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Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 31 Out 2008
BOTAFOGO vs YPIRANGA A PRIMEIRA GRANDE RIVALIDADE DO FUTEBOL DA BAHIA.
Enganam-se muitos que pensam que o tradicional clássico BA-VI é o mais antigo do futebol da Bahia, afinal é um dos maiores do nosso futebol onde sempre temos casa cheia, jogos terminados em confusões, brigas entre jogadores e dirigentes onde até mesmo um desses jogos foi terminar numa delegacia de policia. Pois bem o BA-VI só passou a ter a rivalidade levada aos extremos no inicio dos anos 50 quando o Vitória voltou a se dedicar mais ao futebol e a ganhar títulos e a ser um ferrenho adversário do Bahia, clube fundado em 1931 e que passou a dominar o futebol baiano daí por diante, antes mesmo do Bahia ter o Vitória como maior rival o mesmo teve no Botafogo de Salvador e no Ypiranga seus maiores rivais até 1937 quando surge o Galicia passando a dividir com o tricolor a pose do nosso futebol, durante o final da década de 30 e inicio da de 40 o jogo entre Bahia e Galicia era comparado ao Fla-Flu no Rio de Janeiro. Porém no inicio do nosso futebol aqui trazido por Zuza Ferreira até meados de década de 10 não tínhamos lá grandes rivalidades esta se passou a se acirrar a partir do ano de 1917 quando Ypiranga o auri-negro o mais querido e o Botafogo o alvirrubro o glorioso, passaram a dominar o futebol em nosso estado com suas conquistas alternadas de 1917 a 1930 apenas duas agremiações fora Botafogo e Ypiranga venceram o campeonato baiano a Associação Atlética da Bahia e o Clube Bahiano de Tênis os outros títulos ou eram do Botafogo ou do Ypiranga.
A rivalidade que começou no Ground do Rio Vermelho logo se transferiu para o então inaugurado Campo da Graça que tinha uma capacidade para 7.000 pessoas entre arquibanca e geral e 100 para automóveis, isso mesmo no Campo da Graça tinha entradas para automóveis como nos drive-in. No inicio dos anos 20 a rivalidade tomava conta da cidade de Salvador quando se antecedia a partida entre os clubes mais populares o Ypiranga tinha em seu quadro o maior jogador da Bahia: Apolinário Santana o (Popó) ídolo no estado tinha até uma musica “Popó chuta chuta, chuta por favor, mela, mela, mela e lá vai é gol” (melar na época era driblar o adversário), com uma linha média formada por Mica, Nebulosa e Hercílio e uma linha de ataque formada por Lago, Popó, Dois Lados, Matices e Cabloco o Ypiranga assombrava com goleadas de quatro, cinco, seis e até mesmo de dez gols, em 1923 no dia 15 de abril em uma tarde de gala Popó marca os cinco gols do Ypiranga sobre o Fluminense/RJ no Campo da Graça em jogo vencido pelo auri-negro por 5 a 4.
Já no Botafogo que também tinha uma linha media espetacular como assim me contava Chico Bezerra, a quem eu tive o prazer de conhecer em 1987 quando trabalhava em um escritório de advocacia, ele que fora jogador do Vitória e depois do Botafogo, a linha formada por Serafim, Tenente e Chico Bezerra, tinha no ataque um arsenal vigoroso formado por Tatuí, Macedo, Manteiga, Seixas e Pelego, sendo Manteiga o seu astro principal ele também foi o grande nome na vitória sobre o Fluminense/RJ no dia 12 de abril de 1923 marcando os dois gols do alvi-rubro.
Com estes grandes quadros compostos de bons jogadores se tem a idéia do que era este jogo, campeão em 1917/1918, viu o sonho do tri se acabar em duas derrotas por 1 a 0 e 2 a 1 para o rival e nem chegar a final e ver o Botafogo levantar a taça, em 1920 volta a erguer a taça numa final memorável contra a Associação Atlética por 1 a 0 com um gol de Dois Lados, que após o jogo teve o pé que marcou o gol banhado por champagne, e com uma goleada de 4 a 1 sobre o rival. Em 1921 um Ypiranga arrasador vence facilmente o campeonato com onze vitórias nos onze jogos e claro bate o rival por 2 a 1 no dia 08/05/1921.
Na temporada seguinte o glorioso reacende a rivalidade ao impedir um novo tri do Ypiranga e vencer as duas partidas entre eles uma por 2 a 0 em 14/07/22 e uma goleada pra fechar com chave de ouro a campanha por 7 a 0 no dia da padroeira de Salvador Nsª Srª da Conceição dia 08/12/22 com esta goleada o auri-negro ficou apenas na quarta colocação, Manteiga e Seixas brindaram o torcedor e em especial Pedro Capenga que comandava a animação no lado da torcida alvirrubra. No ano seguinte mais alegrias para os botafoguenses com a conquista de um inédito bicampeonato em uma final extra contra a Associação Atlética da Bahia por 1 a 0 gol de Pelego nos confrontos houve uma vitória para cada Ypiranga 2 a 0 e uma do Botafogo 3 a 1.
Em 1924 a Associação Atlética da Bahia vence o campeonato, nos jogos entre os rivais mais uma vez uma vitória para cada Botafogo 2 a 0 e Ypiranga 3 a 0, porém neste ano houve um quadrangular final e ambos foram eliminados nas semifinais, já em 1925 tivemos a retomada da hegemonia da dupla com o Ypiranga campeão neste ano e duas vitórias esmagadoras por 3 a 0 e 5 a 1, no ano seguinte o Botafogo leva a melhor nos turnos uma vitória para cada 4 a 2 para o Botafogo e 1 a 0 Ypiranga que tirou o título neste jogo e levando a decisão para uma extra já em 1927 no dia 09 de janeiro festa alvirrubra com uma acachapante vitória por 7 a 2 neste jogo um jovem Rubinho comandou a goleada marcando três gols, mais tarde jogou também no Bahia. Em 1927 o campeão é o Clube Bahiano de Tênis mais nos clássicos só deu Ypiranga que venceu por 3 a 2 e 4 a 1.
Em 1928 e 1929 o Ypiranga vem com a corda toda pra ter posse da hegemonia da terra e com uma novidade na linha de frente Pelágio um atacante rápido, habilidoso que passou a ser o terror das defesas adversárias, no dia 19/08/28 um jogão com um empate em 5 a 5 segundo Chico Bezerra neste jogo ele se contundiu após um choque com Delano do Ypiranga e nunca mais voltou a jogar, no segundo turno o Ypiranga venceu por 7 a 4 e venceu o campeonato com outra goleada diante o Bahiano de Tênis por 7 a 3 neste ano o auri-negro marcou 47 gols e 10 jogos media fabulosa de 4,7 gols por jogo. No ano de 1929 os dois travaram uma disputa bem acirrada até a rodada final, no turno a Ypiranga venceu por 2 a 0 com gols de Pelágio, no segundo houve um empate em 4 a 4 o time canário somente se sagrou campeão por ter a Associação Atlética da Bahia segurado um empate contra o Botafogo em 4 a 4 na ultima rodada e deu ao Ypiranga mais um bicampeonato, fato que levou um diretor do mais querido a se dirigir para a Associação Atlética à noite e pagar uma rodada de gasosa de limão aos atletas a agremiação como agradecimento ao título Brás Moscoso que era famoso por ter dado a chance de muita gente começar no futebol no amadorismo, pois os atletas às vezes se atrasavam para o jogo por irem de bonde ou a pé e ele pegava jovens na arquibanca ou geral e botava o cara pra jogar mesmo fato feito com Rubinho, Gegê, Nelson e Serra.
No ano de 1930 o Botafogo mais uma vez estragou a tentativa de um tricampeonato do Ypiranga que apesar do ataque arrasador com 44 gols em 8 jogos não foram o suficiente para levar o time à conquista, nos jogos entre eles Botafogo 3 a 1 no turno e Ypiranga 3 a 0 no returno, neste ano o Ypiranga aplicou uma sonora goleada diante o Democrata FC por 16 a 0 com Pelágio marcando 6 vezes e Popó 4 vezes.
Em 1931 surge à nova e maior força do futebol da Bahia, o Esporte Clube Bahia e logo de inicio começa a demolir a hegemonia da dupla que elevava o nome do futebol na Bahia, o Ypiranga ainda venceu os campeonatos de 1932, 1939 e 1951, enquanto o Botafogo venceu o campeonato de 1935 e o primeiro de 1938 já que neste ano se realizou dois torneios o outro vencido pelo Bahia, em 1933 surge o Galicia que levou a taça em 1937 e 1941, 1942 e 1943 e passou a rivalizar com o Bahia no jogo mais quente do estado. Em 1932 o Ypiranga levantou a taça com Baiano na zaga que depois se transferiu para o Andaraí do Rio, Nova no gol, Popó e Lago ainda dando muito trabalho na frente e Pelágio que no ano seguinte se transferiu para o Bahia, nos jogos contra o Botafogo foram dois empates em 1 a 1 e 2 a 2, em 1935 o Botafogo levou a melhor venceu uma por 4 a 2 e perdeu a outra por 2 a 1, neste ano o Botafogo apresentou para o futebol baiano o atacante Henrique que era apelidado de Teleco mais não o que foi ídolo no Corinthians eles se pareciam segundo a crônica da época fato relatado por Jorge San Martin a minha pessoal em 2006.
Em 1938 o Botafogo vence o seu ultimo campeonato e em três confrontos com o rival todos empatados por 2 a 2 o primeiro e os dois últimos em 3 a 3 e com este empate no ultimo clássico o alvirrubro ergueu a sua ultima taça. Em 1939 o Ypiranga leva a taça para casa com uma novidade são três turnos, com um empate em 3 a 3 no terceiro turno e uma vitória por 3 a 2 no primeiro e 7 a 2 no segundo para o mais querido, o fato interessante é que apesar da rivalidade entre ambos na época o Ypiranga só levou o troféu porque na ultima rodada o Botafogo derrotou o Galicia por 3 a 2 resultado que deu o titulo ao clube da Vila Canária.
Em 1951 é a vez do ultimo titulo do Ypiranga, o primeiro campeão de um campeonato na Fonte Nova recém inaugurada, com um time que para muito que viram jogar foi um dos maiores quadros do futebol da Bahia: Ferrari; Pequeno e Valder; Walter, Zizo e Raimundo; Chaves, Antonio Mario, Novinha, Israel e Raimundinho era quase que imbatível só tenho registro de uma partida vencida pelo Ypiranga por 4 a 1 com gols de Antonio Mario (2) e Israel (2).
Em 1965 tivemos um dos últimos ou talvez o ultimo grande capitulo da historia do clássico quando houve a decisão do 1º turno que ficou conhecido como o super turno quando ao lado do Fluminense de Feira tivemos um triangular sensacional em ida e volta com o Ypiranga vencendo o jogo da ida por 2 a 1 e no final do returno o Botafogo venceu de forma magistral por 4 a 1 Nilson (2), Machado e Dario ©; Zé Oto marcou o gol do auri-negro com este resultado o Botafogo venceu o primeiro turno naquele ano.
Conheci muitas pessoas além de meu finado pai que me falavam deste jogo, gente como Chico Bezerra e Valder que jogaram partidas eletrizantes entre eles mesmo em épocas diferentes Chico jogou nos anos dourados do clássico e Valder em tempos que o clássico maior era Bahia e Galicia ou Bahia e Ypiranga, mais me falava que quando o jogo era contra o Botafogo a chama da rivalidade se ascendia como em 1950 numa goleada de 6 a 1 do Ypiranga com Antonio Mario só faltando chover no Campo da Graça com dois golaços e passes e jogadas de categoria, já em 1956 foi à vez de Zague levar Valder e seus companheiros a loucura na vitória de 4 a 1 do alvirrubro diante o rival mais no segundo turno houve o troco com vitória auri-negra por 4 a 2 com Vadu marcando dois e Antonio Mario e Amor completando o massacre, são histórias fantásticas relatadas por gente que este mais que lá, esteve dentro do gramado correndo, suando, brigando tentado levar o seu clube a vitória em um jogo que mexia com os nervos da população nos primórdio do nosso futebol.
Em 1976 eu tive o prazer de acompanhar pela primeira vez um clássico entre Ypiranga e Botafogo numa preliminar de Bahia e Galicia, ao ver a entrada dos clubes em campo o Botafogo com suas camisas vermelhas, calções brancos e meias vermelhas e o Ypiranga com suas camisas amarelas com listras finas negras, calções amarelos e meias amarelas e negras fiquei a imaginar como não seriam no passado glorioso aquelas duas equipes jogando no Campo da Graça lotado, deveria se muita emoção.
No dia 03 de Junho de 1987 foi realizado o ultimo embate entre os dois rivais pelo segundo turno do campeonato baiano de 1987 na Fonte Nova numa rodada dupla que teve na preliminar o Galicia perdendo para o Fluminense de Feira por 1 a 0, naquela tarde de chuva na Fonte Nova estive presente como passei a fazer desde de 1976 para ver aquele jogo que me atraia pelos padrões dos times, aquele foi o ultimo confronto entre ambos um empate em 1 a 1 com Carlinhos Mocotó marcando para o Botafogo e Rubem para o Ypiranga e para a minha tristeza de ser o ultimo o Botafogo jogou de branco e o Ypiranga todo de amarelo.
Texto: Galdino Silva
Fontes: RSSSF Brasil
Blog granadeiros azulinos
Jornal A Tarde
Blog História do Futebol & g4 Uefa & x12) Historia do Futebol & Artigos-Rodrigo Santana Rodrigo Santana em 26 Out 2008
Protegido: FUTEBOL MUNDIAL: ALBÂNIA 1° DIVISÃO
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 22 Out 2008
NUNCA TÃO POUCOS RENDERAM TANTO !!
Outro artigo interessante, publicado no Jornal “A Tribuna” de Santos em 04 de junho de 1949, referindo ao sucesso econômico da excursão do Arsenal ao Brasil em 1949. Segue a transcrição abaixo:
” Quando o Botafogo deu a conhecer que a vinda do Arsenal, de Londres, era assunto resolvido, não faltou quem encarasse a iniciativa do grêmio carioca como temerária. Não, de certo, porque o Arsenal não fosse possuidor de uma equipe valorosa, mas, sim, pelo fato de que _ dado os azares tão comuns em futebol - a temporada do clube ingês poderia transformar-se em vultuoso fracasso finaceiro.
Arcando com tremenda responsabilidade, enfrentando as possiblidades de um enome deficit, o Botafogo concluiu as negociações já entaboladas em Londres, e o Arsenal chegou, afinal, ao Brasil.
Sete jogos disputou o clube londrino em nosso país. Quatro no Rio , e três em São Paulo.
E nesses sete encontros passaram pelas bilheterias do Pacaembu e de São Januário nada menos de seis milhões, oitocentos e quarenta e três mil, quinhentos e setenta e três cruzeiros, quantia essa superior, em muito, à que foi apurada pela C.B.D. nos 29 prélios que compuseram a tabela do Campeonato Sul-Americano de Futebol, recentemente efetuado em nosso país.
As rendas, por jogos, ofereceram os seguintes aspectos:
Arsenal x Fluminense…Cr$ 994.510,00
Arsenal x Palmeiras…Cr$ 1.130.077,00
Arsenal x Corinthians…Cr$ 1.095.672,00
Arsenal x Vasco da Gama…Cr$ 1.146.150,00
Arsenal x Flamengo…Cr$ 968.375,00
Arsenal x Botafogo…Cr$ 534.515,00
Arsenal x São Paulo…Cr$ 974.174,00
O jogo com o Palmeiras é até agora o de maior arrecadação em São Paulo. A arrecadçaõ com o Vasco da Gama passou a ser o recorde no Brasil e na América do Sul. O prélio que menos rendeu foi justamente com o patrocinador da temporada, o Botafogo”.
Fonte: Jornal A Tribuna, de Santos / SP
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 22 Out 2008
OS CAMPOS DEVEM OU NÃO TER CERCA DE ARAME ?
Este interessante artigo publicado no Jornal “A Tribuna”, de Santos/SP em 01 de junho de 1949, demonstra como era o futebol em uma época romântica em que a violência não se compara ao que ocorre hoje. Este artigo vale como uma reflexão:
Um fato curioso que se seguiu aos incidentes ocorridos domingo passado, por ocasião do encontro Flamengo x Arsenal, vem de ser posto em grande destaque, sendo o assunto obrigatório nas rodas esportivas do Rio e por certo terá grande repercussão em todo o Brasil e na América do Sul.
É que segundo declarações do cronista esportivo inglês, John Thompson, do “Daily Mirror” de Londres, na Inglaterra não há cerca à volta dos campos ingleses. Na sua opinião, essa cerca ou alambrado, como é denominada na Argentina, tem efeitos contraproducentes sobre a assistência.
O “manager” do Arsenal, Tom Whitaker, solicitado a pronunciar-se sobre esse assunto, declarou: “Thompson tem razão. O público deve ser estimulado a comportar-se bem e não obrigado a fazê-lo, pois então perderá o senso da responsabilidade própria. Acredito que a multidão, seja ela de que nacionalidade for, considerará aquela cerca como um insulto à sua capacidade de se comportar esportivamente durante as competições. E isto, sem falar na lamentável impressão que visitantes menos avisados poderão erroneamente formar a respeito do público local”.
Como se sabe, tais cercas nos foram sugeridas pelo futebol rio-platense, pois os argentinos que possuem alambrados em todos os campos, nos indicam essa medida, sob pena de não disputarem os campeonatos sul-americanos.
Fonte: Jornal A Tribuna, de Santos / SP
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Jose Ricardo Almeida Jose Ricardo Almeida em 17 Out 2008
Protegido: A HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILEIRO EM CONTA-GOTAS (3º CAPÍTULO): 1912
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 17 Out 2008
Protegido: TODOS OS JOGOS E GOLS DA CARREIRA DE PELÉ
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Jose Ricardo Almeida & Artigos da Semana 2008 Jose Ricardo Almeida em 13 Out 2008
Protegido: ARTIGO DA SEMANA N° 41/2007 A HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILEIRO EM CONTA-GOTAS (2º CAPÍTULO): 1910
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Jose Ricardo Almeida & Artigos da Semana 2008 Jose Ricardo Almeida em 06 Out 2008
Protegido: ARTIGO DA SEMANA N°40/2008 A HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILEIRO EM CONTA-GOTAS: 1907
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 25 Set 2008
FUTEBOL E POLÍTICA NÃO DÁ CERTO !!
Abaixo transcrevo interessante matéria publicada no jornal “O Progresso” de Imperatriz/MA em 25 de setembro de 2008, que fala das dificuldades de duas equipes maranhenses “patrocinadas” pelas prefeituras locais. Este fenômeno está ocorrendo de forma crescente em nosso país com o aparecimento de equipes fortíssimas e que no ano seguinte, caem de forma significativa:
” A primeira vaga para o Campeonato Maranhense da Segunda Divisão do próximo ano já está preenchida. Com a derrota para o São José, o Chapadinha - com antecedência de duas rodadas - foi rebaixado. Na classificação do segundo turno, o Chapadinha tem 6 pontos ganhos e na classificação geral, 11. Desde que vença os seus dois últimos compromissos, um deles contra o Sampaio Corrêa, a equipe pode chegar a 17 pontos, que são insuficientes para salvá-la da degola, uma vez que Itinga e Santa Quitéria já estão com 17 pontos.
A desvantagem de time de futebol comandado por prefeitura é esta que está acontecendo com o Chapadinha. O atual prefeito não pôde mais ser candidato porque está tirando o seu segundo mandato. Às vezes, o candidato que ele indicou - ou talvez não indique - não decola. Isso faz com que tudo se desmorone, como vem ocorrendo com o Chapadinha. Os companheiros que foram a Chapadinha transmitirem o jogo contra o Imperatriz disseram que os jogadores do time do Baixo Parnaíba estão com três meses de salários atrasados. Desde o primeiro turno, observava-se que as coisas para as bandas do Chapadinha não vinham bem. E acabou acontecendo o que os chapadenses não queriam: o seu time do coração rebaixado para a segunda divisão.
E tem mais time comandado por prefeitos na corda bamba. O Santa Quitéria é um deles. Com apenas 17 pontos, ainda corre o risco de ser rebaixado. O outro na mesma situação é o Itinga. O risco de não sobrevivência dessas equipes é muito grande. Um exemplo foi o Bacabal. O time saiu de atividade no final da década de 90. Comandado pela prefeitura, saiu de cena quando o prefeito da ocasião - que não gosta de futebol - não ajudou o clube e o próprio estádio Correão ficou em precárias condições. Veio outro prefeito (o atual), revitalizou o time e reformou o Correão. O clube voltou – embora tenha sido pela janela – à primeira divisão, foi campeão da Taça Cidade de São Luís e disputou a Série C. Não saiu da primeira fase, mas disputou a competição. Pelo desenho que está sendo feito, pode acabar novamente, porque aquele mesmo prefeito que não gosta de futebol pode voltar”.
Fonte: Coluna “LInha de Fundo” de DEma de Oliveira (Jornal O Progresso, de Impetratriz/MA)
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos da Semana 2008 Roberto Pypcak em 22 Set 2008
ARTIGO DA SEMANA N°38/2008 Maldição dos times de Rondônia
EM COPA DO BRASIL, QUEM ENFRENTA TIME DE RONDÔNIA É REBAIXADO NO BRASILEIRO:
O Bahia foi o primeiro a enfrentar um time de Rondônia. Em 2003 não venceu lá mas conseguiu eliminar no jogo de volta, foi rebaixado para a segunda. Dois anos depois foi rebaixado para a terceira. E tome sofrimento.
Em 2004 foi a vez do Guarani. Também não venceu lá mas eliminou no jogo de volta, foi rebaixado para a segunda. Dois anos depois, 2006, foi rebaixado para a terceira.
Em 2005 foi a vez do Paysandu. Lá venceu o Cacoalense só por 1x0 e em Belém por 3x1. Mas foi rebaixado para a segunda e para piorar a situação nem esperou 2 anos para cair para a terceira.
Em 2006 foi o Fortaleza. Foi o único a eliminar logo no campo deles, ao vencer o Cacoalense por 3x1, sem jogo de volta. Mas caiu mesmo assim da série A para a série B.
Em 2007, o Santa Cruz, além de ser eliminado pelo Ulbra, de Ji-paraná-RO, ainda caiu para a série C. O Coritiba, adversário seguinte do Ulbra, não foi rebaixado, o que implica ser a “maldição” apenas na primeira fase.
Em 2008, quem estará contra o Ulbra, de Rondônia, na primeira fase, será a Portuguesa. Lusinha de volta à série B em 2009? a maldição estará eliminada? apostas …
fonte:http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=57580&tid=2587689631608108956
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 20 Set 2008
Protegido: O TABU DE SOCRÁTES
Blog História do Futebol & (PIAUÍ) & x12) Historia do Futebol & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 16 Set 2008
PRIMEIRO GOL OLÍMPICO NO PIAUÍ
Em 14 de agosto de 1948, no jogo BOTAFOGO 1x1 TERRÍVEIS, disputado em Teresina, pelo Torneio Relâmpago, registrava-se o 1º gol olímpico que se tem notícia no futebol do Piauí. O Terríveis vencia por 1 a 0, gol de Sebastião, quando, aos 45 minutos do 2º tempo, o botafoguense Grilo cobrou um escanteio e a bola foi direta para o gol, garantindo o empate. Grilo (José Rodrigues de Carvalho) faleceu em 1994.
