, o futebol sempre deu um jeitinho de pintar nas histórias produzidas aqui. Até mesmo Senninha, um piloto de Fórmula 1, participava de peladas com sua turma.

Há outras criações tupiniquins que também amam o futebol, como Maciota, o jogador de várzea criado por Paulo Paiva; a garotinha Mutuca, de Antônio Cedraz (criador da Turma do Xaxado); a tira O Dia a Dia do Futebol, de Bruno Teixeira Lomba; o cão Jarbas, que às vezes veste a camisa da seleção ou se traja de árbitro; e o travesso Cabeça Oca, cuja roupa vermelha e branca é uma homenagem ao Vila Nova, clube para o qual torce o criador do personagem, o goiano Christie Queiroz.

E não se pode esquecer de Futebol e Raça, publicado pela Cedibra, que durou apenas três edições. Com textos de Luiz Antônio Aguiar e desenhos de Mozart Couto, as histórias tinham como protagonista um jogador aposentado.

Mesmo quando algum personagem vinha dos Estados Unidos - país conhecidamente avesso ao futebol -, os autores brasileiros tratavam de fazê-lo apreciar o esporte. Nas histórias da Pantera Cor-de-Rosa, Luluzinha, Bolinha ou algumas da Hanna-Barbera produzidas aqui, era possível encontrar pelo menos a tradicional bola de gomos pretos e brancos compondo cenários de lojas de brinquedos ou quartos de criança. Coisa que não se via nas aventuras importadas.

Em O grande jogo, história produzida nos estúdios da Editora Abril e publicada na revista Pato Donald # 1252, foram reunidos vários vilões como João Bafo-de-Onça, Dr. Estigma e Irmãos Metralha em torno de uma disputa futebolística num presídio. O melhor ficou para o final, quando todos organizaram uma partida de futebol de botão, uma invenção genuinamente brasileira.

Zé Carioca, por sua vez, joga bola com muita freqüência, desde suas primeiras histórias produzidas no Brasil. Mais ainda depois que surgiu o Vila Xurupita F.C., criado por Ivan Saidenberg na década de 1970. O time punha em campo, além do papagaio, os pernas-de-pau Nestor, Afonsinho, Pedrão e outros “grossos”.

Praticamente uma versão em quadrinhos do Íbis (time pernambucano que é considerado o pior do mundo), o Vila Xurupita é o maior saco de pancadas da história do futebol. Na única vez em que ganhou um troféu (disputado num jogo só, contra uma equipe formada por gorilas mal-encarados, vencido devido a um gol contra), foi obrigado a vender o prêmio para pagar os aluguéis atrasados da sede do clube.

O time alimenta ainda uma rivalidade ferrenha com o Arranca-Toco. Os jogos entre as duas equipes são o que se pode chamar de (com o perdão do trocadilho) clássico dos quadrinhos.

Como todo brasileiro que se preza, o papagaio malandro é fanático por futebol, e essa paixão foi - e continua sendo - parte marcante do gibi do personagem. Seja em menções a clubes, jogos na calçada ou “furadas de fila” no Maracanã, a revista sempre destacou o esporte bretão.

E numa dessas, foi concebida a melhor saga futebolística do Zé Carioca, a divertida Zé nos States, escrita por Gérson B. Teixeira e desenhada por Aluir Amâncio. O arco completo de histórias foi publicado na edição número 2000 da revista do personagem, e se passava na época da Copa do Mundo 94.

A aventura narrava a ida de Zé Carioca aos Estados Unidos para assistir aos jogos do Brasil. É claro que, para chegar lá sem um tostão no bolso o malandro apronta de tudo para alcançar seu intento. Uma das melhores passagens é o encontro dele com o craque Maradona num navio de passageiros. A rivalidade entre brasileiros e argentinos foi o mote para as mais divertidas confusões. O jogador, claro, sofreu nas mãos do papagaio.

Não mais que um marinheiro argentino, que não resistiu e cantou Aquarela do Brasil junto com o Zé Carioca. Acabou sendo expulso do navio pelos próprios compatriotas, que gritavam “Traidor!” a pelos pulmões.

Para quem não teve a oportunidade de ler essa fantástica saga há dez anos, a Editora Abril a republicou em 2004 no título quinzenal do Zé Carioca.

Mas essa não foi a primeira vez que o papagaio assistiu in-loco aos jogos do Brasil nas Copas. Em muitas ocasiões, ele tanto fazia que acabava integrando a delegação nacional. Como em 1986, na revista Zé Carioca # 1775, em que o malandro até ensina ao técnico Telê Santana um novo posicionamento tático, baseado no famoso “carrossel holandês”: a gangorra tupiniquim.

Antes disso, em 1982, ele foi com Donald e Panchito à Espanha. E em 1998, lá estava o caloteiro na França, no especial Copa 98.

Tantas histórias ligadas ao futebol na revista do papagaio caloteiro provavelmente não se originavam apenas do apelo comercial que o esporte possui, mas também porque a turma da Redação Disney da Editora Abril era adepta de uma pelada semanal nos anos 80.

Os quadrinhistas alugavam uma quadra na sede do Corpo de Bombeiros, em São Paulo, e os jogos rendiam inspiração não só para engraçadíssimas HQs, como para impagáveis charges sobre a Redação, nas quais um dos alvos preferidos era o rechonchudo arte-finalista Acácio Ramos.

Até hoje o argumentista Gérson B. Teixeira (atualmente trabalhando nos Estúdios Mauricio de Sousa) guarda esses desenhos, uma recordação dos bons tempos da produção nacional de quadrinhos Disney.

Falando em charges, grandes nomes da área não perdem a oportunidade de brincar um pouco com o futebol. Laerte, Glauco, Luís Fernando Veríssimo e muitos outros têm em seu portfólio diversos trabalhos sobre o tema.

E aqui mesmo no UHQ o leitor pode se deliciar com divertidas charges que colocam famosos personagens dos quadrinhos (Demolidor, Thor, Wolverine, etc.) no mundo da bola, destacando-se as que antecederam a Copa de 2002.

Com relação a outro sucesso e orgulho nacional, a Turma da Mônica, seus gibis talvez são uma das poucas HQs nas quais os personagens torcem por um time de verdade. Não se trata de uma história isolada em que alguém revelou seu clube do coração. É algo já consolidado em diversas aventuras. Efetivamente, o Cascão é fanático pelo Corinthians, o Cebolinha torce pelo Palmeiras, o Anjinho é santista (nada mais lógico!) e por aí vai.

Há dois anos, Mauricio de Sousa anunciou que transformaria o jogador Ronaldo (sim, ele mesmo, o Fenômeno) em mais um de seus personagens. Foi até divulgado um desenho do craque ao lado de Mônica e Cascão. Até hoje, nada de concreto aconteceu.

Marcelinho Carioca, o polêmico ex-atacante do Corinthians, por pouco também não virou personagem de quadrinhos. Em 2001 ele lançou o Pé de Anjo, que só não foi para os gibis (ou para qualquer outro lugar) porque, na época, o jogador estava em crise com os torcedores.

Outro que não emplacou e acabou cedo foi o título Coringuinhas. Lançado em 2003, numa parceria entre o Corinthians e a Publishouse, o gibi tinha como atração os jogadores mirins da escolinha do clube paulista, entre eles o craque Alvinho. A equipe criativa contava com Caco Machado (roteiros), George Tutumi (desenhos), Roberto Souza (arte-final) e o saudoso Hermes Tadeu (cores). Em 1998, a Editora Abril lançou o especial de luxo Linha de ataque: Futebol Arte. Com textos dos comentaristas esportivos Armando Nogueira, José Trajano, Marcelo Fromer (que também era guitarrista da banda Titãs e faleceu há poucos anos) e Casagrande, mais os desenhos de Marcelo Campos, Octavio Cariello, Rogério Vilela e Roger Cruz, foi um dos exemplos mais significativos da junção do futebol com a nona arte. Mas não foi nenhuma obra-prima do gênero, é preciso dizer.

Outra produção recente sobre o tema foi lançada em 2002. Trata-se de Dez na área, um na banheira e ninguém no gol. O álbum, publicado pela Via Lettera, apresentou 11 histórias produzidas pelos craques dos quadrinhos Fábio Moon, Gabriel Bá, Allan Sieber, Custódio, Fábio Zimbres, Lélis, Leonardo, Osvaldo Pavanelli, Emílio Damiani, Spacca, Samuel Casal, Maringoni e Caco Galhardo. E ainda teve um prefácio do ex-jogador Tostão.

E em 2004 saiu pela Editora Bom texto, o espetacular A História do Futebol no Brasil através do Cartum, livro organizado pela dupla Jal e Gual que rende uma homenagem ao mais apaixonante dos esportes e à memória do traço nacional. São 340 ilustrações de várias épocas.

Para os que não puderem adquirir nenhuma dessas edições, e que desejam ler alguma HQ sobre futebol, a opção é acessar o site da Nona Arte, sempre rico em quadrinhos de vários estilos. Lá se encontra disponível para download a excelente Dia de decisão, produzida por Arthur Ferraz, Daniel Brandão e Denilson Albano.

Reforços estrangeiros

Em qualquer lugar do mundo onde haja futebol e se produza HQs, pode-se testemunhar a união de ambos. Do Chile, com o Condorito (às vezes ele aparecia de chuteiras e com uma bola na mão, vindo de alguma pelada), à Argentina, com o jogador Dico (o personagem, criado em 1971 pelo desenhista José Luis Salinas, era artilheiro do Estrela F.C. e participava de aventuras policiais fora de campo).

Ambos foram publicados no Brasil em revistas próprias, pela RGE, respectivamente nos anos 80 e 70. O condor chileno ainda voltou às bancas brasileiras em curta temporada, no começo da década de 1990, pela Editora Maltese.

Até o frio e “burocrático” futebol da Alemanha tem representantes nos quadrinhos. Kick Wilstra, criado por Henk Sprenger, era um jogador que enfrentava bandidos nas horas vagas. O personagem fez muito sucesso entre os alemães, na década de 1950.

E não só aqui os personagens Disney demonstram paixão pelo futebol. Em países como Dinamarca, França e Itália, também chegados numa pelota, é muito comum encontrar histórias do gênero.

Uma das mais memoráveis foi feita pelos italianos e publicada no Brasil em 1986. Nela, Mickey e Pateta tentam voltar no tempo, mais precisamente para 1970, para tirar fotografias exclusivas da final da Copa do Mundo entre Brasil e Itália. Tudo dá errado e eles acabam indo para o futuro, exatamente no dia e local da disputa da Copa 86. Enquanto o jogo se desenrola, são mostradas apenas as expressões dos personagens, que ficam sabendo, antecipadamente, quem venceu o campeonato.

A capa de Peninha # 1, lançamento da Abril em agosto de 2004, é outra prova do quanto os italianos gostam do esporte. O desenho foi feito na Disney Itália, e mostra o pato atrapalhado ao lado de Huguinho, Zezinho e Luisinho num campo de futebol alagado.

Curiosa foi a história O som da arena, feita nos Estados Unidos e protagonizada por Cable, um dos muitos mutantes da Marvel Comics. Publicada aqui na Wizard # 12 (Panini Comics, setembro de 2004), mostrou, em algumas páginas, aquilo que todo mundo lá fora já sabe: brasileiro é apaixonado por futebol. As cenas apresentavam o herói no Rio de Janeiro observando um garoto mutante batendo uma pelada na praia com seus amigos e usando superpoderes para cabecear uma bola que vinha muito alta.

Os chamados quadrinhos autorais também prestaram sua homenagem ao futebol. Vários cartuns do argentino Mordillo (cultuado na Europa e pouco conhecido aqui), e Os Campeões (lançado no Brasil pela Meribérica/Líber), obra do turco Gürcan Gürsel, são dois excelentes exemplos. Donos de traços diferentes entre si, têm em comum a paixão pelo esporte das massas e um humor inteligente que se traduz na forma como produzem seus álbuns: gags puras, sem nenhum balão ou recordatório, no máximo uma onomatopéia aqui e ali.

O também argentino Sergio Más lançou, em 1998, o livro de cartuns Futbol de Más, com a participação de alguns cartunistas brasileiros.

E um futebol futurista, com jogos violentos em verdadeiras batalhas campais, foi mostrado, em 1987, na obra Hors Jeu, de Enki Bilal e Patrick Cauvin.

Ainda há O mini-guia do futebol, HQ dos franceses Bruno Madaule e Gaston. Publicado recentemente em vários países da Europa, o álbum bem que poderia circular pelo Brasil, já que Portugal verteu a obra para nossa língua.

De nossa pátria-mãe vem Pantera Negra Eusébio, homenagem em HQ ao maior jogador português da história do futebol, o atacante Eusébio, artilheiro da Copa da Inglaterra, em 1966. O álbum foi lançado em 1990 pela Meribérica, com desenhos de Eugénio Silva.

Até na terra do Sol nascente, sem nenhuma tradição futebolística (mas que vem se interessando pela coisa há alguns anos - Zico que o diga!), vez ou outra se produz alguma HQ com o tema.

Em 1982, surgiu o mangá Captain Tsubasa (criado por Yoichi Takahashi), com as aventuras do jovem Oliver Tsubasa, que sonhava em ser campeão de juniores pelo Japão. O primeiro tomo da série foi até 1989.

No ano de 1994 veio o segundo tomo, no qual o personagem jogava no São Paulo. Isso se justificava pelo fato de o clube ter ganhado duas decisões da Copa Intercontinental Toyota, em Tóquio, em 1992 e 1993 e gozar de muito prestígio por lá. Nas histórias ainda apareciam outros times brasileiros, como Flamengo e Grêmio. Recentemente, Tsubasa se transferiu para o Barcelona.

Por aqui, o personagem só deu as caras em animê. O mangá ainda é publicado no Japão, numa nova série, com a impressionante tiragem semanal de 1,5 milhão de exemplares.

O mais recente trabalho de Yoichi Takahashi também é sobre futebol: Syukan Shonen Champion, também inédito no Brasil.

O Rei em quadrinhos

Pelé, o maior expoente do futebol em toda a História e talvez a personalidade mais conhecida do planeta, já honrou as HQs com sua presença. Além de contracenar com o Zé Carioca, o Rei ainda apareceu na capa do especial Super-Homem versus Muhammad Ali, publicado no Brasil nos anos 70, pela Ebal. Na ilustração, ele assiste à luta ao lado de outras figuras famosas da política e das artes.

Assim como se formaram mitos em torno das façanhas de Pelé nos gramados, também existe uma lenda sobre ele nos quadrinhos. Lee Falk, criador do Fantasma, afirmou numa entrevista ao Jornal da Tarde (de São Paulo), em 1996, que o rei do futebol ajudou o Espírito-que-Anda numa aventura produzida no Brasil.

O fato é que não se sabe que editora realizou tal façanha: RGE/Globo, Saber ou Ebal, que publicaram o herói em diferentes épocas em nosso país. Infelizmente, não se encontra registro dessa história, mas se o próprio Lee Falk disse que ela existe…

No final da década de 1970, Pelé ganhou participação mais que efetiva nos quadrinhos, quando Mauricio de Sousa criou Pelezinho. Estreando em tiras de jornal e depois ganhando seu próprio gibi na Editora Abril, o personagem fez muito sucesso não só no Brasil, mas em outros países da América do Sul.

Os coadjuvantes de Pelezinho eram todos baseados em amigos de infância do Rei. Um dos mais divertidos da turma era o (arremedo de) goleiro Frangão. Até Dondinho, o pai de Pelé, aparecia nas histórias.

A revista mensal do pequeno craque durou até 1982, e por mais quatro anos foram lançados almanaques periódicos com republicações, incluindo os especiais da Copa do Mundo de 82 e de 86 (em duas edições).

Quando os Estúdios Mauricio de Sousa foram para a Editora Globo, o personagem ganhou um almanaque em 1988, além do especial Copa 90 (que apresentava histórias inéditas, e numa delas havia até um encontro entre Pelé e Pelezinho) e um álbum em comemoração aos 50 anos do rei do futebol.

Em 1990, Mauricio de Sousa cogitou a volta do personagem com um visual bem diferente, agora um pré-adolescente. Anos depois, em 2002, essa nova imagem foi apresentada em propagandas nas revistas da Turma da Mônica e em sites pela internet. Mas a idéia não seguiu adiante.

Restou só a saudade do maior craque que os quadrinhos já revelaram para o futebol - ou seria o contrário?

Supercraques

Em 1995, o então diretor de redação da revista Placar, Marcelo Duarte, teve a idéia de revitalizar as mascotes dos clubes de futebol, as quais achava ultrapassadas. Pensou em algo que significasse o poder e a força que os times representam.

A Era Image, na qual supertipos anabolizados e anatomicamente inverossímeis eram a bola da vez, estava no auge. Assim, sob encomenda do jornalista, a equipe do estúdio Art & Comics seguiu a tendência e transformou as velhas e passivas mascotes nos Super-Heróis da Bola: Mega Timão (Corinthians), Power Urubu (Flamengo), Lança-Chamas (Botafogo), Cyberpork (Palmeiras), Galo Vingador (Atlético-MG), Fox (Cruzeiro) e outros formavam o mais novo esquadrão de paladinos da justiça.

A Editora Abril pretendia popularizá-los até que pudessem ganhar uma revista própria. Durante vários números da Placar, eles foram tema de matérias, capa de edição e chegaram a ganhar um superpôster e uma história curta. Mas a iniciativa não surtiu efeito, as vendas não demonstraram que o público ficara animado com a inovação e o projeto foi engavetado.

De qualquer forma, foi um divertido exercício de imaginação que entrou para a história da mais longeva revista de esportes do País.

Também em 1995, inspirado nas “supermascotes”, este articulista fez uma montagem que consistia no Ciclope (líder dos X-Men), vestindo a camisa do Flamengo e segurando a cabeça do ex-jogador Renato Gaúcho, o então algoz do time rubro-negro (autor do gol que tirou o título carioca do rubro-negro naquele ano). Batizada de X-Mengo, a imagem foi publicada na Placar especial de 100 anos do time carioca.

Mas os quadrinhos continuaram fazendo parte da revista. Tiras de humor e charges são seções fixas na Placar há muitos anos. A hilária coluna Lendas da Bola, de Milton Trajano, é um belo exemplo disso.

Diante de tudo que se viu, não resta dúvida: nos quadrinhos o futebol também é alegre, faz sorrir e chorar, produz tabelas perfeitas e até as goleadas surgem com mais freqüência.

O único problema é que não é possível xingar o juiz. Mas isso parece não fazer falta, pois os leitores já têm seu próprio saco de impropérios: o editor.

Fonte: www.universohq.com/quadrinhos- Marcus Ramone é flamenguista roxo. Talvez por isso também seja torcedor fanático do Vila Xurupita nos quadrinhos.
Obs: meu gibi favorito era o Fantasma. Imaginem só, Pelé ajudou o espírito-que-anda numa aventura. Só o negão mesmo.
Gilberto

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 15 Set 2008

O surgimento do apelido TIMÃO do Corinthians

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Em pé: Jair Marinho, Dino Sani, Galhardo, Ditão, Édson e Heitor. Agachados: Garrincha, Nair, Flávio, Tales e Gílson Porto.
Meus amigos, neste dia eu estava no Pacaembu, seria o quarto jogo do Mané Garrincha com a camisa do Corinthians. Nas estréia contra o Vasco não pude ir porque não tinha o dinheiro para o ingresso. Ainda bem, foram 3 x 0 para o Vasco, numa quarta-feira à noite.
No ano de 1966 chegaram em poucos dias o zagueiro Ditão e o volante Nair da Portuguesa de Desportos e o fenomenal Garrincha do Botafogo. Neste ano foi sacramentado o apelido de TIMÂO criado pela imprensa paulistana. A equipe não deu muito certo, mas o apelido ficou até hoje. Desde 1964, tímidos comentários davam manchetes do tipo, ” Timão corintiano venceu na Fazendinha” etc.
Voltando ao jogo da foto, o Corinthians ganhou do São Paulo por 2 x 0, gols de Garrincha aos 34 do 1° tempo e Tales aos 33 do 2° tempo.
O gol de Garrincha : Ele desceu pela direita, e dentro da área na linha de fundo, driblou o lateral do São Paulo, acho que era o Tenente, e chutou de três dedos enganando o goleiro do São Paulo que saia para tentar interceptar o hipotético cruzamento. Pedro Luis narrou o gol como sendo do tipo Copa do Mundo, dando este nome a beleza do gol. Depois o Mané iria para a seleção nos preparativos da Copa de 66 e foi talvez o único grande jogo dele com a camisa do Corinthians.
Gilberto Maluf
ET: desde aqueles tempos já tínhamos jogadores médios rotulados como salvadores da pátria. Ditão e Nair jamais poderiam ser os salvadores do time. Apenas compunham o elenco. Nada além.

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 13 Set 2008

Futebol de Cascavel - Sem rádio antigo

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As transmissões radiofônicas fazem parte do charme do futebol. Em 1931, Nicolau Tuma, da Rádio Educadora Paulista, teve a responsabilidade de fazer a primeira narração do futebol brasileiro. Na ocasião jogavam as seleções do Paraná versus São Paulo. No imaginário do torcedor, mesmo longe do campo, o gramado, as arquibancadas, as cores dos times e a pelota rolando.

Entre a década de 60 e 70 o radinho a pilha se populariza, passando a ser um grande companheiro dos torcedores de futebol agora dentro do estádio. Mesmo com o surgimento de walkman’s, mp4’s e ipod’s da vida, o velho guerreiro que continua até os dias de hoje no coração dos torcedores mais antigos ganha um inimigo na região oeste do Paraná: a Polícia Militar. Os homens da lei passaram a barrar a entrada dos tradicionais aparelhos de rádio a moda antiga no Estádio Olímpico Regional.

A proibição, como indica a palavra do cascavelense, Diego Souza, de 30 anos, limita-se aos aparelhos que tenha pilhas médias ou grandes, e está causando um grande transtorno sentimental aos seus donos.

“Sou um torcedor que gosta de olhar o jogo e ao mesmo tempo escutar o que o repórter fala a respeito. Saber o que está acontecendo nos bastidores. Muita gente não vê problema em levar um aparelho pequeno ao campo. Mas para os mais antigos, chega a ser chocante, já que alguns destes carregaram consigo durante muito tempo o mesmo rádio. Estão perdendo um companheiro antigo, com certeza, alguns destes rádios viram e narraram a Serpente ser campeã em 80”, conta decepcionado.

A retaliação começou no jogo seguinte ao do Cascavel contra o Londrina, 16 de janeiro, quando um torcedor arremessou uma pedra de gelo no gramado. O fato deixa entristecido até mesmo chefe de torcida organizada, que não costuma a levar rádio grande no jogo, mas depois dele não dispensa um walk man.

O presidente da Organização Serpente Tricolor, Wesley Pepice, vai ao campo ver o Cascavel desde 1988, diz que nunca viu coisa parecida e ainda protesta: “besteira né… esse lance de rádio no jogo é tradição desde os primórdios e se o cidadão que assiste aos jogos quiser jogar alguma coisa, ainda pode jogar o chinelo, celular, tênis. Não é o fato de entrar com o rádio que irá oferecer ou não algum risco para os árbitros ou qualquer um que seja”.

A partir de então, veiculado em www.interney.net/blogs/deprimeira, o torcedor se reportou da seguinte forma:

Comentário de: Ruben Fontes Neto ·

Se for pensar pro lado da segurança, realmente as pilhas médias e grandes são perigosas… Mas é fato também que os estádios (principalmente os do interior) perderam um pouco do seu charme com a proibição dos radios de porte médio…
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Comentário de: Rodrigo Mock

Nossa, ótimo texto, entra geração e sai geração e o Radinho de pilha continua seguindo vivo nos estadios do Rio de janeiro

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Comentário de: Vivian

O jogo fica ainda mais interessante ouvindo o narrador, tanto p/ quem tem problemas de vistas, ou p/ quem quer simplesmente ter mais detalhes do jogo.
Tanta coisa mais antiga e grave a ser resolvida e vem uma meia dúzia querendo proibir o que é tradição e valioso p/ quem está assistindo o jogo no estádio.