Fonte: Arquivos de Severino Filho
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 14 Set 2008
CLASSIFICAÇÃO GERAL DA COPA DE 1934 - PAÍS SEDE ITÁLIA
1º - Itália
2º - Techecoslováquia
3º - Alemanha Ocidental
4º - Áustria
5º - Espanha
6º - Hungria
7º - Suíça
8º - Suécia
9º - Argentina
10º - França
11º - Holanda
12º - Romênia
13º - Egito
14º - BRASIL
15º - Bélgica
16º - Estados Unidos
Fonte: Amir Mattos
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 13 Set 2008
PRESIDENTE MATA ATLETA DO CLUBE
O futebol continua com os mesmos problemas. Os clubes mergulhados em sérios problemas financeiros, a cada semana, a cada mês, a cada ano os dividendos aumentam. Os salários atrasam, os devedores cobram e os atletas ficam intranqüilos. Com o CSE de Palmeira dos Índios não poderia ser diferente. Os jogadores continuam sendo escravos do futebol, não podem reclamar de nada. Se isso acontecer, são taxados de indisciplinados. E de uma discussão pode acontecer o pior. Aliás, já se disse que a maior besteira é discutir futebol em qualquer aspecto, porque há os que não se limitam apenas a discutir sobre futebol, avançam mais, matam por causa do futebol.
Infelizmente, foi exatamente por causa de uma discussão sobre o futebol que perdemos um grande jogador. Achando-se no direito de reclamar as dividas do clube para com ele, Cássio discutiu com o presidente do CSE. O atleta querendo receber os atrasados porque os credores o pressionavam. O presidente não podendo pagar porque o clube não tinha dinheiro. O choque foi inevitável. Não justifica a cena de violência que aconteceu naquele dia. Não se pode inocentar um dirigente que tira a vida de um atleta simplesmente por uma discussão de futebol. E o futebol pode ser veiculo para cenas daquele tipo. Afinal, houve um assassinato. Um presidente matou o atleta do seu clube.
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 13 Set 2008
Protegido: RETROSPECTO BRASIL X ARGENTINA - SELEÇÕES OLÍMPICAS
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 09 Set 2008
Protegido: A SELEÇÃO BRASILEIRA DE 1982 - UMA EQUIPE DOS SONHOS
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 09 Set 2008
Protegido: A ITÁLIA DE MUSSOLINI FOI CAMPEÃ EM 1934
Blog História do Futebol & x5) Jogos Históricos & d AMISTOSOS INTERNACIONAIS & x12) Historia do Futebol Sandro Moraes em 17 Ago 2008
O Início da Seleção Brasileira
Estas partidas, do início do século XX, são consideradas como as primeiras partidas da Seleção Brasileira, mesmo sendo equipes compostas por jogadores de apensa alguns estados.
001 - COMBINADO BAIANO 0x0 COMBINADO INGLÊS
Data: 07-06-1903
Competição: amistoso (friendly)
Local: Campo dos Mártires (atual Campo da Pólvora)
Cidade: Salvador
Árbitro: R. Steel (Inglaterra/England)
Combinado Baiano:
Luiz Tarquínio Filho
Álvaro Tarquínio
Artur Morais
Pedro Ferreira
Alberto Martins Catharino
Z. Nova Monteiro
J. Nova Monteiro
Agenor Gordilho
José Ferreira Filho (Zuza)
Juvenal Tarquínio
Augusto Carvalho
Técnico: Álvaro Tarquínio
002 - COMBINADO BAIANO 3x0 COMBINADO INGLÊS
Data: 28-06-1903
Competição: amistoso (friendly)
Local: Campo dos Mártires (atual Campo da Pólvora)
Cidade: Salvador
Árbitro: J. Teixiera
Combinado Baiano:
Luiz Tarquínio Filho
Álvaro Tarquínio
Artur Morais
Pedro Ferreira
Alberto Martins Catharino
Z. Nova Monteiro
J. Nova Monteiro
Agenor Gordilho
José Ferreira Filho (Zuza)
Juvenal Tarquínio
Euclides Almeida
Técnico: Álvaro Tarquínio
Gols: Juvenal Tarquínio (3)
003 - COMBINADO BAIANO 2x0 COMBINADO NORTE-AMERICANO
Data: 30-06-1903
Competição: amistoso (friendly)
Local: Campo dos Mártires (atual Campo da Pólvora)
Cidade: Salvador
Árbitro: R. Steel (Inglaterra/England)
Combinado Baiano:
Orr
Artur Morais
Terry Morrel
Alberto Martins Catharino
Douglas McNair
Rob McNair
Euclides Almeida
Juvenal Tarquínio
Álvaro Tarquínio
Tomlenson
Arnaldo Moreira
Técnico: José Ferreira Filho (Zuza)
Gols: Álvaro Tarquínio e Artur Morais
OBS.: O Combinado Baiano foi reforçado com alguns estrangeiros.
004 - COMBINADO PAULISTA 0x6 ÁFRICA DO SUL
Data: 31-07-1906
Competição: amistoso (friendly)
Local: Campo do Velódromo
Cidade: São Paulo
Árbitro: R.Peterson (Inglaterra)
Combinado Paulista:
Jorge “Tutu” Miranda
Jeffery
Hodkiss
Pyles
Argemiro
Stewart
Leo Bellegarde
Charles Miller
B. Cerqueira
Oscar de Andrade
H. Ruffin
Técnico: Charles Miller
Gols: não disponível
005 - COMBINADO BRASILEIRO 0x4 ÁFRICA DO SUL (Unofficial Brazilian Team 0x4 South Africa)
Data: 12-09-1906
Competição: amistoso (friendly)
Cidade: Rio de Janeiro
Árbitro: não disponível
Combinado Brasileiro:
Marcos [Haddock Lobo]
Píndaro [Fluminense]
Chico Neto [?]
Leal [Botafogo]
Mutzembecker [Rio Cricket]
Galo [Fluminense]
Miguel [?]
Oswaldo Gomes [Fluminense]
Gabriel [?]
Alberto Borgerth [Fluminense]
Arnaldo [?]
Técnico: Oswaldo Gomes
Gols: não disponível
006 - COMBINADO PAULISTA 2x2 COMBINADO ARGENTINO
Data: 02-07-1908
Competição: amistoso (friendly)
Local: Campo do Velódromo
Cidade: São Paulo
Árbitro: não disponível
Combinado Paulista:
Willis
Tonny
Caton
Gerhardt
Thiele
Stewart
Robert
Enfuihner
Charles Miller
Staoni
Colston
Técnico: Charles Miller
Gols: Charles Miller (2)
007 - COMBINADO PAULISTA 0x6 COMBINADO ARGENTINO
Data: 04-07-1908
Competição: amistoso (friendly)
Local: Campo do Velódromo
Cidade: São Paulo
Árbitro: não disponível
Combinado Paulista:
Willis
Tonny
Caton
Gerhardt
M. Prado
Stewart
Robert
Leo Bellegarde
Charles Miller
H. Ruffin
Colston
Técnico: Charles Miller
Gols: não disponível
008 - COMBINADO PAULISTA 0x4 COMBINADO ARGENTINO
Data: 07-07-1908
Competição: amistoso (friendly)
Local: Campo do Velódromo
Cidade: São Paulo
Árbitro: não disponível
Combinado Paulista:
Jorge “Tutu” Miranda
Fernão Sales
Menezes
Rubens Salles
Argemiro
J. Carvalho
Leo Bellegarde
H. Ruffin
Aquino
Brown
Joaquim Prado
Técnico: Rubens Salles
Gols: não disponível (unavailable)
009 - COMBINADO BRASILEIRO 2x3 COMBINADO ARGENTINO
Data: 11-07-1908
Competição: amistoso (friendly)
Local: Campo das Laranjeiras
Cidade: Rio de Janeiro
Árbitro: M. Reyna (Argentina)
Combinado Brasileiro:
Coggin [Botafogo]
Victor Etchegaray [Fluminense]
Otávio [Botafogo]
Leal [Fluminense]
Mutzembecker [Rio Cricket]
Lulu Rocha [Botafogo]
Flávio Ramos [Botafogo]
Oswaldo Gomes [Fluminense]
Edwin Cox [Fluminense]
Emílio Etchegaray [Fluminense]
R. Sampaio [?]
Técnico: Oswaldo Gomes
Combinado Argentino: Campbell, J. G. Brown, J. D. Brown - P. B. Brown, L. Amadeo, E. A. Brown - F. S. Dickinson, A. C. Brown, M. A. Susan, L. Burgos, E. Brown.
Gols: Victor Etchegaray (contra/own goal), F.S. Dickinson, R. Sampaio, Emílio Etchegaray, L. Burgos
010 - COMBINADO CARIOCA 0x3 COMBINADO ARGENTINO
Data: 16-07-1908
Competição: amistoso (friendly)
Local: Campo das Laranjeiras
Cidade: Rio de Janeiro
Árbitro: não disponível
Combinado Carioca: não disponível
Gols: não disponível
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol Andre em 08 Ago 2008
Protegido: 94 ANOS DO MADUREIRA
Blog História do Futebol & (RG DO SUL) & x12) Historia do Futebol & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 25 Jul 2008
PEQUENA HISTÓRIA DO FUTEBOL EM SÃO GABRIEL/RS
Abaixo transcrevo excelente matéria sobre o futebol da cidade de São Gabriel/RS, escrita por Nilo Dias e publicada no jornal “A Razão”, de Santa Maria, edição de domingo de 06/02/1988:
” A década de 50 marcou os melhores momentos do futebol profissional da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Grandes equipes foram montadas em Bagé, Livramento e São Gabriel, que em memoráveis encontros disputavam com os clubes da Zona Sul do Estado a hegemonia do futebol interiorano. Foi nessa época que os estádios recebiam públicos sensacionais, na ânsia de torcerem por suas equipes prediletas, e aplaudiam os craques que despontavam em profusão. Foi o bom tempo dos clássicos Ba-Guá, em Bagé, Gre-Quá, em Santana do Livramento e Gre-Cruz, em São Gabriel.
Façamos uma viagem ao passado, parando no ano de 1952, quando era iniciada a safra do trigo e São Gabriel despontava como importante centro produtor desse valioso cereal, cujos grãos tantas vezes ornamentaram as ruas desta cidade, derramados dos caminhões que em número notável aqui chegavam, no vai e vem das lavouras aos engenhos e depósitos, e destes à outros municípios do Estado.
Como não poderia deixar de ser, um momento de tanta euforia e riqueza exigia um futebol de alta qualidade. Até então, São Gabriel contava apenas com equipes amadoras, como o Grêmio Militar, Vera Cruz, Guarany, Bra-Ban, Juventude, G.E. Gabrielense, Gráfico F.C. e E.C. Manivela, entre outras.
Ocorreu que em 31 de dezembro de 1951 o E.C. Manivela cedeu lugar ao surgimento do E.C. Cruzeiro, agremiação que depois de profissionalizada passou a participar dos principais eventos futebolísticos do Estado, com ênfase para os campeonatos estaduais. Em seguida, o G.E. Gabrielense também mudou de categoria, passando a formar ao lado do E.C. Cruzeiro, uma dupla praticamente imbatível em seus redutos, granjeando o respeito e a admiração dos cô-irmãos de outras cidades, que diziam ser o futebol desta terra o “Fantasma dos Pampas”.
Nessa época aconteceram contratações espetaculares, como dos goleiros Tarzam, Paraguaio, Fernandes e Granada e craques da técnica e categoria de Ducos, Caboclo, Nadir, Fontoura, Zezo, Portuário, Tupã, Turco, Pipoca, Bedeu, Boneval, Flávio, Ribeiro, Laerte II, Lacerda, Nestor, Velho, Victor, Rubens Beloni, Ataíde Tarouco, Meleo, Armental, Camello (El Bailarin), Orli e Cleo (mais tarde titular absoluto do Grêmio Portoalegrense), Clóvis Braunner (que depois foi para o Santos F.C.) e os paulistas Zeca, Izidoro e Léo (pai do ex-jogador da S.E.R. São Gabriel, Eduardo Léo). Já em fim de carreira, também andou por aqui o famoso centro-médio Salvador, que jogou pelo S.C. Internacional, de Porto Alegre (formando linha média com Oreco e Odorico) e depois maravilhou a torcida uruguaia, jogando pelo Penharol, de Montevidéo.
Para o E.C. Cruzeiro tudo isso terminou em 1959, quando enrolou a bandeira, depois de realizar em campo uma das piores campanhas de sua história. Não demorou para que também o G.E. Gabrielense encerrasse as atividades, após ter sido campeão da Zona Centro do Estado. Vultosas eram as despesas de manutenção das equipes, por terem inflacionado o mercado futebolístico, em razão das renomadas contratações e os demasiados gastos com aluguéis de sedes luxuosas e acomodações para seus atletas, funcionários, familiares e outras mordomias.
Iniciava, então, a derrocada do centro esportivo que chegou a ser conhecido como o “El Dorado” do futebol gaúcho. O E.C. Cruzeiro chegou a voltar em 1962, mas não conseguiu se agüentar mais do que um ano. Era o final amargo da primeira tentativa de manutenção do futebol profissional em São Gabriel. O profissionalismo sofreu uma interrupção até o surgimento de um novo clube. Em 1964, um grupo de desportistas fundou o E.C. Municipal, agremiação com nome e fardamento diferentes das equipes anteriores, com o intuito de captar o entusiasmo e o conseqüente apoio das torcidas. Iniciava ai, uma outra era no futebol profissional gabrielense. Embora as intenções fossem as melhores, o alvi-negro, após conhecer uma série de insucessos encerrou as atividades antes mesmo de completar um ano.
Com o fechamento do E.C. Municipal, dirigentes do E.C. Cruzeiro e do G.E. Gabrielense tentaram reerguer os dois clubes, que participaram de competições estaduais em 1965. Com as enormes dificuldades encontradas para se manterem individualmente, os dois clubes resolveram fazer uma fusão, surgindo em 1966 o E.C. Cruzeiro-Gabrielense, de efêmera duração. Os jogadores foram recolhidos na várzea local, muitos até em condições de jogar em qualquer equipe. Lembramos de Marrom, Chola, Miltom, Vorly, Sapinho, Jair Lopes, Casemiro, Caio Rocha, Zico, Ciro, Rubem, Iza e Wilson, entre outros.
O E.C. Cruzeiro-Gabrielense mostrou-se uma equipe competitiva, mas sem maiores pretensões que não fossem as de disputar nas divisões intermediárias. O entusiasmo estava renascendo e o time vermelho e azul partiu para grandes contratações, o que provocou um verdadeiro racha, pois os atletas locais exigiam igual tratamento salarial que o dado aos vindos de fora. No ocaso de 1968 o clube desapareceu.
Tempos depois, as direções dos dois clubes tomaram nova decisão: acertaram uma outra fusão, dando vez novamente ao E.C. Municipal, que disputou por mais três temporadas para fechar em definitivo. Veio a Associação São Gabriel de Futebol, e em seguida o Oriente F.C., com sede na Vila Maria. Por três anos seguidos disputaram o campeonato da cidade, com excelentes rendas, e algumas competições da Federação Gaúcha de Futebol (FGF). Sem estrutura, o Oriente F.C. durou três anos e sucumbiu. O mesmo aconteceu com a Associação São Gabriel. Foi quando os dirigentes dos dois clubes se juntaram e fundaram em 1º de Maio de 1979 a S.E.R. São Gabriel, sob a liderança do jornalista Domingos Rivas (já falecido).
Foi o clube de futebol de maior longevidade em São Gabriel. Com apenas um ano de fundação conseguiu classificação para o Campeonato da Divisão Especial do Rio Grande do Sul, um feito espetacular. Porém a alegria durou pouco e a equipe foi penúltima colocada na competição, em 1981 e caiu para a Segunda Divisão. Isso, graças a uma trapalhada com o jogador Sarandi, que havia recebido três cartões amarelos e mesmo assim foi escalado para jogar contra a S.E. São Borja, perdendo os pontos. Num jogo desempate com o E.C. Juventude, de Caxias do Sul, em campo neutro, Santa Cruz do Sul foi derrotado. E depois caiu para a Terceira Divisão. E nunca mais conseguiu sair das divisões inferiores.
Em 1999, aconteceu um fato que acabou por mudar os rumos do futebol de São Gabriel. O G.E. Gabrielense, depois de 33 anos inativo voltou a atividade, criando-se uma forte rivalidade com a S.E.R. São Gabriel. O G.E. Gabrielense chegou a disputar o campeonato estadual da Série C desse ano, mas não conseguiu se manter na temporada seguinte.
Foi quando a S.E.R. São Gabriel mudou de nome passando a chamar-se São Gabriel F.C., surgindo uma nova era no futebol local. Com forte apoio da preefeitura e de empresários locais o novo clube voltou a disputar a Divisão Priincipal do futebol gaúcho, em 2003, portanto, 21 anos após o feito da antiga S.E.R. São Gabriel. O clube chegou a ser terceiro colocado no campeonato, disputou um Campeonato Brasileiro da Série C e uma Copa do Brasil, quando venceu a S.E. Palmeiras, de São Paulo, por 2 X 1 em histórico jogo no Estádio Silvio de Fária Corrêa. O sucesso durou até 2005, quando depois de contratações equivocadas o clube caiu para a Série B do Gauchão, onde se encontra até hoje”.
Blog História do Futebol & (SÃO PAULO) & x12) Historia do Futebol & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 22 Jul 2008
A ORIGEM DA LIGA DE AMADORES DE FUTEBOL EM SANTOS
Segue abaixo transcrição de interessante texto publicado no Jornal A Tribuna, de Santos /SP de 26 de março de 1944, sobre o começo e fim da seção santista da Liga de Amadores de Dutebol, respeitando-se a grafia da época:
Como surgiu e desapareceu, segundo a palavra do sr. José Maria Matos Júnior, administrador da extinta entidade em nossa cidade
Entretanto, melhor que nós, para falar sobre a L.A.F., de sua origem e de seu fim, seria uma única pessoa disso capaz - o sr. José Maria de Matos Júnior, que foi, por assim dizer, seu administrador em Santos, pois era ele quem tudo fazia na extinta entidade.
Por isso, ouvimos o sr. Matos Júnior, veterano esportista local, antigo diretor da Associação Santista de Esportes Atléticos, diretor do Clube Atlético Santista e outros grêmios. De início, relutou, mas, de maneira gentil, terminou assim falando:
- “A L.A.F. apareceu em Santos por iniciativa do Atlético, que logo encontrou apoio por parte do Brasil, América, S.P.R. e Palestra Itália (de Santos). Esses grêmios estavam um tanto revoltados com a atitude então assumida pelo presidente da Associação Santista, na memorável assembléia realizada em 24 de fevereiro de 1924, na qual negados foram ao representante do Atlético os direitos de defender os interesses de seu clube e ainda o de poder votar em seu candidato à presidência da entidade.
“Uma política pouco justa de outros clubes que se colocaram ao lado do sr. Alfeu Paim, que era presidente da A.S.E.A., determinaram um certo movimento de repulsa por parte de outros grêmios e eu mesmo quero acrescentar - prosseguiu o sr. Matos Júnior - que essa má política em muito contribuiu para a morte da gloriosa A.S.E.A. e para o dissídio então verificado na família esportiva santista.
“Por esse tempo, representava eu o América e foi nessa qualidade que compareci à assembléia do dia 24 de fevereiro de 1924, e, assim credenciado pelo clube, coloquei-me ao lado daqueles cujos direitos estavam sendo cerceados, principalmente ao lado do Atlético, cujos direitos, na citada assembléia, não foram respeitados e toda a questão surgida motivada pelo jogo realizado entre o Atlético e o América, em disputa do campeonato citadino, em janeiro daquele ano.
“Entretanto, eis que o América resolve voltar para o seio da A.S.E.A., isso devido à orientação de seu presidente, o mesmo que surgira para combater a candidatura do sr. Alfeu Paim. Ante esse fato, desobriguei-me de qualquer compromisso para com o clube.
“Pouco depois, surgia a Liga de Amadores de Futebol, fundada pelos clubes dissidentes da A.S.E.A., tendo me colocado ao lado do Atlético, contribuindo da melhor maneira possível pela vida da L.A.F. Tinha eu a certeza de que estava combatendo por uma causa justa e também não demorou que o Clube Atlético Paulistano, em São Paulo, apoiado por outros clubes, lá fundasse também a Liga de Amadores, levando para seu convívio o Clube Atlético Santista, ficando eu, aqui em Santos, como representante da novel entidade.
“Eis que o tempo passa. Surgiram várias outras complicações na A.S.E.A., e sempre havendo uma política daninha, isso fez com que os grêmios locais Portuguesa e Espanha deixassem a velha entidade, pedindo filiação à L.A.F., onde logo ingressaram”.
E, continuando sua narrativa, disse-nos o sr. Matos Júnior o seguinte:
- “Da vida da L.A.F. todos sabem um pouco e todos ainda se lembram do que foi a campanha com a A.P.E.A. Veio a pacificação, sendo feita, afinal, justiça ao Atlético, para que participasse do campeonato paulista, mas outros fatos surgiram e são eles bem conhecidos.
“Feita a pacificação, deixara de existir a razão de ser da L.A.F. e desde então dei por encerrada aqui em Santos a minha missão, passando, entretanto, a defender os interesses do C.A. Santista, ao lado do qual ainda continuo, por ele fazendo o que me fôr possível”.
Aí ficam, na palavra do sr. Matos Júnior, narrados os episódios principais sobre a fundação em Santos da Liga de Amadores de Futebol.
Fonte: Jornal A Tribuna, de Santos / SP
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 10 Jul 2008
DEPOIMENTOS SOBRE A PRIMEIRA GRANDE CONQUISTA DO BAHIA! A TAÇA BRASIL DE 1959.
Comentários após a vitória tricolor no primeiro jogo na Vila Belmiro por 3 a 2.
Poucos adversários do Santos em toda sua vida esportiva foram iguais ao Bahia hoje na Vila Belmiro, pela sua técnica, pela sua fibra e a vontade férrea de vencer. Impressionou-me favoravelmente a exibição magnífica dos comandados por Geninho, com um padrão de jogo clássico 4-2-4, recuando os ponteiros Marito e Biriba. Surpreendeu-me seu futebol de meia-cancha, com seus atletas procurando colocar a bola de pé para pé, sem desperdícios de energias, mesmo com o gramado molhado, jogando simples e sem firulas, o Santos valorizou muita a vitórias dos baianos, com Bombeiro sendo para mim o melhor do jogo, pois marcou bem a Jair da Rosa e ainda saiu para o jogo passando a bola para um dos gols do Bahia.
(Leônidas da Silva – Na época comentarista da Radio Pan Americana).
O Santos jogou bem, o Bahia melhor ainda, marcou bem e venceu de pouco poderia ter sido mais.
(Mario Moraes – Radio bandeirantes)
Não tive chances no jogo, fui bem marcado por Vicente que não abusou das faltas, mais podem estar certos que na Bahia terei melhor sorte e venceremos o jogo.
(Pelé- o atleta do século)
O futebol nordestino evoluiu muito, não deve nada ao praticado no Rio e São Paulo, o Bahia tem um time leve, sua defesa é dura mais joga na bola e seus atacantes verdadeiras adagas traiçoeiras.
(Lula – técnico do Santos)
O Bahia hoje mereceu nos vencer sem duvidas, Bombeiro como diz o nome apagou minha armação e Mario e Biriba são verdadeiros heróis.
(Jair da Rosa – meia do Santos)
BAHIA sensacional na Vila, 3 x 2 – Santos em casa não faz milagre.
(Jornal A Tarde de Salvador)
Comentários sobre a vitória do Santos por 2 a 0 no segundo jogo em Salvador.
Hoje tivemos melhor sorte, ou melhor mais que sorte pois o Bahia depois de colocar os nervos no lugar teve duas chances de marcar no final do primeiro tempo, mais Pelé resolveu o jogo a nosso favor.
(Dorval – meia do Santos)
Nem tudo está perdido, a Bahia acredita no Bahia!
(Jornal A Tarde de Salvador)
O Santos mostrou por que é um time temido, saiu com tudo para cima de nós, tivemos sorte nos primeiros minutos, tive de fazer duas defesas difíceis, mais Coutinho e Pelé desequilibraram a nossa defesa.
(Nadinho – goleiro do Bahia)
Pelé foi fenomenal a nosso favor na noite de hoje, fez jus ao ingresso pago pelo torcedor, passes, fintas, jogadas deslumbrantes e gols, um craque perfeito, e sobretudo um atleta que joga com amor a camisa, disciplinado e com vontade de vencer, maior que ele nesta noite só mesmo o calor de Salvador.
(Lula – técnico do Santos)
Teremos o terceiro jogo, ah esse terceiro jogo, a história será diferente com as graças do Senhor do Bonfim.
(Bacamarte – zagueiro reserva do Bahia)
Comentários sobre o jogo decisivo Bahia 3 x 1 Santos, no Maracanã.
O Santos não foi um digno oponente e caiu! Bahia 3 a 1.
(Diário de Noticias)
Não foi a Taça Brasil que descobriu a Bahia, há 460 anos Pedro Álvares Cabral fazia isso e o nosso confrade pero Vaz de Caminha foi o autor do feito furo de 22 de abril de 1500, todos os mestres na arte de calcular o futebol podem rasgar seus apontamentos, pois o primeiro campeão do Brasil é o Esporte Clube Bahia e não será sem motivos pois venceu a melhor equipe do país e um das melhores do mundo.
(Ricardo Serran – O Globo/RJ)
Bahia, primeiro campeão do Brasil de todos os tempos, um titulo único e inédito de uma importância sem igual. Uma odisséia fantástica do Esporte Clube Bahia, quase desacreditado depois da derrota em Salvador, vitorioso e inconstante no Rio de Janeiro, no templo do futebol o Maracanã, contra o maior time do mundo.
(Ricardo Serran – O Globo/RJ)
Faltavam poucos minutos e eu já estava em pé nervoso no banco esperando apito final, os cariocas torceram para nós, faziam a festa o Santos apenas observava o nosso time tocar a bola.
(Bacamarte – zagueiro reserva do Bahia)
A essa altura dos acontecimentos, não há mais duvidas, o que mais ninguém pode negar, é a força técnica do Bahia. É um quadro que joga pra frente mais sabe se portar na defesa, objetivo sabe a hora certa de ferir o seu adversário na hora certa do golpe. O Bahia é uma força positiva soube dar brilho ao futebol do norte e com orgulho para o resto da vida “O titulo de primeiro campeão do Brasil”
(Luiz Bayer – Jornal dos Sports)
Salvador hoje completa 411 anos de fundação e o melhor presente foi a grande conquista do Esporte Clube Bahia.
(Heitor Dias – Prefeito de Salvador em 1960)
Tivemos de lutar muito, estivemos sempre, em todas as batalhas com o coração na mão, mais tudo deu certo e conquistamos o maior título do Brasil.
(Geninho – Técnico do Bahia e ex-praçinha da FAB na segunda guerra)
Um dos momentos mais inesqueciveis da historia do futebol brasileiro, foi arrepiante.
(Vicente Arenari – zagueiro do Bahia)
BAHIA, CAMPEÃO DO BRASIL
(Jornal A Tarde de Salvador)
Jogamos um futebol vigoroso, vistoso, pratico e bem definido taticamente, o adversário jogou bem, mais soubemos ter calma para sair de um placar adverso e com o apoio da massa a nosso favor aos poucos fomos dominando o jogo e os gols saíram em momentos certos da partida.
(Léo Briglia – meia do Bahia)
Jogamos contra o Vasco e contra o Santos seis partidas e vencemos quatro delas, são as duas maiores equipes do país, com jogadores campeões mundiais pela seleção, muita gente não acreditava mais o nosso time também não deve nada aos deles.
(Marito – atacante do Bahia)
Não colocamos somente a Bahia no mapa do futebol do Brasil, colocamos o nordeste.
(Biriba – atacante do Bahia)
Fontes: Esporte Clube da Felicidade 70 anos do EC Bahia de Nestor Mendes Junior.
Esporte Clube Bahia, uma história de lutas e glórias de Normando Reis e Carlos Casaes.
Blog História do Futebol & x9) CURIOSIDADES & x12) Historia do Futebol & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 08 Jul 2008
DECISÕES POR PENALTIS EM COPAS DO MUNDO
A International Board estabeleceu que apartir da Copa de 1970 no México, os jogos nas fases eliminatórias teriam de ser decididas no caso de empate no tempo normal e na prorrogação de trinta minutos com tiros livres da marca do penalti, nas três Copas que se sucederam 70,74 e 78 não houve necessidade de algum jogo ser decidido desta maneira, apartir de 1982 com a dinâmica do futebol, as retrancas e até o equilibrio de seleções não deixamos de ter uma só Copa sem termos jogos decididos nas penalidades, até duas finais foram decididas desta forma, preparei um levantamento para os amigos sobre o tema:
08/07/1982 – SEMIFINAL DA COPA DA ESPANHA
ALEMANHA 1 X 1 FRANÇA
Nos Pênaltis a Alemanha venceu por 5 a 4.
21/06/1986 – QUARTAS DE FINAIS DA COPA DO MÉXICO
FRANÇA 1 X 1 BRASIL
Nos Pênaltis a França venceu por 4 a 3.
ALEMANHA 0 X 0 MÉXICO
Nos Pênaltis a Alemanha venceu por 4 a 1.
22/06/1986 – QUARTAS DE FINAIS DA COPA DP MÉXICO
BÉLGICA 1 X 1 ESPANHA
Nos Pênaltis a Bélgica venceu por 5 a 4.
25/06/1990 – OITAVAS DE FINAIS DA COPA DA ITÁLIA
IRLANDA 0 X 0 ROMÊNIA
Nos Pênaltis a Irlanda venceu por 5 a 4.
30/06/1990 – QUARTAS DE FINAIS DA COPA DA ITÁLIA
ARGENTINA 0 X 0 IUGOSLÁVIA
Nos Pênaltis a Argentina venceu por 3 a2.
03/07/1990 – SEMIFINAIS DA COPA DA ITÁLIA
ARGENTINA 1 X 1 ITÁLIA
Nos Pênaltis a Argentina venceu por 4 a 3.
04/07/1990 – SEMIFINAIS DA COPA DA ITÁLIA
ALEMANHA 1 X 1 INGLATERRA
Nos pênaltis a Alemanha venceu por 4 a 3.
05/07/1994 – OITAVAS DE FINAIS DA COPA DOS EUA
BULGÁRIA 1 X 1 MÉXICO
Nos Pênaltis a Bulgária venceu por 3 a 1.
10/07/1994 – QUARTAS DE FINAIS DA COPA DOS EUA
SUÉCIA 2 X 2 ROMÊNIA
Nos Pênaltis a Suécia venceu por 5 a 4.
17/07/1994 – FINAL DA COPA DOS EUA
BRASIL 0 X 0 ITÁLIA
Nos pênaltis o Brasil venceu por 3 a 2.
30/06/1998 – OITAVAS DE FINAIS DA COPA DA FRANÇA
ARGENTINA 2 X 2 INGLATERRA
Nos Pênaltis a Argentina venceu por 4 a 3.
03/07/1998 – QUARTAS DE FINAIS DA COPA DA FRANÇA
FRANÇA 0 X 0 ITÁLIA
Nos Pênaltis a França venceu por 4 a 3.
07/07/1998 – SEMIFINAL DA COPA DA FRANÇA
BRASIL 1 X 1 HOLANDA
Nos Pênaltis o Brasil venceu por 4 a 2.
16/06/2002 – OITAVAS DE FINAIS DA COPA CORÉIA/JAPÃO
ESPANHA 1 X 1 IRLANDA
Nos Pênaltis a Espanha venceu por 3 a 2.
22/06/2002 – QUARTAS DE FINAIS DA COPA CORÉIA/JAPÃO
CORÉIA DO SUL 0 X 0 ESPANHA
Nos Pênaltis a Coréia do Sul venceu por 5 a 3.
26/06/2006 – OITAVAS DE FINAIS DA COPA DA ALEMANHA
UCRÂNIA 0 X 0 SUIÇA
Nos Pênaltis a Ucrânia venceu por 3 a 0.
30/06/2006 – QUARTAS DE FINAIS DA COPA DA ALEMANHA
ALEMANHA 1 X 1 ARGENTINA
Nos Pênaltis a Alemanha venceu por 4 a 2.
01/07/2006 – QUARTAS DE FINAIS DA COPA DA ALEMANHA
PORTUGAL 0 X 0 INGLATERRA
Nos Pênaltis Portugal venceu por 3 a 1.
09/07/2006 – FINAL DA COPA DA ALEMANHA
ITÁLIA 1 X 1 FRANÇA
Nos Pênaltis a Itália venceu por 5 a 3.
TOTAL DE DISPUTAS = 20
FINAIS = 2 (1994/2006)
SEMIFINAIS = 4
QUARTAS DE FINAIS = 9
OITAVAS DE FINAIS = 5
ALEMANHA É A MAIS EFICIENTE A VELHA FRIEZA ALEMÃ É A CHAVE DO SUCESSO DOS GERMÂNICOS NA HORA DOS PENAIS, FORAM QUATRO DECISÕES NOS PENALTIS E QUATRO VITÓRIAS: 1982 – FRANÇA, 1986 – MÉXICO, 1990 – INGLATERRA E 2006 – ARGENTINA.
JÁ A INGLATERRA É A PIOR NA HORA DE ENCARAR OS PENAIS, OS INGLESES PARECEM OUVIR O SOM DO BIG BEM E FICAM ATORDOADOS, FORAM TRÊS DECISÕES E EM TODAS OS BRETÕES LEVAM A PIOR: 1990 – ALEMANHA, 1998 – ARGENTINA E 2006 PORTUGAL.
SCHUMACHER DA ALEMANHA E GOYCOECHEA DA ARGENTINA DEFENDERAM QUATRO PENAIS, SENDO QUE O ARGENTINO EM APENAS UM MUNDIAL EM 1990.
O BRASIL DISPUTOU TRÊS VEZES A SORTE NOS PENAIS, PERDEU PARA A FRANÇA EM 1986 E VENCEU A ITÁLIA NA FINAL DE 94 E A HOLANDA NA SEMIFINAL DA COPA DE 98.
RICARDO GOLEIRO DE PORTUGAL DEFENDEU TRÊS PENALIDADES NUMA MESMA DECISÃO, EM 2006 CONTRA A INGLATERRA.
A ITÁLIA PERDEU POR TRÊS VEZES SEGUIDAS NO CALCIO DEL RIGGORI, EM 1990 PARA A ARGENTINA, 1994 – BRASIL E 1998 – FRANÇA, O TRAUMA SÓ FOI SUPERADO NA ÚLTIMA COPA E NA FINAL CONTRA A FRANÇA EM 2006.
A FRANÇA EM QUATRO DECISÕES TEM UM EQUILIBRIO DUAS VITÓRIAS, 1986 – BRASIL E 1998 – ITÁLIA E DUAS DERROTAS EM 1982 – ALEMANHA E 2006 – ITÁLIA.
ALIÁS FRANÇA E ITÁLIA TEM O TOMA LÁ DA CÁ DOS PENAIS EM COPAS, A FRANÇA LEVOU EM 98 CONTRA OS ITALIANOS E A ITÁLIA LEVOU EM 2006 CONTRA OS FRANCESES.
ALEMANHA, ARGENTINA, FRANÇA E ITÁLIA SÃO COM QUATRO DECISÕES AS SELEÇÕES QUE MAIS DECIDIRAM POR PENALIDADES EM COPAS DO MUNDO.
AS COPAS DE 1990 NA ITÁLIA, A DE 2006 NA ALEMANHA SÃO AS RECORDISTAS COM QUATRO DECISÕES.
Pesquisa: A História de todas as Copas de Orlando Duarte
Texto e Pesquisa: Galdino Silva
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Jose Ricardo Almeida Jose Ricardo Almeida em 05 Jul 2008
Protegido: ACONTECEU EM 1929: RESUMO DOS PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS DO ANO
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 04 Jul 2008
5 DE JULHO DE 1982! A SEGUNDA MAIOR TRAGÉDIA DO FUTEBOL BRASILEIRO
Existem três derrotas no futebol brasileiro que até hoje é difícil de ser digerida por uma grande quantidade de brasileiros de todas as idades:
1ª A derrota para o Uruguai na final da Copa de 1950
2ª A derrota para a Itália na Copa da Espanha em 1982
3ª A derrota para a França na final da Copa de 1998
No dia 05 de Julho de 1982, na cidade de Barcelona na Espanha no acanhado estádio de Sarriá que pertencia ao Espanyol segunda equipe da cidade da região da Catalunha, por um mero detalhe aquele grupo que seria também o grupo da morte naquela segunda fase de mundial teve a presença de Argentina campeã mundial em 1978, Brasil tricampeão do mundo e a Itália bicampeã mundial, por ficarem em segundo lugar em seus grupos na primeira fase Argentina e Itália caíram no grupo do Brasil, mais não era nada demais afinal tínhamos a melhor seleção, o melhor ataque, a equipe dava verdadeiras aulas de futebol arte, encantava não somente no mundial mais desde das eliminatórias quando passou sem problemas por Venezuela e Bolívia e ter vencido três gigantes da Europa em amistosos.
Brasil 1 x 0 Inglaterra em Wembley
Brasil 3 x 1 França em Paris
Brasil 2 x 1 Alemanha Ocidental em Stuttgart
No inicio de 1982 a Seleção iniciou a sua preparação dando um baile na Alemanha Oriental em Natal e depois voltou a vencer a Alemanha Ocidental no Maracanã por 1 a 0 com um gol de Junior, um empate contra o ferrolho suíço no Recife não abalou a confiança do torcedor brasileiro e na despedida do país no último amistoso na cidade de Uberlândia um baile comandado por Falcão na goleada de 7 a 0 sobre a Republica da Irlanda, então mais favoritismo impossível somente a Argentina de Maradona poderia fazer frente e olhe lá contava o Brasil com uma verdadeira constelação de craques em todos os setores da equipe: Leandro na lateral direita, Junior na lateral esquerda, uma zaga de categoria Oscar e Luisinho, dois volantes que eram meias disfarçados de volantes, Cerezo e Falcão, um cérebro um doutor mesmo na meia Sócrates, Zico meia armador meia atacante um gênio e Eder na ponta esquerda, destoava apenas o goleiro Waldir Peres e o atacante Serginho, ouve alguns contra tempos com as contusões de Reinaldo e Careca este último já na fase preparatória, no banco tinha Carlos para o gol, Edinho para a zaga, Batista e Paulo Isidoro, o veterano Dirceu e Roberto Dinamite, era mais que uma equipe era monstruosa a super equipe brasileira. Porém na primeira partida contra a URSS o time começou bem mais nada do gol sair devido a excepcional partida do goleiro Dasajev que pega tudo, um frango do goleiro Waldir Peres, um pênalti de Luisinho em Bessonov que o Castillo não marcou, nesta partida o Brasil não contou com Cerezo suspenso pelas eliminatórias, com Dirceu em campo e não rendendo o que podia no intervalo Paulo Isidoro entra e o time melhora o sufoco é grande e graças a dois golaços de fora da área de Sócrates e Eder a primeira vitória e o país respira aliviado, depois duas goleadas com verdadeiros shows de Zico e Eder contra a Escócia, Zico e Falcão contra a Nova Zelândia, primeiro lugar carimbado ataque fabuloso dez gols em três jogos, apesar da chave ninguém imaginaria que aquele time não seguisse a passos largos rumo ao tetracampeonato do mundo, a Itália passou no sufoco sem vencer ninguém e no saldo de gols numa chave com Camarões, Peru e Polônia, foram três empates, já a Argentina surpreendida pela Bélgica na estréia mais duas vitórias diante a Hungria e El Salvador deram os portenhos o segundo lugar no seu grupo, de camarote o Brasil assistiu “ será “ a vitória surpreendente dos italianos por 2 a 1 contra os argentinos, no dia 02 de julho, o Brasil entra em campo para enfrentar os seus maiores rivais, era o terceiro jogo seguido em mundiais entre ambos o Brasil não perdia para a Argentina fazia doze anos, los hermanos precisando a vitória e com Diego Maradona devendo muito em seu primeiro mundial não foi páreo para o time de Telê e vitória com baile de samba na grande vitória por 3 a 1, o Brasil com um gol a mais de saldo que os italianos, dono da melhor campanha de toda copa, seu ataque em quatro jogos marcando treze gols, sua defesa somente vazada apenas três vezes, cada jogo um espetáculo a seleção brasileira daquele ano era comparada a seleção de 58 e 70, a Hungria de 54 e a Holanda de 74, dia 05 de julho ao meio dia horário de Brasília as equipes entram em campo, jogando pelo empate um simples empate mais aquele time jogava pra frente não atuava pelo regulamento, a vitória era o que importava, mais aquele jogo começou de maneira estranha o jogo esta meio amarrado, Leandro e Junior não se soltavam com facilidade e justamente numa fracassada tentativa de subida de Leandro a Itália ataca Cabrini cruza e Paolo Rossi dá inicio a segunda maior tragédia do nosso futebol, o jogo se desenrola aos poucos o Brasil impõe seu ritmo os italianos marcam, apertam, soltam as botinadas, Zico tem a camisa rasgada por Gentile, Serginho perde gol e atrapalha a finalização de Zico, Paolo Rossi marcou aos 8’ e o Brasil com Sócrates empatou aos 12’ o jogo segue com o Brasil tentando o segundo gol e a Itália atrás na espreita como uma hiena na moita Il bambino volta a marcar numa falha do meio campo ele intercepta uma passe de Cerezo e marca na saída de Waldir Peres, ainda no primeiro tempo o Brasil teve chances de empatar e não consegue, começa o segundo tempo e como uma avalanche o Brasil vem com tudo em busca do gol da classificação com Bergomi no lugar de Collovati desde o primeiro tempo a Itália se segura como pode, Zoff segue pegando tudo, mais o time brasileiro não cria muito devido a forte marcação italiana, Gentile praticamente anula Zico, as jogadas pelos flacos com Junior e Leandro não sai, até que se aproveitando deste detalhe Cerezo e Falcão tramam uma jogada sensacional, Cerezo atrai a marcação caindo pelo lado direito, Falcão domina ameaça tocar e puxa para a entrada a ara e fuzila o gol de Zoff, golaço festa no Sarriá festa na Espanha, festa no Brasil festa no mundo todo eram 23’minutos do segundo tempo, porém seis minutos depois ele novamente Paolo Rossi se aproveita de nova bobeira e marca novamente, eram 34’minutos dava e como dava para aquele time dava sim o time se lança a todo o ataque a Itália se tranca como pode fazendo um verdadeiro testugo “ tartaruga em latim “ era como os romanos se defendiam dos ataques dos arqueiros inimigos, a aflição toma conta o tempo via passando, os dos auxiliares ainda dão uma força ao Brasil, anulando o quarto gol da Itália marcado por Antognoni que não houve, se fosse Paolo Rossi ele não marcaria será? Os minutos finais foram dramáticos, 45’minutos bola na área italiana o zagueiro Oscar sobe soberano testa firme no canto a torcida se levanta em todo o mundo seria o gol da classificação! Não Zoff o quarentão goleiro da squadra azurra segura a bola quase que em cima da linha aquele foi o ultimo detalhe daquele jogo, após o lance o arbitro Klein encerra o jogo, festa do lado italiano, superação , honra, jogadores sem falar com a mídia italiana, festejam eles não teriam comprado as passagens de volta, eles seguiram rumo ao campeonato, aqueles dois jogos contra os dois maiores papões do futebol era a vergonha na cara daqueles jogadores, do outro lado a face da derrota configurada pela foto de um garoto chorando no estádio Sarriá, o time saiu de pé, mais cambaleando, desfigurado pela tristeza de uma derrota que ninguém no universo poderia imaginar que poderia acontecer e o Brasil teve a sua segunda maior tragédia no futebol, mais aquele time deixou na memória de quem viu jogar a imagem da alegria, da cumplicidade de todos em dar show, brindar o torcedor com belas jogadas, belos gols, tabelinhas e etc, naquela seleção apenas Falcão e Dirceu jogavam fora, depois do mundial Edinho, Zico, Junior, Sócrates, Batista e Cerezo foram jogar no novo futebol tricampeão do mundo, eles voltaram a se juntar três anos depois para levar o Brasil a mais uma Copa conseguiram mais um ano depois contusões e a idade não deixaram o show continuar.
Edinho zagueiro reserva em 82 quando esteve aqui treinando o Vitória me disse que toda vez que ele que defendia a Udinese, olha para ele e ria e fazia com os dedos os números de gols daquele dia, o mesmo ele fazia toda vez que enfrentava Falcão, Junior, Zico, Dirceu, Sócrates e Batista, ao voltar ao Brasil para jogar no Flamengo, Edinho disse que uma vez retornou a Itália e estava num restaurante quando o garçom se dirige a ele e pede para olhar a mesa ao lado, lá estava ele Il Bambino fazendo o sinal que o marcará por sua vida os três gols que marcou naquele dia 05 de julho de 1982.
Texto: Galdino Silva
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 31 Mai 2008
A HISTORIA DO VELO CLUBE NO PROFISSIONALISMO-PARTE II
O ano de 1.954 foi marcado pela conquista do primeiro titulo no profissionalismo. Disputando o primeiro Campeonato da Terceira Divisão de Profissionais, o Velo Clube sagrou-se Campeão Invicto da série E, nas semifinais , foi também Campeão do Grupo 2; na finalíssima, porem, em uma Melhor de 3, acabou perdendo o titulo Maximo, para o CA Ituano. O time que conquistou, portanto, o Vice-Campeonato da Terceira Divisão, era constituído por;-Tite; Onilson e Waldemar; Crioulo, Zico e Milton Jorge; Tonhão, Tãna, Laerte, Dinho e Bido.Todos “Prata da Casa’ Isto é, todos jogadores da cidade, vinculados ao Velo Clube, jogaram ainda, Petronilho e Balú.
Em novembro de 1.954, o Velo Clube conseguiu provar na Federação Paulista de Futebol, que já se- encontrava em condições técnicas, segundo as exigências daquela entidade, para a disputa do Campeonato da Segunda Divisão. Desta forma, voltou a integrar a Segunda Divisão, entretanto, no Campeonato, na final, no dia 19 de dezembro de 1.954, oportunidade em que foi derrotado pela Portuguesa Santista , na cidade de Santos, por 7 a 2.
Após campanhas negativas em 1.955 e 1.956, o Velo Clube, por sua vontade própria, volta a disputar o certame da Terceira Divisão em 1.957. Com um time constituído basicamente por jogadores locais, foi novamente Campeão de sua série. Em 1.961, por iniciativa do então Presidente Japyr Pimentel, retorna a Segunda Divisão de Profissionais.