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Comentário de: André

Caso alguém seja acertado por uma pilha e faça B.O., faca-se revista em todos os radinhos presentes no estádio! hahahahah
Besteira isso, quem quiser esconder e fazer malabarismo pra entrar com alguma coisa que machuque dentro do estádio consegue, então deixa o radinho aí, mto mais divertido.

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Comentário de: Ricardo Lazarotto

Putz!!!
Eu tinha um rádio igualzinho ao da foto…

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Comentário de: Felipe Lessa

haha esse é bonito!
PHILIPSão anos 70.
nos jogos do Londrina, achos que os caras disputam pra ver quem leva o rádio mais antigo, haha….você vê várias preciosidades.
Mas é isso aí, o futebol moderno está acabando com o futebol tradicional….por “sorte”, o Brasil ainda é um país um tanto quanto atrasado hehehh.

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Comentário de: Fabricio Grzelak

Nas cadeiras cativas do Café vc ainda encontra um desses

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Comentário de: Felipe Lessa

haha, com certeza.
meu velho tinha um muito parecido com esse…
e ele gostava que eu fosse nos jogos, para carregar o rádio, hehehe, volta e meia sintonizado na paiquere.
Bons tempos.

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Comentário de: Márcio Teruel ·

Sou a favor também dos radinhos no estádio… Já é de praxe, mas é algo pouco utilizado nos últimos tempo, pois muitos preferem ir para o estádio para ofender jogadores, juízes, treinadores e até mesmo dirigentes… Antes o futebol era mais gostoso com torcedores felizes e interessados na escalação e em um futebol interessante em que a equipe possa representar bem uma cidade.

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Comentário de: Felipe Lessa ·

Conflitos entre torcedores contra jogadores, juízes, treinadores e até mesmo dirigentes…são parte do futebol.
Se tem gente que vai ao estádio apenas para isso, todos nós, incluso a mídia, temos culpa.
Quando um torcedor vai ao estádio, se interessa na escalação, observa histórico e comportamento de um determinado juíz ou dirigente, o conflito acontece.
Não acredito que a torcida precisa ser feliz e conformista o tempo todo…nem suporto tal comportamento passivo que transformaria o torcedor em espectador, do mesmo jeito que não suporto quem vai ao estádio apenas ofender jogadores, juízes, treinadores e até mesmo dirigentes…

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Comentário de: Michell

E o Motorádio de meu pai que o acompanha desde a década de 80 agora é barrado no Olimpico…. tenho de me contentar com o radinho xiru de 1,99 que tem uma sintonia péssima…
Saudades do motoradio… que agora fica no carro… esperando ter sua entrada liberada… enquanto isso… se pode entra no campo com celular, corneta, pandeiro e tantas outras coisas que podem ser arremessadas ao campo…

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Comentário de: Felipe Lessa ·

Libera o radio do pai do Michell…Cascavel!

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 11 Set 2008

Maracanã - As 11 lendas dos Deuses do Futebol

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As 11 lendas dos Deuses do Futebol:

1. Final do campeonato carioca de 1962.
Temeroso, Flávio Costa, o técnico do Flamengo, deu a Gérson a incumbência de ajudar Jordan na marcação ao endiabrado Garrincha. Costa tinha toda razão em se preocupar. O ponta direita acabara de voltar do Chile como o grande responsável pelo bicampeonato mundial. Mas de nada adiantaram as precauções do técnico. Garrincha, em grande tarde, fez os três gols da vitória do Botafogo. E o canhotinho de Ouro tem pesadelos com este jogo até hoje.

2. Dia de inauguração: 17 de junho de 1950
Barbosa no Maracan   - Barbosa no Maracan
Com os portões do estádio abertos, se enfrentaram as seleções de novos do Rio de Janeiro e São Paulo. Em campo, dois futuros campeões do mundo: pelo lado paulista, Djalma Santos, e pelo carioca, Didi. E foi a Didi que coube a glória de marcar o primeiro tento no maior do mundo. Os paulistas, entretanto, viraram o jogo e venceram por 3 a 1. Já naquela época valia a máxima que reza que “o futebol é uma caixinha de surpresas”.

3. Dia 13 de julho de 1950, Brasil 6x0 Espanha, pela Copa do Mundo
Poster da Copa de 50 - Poster da Copa de 50
Neste dia o Maracanã recebeu, provavelmente, o maior público de sua história. Uma notícia errada do Repórter Esso, dada por volta das 13h, dizendo que ainda havia ingressos para o jogo, provocou uma verdadeira invasão ao estádio. E, a partir do quarto gol brasileiro, a então poderosa seleção espanhola foi humilhada ao som de “Touradas em Madri”, cantada pela multidão. Infelizmente, a alegria não durou muito.

4. Não bastou que o Maracanã fosse o palco das maiores conquistas do fantástico time do Santos de Pelé. Os deuses do futebol também quiseram que o milésimo gol do rei fosse marcado no estádio. Foi num jogo contra o Vasco, no dia 19 de novembro de 1969, num pênalti sofrido por ele mesmo.
milesimo - milesimo
Pelé não queria bater, mas foi obrigado pelo restante do time do Santos - todo mundo recuou para o meio de campo. E Andrada entrou para a História - como o homem que levou o milésimo gol.

5. Returno do campeonato carioca de 1964: Flamengo 3x3 Fluminense.
Não era uma disputa de título, sequer de turno. Mas, quem assistiu ao jogo garante que este foi o mais emocionante Fla-Flu da História. Para se ter uma idéia, o Fluminense fez 3x2 aos 44 minutos do segundo tempo, e o Flamengo empatou a peleja meio minuto depois, logo após a nova saída de bola. O Fluminense se sagraria campeão naquele ano, após derrotar o Bangu na final.

6. O dia em que o Maracanã emudeceu. Final da Copa de 50, 16 de julho.
gol de ghigia - gol de ghigia
O Brasil era franco favorito contra um desacreditado Uruguai. Bastava o empate para levarmos o caneco. E ele esteve nas nossas mãos por três vezes: empate em 0x0, vitória por 1x0 e empate em 1x1. Um gol do ponta direita Ghiggia, entretanto, acabou com a festa, no segundo tempo. Diz-se até que houve um suicídio - não confirmado - de um marinheiro dentro do próprio estádio. Uma verdadeira tragédia nacional.

7. Quando os alto-falantes do estádio anunciaram a entrada de Julinho no lugar de Garrincha .

Num amistoso da seleção brasileira contra a inglesa, o Maracanã ouviu a maior vaia de sua história. Só que a partida do dia 13 de maio de 1959, em vez de ficar conhecida como “o jogo da vaia”, acabou se tornando o “o jogo do Julinho”. O ponta-direita marcou o primeiro gol da vitória por 2x0 e só faltou fazer chover. Saiu ovacionado.

8. Mais do que a despedida de um dos maiores jogadores de todos os tempos, o último jogo de Zico no Flamengo marcou o fim de uma era e de uma geração de craques a qual só faltou a conquista de uma Copa do Mundo. Em campo, o time campeão do mundo do Flamengo e ídolos do futebol mundial como Rummenigge, Mario Kempes, Gerets, Hansi Müller, Causio, Falcão e Breitner. O dia, 6 de fevereiro de 1990. Uma despedida digna do maior artilheiro da história do Maracanã.

9. Milan x Santos.
O segundo jogo da decisão do mundial interclubes de 1963. Debaixo de um tremendo temporal, o Santos saiu de um placar adverso de 2x0 e virou o jogo para4x2. Almir, do Santos, passou o jogo inteiro baixando a botina no brasileiro Amarildo, então no Milan. O jogador santista confessaria mais tarde em suas memórias, que jogara dopado e que o juiz fora comprado pelos dirigentes do Santos. O time de Pelé acabou se sagrando bicampeão logo depois, no terceiro jogo.Momento para a eternidade. Dalmo, à direita, cobra com perfeição a penalidade máxima que representou o único gol da vitória santista sobre o Milan, na terceira partida decisiva do Mundial de 1963, jogada no Maracanã diante de 120 mil pagantes. O goleiro Balzarini se esticou mas não conseguiu defender
Foto do gol de Dalmo.

10. Fugido da revolução na Hungria, o Honved virou um time itinerante.
Em janeiro de 1957, Puskas & cia. vieram dar por estas bandas. Flamengo e Botafogo fizeram vários amistosos contra o time húngaro naquele verão. No mais célebre, o Honved enfrentou um combinado dos dois times. E deram de cara com um ataque com Dida e Garrincha. Final 6x4 para os brasileiros. Mas, desta inesquecível temporada, ficou uma lição. O Brasil podia ser bom de bola, mas não era o único.

11. Um jogo que ficará para sempre na memória dos rubro-negros: o Flamengo 3x2 Atlético Mineiro de 1980. O Mengão tinha o melhor time e jogava em casa, mas o Galo tinha Reinaldo, O gol de empate marcado pelo centro-avante, que estava capengando - e que daria o título ao Atlético - congelou as espinhas flamenguistas. Mas um momento de craque de Nunes, o João Danado, fez a maior torcida do Brasil chegar aos céus. Daí para a frente, ninguém segurou o Mengão

Museu itinerante do futebol
Pesquisa Internet
Milton Neves

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 10 Set 2008

Jogos históricos do Sport Club Corinthians Paulista

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Para o torcedor, toda vitória é inesquecível…
Porém, há aquelas que ultrapassam os limites da razão. É onde entra a raça, a superação e as lágrimas…. Para fazer parte da lista de jogos históricos, não precisa necessariamente ser uma final de campeonato, ou contra um time grande… basta ter o choro e a emoção da torcida…como você pode conferir nos jogos a seguir.
Este artigo contém a narrativa do site todopoderosotimão.com Procurei , na medida do possível, tirar qualquer ufanismo ou sensacionalismo nas palavras. Evidentemente não dá para tirar um certo entusiasmo que realmente estes jogos proporcionaram para a Fiel Torcida.

Corinthians x Palmeiras - Campeonato Paulista de 1954. (com direito a narração do gol por Pedro Luís)

1954 era o ano do IV Centenário de São Paulo. Por esse motivo, todos queriam ganhar o Campenato Paulista daquele ano. Assim, no dia 6 de fevereiro de 1955, Corinthians e Palmeiras no Pacaembu para decidir quem será o campeão do centenário. Desde cedo, o movimento na cidade era grande, pois todos queriam acompanhar a grande final. Para o Corinthians, campeão do Centenário da Independência em 1922, bastava o empate para assegurar o título. Ao Palmeiras, só a vitória interessava. E esse título, assim como o de 1922, valeria por 100 anos.
Com isso, o presidente palmerense, Byron Giuliano, mandou o time entrar em campo com camisas azuis ao invés de verde para tentar a sonhada vitória. Não adiantou. _ Deu dó ver o Palmeiras entrar em campo sem a camisa verde _ disse o ex-palmerense Osvaldo Brandão.
Aos 9 minutos, o Corinthians saiu na frente. Após um cruzamento, assim narrado pelo locutor Pedro Luiz para a rádio Panamericana:
“Vai ser executado o arremesso por Cláudio. Movimentou o coro. Deu a Rafael. Rafael atrasando para o ponteiro. Pode centrar até com perigo. Ergueu para a boca do gol. Fechou todo mundo. Cabeceou…Gooooooool! Gol de Luizinho para o Corinthians, fazendo delirar a torcida corintiana que se movimenta em massa nas dependências do Estádio Municipal do Pacaembu. Um para o Corinthians, zero para o Palmeiras”.
A partir daí, o Timão armou uma retranca e o goleiro Gilmar foi quem garantiu o resultado. Mas no segundo tempo, o Palmeiras consegue o empate, aos 6 minutos, através de Nei. O jogo fica dramático até o juiz uruguaio Esteban Marino apitar o final. Festa alvinegra no Pacaembu. o Corinthians era Campeão do Centenário. A torcida invadiu o campo. Veja o depoimento de Gilmar sobre o jogo: “Seria uma decisão como outra qualquer, mas com a diferença de que essa valia o título do Centenário de São Paulo. O Corinthians tinha a vantagem do empate, mas encontrou um adversário difícil. O jogo foi duro e bastante disputado. Logo no início fizemos 1 a 0. Depois, o Palmeiras reagiu e empatou. A partir daí, seguramos o resultado e fomos campeões. Todos queriam esse título, pois quem ganhasse ficaria com a glória para os cem anos seguintes.”

Corinthians x Santos - A quebra do tabu (1968)

No dia 6 de março, o Pacaembu foi palco de uma das partidas mais emocionantes da história do clube. Até aquela data, o Corinthians já estava 11 anos e 22 partidas sem ganhar do Santos. Um tabu que vinha desde os 3 a 3 em 1957, quando o Timão conquistou a Taça dos Invictos e jogou pela primeira vez contra o Rei Pelé. Contando com os novos reforços Paulo Borges, Buião e Eduardo, além do técnico Lula, o Corinthians entrou em campo determinado e pronto para passar pelo difícil, até então imbatível, Santos de Pelé. No primeiro tempo, o jogo terminou empatado. O grande destaque foi o zagueiro Luis Carlos, que fez uma marcação implacável no Rei. No segundo tempo, o Corinthians começa pressionando e Rivelino chuta uma bola na trave. Logo depois, aos 13 minutos, Paulo Borges faz 1 a 0, após uma tabela com Flávio. Melhor em campo, o Timão segue firme em busca do objetivo. Aos 31 minutos, Rivelino lança Flávio, que aproveita a chance e aumenta: 2 a 0. Depois disso, o time só esperou o juiz encerrar para poder comemorar. Fim do tabu. A torcida invadiu o campo e carregou os heróis como se eles tivessem conquistado um título, gritando e cantando: “Com Pelé, Com Edu, nós quebramos o tabu”. Veja o depoimento de Paulo Borges sobre a partida: “ Foi a melhor partida da minha vida. O Pacaembu estava lotado e todos esperavam pelo fim do tabu de 11 anos. Jogamos muito bem e passamos com sufoco. No segundo tempo, fiz 1 a 0 com um belo chute pela esquerda. Depois, o Flávio aumentou. Eles puseram duas bolas na trave e nos pressionaram muito, mas conseguimos. Nossa festa foi até de manhã e eu fiquei vendo o teipe do jogo lá no Parque.”

Corinthians x Palmeiras - Campeonato Paulista de 1971

Esse, sem dúvida alguma, foi um dos jogos mais emocionantes da história, não só do Corinthians, mas do futebol brasileiro. 25 de abril de 1971. O Corinthians vinha mal no Campeonato Paulista e iria enfrentar o Palmeiras de Leão, Luís Pereira, Dudu, Ademir da Guia, etc. A torcida, no fundo, sabia que a vitória era muito difícil, mas foi ao Morumbi. Mal sabia o que os esperavam. Aos 27 segundos de jogo, O Palmeiras abre o placar. Antes da metade do primeiro tempo , já estava 2 a 0. Estava difícil, a goleada tomava forma, e assim, termina o primeiro tempo. No segundo tempo, o Corinthians volta disposto a acabar com a festa verde. E consegue. Aos 5 minutos, Mirandinha marca para o Timão. Adãozinho empata aos 24. Delírio da fiel. Mas, de repente, festa verde: Leivinha marca, um minuto depois. Na sáida de bola, Tião driblou meio time do Palmeiras e empata novamente. Agora, festa alvinegra. O jogo fica dramático e os dois times vão pra cima, ambos querendo a vitória. E aos 43 minutos, O herói Mirandinha marca, decretando a vitória corintiana. Festa alvinegra!! O Corinthians mostra por que é o time da virada, da raça, da garra, da determinação!!

Corinthians x Fluminense - A Invasão Corintiana (1976)

No dia 5 de dezembro, mais de 70 mil torcedores corintianos foram ao Maracanã prestigiar o time. Nunca nenhuma torcida havia feito isso. A partida ficou lembrada como a “Invasão da Fiel Torcida”. Foi o maior deslocamento de pessoas no mundo por um evento esportivo de todos os tempos. Eles chegavam de carro, ônibus, avião e até de bicicleta. Calcula-se que, para isso, foram consumidos mais de 2 mihôes de litros de gasolina. No tempo normal, Carlos Alberto Pintinho marcou aos 19 minutos de primeiro tempo. Logo depois, aos 29, Ruço empata para o Timão. E ficou nisso, ou melhor, viria os pênaltis. O Corinthians teve que se desdobrar para superar, nos pênaltis, o forte Fluminense de Rivelino, depois do empate em 1 a 1 no tempo regulamentar. Mas conseguiu: 4 a 1 nos pênaltis! A euforia tomou conta dos corintianos. A festa só não foi maior porque o time perdeu a final para o Inter uma semana depois, ao perder por 1 a 0. Ainda não fora daquela vez.

Corinthians x Ponte Preta - O fim do jejum (1977)O jogo da libertação.

Esse é o mais merecido título que podemos dar a essa partida. A torcida corintiana enche o Morumbi, no dia 13 de outubro, para ver aquele que seria o jogo da libertação, do fim do jejum, que já durava 22 anos, oito meses e seis dias. Começa a partida e logo de cara, aos 16 minutos, mais de 80 mil corintianos vêem o perigoso atacante Rui Rei reclamar com o juiz Dulcídio Wanderley Boschillia e ser expulso. Quem temia por uma nova tragédia passou a ficar mais aliviado. Mesmo precisando de um empate no tempo normal e na prorrogação, o Corinthians foi para cima da Ponte. Geraldão, artilheiro do Timão naquele campeonato com 24 gols, quase abre o placar aos 39 minutos, após aproveitar um cruzamento de Vaguinho. Chega o segundo tempo. Os dois times entram nervosos e muito cautelosos. O medo de tomar um gol fez com que as equipes ficassem apenas se defendendo. Em raros contra-ataques, o perigo aparecia. Em um deles Dicá, da macaca, cabeceia livre na área. Para fora. Assustado, o técnico Brandão se levanta e manda o time para o ataque. Aos 36 minutos, Zé Maria bate uma falta pela direita. A bola percorre toda a pequena área e vai parar no pé de Vaguinho, que, de bico, chuta a bola no travessão do goleiro Carlos. Na volta, ela quica no chão e sobe para Wladimir cabecear. Em cima da linha, Oscar, também de cabeça, salva. Mas no rebote, a bola sobra para o pé direito de Basílio. O meia, com toda a força, faz então o esperado gol. Festa no Morumbi. Restavam apenas 8 minutos. Nessa hora, não havia mais esquema tático. Pouco antes de acabar, Oscar e Geraldão, que foi o artilheiro do campeonato com 24 gols, brigam e são expulsos. Aos 46, Dúlcidio pede a bola e encerra a partida: o Corinthians é campeão. Fim do jejum. Fim do sofrimento. A torcida invade o campo e comemora com os seus ídolos. Brandão é carregado no colo, o presidente Vicente Matheus perde os sapatos, os jogadores ficam quase nus. O coro de “é campeão” toma conta da noite paulista e invade a madrugada. A partir daí, surge um novo Corinthians. Acabaram-se os traumas e o time volta a ser o bom e velho vencedor. O gol de Basílio foi o mais importante da história corintiana. Veja seu depoimento sobre o jogo: “A terceira partida da final do Paulistão de 77 foi a melhor que nós fizemos no campeonato. Jogamos determinados, fomos pacientes e também atrevidos. Tanto que, mesmo precisando do empate, fomos para cima da Ponte Preta. No primeiro tempo merecíamos ter feito uns dois ou três gols. Na segunda etapa, o jogo ficou equilibrado até o gol. O lance saiu de uma bola parada e eu, depois do bate-rebate, fiz o gol de direita e corri para a galera. Após o jogo, queríamos dar a volta olímpica, mas foi impossível. Pouco importa. O que valeu mesmo foi a festa e o fim do jejum.”

Corinthians x São Paulo - Campeonato Brasileiro de 1990

O Corinthians entrou em campo no dia 6 de dezembro para se sagrar Campeão Brasileiro pela primeira vez em sua história. O time jogava pelo empate, pois vencera o jogo anterior. Mas com um time muito equilibrado, conseguiu ganhar outra vez do tricolor, com um gol (chorado) de Tupãzinho, aos 9 minutos do 2° tempo. O São Paulo pressiona, mas não consegue marcar. Final no Morunbi: 1 a 0 Timão. Corinthians não era mais um time regional. Com muita raça e mesmo sem muitas estrelas, aquela equipe havia entrado para a história alvinegra. Tupãzinho, autor do gol salvador, dá o seu depoimento: “Foi uma decisão emocionante. A adrenalina estava a mil. O São Paulo era favorito, mas conseguimos ganhar devido à força do conjunto. Não tínhamos estrelas, mas a equipe estava entrosada, determinada. Nos classificamos mal, mas depois o time subiu de produção e cresceu até as finais. No jogo, o São Paulo partiu para cima, mas faltando 10 minutos para acabar o primeiro tempo, começamos a melhorar. No segundo tempo, fiz o gol aos 8 minutos. Na hora, eu queria só a vitória, não tinha ainda a noção do título. Só depois é que me dei conta. Foi um dos jogos mais importantes da minha vida.”

Corinthians x Grêmio - Copa do Brasil de 1995

No dia 21 de junho, o Timão entrou em campo para conquistar sua primeira Copa do Brasil. O jogo foi no Estádio Olímpico, que estava simplesmente lotado de gremistas. E o Timão encontrou uma verdadeira pedreira pela frente. O zagueiro Célio Silva e o goleiro Ronaldo se destacaram na defesa, segurando o ataque tricolor, que pressionou o jogo inteiro. E assim , terminou o primeiro tempo. No segundo tempo, O Grêmio voltou com a mesma pressão. O Timão segurava o empate que lhe garantiria o título. E Marcelinho, sempre ele, fez o gol do título aos 26 minutos do segundo tempo, dando ao Timão sua primeira Copa do Brasil.

Corinthians x Real Madrid - Mundial de Clubes da FIFA (2000)

Em uma das partidas mais importantes de toda a sua história, o Corinthians precisou se superar para sair do Morumbi com um resultado satisfatório diante do poderoso Real Madrid. Antes do jogo, o cartola do clube espanhol esculachou com Edílson, dizendo que era um jogador qualquer, conhecido apenas no Brasil. Azar dele, que enfureceu o capeta. Aos 19 minutos, o Real Madrid abre o placar com um gol de Anelka. Edílson, o “desconhecido”, empata o jogo aos 28 do primeiro tempo. E assim termnia o primeiro tempo. No segundo tempo, o Timão volta com tudo e Edílson vira o jogo aos 19 minutos, com um golaço: o Capetinha passou a bola por debaixo das pernas de Karembeu e fez o gol . A festa da Fiel só não foi maior por uma bobeada da zaga corintiana que deixou Anelka livre para driblar Dida e empatar o jogo, aos 25 minutos. Porém o lance de mais suspense do jogo ainda estava por vir. Aos 36 minutos, Fábio Luciano faz pênalti em Sávio. Silêncio no Morumbi. Anelka se apresenta para cobrar. Só que no gol estava Dida, o goleiro que pega pênaltis. E ele pegou mais um, deixando o Corinthians vivo na competição. Placar final: 2 a 2.

Corinthians x Vasco - Mundial de Clube da FIFA (2000)

A finalíssima do Mundial de Clubes, realizada no dia 14 de janeiro, foi contra o Vasco. Sagrar-se campeão mundial em cima do Vasco, em pleno Maracanã, não era tarefa fácil. Mas o Corinthians estava disposto a realizar esta proeza. No primeiro tempo, o jogo termina empatado em 0 a 0, com os dois times perdendo algumas chances. No segundo tempo, a mesma coisa. O zero no placar levou a decisão para a morte súbita, ou Golden Gol (gol de ouro). Novamente, nos 30 minutos, nenhum time foi capaz de marcar, o que levou a decisão do primeiro Mundial Interclubes reconhecido pela FIFA, para os pênaltis. O Timão começou as cobranças, com Rincón batendo forte nocanto esquerdo de Helton. A bola bateu na trave e entrou: 1 a 0. Romário bate o pênalti seguinte e empata: 1 a 1. Fernando Baiano cobra o segundo pênalti e faz o segundo gol do Timão: 2 a 1. Na seqüência, Alex Oliveira empata em 2 a 2. Em seguida, Luizão faz 3 a 2. Aí entrou em campo a estrela do goleirão Dida. O lateral Gilberto bateu forte no canto esquerdo e Dida saltou para pegar. Continuava 3 a 2 para o Timão. O garoto Edú não sentiu a responsabilidade e também cobrou com perfeição: Corinthians 4 a 2. Viola fez a quarta cobrança do Vasco e colocou nas redes: 4 a 3. A seguir, Marcelinho poderia ter se consagrado ao fazer o gol do título, mas o goleiro Helton o impede, pegando o pênalti. O último pênalti foi cobrado por Edmundo, jogador experiente e no qual os vascaínos confiavam cegamente. Dida estava debaixo do gol, frio como sempre, esperando a cobrança para tentar nova defesa. Só que Edmundo cobrou o pênalti como se batesse um tiro de meta: longe do gol. Termina o jogo!!! O Corinthians é campeão do mundo!!! O coração da Fiel explodiu no Brasil inteiro. Finalmente, o Corinthians prova que é o melhor time do planeta!