No ano de 1.968, em memorável campanha, o Velo Clube, sagrou-se Campeão da Primeira Série da Segunda Divisão. Na última partida, realizada em 6 de outubro de 1.968, o Velo Clube venceu o seu rival Rio Claro FC em seus domínios, por 2 tentos a 1. Neste jogo memorável o esquadrão Rubro-Verde, alinhou-se com;-Acósta; Bimbo e Adilson Realli; Walter Gama e Iço Balú (Diogo) Elias e Norberto Lopes; Tite, Geraldo, Norival (Belmonte) e Nogueira (Bertinho Traina)
Logo em seguida à conquista do titulo, o Velo Clube, solicitou licença, junto a Federação Paulista de Futebol, para a construção de seu novo Estádio.O Contrato de serviço com a firma construtora foi orçado em ‘Quatrocentos mil Cruzeiros Novos” e pela construtora assinou o Sr. Dr.Marco Antonio Padula e pelo Velo Clube, José Reynaldo Martins da Silva Presidente, Antonio Araújo Neto, Tesoureiro; Onofre Andriolli, Secretario; Japyr Pimentel, Presidente do Conselho Deliberativo e pela comissão de obras os Drs. Walter Mamprim, Sérgio Francisco Cerri e o Sr. Nélson Araújo. As obras de construção da nova praça de esportes do Velo Clube, tiveram inicio em 22 de junho de 1.969, quando o clube era Presidido por José Reynaldo Martins da Silva. Com a cooperação de toda a coletividade Velista, através de Campanhas e Mutirões, o moderno Estádio Foi erguido. Isto foi uma Epopéia dos torcedores, dirigentes, afixionados do clube, colaboradores e esportistas em geral. Muitos saiam de seus empregos, na construção civil, pedreiros serventes de pedreiros, encarregados de obras e iam ajudar, assentando tijolos, amassando reboques, carregando caçambas, GRACIOSAMENTE era um verdadeiro canteiro de obras de dar inveja, sem contar Empresas de Materiais de Construção que doavam Materiais, como Cimentos, Areias, Cal, Tijolos, tudo em prol de um único objetivo, ver o Estádio Velista Construído..Sua inauguração deu-se á 7 de Setembro de 1.972, na gestão do Presidente Nélson Araújo. No jogo inaugural, com o Estádio Completamente lotado,a SE Palmeiras que acabara de conquistar o titulo de Campeão Paulista daquele ano e que tinha uma Academia de Futebol, formada por grandes craques como o goleiro Leão, seguido de outros grande azes do futebol paulista:- Luiz Pereira, Miruca, Ademir da Guia, Cezar Maluco, Edu, Leivinha e outros tantos, derrotou o Velo Clube pela contagem de 4 tentos a 1. Porem as festividades de inauguração não parou por ai, houve um festival de inauguração com as presenças de Associação Ferroviária de Esportes de Araraquara e Associação Atlética Caldense de Poços de Caldas.
A equipe velista, recém formada para enfrentar estas 3 equipes na inauguração do Estádio foram:- A que enfrentou a SE Palmeiras foi de Valdir Tripé, Celinho, Ercílio; Nerivaldo, Geraldo e Nascimento; Tonhé, Bertinho,Raul (Toninho),Coité e Bel. Este também foi o time que enfrentou as outras equipes que participaram deste festival de inauguração, jogaram ainda os atletas;-Raul Figueiredo,Milton,Manduca. O Arbitro da partida contra a SE Palmeiras foi Rubens Paulis da F P F.
O ano de 1.972, portanto, marcou a volta do Velo Clube às atividades profissionais. Sua estréia no certame da Primeira Divisão (para cuja disputa atendia a todas as exigências ) ocorreu no dia 20 de agosto, quando empatou com o Batatais em 1 a 1 .Desenvolvendo boa campanha, foi Campeão da Série C- “Belfort Duarte’, com a seguinte equipe Valdir Tripé; Celinho, Ercílio(Manduca), Nerivaldo e Geraldo; Nascimento e Tonhé; Bertinho (João Traina), Eli Carlos,(Raul), Coité e Nilton (Bel)
Muitos nomes foram sugeridos para designar o nome do estádio velista. Em janeiro de 1.973, entretanto, uma assembléia de associados aprovaram por maioria esmagadora que o estádio fosse designado BENITO AGNELLO CASTELLANO, numa justa homenagem ao homem que dedicou ao Velo Clube a maior parte de sua vida, tornando-se seu Torcedor Símbolo.
NOTA=Benito Agnello Castelano, nasceu em Rio Claro no dia 9 de junho de 1.927. Teve seu nome intimamente ligado ao Velo Clube Rio-Clarense, onde desenvolveu as mais diversas atividades. Foi Vereador à Câmara Municipal, tendo também se destacado como Assistente Social. Faleceu em 31 de julho de 1.972, poucas semanas antes da inauguração do novo Estádio Velista.
Em julho de 1.973, a Federação Paulista de Futebol organizou o “Torneio dos 10” cujo vencedor seria guindado à então Divisão Especial. Embora o Velo Clube estivesse com boa colocação no torneio, acabou perdendo em seu próprio estádio a oportunidade de se classificar às finais, ao empatar com o SAAD em 2 tentos. Neste jogo, realizado em 22 de julho de 1.973, o Velo Clube foi grandemente prejudicado pelo Arbitro Dulcidio Wanderley Boschilia, que validou 2 gols do Saad, irregulares em completo impedimento. Foi o maior assalto em termos futebolísticos, aquilo que aconteceu no Benitão, naquele jogo.No segundo semestre de 1.973, numa pesquisa promovida pela Revista Placar e pelo Jornal Diário da Noite, o Velo Clube, classificou-se como o QUINTO clube mais popular do Estado de São Paulo, perdendo apenas para SC Corinthians Paulista, São Paulo FC. SE Palmeiras e Santos FC, ficando à frente de AA Portuguesa de Desportos. Foi considerado, pois, o mais popular dos clubes do Interior Paulista.
No Campeonato de 1.974, o Velo Clube foi Campeão da Série “Djalma Santos, desta vez com o time integrado por-Valdir Tripé; Celinho, Erbeta, Klein e Ayrton (Sisso); Nascimento e Bertinho Traina; Maurílio, Edson Só,Ditão e Canhoto.
Na noite de 2 de junho de 1.975, com a presença do SC Corinthians Paulista, foram inaugurados os modernos refletores no Estádio “Benito Agnello Castellano” oportunidade em que o Velo Clube, foi derrotado pelo placar de 2 a 0. O SC Corinthians nesta época tinha jogadores renomados com o goleiro Tobias, fazendo parte da defesa Corinthiana tinha Wladimir, Zé Maria, Moisés, Ademir, Russo e os atacantes Luciano, Basílio, Vaguinho, Geraldão e Romeu. E quem deu este presente a torcida Velista de poder ter jogos noturnos, foi um Grande Presidente que o Velo Clube teve, que foi Syllas Bianchini.
Disputando em 1.978 a então Divisão Intermediaria, o Velo Clube, apresentou excelente campanha, classificando-se à fase final daquela divisão de acesso, juntamente com GE Ginásio Pinhalense, São José EC, Grêmio Catanduvense, Corinthians de Presidente Prudente e AA Internacional de Limeira. Na última rodada, ocorrido em 17 de dezembro de 1.978, o Velo Clube derrotou o São José EC de São José dos Campos, pela contagem mínima 1 a 0, o gol foi aos 35 minutos do primeiro tempo, marcado por MAIA, terminando o certame em igualdade de pontos com a a Internacional de Limeira, mas com o melhor saldo de gols. A Internacional, porem conseguiu que o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), anulasse um jogo interrompido por falta de segurança em que perdia o jogo para o Ginásio Pinhalense. Neste jogo, realizado em Pinhal em 16 de novembro de 1.978, o Ginásio Pinhalense, vencia a partida por 2 a 0 quando, no intervalo, o alambrado do seu estádio, veio abaixo em função de um tumultuo provocado pelos torcedores de Limeira que com Alicates, cortaram os arames do alambrados, derrubando –os mesmo, na maior sacanagem, provocada em um estádio de futebol do interior de São Paulo.
Só mesmo os mentores da Federação Paulista, puderam imaginar que um Clube de futebol de tradição como era o Ginásio Pinhalense, que tinha em sua direção, pessoas honestas, iria mandar deus torcedores que, estava ganhando o jogo, tumultuar a partida, cortando os arames do Alambrado com alicates para interromper o Jogo! Com a decisão do TJD, novo jogo foi marcado(Também, não concluído) foi realizado no dia 28 de abril de 1.979, com a vitória do time de Limeira, que acabou ficando com o titulo da divisão Intermediaria.Prejudicando o Velo Clube que foi o Campeão Moral, ganhando dentro das quatro linha e, não no TAPETÃO da Federação Paulista de Futebol. UMA VERGONHA !!!.
Na qualidade de Vice-Campeão da Intermediaria, o Velo Clube, disputou com o Paulista FC de Jundiaí, penúltimo colocado no certame de 1.978 da Divisão Especial, o direito de integrar a Divisão maior da Federação Paulista de Futebol, na Série ‘Melhor de 3” realizado em Junho de 1.979 no” Estádio Brinco de Ouro da Princesa’ na cidade de Campinas. A equipe do Velo Clube, ganhou 2 jogos (2 a l e 3 a 1 ) e empatou um (0 a 0 ) Sendo então finalmente guindado à Divisão Especial.
No jogo decisivo, disputado na manhã de 10 de junho, o Velo Clube, conseguiu levar a Campinas, cerca de 10 mil torcedores, fato sem precedentes na historia do futebol rio-clarense. Naquela mesma data, a chegada da delegação velista a Rio Claro, foi saudada com uma manifestação popular, jamais vista em nossa cidade. Quando a delegação, chegou na rotatória da rua 9 com avenida 29, a final da Carreata, com Bandeiras do Velo Clube, ainda estava passando pelo Trevo de Limeira, na Rodovia Anhanguera. Coisa jamais visto, em outros clubes que conseguiram acesso, em anos anteriores.
Na campanha que conduziu o Velo Clube à Divisão Especial, foram utilizados os seguintes Profissionais:- Roque e Renato(Goleiros) Flávio, Almeida, Dagoberto, Ferreira, Ademar, Fernandinho, Toninho Ipeúna, Edison Rodrigues, Edson Augusto, Guerra, Odair Cologna, Celso Mota, Hercules, Maia, Betinho, Neguinho, Ferreirinha e Ivan. Técnico Henrique Passos.
O Velo Clube, contudo, acabaria sendo vitima dos erros da Federação Paulista de Futebol. Guindado repentinamente Divisão Especial, sem tempo mínimo para se estruturar para o difícil certame, não pode se manter naquela Divisão, sendo rebaixado no mesmo ano.
Em menos de 30 dias, estreou no Campeonato Paulista da Divisão Especial, jogando em São Paulo, na Rua Javari, no Estádio Conde Crespi, contra o CA Juventus e, foi derrotado pelo placar de 2 a 1 no dia 01 de julho de 1.979. Sem tempo de reformular seu elenco, onde vários jogadores que ajudaram o time ao acesso, terem sidos dispensados e, as reposições foram as pressas, com contratações errôneas. Mesmo assim, enfrentando times estruturados e, já sendo participantes de outras competições anteriores o Velo Clube competiu, mesmo sem ter os preparos técnicos dos times rivais.De uma coisa, devemos nos orgulhar, sua fiel torcida esteve sempre presente apoiando a equipe, mesmo com partidas fora de casa , os torcedores, faziam caravanas para acompanhar o time e, aqui em Rio Claro, em seu Estádio Benito Agnallo Castellano, foram constatadas as melhores Rendas do Campeonato Paulista, daquele ano. O Benitão, só perdia em rendas, para os grandes Clássicos, como;- Guarany X Ponte Preta= Comercial X Botafogo e os clássicos Paulistas entre São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Santos. Mesmo nas últimas partidas, quando a equipe vinha vindo mal na competição, a sua Massa Torcedora, lotava o Benitão. Em seguida os Confrontos com os clubes que participaram deste certame de 1.979.PRIMEIRO TURNO.
01/ 07/1.979. CA Juventus 2 x 1 Velo Clube= 04/07/1.979 Francana 1 x 1 Velo Clobe= 08/07/1979 Velo Clube 1 x 1 XV de Jaú= 11/07/1979 EC Noroeste 4 x 0 Velo Clube= 14/07/1979 Velo Clube 0 x 0 Marilia AC = 18/07/1979 SC Corinthians Paulista 3 x 0 Velo Clube= 22/07/1979, Velo Clube 0 x 2 Comercial de Rib.Preto= 25/07/1979 América FC de S. J.do Rio Preto 2 x 0 Velo Clube= 29/07/1979 Velo Clube 2 x 0 XV de Piracicaba= 01/08/1979 Internacional de Limeira 0 x 0 Velo Clube= 05/08/1979 Velo Clube 0 x 1 Botafogo de Rib. Preto= São Bento de Sorocaba 3 x 1 Velo Clube=
12/08/1979 Velo Clube 0 x 1 SE Palmeiras= 15/08/1979 Velo Clube 0 x 1 Ferroviária de Araraquara= 19/08/1979 Portuguesa de Desportes 1 x 0 Velo Clube= 22/08/1979 Velo Clube 2 x 3 Santos FC= 26/08/1979 Guaraní FC 2 X 0 Velo Clube= 29/08/1979 Ponte Preta 1 x 0 Velo Clube= 02/09/1979 Velo Clube 1 x 3 São Paulo FC=SEGUNDO TURNO=05/09/1979 Velo Clube 0 x 1 CA Juventus= 09/09/1979 Velo Clube 1 x 0 São Bento de Sorocaba= 12/09/1979 Velo Clube 1 x 1 Internacional de Limeira= 16/09/1979 Velo Clube 1 x 2 Guaraní FC= 18/09/1979 SE Palmeiras 2 x 0 Velo Clube= 20/09/1979 Velo Clube 0 x 0 SC Corinthians Paulista= 23/09/1979 Velo Clube 1 x 0 Ponte Preta= 25/09/1979 São
Paulo FC 3 x 0 Velo Clube= 30/09/1979 XV de Piracicaba 0 x 0 Velo Clube= 03/10/1979 Marilia AC 1 x 2 Velo Clube=07/10/1979Velo Clube 0 x 3 Portuguesa de Desportes= 11/10/1979 Comercial de Rib. Preto 1 x 1 Velo Clube= 14/10/1979 Velo Clube 1 x 1 América FC de S.J.do Rio Preto= 17/10/1979 Velo Clube 1 x 1 Noroeste de Bauru= 20/10/1979 Santos FC 1 X 0 Velo Clube= 25/10/1979 Ferroviária de Araraquara 2 x 1 Velo Clube= 28/10/1979 XV de Jaú 0 x 0 Velo Clube= -1/11/1979 Velo Clube 3 x 0 Francana= 04/11/1979 Botafogo de Rib. Preto 2 x 0 Velo Clube.
Fazendo uma comparação entre a campanha do Velo Clube no Primeiro Turno com 1 Vitória 4 Empates e 14 Derrotas, marcando apenas 9 gols e sofrendo 21 vamos notar que no, Segundo Turno, quando o time obteve um melhor entrosamento de seus jogadores, o Velo Clube com 3 Vitórias 7 Empates e 9 Derrotas, marcou 13 gols e sofreu 21 gols.
Isto quer dizer que, se o Velo Clube, antes de começar a competição, tivesse ao menos uns 3 meses de preparação e entrosamentos, com certeza não seria rebaixado, logo no primeiro ano em que esteve na Elite do Futebol de São Paulo.
Fonte: Álvaro Sebastião Pinto Lopes, historiador do Velo Clube
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 28 Mai 2008
MISTICA DA CAMISA CELESTE A MISTICA DA CELESTE OLIMPICA
Em 1924 as Olimpíadas realizadas em Paris, recebeu pela primeira vez para a disputa do futebol uma equipe sul-americana, bicampeã do continente o Uruguai desembarcou em Paris para a disputa sem muito alarde haja vista que poucos conheciam o futebol praticado aqui na América do Sul. Em 26 de maio os uruguaios entravam em campo para o primeiro jogo no estádio, Colombes com um bom publico presente com um estilo de jogo diferenciado das equipes européias que predominavam o jogo de força física e bola aéreas, o Uruguai primava pelo toque de bola rápido e dribles constantes em seus marcadores e assim os uruguaios ganharam da Iugoslávia por 7 a 0 com Cea e Petrone marcando dois gols cada e Vidal, Romano e Scarone completando o placar o que se viu no outro dia nos jornais era uma verdadeira avalanche de elogios ao futebol praticado no dia anterior por aqueles desconhecidos no dia 29 de maio um jogo mais duro contra os EUA e nova vitória uruguaia agora por 3 a 0 com Petrone marcando todos os tentos da peleja, no dia 01 de junho os franceses donos da casa teriam o privilegio de enfrentar os temidos sul-americanos com suas gincas e habilidades com a bola e não deu outra novo show de bola e vitória por 5 a 1, Petrone duas vezes, Scarone duas e Romano anotaram o massacre, nas semi-finais um jogo mais duro contra a Holanda e vitória por 2 a 1 Cea e Scarone marcaram este jogo marcou uma curiosidade os holandeses massacraram o atacante Petrone com verdadeiros golpes de pugilato levando a delegação uruguaia sugerir que o zagueiro Tetzner a lutar boxe, tanto que o jogador ficou fora dos jogos contra a Suécia pela medalha de bronze por vergonha e imposição dos organizadores do evento.
No dia 09 de junho veio a grande final olímpica e a Suíça era o adversário com toda torcida francesa a favor o Uruguai logo impôs seu ritmo de jogo ofensivo e de toque de bola que envolveu os suíços facilmente Petrone abriu o marcador, Cea ampliou e Romano fechou o placar e o Uruguai conquistava pela primeira vez a medalha de ouro no futebol olímpico.Mazzali ; Nasazzi (cap), Arispe - Andrade, Vidal, Ghierra , S.Urdinaran, Scarone, Petrone, Cea, Romano foi a equipe da grande final, depois da conquista houve muita festa aonde a delegação uruguaia estava instalada a noite fora oferecido um jantar aos campeões olímpicos de futebol, considerado com um dos melhores jogadores da conquista José Leandro Andrade foi o grande destaque do jantar apesar de ser baixinho encantou a todos por ser também um excelente dançarino pois as donzelas fizeram filas para dançar um tango com ele.
Quatro anos mais tarde Amsterdã organizava os oitavos jogos olímpicos da era moderna e o Uruguai chegava a Holanda para defender seu título olímpico e desta vez trazendo um rival de peso a Argentina campeã da Copa América, logo nas estréia os uruguaios enfrentaram os anfitriões que desejavam vingança das semifinais de Paris, mais não foi o esperando pelos holandeses que caíram por 2 a 0 com Scarone e Urdinaran marcando os gols, a equipe atuou bem apesar de algumas alterações na equipe campeã em 1924, no dia 03 de junho com a volta de Petrone a equipe titular uma goleada sobre a Alemanha por 4 a 1 com o matador marcando duas vezes ao lado de Manco Castro que também deixou a sua dobradinha, no dia 07 de junho pelas semifinais um jogo eletrizante uma das melhores seleções da Europa a Itália e um jogo eletrizante, apesar de terminarem vencendo o primeiro tempo com facilidade por 3 a 1, no segundo o time italiano passou a abusar do jogo violento que não fora punido pela a arbitragem e o placar chegou a 3 a 2 e por pouco a Itália não empata o jogo por que Mazzali fechou o gol defendendo até um pênalti cobrado por Schiavio, a classificação heróica para a final foi bastante comemorada ainda mais por ter na final um adversário conhecido e não um europeu pois as arbitragens se mostravam tendenciosas para as seleções do velho continente, a Argentina vinha de goleadas sobre os EUA por 11 a 2, Bélgica por 6 a 3 e Egito 6 a 0, mais nada que assustassem os celestes, no dia 10 de junho a grande final, 40.000 no Estádio Olímpico de Amsterdã se aglomeravam para ver a final e um jogo duro e catimbado ao extremo só poderia ter terminado empatado; 1 a 1 com Petrone marcando para o Uruguai e Ferreyra para a Argentina, naquela época os jogos terminados empatados nestas competições em fase eliminatórias, levariam as equipes para um jogo desempate e este se deu no dia 13 de junho e desta vez não deu para os portenhos após um empate em 1 a 1 na primera etapa, no segundo tempo os campeões olímpicos foram para cima e Scarone fez o gol do bicampeonato olímpico, ao apito final do arbitro nova festa azul celeste em campos europeus e festa nas ruas de Montevidéu quando os telégrafos anunciaram a vitória dos caudilhos do futebol, o povo foi ás ruas o futebol a nova paixão mundial das nações tinham novos e imbatíveis reis.
Esta Olimpíada também foi a ultima em que o Uruguai disputou o torneio de futebol agora com os Jogos Olímpicos de Pequim os uruguaios completam 80 anos sem disputarem o torneio de futebol, por não conseguir classificação é uma pena, depois destas duas conquistas o Uruguai ficou conhecido com a Celeste Olímpica, e por ter um jogador argentino marcado um na cobrança de um escanteio contra os uruguaios este gol passou a se chamar Gol Olímpico, a coroação total deste feito memorável veio definitivamente em 1930 com a realização da primeira Copa do Mundo de Futebol e coube ao Uruguai por suas conquistas de 1924 e 1928, o país sediar o evento apesar do futebol na América do Sul ser quase todo amador na época e os europeus já profissionalizados o mundial só contou com a participação de treze equipes e somente quatro delas da Europa, mais de pouco se fez questão pois os melhores do mundo jogavam na América do Sul e novamente se viu uma final entre Uruguai e Argentina, com a equipe base mantida desde 1924 a Celeste jogando diante da sua fanática torcida venceu o Peru por 1 a 0, a Romênia por 3 a 0, goleiou a Iugoslávia por 6 a 1 de virada e na grande decisão também numa grande virada bateu os portenhos que queriam vingança a todo custo, por 4 a 2, depois de ficar fora das duas Copas Seguintes em represália por não virem ao mundial em sua casa, os Celestes só voltaram a jogar o mundial em 1950 e realmente apartir deste mundial que a sua mística camisa azul celeste passou a fazer peso no futebol mundial com uma conquista heróica diante um Brasil amplamente favorito e jogando em sua casa e esta final todos nós já sabemos da historia, mais apartir daí a raça, a honra e o heroísmo de defender o manto sagrado, passou a fazer parte desta famosa mística. Hoje o futebol uruguaio se encontra em baixa, suas principais equipes Peñarol e Nacional sofrem com o abandono de suas principais revelações que saem cedo de suas bases para o futebol europeu, é uma lamentável realidade atravessada por um país pequeno mais grande nas suas conquista futebolísticas quem sabe um dia teremos a mística camisa celeste revivendo os grandes tempos, quem sabe em 2014?.
Fontes: Texto Galdino Silva
Revista Trivela e RSSSF Brasil
Blog História do Futebol & x9) CURIOSIDADES & x12) Historia do Futebol & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 08 Mai 2008
GRANDES VIRADAS EM COPAS DO MUNDO
Em Copa do Mundo alguns jogos são marcados por capítulos de angustia, dor, indignação por erros de arbitragens, êxtase, superação e memoráveis, dentre estes jogos memoráveis temos grandes viradas que entraram para a história das Copas, cito algumas destas viradas que permanecem ainda vivas em nossas memórias:
10/06/1934 – ITÁLIA 2 X 1 TCHECOSLOVÁQUIA, Roma final da segunda Copa do Mundo de futebol, jogo duro, violento, catimbado, duas equipes de futebol rápido e bons jogadores em campo, a Itália atuando diante da sua torcida que impaciente vê sua equipe sofrer um gol marcado por Puc aos 29º do segundo tempo, o gol é sentido por todos no estádio e pelos jogadores italianos, tanto que logo depois da saída os tchecos perdem outra chance incrível de ampliar o escore com o mesmo Puc, como quem não faz leva aos 37º o estádio vai ao delírio quando Orsi empata o jogo conseguindo transpor duas barreiras, a primeira a defesa tcheca e a segunda a muralha de Praga o goleiro Planicka, o jogo termina e vai para a prorrogação que começa a todo vapor todos querem a vitória e aos 5º do primeiro tempo depois de grande jogada de Ferrari, Schiavio fumina sem chances de defesa para Planicka é o gol do titulo da Itália numa virada sensacional para alegria do Dulce.
13/07/1950 – URUGUAI 3 X 2 SUECIA, Em São Paulo com muita chuva diante de 8.000 pessoas que assistiram um dos melhores jogos daquela Copa, no torneio quadrangular em sua segunda rodada a Celeste vinha de um empate heróico com a Espanha enquanto os suecos amargaram uma goleada para o Brasil por 7 x 1, o gramado pesado atrapalhou o bom toque de bola uruguaio e favorecia o jogo de força dos suecos, Palmer abrira o placar para os suecos logo aos 4º da primeira etapa, e o Uruguai teve de sair para o jogo mais uma vez atrás do resultado adverso, aos 39 Gighia empata, mais na saída de bola os suecos voltam a marcar com Sandqvist, para o segundo tempo o Uruguai volta a todo vapor somente á vitória interessa a pressão é grande o goleiro Svensson salva como pode a meta escandinava, até que aos 32º minutos Miguez marca após um rebote de Svensson, o empate parece ser o resultado final mais o Uruguai sabia que precisava vencer e esse lança de vez ao ataque e da resultado aos 40º novamente Miguez marca dando a vitória molhada de chuva , suor e muita raça.
16/07/1950 – BRASIL 1 X URUGUAI, Rio de Janeiro Maracanã lotado todos apostos para ver o Brasil, melhor equipe do torneio se sagrar a melhor seleção de futebol do mundo, depois de duas goleadas estupendas e verdadeiras aulas de futebol diante a suecos e espanhóis, o Brasil que bastava somente um empate entra em campo para enfrentar um velho e tradicional rival do continente o Uruguai, apesar das suas conquistas na época serem maior que as dos brasileiros todos estavam confiantes que nada impediria do Brasil ganhar, dar show e levantar a Taça Jules Rimet, o jogo começa com o Brasil como de habito tomando as iniciativas mais sem sucessos diante a marcação do Uruguai e a boa colocação do goleiro Maspoli, termina o primeiro tempo, 0 x 0 dá o titulo ao Brasil, começa o segundo tempo e logo aos 2º minutos Friaça marca para o delírio da multidão, mais com muita catimba para segurar o ímpeto brasileiro após o gol os uruguaios deram uma esfriada no jogo, fazendo parecer que não estaria mais interessado no jogo que também não estariam a fim de serem goleados e o Brasil caiu nessa e Schiaffino empata aos 13º minutos o gol abala o Brasil que não sabe se ataca ou recua para manter o resultado, percebendo isso o Uruguai sai mais para o jogo, Morán perde chance aos 15º mais ao 16º Gighia é lançado pela direita bate Bigode na corrida e chuta franco e Barbosa aceita, o estádio se cala o silencio fora tão grande que o Brasil não teve forças para reagir mesmo tendo ainda 29º minutos para empatar o Uruguai se fecha todo atrás e conquista o bicampeonato mundial.
04/07/1954 – ALEMANHA OCIDENTAL 3 X 2 HUNGRIA, Em Berna, Suíça em dia de chuva muito forte a temida seleção húngara invicta a exatos quatro anos, campeã olímpica em 1952, melhor ataque da competição e com os melhores jogadores do mundo na sua equipe, entra em campo para ratificar o titulo diante 60.000 ninguém no mundo em sã consciência poderia imaginar que tal fato contrario pudesse acontecer e para justificar o favoritismo os húngaros abrem 2 x 0 logo no inicio aos 6º minutos com Puskas e aos 8º com Czibor, porém o futebol tem destas coisas, a Alemanha se aproveitando do campo pesado e estarem se segurando mais em pé que os húngaros marcam aos 11º minutos com Morlock e aos 18º com Rahn, a partir daí o que se vê é um jogo cheio de faltas e poucas jogadas de gol. No segundo tempo os húngaros bem que tentam esbarram na marcação forte e violenta alemã, já os germânicos mais firmes em campo ameaçam a meta de Grosics até que aos 39º novamente Rahn pega um rebote da defesa e manda no cantinho é o gol da virada é o gol do titulo acontece o chamado Milagre de Berna e a Hungria finalmente é derrotada.
06/06/1962 – BRASIL 2 X 1 ESPANHA, Em Viña Del Mar, Chile Brasil e Espanha entram em campo precisando de uma vitória para se classificar o Brasil apavorado com a perda de Pelé entra em campo com Amarildo em seu lugar, a Espanha com um bom time Peiró, Gento e Puskas domina o jogo e sai na frente ao 35º minutos com Adelardo, o Brasil somente anda em campo vê a Espanha jogar e fazer o que quer na partida, a Espanha teve um pênalti não marcado pelo juiz, marcou falta fora da área e na cobrança da falta anulou o gol de Puskas alegando jogada perigosa, no segundo tempo a coisa muda de figura, com Garrincha desequilibrando pela direita e Didi comando a meia cancha o Brasil parte para cima e chega ao empate aos 27º minutos com Amarildo, segue a pressão brasileira sempre iniciando com Didi passando para Garrincha a jogada se repete aos 41º novo cruzamento do Gênio de Pernas tortas e novo gol dele Amarildo que após este jogo recebeu o apelido de O Possesso.
23/07/1966 - PORTUGAL 5 X 3 CORÉIA DO NORTE, em Liverpool Inglaterra ficou conhecido como o Dia da Pantera negra, a surpreendente Coréia do Norte que havia derrota a poderosa Itália bicampeã mundial, estava com uma certa facilidade vencendo Portugal que também estreava em Copas por certos 3 x 0 com gols de Park Seung-zin, aos 2, Lee Dong-woon, aos 22, Yang Seung-kook, aos 24, os norte-coreanos mandavam no jogo, até aos 27º minutos quando Eusébio começou a mostrar as suas garras e far ode gols, ainda aos 42º do primeiro tempo ele marca mais um, ao voltar para a segunda etapa Portugal é só ataque e pressão, aos Eusébio, aos 12 e aos 14 empata e vira o jogo a Coréia do Norte caia na real escapa de levar muitos mais gols, aos 34º minutos Augusto fecha a conta desta grande vitória do futebol português uma virada espetacular.
06/06/1970 – PERU 3 X 2 BULGARIA, Leon México voltando a disputar uma Copa depois de 40 anos sem vir a um mundial, os peruanos tinha em seu elenco a maior geração de sua historia reunidos naquela seleção, a expectativa era grande no pais mais dias antes daquela estréia um terremoto sacudiu os alicerces do território peruano causando muitas mortes e destruição, assim os jogadores que já estavam no México ficaram abalados querendo saber noticias dos familiares, se cogitou até a sua saída do mundial, depois de receberem boas noticias o time seguiu para a estréia naquela tarde de sol forte e calor, e no começo tudo parecia um pesadelo um abalo sísmico o time não andava não se soltava em campo e era presa fácil para os búlgaros que abriram 2 x 0 com Dermendzhiev, aos 12 minutos do primeiro tempo e Bonev aos 5 minutos do segundo tempo, o gol sacudiu os peruanos em campos com uma melhor técnica e um toque de bola rápido passaram a envolver os búlgaros rapidamente e com o sol quente como aliado, Gallardo aos 7º diminui, aos 12º Chumpitaz empata, o Peru cresce se agiganta joga com suor e sangue Baylón que sofre um corte na testa joga ate quando pode, depois de muita pressão aos 28º Cubillas o craque marca o tento da vitória que serviu de balsamo para aliviar a dor dos peruanos naqueles dias de sofrimento e comoção mundial.
14/06/1970 – ALEMANHA OCIDENTAL 3 X 2 INGLATERRA, Leon México se tinha uma coisa que a Alemanha tinha atravessada na garganta era o English Team por causa da derrota quatro anos antes no mundial por causa daquele fadado gol da bola que não entrou e foi dado gol pelo bandeirinha, os alemães ficaram mais engasgados quando a Inglaterra sai na frente com Mullery aos 32º do primeiro tempo e Peters aos 5º do segundo tempo amplia o marcador, o torcida inglesa começa a fazer a festa nas arquibancadas, a musica tinha algo haver com uma despedida, aquilo inflamou os germânicos que não desistem nunca e ai Beckembauer, aos 24, Seeler, aos 37 dão o empate e calam os ingleses o jogo vai para a prorrogação com a Alemanha furiosa querendo o gol a todo custo e ele veio logo no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação com ele Gerd Muller e ai foram os alemães que cantaram Let’s to say good bye.
07/07/1974 – ALEMANHA OCIDENTAL 2 X 1 HOLANDA, Munique Alemanha o favoritismo era grande também, o futebol revolucionário e técnico encantava o mundo, tinham um craque fora de serie que liderava a sua equipe e assim como os húngaros em 1954 eles enfrentaram a Alemanha na final e perderam, a Holanda de volta a um mundial após 36 anos ausentes vieram com tudo deram show, um futebol dinâmico um verdadeiro carrossel, naquela tarde eles como em todos os seus jogos a Holanda saiu com tudo pra cima e logo no primeiro Cruijjf recebe pênalti e Neeskens converte para os holandeses, festa laranja o jogo continua os alemães frios começam a tocar a bola e chegar com perigo aos 24º para a Alemanha Breitner marca aos 25º e o jogo pega fogo á Holanda sentiu o gol e a empolgação germânica aos 43º Gerd Muller se aproveita da bobeira da zaga e vira o jogo, sem em 1954 houve o milagre de Berna, em 1974 quem fez milagre foi Sepp Maier que pegou tudo e mais uma vez a Alemanha enterra o sonho de ver o futebol arte se tornar campeão.
05/07/1994 – ITALIA 2 X 1 NIGERIA, Boston, EUA depois de uma primeira fase irregular a Itália chega as oitavas de finais para enfrentar uma das surpresas da Copa os africanos que estreavam em mundiais vinha apresentando um bom futebol, o jogo começa com os nigerianos dando as cartas criando mais oportunidades de gol devido a sua melhor condição técnica, e aos 26º do primeiro tempo Amunike marca para a Nigéria, o que se viu depois deste gol foi uma Itália afobada, com raça mais se técnica o desespero começou a tomar conta dos italianos a partir dos 20 minutos do segundo tempo e a Nigéria teve oportunidades de liquidar a partida com Okocha, Amunike e Adepoju e quem não faz leva ainda mais quando se joga com uma tricampeã mundial aos 44º Roberto Baggio sumido no jogo marca e leva o jogo para a prorrogação, a Itália começou a gostar do jogo e a Nigéria então descobriu que tinha vacilado Baggio cresceu em campo e aos 13º da prorrogação cobrando um pênalti da a vitória a Itália que segui até a final e á Nigéria esnobou, abusou e foi eliminada.
10/07/1994 – BULGARIA 2 X 1 ALEMANHA, Nova York Eua, a Bulgária nunca tinha vencido um jogo nos mundiais anteriores que havia disputado eram somente empates e derrotas, em 1994 depois de levar 3 x 0 da Nigéria os búlgaros meteram 4 x 0 na Grécia e venceram a Argentina por 2 x 0 com sua melhor geração de jogadores comandados por Stoichkov passam pelos mexicanos nas oitavas e nas quartas de finais encaram a poderosa Alemanha, jogo duro tenso com a Alemanha tentando se impor e nada o primeiro tempo termina sem gols, no inicio do segundo logo aos 2º minutos pênalti em Klinsmann e Mathhaus abre o marcador, ai quando todos imaginavam que a Alemanha deslanchasse viu-se uma Bulgária mais solta indo para cima e chegando ao empate numa cobrança de falta de Stoichkov aos 21º e virando o placar aos 23º minutos com Letchkov e bye bye Alemanha da Copa.
08/07/1998 – FRANÇA 2 X 1 CROÁCIA, Paris França organizar o mundial pela segunda vez não foi tão difícil para os franceses difícil mesmo foi encarar 12 anos sem participar deles, a Copa de 1998 era tudo para a França, tinham novamente uma boa geração de valores liderados por Zidane e foram aos poucos chegando aos seus propósitos neste mundial, as semifinais contra surpreendente Croácia foi emocionante afinal os Croatas tinha eliminado com pompa a Alemanha e a França passara pela Itália nos penais e ai, jogo ruim muito chato no primeiro tempo, mais no segundo começaram com a corda toda Suker aos 2º minutos marca para a Croácia, aos 4º minutos Thuram empata para a França era o seu primeiro gol pela seleção, o jogo segue eletrizante com a França chegando mais e os croatas ameaçando nos contra ataques ate que aos 24º minutos ele novamente Thuram marca outro gol e leva a França a final contra o Brasil.
E para vocês amigos quais destes jogos foi a maior virada em jogos de uma Copa do Mundo?
Texto Galdino Silva
Pesquisa: Livro Todas as Copas do Mundo de Orlando Duarte
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 08 Mai 2008
O BOM TIME DA ARGÉLIA EM 1982! VITIMA DE UM JOGO DE COMADRES
Na Copa da Espanha em 1982 tivemos mudanças no número de participantes, das 16 seleções que vinham fazendo parte da fase final desde 1954 passou a ter mais 8 seleções perfazendo um total de 24 nações em busca da Taça, o continente africano que vinha tendo uma vaga fixa desde a Copa de 1970, passou a ter duas vagas representadas por Argélia e Camarões, dois estreantes em Copas, apesar de novatas e caírem em grupos difíceis no mundial, ambas fizeram boas campanhas, como a Tunísia quatro anos antes na Copa da Argentina em 1978.
Camarões caiu num grupo com Itália, Polônia e Peru e não perdeu e nem venceu empatou todas as suas partidas e no final da rodada quase tirava á Itália que viria a ser a campeã, já a Argélia caiu numa chave com Alemanha, Áustria e Chile.
Apesar da pouca informação sobre os argelinos, todos apostavam numa estréia fácil da Alemanha, seleção forte e tradicional e com duas conquistas de Copas em seu currículo alem de uma vitória em um jogo amistoso contra a mesma Argélia em 1976 com uma vitória germânica por 5 x 1, ninguém imaginaria que tal surpresa acontecesse porem o futebol prega muitas peças, já tivéramos na abertura a Argentina ultima campeã mundial ruir diante os belgas por 1 x 0, no dia 16/06/1982 entram em campos as duas seleções na cidade de Gijon, logo aos 7 minutos Madjer maior nome do futebol argelino faz 1 x 0, a Alemanha não se preocupa e continua jogando seu futebol burocrático de força e aplicação tática e chega ao empate aos 22 minutos com o craque Rummenige, depois desse gol a Argélia sente e a Alemanha tenta virar o jogo e se encerra o primeiro tempo, na segunda etapa a Alemanha veio com tudo mais os argelinos mais técnicos ameaçam nos contra-ataques com Belloumi, Madjer e Assad este muito rápido, alem de um Zidane que nada tem haver com o famoso craque francês, para alivio dos germânicos Madjer deu lugar ao jogador Larbes e a pressão aumentou perto do final mais nada da virada e num golpe de pura felicidade aos 43 minutos Belloumi apareceu na área alemã e marcou o gol da vitória argelina a primeira grande zebra daquela Copa. No dia 21/06/1982 a Argélia enfrentou a Áustria na cidade de Oviedo e não teve a mesma sorte da estréia e perdeu por 2 x 0, já a Alemanha se recuperou goleando o Chile por 4 x 1, após estas duas rodadas á Áustria liderava com 4 pontos e 3 gols de saldo, a Alemanha vinha com 2 pontos e saldo de 2 e a Argélia com 2 pontos e saldo de –1, no dia 24/06/1982 a Argélia enfrentou o Chile em Oviedo e vence por 3 x 2 chegando aos 4 pontos e zerando seu saldo de gols foi um jogo atípico pois a Argélia chegou fácil aos 3 x 0 no primeiro tempo e por falta de experiência não soube marcar mais gols ou segurar o resultado e permitiu ao Chile marca dois gols e foi ai que Alemanha e Áustria que só jogariam no dia seguinte o que era uma falha tremenda da organização do mundial pois os jogos da ultima rodada da primeira fase só passaram a ser jogados na mesma data e horários iguais a partir de 1986 e certamente foi ai que se deu o acordo entre as duas comadres européias para fazerem o jogo da vergonha, bastava um simples 1 x 0 e pronto as duas se classificavam, pois se a Alemanha vencesse o jogo por três gols de diferença tiraria a Áustria se houvesse empate ou vitória da Áustria os alemães estariam fora e ai a Argélia se classificaria, mais no dia 25/06/1982, as comadres entram em campos seus capitães sorridentes se cumprimentam, o acordo foi tão ridículo que poderiam ter feito um jogo mais corrido o gol poderia ter saído no final, mais não logo aos 10 minutos do primeiro tempo o grandalhão Hrubesch fez de cabeça e ai começou o toca a bola pra cá e pra lá, ninguém atacava ou se defendia, nada, as vaias tomaram conta do estádio em Gijon tanto austríacos e alemães aceitavam aquilo, a impressa ficou indignada e a FIFA na fez nem puniu as seleções pelo antijogo praticado a falta de postura ética de seus atletas e dirigentes, a Áustria que tinha até um time razoável aceitou perder por 1 x 0 e ficar em segundo lugar, a Alemanha seguiu com sua tradição apesar de todos passarem a torcer contra o time germânicos pelo fato ocorrido, nunca em uma Copa do Mundo um jogo foi tão vergonhoso quanto este que vitimou os próprios argelinos e me pergunto se a Argélia tivesse dado uma goleado no Chile o que faria a Áustria deixaria as comadres vencerem de qualquer jeito e elas sairiam da Copa, é uma pergunta que jamais teremos respostas, mais foi mesmo uma pena a Argélia ter vacilado diante do Chile a historia poderia ter sido outra.
Apesar da Alemanha ter invadido a Austria e a anexado em 1938 no inicio da segunda grande guerra mundial, os austriacos não devem guardar muitos ressentimento dos alemães, são vizinhos, falam a mesma lingua, tem os mesmos costumes, realemente são duas comadres de primeiro grau.
Texto: Galdino Silva
Pesquisa dos Jogos: Livro todas as Copas do Mundo de Orlando Duarte
Blog História do Futebol & x5) Jogos Históricos & x12) Historia do Futebol & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 30 Abr 2008
HAVIA ALGO DE PODRE NA ZAGA DA DINAMARCA EM 1986
A Copa do Mundo de 1986 ficou marcada como a Copa de Maradona pois o gênio argentino levou a modesta Argentina ao título numa final contra a Alemanha, porém quem jogou um futebol que chamou a atenção do mundo e foi comparada até com a Holanda de 74 por um estilo de jogo solto, alegre e compacto foi uma estreante em Copas do Mundo a Dinamarca que ficou conhecida como DINAMÁQUINA com jogadores habilidosos e técnicos com ginga sul-americana com Laudrup, Arnesen, Jesper Olsen e um goleador nato com faro de gol Elkjaer Larsen e capitaneados por um experiente e competente zagueiro de área Morten Olsen á Dinamarca já havia impressionado a Europa ao ter se classificado para a fase final da Eurocopa de 1984 disputada na França, chegando inclusive as semifinais nas eliminatórias para o mundial do México venceu o grupo que tinha a União Soviética que também apresentou um bom futebol na Copa.
A estreante em Copas caiu no grupo E nesta chave tinha nada mais que nada menos que duas seleções de peso no futebol mundial; Alemanha Ocidental campeã mundial em 1954/1974 e o Uruguai campeão do mundo em 1930/1950 e a Escócia pais que vinha tendo participações seguidas em Copas desde de 1974, na estréia na cidade de Neza uma vitória suada contra os escoceses por 1 a 0, na segunda partida uma partida que encantou o mundo e deu afirmação de futebol total, com uma atuação impecável de Laudrup e Elkjaer que marcou três gol na goleada sobre o poderoso Uruguai por 6 a 1, na ultima rodada da fase de classificação a Dinamarca enfrentou a Alemanha Ocidental temida por acabar com a festa de seleções de futebol revolucionários, mais não deu para o gasto e uma vitória sensacional com um futebol rápido e envolvente sem dar chances aos germânicos, com três vitórias seguidas e ao lado do Brasil que foi a outra seleção a vencer todos os jogos da fase classificatória a Dinamaquina como ficou apelidada chegou as oitavas de finais na cidade de Queretaro para enfrentar a Espanha que ficou com a segunda vaga na chave do Brasil o grupo D.
Bem a Espanha vinha de duas vitórias diante a Irlanda do Norte e Argélia, tinha um bom time começando por um bom goleiro Zubizarreta, o bom meia Michel e os atacantes Butragueño e Julio Salinas, esta mesmo Espanha estava atravessada na garganta dos dinamarqueses pois fora os espanhóis que os tiraram da final da Eurocopa de 1984 com uma vitória nos pênaltis por 5 a 4, o jogo começou tenso com a Dinamarca tomando a iniciativa de jogo e a Espanha se defendendo bem na metade do primeiro tempo a Dinamarca aperta, ataca de todo o jeito impõe o seu melhor futebol e aos 23 minutos do primeiro tempo numa cobrança de pênalti Jesper Olsen abri o placar a Espanha sente o gol e a Dinamarca não parava de atacar como de costume, porém aos 43 minutos do primeiro tempo num vacilo da sua zaga Butragueño marca o gol de empate, no inicio do segundo tempo aos 11 minutos outra falha da zaga e ele novamente marca o gol da virada Butragueño, a Dinamarca enlouquece e parte para cima a Espanha se fecha e Caldere e Michel passam a armar contra ataques mortais num dele Butragueño sofre pênalti e Goicoechea marca o terceiro aos 24 minutos, foi um golpe duro sem conseguir jogar e desesperada em campo a Espanha domina e faz o que quer do jogo aos 35 ele aparece de novo em nova falha da zaga e marca o quarto gol espanhol e no final já aos 45 ele fecha em nova penalidade o escore de 5 a 1 para a Espanha, neste jogo me veio á tona o romance de William Shakespeare, Hamlet mais com um trocadilho que caiu bem neste dia: “HAVIA ALGO DE PODRE NA ZAGA DA DINAMARCA” se havia sim pois o nome do jogo com quatro gols Emilio Butragueño era conhecido na Espanha com “ EL BUTRE” ou O abutre ou seja onde existe algo podre o abutre faz a festa.
Ficha Técnica:
DINAMARCA 1 X 5 ESPANHA
Estadio La Corregidora – Queretaro/México
Árbitro: Jan Keizer (Holanda)
Público: 38.500
Gols: J. Olsen, aos 24, Butragueño, aos 43 minutos do primeiro tempo; Butragueño, aos 11, Goicoechea, aos 24, Butragueño, aos 35 e aos 45 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Goichoecea (E), Camacho (E), Michel (E), Andersen (D)
DINAMARCA: Hogh, Busk, M. Olsen, I. Nielsen, Andersen (Eriksen); Berggren, J. Olsen (Molby), Bertelsen, Lerby; Laudrup, Elkjaer-Larsen
ESPANHA: Zubizarreta, Tomás, Gallego, Goicoechea, Camacho; Julio Alberto, Victor, Michel (Francisco), Caldere; Butragueno, Julio Salinas (Eloy) .