Corinthians x Santos - Campeonato Paulista de 2001

Corinthians e Santos entram em campo para o segundo jogo da semifinal. O Santos precisava apenas de um empate para ir à final. Empate este que permaneceu até o final do primeiro tempo, graças a Dodô e Marcelinho, que desperdiçaram 1 pênalti cada, para Santos e Corinthians, respectivamente. No segundo tempo, o Santos vem disposto a segurar o empate e o Corinthians a marca o gol que o levaria à final. Mas quem marcou primeiro foi o Santos, com Renato. Porém, 1 minuto depois, Marcelinho marca e deixa tudo igual. O tempo passa e o Timão não consegue marcar seu outro gol. Os torcedores santistas já comemoravam a classificação.O jogo ia até os 48 minutos e o relógio marcava 47 minutos e meio. O Corinthians vem para seu último ataque. Gil desce pela lateral, passa pelo zagueiro santista com um belo drible e cruza para área. Marcelinho deixa a bola passar e Ricardinho, para desespero santista e alegria corintiana, marca o gol que levou o Corinthians para mais uma final de Campeonato Paulista. A torcida corintiana, que ainda permanecia no estádio, chorou. Chorou por ser testemunha de uma das viradas mais brilhante e emocionante da história do Timão.

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 08 Set 2008

Inaugurações de Estádios pelo São Paulo F.C.

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Inaugurações de Estádios

Ao longos dos anos, o SPFC participou de inaugurações de estádios pelo Brasil . Aqui apresento algumas cujos registros são oficiais. São marcos relevantes de importantes cidades do interior do Brasil, e até mesmo de uma capital - Porto Alegre, estádio que, aliás, era considerado o mais moderno daquela região à época.

Muitas partidas pelo interior do país carecem de dados e fontes comprobatórias, assim, provavelmente esta seja uma lista incompleta na realidade (Exemplo: Suspeito que o jogo de 23/05/1979 entre SPFC e SCCP em Guaíra, foi a inauguração do Estádio José Nogueira, mas não encontro fontes que comprovem isso).

E além destes abaixo citados, vale uma importante nota: Ainda que não tenha de fato inaugurado o Estádio Jalisco, em Guadalajara, no México, o SPFC fez parte do torneio de inauguração do mesmo.

Dito isto, enfim, vamos a lista:

COLINA MELANCÓLICA
Nome Oficial: Estádio da Montanha
Proprietário: Esporte Clube Cruzeiro de Porto Alegre
Capacidade: 20.000
Dimensões do Gramado:
Endereço: Bairro Medianeira, desde 1970 Cemitério João XXIII.
Inauguração: 16/03/1941
Primeiro Jogo: Cruzeiro 1 x 0 São Paulo
Primeiro Gol: Gervásio (Cruzeiro)

16.03.1941 Amistoso Nacional
Porto Alegre (RS) Estádio da Montanha - Colina Melancólica
Esporte Clube CRUZEIRO (RS) 1 X 0 SÃO PAULO Futebol Clube (SP)

King; Fiorotti e Herculano Squarza; Lola, Válter e Orozimbo; Bazzoni, Remo (Jofre), Hemédio, Teixeirinha e Carmine Novelli.

Técnico: Vicente Feola.
Não houve gol marcado pelo SPFC nessa partida.
Árbitro: Álvaro Silveira.
Não houve jogador do SPFC expulso nessa partida.
Renda: 30:000$000.
Público: 20.000 pessoas.
Obs: sem foto devido a má qualidade.

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JONAS DUARTE
Nome Oficial: Estádio Municipal Jonas Duarte
Proprietário: Prefeitura Municipal de Anápolis
Capacidade: 20.000
Dimensões do Gramado: 105m x 75m
Endereço: Avenida Brasil Sul, s/nº - Anápolis (GO)
Inauguração: 11/04/1965
Primeiro Jogo: Anápolis 1x 4 São Paulo
Primeiro Gol: Rodarte (São Paulo)

11.04.1965 Amistoso Nacional
Anápolis (GO) Estádio Jonas Duarte
Combinado da Cidade de ANÁPOLIS (GO) 1 X 4 SÃO PAULO Futebol Clube (SP)

Raul; Renato, Bellini (Deleu), Ceconi e Tenente; Roberto Dias (Sudaco) e Valter; Cecílio Martínez, Zé Roberto (Flávio), Rodarte (Efraim) e Paraná (Valdir).

Técnico: José Poy.
Gols: Rodarte (2); Cecílio Martínez (2)
Árbitro: José Amorim.
Não houve jogador do SPFC expulso nessa partida.
Renda: Desconhecida.
Público: Desconhecido.

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joaquinzao - joaquinzao
JOAQUINZÃO
Nome Oficial: Estádio Joaquim de Morais Filho
Proprietário: Esporte Clube Taubaté
Capacidade: 14.531
Dimensões do Gramado: 105m x 68m
Endereço: Av. John Kennedy, 250 - Taubaté (SP)
Inauguração: 14/01/1968
Primeiro Jogo: Taubaté 1 x 2 São Paulo
Primeiro Gol: Lourival (São Paulo)

14.01.1968 Amistoso Nacional
Taubaté (SP) Estádio Joaquim de Moraes Filho - Joaquinzão
Esporte Clube TAUBATÉ (SP) 1 X 2 SÃO PAULO Futebol Clube (SP)

Picasso; Renato, Bellini (Eduardo), Edílson e Tenente; Nenê e Lourival; Almir, Dejair (Adílson), Babá e Paraná (Fefeu).

Técnico: Sylvio Pirillo.
Gols: Lourival (2).
Árbitro: Emídio Marques de Mesquita.
Não houve jogador do SPFC expulso nessa partida.
Renda: NCr$ 34.090.00.
Público: Desconhecido.

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LUISÃO
Nome Oficial: Estádio Municipal Prof. Luís Augusto de Oliveira
Proprietário: Prefeitura Municipal de São Carlos
Capacidade: 14.359
Dimensões do Gramado: 100,50m x 66m
Endereço: R. Desembargador Júlio de Faria, 800 - São Carlos (SP)
Inauguração: 03/11/1968
Primeiro Jogo: São Paulo 3 x 2 Palmeiras
Primeiro Gol: Antoninho (São Paulo)

03.11.1968 Amistoso Nacional
São Carlos (SP) Estádio Municipal Prof. Luís Augusto de Oliveira - Luisão
Sociedade Esportiva PALMEIRAS (SP) 2 X 3 SÃO PAULO Futebol Clube (SP)

Cláudio Cortegiano; Antoninho, Lima, Arlindo e Dé; Nenê e Carlos Alberto; Miruca, Nelsinho, Babá (Téia) e Paraná.

Técnico: Diede Lameiro.
Gols: Antoninho; Nenê e Miruca.
Árbitro: Albino Zanferrari.
Não houve jogador do SPFC expulso nessa partida.
Renda: Não houve cobrança de ingressos.
Público: Portões Abertos.

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BAETÃO
Nome Oficial: Estádio Humberto de Alencar Castelo Branco
Proprietário: Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo
Capacidade: 8.000
Dimensões do Gramado:
Endereço: São Bernardo do Campo (SP)
Inauguração: 13/08/1972
Primeiro Jogo: São Paulo (misto) 2 x 1 Seleção de São Bernardo
Primeiro Gol:

Não possuo a ficha dessa partida, que não foi um jogo oficial do SPFC.

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MUNICIPAL DO CIC
Nome Oficial: Estádio Municipal Walter Ribeiro
Proprietário: Prefeitura Municipal de Sorocaba
Capacidade: 12.525
Dimensões do Gramado:
Endereço: Rua Pereira da Silva, 700 - Sorocaba (SP)
Inauguração: 14/10/1978
Primeiro Jogo: São Bento 0 x 1 São Paulo
Primeiro Gol: Edu Bala (São Paulo)

14.10.1978 Campeonato Paulista 1978
Sorocaba (SP) Estádio Municipal Wálter Ribeiro - Municipal do CIC
Esporte Club SÃO BENTO (SP) 0 X 1 SÃO PAULO Futebol Clube (SP)

Waldir Peres; Getúlio, Estevam, Bezerra e Antenor; Tecão, Chicão e Armando (Müller); Zequinha, Mílton Cruz (Valtinho) e Edu Bala.

Técnico: Rubens Minelli.
Gol: Edu Bala.
Árbitro: Márcio Campos Salles.
Renda: Cr$ 711.930,00.
Público: 20.928 pessoas.

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OLÍMPICO
Nome Oficial: Estádio Olímpico Regional Arnaldo Busatto
Proprietário: Prefeitura Municipal de Cascavel
Capacidade: 34.000
Dimensões do Gramado: 90m x 82m
Endereço: Rua Tito Mufato s/nº - Cascavel (PR)
Inauguração: 10/11/1982
Primeiro Jogo: Cascavel 0 x 1 São Paulo
Primeiro Gol: Paulo César (São Paulo)

10.11.1982 Amistoso Nacional
Cascavel (PR) Estádio Olímpico Regional Arnaldo Buzzato - Olímpico
CASCAVEL Esporte Clube (PR) 0 X 1 SÃO PAULO Futebol Clube (SP)

Toinho; Getúlio, Oscar, Darío Pereyra (Gassem) e Edel (Nelsinho); Almir (Teodoro), Renato (Luís Fernando) e Éverton; Paulo César, Heriberto, e Zé Sérgio (Jaiminho).

Técnico: José Poy.
Gol: Paulo César.
Árbitro: Alceu Conerado.
Renda: Desconhecida.
Público: 27.244.

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TEIXEIRÃO
Nome Oficial: Estádio Benedito Teixeira
Proprietário: América Futebol Clube
Capacidade: 55.000
Dimensões do Gramado: 105m x 70m
Endereço: Av.Antônio Pereira Lima, s/nº - São José do Rio Preto (SP)
Inauguração: 10/02/1996
Primeiro Jogo: América 2 x 3 São Paulo
Primeiro Gol: Valdir (São Paulo)

10.02.1996 Campeonato Paulista 1996
São José do Rio Preto (SP) Estádio Benedito Teixeira - Teixeirão
AMÉRICA Futebol Clube (São José do Rio Preto - SP) 2 X 3 SÃO PAULO Futebol Clube (SP)

Zetti; Edinho, Pedro Luís, Sorlei e Guilherme; Edmílson (Gilmar), Donizetti, Sandoval e Aílton (Denílson); Almir e Valdir (Marquinhos Capixaba).

Técnico: Muricy Ramalho.
Gols: Valdir e Sandoval (2).
Árbitro: Julio Alcide Matto Estoceres (Uruguai).
Não houve jogador do SPFC expulso nessa partida.
Renda: R$ 216.440,00.
Público: 27.585 pessoas.

Créditos pelas imagens: Templos do Futebol.
Agradecimentos a José Luis Braz Leme
SPFCpedia.blogspot

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 05 Set 2008

E se….a Ponte Preta ganhasse a final em 1977?

E se…
………. a Ponte Preta ganhasse a final em 1977?
Ponte de 77 - Ponte de 77

Bate-rebate na área. Bola na trave, Oscar tira em cima da linha. E a bola sobra para Basílio. Era 13 de outubro de 1977 e o Corinthians estava prestes a sair dos 23 anos sem títulos. O camisa 8 tinha o gol livre diante de si, mas errou o chute. A bola espirrou e saiu por cima do gol. No lance seguinte, Dicá aproveitou uma desatenção da marcação corintiana e, em um chute da entrada da área, acertou o canto de Tobias. Ponte Preta campeã.

A cidade de São Paulo entrou em depressão. Ainda que os campineiros tivessem vencido o segundo jogo da decisão do Paulistão, imaginava-se que, na terceira partida, o Corinthians fizesse valer a vantagem do empate em 120 minutos. Isso não aconteceu e a sensação de sofrimento eterno cresceu. Afinal, perder a final de 1974 para o Palmeiras era até admissível. Mas deixar escapar o título para um time do interior era algo fora dos planos, ainda que a Ponte Preta fosse muito mais forte tecnicamente.

Durante três dias, nada acontecia na capital paulista. Mesmo palmeirenses, são-paulinos e santistas eram solidários com a dor dos corintianos. Não havia gozações, apenas uma tristeza de ver tantas pessoas se afundando na percepção de que o futebol jamais lhes daria alegria. A relação entre Corinthians e o povo sofredor nunca esteve tão forte.

No ano seguinte, a situação não melhorou. Até o Guarani conquistava títulos. No caso, o Brasileirão. Os jovens, ainda voláteis futebolisticamente, viram nos futebol campineiro uma moda. Era diferente e legal gostar daqueles clubes que, vindas de uma cidade a 100 km da capital, tinham times competitivos e cheio de jogadores feitos em casa. Até entre os paulistanos surgiu uma torcida para Bugre e Ponte, que viram a popularidade crescer e, nos anos seguintes, atraíram a atenção de empresas que quisessem vincular suas marcas a clubes modernos.

Mas isso era entre os jovens. A maioria da população continuava vendo no Corinthains seu reflexo em campo. Antes de 1977, dizia-se que o Alvinegro era um fenômeno por aumentar sua torcida mesmo sem conquistar títulos. Pois isso se intensificou depois daquele gol de Dicá. Quem quisesse fugir da imagem de modista, escolhia o Corinthians. Quase como um sinal de rebeldia e desprendimento do mundo material em época de ditadura e cultura pop efervescente.

Em meados da década de 1980, o cenário futebolístico já está todo modificado. O Corinthians tem a maior torcida de São Paulo por vantagem nunca atingida em relação ao Palmeiras, o segundo colocado. Até que um dirigente corintiano teve a sacada: “se a torcida cresce tanto com as derrotas, talvez seja uma boa idéia a gente sempre chegar perto dos títulos, mas perder no final”.

A nova diretriz no Parque São Jorge era, secretamente, montar times lutadores para agradar à torcida, mas que fossem ruins o suficientes para perder sempre. Qualquer coisa era motivo para sucatear o time. A diretoria chegou a alugar o departamento de futebol várias vezes. Além disso, cedeu as categorias de base a conselheiros que quisessem se desfazer dos jogadores. A infra-estrutura da equipe profissional ficou abandonada.

A essa altura, a quantidade de derrotas já fizera o Alvinegro ultrapassar o Flamengo como clube mais popular do país, ainda que não conquistasse nem Copa São Paulo de juniores. O marketing da desgraça parecia bastante eficiente no Parque São Jorge, ainda que nenhum não-corintiano entendesse como aquilo ocorria.

O golpe de mestre seria um acordo de parceria com mafiosos internacionais. Além de desorganizar todo o departamento de futebol, o clube afundou em dívidas e ainda tinha um elenco em que vários jogadores ruins tinham salários astronômicos. Era um retrato do inferno. O problema é que, na ânsia de minar a força do time, a diretoria exagerou na dose e o time foi rebaixado no Campeonato Brasileiro.

A queda fez alguns corintianos pararem de se regozijar com a própria desgraça para investigar o que ocorria. Apenas quando perceberam o estado em que o clube ficara é que alguém sacou: “Era tudo um plano da diretoria. Para fazer tanta barbaridade em seqüência, só pode ser de propósito para perder”.

Era mesmo.
Pauta sugerida por Pedro Henrique Pires Silva.
Ubiratan Leal/www.gardenal.org/balipodo/2008/04

Obs.: Esse “artigo” é uma obra de ficção e, portanto, não deve ser levado a sério. Nenhuma das pessoas, empresas, entidades ou associações citadas no texto foi efetivamente entrevistada ou consultada. Ah, e como ninguém aqui tem talento para ler mãos, i-ching, tarô, búzios, mapa astral ou bola de cristal, qualquer semelhança com a vida real foi uma grande coincidência.

O que não é ficção e real foram fatos que relato :
Como a epopéia de 1977 foi desgastante também em termos financeiros, muitos jogos na tabela de Alfredo Metidieri, cheguei ao Morumbi no terceiro jogo, este do gol do Basílio, já exaurido em meus recursos. O torcedor um pouco mais humilde pedia desesperadamente uma ajuda para entrar no estádio. Ao meu lado na arquibancada, já não dava para ir nas numeradas, tinha um rapaz que parecia que estava com a fome do deserto do Saara. Quando estava comendo um cachorro quente, segurando pela mão esquerda, olhei distraidamente para a direita e…….nhac! O rapaz deu uma mordida furtiva no meu sanduiche. Gente, isto aconteceu. Mais um pouco prá frente aconteceu com o meu cigarro, na época eu fumava, o cara deu uma tragada sorrateira. Aí foi demais, dei o cigarro pro cara.
Não sei se vocês lembram de um guarda chuva que apareceu jogado no campo após o jogo. Era de meu amigo Santana, proibido que estava pela mulher de levar radinho de pilha. Ele literalmente jogava o que tinha nas mãos para o campo.
Para encerrar, na saída do estádio, descendo a sisuda e chique avenida Giovanni Gronchi, pela primeira vez vi, já virando a madrugada, todos em frente às suas mansões vendo a voltada torcida. Era a avenida mais iluminada de São Paulo aquela noite.
Gilberto Maluf, que viveu 1977 quase dentro dos estádios.

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 05 Set 2008

Sites sobre times de futebol

Confira sites sobre times de futebol e o esporte em si

Ajax site com história, resultados e novidades do time holandês. Em holandês e inglês: www.ajax.nl

América Mineiro recordes do
time, papéis de parede e notícias:
www.americamineiro.com.br

Arsenal notícias, artigos e vídeos na página oficial de um dos
maiores times da Inglaterra. Em
inglês: www.arsenal.com

Atlético Mineiro site traz informações sobre o clube, bate-papo e várias curiosidades: www.atletico.com.br

Atlético Paranaense página
com fotos, curiosidades e história
do time: www.atleticopr.com.br

Barcelona site do clube. Traz
história, jogadores e conquistas.
Em catalão, espanhol e inglês:
www.fcbarcelona.com

Bayer Leverkusen notícias, fotos e resultados no site oficial do
clube alemão. Em inglês e alemão:
www.bayer04.de

Bayern München site oficial
da tradicional equipe de Munique. Vende produtos do time e
acompanha suas atividades:
www.fcbayern.t-online.de

Benfica site de uma da principais equipes portuguesas, com fotos e resultados: www.slbenfica.pt

Boa de Bola dedicado ao futebol feminino disputado no Brasil,
traz informações sobre campeonatos e equipes e publica entrevistas: www.boadebola.com.br

Boca Juniors resultados, papéis de parede e reportagens sobre o clube argentino. Em espanhol: www.bocajuniors.com.ar

Borussia Dortmund site do time alemão em que joga o brasileiro Amoroso. Tem tabelas e loja.
Em alemão:borussia-dortmund.lycos.de

Campeonato Brasileiro dedicado ao Brasileirão de 2002, site
traz colunistas, estatísticas e notícias: www.campbra.com.br

Cafu site do capitão da seleção
brasileira na Copa de 2002. Traz
biografia e lances em vídeo: www.uol.com.br/cafu

Clube da Bola análise do futebol brasileiro. Notícias em tempo
real, colunas, times e charges:
www.clubedabola.com.br

Corinthians o site do time
: www.corinthians.com.br

Coritiba página do clube, tem
bate-papo, notícias e perfil dos jogadores: www.coritiba.com.br

Criciúma site oficial do time.
Traz enquete, colunistas e links:
www.portaldotigre.com.br

David Beckham site em homenagem ao jogador do Manchester United e da seleção inglesa. Em inglês: www.davidbeckham7.com

Diego Maradona biografia e
vídeos de um dos maiores jogadores argentinos de todos os tempos. Em inglês e espanhol:
www.diegomaradona.com

Duda página da jogadora.
Traz história do futebol feminino,
loja virtual e galeria de fotos:
www.duda.com.br

Figueirense dados sobre jogadores, comissão técnica, placar
dos últimos jogos e galeria de fotos: www.figueirense.com.br

Flamengo site vem com dados
sobre outros esportes, jogo com
perguntas e respostas e crônicas:
www.flamengo.com.br

Fluminense traz curiosidades
históricas, loja e buscador: www.fluminense.com.br

Fortaleza página com entrevistas, enquetes, notícias e resultados: www.fortaleza.net

Futbrasil notícias dos clubes
das séries A e B, arquivo e colunistas: www.futbrasil.com.br

Guarani Futebol Feminino time feminino do Guarani: www.guaranifutebolfeminino.hpg.ig.com.br

Futebol na Rede conheça a
história do futebol e acompanhe
os últimos jogos e campeonatos:
www.futebolnarede.com.br

Futebol News dezenas de links
sobre futebol: www.futebolnews.com

Futnet página traz informações sobre os principais estádios
do Brasil, notícias e dados sobre
copas: www.futnetbrasil.hpg.ig.com.br

Gama site oficial do time. Traz
torneios, resultados e estatísticas:
www.gamagol.com.br

Grêmio tem lojinha virtual,
chat e história do clube: www.gremio.net

Guarani página traz história
do clube, primeiros jogos e títulos: www.guaranifc.com.br

Internacional o torcedor pode
sugerir escalação do time e participar de chats: www.internacional.com.br

Juventude arquivos de jogos e
agenda da semana: www.juventude.com.br

Juventus um dos mais tradicionais clubes italianos. Site tem
fotos, vídeos e dados históricos.
Em italiano: www.juventus.it

Lancenet site do jornal “Lance”, com ampla cobertura de todos os esportes, colunistas e loja
virtual: www.lancenet.com.br

Lazio site completo sobre a
equipe romana. Em italiano:
www.sslazio.it

Manchester United completa
página do time, com fotos, tabelas
de jogos e venda de ingressos. Em
inglês: www.manutd.com

Milan site oficial do time em
que joga o brasileiro Rivaldo, com
fotos para download. Em italiano:
www.acmilan.com

Milton Neves do apresentador
do programa “Terceiro Tempo”
(Record e rádio Jovem Pan). Notícias: www.miltonneves.com.br

Palmeiras últimas notícias do
clube, entrevistas e crônicas:
www.palmeiras.com.br

Paraná site traz tabela com
classificações do time e notícias:
www.paranaclube.com.br

Paris Saint Germain site
. Tem fotos, notícias e loja.
Em francês: www.psg.fr

Paysandu notícias, entrevista
e mural para os torcedores:
www.paysandu.com.br.