Fonte: Texto Galdino Silva
Dados da partida: Livro A histórias de todas as Copas de Orlando Duarte
Blog História do Futebol & (PARANÁ) & x12) Historia do Futebol & Artigos-Rodrigo Santana Rodrigo Santana em 29 Abr 2008
CAMPEONATO DE PARANAGUÁ DE 1920
CAMPEONATO PARNANGUARA DE FUTEBOL 1920
(ASSOCIAÇÃO PARANAENSE DE SPORTS ATHLETICOS)
CLUBES PARTICIPANTES:
- RIO BRANCO (PARANAGUÁ)
- ELITE (PARANAGUÁ)
- AMÉRICA (PARANAGUÁ)
- OPERÁRIO (PARANAGUÁ)
- BRASIL (PARANAGUÁ)
- 29 DE MAIO (ANTONINA)
- CRUZEIRO (MORRETES)
- CLUBE COMANDANTE SOLEDADE (PARANAGUÁ)
FONTE:
RIO BRANCO SPORT CLUB - 90 ANOS DE HISTORIA - Heriberto Ivan Machado
Blog História do Futebol & x7) Perfis & x9) CURIOSIDADES & x12) Historia do Futebol & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 29 Abr 2008
ZICO VS MARADONA O DUELO ENTRE UM TITÃ E UM GÊNIO DA BOLA
No mundo inteiro do futebol há uma pergunta que jamais se cala! “Quem foi melhor Pelé ou Maradona” até a própria FIFA entrou nesta questão promovendo uma votação e que no final teve controvérsias e muita polemica e terminou agradando a todos. Mas para mim que acompanhei a carreira Del Pibe d’oro por ser mais de meu tempo e só ter visto Pelé jogar com a camisa do Santos no dia da sua despedida na Vila Belmiro e no Cosmos de Nova York, afirmo que Maradona foi um gênio da bola, mais jamais comparável a Pelé, alem do mais eles jogaram em épocas diferentes quando Maradona nasceu Pelé já era o “Rei do Futebol” encantava o mundo parava até guerra era visitados por príncipes e rainhas, quando El Pibe começou a sua trajetória Pelé já estava praticamente se despedindo; porém na década de 80 foi feita outra pergunta envolvendo um brasileiro e o famoso craque argentino! “Quem é melhor Zico ou Maradona” ai já se cabia uma melhor analise pois apesar de Zico já ter começado a se destacar desde as categorias de base do Flamengo, Maradona aos 15 anos despontava no Argentino Juniors.
Em 1978 Maradona está pré-convocado para a Copa da Argentina mais fora preterido por César Luis Menotti por ser muito jovem e Villa foi em seu lugar, Dieguito tinha 17 anos, já Zico vinha sendo destaque da seleção brasileira com 25 anos disputava seu primeiro mundial mais sem o brilho e dividia a condição de titular com Jorge Mendonça, no final da década de 70, Zico deu uma guinada e iniciou-se uma época de ouro na sua carreira com grandes conquistas muitos gols jogadas geniais levando ao Flamengo a conquistar o Brasil á América e o Mundo foram dias de glorias embora fosse marcado com jogador de Maracanã o que não era verdade na seleção o galinho também começou a se destacar brilhando nas eliminatórias e em jogos amistosos numa turnê pela Europa em 1981, enquanto isto na Argentina, Maradona era unanimidade absoluta foi eleito o melhor jogador do Mundial Junior de 1979 vencido pela Argentina, encantou os olhos do mundo com dribles, golaços e jogadas de mágico uma genialidade total e uma transferência para o famoso Boca Juniors em 1981 e fora neste mesmo ano que se começou a especular quem era melhor “Zico ou Maradona” em 15/09/1981 se realizou o jogo de despedida de Carpegiani e o Boca Junior de Maradona veio jogar contra do Flamengo, mais o que interessava mesmo era o embate entre Zico X Maradona e deu Zico que marcou os dois gols da vitória do Flamengo, mas antes desde embate eles já haviam se enfrentado defendendo suas seleções em 1979 pela Copa América em 02/08/1979 no Maracanã deu Brasil 2 x 1 com Zico marcando um dos gols da nossa seleção, ás vésperas da Copa da Espanha em 1982, Maradona é contratado por um dos gigantes do futebol europeu o Barcelona sendo recebido com muita pompa na Catalunha enquanto Zico era a maior referência da seleção brasileira que ao lado da Argentina eram as favoritas ao títulos e a pergunta não se parava de calar “Zico ou Maradona” bem a Copa foi um fracasso para Maradona ele não jogou a que se esperava dele e Zico apesar de belos gols e ter ajudado o Brasil a encantar o mundo com um futebol mágico e alegre também não ter conseguido o titulo, porém houve um novo confronto entre eles no dia 02/07/1982 no Estádio Sarriá o Brasil bateu a Argentina por 3 x 1, Zico deixou sua marca com um gol e duas assistências uma para Falcão servir a Serginho no segundo gol e outra para Junior marcar o terceiro e Maradona ainda fora expulso por entrada violenta em Batista.
Depois de alternar boas jornadas e muitas contusões e muitas confusões pelo Barcelona, Dieguito é contratado pelo Napoli time de grande torcida na Itália mais sem conquistas, lá já estava Zico jogando também por uma equipe mediana a Udinese e fazendo uma primeira temporada estupenda sendo vice-artilheiro do cálcio mais ai os ventos mudaram de lado Zico se viu no inferno na sua segunda temporada italiana, Maradona começou a brilhar no final do primeiro turno da temporada 84/85 no dia 06/05/1985 o único confronto deles na Itália e deu Napoli de Maradona que marcou dois de pênalti na vitória por 4 x 3, Zico partiu sem vencer na velha bota e Maradona começou a viver a sua era de ouro, vence o Scudetto por duas vezes em 86/87 e 89/90, a Copa Itália de 86/87 e a Copa da Uefa de 88/89 levando o Napoli a ser conhecido no mundo.
A grande resposta de quem era melhor Zico ou Maradona para muitos veio na Copa de 1986 no México, Maradona brilha nas eliminatórias com a Argentina apesar do susto contra o Peru, Zico também mais discreto, depois das eliminatórias Zico sofre uma seria contusão no joelho que ameaça sua participação no mundial, e Maradona segue sua trajetória de sucesso na Itália o desfecho desta questão chega com Maradona passando de vilão a herói dando a Argentina com um time em que ele era o astro rei o título e atuações fantásticas e gols marcantes de todo jeito até de mão e Zico passando de herói a vilão por ter perdido um pênalti contra a França no tempo normal no jogo que eliminou o Brasil da Copa, Maradona depois seguiu brilhando até o inicio da década de 90 quando seu mundo deu um volta ao contrario com escândalos com drogas e seu retorno à Argentina e Zico continuou no Flamengo até 1989 conquistou a Copa União de 1987 seguiu até o Japão onde virou ídolo por difundir o futebol na terra do sol nascente.
Para mim Zico foi um Titã da bola um jogador que os números jamais poderão omitir seu brilho, suas jogadas e seus belos gols até hoje são lembrados não só por torcedores do Flamengo, da Udinese e do Kashima Antlers da Seleção Brasileira, Zico encantou o Brasil e o mundo suas cobranças de faltas seus lançamentos sua classe sempre em busca do gol e foram muitos gols 812 no total da sua carreira, Zico não foi só jogador de Maracanã, Zico foi jogador da vários estádios pelo Brasil, foi jogador do Estádio Centenário em Montevidéu, foi jogador do Estádio Comunalle de Friuli, foi jogador do Estádio Nacional de Tóquio, foi jogador de vários estádios do Mundo.
Para mim Maradona foi um gênio da bola, um artista que brincava de jogar futebol seus números generosos traduzem o que ele representou para o futebol mundial, sua plástica impressionante agilidade seus toques de canhota como no gol histórico contra a Inglaterra o domínio da bola os dribles todos com a perna esquerda, aliás um inglês me confessou que por causa de gol marcado os ingleses não choram muito o gol de mão marcado antes no mesmo jogo pois este gol valeu por mil.
Números da Carreira:
Zico (Flamengo, Udinese, Seleção Brasileira e Kashima Antlers)
Gols: 812
Títulos: Mundial Interclubes 1981, Libertadores 1981, 7 Campeonatos Carioca, 3 brasileiros e 1 Copa União 1987, Torneio Bicentenário dos EUA em 1976 pela Seleção Brasileira, bola de ouro revista placar 74 e 82, melhor jogador das Américas em 77 e 82 em 1981 eleito o melhor jogador do mundo pelas revistas EL Mundo, Guerin Esportivo e El Balón.
Maradona (Argentino Juniors, Boca Juniors, Barcelona, Napoli, Sevilha, New Old Boys)
Gols: 345
Títulos: Mundial 1986 e Mundial Junior 1979 pela Seleção Argentina, 2 Campeonatos Italianos, 1 Copa Itália e 1 Copa da Uefa pelo Napoli, 1 Copa do Rei pelo Barcelona, eleito melhor jogador do Mundo em 1986 e das Américas em 79,80, 86 e 89
Confrontos Diretos:
02/08/1979 – BRASIL 2 X 1 ARGENTINA – Maracanã/BRA
15/09/1981 – FLAMENGO 2 X 0 BOCA JUNIOR – Maracanã/BRA
02/07/1982 – BRASIL 3 X 1 ARGENTINA – Sarriá-ESP
06/01/1985 – NAPOLI 4 X 3 UDINESE – Napoli/ITA
Gols nos confrontos:
Zico 4 x 2 Maradona
Fonte: Pesquisa dos Confrontos, Gols e Numeros da Carreira Biografias de Zico e Maradona.
Blog História do Futebol & x7) Perfis & x12) Historia do Futebol & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 13 Abr 2008
EM BURACO DA DEFESA DO LEÃO ” TATU ” CAMINHA DENTRO (FESTA DE GOLS NA BAHIA)
Amigos realmente como no ano passado, em que tivemos um jogo na abertura do quadrangular final do campeonato baiano de 2007 com um BA-Vi de onze gols o famosos BAHIA 5 - 6 VITÖRIA com a festa de Indio, este ano não esta sendo diferente, pois hoje a tarde no Barradão houve um jogaço com 10 gols, VITÓRIA 5 - 5 VITÓRIA DA CONQUISTA pela segunda rodada deste quadrangular final, com destaque para o atacante TATU da equipe de Vitória da Conquista que vem sendo este ano o carrasco da defesa rubro-negra, em 3 jogos contra o Vitória da capital o atacante cavador já marcou 5 gols ou seja ele vem escavando bem a zaga do Leão da Barra levando a todos a fazerem aquelas piadinhas mais aqui: sem duplo sentido.
NOME: Rômulo André Lopes (Tatu)
POSIÇÃO: Atacante
ALTURA: 1,78m
PESO: 68Kg
DATA DE NASCIMENTO: 05/12/84
LOCAL DE NASCIMENTO: Guanambi (BA)
TATU guardem bem este nome o jovem atacante revelação do campeonato baiano 2008, já marcou 15 gols na competição.
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 07 Abr 2008
SOUTHWEST CUP - ESTADOS UNIDOS
A SOUTHWEST CUP é um torneio aberto a todas as equipes representativas das nações indígenas americanas dos estados do Colorado, Utah, California, Arizona, New Mexico e Nevada. Este torneio é disputado a cada dois anos e seus campeões nestes anos de disputa foram:
1957: Navajos
1959: Navajos
1961: Navajos
1963: Mescalero
1965: Taos Pueblo
1967: Fort Mojave
1969: Walker River
1971: Colorado River
1973: Navajo Nation
1975: Fort Mojave
1977: Moapa
1979: Cahuilla
1981: San Carlos
1983: Laguana Pueblo
1985: Cibola County
1987: Southern Ute
1989: Navajo Nation
1991: Pyramid Lake
1993: Pyramid Lake
1995: Hualapai
1997: Hopi
1999: La Paz County
2001: Hopi
2003: Navajo Nation
2005: San Carolos
2007: Zuni
Blog História do Futebol & x7) Perfis & x12) Historia do Futebol & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 03 Abr 2008
VAMOS ESCALAR
AMIGOS DO BLOG VENHO POIS MEIO DESTE PROPOR QUE TODOS OS PARTICIPANTES ESCOLHAM AS SUAS MELHORES SELEÇÕES BRASILEIRAS: A QUE VOCÊS VIRAM JOGAR E AQUELE A MELHOR DE TODOS OS TEMPOS, E TAMBÉM AS SELEÇÕES DO MUNDO IGUALMENTE AS SELEÇÕES DO BRASIL E AI QUE TAL VAMOS LÁ DEPOIS VEREMOS QUAIS OS ATLETAS QUE FORAM MAIS VOTADOS E FORMAREMOS AS SELEÇÕES DO BLOG HISTÓRIA DO FUTEBOL.
ABAIXO EU JA MANDO AS MINHAS SELEÇÕES:
Seleção Brasileira que eu vi jogar:
LEÃO; LEANDRO, OSCAR, LUIZINHO E MARINHO CHAGAS; FALCÃO, ZICO E RIVELINO; RONALDO FENOMENO, ROMÁRIO E CARECA.
NO BANCO: TAFFAREL; JORGINHO, ALDAIR, AMARAL E JUNIOR; CEREZO, SOCRATÉS E KAKÁ; LEIVINHA, REINALDO E EDER.
Seleção Brasileira de todos os tempos :
LEÃO; DJAMA SANTOS, DOMINGOS DA GUIA, BELLINI E NILTON SANTOS; DIDI E GERSON; GARRINCHA, PELÉ, ROMÁRIO E RIVELINO.
NO BANCO: TAFFAREL; CARLOS ALBERTO TORRES, PIAZZA, ZÓZIMO E RILDO; ZITO E JAIR DA ROSA PINTO; ZIZINHO, LEONIDAS DA SILVA, ADEMIR MENEZES E RONALDO FENOMENO.
Seleção do Mundo que vi jogar:
SEEP MEIER; AMOROS, BARESI, BECKEMBAUER E MALDINI; FALCÃO, PLATINI E ZIDANE; CRUYFF, ROMÁRIO E MARADONA.
BANCO: DINO ZOFF; LEANDRO, PASSARELA, BLANC E BREHME; TIGANÁ, ARDILES E CRISTIANO RONALDO; NESKEENS, GERD MULLER E RONALDO FENOMENO.
Seleção do Mundo de todos os tempos:
YACHIN; DJALMA SANTOS, BECKEMBAUER, BARESI E NILTON SANTOS; DI STEFANO E PELÉ; PUSKAS, EUSÉBIO, MARADONA E CRUYFF.
BANCO: ZAMORA; BOBBY MOORE, OBDULIO VARELA E KROL; KOPA , ZIDANE E MASOPUST; FONTAINE, FRITZ WALTER, KOCSIS E ROMÁRIO.
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol Decio Vital em 02 Abr 2008
Protegido: 1907 - 1o. Campeonato Brasileiro de Seleções
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 25 Mar 2008
BRASIL CAMPEÃO PANAMERICANO DE 1956
24/1/1956
Brasil 1x4 Chile
Tipo: Oficial de competição
Competição: Campeonato Sul-Americano
Local: Estádio Centenário
Cidade: Montevidéu (Uruguai)
Árbitro: C. de Nicola (Paraguai)
Técnico: Osvaldo Brandão
Brasil: Gilmar, Djalma Santos, Mauro Oliveira e Alfredo Ramos; Zito e Julião; Maurinho (Nestor), Del Vecchio (Baltazar), Álvaro, Jair da Rosa Pinto e Canhoteiro.
Gol: Maurinho.
29/1/1956
Brasil 0x0 Paraguai
Tipo: Oficial de competição
Competição: Campeonato Sul-Americano
Local: Estádio Centenário
Cidade: Montevidéu (Uruguai)
Árbitro: S. Bustamante (Chile)
Técnico: Osvaldo Brandão
Brasil: Gilmar, Djalma Santos, De Sordi e Alfredo Ramos; Formiga e Roberto Belangero; Nestor, Álvaro, Del Vecchio (Baltazar), Jair da Rosa Pinto (Luizinho) e Maurinho.
1/2/1956
Brasil 2x1 Peru
Tipo: Oficial de competição
Competição: Campeonato Sul-Americano
Local: Estádio Centenário
Cidade: Montevidéu (Uruguai)
Árbitro: W. Rodriguez (Uruguai)
Técnico: Osvaldo Brandão
Brasil: Gilmar, Djalma Santos, De Sordi e Alfredo Ramos; Formiga e Roberto Belangero; Nestor (Maurinho), Álvaro (Zezinho), Baltazar, Luizinho e Canhoteiro.
Gols: Álvaro e Zezinho.
5/2/1956
Brasil 1x0 Argentina
Tipo: Oficial de competição
Competição: Campeonato Sul-Americano
Local: Estádio Centenário
Cidade: Montevidéu (Uruguai)
Árbitro: W. Rodriguez (Uruguai)
Técnico: Osvaldo Brandão
Brasil: Gilmar, Djalma Santos, De Sordi e Alfredo Ramos; Formiga e Roberto Belangero; Maurinho, Luizinho, Del Vecchio (Álvaro), Zezinho e Canhoteiro.
Gol: Luizinho.
10/2/1956
Brasil 0x0 Uruguai
Tipo: Oficial de competição
Competição: Campeonato Sul-Americano
Local: Estádio Centenário
Cidade: Montevidéu (Uruguai)
Árbitro: J. Brozzi (Argentina)
Técnico: Osvaldo Brandão
Brasil: Gilmar, Djalma Santos, De Sordi e Alfredo Ramos; Formiga e Roberto Belangero; Maurinho, Del Vecchio (Baltazar), Zezinho, Luizinho e Canhoteiro.
1/3/1956
Brasil 2x1 Chile
Tipo: Oficial de competição
Competição: Campeonato Pan-Americano
Local: Estádio Olímpico
Cidade: Cidade do México (México)
Árbitro: A. Rossi (Argentina)
Técnico: Teté
Brasil: Sérgio, Florindo e Duarte; Odorico, Oreco e Ênio Rodrigues; Luizinho RS, Bodinho, Larry (Juarez), Ênio Andrade e Raul.
Gols: Luizinho RS e Raul.
6/3/1956
Brasil 1x0 Peru
Tipo: Oficial de competição
Competição: Campeonato Pan-Americano
Local: Estádio Olímpico
Cidade: Cidade do México (México)
Árbitro: A. Rossi (Argentina)
Técnico: Teté
Brasil: Sérgio, Florindo e Duarte; Odorico, Oreco e Ênio Rodrigues (Figueiró); Luizinho RS, Bodinho, Larry, Ênio Andrade e Raul.
Gol: Larry.
8/3/1956
Brasil 2x1 México
Tipo: Oficial de competição
Competição: Campeonato Pan-Americano
Local: Estádio Olímpico
Cidade: Cidade do México (México)
Árbitro: C. Vicuña (Chile)
Técnico: Teté
Brasil: Sérgio, Florindo e Duarte; Odorico, Oreco e Figueiró; Luizinho RS, Bodinho, Larry (Juarez), Ênio Andrade e Raul (Chinesinho).
Gols: Bodinho e Bravo (contra).
13/3/1956
Brasil 7x1 Costa Rica
Tipo: Oficial de competição
Competição: Campeonato Pan-Americano
Local: Estádio Olímpico
Cidade: Cidade do México (México)
Árbitro: C. Vicuña (Chile)
Técnico: Teté
Brasil: Valdir, Florindo e Duarte; Odorico, Oreco e Ênio Rodrigues (Figueiró); Luizinho RS, Bodinho, Larry, Ênio Andrade e Chinesinho.
Gols: Bodinho, Chinesinho (3) e Larry (3).
Brasil 2 x 2 Argentina
Data: 18 de março de 1956
Campeonato Pan-Americano
Local: Estádio Universitário da Cidade do México
Público: 50.000 pagantes
Árbitro: Claudio Vicuña Larrain (Chile)
Gols: Chinesinho 25′, José Yudica 36′, Ênio Andrade 58′ e Enrique Sivori
Brasil: Valdir (Renner); Florindo (Internacional), Figueró (Grêmio)- DUarte (Internacional),Odorico (Internacional) e Oreco (Internacional);Ênio Rodrigues (Grêmio), Ênio Andrade (Renner-RS);Luizinho (Internacional), Bodinho (Internacional), Larry (Internacional) e Chinesinho (Internacional)
Técnico: José Francisco Duarte Júnior, o “Teté”.
Argentina: Antônio Dominguez; Luis Cardoso, Juan Filgueiras; Nicolas Daponte, Héctor Guidi, Natalio Sivo; Luis Pentrelli, Francisco Loiácono (Oscar Di Stéfano), Benito Cejas, Enrique Sivori e José Yudica. Técnico: Guilhermo Stábile.
10 JOGOS
06 VITÓRIAS
03 EMPATES
01 DERROTA
18 GOLS MARCADOS
10 GOLS SOFRIDOS
08 GOLS DE SALDO
Fonte:acervo pessoal
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 24 Mar 2008
DÚVIDAS SOBRE JOGOS DO FLUMINENSE
Aproveitando uma dúvida do amigo Dagoberto Willig, conforme o email abaixo:
“Prezado Julio. Bom Dia. Feliz Páscoa. Gostaria de que o senhor ou os demais participantes dêsse maravilhoso Blog pudessem me tirar uma dúvida.
No Livro do ” Olímpicus ” História do Futebol (até 1950), êle diz: os dois primeiros jogos entre seleções Rio-S.Paulo foram em 1901. Após entre clubes em 1902 nos dias 4 e 5 de Outubro. Fluminense x Internacional = 2 x 0 e 3 x 0, no Rio. Depois mais 3 cotejos do FLU contra 3 Paulistas em 1903.
Bem, na relação de jogos do FLU na RSSSF, não contem os 2 jogos de 1902. Essa é minha dúvida e pergunto se podem esclarecer-me outras futuramente.
Muito grato e Felicidades. Dagoberto.”
Bem, pesquisando no livro “História do Fluminense” de Paulo Coelho Netto publicado pela primeira vez, em sua página 39 esta dúvida é dirimida. Veja o texto extraído abaixo:
” O intercambio das relações esportivas entre os clubes do Rio e São Paulo iniciou-se a 4 de outubro de 1902, quando se defrontaram no campo do Paysandu Cricket Club, o Sport Club Internacional, de São Paulo e um combinado constituído por elementos do Fluminense e Paysandu, promotores da excursão.
Os paulistas perderam por 2x0 e, no dia imediato, o combinado local confirmou a superioridade triunfando por 3x0.”
Desta forma conclui-se que este jogos não são do Fluminense e sim de um combinado, por isto estas partidas não constam na relação de jogos disputados pela equipe carioca.
Blog História do Futebol & (SÃO PAULO) & x12) Historia do Futebol & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 20 Mar 2008
O DIA QUE O ESPANHA VIROU JABAQUARA
Abaixo transcrição da matéria publicada no jornal A Tribuna, de Santos / SP publicada em 08 de dezembro de 1942, em que está descrita a Assembléia Geral ocorrida no dia anterior e que transformou o ESPANHA FUTEBOL CLUBE em JABAQUARA ATLÉTICO CLUBE:
“O Espanha Futebol Clube realizou ontem a sua anunciada assembléia geral, no transcurso da qual foram debatidos assuntos de relevante importância, sobressaindo aquele que modificou a sua denominação para Jabaquara Atlético Clube, local histórico da cidade onde se fundou o clube há 28 anos atrás.
Existiam os nomes de 15 de Novembro e de Cruzeiro do Sul, este sugerido pelo Conselho e aquele, particularmente pelo Cap. Padilha. Entretanto, devido a existência em nossa cidade de clubes com tais denominações, registrados na Comissão Central de Esportes, tornou-se vencedora a proposta do sr. Raul Vasques Rios, para que ao Espanha fosse dado o nome de Jabaquara Atlético Clube.
Em torno do assunto falaram vários associados, entre outros os srs. José D’Áurea, Damasco Paiva Magalhães, Henrique Esteves e José Pereira Carolo. Por proposta do sr. Julio Moreno, ao ser aprovada a nova denominação, a assembléia manifestou sua saudade ao antigo nome através de calorosos aplausos.
As cores do Jabaquara Atlético Clube serão as mesmas que usava o Espanha: encarnada e amarela.
O sr. José Pereira Carolo, presidente do clube, que se conduziu destacadamente nessa assembléia dirigindo com serenidade e ao mesmo tempo com entusiasmo a discussão e explicação de diversos assuntos de ordem social, ao terminar a reunião exaltou o trabalho da imprensa e do rádio em favor do Espanha F.C., pedindo que fossem aclamados.
Logo depois eram encerrados os trabalhos, cuja presidência esteve a cargo do sr. Gumercindo Faria”.
Blog História do Futebol & x9) CURIOSIDADES & x12) Historia do Futebol & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 11 Mar 2008
ESTES GORDINHOS MARAVILHOSOS E SUA FOME DE FAZER GOLS
Ferenc Puskas Biró, nascido em Budapeste em 02 de Abril em 1927, maior jogador do Leste Europeu e um dos maiores goleadores do mundo com 766 em 851 partidas média de 0,90 gol por jogo, pela Seleção Húngara marcou 84 gols em 85 jogos medalha de ouro em 1952 nas Olimpíadas de Helsinki, conhecido como Major Galopante por ser Major da Cavalaria Húngara com 358 gols pelo Honved e 324 pelo Real Madrid, atuou também pela Seleção Espanhola na Copa de 62 ao lado de Alfredo Di Stefano levou o Real Madrid á condição de melhor time do mundo e foi o lado do argentino o melhor do mundo antes da era Pelé. Faleceu em Budapeste em 17/11/2006.
Alcindo Martha de Freitas, nascido em Sapucaia do Sul/RS em 31 de Março de 1945, conhecido como Bugre Xucro foi o segundo maior artilheiro do Grêmio em Gre-Nais com 12 gols e 264 gols em sua passagem pelo clube é o maior artilheiro da história tricolor, forte e um pouco acima do peso em certas ocasiões era colocado deitado no meio do gramado durante o sol quente só com proteção na cabeça e coberto por cobertores para perder peso, jogou até 1978 e na Seleção marcou 7 gols e disputou a Copa de 66.
Antônio Wilson Vieira Honório, conhecido Coutinho, nasceu em Piracicaba em 11 de Junho de 1943, considerado o grande parceiro do Rei. Muito habilidoso fez grandes jogadas com Pelé (as famosas “tabelinhas”, ou seja, passes seguidos de um para o outro, algumas vezes usando só a cabeça, e que geralmente acabava com um dos dois chutando à gol, acabou encerrando a carreira precocemente, devido a sua tendência para engordar. Era para ser o titular da Seleção Brasileira na Copa de 1962, mas se machucou na véspera da competição e perdeu o lugar para o Vavá campeão de 1958 Coutinho tinha como principais virtudes a frieza e a tranqüilidade nas finalizações. Ele tinha duas grandes características: driblava os adversários em poucos espaços e finalizava um lance com uma perfeição raramente vista. Dessa forma, recebeu o apelido de “gênio da pequena área”, marcou 370 gols pelo Santos.
Gerhard Müller nascido em Nördlingen, em 03 de Novembro de 1945 apelidado de Der Bomber ou O Bombeiro este baixinho e gordinho foi sete vezes artilheiro da Bundesliga e até a Copa de 2006 era o maior artilheiro em Copa do Mundo com 14 gols superado por um aparentemente gordinho Ronaldo Nazário, autor de 763 gols na carreira, Müller sofria por causa de seu tipo físico, mas depois as defesas é que sofreram, e parou de ser chamado de “der dick” ou “o gordo”, agora era o homem bomba. Müller de estatura mediana (1,74m), atarracado (74kg e pernas curtas e muito grossas, que davam a impressão de ser mais baixo do que era), atuava como centro-avante em um futebol que em geral aprecia centroavantes altos, mas que tinha em Müller, Uwe Seeler (de 1,65m) e Klaus Fischer (igualmente com 1,74m), alguns dos melhores centroavantes de sua história e grandes ídolos do futebol germânico.
Jorge Augusto Ferreira de Aragão’, o Beijoca nascido em Salvador em 23 de Abril de 1954, foi um grande e talvez o maior atacante que desfilou nos gramados da Bahia. Beijoca foi um dos grandes ídolos do Esporte Clube Bahia com 106 gols com a camisa do Bahia, defendeu vários clubes como Fortaleza, Flamengo, Sport, Vitória e Catuense, fanfarrão sempre vivia em briga constantes com a balança, apesar do peso o que lhe rendeu o apelido de trator dado por Jorge Curi depois de um jogo contra o Botafogo/RJ no Maracanã e outras confusões que aprontava dentro e fora dos gramados, adorava um acarajé acompanhado de várias cervejinhas.
José Ferreira Neto, ou simplesmente Neto, nascido em Santo Antonio de Posse em 9 de setembro de 1966, entre bons e maus momentos vividos em sua carreira e sua eterna briga com a balança onde confessa que não resistia a pasteis, guloseimas e refrigerantes, polêmico mais um dos gênios da bola, defendeu os 4 grandes times de São Paulo, mais foi no Corinthians que se tornou ídolo ao levar o time a conquista do brasileiro de 1990, exímio batedor de faltas e escanteios foi autor de belos gols desde os tempos de Guarani, jogou no Bangu, Atlético/MG pela seleção brasileira marcou 7 gols e 26 jogos. Fez mais de 110 gols em sua carreira.
Blog História do Futebol & (SÃO PAULO) & CLUBES & x9) CURIOSIDADES & x12) Historia do Futebol & Artigos-Michel McNish Michel McNish em 11 Mar 2008
Protegido: Curiosidades da Ponte Preta
Blog História do Futebol & (SÃO PAULO) & x12) Historia do Futebol & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 01 Mar 2008
Protegido: A HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO DA SOCIETÀ SPORTIVA PALESTRA ITÁLIA - SÃO PAULO
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 29 Fev 2008
NOVO SISTEMA DE DEFENDER PENALTIS !!!
Achei interessante esta matéria publicada na edição de 01 de outubro de 1941 no Jornal A Tribuna, de Santos/SP. Mostra a fase romântica de nosso futebol:
Rio, 30 (Da Sucursal) - Publica-se hoje nesta capital: Muita coisa curiosa se tem verificado no futebol carioca, desde a sua implantação.
Mas o que aconteceu ontem na preliminar do jogo Vasco x Bangu, acreditamos que seja absolutamente inédito. O caso é que foi marcado um penalti contra o Bangu. Manoel Rocha tomou posição para bater a falta máxima e o goleiro suburbano, abaixando-se, apanhou um punhado de terra e ficou esfregando-o nas mãos. A impressão era que o rapaz estivesse preparando as “munhecas” para defender o penalti.
mas o que aconteceu, no entanto, foi o inesperado absoluto. Assim é que, ao trilar o apito do juiz, ordenando a batida da falta, o goleiro banguense adiantou-se no arco e arremessou o “bolo” de terra, no rosto de Manoel Rocha, pretendendo com isso por certo, tirar-lhe a visão do gol. O juiz é que não concordou com o recurso anti-esportivo e violento do goleiro suburbano e expulsou-o imediatamente do campo”.
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol Edu Cacella em 21 Fev 2008
NEWS:Mais um alvinegro na calçada da fama
Mendonça, que atuou no clube entre 75 e 82, terá nome eternizado no Maracanã
GLOBOESPORTE.COM Do Rio de Janeiro
Ás vésperas da decisão da Taça Guanabara, os ventos começam a soprar a favor do Botafogo, pelo menos para os mais supersticiosos. Mais um jogador que fez história vestindo a camisa alvinegra será eternizado na calçada da fama do maior estádio do mundo, o Maracanã. Trata-se de ex-meio-campista Mendonça, que atuou com o uniforme que consagrou ídolos como Garrincha e Nílton Santos, entre os anos de 1975 e 1982.
A cerimônia que eternizará o nome de Mendonça no Maracanã está marcada para às 15h do próximo domingo, logo antes da partida entre Botafogo e Flamengo, decisão da Taça Guanabara.
Milton da Cunha Mendonça fez 360 partidas como profissional pelo Botafogo, marcando 116 gols. Tais números o colocam como 16º jogador que mais vestiu a camisa alvinegra em todos os tempos e o 14º na lista dos maiores artilheiros da história do clube.
Dentre os mais de 100 gols marcados pelo time da estrela solitária, O mais marcante da carreira de Mendonça foi justamente contra o Flamengo, em 1981. O meia aplicou um drible, que ficou conhecido como “baila-comigo”, em Júnior e tocou de maneira inapelável na saída de Raul.
Agora, só resta a torcida do Botafogo esperar que os novos integrantes do esquadrão alvinegro absorvam um pouco da gloriosa história do clube e levem o Botafogo ao título da Taça Guanabara
Blog História do Futebol & (PARANÁ) & x12) Historia do Futebol & Artigos-Rodrigo Santana Rodrigo Santana em 15 Fev 2008
Protegido: FUTEBOL EM PONTA GROSSA - UM RESUMO HISTÓRICO
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol Edu Cacella em 11 Fev 2008
Protegido: Torneio Internacional do Morumbi, 1957
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 01 Fev 2008
FUNDAÇÃO DO SINDICATO DOS JOGADORES DE FUTEBOL, UM AVANÇO PARA A ÉPOCA !!
Abaixo transcrevo notícia publicada nos jornais (respeitando a grafia da época), anunciando a fundação do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol em 30 de junho de 1939:
“Rio, 30 – Foi hoje fundado o Syndicato dos Jogadores Profissionaes de Futebol.
À reuninão compareceu grande número de jogadores, destacando-se os seguintes: Walter, Leônidas, Romeu, Batataes, Machado, Adilson, Og, Villa, Yustrich, Possato, Jarbas, Volante, Fogueira, Novelli, Hércules e Odir.
Presidiu a sessão inaugural, o representante do ministério do Trabalho, sr. Moacyr Mesquita, assistido pelo representante da Ordem Política Social, sr. Raphael Amadeu.
Foi eleita uma commissão executiva provisória, que elaborará os estatutos da nova associação de classe.
A commissão executiva ficou assim constituída: presidente, Walter Goulart; vice-presidente, Hércules Miranda; primeiro secretário, Dorival Kuipell (Yustrich); segundo secretário, Adilson Ferreira Arantes; primeiro thesoureiro, Leônidas da Silva e, segundo thesoureiro, Luis Villa.
O novo Syndicato será reconhecido officialmente antes do dia 15 de julho.
Durante o dia de hoje, a novel associação recebeu novas adhesões, subindo já à cerca de cem, o número de players que o apóiam.”
Fonte: Jornal A Tribuna, de Santos/SP
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 15 Jan 2008
Protegido: A HISTÓRIA DE ARTHUR FRIEDENREICH
Blog História do Futebol & (SANTA CATARINA) & x12) Historia do Futebol & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 13 Jan 2008
POR ONDE ESTEVE A FEDERAÇÃO CATARINENSE DE FUTEBOL
Desde quando foi fundada nas dependências do Centenário Colégio Catarinense, em 1924, a antiga Liga Santa Catharina de Desportos Terrestres, esteve situada em 14 sedes.
Os 12 primeiros endereços foram na Capital do Estado, os dois últimos e o definitivo, serão em Balneário Camboriú.
Quatro fatos envolvendo a questão da sede própria da Federação Catarinense de Futebol estão registrados nas legislações Estadual e Municipal. Em 27 de setembro de 1972, o Governador do Estado, Colombo Machado Sales, autorizou o Poder Executivo a alienar o Estádio Adolfo Konder em favor do Avaí Futebol Clube, como retrata o texto original da Lei Estadual nº4.781, de setembro de 1972. Após a decisão, a FCF ficou por mais 5 anos sediada no Estádio Adolfo Konder, e em 1977, a Entidade retornou a Rua Felipe Schmidt, no Centro de Florianópolis.
Até maio de 1996 a Federação Catarinense de Futebol esteve na Capital, quando situada a Rua São Jorge, no Centro. E aos dez anos da administração do Presidente Delfim Pádua Peixoto Filho, o então Prefeito Municipal de Balneário Camboriú, Luiz Eduardo Cherem, sancionou a Lei Municipal nº1578 de 13 de maio de 1996, cedendo a Federação Catarinense de Futebol uma área de 4.303 m2, na Rua Libéria, aos fundos do Estádio Municipal, no Bairro das Nações, em Balneário Camboriú, pelo período de 99 anos, sendo prorrogável por mais 99, se assim o Poder Executivo determinar, para que a Entidade construísse sua sede própria.
Antes da Federação Catarinense de Futebol viabilizar a construção, em 22 de novembro de 1999, a Prefeitura necessitou ampliar a Fundação Municipal de Esportes e utilizou a área anexa ao Estádio Municipal. Sendo assim, o então Prefeito Municipal de Balneário Camboriú, Leonel Arcângelo Pavan, revogou a Lei 1578 de 13 maio de 1999, porém autorizou a indicação de uma nova área à construção da sede da Federação Catarinense de Futebol. Honrando o compromisso do Poder Executivo de Balneário Camboriú com o futebol catarinense, em 17 de dezembro de 2003, o Prefeito Municipal, Rubens Spernau, através da Lei Municipal nº 2304, indicou um novo terreno à construção da sede própria da Federação Catarinense de Futebol.
Setenta e nove anos após ser fundada, a antiga Liga Santa Catharina de Desportos Terrestres, no terceiro milênio, denominada Federação Catarinense de Futebol, tinha o local para construir sua sede própria. Desde 1996 no Litoral Norte do Estado, a FCF esteve localizada até 2002 na Avenida do Estado, nº 1780 e até hoje está situada na Rua 2350, nº 560 - Centro – Balneário Camboriú.
Todos os endereços do futebol catarinense:
1924 / 1927 - Colégio Catarinense - Rua Esteves Júnior - Centro - Florianópolis
1927 / 1928 - C.R. Aldo Luz - Rua João Pinto - Centro - Florianópolis
1828 / 1937 - Sociedade Beneficente Liga Operário - Rua Tiradentes - Centro - Florianópolis
1937 / 1941 - Rua Trajano - Centro - Florianópolis
1941 / 1944 - Rua Felipe Schmidt, nº34 - Centro - Florianópolis
1944 / 1954 - C.R. Aldo Luz - Rua João Pinto - Centro - Florianópolis
1955 / 1962 - Rua Tiradentes, nº 4 - Centro - Florianópolis
1962 / 1977 - Rua Bocaiúva - Estádio Aldopho Konder - Centro - Florianópolis
1977 / 1984 - Rua Felipe Schmidt, nº390, Ed. Comasa - Centro - Florianópolis
1984 / 1987 - Rua Vidal Ramos, nº 110 - Centro - Florianópolis
1987 / 1989 - Rua Ademar Grijó - Bairro Coqueiros - Florianópolis
1989 / 1995 - Rua Armando Valério de Assis , nº 89 - Morro do Antão - Florianópolis
1995 / 1996 - Rua São Jorge, nº 147 - Centro - Florianópolis
1996 / 2002 - Avenida do Estado, nº 1780 - Centro - Balneário Camboriú
2002 / 2007 - Rua nº 2350, nº 560 - Centro - Balneário Camboriú
2007 / – Rua Angelina, esquina Sexta Avenida – Bairro dos Municípios - Balneário Camboriú
Site: Federação Catarinense de Futebol
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 12 Jan 2008
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Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 19 Dez 2007
A PACIFICAÇÃO DO FUTEBOL PAULISTA
Em 1937 o futebol brasileiro e em especial o paulista vivia uma grave crise, com duas ligas organizando o futebol (Associação Paulista de Esportes Atléticos e Liga Paulista de Futebol). Este fato contribuía para o enfraquecimento de diversos clubes, devido a proibição de intercâmbio entre eles e a realização de dois campeonatos distintos com algumas equipes de questionável qualidade técnica.
Finalmente em 10 de agosto deste ano, os dirigentes das duas ligas resolveram pacificar o futebol, com a presença de uma única entidade regendo o futebol paulista, era o fim da APEA.
Abaixo transcrevo a íntegra do documento assinado pelos dirigentes das duas entidades e seus clubes filiados:
“ Os clubes fundadores e efetivos da Liga paulista de Futebol, Palestra Itália, S.C. Corinthians Paulista, C.A. Juventus, C.A. Estudante Paulista, Santos F.C., Espanha F.C., A.A. Portuguesa, São Paulo F.C., São Paulo Railway A.C. e Lusitano F.C., por seus presentes e representantes, reunidos na sede da Liga, aos 10 dias do mês de 1937, com a presença dos srs. Pedro Novaes e Pedro Magalhães de Correa, presidentes, respectivamente, do Clube de Regatas Vasco da Gama e América F.C. do Rio de Janeiro, como mediadores da pacificação do futebol paulista, depois de ouvida a palavra destes mesmos esportistas, resolvem: para valer como contrato entre os interessados e tendo em vista o seu sincero e ardente desejo de ver coroada de êxito a pacificação, o seguinte:
1º - A Liga Paulista de Futebol compromete-se a receber em seu seio a Associação Portuguesa de Esportes e o C.A. Ypiranga, desta capital, na categoria de fundadores e bem assim a promover para a mesma categoria os atuais efetivos: Lusitano F.C., São Paulo F.C. e S.P.R. A. Clube.
2º Os demais clubes indicados pela Associação Portuguesa de Esportes e C.A. Ypiranga, no ato da assinatura deste, serão admitidos como efetivos, para com os demais filiados da Liga, disputarem o campeonato intermediário que for organizado.
3º - Em conseqüência do compromisso contido no item 1º, a Associação Portuguesa de Esportes e o C.A. Ypiranga serão considerados desde logo filiados à Liga paulista de Futebol.
4º - Os clubes presentes a esta reunião comprometem-se, por seus representantes credenciados na assembléia geral, a ser designada para este fim, a fazer a classificação referida no item 1º e bem assim a alterar o nome da Liga Paulista para Liga de Futebol Paulista.
5º - Fica reafirmado o princípio estatutário contido no artigo 25º, de que, em hipótese alguma, os clubes fundadores podem ser excluídos da disputa do único campeonato da divisão principal.
6º - Os estatutos da Liga Paulista de Futebol em vigor, só serão modificados em assembléia geral no artigo 22º quanto ao número e nome dos fundadores, que passará a ser de 12, de acordo com as resoluções anteriores, com a inclusão dos admitidos e promovidos e bem assim a denominação da entidade, de acordo com o item 4º.
7º - A Associação Portuguesa de Esportes e C.A. Ypiranga sé começarão a concorrer a campeonatos da divisão principal a partir de 1938, inclusive, e obrigam-se a obedecer e respeitar as datas que lhes forem concedidas para jogos amistosos no corrente ano.
Em 10 de agosto de 1937.
Do acordo, entrando em vigor este contrato no dia em que seja ratificado em assembléia geral da Liga paulista de Futebol, como preceitua o item 4º.
(aa.) Pedro Magalhães, Pedro Novaes, J. Coimbra (Associação Portuguesa de Esportes), Pedro Noschese (Ypiranga), Raphael Parisi (Palestra), Manoel Correcher (Corinthians), Armando Lorenzoni (Juventus), Cássio villaça (Estudante Paulista), J. Martins (Santos F.C.), João Vivian (Espanha), Augusto Mundei Junior (A.A. Portuguesa), Frederico Menzel e tenente Porfírio da Paz (São Paulo F.C.), Casimiro Correa (S.P.R.) e Arthur César Lopes e Silva Freire (Lusitano).
Os clubes a que se refere o item 2º do pacto, são os seguintes: Tremembé, 1º de Maio, Corinthians de Santo André, São Caetano, Humberto Primo e Ordem e Progresso.”
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 18 Dez 2007
MORTE NO FUTEBOL EM 1936
Abaixo transcrevo notícia publicada em 15 de março de 1936 no jornal “A Tribuna” de Santos, da morte de um jogador. Apesar da tristeza da notícia o que chama a atenção foi a forma que este atleta veio a falecer. Vamos a notícia:
” Realizava-se, hoje à tarde, no campo do João Rudge Futebol Clube, um renhido jogo de futebol no qual tomavam parte alguns jogadores dos nossos pirncipais clubes. A certa altura, a bola chutada com mais violência, foi cair no rio Tietê, que passa nos fundos do gramado daquele clube.
O campeão da APEA, João Rosetti, guardião da Portuguesa de Esportes, e que tomava parte no prélio como zagueiro do Rudge, atirou-se à água afim de apanhar a bola. Foi infeliz, no entanto, perecendo afogado. Chamado o Corpo de Bombeiros, compareceu a turma do socorro, que retirou o cadáver, removendo-o para o necrotério.
Sobre o caso há inquérito, tendo o triste acontecimento repercutido dolorosamente nos círculos esportivos de São paulo, onde Rosetti se tornara bastante popular e causando, particularmente, funda impressão na Portuguesa de Esportes, de cujo quadro era elemento de destaque.”
Blog História do Futebol & (SÃO PAULO) & x12) Historia do Futebol & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 12 Dez 2007
Protegido: O FUTEBOL SANTISTA EM 1935
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 06 Dez 2007
RELATÓRIO ANUAL DO FUTEBOL SANTISTA EM 1920
Abaixo coloco a cópia do relatório anual do ano de 1920 da ASSOCIAÇÃO SANTISTA DE ESPORTES ATLÉTICOS, apresentado pelo então presidente da entidade, sr. Henrique Soler, na assembléia geral realizada no dia 07 de março de 1921.
“ Senhores representantes:
Cumprindo um dever estabelecido na letra b, do art. 2º dos nossos estatutos, temos a honra de trazer ao vosso conhecimento os fatos mais importantes ocorridos na nossa gestão e relativos ao campeonato de 1920.
Novos campos de futebol – No dia 5 de setembro teve lugar a inauguração oficial do campo da A.A. Portuguesa. Este acontecimento veio remover uma das maiores lacunas desta associação. Com esta inauguração, teve esta associação dois campos para a realização dos jogos oficiais e pode abreviar o seu campeonato que estava bastante atrasado. Imitando o gesto e o esforço da A.A. ortuguesa, vemos com prazer, que outros clubes já iniciaram as obras de seus campos.
Mausoléu Laranja Vaz – Em 14 de novembro, no cemitério do Paquetá, fizemos entrega a Municipalidade deste mausoléu, que mandamos construir para perpetuar a memória de Laranja Vaz, o apóstolo da Caridade, durante a pandemia de gripe do ano de 1918.
Sede da Associação – Houve por bem a atual diretoria, aparelhar a associação com uma sede condigna dos clubes que representa e, assim, alugar mais uma sala no prédio onde funciona, e mandou proceder aos melhoramentos necessários, adquirindo móveis, material necessário a sua secreatria, e nomeou um auxiliar para a mesma, com o ordenado mensal de 70$000. A abertura da nova sede teve lugar em 22 de dezembro último, e realizou-se com a homenagem prestada ao nosso presidente de honra, sr. Coronel Joaquim Montenegro, digno governador da cidade, sendo colocado o retrato de sua exa. Na galeria destinada aos mesmos. Assistiram ao ato sua exa., pessoas representativas no nosso meio social, as representações esportivas e a imprensa.
Sessões – De assembléia geral realizamos 13 e 48 de diretoria, achando-se todas documentadas em atas.
Reforma dos estatutos – Em assembléia geral realizada em 24 de abril de 1920, foram aprovadas as reformas dos estatutos que regem esta entidade. A comissão que trabalhou foi composta pelos srs.: Brandão Junior, do C.A. Santista e Gervásio Silva, do S.P.R., e é digna de todos os elogios pela dedicação e inteligência com que se desobrigou de tão penosa tarefa.