Pelé.net além de contar em detalhes a história do jogador, traz
notícias sobre o dia-a-dia do futebol brasileiro e mundial: www.pele.net

Ponte Preta notícias diárias e
curiosidades sobre o time: www.pontepretaesportes.com.br

Porto clube português. Traz
notícias, loja e dados sobre outras
categorias: www.fcporto.pt

Portuguesa site da Associação
Portuguesa de Desportos. Informações sobre títulos e jogadores:
www.portuguesa.com.br

PSV site traz tudo sobre o time
holandês, das categorias de base
ao time profissional. Em holandês
e inglês: www.psv.nl

Real Madrid buscador multimídia, história, resultados, concursos e fóruns de discussão on-line. Em espanhol: www.realmadrid.com

Remo site tem mural do torcedor, que também pode criar e-mail com nome do time:
www.clubedoremo.net

Rivaldo biografia, curiosidades e opiniões do jogador brasileiro do Milan. Em português, espanhol e inglês: www.rivaldo10.com

River Plate história, reportagens, fotos e produtos do time
portenho. Em espanhol: www.cariverplate.com

Roberto Baggio site do jogador italiano. Traz fotos, notícias,
chat e loja virtual. Em italiano:
www.robertobaggio.com

Roma site do time dos brasileiros Cafu e Émerson. Tem fotos e
filmes para download. Em italiano: www.asromacalcio.it

Romário página com fotos,
biografia e até um ensaio fotográfico com a Garota Verão: www.romario.com.br

Ronaldo página do jogador
brasileiro. Traz enquetes, fotos,
dados de sua carreira e de seus
gols: www.ronaldinho.com.br

Santos o torcedor pode ouvir o
hino do clube e escolher fundos
de tela: www.santosfc.com.br

Santa Cruz site do clube. Tem
dados estatísticos, músicas e jogadas marcantes: www.santacruz.esp.br

São Paulo site do time três vezes campeão mundial. Traz loja
virtual, notícias e galeria de fotos:
www.saopaulofc.net

Scorpions site com dados sobre o futebol feminino em Santa
Catarina. Traz história e títulos:
ascorpionsfutebolfeminino.vilabol.uol.com.br/index.html

Sócrates crônicas, estatísticas
e biografia do ex-jogador, que foi
líder da Democracia Corintiana:
www.socrates.esp.br

Sporting equipe portuguesa
do artilheiro brasileiro Jardel.
Acham-se fotos, ingressos e notícias: www.sporting.pt

Sporting Heroes enciclopédia
ilustrada sobre os grandes nomes
do esporte com fotos, biografias e resultados. Em inglês: www.sporting-heroes.net

Vampeta história, curiosidades e vídeos estão no site oficial do
jogador do Corinthians: www.uol.com.br/vampeta

Vasco da Gama página com
dados sobre o projeto social do
clube, fotos e entrevistas: www.crvascodagama.com

Vitória informações sobre as
competições de 2002, fotos e opiniões: www.ecvitoria.com.br

Zinedine Zidane craque do
Real Madrid e da seleção francesa.
Em francês: www.zidane.fr

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 04 Set 2008

Sou Mano do mano

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O sucesso no Corinthians foi tão grande que, em agosto de 2008. o clube lançou a campanha “Manos do Mano”. O objetivo era convencer o técnico a prorrogar o vínculo com o Alvinegro, que terminaria no fim da temporada. Reprodução/Site do Corinthians

Luiz Antonio Venker Menezes, conhecido no mundo do futebol como Mano Menezes, é gaúcho de Passo do Sobrado. Nascido em 11 de junho de 1962, tentou a sorte como jogador de futebol sem muito sucesso. Foi um razoável zagueiro do Guarani de Venâncio Aires entre o final da década de 1970 e o início da de 1980. Mas parou logo para se dedicar ao curso de Educação Física e à carreira de treinador, iniciada em 1986 no SESI do Rio Grande do Sul.

Confira o relato de Mano publicado no blog do Elton Felipe Etges, amigo do treinador e Gerente Comercial do jornal Folha do Mate, de Venâncio Aires-RS.

“Abreviei minha carreira porque não tinha futebol para me realizar. Era zagueiro médio do interior e aconteceu um fato que acelerou minha decisão. Estava jogando no Guarani de Venâncio Aires e chegou um zagueiro rodado, com 12 anos de carreira. E tudo que ele tinha chegou em uma Fiorino. Olhei para ele e pensei: não é o que eu quero. Não vou levar 12 anos da minha vida para encher uma Fiorino. Aquela era a realidade dos clubes pequenos do Brasil. Ainda comparei a qualidade técnica dele com a minha. E eu era menos zagueiro do que ele. Pensei: depois de 12 anos, não vou conseguir encher a Fiorino. Eu tinha 26, 27 anos”.

Mano, Arthur, Gérson e Biti. Comissão técnica do time de Venâncio Aires-RS. Colaboração do blog do Elton Felipe Etges

Mano seguiu pelas categoriais de base do Guarani de Venâncio Aires, Juventude e Inter de Porto Alegre (também fez estágio no Cruzeiro em 97 com Paulo Autuori). No mesmo ano passou a treinar equipes profissionais no Guarani, tendo dirigido depois Brasil de Pelotas, Iraty, XV de Campo Bom, Caxias, Grêmio e Corinthians, onde estava em 2008. Casado, Mano reside em Porto Alegre e adora literatura. Pai de Camilla, jornalista que reside em Londres, tem como superstição cortar o cabelo antes de partidas importantes.
Os momentos mais importantes de sua vida como treinador ocorreram no Grêmio. Em 2005, estava no banco na histórica batalha dos Aflitos, quando o tricolor bateu o Náutico com sete jogadores em campo por 1 a 0 e retornou para a Série A do Campeonato Brasileiro. Também foi bicampeão gaúcho em 2006 e 2007.
No comando do alvinegro paulista, Mano voltou ao Recife para mais uma “batalha”, desta vez perdida. O Corinthians foi derrotado por 2 a 0 pelo Sport, na Ilha do Retiro, e amargou o vice-campeonato da Copa do Brasil.
Quando passou a dirigir times grandes, o cabelo não parou de cair.

No blog do Elton, Gerente Comercial do jornal Folha do Mate, de Venâncio Aires-RS, está a explicação para a inclusão do apelido “Mano” no nome do treinador. O editor do Folha do Mate, Sérgio Klafke, foi o “culpado”.

“Conheço o Mano dos tempos de futebol amador, Sesi e Verde Bar (o charmoso “boteco” era tocado pelo técnico e pela esposa). Chegamos a jogar algumas poucas vezes contra. Ele no Rosário e eu no Fluminense de Sapé. Ele era esforçado (como eu), limitado como jogador, mas já era quem mandava no seu time dentro de campo. Depois veio para o Guarani como atleta onde foi capitão do título do Estadual de Amadores de 88 e acabou seguindo para a carreira de técnico, que seria o seu destino, trabalhando nos juniores do Guarani. Era época em que eu fazia esportes na Folha e acompanhava de perto o Guarani. O Mano assumiu o profissional em 1997 e eu achava que o nome Mano para técnico tinha pouco impacto. Naqueles tempos o Daltro Menezes, lendário técnico de muitos clubes gaúchos, ainda trabalhava e era respeitado. Como Mano se chama Luiz Antônio Wenker de Menezes, lhe disse que Mano Menezes seria um nome de impacto e passei a utilizar nas reportagens da Folha. E pegou. Não imaginava na época, que 10 anos depois ele estivesse onde está. E ainda vai mais longe.”
Por Marcelo Rozenberg e Fábio Lucas Neves

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 01 Set 2008

Os 50 maiores clássicos de futebol

A revista World Soccer de julho/2008 fez um ranking dos 50 maiores clássicos entre os clubes de futebol de todo o mundo. Não sei quais os critérios utilizados, mas foram infelizes em não colocarem Corinthians x Palmeiras, Flamengo x Fluminense, Cruzeiro x Atlético, entre outros. Bom…coisa de gringo. Coloquei asteriscos para diferenciar os clássicos brasileiros. Imaginem, eles listaram Tenerife x Las Palmas em detrimento do Fla x Flu. Foi também listado Racing x Independiente, hoje muito distante do que já foi um dia . Dei apenas 2 exemplos equivocados. Existem vários.
Abaixo, a lista completa:

1. Real Madrid vs Barcelona (Espanha)
2. Boca Juniors vs River Plate (Argentina)
3. Celtic vs Rangers (Escocia)
4. Galatasaray vs Fenerbahce (Turquia)
5. Ajax vs Feyenoord (Holanda)
6. Lazio vs Roma (Italia)
7. Shalke vs Borussia Dortmund (Alemanha)
8. Al Ahly vs Zamalek (Egito)
9. Betis vs Sevilla (Espanha)
10. Partizan Belgrade vs Red Star Belgrade (Servia)
11. Marseille vs Paris St. Germain (Franca)
12. Juventus vs Fiorentina (Italia)
13. Flamengo vs Vasco da Gama (Brasil) ***
14. Olympiacos vs Panathanaikos (Grecia)
15. Milan vs Internazionale (Italia)
16. Athletic Bilbao vs Real Sociedad (Espanha)
17. Benfica vs Porto (Portugal)
18. Corinthians vs Sao Paulo (Brasil)***
19. Racing Club vs Independiente (Argentina)
20. America vs Guadalajara (Mexico)
21. Nacional vs Penarol (Uruguai)
22. Pirouzi vs Esteghlal (Irã)
23. Spartak Moscow vs CSKA Moscow (Russia)
24. Steaua Bucharest vs Dinamo Bucharest (Romenia)
25. Kaizer Chiefs vs Orlando Pirates (Africa do Sul)
26. Slave Prague vs Sparta Prague (Republica Tcheca)
27. Corinthians vs Santos (Brasil)***
28. Liverpool vs Manchester United (Inglaterra)
29. Rosario Central vs Newell’s Old Boys (Argentina)
30. Cerro Porteno vs Olimpia (Paraguai)
31. Ferencvaros vs Ujpest (Hungria)
32. AIK Stockholm vs Djurgardens (Suecia)
33. CSKA Sofia vs Levski Sofia (Bulgaria)
34. Genoa vs Sampdoria (Italia)
35. America vs Deportivo Cali (Colombia)
36. Raja Casablanca vs Wydad Casablanca (Marrocos)
37. Basle vs Zurich (Suica)
38. Rapid Wien vs Austria Wien (Austria)
39. Barcelona vs Emelec (Equador)
40. Hajduk Split vs Dinamo Zagreb (Croacia)
41. Beitar Jersulam vs Hapoel Tel Aviv (Israel)
42. Arsenal vs Tottenham (Inglaterra)
43. Alianza Lima vs Universitario (Peru)
44. FC Copenhagen vs Brondby (Dinamarca)
45. Anderlecht vs Club Brugge (Belgica)
46. Asec Abidjan vs Africa Sports (Cote d’Ivoire)
47. Sarajevo vs Zeljeznicar (Bosnia)
48. Mohun Bagan vs East Bengal (India)
49. Tenerife vs Las Palmas (Espanha)
50. Gremio vs Internacional (Brasil)***

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 29 Ago 2008

Alguns dos mais famosos “frangos” de todos os tempos

Alguns dos mais famosos “frangos” de todos os tempos

Cada um tem seus “favoritos”, mas alguns frangos históricos, como o engolido por Waldir Peres na Copa de 1982, têm lugar cativo na lista de qualquer pessoa. A bola veio lá de longe e caprichosamente fugiu das mãos do goleirão, que, graças ao momento infeliz, até hoje é lembrado como “frangueiro”. Embora a expressão frango tenha surgido para descrever falhas como essa de Waldir Peres - quando a bola foge como galinha desesperada -, também consideramos frango falhas decorrentes da falta de habilidade do goleiro com os pés - como a furada histórica do goleirão Marcos, do Palmeiras, em 2003, na derrota por 7 a 2 contra o Vitória - ou mesmo uma pane geral, como a que acometeu Rogério Ceni na final da Libertadores deste ano. Para a sorte desses goleiraços, essas megafalhas não figuram no nosso top 5 dos maiores frangos, que você vê abaixo. Para montar essa divertida lista, contamos com a colaboração valiosíssima de um time de jornalistas esportivos: Sérgio Xavier, da revista Placar; José Roberto Torero e Rodrigo Bueno, colunistas da Folha de S. Paulo; Celso Unzelte e Mauro César Pereira, da ESPN Brasil; Tomaz Alves, do site Trivela; e Paulo Guilherme, autor do livro Goleiros - Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1.Sai que é sua…
Reconstituímos cinco frangos históricos com sérias restrições :

Waldir Peres
Times - Brasil 2 x 1 União SoviéticaData - 14/6/1982Campeonato - Copa do Mundo (estréia do Brasil)
1. 34 minutos do primeiro tempo. O volante soviético Andreij Bal resolve testar o goleiro Waldir Peres e solta uma bicuda da intermediária
2. Tudo parecia sob controle: bola de longe, não muito forte… Waldir Peres se abaixa para pegá-la, mas fica só com o vento e as penas deixadas pelo caminho

Zetti

Times - Palmeiras 1 x 3 São PauloData - 30/8/1987Campeonato - Campeonato Paulista (semifinal)
1. Falta para o São Paulo na intermediária do campo palmeirense. Neto (que anos depois brilharia jogando pelo Corinthians) ajeita a bola
2. O goleirão Zetti estava 13 jogos sem tomar gol. Cheio de confiança - já tinha defendido um pênalti no jogo -, manda a barreira abrir
3. A bola vem fácil e Zetti se adianta para encaixá-la no peito. Quando tenta agarrá-la, ela escapa e passa entre suas pernas. Frangaço!

Taffarel

Times - Bolívia 2 x 0 BrasilData - 25/7/1993Campeonato - Eliminatórias para a Copa
1. Etcheverry, o rápido ponta boliviano, partiu pela esquerda. Chegou à linha de fundo e, sem ângulo para chutar, deu uma bica para o meio da área. O jogo estava 0 a 0 e já passava dos 42 do segundo tempo
2. Nenhum boliviano chegou na bola, mas Taffarel deu uma forcinha: a bola bateu no seu calcanhar esquerdo e rolou para o fundo do gol. E assim o Brasil perdeu sua primeira partida em eliminatórias…

Oliver Kahn

Times - Bayern de Munique 0 x 1 GotemburgoData - 10/12/1997Campeonato - Copa dos Campeões (1ª Fase)
1. O jogo parecia fácil para o Bayern. O time alemão jogava em casa e tinha craques como Lothar Matthäus, o brasileiro Élber e o goleirão Oliver Kahn, já famoso e marrento nessa época
2. Tudo ia bem até que o zagueiro Babbel recua uma bola para Kahn e ela rola mansa sob o pé esquerdo do goleirão. 1 a 0, placar final

Júlio César

Times - Bahia 1 x 2 FlamengoData - 6/4/2003Campeonato - Campeonato Brasileiro (2ª Rodada)
1. 30 minutos do segundo tempo, 1 a 0 para o Flamengo. Júlio César solta o pé para repor a bola em jogo
2. O chutão sai muito baixo, acerta a nuca do volante flamenguista Fabinho (hoje no Internacional) e volta com força em direção à meta de Júlio César
3. Sem chances para chegar à bola, Júlio lamenta a falha. Fabinho, a “vítima” da bolada, é assinalado como autor do gol contra

Obs. Manga jogando pelo Brasil nos anos 60 , no Maracanã, contra a Rússia, fez a mesma coisa que o Julio Cesar.

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 28 Ago 2008

Palestra Itália, da fundação até a inauguração do Pacaembu

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Palestra It  lia  fundado em 1914 - Palestra It  lia  fundado em 1914
Luigi Cervo, Vicenzo Ragognetti, Luigi Emanuele Marzo e Ezequiel Simone, idealizaram a formação de um clube de futebol representativo da comunidade italiana e projetaram a criação do Palestra Itália. Os sucessos obtidos pelas apresentações dos clubes italianos Pro-Vercelli e Torino ao excursionarem a São Paulo, em 1913 e 1914, inspiraram e estimularam os idealizadores do Palestra.

Mais que nunca, desejavam criar um clube de futebol que, em terras paulistas, congregasse a imensa colônia italiana. A partir desta idéia surgiu a seguinte carta no “Fanfulla”:
Pela formação de um quadro Italiano de Futebol em São Paulo.
São Paulo, 14 de agosto de 1914. Egrégio Sr. diretor do “Fanfulla”:
Uma palavra apenas e para esta um cantinho no vosso jornal. Eis do que se trata: alguns conhecidos futebolistas italianos, mas associados à clubes brasileiros, encarregaram-me de escrever-vos acerca de um projeto pôr eles ideado, entre dois goles de café, fazendo-me então compreender que tal projeto o vosso jornal deverá se tornar o propugnador e o propagandista.
Nós temos em São Paulo - afirmam os referidos esportistas - o clube de futebol dos alemães, dos ingleses, dos portugueses, dos internacionais e mesmo dos católicos e dos protestantes, mas, um clube que seja exclusivamente de “sportmen” italianos, e sendo nossa colônia a maior do Estado, nada se tentou ainda realizar!
Futebolistas italianos que jogam bem encontram-se em São Paulo, porque, de comum acordo, não reunimos os referidos senhores, e assim como temos associações de remo, filodramáticas, mundanas, patrióticas, etc., etc., de estrutura italiana, poderemos também ter um clube de futebol exclusivamente de italianos”. Ai fica a proposta dos futebolistas italianos; com vossa senhoria, diretor, o comentário.
Vicente Ragognetti.

Após à publicação desta carta, parece que se notou no seio da juventude da colônia, um imprevisto e maravilhoso despertar do entusiasmo pelo jogo do futebol, conseqüência da visita dos jogadores peninsulares no Brasil.
Cinco dias depois da publicação da referida carta, na mesma rubrica do mesmo jornal, em data de 19 de agosto, apareceu o seguinte comunicado:
PALESTRINOS
Foi organizada uma diretoria provisória, para a formação de uma sociedade que será denominada Palestra Itália. A sociedade compreendera também a seção filodramática e dançante, uma seção esportiva objetivando a organização de um time puramente italiano para o jogo do “football”.
Os aderentes, que. até ao momento se compõem de estudantes e empregados no comércio, reunir-se-ão hoje às 20 horas no Salão Alhambra, à rua Marechal Deodoro nº 2, com o fim de eleger a diretoria provisória e para a completa formação da sociedade. Este comunicado foi publicado sob os auspícios de funcionários da firma Matarazzo local, cujos elementos pertenciam ao elenco de sócios da sociedade Recreativa Bela Estrela, pertencentes ao partido da oposição. Desgostoso com a atitude da direção da “Bela Estrela”, o grupo de empregados da Matarazzo pensou em retirar-se e formar uma sociedade dançante à parte com sua seção esportiva.
Sendo todos italianos ou filhos, de italianos; por proposta do Sr. Luigi Cervo, que chefiava, o grupo em questão, foi decidido denominar-se a sociedade que se pretendia fundar “Palestra Itália”: Na noite de 19 de agosto de 1914; no salão Alhambra compareceram 37 pessoas de origem italiana ou de descendência italiana.

Taça Savoia. a primeira taça ganha pelo Palestra
Votorantim, 24 de janeiro de 1915
Palestra Itália 2 x 0 Savóia
1 - Bianco - Primeiro gol da história, cobrando falta.2 - Alegretti - Cobrando pênalti.
Savoia: Culbert. Ferreira e Silveira. Gibi. Zecchi e Fredrich. Imparato I. Cardoso. Ferreira II. Imparato II e Pinho.
Palestra: Silitiano. Bonato e Fúlvio. Police. Bianco e Vale. Cavinato. Fiaschi. Alegretti. Amílcar e Ferré.
Estádio: Castelões, Sorocaba - São Paulo
Árbitro: Sylvio Lagrecca ……………………………………………….

GOLEIROS
Goleiros que jogaram no Palestra Italia, de todos o, unico que seguiu jogando pelo Palmeiras,
foi Oberdan Catani, que terminou sua carreira em 1954, indo jogar no C. A. Juventus.
Goleiros do Palestra - Goleiros do Palestra

SEDE
No edifício de esquina da Rua São Bento com a Praça Antonio Prado, o Palestra Itália tinha sua sede em 1920. Depois de adquirido o Parque Antártica, o clube já não podia prescindir também de instalações sociais condizentes com o seu progresso sempre crescente.
O escudo palestrino estava permanentemente exposto no balcão do sobrado, no ângulo entre a rua e a praça. Nos dias de festas e nos dias de jogos, a bandeira palestrina era hasteada no mastro da grande janela central.

Neste local o Palestra Itália festejou, ruidosamente, a conquista do seu primeiro título de campeão, em 1920.

O VELHO ESTÁDIO PARQUE ANTÁRTICA
O Velho Parque Antártica, Hoje Estádio Palestra Itália, Foi Sempre a Casa do Palmeiras. E Sempre Será.
Propriedade da Companhia Antártica Paulista, local de reunião dos paulistanos para piqueniques em fim de semana. No Parque Antártica havia campo de futebol que era cedido ao Germânia. Com a guerra, a situação ficou difícil e o Germânia foi obrigado a passar o campo para o América F. C., um clube que então se formava.
O América não podia arcar com as despesas de aluguel sozinho; o Palestra, que já levava grande público a seus jogos, interessou-se pelo local. E, em 1917, foi feito o contrato de aluguel, 500 mil reis por mês. Foi assim que o Palestra Itália se instalou no tradicional local e o América F. C. não demorou a desaparecer. O contrato, então, passou a ser direto entre o Palestra e a Antártica.
A gente Palestrina sonhava em adquirir o local. Os entendimentos para compra demoraram três anos para serem concluídos. Em 1920, precisamente no dia 27 de abril, o presidente Menotti Falchi assinava a escritura de compra do terreno por 500 contos de réis; sendo 250 contos no ato da compra e 250 contos em duas parcelas anuais. A escritura foi lavrada no Tabelião Veiga e o Palestra Itália ganhou casa própria.

ÚLTIMA PARTIDA COM O NOME DE PALESTRA ITÁLIA
Taça de Campeões SP e RJ - Quintela de Ouro
Na foto o terceiro da esquerda para a direita, é Oberdan, o sexto é Brandão,(Osvaldo Brandão) que por 3 vezes foi tecnico do Palmeiras. Campeão paulista, em 1942 como jogador, e como tecnico, em 1947, 1959, 1974.

INAUGURAÇÃO DO PACAEMBU
Coube a, Palestra Itália o primeiro jogo na inauguração do estádio do Pacaembu em 27 de abril de 1940. O Palestra Itália jogou contra o Coritiba do estado do Paraná. O resultado do jogo foi 6 x 2, para o Palestra Itália, mas quem marcou o primeiro gol no Pacaembu, foi Zequinha um jogador do Coritiba.
Quando eclodiu II Guerra Mundial, aliada ao Japão e a Alemanha, a Itália se tornou inimiga do Brasil que apoiava as Forças Aliadas. No caso do Palestra Itália e de outras agremiações esportivas a solução seria a mudança de nome. Aos que não adotassem, a ameaça do governo Getúlio Vargas seria de tomar-lhes o patrimônio.Inicialmente a direção palestrina tentou “substituir” a palavra Itália por São Paulo, passando-se a chamar Palestra de São Paulo. Não deu certo e tivemos que mudar de nome novamente. O São Paulo Futebol Clube, então uma equipe simples, sem estádio, sonhava com o fim do Palestra para adquirir todo seu patrimônio. Na noite de 14 de setembro de 1942, quando o diretor de esportes da cidade de São Paulo, por telefone, em nome de “entidades superiores”, exigiu uma vez mais a mudança de nome. A situação não poderia perdurar por mais tempo. O Palestra de São Paulo, invicto até o momento, precisava de paz para ser dono de mais um título. E Mário Minervino encontrou a solução: a partir de 14 de setembro de 1942, o Palestra de São Paulo, antigo Palestra Itália passaria a se chamar Sociedade Esportiva Palmeiras, inspirado na extinta A. A. das Palmeiras; e retirou-se o vermelho do uniforme. Por coincidência a primeira partida da Sociedade Esportiva Palmeiras seria a disputa do título Paulista com o São Paulo. Inconformado com a impossibilidade de ficar com tudo o que pertencia ao Palmeiras, a diretoria são-paulina criou um clima de hostilidade antes da partida. Diziam que os paulistas deveriam encarar os jogadores do Palmeiras como inimigo da Pátria.

Primeiro jogo com o nome Palmeiras.
Decisão do campeonato paulista de 1942.
Foi quando entrou em nossa história Adalberto Mendes, militar sergipano apaixonado pelo nosso clube. Foi idéia dele que os jogadores entrarem em campo com a bandeira do Brasil. Quando entramos em campo o estádio por uns instantes se calou, mas em seguida aplaudiu efusivamente nossos atletas com o Coronel Adalberto Mendes à frente.O jogo foi fácil, 3 a 1 e tivemos a satisfação de ver São Paulo deixar o gramado antes do fim da partida; impedindo a cobrança de pênalti e uma goleada maior. Naquela tarde de 20 de setembro de 1942 entrou para a história a famosa frase…
O Palestra morreu Lider - O Palestra morreu Lider
Palmeiras nasceu campe  o - Palmeiras nasceu campe  o

Fonte: Blog do Mario Lopomo
mlopomo.zip.net

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 28 Ago 2008

Qual é o melhor campeonato de futebol do mundo?

Qual é o melhor campeonato de futebol do mundo?

A Premier League inglesa é o campeonato mais rico e o que mais cedeu jogadores para a última Copa do Mundo. Agora, em termos de público nos estádios, o campeonato inglês fica em segundo lugar, atrás do alemão. Um outro critério que poderia ser usado para apontar o melhor torneio é o número de títulos internacionais obtidos recentemente pelos times de cada país. Aí, quem manda bem mesmo é o campeonato argentino, com 11 canecos internacionais obtidos por seus clubes nos últimos dez anos. Ah, você acha que o melhor torneio é aquele mais equilibrado? Então, calculando a diferença de pontos entre os primeiros e os últimos colocados da tabela, o campeonato mexicano é aquele em que a disputa realmente pega fogo. Como esses cinco critérios podem ser usados para apontar o melhor torneio, analisamos todos eles para comparar os principais campeonatos de futebol .
Assim, você tem argumentos de sobra para apontar o seu número 1. O difícil mesmo será convencer alguém de que o Brasileirão está entre os primeiros…Copa dos campeonatos

INGLÊS - PREMIER LEAGUE
FATURAMENTO: Total de dinheiro arrecadado pelos clubes da liga principal na temporada 2005/2006 - R$ 5,1 bi - 100% MÉDIA DE PÚBLICO: Média de torcedores por jogo na temporada mais recente - 34 363 - 91,3%JOGADORES NA COPA: Jogadores do campeonato que disputaram a Copa do Mundo de 2006 - 108 - 100%TÍTULOS: Conquistas internacionais (continentais e mundiais) nas últimas dez temporadas - 5 - 45,5%EQUILÍBRIO: Número baseado na diferença de pontos entre os quatro primeiros colocados e os quatro últimos na temporada mais recente (o campeonato com menor diferença, ou seja, o mais equilibrado, recebeu nota 10; os demais receberam notas proporcionais) - 8,7 - 87, 1%Para ter uma idéia do poder econômico do futebol inglês, a 2ª divisão do país fatura 1,1 bilhão de reais por ano - só um pouco menos do que faturam os campeonatos principais do Brasil e da Argentina somados!

MEXICANO - PRIMERA DIVISÍON
FATURAMENTO: Total de dinheiro arrecadado pelos clubes da liga principal na temporada 2005/2006 - R$ 1 bi - 19,6%MÉDIA DE PÚBLICO: Média de torcedores por jogo na temporada mais recente - 25 417 - 67,5%JOGADORES NA COPA: Jogadores do campeonato que disputaram a Copa do Mundo de 2006 - 23 - 21,3%TÍTULOS: Conquistas internacionais (continentais e mundiais) nas últimas dez temporadas - 7 - 63,6%EQUILÍBRIO: Número baseado na diferença de pontos entre os quatro primeiros colocados e os quatro últimos na temporada mais recente (o campeonato com menor diferença, ou seja, o mais equilibrado, recebeu nota 10; os demais receberam notas proporcionais) - 10 - 100%

ARGENTINO - PRIMERA DIVISIÓN
FATURAMENTO: Total de dinheiro arrecadado pelos clubes da liga principal na temporada 2005/2006 - R$ 0,6 bi - 11,8%MÉDIA DE PÚBLICO: Média de torcedores por jogo na temporada mais recente - 14 853 - 39,5%JOGADORES NA COPA: Jogadores do campeonato que disputaram a Copa do Mundo de 2006 - 9 - 8,3%TÍTULOS: Conquistas internacionais (continentais e mundiais) nas últimas dez temporadas - 11 - 100%EQUILÍBRIO: Número baseado na diferença de pontos entre os quatro primeiros colocados e os quatro últimos na temporada mais recente (o campeonato com menor diferença, ou seja, o mais equilibrado, recebeu nota 10; os demais receberam notas proporcionais) - 8,7 - 87,1% Entre as seleções eles só têm tomado coco… Mas o desempenho internacional dos clubes argentinos é impressionante. Os hermanos detêm o recorde de nove títulos mundiais interclubes - empatados com o Brasil - e ainda têm 21 troféus da Libertadores

E O BRASILEIRÃO?
Grana na Inglaterra é quase nove vezes maior que aqui! FATURAMENTO: Total de dinheiro arrecadado pelos clubes da liga principal na temporada 2005/2006 - R$ 0,6 bi - 11,8%MÉDIA DE PÚBLICO: Média de torcedores por jogo na temporada mais recente - 12 401 - 32,9%JOGADORES NA COPA: Jogadores do campeonato que disputaram a Copa do Mundo de 2006 - 7 - 6,5%TÍTULOS: Conquistas internacionais (continentais e mundiais) nas últimas dez temporadas - 10 - 90,9%EQUILÍBRIO: Número baseado na diferença de pontos entre os quatro primeiros colocados e os quatro últimos na temporada mais recente (o campeonato com menor diferença, ou seja, o mais equilibrado, recebeu nota 10; os demais receberam notas proporcionais) - 9,3 - 93,1%O campeonato brasileiro não é o melhor em nada… Está entre os piores em faturamento e foi o que teve menos jogadores na última Copa do Mundo. Mesmo assim, é o segundo com times que ganham mais títulos internacionais. Vai entender…

HOLANDÊS - EREDIVISIE
FATURAMENTO: Total de dinheiro arrecadado pelos clubes da liga principal na temporada 2005/2006 - R$ 0,9 bi - 17,6%MÉDIA DE PÚBLICO: Média de torcedores por jogo na temporada mais recente - 18 052 - 48%JOGADORES NA COPA: Jogadores do campeonato que disputaram a Copa do Mundo de 2006 - 27 - 25%TÍTULOS: Conquistas internacionais (continentais e mundiais) nas últimas dez temporadas - 1 - 9,1%EQUILÍBRIO: Número baseado na diferença de pontos entre os quatro primeiros colocados e os quatro últimos na temporada mais recente (o campeonato com menor diferença, ou seja, o mais equilibrado, recebeu nota 10; os demais receberam notas proporcionais) - 7,5 - 75,3%O fato de o campeonato holandês da última temporada ter sido o segundo menos equilibrado da lista não é uma novidade. Desde 1965, o título só não ficou entre Ajax, PSV e Feyenoord uma vez, na temporada 1980/81 - quando o campeão foi o AZ

ALEMÃO - BUNDESLIGA
FATURAMENTO: Total de dinheiro arrecadado pelos clubes da liga principal na temporada 2005/2006 - R$ 3,1 bi - 60,8%MÉDIA DE PÚBLICO: Média de torcedores por jogo na temporada mais recente - 37 644 - 100%JOGADORES NA COPA: Jogadores do campeonato que disputaram a Copa do Mundo de 2006 - 72 - 66,7%TÍTULOS: Conquistas internacionais (continentais e mundiais) nas últimas dez temporadas - 2 - 18,2%EQUILÍBRIO: Número baseado na diferença de pontos entre os quatro primeiros colocados e os quatro últimos na temporada mais recente (o campeonato com menor diferença, ou seja, o mais equilibrado, recebeu nota 10; os demais receberam notas proporcionais) - 9,2 - 92,1%

FRANCÊS - LIGUE 1
FATURAMENTO: Total de dinheiro arrecadado pelos clubes da liga principal na temporada 2005/2006 - R$ 2,3 bi - 45,1%MÉDIA DE PÚBLICO: Média de torcedores por jogo na temporada mais recente - 21 947 - 58,3%JOGADORES NA COPA: Jogadores do campeonato que disputaram a Copa do Mundo de 2006 - 53 - 49,1%TÍTULOS: Conquistas internacionais (continentais e mundiais) nas últimas dez temporadas - 0 - 0%EQUILÍBRIO: Número baseado na diferença de pontos entre os quatro primeiros colocados e os quatro últimos na temporada mais recente (o campeonato com menor diferença, ou seja, o mais equilibrado, recebeu nota 10; os demais receberam notas proporcionais) - 9,8 - 98,4%Mesmo com o Lyon levando um título atrás do outro (com vantagem de 17 pontos este ano!), o campeonato francês é o segundo mais equilibrado. Isso porque, tirando o Lyon, todos os demais times ficaram muito embolados

ITALIANO - SÉRIE A
FATURAMENTO: Total de dinheiro arrecadado pelos clubes da liga principal na temporada 2005/2006 - R$ 3,6 bi - 70,6%MÉDIA DE PÚBLICO: Média de torcedores por jogo na temporada mais recente - 18 473 - 49,1%JOGADORES NA COPA: Jogadores do campeonato que disputaram a Copa do Mundo de 2006 - 65 - 60,2%TÍTULOS: Conquistas internacionais (continentais e mundiais) nas últimas dez temporadas - 4 - 36,4%EQUILÍBRIO: Número baseado na diferença de pontos entre os quatro primeiros colocados e os quatro últimos na temporada mais recente (o campeonato com menor diferença, ou seja, o mais equilibrado, recebeu nota 10; os demais receberam notas proporcionais) - 6,8 - 67,7%Com o time mais popular do país, a Juventus de Turim, rebaixado para a 2ª divisão após trapaças de seus cartolas, a média de público da Série A italiana foi 15% menor na temporada 2006/2007 do que na 2005/2006

PORTUGUÊS - BWIN LIGA
FATURAMENTO: Total de dinheiro arrecadado pelos clubes da liga principal na temporada 2005/2006 - R$ 0,6 bi - 11,8%MÉDIA DE PÚBLICO: Média de torcedores por jogo na temporada mais recente - 10 636 - 28,3%JOGADORES NA COPA: Jogadores do campeonato que disputaram a Copa do Mundo de 2006 - 17 - 15,7%TÍTULOS: Conquistas internacionais (continentais e mundiais) nas últimas dez temporadas - 3 - 27,3%EQUILÍBRIO: Número baseado na diferença de pontos entre os quatro primeiros colocados e os quatro últimos na temporada mais recente (o campeonato com menor diferença, ou seja, o mais equilibrado, recebeu nota 10; os demais receberam notas proporcionais) - 7,7 - 76,9%O campeonato português é o mais enxuto da lista, com 16 clubes disputando o título. E parece que nem precisa de mais times mesmo… Dos 72 campeonatos da liga disputados até hoje, 70 foram faturados por apenas três clubes: Benfica, Porto e Sporting

ESPANHOL - LA LIGA
FATURAMENTO: Total de dinheiro arrecadado pelos clubes da liga principal na temporada 2005/2006 - R$ 3,1 bi - 60,8%MÉDIA DE PÚBLICO: Média de torcedores por jogo na temporada mais recente - 28 838 - 76,6%JOGADORES NA COPA: Jogadores do campeonato que disputaram a Copa do Mundo de 2006 - 54 - 50%TÍTULOS: Conquistas internacionais (continentais e mundiais) nas últimas dez temporadas - 9 - 81,8%EQUILÍBRIO: Número baseado na diferença de pontos entre os quatro primeiros colocados e os quatro últimos na temporada mais recente (o campeonato com menor diferença, ou seja, o mais equilibrado, recebeu nota 10; os demais receberam notas proporcionais) - 9,2 - 91,7%Os galácticos Real Madrid e Barcelona foram os clubes que mais arrecadaram no mundo na temporada 2005/2006. Juntos, os dois rivais faturaram 1,4 bilhão de reais, quase a metade do faturamento total da liga espanhola

JAPONÊS - J. LEAGUE
FATURAMENTO: Total de dinheiro arrecadado pelos clubes da liga principal na temporada 2005/2006 - R$ 0,8 bi - 15,7%MÉDIA DE PÚBLICO: Média de torcedores por jogo na temporada mais recente - 18 292 - 48,6%JOGADORES NA COPA: Jogadores do campeonato que disputaram a Copa do Mundo de 2006 - 16 - 14,8%TÍTULOS: Conquistas internacionais (continentais e mundiais) nas últimas dez temporadas - 3 - 27,3%EQUILÍBRIO: Número baseado na diferença de pontos entre os quatro primeiros colocados e os quatro últimos na temporada mais recente (o campeonato com menor diferença, ou seja, o mais equilibrado, recebeu nota 10; os demais receberam notas proporcionais) - 8,6 - 85,9%Jogadores brasileiros seguem fazendo sucesso na J. League. Na temporada 2006, os atacantes Magno Alves (Gamba Osaka) e Washington (Urawa Reds) dividiram a artilharia e brigaram pelo título até a última rodada - o Urawa levou o canecoObs.: Os dados de faturamento dos campeonatos europeus são da temporada 2005/06; os dos campeonatos brasileiro e argentino são de 2005; todos eles foram divulgados pela consultoria inglesa Deloitte.

Os dados de faturamento do campeonato japonês são de 2005, divulgados pelo site oficial do campeonato. Os dados de faturamento do campeonato mexicano são de 2005, numa estimativa publicada pela revista mexicana Expansión
FONTES: Annual Review of Football Finance 2007 e relatório Latin American Football Money League 2006, ambos da consultoria Deloitte (www.deloitte.com); ENB Sport Statistics (www.enbltd.com); revista Expansión (www.expansion.com.mx); sites oficiais dos campeonatos/por Tiago Jokura/
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Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 28 Ago 2008

Qual é o time mais vice-campeão no Brasil?

Qual é o time mais vice-campeão no Brasil?

Considerando as três divisões do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e a primeira divisão dos 27 campeonatos estaduais, o time que mais “nadou, nadou e morreu na praia” foi o América do Rio Grande do Norte, que coleciona um total de 44 vices. São 42 no estadual potiguar, um na segunda divisão do Campeonato Brasileiro e outro na terceira. Mas, se considerarmos apenas torneios nacionais disputados atualmente, o campeão de vices é o São Paulo: cinco vices da primeira divisão do Brasileirão e um vice da Copa do Brasil. Os são-paulinos, contudo, podem se defender argumentando que, levando em conta os resultados do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, que antecedeu o Brasileirão como competição nacional, o Internacional, bi-vice da competição e tetra-vice do Brasileirão, iguala a marca do São Paulo. O que não dá para discutir é a desagradável liderança do América-RN no ranking de vices estaduais. Primeiro, porque seus 42 vices estão muito à frente dos times que o seguem na lista: o Atlético-MG tem 32 vices mineiros, o Paysandu, 31 vices paraenses e o Flamengo, 30 vices cariocas. Além da diferença considerável, temos que lembrar que os campeonatos de Minas Gerais, Pará e Rio de Janeiro são pelo menos dez anos mais antigos do que o potiguar. Um possível consolo para os torcedores do América-RN é que, apesar dos 42 vices, o time já venceu o potiguar 29 vezes - tá certo que o ABC, seu maior rival no estado, tem 48 títulos e “apenas” 27 vices…

por Artur Louback Lopes

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 22 Ago 2008

Por que os times de futebol têm 11 jogadores?

Por que os times de futebol têm 11 jogadores?

Existem duas explicações para essa história. A primeira é que o número seria uma homenagem aos 11 colégios que participaram da reunião que determinou as regras do esporte em 1863, na Inglaterra. A segunda diz que 11 era a quantidade de atletas nos times da Universidade de Cambridge, também na Inglaterra, a primeira a publicar as definições básicas do jogo. Na época, cada classe tinha apenas dez estudantes. Os times, porém, eram completados por um 11º atleta: o bedel (inspetor de alunos) de cada classe, para quem sobrava a ingrata tarefa de ficar no gol. “Essa é a versão aceita pela Fifa, a associação que define as regras do futebol no mundo”, afirma o ex-árbitro Emídio Marques Mesquita, instrutor da entidade. Antes das primeiras regras, não havia padronização: há registros de partidas com até 17 jogadores! O certo é que o número 11 foi adotado já no século 19 e até hoje permanece entre as 17 leis que regem o esporte.

Outras regras mudaram bastante daqueles tempos para cá .Dá para acreditar que nos primórdios do futebol não havia nenhum juiz? Pois é: as faltas eram acertadas entre os dois times, em um acordo de cavalheiros. O árbitro aparece apenas em 1868 e, mesmo assim, ele apitava pouco: ficava de fora do campo e não tinha autonomia para marcar infrações. Tudo precisava ser decidido junto com os capitães dos times: se um dos dois não aceitasse a marcação, nada feito. A autoridade do árbitro só passou a ser absoluta a partir de 1894, com a modernização das regras do esporte. O papel do goleiro também se modificou: no século 19, ele podia segurar a bola no ar em qualquer parte do campo, só não podia conduzi-la com as mãos. A proibição de agarrar fora de sua área surgiu em 1912. Mais bizarro ainda é que outras situações comuns nos jogos não são previstas nas regras oficiais.

É o caso da barreira que protege o gol na hora da falta. “O máximo que a Fifa diz é que nenhum jogador pode ficar a menos de 9,14 metros de distância da bola quando ocorre uma infração. Os jogadores é que decidiram que a melhor forma de guardar a meta era formar um bloco compacto em frente à bola. Isso é muito comum no futebol: primeiro as coisas aparecem na prática para somente depois se tornarem regras”, afirma o jornalista e pesquisador do esporte Celso Unzelte, autor de O Livro de Ouro do Futebol.

por Rodrigo Ratier/mundoestranho.abril.com.br

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 22 Ago 2008

Como é feita a transmissão de um jogo de futebol?

Como é feita a transmissão de um jogo de futebol?

1. Para levar o jogo do seu time até sua casa, as emissoras de TV montam uma verdadeira operação de guerra, que envolve mais de cem pessoas

2. De 10 a 20 câmeras são usadas de acordo com o jogo. Há câmeras fixas, como as sobre gruas atrás do gol, e as móveis, que ficam no ombro dos cinegrafistas

3. Numa sala exclusiva, posicionada perto das numeradas ou arquibancadas, ficam o narrador e os comentaristas. Essa cabine, com monitoresde TV e microfones, é isolada acusticamente

4. Dois repórteres trabalham no campo, um de olho em cada time. Eles usam microfones sem fio para se movimentar com rapidez e são acompanhados por um cinegrafista

5. As câmeras e toda a parafernália eletrônica da cabine são ligadas a um caminhão da emissora, estacionado fora do estádio, por fios de até 300 metros de comprimento

6. Até 20 pessoas trabalham no caminhão, ou unidade móvel. Tudo o que é captado pelas câmeras e microfones vai para lá. Ali as imagens são selecionadas e preparados os replays

7. Só uma imagem por vez pode ser enviada à emissora pela antena do caminhão. Para mostrar duas coisas ao mesmo tempo (dividindo a tela da TV em duas imagens),a emissora precisa de dois caminhões

8. O caminhão transmite as imagens do jogo por sinais de microondas, que viajam até um satélite a 36 mil quilômetros de altitude! O satélite então “rebate” o sinal para a emissora

9. No prédio da emissora, uma antena capta o sinal do satélite. As microondas são decodificadas em sinal de TV, que é enviado para uma sala onde a imagem será pós-produzida

10. Na emissora, o centro de tudo é a sala do switcher, aparelho que “mixa” o que vai para nossa casa. Na hora do intervalo, por exemplo, alterna a imagem do estádio com outras produzidas nos estúdios ou videotapes

11. Na sala do switcher são inseridos os GCs, as palavras que aparecem na tela informando o placar, as substituições etc. Tudo é pré-programado, e uma pessoa atualiza as estatísticas, enquanto outra as publica na tela

12. Toda a operação no switcher é organizada por um coordenador, que, usando um ponto eletrônico, fala com 15 pessoas ao mesmo tempo. Fora as que estão na sala com ele!

13. Do switcher, a imagem é codificada em sinal de VHF e transmitida pela mesma antena que recebeu o sinal do satélite. Apesar desse caminho todo, um gol feito no estádio chega à sua casa com atraso de só 1 segundo!

por Tarso Araújo/mundoestranho.abril.com.br
Obs:switcher, aparelho que “mixa” o que vai para estúdios ou videotapes

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 21 Ago 2008

Estádios da Copa do Mundo de 1962

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O Estádio Carlos Dittborn é um estádio de futebol localizado em Arica, Chile.
Inaugurado em 15 de Abril de 1962, foi uma das sedes da Copa do Mundo de 1962.

O nome do estádio é uma referência a Carlos Dittborn Pinto, presidente da Conmebol e do comité organizador da Copa do Mundo, que faleceu alguns dias antes na inauguração.
Lance de um jogo pela Copa de 62:

O Estádio El Teniente é um estádio de futebol localizado na cidade de Rancagua, no Chile. É a casa do clube de futebol Club Deportivo O’Higgins.
Inaugurado em 1945, pertencia a empresa de exploração de cobre Braden Copper Company. Foi utilizado como sede da Copa do Mundo de 1962 devido a inutilização de vários estádios (Talca, Concepción e Talcahuano) e a desistência de outras cidades (Antofagasta e Valparaiso) por causa do terremoto que devastou o Chile em 1960.

Na época, foi considerado por muitos como modesto e pequeno para os padrãos de uma Copa do Mundo. Atualmente tem capacidade para 14.550 torcedores.

O Estádio Sausalito é um estádio de futebol de Viña del Mar, no Chile. Foi construído em 1929 e tem como capacidade de 25.000 espectadores, apesar de já ter recebido mais de 30.000 em algumas partidas.

É o estádio do clube local, Everton, e foi a sede do Grupo C (Brasil, Tchecoslováquia, México e Espanha), de um jogo das Quartas de Final e uma Semi-Final da Copa do Mundo de 1962 e a Copa
América de 1991.
Lance do jogo Brasil x Espanha
amarildo contra a espanha - amarildo contra a espanha

O Estádio Nacional de Chile é um estádio multi-uso localizado em Santiago, capital do Chile. Tem capacidade para pouco mais de 77.000 torcedores. É onde a Seleção Chilena de Futebol e o time da Universidad de Chile jogam com mais freqüencia.

Construído entre 1937 e 1938 pelo arquiteto austriaco Karl Brunner, o estádio foi inaugurado em 3 de Dezembro de 1938 pelo Presidente da República Arturo Alessandri Palma. A inspiração foi no Estádio Olímpico de Berlim (sede das Olímpiadas dois anos antes),
No projeto original havia um velódromo, mas com a Copa do Mundo de 1962, o estádio foi remodelado e a pista de ciclismo, removida.
Lance da final contra os checos onde Garrincha jogou com 39 graus de febre
garrinchacontraostchecos - garrinchacontraostchecos

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 19 Ago 2008

O dia em que o estádio do Noroeste pegou fogo.

Logo após ler o blog do Roberto Pypcak, sobre a trajetória do Noroeste de Bauru, deparei-me com um artigo em flintstones.blogger.com.br na coluna Playground dos Dinossauros, que repasso:

Eu sempre gostei de futebol. Antes até do Brasil conquistar a sua primeira Copa do Mundo. Quando criança, vivia pedindo ao meu pai pra deixar ver os jogos do E.C. Noroeste, de Bauru, que fica na área metropolitana de Duartina… Pra quem não sabe ainda, essa região abrange a grosso modo, uma área que vai de Bauru a Marília… E esses pedidos se tornavam mais veementes quando o meu tricolor vinha jogar. Jogar não, desfilar, em Bauru. Era o tempo do Poy, De Sordi, Mauro - só feras. E todo sao-paulino sabia a escalação do time de cor, que naquela época não mudava por anos.

Num domingo ensolarado, enquanto assistia a um desses jogos entre o Noroeste e o meu São Paulo, de repente notamos uma multidão descendo das gerais e uma fumaceira atrás. Um incêndio havia começado nas gerais. O antigo Estádio Alfredo de Castilho, do Noroeste, era um dos poucos, entre os times da divisão principal, em que as arquibancadas ainda eram de madeira. O fogo estava se alastrando rapidamente. Felizmente era bem longe de onde estávamos. Houve uma correria, os alambrados cairam com a pressão das pessoas que desciam das gerais fugindo do fogo. Uma grande parte dos torcedores invadiram o campo.

Um amigo do meu pai, motorista de praça dos bons, era o adulto que tomava conta da gente nesse dia. Era um sujeito alto, muito calmo e no meio daquela correria ajudou a acalmar as pessoas em volta. Não fiquei sabendo de nenhuma morte nesse incêndio.

Saímos do estádio e fomos direto pro carro dele e rumamos de volta pra Duartina. No meio do caminho, cruzamos com o meu pai que ouvira sobre o incêndio na rádio, e estava a caminho de Bauru todo afobado e preocupado. Só hoje, depois que virei um pai, fui entender o quanto ele devia estar apreensivo. Aliviado por ter nos encontrado, meu pai deu meia volta e seguimos atrás. Em casa, a minha mãe também ficou aliviada e toda sorridente mas disse que eu nunca mais deveria botar os pés num estádio, que coisa mais perigosa onde se viu e coisa e tal. Mas nada de abraços. Japoneses são assim mesmo, não são bons para demonstrar afetos ou sentimentos. E como um bom descendente, sofro do mesmo mal, porém procuro superar isso. Cobri o meu de abraços quando criança e só agora, que ele virou adolescente, é que parei um pouco. Mais por causa dele, que diz não ser mais criancinha …

Quanto ao Noroeste, teve que jogar por um bom tempo no campo do BAC (o time onde Pelé começou a sua carreira) até que o Estádio Ubaldo de Medeiros ficasse pronto em 1960. Um lindo estádio com um desenho arrojado pra época. Depois de alguns anos voltou a ter o nome do antigo estádio. E o jogo em questão, foi retomado quase um mês depois com a vitória sao-paulina por 3x1.

Eu? Depois que cheguei em casa, peguei a minha bola de capotão e saí pra uma pelada na rua com os amigos. Com a camisa do São Paulo, claro.

::: Relembrado por gaijin4ever 3:10 AM

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 19 Ago 2008

A trajetória de Pelé em 1957

Pelé em 1957
Jogos 75 Gols 65
Os gols que Pelé fez estão na frente dos jogos

3 12-jan-57 Santos 1 x 0 A.I.K. Suécia
4 9-fev-57 Santos 2 x 4 Portuguesa de Desportos
5 17-fev-57 Santos 5 x 0 América Joinville SC
6 19-fev-57 Santos 3 x 1 América Joinville SC
7 12-mar-57 Santos 2 x 3 Grêmio Porto Alegre RS
8 14-mar-57 Santos 5 x 0 Grêmio Porto Alegre RS
9 17-mar-57 Santos 5 x 3 Riograndense Rio Grande RS
10 19-mar-57 Santos 3 x 2 Pelotas Pelotas RS
11 22-mar-57 Santos 2 x 2 CRB Maceió AL
12 24-mar-57 Santos 1 x 1 Guarani Bagé RS 1
13 27-mar-57 Santos 3 x 5 Renner Porto Alegre RS
14 31-mar-57 Santos 4 x 1 Juventude/Flamengo Caxias RS 1
15 7-abr-57 Santos 4 x 2 Vasco da Gama Rio de Janeiro RJ
16 11-abr-57 Santos 5 x 3 Corinthians São Paulo SP 1
17 14-abr-57 Santos 6 x 1 Guarani São Paulo SP 2
18 26-abr-57 Santos 3 x 1 São Paulo São Paulo SP 1
19 1-mai-57 Santos 1 x 1 Corinthians São Paulo SP
20 5-mai-57 Santos 0 x 4 Flamengo Rio de Janeiro RJ
21 9-mai-57 Santos 2 x 4 Portuguesa de Desportos São Paulo SP
22 11-mai-57 Santos 5 x 1 Botafogo Rio de Janeiro RJ
23 13-mai-57 Santos 1 x 3 Botafogo Ribeirão Preto SP
24 15-mai-57 Santos 3 x 0 Palmeiras São Paulo SP 2
25 19-mai-57 Santos 7 x 1 Londrina Londrina PR 2
26 26-mai-57 Santos 2 x 2 Fluminense Rio de Janeiro RJ
27 29-mai-57 Santos 4 x 0 América Rio de Janeiro RJ 1
28 1-jun-57 Santos 2 x 3 Vasco da Gama Rio de Janeiro RJ 1
29 9-jun-57 Santos 7 x 2 Lavras Lavras MG 4
30 19-jun-57 Santos/Vasco 6 x 1 Belenenses Portugal 3
31 20-jun-57 Santos 3 x 2 Rio Branco Vitória ES
32 22-jun-57 Santos/Vasco 1 x 1 Dinamo Iugoslávia 1
33 26-jun-57 Santos/Vasco 1 x 1 Flamengo Rio de Janeiro RJ 1
34 29-jun-57 Santos/Vasco 1 x 1 São Paulo São Paulo SP 1
35 7-jul-57 Seleção Brasil 1 x 2 Seleção Argentina Argentina 1
36 10-jul-57 Seleção Brasil 2 x 0 Seleção Argentina Argentina 1
37 14-jul-57 Santos 5 x 3 XV Novembro Piracicaba SP 1
38 21-jul-57 Santos 1 x 2 Corinthians São Paulo SP
39 23-jul-57 Santos 3 x 2 Benfica Portugal 1
40 25-jul-57 Santos 7 x 2 Ponte Preta São Paulo SP 3
41 28-jul-57 Santos 3 x 1 Arapongas Arapongas PR
42 31-jul-57 Santos 4 x 6 Jabaquara Santos SP
43 4-ago-57 Santos 2 x 3 Ferroviária Araraquara SP
44 11-ago-57 Santos 4 x 2 Botafogo Ribeirão Preto SP
45 15-ago-57 Santos 8 x 1 Guarani Campinas SP 4
46 18-ago-57 Santos 5 x 2 Portuguesa de Desportos São Paulo SP
47 20-ago-57 Santos 2 x 2 Combinado Baiano Bahia BA
48 8-set-57 Santos 1 x 2 Palmeiras São Paulo SP 1
49 11-set-57 Santos 7 x 1 Nacional São Paulo SP 4
50 15-set-57 Santos 2 x 3 São Paulo São Paulo SP 1
51 22-set-57 Santos 1 x 1 A. A. Portuguesa Santos SP 1
52 25-set-57 Santos 9 x 1 Ypiranga São Paulo SP 3
53 29-set-57 Santos 6 x 1 Juventus São Paulo SP 1
54 2-out-57 Santos 1 x 1 Sport Clube Recife Recife PB
55 4-out-57 Santos 0 x 0 Náutico Recife PB
56 6-out-57 Santos 2 x 1 Sampaio Correia São Luiz MA 2
57 8-out-57 Santos 2 x 1 Sport Clube Recife Recife PB 1
58 10-out-57 Santos 1 x 0 Canto do Rio Niteroi RJ
59 20-out-57 Santos 2 x 4 Botafogo Ribeirão Preto SP
60 23-out-57 Santos 2 x 2 A. A. Portuguesa Santos SP
61 26-out-57 Santos 4 x 3 Palmeiras São Paulo SP 1
62 3-nov-57 Santos 3 x 3 Corinthians São Paulo SP 3
63 4-nov-57 Santos 0 x 3 Bandeirantes São Carlos SP
64 6-nov-57 Santos 3 x 1 Portuguesa de Desportos São Paulo SP
65 10-nov-57 Santos 3 x 0 XV Novembro Piracicaba SP 1
66 17-nov-57 Santos 2 x 6 São Paulo São Paulo SP
67 24-nov-57 Santos 5 x 1 Jabaquara Santos SP 3
68 27-nov-57 Santos 6 x 2 XV Novembro Piracicaba SP 2
69 1-dez-57 Santos 6 x 2 A. A. Portuguesa Santos SP 4
70 3-dez-57 Santos 2 x 2 São Paulo São Paulo SP
71 8-dez-57 Santos 2 x 1 Ponte Preta Campinas SP 1
72 15-dez-57 Santos 6 x 0 Portuguesa de Desportos São Paulo SP 2
73 22-dez-57 Santos 1 x 0 Corinthians São Paulo SP
74 28-dez-57 Santos 4 x 1 Palmeiras São Paulo SP
75 29-dez-57 Santos 10 x 0 Nitro Quimica São Paulo SP 1

Obs: a contagem dos jogos começou com 3 nesta tabela.

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 13 Ago 2008

A vez do Fla de Zico & Cia

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Em 1981, o Flamengo deu o primeiro passo rumo ao título da Libertadores da mesma maneira que o Santos. O primeiro jodo da decisão contra o Cobreloa, no Maracanã, colocou os rubro-negros em vantagem. Vitória por 2 a 1, gols de Zico, aos 12 e 30 minutos. Merello chegou a empatar o jogo, aos 20. Os três gols marcados no segundo tempo. Na ocasião, os times uruguaios e argentinos escalaram equipes juniores em seus campeonatos nacionais.
Na partida no Maracanã, Zico marcou duas vezes.

Um dos diversos erros de arbitragem de José Roberto Wright na sua longa carreira foi marcante para a passagem do Flamengo à fase eliminatória. Flamengo e Atlético Mineiro empataram no número de pontos (8) no grupo que contava ainda com duas equipes paraguaias, o Cerro Porteño e Olimpia. No jogo extra em Goiânia, José Roberto Wright expulsou cinco jogadores atleticanos, e automaticamente, o Flamengo venceu por WO, uma vez que qualquer equipe que permanecer em campo com seis jogadores não pode continuar o jogo.

Diferentemente do Santos, que jogou na casa do Boca Juniors, o Flamengo alegou na época que o estádio do Cobreloa não comportava o número de torcedores para uma partida decisiva. O Cobreloa teve seu mando de campo na capital uruguaia e venceu por 1 a 0, gol do mesmo jogador que deixou sua marca nas redes de Raul no Maracanã. Houve a necessidade de um jogo de desempate, e o palco escolhido foi o estádio Centenário de Montevidéu. Zico repetiu a dose do Maracanã e marcou os dois gols do Flamengo na vitória por 2 a 0.

Chute longe do alcance do goleiro chileno

As equipes alinharam assim:

Flamengo: Raul, Nei Dias, Marinho, Mozer e Júnior; Leandro, Andrade, Zico e Tita; Nunes (Anselmo) e Adílio
Técnico: Paulo César Carpegiani

Cobreloa: Wirth, Tabilo, Páez (Muñoz), Soto e Escobar; Jimenez, Merello, Alarcón e Puebla; Siviero e W. Olivera
Técnico: Vicente Cantarore
Arquivos do JSports

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 12 Ago 2008

Milagre que não veio em 02/12/1984 - Santos campeão paulista

O Corinthians chegou a ser dado como morto a certa altura do Campeonato Paulista de 1984, disputado em turno e returno por pontos corridos. Até iniciar uma impressionante arrancada, conquistando 22 dos 24 pontos disputados.
O Timão só não ganhou o Tri porque no último jogo precisava vencer o Santos e perdeu por 1 x 0.Com gol de Serginho Chulapa aos 27 do segundo tempo o Santos sagrou-se campeão paulista, com inteira justiça na minha opinião.
Jogou melhor mas poderia ter perdido o título se José de Assis Aragão tivesse marcado um pênalti claro no Zenon.
Mas vamos a história que antecedeu esta decisão.Nos sábado que anteceu o jogo eu e um amigo ( Wilson Favrin ) do Metrô fomos com nossas esposas ” comemorar ” a decisão em uma casa de show em Moema.
Outra turma de um conhecido marcou com vários casais e eis que estávamos com mais de 20 casais nesta casa de show.
Após o show das águas , veio o show do transformista, que para por mais fogo na fogueira começou a cantar hinos de clubes que não estavam nesta decisão. Até chegar no penúltimo quando cantou o hino do Santos.
A maioria esmagadora era corinthiana e a vaia foi enorme. Até que no final atendeu a maioria cantando o hino do Corinthians.
Na minha opinião, estávamos fazendo uma festa antecipada, pois tinha quase certeza que o Corinthians não conseguiria vencer o Santos na tarde seguinte. Ainda mais porque Sócrates não estava mais no nosso time.
A certa altura e com alguns chopps a mais eu, com minha camisa listrada do Timão, e meu amigo, com uma bandeira do Timão, subimos ao palco durante o intervalo.
Sem esperarmos, vários corintianos que estavam na casa começaram a tirar bandeiras das bolsas e foi de uma surpresa que só o futebol pode proporcionar.
Tinha na nossa turma uma pessoa muito simpática de nome Toninho, corintiano. Ele, após vários chopps não aceitava mais que o chamassem de Toninho e sim Trininho ( de tricampeão ) . E para aqueles que não eram corintianos a toda hora se apresentava como Trininho.
Para encerrar, conto duas “puxadas de faca” protagonizadas por ele e por mim na segunda feira logo após a derrota.
Vamos a do Toninho ( ex-Trininho): Durante todo o dia ligaram para a casa dele e para o serviço perguntando pelo Trininho. Até que não aguentando mais ele atendeu e respondeu: Trininho a P…..que P……
Vamos a minha puxada de faca:Estava trabalhando normalmente na manhã de segunda feira quando uma moça que nunca tinha falado de futebol na vida entrou na minha sala começando a dançar e cantando o hino do Santos.De imediato falei para ela: ponha-se daqui para fora. Saia daqui já!Ela saiu chorando.
Me arrependi e fui à sala onde ela trabalhava e pedi desculpas.Hoje passados quase 24 anos estou relatando fatos de quando eramos bem mais jovens com atitudes próprias da juventude.
Abs
Gilberto Maluf

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 12 Ago 2008

A Bola de ouro , prêmio criado pela revista France Football

A Bola de ouro (no original em francês Ballon d’or) é um prêmio de futebol, criado pela revista francesa, France Football. É conhecido mundialmente como o Futebolista Europeu do Ano.

O prêmio é um dos três mais reconhecidos do mundo, junto com a eleição de Melhor Jogador do Ano da Revista World Soccer e o prêmio de Melhor jogador do mundo pela FIFA.

O prémio é atribuido por 52 jornalistas europeus de países diferentes.

O primeiro não-europeu a vencer o prêmio foi o argentino naturalizado espanhol Alfredo Di Stéfano em 1957, então jogando pelo Real Madrid.

A partir da edição de 2007 da premiação podem ser indicados jogadores que atuam em qualquer região do mundo.

Vencedores

1956 Stanley Matthews - (Blackpool)
1957 Alfredo di Stéfano - (Real Madrid)
1958 Raymond Kopa - (Real Madrid)
1959 Alfredo di Stéfano - (Real Madrid)
1960 Luis Suárez - (Barcelona)
1961 Omar Sívori - (Juventus)
1962 Josef Masopust - (Dukla Praga)
1963 Lev Yashin - (Dínamo Moscou)
1964 Denis Law - (Manchester United)
1965 Eusébio - (Benfica)
1966 Bobby Charlton - (Manchester United)
1967 Flórián Albert - (Ferencváros)
1968 George Best - (Manchester United)
1969 Gianni Rivera - (Milan)
1970 Gerd Müller - (Bayern Munique)
1971 Johan Cruijff - (Ajax)
1972 Franz Beckenbauer - (Bayern Munique)
1973 Johan Cruijff - (Barcelona)
1974 Johan Cruijff - (Barcelona)
1975 Oleh Blokhin - (Dínamo Kiev)
1976 Franz Beckenbauer - (Bayern Munique)
1977 Allan Simonsen - (Borussia Mönchengladbach)
1978 Kevin Keegan - (Hamburgo)
1979 Kevin Keegan - (Hamburgo)
1980 Karl-Heinz Rummenigge - (Bayern Munique)
1981 Karl-Heinz Rummenigge - (Bayern Munique)
1982 Paolo Rossi - (Juventus)
1983 Michel Platini - (Juventus)
1984 Michel Platini - (Juventus)
1985 Michel Platini - (Juventus)
1986 Ihor Bilanov - (Dínamo Kiev)
1987 Ruud Gullit - (Milan)
1988 Marco van Basten - (Milan)
1989 Marco van Basten - (Milan)
1990 Lothar Matthäus - (Internazionale)
1991 Jean-Pierre Papin - (Olympique Marselha)
1992 Marco van Basten - (Milan)
1993 Roberto Baggio - (Juventus)
1994 Hristo Stoichkov - (Barcelona)
1995 George Weah - (Milan)
1996 Matthias Sammer - (Borussia Dortmund)
1997 Ronaldo - (Internazionale)
1998 Zinedine Zidane - (Juventus)
1999 Rivaldo - (Barcelona)
2000 Luís Figo - (Real Madrid)
2001 Michael Owen - (Liverpool)
2002 Ronaldo - (Real Madrid)
2003 Pavel Nedvěd - (Juventus)
2004 Andriy Shevchenko - (Milan)
2005 Ronaldinho - (Barcelona)
2006 Fabio Cannavaro - (Juventus/Real Madrid)
2007 Kaká - (Milan)
Obtido em “http://pt.wikipedia.org/wiki/Bola_de_ouro”

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 11 Ago 2008

Bola de Prata - Revista Placar

Bola de Prata - Revista Placar)
A pesquisa Bola de Prata é uma premiação anual do futebol brasileiro, criada em 1970 pela revista Placar e mantida até hoje, para os melhores jogadores do Brasileirão.Todos os jogos são assistidos por jornalistas da Placar, sempre nos estádios, e atribuem notas de 0 a 10 aos jogadores. Ao final do campeonato, são premiados os jogadores com as melhores médias, por posição (somente os jogadores com mais de 16 jogos são levados em consideração). A melhor média de todas leva a Bola de Ouro.Os recordistas do prêmio Bola de Prata são: Zico, Júnior, Renato Gaúcho e Rogério Ceni, com 5 prêmios cada um.

Regulamento
Pelé não concorria ao prêmio porque estava acima do bem e do mal .
O primeiro critério de desempate é número de jogos no campeonato.
O segundo critério é o maior número de Bolas de Ouro.
Os jogadores que deixarem o clube antes do fim do campeonato serão eliminados.

Bola de Prata da Torcida
Em 2007 a revista Placar iniciou uma nova premiação chamada Bola de Prata da Torcida. A cada rodada os torcedores podem votar no melhor jogador dentre os três escolhidos pela redação da revista. Ao fim do campeonato, o jogador que tiver sido eleito mais vezes ganha a Bola de Prata da Torcida.

SELEÇÕES DE TODOS OS ANOS

1970
Seleção: Picasso (BAH), Humberto Monteiro (ATM), Brito (CRU), Reyes (FLA), Everaldo (GRE), Zanata (FLA), Dirceu Lopes (CRU), Samarone (FLU), Vaguinho (ATM), Tostão (CRU) e Paulo César Caju (BOT)

1971
Seleção: Andrada (VAS), Humberto Monteiro (ATM), Pescuma (CTB), Vantuir (ATM), Carlindo (CEA), Vanderlei (ATM), Dirceu Lopes (CRU), Rivellino (COR), Antônio Carlos (ARJ), Tião Abatiá (CTB) e Edu (SAN)

1972
Seleção: Leão (PAL), Aranha (REM), Figueroa (INT), Beto Bacamarte (GRE), Marinho Chagas (BOT), Piazza (CRU), Ademir da Guia (PAL), Zé Roberto (CTB), Osni (VIT), Alberi (ABC) e Paulo César Caju (FLA)

1973
Em 1973 a Placar passou a premiar o jogador com a melhor média com a Bola de Ouro. Na primeira edição o prêmio foi dividido entre dois jogadores, fato que nunca mais voltou a acontecer.Seleção: Cejas (SAN), Zé Maria (COR), Ancheta (GRE), Alfredo (PAL), Marinho Chagas (BOT), Pedro Omar (AMG), Pedro Rocha (SPA), Dirceu Lopes (CRU), Zequinha (BOT), Mirandinha (SPA) e Mário Sérgio (VIT)
Bola de Ouro: Cejas (SAN) e Ancheta (GRE)

1974
Seleção: Joel Mendes (VIT), Louro (FOT), Figueroa (INT), Miguel (VAS), Wladimir (COR), Dudu (PAL), Mário Sérgio (VIT), Zico (FLA), Osni (VIT), Luisinho (AFC) e Lula (INT)
Bola de Ouro: Zico (FLA)

1975
Seleção: Waldir Peres (SPA), Nelinho (CRU), Figueroa (INT), Amaral (GUA), Marco Antônio (FLU), Falcão (INT), Carpegiani (INT), Zico (FLA), Gil (FLU), Palhinha (CRU) e Ziza (GUA)
Bola de Ouro: Waldir Peres (SPA)
Artilheiro: Flávio (INT) - 16 gols

1976
Seleção: Manga (INT), Perivaldo (BAH), Figueroa (INT), Beto Fuscão (GRE), Wladimir (COR), Toninho Cerezo (ATM), Paulo César Caju (FLU), Paulo Isidoro (ATM), Valdomiro (INT), Doval (FLU) e Lula (INT)
Bola de Ouro: Figueroa (INT)
Artilheiro: Dario (INT) - 28 gols

1977
Seleção: Edson (REM), Zé Maria (COR), Oscar (Ponte Preta), Polozi (Ponte Preta), Marco Antônio (VAS), Toninho Cerezo (ATM), Adílio (FLA), Zico (FLA), Tarciso (GRE), Reinaldo (ATM) e Paulo César Caju (BOT)
Bola de Ouro: Toninho Cerezo (ATM)
Artilheiro: Reinaldo (ATM) - 28 gols

1978
Seleção: Manga (Operário), Rosemiro (PAL), Rondinelli (FLA), Deodoro (CTB), Odirlei (Ponte Preta), Caçapava (INT), Falcão (INT), Adílio (FLA), Tarciso (GRE), Paulinho (VAS) e Jésum (BAH)
Bola de Ouro: Falcão (INT)
Artilheiro: Paulinho (VAS) - 13 gols

1979
Seleção: João Leite (ATM), Nelinho (CRU), Osmar (ATM), Mauro Galvão (INT), Pedrinho (PAL), Píres (PAL), Falcão (INT), Jorge Mendonça (PAL), Jorginho (PAL), Roberto Dinamite (VAS) e Joãozinho (CRU)
Bola de Ouro: Falcão (Inter)
Artilheiro: César (AFC) e Roberto César (CRU) - 13 gols

1980
Seleção: Carlos (Ponte Preta), Nelinho (CRU), Joãozinho (SAN), Luizinho (ATM), Júnior (FLA), Toninho Cerezo (ATM), Batista (INT), Sócrates (COR), Botelho (Desportiva Capixaba), Baltazar (GRE) e Mário Sérgio (INT)
Bola de Ouro: Toninho Cerezo (ATM)
Artilheiro: Zico (FLA) - 21 gols

1981
Seleção: Benitez (INT), Perivaldo (BOT), Moisés (BNG), Dario Pereyra (SPA), Marinho Chagas (SPA), Zé Mário (Ponte Preta), Elói (Inter de Limeira), Paulo Isidoro (GRE), Paulo César (SPA), Roberto Dinamite (VAS) e Mário Sérgio (INT)
Bola de Ouro: Paulo Isidoro (GRE)
Artilheiro: Nunes (FLA) - 16 gols

1982
Seleção: Carlos (Ponte Preta), Leandro (FLA), Juninho (Ponte Preta), Edinho (FLU), Wladimir (COR), Batista (GRE), Pita (SAN), Zico (FLA), Lúcio (GUA), Careca (GUA) e Biro-Biro (COR)
Bola de Ouro: Zico (FLA)
Artilheiro: Serginho Chulapa (SAN) e Zico (FLA) - 22 gols

1983
Seleção: Roberto Costa (CAP), Nelinho (ATM), Márcio Rossini (SAN), Dario Pereyra (SPA), Júnior (FLA), Dema (SAN), Paulo Isidoro (SAN), Pita (SAN), Jorginho (PAL), Reinaldo (ATM) e Éder (ATM)
Bola de Ouro: Roberto Costa (CAP)
Artilheiro: Serginho Chulapa (SAN) - 22 gols

1984
Seleção: Roberto Costa (VAS), Édson (COR), Ivan (VAS), De León (GRE), Júnior (FLA), Pires (VAS), Romerito (FLU), Assis (FLU), Renato Gaúcho (GRE), Roberto Dinamite (VAS) e Tato (FLU)
Bola de Ouro: Roberto Costa (VAS)
Artilheiro: Roberto Dinamite (VAS) - 16 gols

1985
Seleção: Rafael (CTB), Luiz Carlos Winck (INT), Leandro (FLA), Mauro Galvão (INT), Baby (BNG), Dema (INT), Alemão (BOT), Rubén Paz (INT), Marinho (BNG), Careca (SPA) e Ado (BNG)
Bola de Ouro: Marinho (BNG)
Artilheiro: Edmar (GUA) - 20 gols

1986
Seleção: Gilmar (SPA), Alfinete (JOI), Ricardo Rocha (GUA), Dario Pereyra (SPA), Nelsinho (SPA), Bernardo (SPA), Pita (SPA), Jorginho (PAL), Sérgio Araújo (ATM), Careca (SPA) e João Paulo (GUA)
Bola de Ouro: Careca (SPA)
Artilheiro: Careca (SPA) - 25 gols

1987
Seleção: Taffarel (INT), Luiz Carlos Winck (INT), Aloísio (INT), Luizinho (ATM), Mazinho (VAS), Norberto (INT), Milton (CTB), Zico (FLA), Renato Gaúcho (FLA), Renato (ATM) e Berg (BOT)
Bola de Ouro: Renato Gaúcho (FLA)
Artilheiro: Müller (SPA) - 10 gols

1988
Seleção: Taffarel (INT), Alfinete (GRE), Aguirregaray (INT), Pereira (BAH), Mazinho (VAS), Paulo Rodrigues (BAH), Adílson Heleno (CRI), Bobô (BAH), Vivinho (VAS), Nílson (INT) e Zinho (FLA)
Bola de Ouro: Taffarel (INT)
Artilheiro: Nílson (INT) - 15 gols

1989
Seleção: Gilmar Luís Rinaldi (SPA), Balu (CRU), Ricardo Rocha (SPA), Paulo Sérgio (ATM), Mazinho (VAS), Elzo (PAL), Raí (SPA), Bobô (SPA), Bismarck (VAS), Bizu (NAU) e Túlio (GOI)
Bola de Ouro: Ricardo Rocha (SPA)
Artilheiro: Túlio (GOI)

1990
Seleção: Ronaldo (COR), Gil Baiano (BRG), Adílson (CRU), Marcelo (COR), Biro-Biro (BRG), César Sampaio (SAN), Tiba (BRG), Luís Fernando (INT), Renato Gaúcho (FLA), Mazinho (BRG) e Careca Bianchesi (PAL)
Bola de Ouro: César Sampaio (SAN)
Artilheiro: Charles (BAH) - 11 gols

1991
Seleção: Marcelo (BRG), Gil Baiano (BRG), Márcio Santos (INT), Ricardo Rocha (SPA), Leonardo (SPA), Mauro Silva (BRG), Júnior (FLA), Neto (COR), Mazinho (BRG), Túlio (GOI) e Careca Bianchesi (PAL)
Bola de Ouro: Mauro Silva (BRG)
Artilheiro: Paulinho McLaren (SAN) - 15 gols

1992
Seleção: Gilberto (SPO), Cafú (SPA), Aílton (SPO), Alexandre Torres (VAS), Válber (BOT), Mauro Silva (BRG), Júnior (FLA), Zinho (FLA), Renato Gaúcho (BOT), Bebeto (VAS) e Nélio (FLA)
Bola de Ouro: Júnior (FLA)
Artilheiro: Bebeto (VAS) - 18 gols

1993
Seleção: Dida (VIT), Cafú (SPA), Antônio Carlos (PAL), Ricardo Rocha (SAN), Roberto Carlos (PAL), César Sampaio (PAL), Djalminha (GUA), Roberto Cavalo (VIT), Edmundo (PAL), Alex Alves (VIT) e Rivaldo (COR)
Bola de Ouro: César Sampaio (PAL)
Artilheiro: Guga (SAN) - 15 gols

1994
Seleção: Ronaldo (COR), Pavão (SPA), Cléber (PAL), Jorge Luís (GUA), Roberto Carlos (PAL), Zé Elias (COR), Zinho (PAL), Rivaldo (PAL), Amoroso (GUA), Marcelinho Carioca (COR) e Luizão (GUA)
Bola de Ouro: Amoroso (GUA)
Artilheiro: Túlio (BOT) e Amoroso (GUA) - 19 gols

1995
Seleção: Wágner (BOT), Zé Maria (Portuguesa), Gamarra (INT), Andrei (JUV), Marcos Adriano (SAN), Leandro Ávila (BOT), Jamelli (SAN), Giovanni (SAN), Donizete (BOT), Túlio (BOT) e Renato Gaúcho (FLU)
Bola de Ouro: Giovanni (SAN)
Artilheiro: Túlio (BOT) - 23 gols

1996
Seleção: Dida (CRU), Alberto (CAP), Gamarra (INT), Adílson (GRE), Zé Roberto (Portuguesa), Ricardinho (CRU), Goiano (GRE), Djalminha (PAL), Rodrigo Fabri (Portuguesa), Paulo Nunes (GRE) e Renaldo (ATM)
Bola de Ouro: Djalminha (PAL)
Artilheiro: Paulo Nunes (GRE) e Renaldo (ATM) - 16 gols

1997
Seleção: Carlos Germano (VAS), Zé Carlos (SPA), Júnior Baiano (FLA), Mauro Galvão (VAS), Dedê (ATM), Doriva (ATM), Fernando (INT), Zinho (PAL), Rodrigo Fabri (Portuguesa), Edmundo (VAS) e Müller (SAN)
Bola de Ouro: Edmundo (VAS)
Artilheiro: Edmundo (VAS) - 29 gols

1998
Seleção: Dida (CRU), Arce (PAL), Gamarra (COR), Marcelo Djian (CRU), Júnior (PAL), Narciso (SAN), Vampeta (COR), Jackson (SPO), Valdo (CRU), Edílson (COR) e Fábio Júnior (CRU)
Bola de Ouro: Edílson (COR)
Artilheiro: Viola (SAN) - 21 gols

1999
Seleção: Dida (COR), Bruno (ATM), Roque Júnior (PAL), Cláudio Caçapa (ATM), Leandro (VIT), Rincón (COR), Belletti (ATM), Vampeta (COR), Marcelinho Carioca (COR), Marques (ATM) e Guilherme (ATM)
Bola de Ouro: Marcelinho Carioca (COR)
Artilheiro: Guilherme (ATM) - 28 gols

2000
Seleção: Rogério Ceni (SPA), Arce (PAL), Cris (CRU), Lúcio (INT), Sorín (CRU), Mineiro (PTP), Ricardinho (CRU), Juninho Paulista (VAS), Juninho Pernambucano (VAS), Romário (VAS) e Ronaldinho Gaúcho (GRE)
Bola de Ouro: Romário (VAS)
Artilheiro: Dill (GOI), Magno Alves (FLU) e Romário (VAS) - 20 gols

2001
Seleção: Emerson (BAH), Arce (PAL), Daniel (SCT), Gustavo (CAP), Léo (SAN), Simão (SCT), Preto (BAH), Kléberson (CAP), Roger (FLU), Marques (ATM) e Alex Mineiro (CAP)
Bola de Ouro: Alex Mineiro (CAP)
Artilheiro: Romário (VAS) - 21 gols

2002
Seleção: Diego (JUV), Mancini (ATM), Alex (SAN), Fábio Luciano (COR), Athirson (FLA), Tinga (GRE), Fábio Simplício (SPA), Ramon (VAS), Kaká (SPA), Robinho (SAN) e Gil (COR)
Bola de Ouro: Kaká (SPA)
Artilheiro: Rodrigo Fabri (GRE) e Luís Fabiano (SPA) - 19 gols

2003
Seleção: Rogério Ceni (SPA), Maurinho (CRU), Alex (SAN), Fabão (GOI), Léo (SAN), Maldonado (CRU), Renato (SAN), Alex (CRU), Marcelinho Carioca (VAS), Grafite (GOI) e Luís Fabiano (SPA)
Bola de Ouro: Alex (CRU)
Artilheiro: Dimba (GOI) - 31 gols

2004
Seleção: Rogério Ceni (SPA), Paulo Baier (GOI), Lugano (SPA), Rodrigo (SPA), Léo (SAN), Mineiro (SCT), Magrão (PAL), Ricardinho (SAN), Petkovic (VAS), Robinho (SAN) e Washington (ATP)
Bola de Ouro: Robinho (SAN)
Artilheiro: Washington (CAP) - 34 gols

2005
Seleção: Fábio Costa (COR), Cicinho (SPA), Lugano (SPA), Gamarra (PAL), Jadílson (GOI), Marcelo Mattos (COR), Mineiro (SPA), Petković (FLU), Juninho Paulista (PAL), Tevez (COR) e Rafael Sobis (INT)
Bola de Ouro: Tevez (COR)
Artilheiro: Romário (VAS) - 22 gols

2006
Seleção: Rogério Ceni (SPA), Ilsinho (SPA), Fabão (SPA), Índio (INT), Kléber (SAN), Lucas (GRE), Mineiro (SPA), Wagner (CRU), Zé Roberto (BOT), Fernandão (INT) e Aloísio (SPA)
Bola de Ouro: Lucas (GRE)
Artilheiro: Souza (GOI) - 17 gols

2007
(Detalhes)Seleção: Rogério Ceni (SPA), Leonardo Moura (FLA), Breno (SPA), Thiago Silva (FLU), Kléber (SAN), Richarlyson (SPA), Hernanes (SPA), Thiago Neves (FLU), Valdivia (PAL), Leandro Amaral (VAS) e Acosta (NAU)
Bola de Ouro: Thiago Neves (FLU)
Artilheiro: Josiel (PAR) — 20 gols

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 11 Ago 2008

ZICO, Ponta-de-lança - Rio de Janeiro (RJ) 03.03.1953

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Em uma pesquisa realizada (novembro de 2006) pelo jornal italiano La Repubblica, sobre os maiores jogadores brasileiros na Itália, Zico aparece em primeiro. A pesquisa apontou os dez brasileiros que mais marcaram o futebol do país, são eles: Zico, Falcão, Kaká, Careca, Júnior, Ronaldo, Cerezo, Aldair, Cafu e Emerson.

ZICO
Arthur Antunes Coimbra - Ponta-de-lança - Rio de Janeiro (RJ) 03.03.1953
Extrema habilidade, excelente visão de jogo, inteligência acima do comum e dribles espetaculares eram apenas algumas das características que formavam seu futebol de sonhos. Era um artilheiro nato e um gênio em cobranças de faltas.

Jogava no meio-campo avançado , mas chegava ao gol com grande qualidade parar marcar gols. Tinha classe, categoria e técnica que o fizeram um dos melhores e mais completos jogadores de futebol da história.

O apelido de Zico surgiu na infância, como uma corruptela de “Arthurzinho” e “Arthurzico”. Veio de uma família apaixonada por futebol e pelo Flamengo. Seu pai, seu Antunes, quase chegou a ser goleiro profissional. Dois de seus irmãos mais velhos, Antunes e Edu, foram jogadores profissionais destacados. Passaram para a história apenas como “irmãos de Zico”, injustamente. Era em Antunes que ele tinha sua maior influência e era seu principal modelo.

Faltava nas aulas para acompanhar a jogos do irmão. Seu maior e único ídolo no futebol foi, entretanto, o atacante Dida, principal jogador do Flamengo durante toda sua infância. Começou no Flamengo aos 13 e tornou-se o maior jogador da história do clube. Estreou nos profissionais aos 18 anos e com o clube ganhou cinco títulos cariocas, quatro brasileiros, um sul-americano e um Mundial Interclubes. É o maior goleador da história do rubro-negro - superando seu ídolo Dida- com 508 gols em 731 jogos. Foi artilheiro em cinco campeonatos cariocas. Em toda sua carreira, marcou mais de 800 gols.

É, além de maior artilheiro da história do Flamengo, o maior artilheiro do Rio de Janeiro e do Maracanã. Era conhecido também como “Galinho de Quintino”, em referência ao bairro aonde morou em sua infância. Seu início no futebol foi muito difícil. Ninguém negava sua qualidade, mas era muito criticado por ser muito pequeno. Era franzino e fraco fisicamente, perdendo muitas jogadas por causa disso. Com a ajuda da direção do Flamengo, passou a fazer um tratamento para ganhar massa muscular. Tomava vitaminas e hormônios, fazia musculação diariamente e treinava mais que os outros garotos. O resultado foi que ficou mais forte fisicamente e pôde vencer no Flamengo e no futebol. Foi sem dúvidas o responsável pela projeção nacional e internacional do clube carioca e levava legiões de fãs aos estádios.

Faz parte da Seleção do Flamengo de todos os tempos e foi votado como um dos 10 maiores gênios do futebol brasileiro. Representa a vitória da dedicação, do esforço, do profissionalismo e do talento. Sempre foi totalmente dedicado à sua profissão e um exemplo de jogador. Aos 18 anos foi convocado para a Seleção Brasileira de Juniores e cinco anos mais tarde fazia sua estréia na profissional. Disputou as Copas de 78, 82 e 86. Ficou marcado por ter perdido um pênalti que podia ter dado a vitória ao Brasil contra a França, em 86, mas nunca se abalou com isso. Marcou 68 gols em 94 jogos pela Seleção, ficando atrás apenas de Pelé.

Em 81 conquistou os dois maiores títulos da história do Flamengo: a Libertadores da América e o Mundial Interclubes, sendo o principal jogador do time. Em 83 foi negociado com o futebol italiano e jogou por quase dois anos na Udinese. Foi vice-artilheiro do campeonato italiano jogando por um clube mediano, atrás apenas de Platini, que jogou 6 partidas a mais defendendo a fortíssima Juventus. Entretanto, Zico foi eleito o melhor jogador da competição. Em 85 voltou ao Brasil e ao Flamengo e passou por um dos períodos mais difíceis em sua carreira.

Sofreu uma entrava violentíssima do lateral Márcio Nunes, do Bangu, que atingiu em cheio seu joelho esquerdo. Passou por várias operações e foi desacreditado por muitos, mas conseguiu voltar ao futebol. Encerrou a carreira em 90, jogando pelo Flamengo. No mesmo ano, assumiu a Secretaria Nacional dos Esportes, fazendo parte do governo Collor. Seu projeto mais famoso foi a “Lei Zico”, que criou vários dispositivos que mudaram o futebol brasileiro. No ano seguinte, voltou ao futebol, dessa vez para iniciar um ambicioso projeto no Japão. Tornou-se técnico e jogador do Sumimoto, que depois passaria a se chamar Kashima Antlers. Zico foi o principal responsável pela implantação do futebol no Japão e até hoje é um dos maiores ídolos do país. Encerrou definitivamente a carreira em 94, jogando pelo Kashima contra o Flamengo.

Voltou ao Brasil e fundou seu próprio clube, o CFZ Rio de Janeiro. Em 98 foi chamado a fazer parte da comissão técnica da Seleção Brasileira que ia a Copa do Mundo. Foi o diretor técnico da Seleção, que conquistou o vice-campeonato. Inspirou a toda uma geração nascida depois de 70, que tem em Zico seu maior ídolos.

DEPOIMENTOS E FRASES SOBRE ZICO
Vários jogadores brasileiros, como Raí e estrangeiros, como Roberto Baggio, afirmam terem tido em Zico sua maior fonte de inspiração e admiração. Escreveu uma autobiografia (Zico conta sua história) e foi motivo de inúmeros filmes, livros, documentários, análises, crônicas e homenagens. A torcida do Flamengo até hoje reverencia seu maior craque e espera que um dia ele possa se tornar presidente do clube.

“Como no Brasil nós gostamos de arrumar um culpado, essas coisas negativas marcam muito. Você faz 300 gols de pênalti, perde um e é esse que marca.”
(Zico, sobre o pênalti que perdeu em 86, contra a França)

“Louvemos o poeta Zico, que jogava futebol como se a bola fosse uma rosa entreaberta a seus pés.”
(Armando Nogueira, jornalista e escritor)

“Aquela armação de meio campo foi perfeita”
(Zico, sobre o quadrado mágico Falcão, Cerezo, Sócrates, Zico)

“Romário pensa que é o rei da cocada preta. O que esperar de um cara que se acha Deus?”
(Arthur Antunes Coimbra - Zico)

“Quando eu jogava de goleiro, não admitia sofrer gols de falta. Zico não iria fazer esses gols em mim.”
(Seu Antunes, pai de Zico)

“Zico é mais completo do que eu. Além de artilheiro, arma as jogadas, cria oportunidades para os companheiros, dá gols para todos eles. Ah, se eu tivesse a firmeza do chute de Zico, nem sei o que teria feito no futebol…”
(Dida, ex-jogador da Seleção Brasileira e maior artilheiro do Flamengo antes de Zico)

“Tenho dito e repetido que Zico é o maior jogador do mundo. Há os que negam, cegos pelo óbvio ululante. Mas, se a evidência quer dizer alguma coisa, não cabe dúvida, nem sofisma.”
(Nelson Rodrigues, jornalista, escritor e dramaturgo, sobre Zico)

“Ele mudou a história do clube. Existem dois Flamengos: antes e depois de Zico.”
(George Helal, ex-diretor do Flamengo, sobre Zico)

“Porém, meu adeus será colorido de gratidão por poder dizer de boca cheia, como tantos: Eu vi o Zico jogar.”
(Francisco Horta, ex-presidente do Fluminense, na despedida de Zico)

“Adeus, Zico. Nós, vascaínos, tricolores, botafoguenses, etc., dormiremos mais tranqüilos sabendo que uma falta cometida nas proximidades de nossa área não será tão perigosa assim. Que não teremos de enfrentar seus dribles, seus lançamentos, suas soluções inteligentíssimas para as jogadas mais difíceis, a sua movimentação que o levava, em frações de segundo, da intermediária à porta do gol e aos gritos de ‘Zico! Zico! Zico!’ quando você fazia uma das suas e chutava aquelas bolas que tocavam na rede e batiam em cheio em nossos corações. Em compensação, nós, que tanto amamos nossos clubes quanto o futebol, estaremos com as nossas tardes de domingo mais pobres. E aí, veja que ironia, teremos saudades de você.”
(Sérgio Cabral, escritor, jornalista e torcedor do Vasco, na despedida de Zico)

“O Zico é um jogador completo. Tem uma extraordinária visão de jogo, uma habilidade fantástica e um toque de bola que eu invejo.”
(Roberto Dinamite, ex-atacante da Seleção Brasileira)

“Zico é ao mesmo tempo sofisticado e simples, pois até seu drible mais espetacular ou o seu passe de maior efeito tem como objetivo único o caminho mais curto em direção ao gol. Zico consegue ser artilheiro sendo ao mesmo tempo um criador de jogadas e de gols para os companheiros.”
(Fernando Calazans, jornalista esportivo)

“Foi o maior exemplo de jogador para as gerações futuras.”
(Zagallo, ex-jogador e técnico da Seleção Brasileira, sobre Zico)

“Ao longo desses 100 anos sem a menor dúvida Zico foi a figura mais expressiva do mais importante e popular clube do país. Quem é rubro-negro sabe: ninguém deu mais alegrias a esta nação que Zico. Em termos de Flamengo todo mundo sabe: ZICO é princípio, meio e fim.”
(Kléber Leite, ex-radialista e ex-presidente do Flamengo)

“Eu pude ter uma casa com piscina, com conforto, tudo graças ao Zico, ao Flamengo…. Nunca tive oportunidade de agradecer, e hoje tenho: obrigado Zico, obrigado Flamengo.”
(Mozer, ex-jogador da Seleção Brasileira e do Flamengo)

“Depois de Pelé, Zico foi o maior.”
(Rummenigge, ex-jogador da Seleção Alemã)

“Eu tive o privilégio de participar do mesmo time que o Zico participou… Tudo que se fala do Zico, toda homenagem que é prestada a ele, é pouco pelo que ele merece.”
(Leandro, ex-jogador da Seleção Brasileira e do Flamengo)

“Gol é uma explosão de alegria, um desabafo de nossa alma, o resultado final de um árduo trabalho de aplicação.”
(Zico, ex-jogador da Seleção Brasileira e do Flamengo)

“Realmente na minha veia corre sangue vermelho e preto.”
(Zico, ex-jogador da Seleção Brasileira e do Flamengo, sobre seu amor pelo Fla)

“Gérson e Zico foram os maiores jogadores que o futebol carioca produziu depois dos anos 50. Olhando para um, vejo o Jair Rosa Pinto. Para outro, Zizinho.”
(Ademir de Menezes, ex-jogador da Seleção Brasileira)

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Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 06 Ago 2008

” NÃO QUERO SABER POR ONDE ANDA ” - Jogadores do Corinthians

O GLOBOESPORTE.COM lançou a seção “Não quero saber por onde anda”, com alguns micos que fracassaram nos clubes brasileiros. Lembra daquele zagueiro que deu aquela entregada no jogo em que o seu time perdeu o título? Lembra daquele atacante que não acertava o gol mesmo sem goleiro? Lembra daquele volante que não passava dois jogos sem fazer um pênalti? E daquele outro, que adorava fazer gols…contra? Lembra? Não? Quer saber deles? Não!!!

Será este o espírito. Foram selecionados três candidatos, contando um pouco da carreira do jogador e das lambanças que ele aprontou. O vencedor da enquete, é claro, você não vai saber por onde anda…

NÃO QUERO SABER POR ONDE ANDA , Corinthians: Roger, Fininho ou Gustavo? Qual deles o corintiano faz questão de esquecer? Qual deles merece aquela frase “não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe”? Veja abaixo o perfil dos concorrentes e clique aqui para fazer a sua escolha.

ROGER - Em 2003, o lateral-esquerdo virou símbolo de mais uma eliminação da Libertadores. Na ocasião, o Timão, melhor campanha da fase de grupos, teve o River Plate (ARG) como adversário nas oitavas-de-final. A derrota de 2 a 1, em Buenos Aires, não desanimou os corintianos, que confiavam na virada na volta. Mas o Morumbi, com 66.666 torcedores, foi palco de um desastre que começou no primeiro tempo. Confuso, Roger obedeceu à risca aos gritos de “pega, pega” do técnico Geninho, deu entrada dura em D´Alessandro e recebeu cartão vermelho antes do intervalo. Com o placar empatado em 1 a 1, o Timão se descontrolou, tomou mais um gol, teve outro atleta expulso e foi eliminado.

FININHO - O lateral-esquerdo saiu do Corinthians para não deixar saudade. Depois de colecionar atuações desastrosas, seu ponto alto - ou melhor, baixo - foi numa partida em que o Timão venceu o Sampaio Correa por 3 a 0, no Pacaembu, em confronto válido pela segunda fase da Copa do Brasil de 2005. Mesmo com a vitória do Corinthians, Fininho abusou. Ao ser substituído por Coelho, o ala deixou o campo vaiado pela torcida. Irritado, respondeu aos torcedores com gestos obscenos. Mesmo fora de campo, foi expulso pelo árbitro.

GUSTAVO - Talvez um dos últimos grandes micos do Parque São Jorge. O zagueiro, que chegou a ser campeão brasileiro pelo Atlético Paranaense em 2001, não deixará saudade no Corinthians. Alto e lento, Gustavo foi muito mais xingado que elogiado pelos corintianos. O defensor até chegou a fazer gols, mas fazia a favor e contra, como ocorreu no empate de 1 a 1 com o Pirambu, na primeira fase da Copa do Brasil deste ano: em quatro minutos, ele abriu o placar - para o adversário - e depois empatou.

0 SITE APRESENTOU A PERGUNTA:QUAL DESSES JOGADORES VOCÊ FAZ QUESTÃO DE ESQUECER? VOTE AQUI!

Qual ex-jogador do Timão você não quer saber por onde anda? Após colocar o código no quadrinho apresentado, vejam a votação dos internautas:
O lateral-esquerdo Roger: aquele do “pega, pega, pega…” na eliminação da Libertadores-2003;
25.4%
O também lateral-esquerdo Fininho: aquele que, após uma série de trapalhadas, fez gestos obscenos à torcida;
32.83%
O zagueiro Gustavo: aquele que, na última Copa do Brasil, fez um gol a favor e um outro diante do Pirambu.
41.77%

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 04 Ago 2008

Um pouco de Nelson Rodrigues no futebol

Nelson criou as personagens, imagens e expressões mais perenes. Por exemplo: o “Sobrenatural de Almeida”, responsável pelo inexplicável no futebol; a “grã-fina de narinas de cadáver”, que, em pleno Maracanã, costumava indagar “quem é a bola?”; o ceguinho tricolor, seu álter-ego; o óbvio ululante; a burrice do vídeo-teipe e dos intelectuais, verdadeiros “idiotas da objetividade” e seres incapazes de cobrar um mísero lateral e muitos outros.

Nelson Rodrigues escreveu para a Manchete Esportiva no período de 1955 a 1959. com o título de ‘O Berro Impresso nas Manchetes’.
Como seriam os comentários de Nelson Rodrigues nos dias de hoje? Será que falaria que estava escrito há 5000 anos nas estrelas a derrota do Flu para a LDU? A falta de encanto do nosso atual futebol faria um Nelson amargurado em seus comentários.

Em algumas crônicas o autor tratava das origens do Flamengo, louvando a raça da camisa rubro-negra. Falava que chegaria o dia em que o Flamengo não precisaria de técnicos, jogadores e técnicos. A sua camisa seria uma bastilha inexpugnável. É nestes momentos que vemos que Nelson conseguia ser simplesmente escritor.

Vamos ser objetivos: Se fosse um boleiro, Nelson Rodrigues certamente cruzaria uma bola para a grande área e jamais a retrocederia como faz alguns de nossos atuais jogadores. Jamais se perderia em firulas desnecessárias. Seria decisivo como a simplicidade do gol de barriga de Renato, dando um título carioca ao Fluminense.

ALGUMAS FRASES ANTOLÓGICAS DE NELSON RODRIGUES

Não há bola no mundo que seja indiferente a Zizinho.

A humilhação de 50, jamais cicatrizada, ainda pinga sangue. Todo escrete tem sua fera. Naquela ocasião, a fera estava do outro lado e chamava-se Obdulio Varela.

Djalma Santos põe, no seu arremesso lateral, toda a paixão de um Cristo negro.

Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos.

Um jogador rigorosamente brasileiro, brasileiro da cabeça aos sapatos. Tinha a fantasia, a improvisação, a molecagem, a sensualidade do nosso craque típico.

Não me venham falar em Di Stéfano, em Puskas, em Sivori, em Suárez. Eis a singela e casta verdade: não chegam aos pés de Pelé. Quando muito, podem engraxar-lhe os sapatos, escovar-lhe o manto.

Um time que tem Pelé é tricampeão nato e hereditário.

O futebol é passional porque é jogado pelo pobre ser humano.

Um Garrincha transcende todos os padrões de julgamento. Estou certo de que o próprio Juízo Final há de sentir-se incompetente para opinar sobre o nosso Mané.

Eu digo: não há no Brasil, não há no mundo ninguém tão terno, ninguém tão passarinho como o Mané.

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 04 Ago 2008

Associação Atlética Santo Amaro, de Pernambuco, um dos piores times do mundo.

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Fundado em 1 de janeiro de 1950 com o nome de Associação Atlética das Vovozinhas só disputou jogos e torneios amadores até 1965. Em 1966 o clube se profissionalizou para disputar campeonato pernambucano, onde se destacava pelas péssimas campanhas, alternando com o Íbis Sport Club.

Folclore à parte, disputou com o famoso Íbis o rótulo de pior time do mundo por muitos anos. Em 1994, sem dinheiro para manter o elenco profissional, os diretores do Santo Amaro o venderam para uma rede de drogarias denominada Casa Caiada.

O Santo Amaro é lembrado até hoje por uma partida em especial. No dia 07 de abril de 1976, perdeu para o Sport por 14 a 0, com 10 gols de Dadá Maravilha. Com essa marca, o atacante, junto com Tará, do Náutico e Caio, do CSA de Alagoas, tornou-se o maior artilheiro do futebol brasileiro em apenas uma partida.

No entanto, cabe dizer que essa não foi a maior goleada sofrida pelo Santo Amaro. Em 09 de março de 1969, o time havia sido humilhado pelo Santa Cruz por incontestáveis 15 a 2.

O único momento em que o time realmente deu alegrias para a sua torcida ocorreu em 1981, quando chegou ao vice-campeonato da Taça de Bronze, então a terceira divisão do Campeonato Brasileiro. A decisão foi contra o Olaria, do Rio de Janeiro, treinado pelo saudoso Duque.
SÚMULAS:
No dia 25 de abril, no Estádio Marechal Hermes (Rio de Janeiro), o Santo Amaro perdeu por 4 a 0 para o Olaria, com gols de Chiquinho (13′), Zé Ica (59′) e Leandro duas vezes (68′ e 70′). O árbitro da partida foi o baiano Nei Andrade Maia, e os times entraram com a seguinte escalação - OLARIA: Hilton, Paulo Ramos, Pino, Marcos e Gilmar (Edvaldo), Ricardo, Lulinha e Leandro; Chiquinho, Sérgio Luís (Aurê) e Zé Ica. Técnico: Duque. SANTO AMARO: Pimenta, Lula, Figueiroa, Moacir e Zuza; Rubem Salim, Luís Carlos e Valtinho; Savinho, Fabinho e Eliel. Técnico: Rubem Salem. O jogador Zé Ica, do Olaria, foi expulso.

Na partida de volta, dia 1 de maio, o Santo Amaro venceu por 1 a 0 no Estádio Arruda, com gol de Derivaldo aos 80 minutos de jogo. O árbitro da partida foi o cearense José Leandro Serpa e os times entraram com a seguinte escalação - SANTO AMARO: Pimenta, Lula, Moacir, Figueiroa e Zuza; Eliel, Betuca (Rubem Salim) e Luis Carlos, Savinho, Fabinho e Birino (Derivaldo). Técnico: Rubem Salem. OLARIA: Hilton, Paulo Ramos, Salvador, Mauro e Gilcimar, Ricardo, Lulinha e Orlando; Chiquinho, Aurê (Nunes) e Leandro (Serginho). Técnico: Duque.

Em 1994 seus dirigentes venderam a equipe para uma rede de drogarias chamada Casa Caiada, pois o clube não tinha mais condições de se manter no profissionalismo e passou a ser denominado Recife Futebol Clube e transferiu sua sede para a cidade de Goiana. Hoje é conhecido como Manchete Futebol Clube do Recife, desde 2004.

Por Marcelo Rozenberg
por Wikipedia

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 31 Jul 2008

As dez maiores tragédias em estádios de futebol

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1 PERU X ARGENTINA
LIMA (PERU)
TORNEIO PRÉ-OLÍMPICO
318 MORTOS E MAIS DE 500 FERIDOS
1964
A Argentina ganhava por 1 a 0 quando o juiz resolveu anular um gol do Peru, o que despertou a ira dos 54 mil torcedores que superlotavam o Estádio Nacional de Lima. Pedras e garrafas voavam no campo enquanto torcedores invadiam o gramado. A polícia interveio e milhares de torcedores correram para as saídas do estádio. Com os portões trancados, centenas de pessoas foram esmagadas

2 HEARTS OF OAK X KUMASI ASHANTI KOTOKO
ACCRA (GANA)
CAMPEONATO GANÊS
126 MORTOS E 90 FERIDOS
2001
O pau comeu entre os torcedores dos times de maior rivalidade no futebol ganês. A polícia tentou conter a briga com bombas de gás lacrimogêneo e os torcedores que tentaram escapar da confusão encontraram todas as saídas de emergência trancadas. Briga + saídas bloqueadas = tragédia.

3 NOTTINGHAM FOREST X LIVERPOOL
SHEFFIELD (INGLATERRA)
COPA DA INGLATERRA
96 MORTOS E MAIS DE 200 FERIDOS
1989
O jogo valia pela semifinal e o estádio de Hillsborough estava superlotado. Cerca de 5 mil torcedores sem ingresso forçaram a entrada no estádio até que a polícia abriu os portões. A turba avançou, esmagando quem já ocupava as arquibancadas. A tragédia só não foi maior porque alguns torcedores conseguiram pular para dentro do campo

4 MUKTIJODHA X JANAKPUR
KATMANDU (NEPAL)
AMISTOSO
93 MORTOS E MAIS DE 100 FERIDOS
1988
Jogo de futebol no Nepal entre um time local e outro de Bangladesh terminou em show de horrores. Tudo ia bem até começar uma chuva de granizo. A multidão correu para se proteger e dezenas de pessoas foram pisoteadas e esmagadas contra os portões

5 GUATEMALA X COSTA RICA
CIDADE DA GUATEMALA (GUATEMALA)
ELIMINATÓRIAS DA COPA DO MUNDO
84 MORTOS E MAIS DE 150 FERIDOS
1996
Cerca de 60 mil ingressos foram vendidos, embora o Estádio Mateo Flores não suporte mais de 45 mil espectadores. Antes de a bola rolar, uma avalanche de gente acabou espremida no alambrado.
O presidente do país, presente no estádio, suspendeu a partida na hora e a Fifa interditou o estádio por dois anos

6 RIVER PLATE X COSTA RICA
BUENOS AIRES (ARGENTINA)
CAMPEONATO ARGENTINO
74 MORTOS E MAIS DE 150 FERIDOS
1968
O clássico mais tradicional da Argentina nunca é muito tranqüilo. Mas, dessa vez, a torcida exagerou, armando um incêndio a partir de uma pilha de papéis picados. O fogo assustou os torcedores, que correram em direção às saídas do estádio. No corre-corre muita gente caiu, foi pisoteada ou esmagada contra os portões.

7 SPARTAL MOSCOU x HAARLEM
MOSCOU (RÚSSIA)
COPA DA UEFA
66 MORTOS (MAS 340 EXTRA-OFICIALMENTE) E 100 FERIDOS
1982
O Spartak precisava de três gols de vantagem, mas vencia por 1 a 0. A torcida já ia embora quando saiu o segundo gol. Muita gente voltou para ver o fim do jogo, gerando tumulto e dezenas de torcedores espremidos .

8 CELTIC x ANGERS
GLASGOW (ESCÓCIA)
CAMPEONATO ESCOCÊS
66 MORTOS E 100 FERIDOS
1971
O Celtic abriu o placar faltando um minuto para o final. Mas, já nos acréscimos,
o Rangers surpreendentemente empatou. A festa foi tão intensa que uma escadaria cedeu, fazendo uma pilha de torcedores cair

9 LINCOLN X BRADFORD
RADFORD (INGLATERRA)
CAMPEONATO INGLÊS (3ª DIVISÃO)
56 MORTOS E 200 FERIDOS
1985
A torcida do Bradford festejava o título - conquistado na rodada anterior - quando um incêndio tomou conta das arquibancadas de madeira. Os torcedores tentaram escapar pelos portões do estádio, mas muitos nem chegaram lá

10 ZAMALEK X DUKLA PRAGA
CAIRO (EGITO)
AMISTOSO
49 MORTOS E 50 FERIDOS
1974
O jogo não valia nada, mas a torcida compareceu em massa: o estádio, que tinha capacidade para 40 mil pessoas, teve que suportar 80 mil! A estrutura não resistiu e parte das arquibancadas desabou

A seguir vem Heysel
1985 - Bélgica
39 mortes e 35 feridos, no Estádio de Heysel Park, em Bruxelas

Conforme revista mundo estranho da abril.

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 29 Jul 2008

Crônica sobre as 289 partidas invictas do Recreativo Maria Zelia

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Aconteceu no ano de 1967. O Recreativo Maria Zélia não perdia desde 1962, estava com uma invencibilidade de duzentas e oitenta e nove partidas, faltavam onze para completar trezentas. Uma festa começava a ser preparada, visando a comemoração das trezentas partidas invictas, fato, acho, inédito, no futebol.
Era um domingo, Maria Zélia recebeu a visita do Clube Atlético Carrão, um simpático clube, clube amigo, Maria Zélia lhe era muito grato, Carrão colaborou bastante num festival beneficente, Maria Zélia nunca esqueceu disso.
Pertencia ao Clube Atlético Carrão o centro-avante Cláudio, ex-São Paulo, ex-Prudentina, que jogava, e era peça importante, no ataque do Fluminense F.C. do Rio de Janeiro, centro-avante titular.
Poupado que fora pelo Fluminense naquele final de semana, submetera-se a um tratamento, como o Tricolor das Laranjeiras não tinha jogo importante naquele final de semana deu-lhe folga, poupou-o do jogo daquele domingo, no próximo o jogo seria de maior importância e melhor seria ele estar em perfeitas condições.
Cláudio veio passar o fim de semana em São Paulo. No domingo ele veio com o pessoal do Clube Atlético Carrão no campo do Maria Zélia. Ao encontrar João Marchioni, com quem jogara nos tempos de São Paulo, este fora um grande zagueiro central, jogou também no Palmeiras, mas um problema no joelho fez com que parasse com o futebol profissional, os dois conversaram animadamente um bom tempo, boa parte do jogo do segundo quadro, partida preliminar, até quase a mesma terminar. Ao saber que a defesa do Maria Zélia era composta por craques, que sabia jogar, jogava e deixava jogar, não abusava do jogo violento, Cláudio, fominha de bola como todo boleiro, resolveu jogar, fome de bola de boleiros não é fácil, às vezes é pior do que vício de um fumante inverterado. Veio o jogo principal e Cláudio entrou em campo com a camisa nove do Clube Atlético Carrão.
Foi um grande jogo, dois grandes times em campo. Maria Zélia nunca ficou inferiorizado no marcador. Fez 1x0, o Carrão empatou, o primeiro tempo terminou 1x1. Iniciado o segundo tempo, jogo bem disputado, Nilton de Almeida assinalou o segundo tento do Maria Zélia, era outro cracaço de bola, não se compreende, até hoje, como não vingou num grande clube, conhecia mesmo, do jogo da bola, sabia lidar com a redonda, notável craque. Continuava o jogo disputado, num ataque do Carrão, Marcílio, extraordinário goleiro do Maria Zélia, praticou sensacional intervenção que mereceu aplausos das duas torcidas. Infelizmente, porém, para o Maria Zélia, ao arremessar a bola para frente com as mãos esta foi na direção do meia esquerda do Carrão que, ao amortecer no peito, dominou e jogou-a por cobertura, com muita categoria, Marcílio ainda fora do gol, esta foi para a rede, empate 2x2. Coisas que acontecem no futebol, principalmente, quando se conta com grandes goleiros, Marcílio era um goleiraço também, pegava barbaridade, conhecia maravilhosamente a posição.
Jogo continuava bem disputado. Faltando, aproximadamente, entre dez e quinze minutos para terminar, Claudionor Martins, outro cracaço de bola, nesse jogo estava de lateral esquerdo, ao tentar fintar o ponteiro do Carrão, perdeu a bola e cometeu falta, lance difícil de acontecer, bola nos pés de Cláudio, como assim era chamado Claudionor, podia-se dizer que era garantida, raramente ele perdia, tinha muita categoria, era, inclusive um coringa, se adaptava, jogava em várias posições, quarto zagueiro, lateral, médio volante, meia armador, jogador notável, craque mesmo.
Cobrada a falta, bola lançada para a área do Maria Zélia, Cláudio, centro-avante do Carrão, saltando com Marcílio, resvala de cabeça e a bola vai mansamente para o fundo do gol, Carrão 3x2.
Começava a grande preocupação na gente do Maria Zélia. Jogo difícil, bem disputado, placar desfavorável, tempo passando. Time do Maria Zélia foi valente, lutou bravamente até o final. Faltando, aproximadamente, cinco minutos para o término da partida, houve uma falta favorável ao Maria Zélia, em cima da risca da área, quase dentro, lance que poderia, perfeitamente, principalmente na várzea, time com grande série invicta, final de jogo, ser marcada penalidade máxima. Mas não foi o que aconteceu, a falta foi marcada e não o pênalti. Aumentava a tensão na notável Praça de Esportes do Maria Zélia, a primeira, na nossa gloriosa várzea, a ter campo de futebol iluminado em São Paulo. O tempo ia passando, se esgotando. Esgotado o tempo regulamentar, houve os descontos normais, não foi esticado o tempo, esgotados estes, José Cornelli, que fazia parte da Diretoria do Maria Zélia, trilou o seu apito, encerrando a partida, Clube Atlético Carrão 3 x Clube Atlético e Recreativo Maria Zélia 2! Triste domingo para a Vila Maria Zélia, para o bairro do Belenzinho, Maria Zélia perdia sua longa invencibilidade, duzentas e oitenta e nove partidas invictas, faltavam onze para completar trezentas. Clube Atlético Carrão, o autor da grande proeza. A própria turma do Carrão não acreditava no que via. Até seus jogadores e torcedores ficaram tristes na hora. Foram embora, despedindo-se do pessoal do Maria Zélia como numa despedida de pêsames num enterro à família enlutada. Não foi fácil, série invicta de duzentas e oitenta e nove partidas, faltando onze para trezentas, recorde no futebol, quebrada. Muito choro na Vila Maria Zélia, domingo marcante, muita tristeza, realmente, faltavam onze para a festa das trezentas, muita gente sonhava com ela. Armando de Almeida, técnico do Maria Zélia, o conhecido Tostão, chorava e bastante, afinal, ele que sonhava que sob seu comando seria a conquista das trezentas, viu a série parar nas duzentas e oitenta e nove.
Mas, fazer o que? Aconteceu, coisas do futebol, obra do destino, Fluminense poupou o seu centro avante titular, Cláudio, este veio do Rio, encontrou seu amigo João Marchioni, este disse-lhe que poderia jogar sem problema, não correria qualquer risco, entrou em campo, fez o gol que pôs fim a grande série invicta do Maria Zélia, duzentas e oitenta e nove partidas.
Pequenas coisas de um grande futebol, mais um nobre capítulo na história da gloriosa várzea paulistana, grande celeiro de craques.
Artigo do historiador Pedro Luiz Boscato . A foto do time do Maria Zelia é também autoria do Pedro .

Blog História do Futebol & Artigos-Gilberto Maluf Gilberto Maluf em 28 Jul 2008

Masopust - um dos 120 melhores jogadores ainda vivos da história divulgada pela Fifa e por Pelé em 2004.

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Estava ouvindo o programa da rádio Globo, Enquanto a Bola não Rola, que vai das 12h as 14h todos os domingos. Ouvi Gerson falando sobre o craque Masopust e me chamou atenção seu comentário que repasso:
” Ele ( Masopust ) era tão craque que driblou eu e o Didi na mesma jogada. Foi em um jogo amistoso em que ele estava jogando pela seleção do país dele”.
JOSEF MASOPUST
Josef Masopust nasceu em Most na Checoslováquia no dia 9 de Fevereiro de 1931.
Um dos melhores médios mundiais teve como clubes o Banik Mostar, Teplice, Dukla Praga e Royal Molenbek (Bélgica).
De 1954 a 66, titular indiscutível da Checoslováquia.
Vencedor de oito campeonatos nacionais, três Taças e ganhador da Bola de Ouro de 1962 como melhor jogador da Europa.
Grande técnica, fino estilo da escola da Europa Central.
Jogava em todo o campo.
Defendia e atacava.
Bom driblador, ótimos passes e grandes faculdades físicas, disciplinado e genial. Vestiu 87 vezes a camisa da Seleção e marcou dez gols.

Ao marcar os festejos do Jubileu da UEFA, foi pedido a cada associação nacional que nomeasse o seu mais notável jogador dos últimos 50 anos. A República Checa optou por Josef Masopust.
Por Ladislav Josef
MEMÓRIAS DE MASOPUST
A eleição de Pavel Nedved para melhor jogador da Europa em 2003 lembrou a muitos checos a figura de Josef Masopust, o único jogador checo que até então conseguira vencer tal troféu, decorria o ano de 1962.

Qualidades partilhadas
A comparação entre jogadores que brilharam em épocas diferentes pode ser injusta mas muitos dos que viram Masopust e Nedved em ação concordam que ambos partilham de uma admirável robustez física, capacidade quase infalível de passe e força mental de pegarem no jogo e levarem as suas equipas à vitória.

Dukla como destino
Noutra época, o feito de Masopust teria sido imensamente festejado (até mais do que o feito de Nedved) e a Bola de Ouro teria sido a rampa de lançamento para o médio rumar a outras paragens mas o regime comunista que imperava na Checoslováquia obrigou Masopust a jogar durante 16 épocas no FC Dukla Praha, antes de se mudar aos 37 anos para os belgas do R. Crossing Club Molenbeek. Apesar de nunca ter atuado num dos grandes campeonatos europeus, Masopust não deixou de representar as seleções da FIFA e da UEFA , jogando ao lado de Alfredo di Stéfano, Raymond Kopa ou Francisco Gento.

Títulos e mais títulos
Contudo, ainda antes de pisar os grandes palcos, como Wembley, Masopust foi obrigado a batalhar. Nascido a 9 de Fevereiro de 1931 como o quarto de seis irmãos, Josef desde cedo se interessou pelo futebol, começando a jogar pelo Baník Most, onde deu nas vistas. Ninguém ficou, por isso, admirado que aos 19 anos, Masopust assinasse pelo FK Teplice para jogar como médio-esquerdo, o que lhe proporcionou a sua primeira experiência ao mais alto nível. Em 1952 transferir-se-ia para o Dukla Praga, fruto das boas exibições realizadas. O Dukla era o melhor clube da Checoslováquia e o palco ideal para Masopust espalhar a sua magia, agora como médio-centro. O resultado saldou-se em oito campeonatos ganhos ao serviço da sua equpe.

Espinha-dorsal da seleção
O Dukla brilhou igualmente na Europa, chegando às meias finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus em 1966/67. Tal feito não espantou ninguém até porque era na equipa de Praga que residia a espinha-dorsal da seleção checa que atingira a final do Mundial de 1962.

Um sonho chamado Mundial
Ao serviço da seleção nacional, Masopust não deixou de brilhar nas 63 ocasiões em que foi internacional. Estreou frente à Hungria, em 1954, participou no Mundial de 1958 e no Europeu de 1960, ajudando a sua equipa a chegar ao terceiro lugar. Contudo, foi no Mundial realizado no Chile que Masopust quase levou a Checoslováquia ao título. “Tal como todos os jogadores , sempre tive o sonho de jogar e marcar num Mundial”, contou um dia. Tal sonho concretizou-se no dia 17 de Junho de 1962, quando Masopust colocou a sua equipe a vencer aos 16 minutos, diante do Brasil, na grande final realizada em Santiago.

Bola de Ouro
Apesar do Brasil ter dado a volta ao resultado, vencendo na final por 3-1, Masopust viu muito mais do que um sonho concretizado quando, no regresso a Praga, foi recebido como herói nacional. Meses depois conquistou a Bola de Ouro, minutos antes do Dukla receber o Benfica, em jogo das quartas de final da Taça dos Clubes Campeões Europeus. “Nem houve cerimônia. Eusébio apertou-me as mãos, felicitando-me, eu guardei o troféu no meu saco e no final do jogo voltei para casa de ônibus elétrico, lembrou.

“Slalom à Masopust”
Considerado um verdadeiro nº10 pela sua capacidade de passe, Masopust era igualmente um marcador de grandes gols. Apesar de não ser um velocista, conseguia sempre driblar os adversários e rematar com perigo à baliza. “Podia fintar para a direita e depois para a esquerda porque conseguia controlar a bola com os dois pés”, conta o ex-internacional. “Slalom à Masopust” foi um termo que ficou célebre na altura e que servia para definir a típica jogada com que o checo deliciava as assistências.

Glória como treinador
Quando foi finalmente jogar para o estrangeiro, em 1968, ajudou o Molenbeek a subir à primeira divisão belga, como jogador-treinador. A sua carreira como técnico continuou, ao serviço do inevitável Dukla, mas a grande conquista a partir do banco deu-se ao serviço do Zbrojovka Brno, em 1978, quando venceu o campeonato nacional. Mais tarde, nos anos 80, conduziu a seleção nacional da Checoslováquia, antes de ir trabalhar para a Indonésia.

“Nada resta”
Masopust nasceu em Strimice, uma aldeia do Norte da Bohemia que foi posteriormente demolida para dar lugar a uma mina de carvão. O Dukla Praga teve semelhante destino, passando a chamar-se FC Príbram no início dos anos 90 e deixando de jogar no famoso Estádio Juliska, até porque a Checoslováquia deixou de existir enquanto país desde 1993. “Nada resta dos meus dias”, concluiu Masopust. Nada, com a exceção da Bola de Ouro que está exposta numa das prateleiras do seu modesto apartamento em Praga.

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