Taça “Arnaldo Silveira” – De acorodo com a sua instituição, foi a Taça “Arnaldo Silveira”, doada pelo Diário de Santos, disputada entre um combinado desta associação e um primeiro quadro da 1ª divisão da Associação Paulista – A.A. São bento, em 22 de janeiro deste ano, de que resultou a vitória do São Bento por 1x0. Estava o combinado santista assim organizado: Ascanio, Euclides, Bueno, Brasílio, Quintino, Abelha, Cardoso, Isidoro, Abílio, Senna e Pedro de Moraes. Não representa este combinado, em absoluto, a força máxima da Associação Santista. Este fracasso foi sómente devido a política daqueles que se olvidam do respeito e do dever que devem a coletividade, para se preocuparem só com o seu eu, com seu clube.
Taça “A Nota” – Pelo sr. Alberto de Carvalho, ex-proprietário da revista “A Nota”, foi doada a esta associação uma taça para ser disputada em jogo amistoso, em benefício desta associação.
Campeonato inter-municipal Santos-Campinas – O primeiro encontro deste campeonato, em 1920, realizou-se em Campinas, em junho, saindo vencedor o nosso combinado, pela diferença de 6x3. O segundo jogo realizou-se nesta cidade, em 26 de setembro, vencendo o combinado campineiro por 3x2. Verificado o empate do ano e, de acordo com o regulamento que rege o campeonato, foi jogado o desempate em 31 de outubro, nesta cidade, vencendo o nosso combinado por 5x0. Ficamos por conseguinte, de posse, em segundo ano seguido, da taça “João Jorge Figueiredo”. O combinado vencedor estava assim organizado: Ascanio, Euclides, Bueno, Brasílio, Quintino, Abelha, Cardoso, Pinheiro, Abílio, Milton e Pedro de Moraes.
Clubes filiados em caráter extraordinário – Foi uma das melhores medidas introduzidas pelos novos estatutos, pois tivemos ocasião de aumentar o número de clubes que formam a associação; estes clubes são: Palestra Itália, A.A. Americana, A.A. Boa Vista (São Vicente), Vera Cruz F.C., Tecelagem F.C., Flamengo F.C. e E.C. Americano.
Inscrição de jogadores – O número de jogadores inscritos na primeira divisão foi de 501, assim distribuídos: Alliança 90, Brasil 88, Hespanha 72, S.P.R. 65, Atlético 54 e São Vicente 50. Na segunda divisão inscreveram-se 536, assim distribuídos: São Bento 106, Syria 71, Portuguesa 72, Lusitano 71, Edu Chaves 60, Internacional 58, União Fluminense 53 e Atlas 45.
Campeonato da 1ª Divisão – Este campeonato até o mês de outubro, realizou-se de forma anormal, no campo do Brasil F.C., sendo que mais tarde, com o auxílio do campo da A.A. Portuguesa, se normalizou. Em vista da questão Atlético e Aliança, ainda não podemos proclamar o campeão dos primeiros quadros. Nos segundos quadros é campeão o Brasil F.C., que fica com a posse definitiva da taça deste campeonato, por tê-la ganho três anos alternados. Nos terceiros quadros é campeão o América F.C..
Campeonato da 2ª Divisão – Os jogos deste campeonato foram realizados no campo da A.A. Santista e no Brasil F.C. É campeão nos primeiros quadros a A.A. Portuguesa, e nos segundos a A.A. Internacional.
A fotografia na inscrição do jogador – A assembléia geral, de 24 de fevereiro deste ano, estabeleceu a obrigação da prova fotográfica para a inscrição dos jogadores. É evidenetmente boa esta medida e vem por fim ao abuso de jogadores que mudam o nome para se inscreverem em diversos clubes.
Tesouraria da 2ª Divisão – Do cargo de tesoureiro da 2ª Divisão foi exonerado, por desidioso no cumprimento de seus deveres, o sr. Oscar Lopes. Na sua tomada de contas houve uma falta de 136$000, pelo que foi o mesmo convidado a entrar com esta importância ou dar explicações sobre o fato, o que até hoje não fez.
Aumento de clubes da 1ª Divisão – Por proposta da diretoria, na assembléia de 24 de fevereiro deste ano, foi elevado para dez o número de clubes que devem disputar o campeonato no corrente ano. Para as três vagas abertas com este aumento foram incluídos: a A.A. Portuguesa, vencedora do campeonato da segunda divisão; Palestra Itália e A.A. Americana, estes dois, em vista de sua ótima organização social.
Sub-comissão de futebol – Como membros desta sub-comissão, chegaram ao fim do mandato, prestando os mais relevantes serviços à diretoria e ao esporte em geral, os srs. José Maria de Matos Junior, Chrispim Marques e Sarli Brience. A estes cavalheiros e esportistas a diretoria apresenta os seus agradecimentos.
Finanças – É a primeira vez que se verifica passagem de diretoria com saldo de caixa. O campeonato findo foi o mais movimentado da Associação, desde a sua fundação, a sua renda tão bem fiscalizada e arrecadada, que nos permitiu fazer reformas gerais e imprescindíveis e ainda, após o pagamento de todas as dívidas, entregarmos o nosso mandato com dinheiro em caixa. Chamo a vossa atenção para o balanço e exposição financeira, elaborada pelo digno tesoureiro, sr. Aristóteles Pupo de Moraes.
PRIMEIRA DIVISÃO
1º quadros
América 8 v, 2 e, 2 d, 26 pró, 11 contra e 18 pontos
Atlético 8 v, 1 e, 3 d, 39 pró, 15 contra, 17 pontos
S.P.R. 7 v, 3 e, 2 d, 22 pró, 14 contra, 17 pontos
Alliança 4 v, 3 e, 5 d, 25 pró, 24 contra, 11 pontos
Brasil 4 v, 2 e, 6 d, 20 pró, 18 contra, 10 pontos
Espanha 3 v, 3 e, 6 d, 20 pró, 19 contra, 9 pontos
São Vicente 1 v, 0 e, 11 d, 7 pró, 59 contra, 2 pontos
2º quadros
Brasil 9 v, 2 e, 1 d, 44 pró, 10 contra, 20 pontos
Espanha 7 v, 3 e, 2 d, 18 pró, 7 contra, 17 pontos
Atlético 7 v, 2 e, 3 d, 33 pró, 15 contra, 16 pontos
América 5 v, 1 e, 6 d, 24 pró, 19 contra, 11 pontos
S.P.R. 4 v, 2 e, 6 d, 20 pró, 25 contra, 10 pontos
Alliança 2 v, 3 e, 7 d, 12 pró, 26 contra, 7 pontos
São Vicente 1 v, 1 e, 10 d, 4 pró, 53 contra, 3 pontos
2ª DIVISÃO
1º quadros
Portuguesa 12 v, 2 e, 0 d, 26 pontos
União Fluminense 8 v, 4 e, 2 d, 20 pontos
Internacional 7 v, 4 e, 3 d, 18 pontos
Luzitano 8 v, 2 e, 4 d, 20 pontos
Atlas 4 v, 3 e, 7 d, 11 pontos
Syria 3 v, 3 e, 8 d, 9 pontos
Edu Chaves 2 v, 2 e, 10 d, 6 pontos
São Bento 1 v, 2 e, 11 d, 4 pontos
2º quadros
Internacional 11v, 2 e, 1 d, 24 pontos
União Fluminense 9 v, 4 e, 1 d, 22 pontos
Luzitano 7 v, 3 e, 4 d, 17 pontos
Portuguesa 6 v, 5 e, 3 d, 17 pontos
Syria 5 v, 2 e, 7 d, 12 pontos
Atlas 4 v, 2 e, 8 d, 10 pontos
São Bento 3 v, 0 e, 11 d, 6 pontos
Edu Chaves 2 v, 0 e, 12 d, 4 pontos
Eis, srs. Representantes, em linhas gerais, o que foi o ano esportivo de 1920, na Associação Santista.
Santos, 7 de Março de 1921.
(a.) Henrique Soler,
Presidente
Obs. - Posteriormente em julgamento realizado em abril/1921 o América foi condenado a perda dos pontos da vitória sobre o Atlético, desta forma a equipe atleticana sagrou-se campeã santista da 1ª divisão do ano de 1920.
Blog História do Futebol & x9) CURIOSIDADES & x12) Historia do Futebol Galdino Antonio Ferreira da Silva em 03 Dez 2007
AS ORIGENS DO FUTEBOL
ESCÓCIA 0 X 0 INGLATERRA
Data: 30 de novembro de 1872
Local: Glasgow - Escócia
Arbitragem: Ms. Keay da Escócia
Escócia - Gardner, Ker, Taylor, Thompson, J. Smith, R. Smith, Leckie e Rhind, Mackinnon, Weir e Wotherspoon
Inglaterra - Barker, Greenhalph, Welch, Chappell e Maynard, Brockbank, Clegg e Kirkesmith, Ottaway, Chenery e Morice.
Público: 3.500 torcedores
No último dia 30 de novembro este jogo acima realizado em Glasgow na Escócia completou 135 anos este foi o primeiro confronto no futebol entre duas seleções de paises diferentes, na Inglaterra já disputava o seu campeonato desde 1863 assim como em toda a Grã-Bretanha e ai seu deu o convite para as duas seleções fazarem este jogo e ai também se deu a rivalidade entre as duas seleções, mais o futebol tem suas contradições sobre quem o inventou sabe-se ao certo que os ingleses aperfeiçoaram e deram ao esporte as regras mais relatos que na China Antiga, por volta de 3000 a.C, os militares chineses praticavam um jogo que na verdade era um treino militar. Após as guerras, formavam equipes para chutar a cabeça dos soldados inimigos. Com o tempo, as cabeças dos inimigos foram sendo substituídas por bolas de couro revestidas com cabelo. Formavam-se duas equipes com oito jogadores e o objetivo era passar a bola de pé em pé sem deixar cair no chão, levando-a para dentro de duas estacas fincadas no campo. Estas estacas eram ligadas por um fio de cera.
No Japão Antigo, foi criado um esporte muito parecido com o futebol atual, porém se chamava Kemari. Praticado por integrantes da corte do imperador japonês, o kemari acontecia num campo de aproximadamente 200 metros quadrados. A bola era feita de fibras de bambu e entre as regras, o contato físico era proibido entre os 16 jogadores (8 para cada equipe). Historiadores do futebol encontraram relatos que confirmam o acontecimento de jogos entre equipes chinesas e japonesas na antiguidade.
Os gregos criaram um jogo por volta do século I a.C que se chamava Episkiros. Neste jogo, soldados gregos dividiam-se em duas equipes de nove jogadores cada e jogavam num terreno de formato retangular. Na cidade grega de Esparta, os jogadores, também militares, usavam uma bola feita de bexiga de boi cheia de areia ou terra. O campo onde se realizavam as partidas, em Esparta, eram bem grandes, pois as equipes eram formadas por quinze jogadores.Quando os romanos dominaram a Grécia, entraram em contato com a cultura grega e acabaram assimilando o Episkiros, porém o jogo tomou uma conotação muito mais violenta.
Há relatos de um esporte muito parecido com o futebol, embora usava-se muito a violência. O Soule ou Harpastum era praticado na Idade Média por militares que dividiam-se em duas equipes : atacantes e defensores. Era permitido usar socos, pontapés, rasteiras e outros golpes violentos. Há relatos que mostram a morte de alguns jogadores durante a partida. Cada equipe era formada por 27 jogadores, onde grupos tinham funções diferentes no time: corredores, dianteiros, sacadores e guarda-redes.
Na Itália Medieval apareceu um jogo denominado gioco del calcio. Era praticado em praças e os 27 jogadores de cada equipe deveriam levar a bola até os dois postes que ficavam nos dois cantos extremos da praça. A violência era muito comum, pois os participantes levavam para campo seus problemas causados, principalmente por questões sociais típicas da época medieval.
O barulho, a desorganização e a violência eram tão grandes que o rei Eduardo II teve que decretar uma lei proibindo a prática do jogo, condenando a prisão os praticantes. Porém, o jogo não terminou, pois integrantes da nobreza criaram um nova versão dele com regras que não permitiam a violência. Nesta nova versão, cerca de doze juízes deveriam fazer cumprir as regras do jogo.
Pesquisadores concluíram que o gioco de calcio saiu da Itália e chegou a Inglaterra por volta do século XVII. Na Inglaterra, o jogo ganhou regras diferentes e foi organizado e sistematizado. O campo deveria medir 120 por 180 metros e nas duas pontas seriam instalados dois arcos retangulares chamados de gol. A bola era de couro e enchida com ar. Com regras claras e objetivas, o futebol começou a ser praticado por estudantes e filhos da nobreza inglesa. Aos poucos foi se popularizando. No ano de 1848, numa conferência em Cambridge, estabeleceu-se um único código de regras para o futebol. No ano de 1871 foi criada a figura do guarda-redes (goleiro) que seria o único que poderia colocar as mãos na bola e deveria ficar próximo ao gol para evitar a entrada da bola. Em 1875, foi estabelecida a regra do tempo de 90 minutos e em 1891 foi estabelecido o pênalti, para punir a falta dentro da área. Somente em 1907 foi estabelecida a regra do impedimento.
O profissionalismo no futebol foi iniciado somente em 1885 e no ano seguinte seria criada, na Inglaterra, a International Board, entidade cujo objetivo principal era estabelecer e mudar as regras do futebol quando necessário.
No ano de 1897, uma equipe de futebol inglesa chamada Corinthians fez uma excursão fora da Europa, contribuindo para difundir o futebol em diversas partes do mundo.
Em 1888, foi fundada a Football League com o objetivo de organizar torneios e campeonatos internacionais.
Mais ao certo aos amantes do futebol esta data 30 de novembro é oficializada como o grande marco para o desenvolvimento do esporte chamado FUTEBOL.
Fonte: Futebol na Rede e Sua Pesquisa/Museu do Futebol
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 03 Dez 2007
MANGA - O GOLEIRO SEM LUVAS DO TEMPO DA BOLA DE COURO
Aílton Corrêa Arruda, o Manga para o torcedor brasileiro e, “Manguinha” para os mais próximos como Sandro Moreyra, que o imortalizou como personagem dos seus “causos”, nasceu no dia 26 de abril de 1937, em Recife/PE. Começou a jogar profissionalmente em 1957, aos 20 anos, portanto, defendendo as cores do Sport Recife, onde permaneceu até 1959, transferindo-se de “mala e cuia” para o Rio de Janeiro, para defender as cores do Botafogo de Futebol e Regatas.
Em General Severiano, Manga permaneceu até 1969, depois de defender o clube do seu coração por dez longos anos. Transferiu-se para o Nacional do Uruguai, onde jogou até 1974, depois de ser considerado com um dos maiores goleiros que já atuaram no país, incluindo na relação o próprio uruguaio Mazurkiewicz.
Voltou ao Brasil em 1974 para defender o Internacional de Porto Alegre, onde permaneceu até 1976, fazendo parte de uma das maiores formações do colorado gaúcho: Manga; Cláudio Duarte, Figueroa, Pontes (Hermínio) e Vacaria; Falcão, Paulo César Carpegianni e Sérgio Lima (Batista); Valdomiro, Escurinho e Lula.
O antigo arqueiro brilhou no Botafogo, ao lado de verdadeiras feras como Rildo, Jadir, Nilton Santos, Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagallo; e também no Internacional, onde ajudou a formar uma das maiores equipes coloradas em todos os tempos ao lado de Cláudio Duarte, Figueroa, Marinho Perez, Vacaria, Falcão, Batista, Caçapava, Valdomiro, Dario Maravilha, Lula e companhia.
Manguinha ainda defendeu o Coritiba, nos anos 1977 e 1978. Quis o destino do mundo futebolístico que Manga defendesse o Grêmio Portoalegrense, maior rival do Internacional, nos anos 1979 e 1980. Manga ainda defendeu o Barcelona de Guiaquil, no Equador, em 1981 e 1982. Depois se transferiu para os Estados Unidos, onde reside até hoje.
Manga ainda defendeu a camisa da seleção brasileira, fazendo parte da famosa lista de 47 jogadores convocados em 1966. Foi escolhido juntamente com Gylmar para seguir com a seleção para a Copa do Mundo da Inglaterra. Manga foi campeão mundial interclubes pelo Nacional do Uruguai em 1971.
Como se isso não fosse suficiente, Manga integra a Seleção da Revista Placar de todos os tempos do Botafogo e do Internacional. Sem ser espalhafatoso, possuía extraordinário senso de colocação, o que fazia com que os chutes dos adversários fossem calmamente terminar em suas mãos deformadas pelo trabalho. Na decisão do campeonato Brasileiro de 1975, defendendo o Inter, ele simplesmente acabou com as pretensões do Cruzeiro. Pegou uma tortuosa cobrança de falta de Nelinho e chegou a segurar com uma única mão um escanteio. Encerrou a carreira no Barcelona do Equador, em 1982, aos 45 anos.
Defendeu a seleção brasileira em quinze jogos. Ele entrou no lugar de Gilmar dos Santos Neves na partida contra Portugal e não foi feliz, mas não se pode julgar a carreira de Manga apenas pela infelicidade daquele jogo.
Manguinha é considerado o melhor goleiro do Botafogo em todos os tempos. Em 442 partidas, sofreu 394 gols. Sandro Moreyra contava “confidencialmente” que, “às vésperas de jogos contra o Flamengo, Manga dizia para sua esposa: - Pode ir na feira e comprar por conta, que o bicho de domingo é certo.”
Aílton Corrêa Arruda, o Manga, ex-goleiro do Botafogo (RJ), Sport Clube do Recife, Grêmio, Internacional, Operário (MS), Coritiba e da Seleção Brasileira da Copa de 66, trabalhou como treinador de goleiros em Quito, no Equador, e nos Estados Unidos. Lá, onde ensinava futebol, está aposentado e vivendo tranquilamente em Little Havana, na cidade de Miami, na Flórida.
Manga tinha três irmãos boleiros: Manguito, Dedé e Alemão, que se destacaram no futebol pernambucano. O último, inclusive, era zagueiro central e atuou no América do Rio de Janeiro, sendo bom batedor de faltas e pênaltis. Dedé brilhou no Sport Club do Recife.
Há muito tempo fora do Brasil, Manga diz que não sente muitas saudades do país. O ex-goleiro, que nasceu em Recife, no dia 26 de abril de 1937, diz que Marcos, goleiro pentacampeão pela seleção brasileiro, é o que mais se assemelha com ele no estilo de jogar.
TÍTULOS Campeonato pernambucano de 55, 56 e 56 (pelo Sport); Campeonato carioca de 61, 62, 67 e 68 (pelo Botafogo); Torneio Rio-São Paulo de 62, 64 e 66 (pelo Botafogo); Campeonato uruguaio de 69, 70, 71 e 72 (pelo Nacional do Uruguai); Libertadores de 71 (pelo Nacional); Mundial Interclubes de 71 (pelo Nacional); Campeonato gaúcho de 74, 75 e 76 (pelo Internacional); Campeonato brasileiro de 75 e 76 (pelo Inter); Campeonato Paranaense de 78 (pelo Coritiba); Campeonato gaúcho de 79 (pelo Grêmio) e Campeonato equatoriano de 81 (pelo Barcelona).
BRIGA COM SALDANHA - O goleiro, que fez 445 partidas pelo Botafogo, deixou o time da Estrela Solitária em 1968. Na época, ele teve um desentendimento com o jornalista e técnico João Saldanha, que acusou o arqueiro de ter-se vendido na final do carioca de 67. Manga deixou saudade aos alvinegros.
Fonte: Texto de José Oliveira Ramos do Jornal “O Pequeno”, de São Luís - MA
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol Julio Diogo em 28 Nov 2007
INAUGURAÇÃO DO ESTÁDIO PLINIO LEMOS, EM CAMPINA GRANDE - PB
Muita gente conta como surgiu o Estádio Municipal Plínio Lemos, uns dizem que foi no ano de 1954, outros que foi inaugurado em 1957. Datas que se desencontram. A verdadeira história da construção do PL começou de uma forte campanha da crônica esportiva campinense liderada pelos jornalistas Nilo Tavares, Severino Marinho Leite, Osman Braga, Palmeira Guimarães, o próprio colunista, entre outros.
Foi um ano árduo de conscientização da opinião pública, com abaixo-assinados, artigos pelos jornais da época, o Rebate, Semanário Esportivo e amplicadora de Gaúcho, Jataí e Hilton Mota, localizado, no Edifício Esial, na Praça da Bandeira.
Finalmente em 10 de março de 1955, o então prefeito Plínio Lemos, sensibilizado com o apelo da comunidade esportiva campinense, iniciou a construção do PL, tendo como local o bairro José Pinheiro, precisamente na Lagoa dos Canários, no riacho das Piabas. Para supervisionar a construção do PL, foram nomeados os jornalistas Nilo Tavares e este colunista.
Um terreno pantanoso, exigindo da Municipalidade, um imenso aterro, mais de 2 mil caçambas de massame e areia foram usadas no nivelamento do terreno. A construção foi realizada em tempo recorde, quatro meses e quinze dias, já que era último ano de administração do prefeito Plínio Lemos. O Estádio ficou pronto com campo de futebol devidamente gramado, alambrado, uma quadra polivalente, uma piscina e um lance de arquibancada.
Inauguração
A inauguração do PL, aconteceu no dia 26 de julho de 1955. Foram convidados para o ato inaugural, Treze, única equipe profissional da cidade e Bahia (famoso Esquadrão de Aço) de Salvador-Ba. A solenidade de inauguração estiveram presentes além do prefeito Plinio Lemos, todo seu secretariado, convidados ilustres se fizeram representar na festa inaugural, General Juarez Távora e sua comitiva, desportistas e jornalistas Giácomo Zaccara, José Jacinto, Tobias Di Pace, Nilo Tavares, Walfrido Marques, Ivan Beerra, Barbosa Gomes, José Otávio, Luiz Farias, Martinho Lemos, Guido Lemos, Severino Marinho Leite, Chico Lima, João Pereira, entre outros.
O jogo
No jogo preliminar entre Sport Club da Liberdade e Flamengo de José Pinheiro, venceu o Sport por 2x1, gols de Sabará e Adauto para o Sport, enquanto Manoelzão descontou para o Flamengo. A partida principal foi disputada em baixo de muita chuva. O Bahia venceu o Treze por 1x0, gol de Juvenal II, aos 12 minutos do segundo tempo.
Bahia jogou com -Gilberto, Bacamarte, Juvenal II, Otoney, Ivon, Raimundo (Chagas), Marito, Carlito, Fontoura Juvenal II (Sandoval), Ruivo e Izaltino. Técnico –Danti Bianchi.
Treze foi de Chico, Zezinho II, Urai, Filgueiras, Nenzinho, Lamparina, Zezinho (Martinho) Juarez, Josias (Zezinho) e Elcio. Tecnico: Álvaro Barbosa.
Não entrou no aro
Pela manhã daquele dia, estava programada a inauguração da quadra polivalente, com o jogo entre Campinense Club e Sport do Recife. Aconteceu o inesperado, os aros das tabelas de basquete eram menores que o diâmetro da bola. A inauguração ficou para depois.
Fonte: Tobias Di Pace (Site Futebol Paraiba)
Blog História do Futebol & x12) Historia do Futebol & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 20 Nov 2007
O SALDO TRÁGICO DE UMA EXCURSÃO
No final de 1932 a equipe do Botafogo do Rio de Janeiro realizou uma excursão a Porto Alegre/RS, onde realizou cinco partidas. Infelizmente esta excursão teve um saldo trágico. Vítima de tifo contraída durante a viagem, falecia em 08 de janeiro de 1933 o zagueiro Rodrigues. Vamos as informações publicadas pelos órgãos de imprensa da época:
” O zagueiro Rodrigues, do Botafogo, faleceu hoje às 18,30 horas, no Hospital de São Sebastião, vítima de tifo, contraído na recente excursão do campeão carioca a Porto Alegre. O enterramento do malogrado jogador será feito amanhã, às 17 horas, por conta do Botafogo.
Rodrigues atuava na zaga do Botafogo desde 1924 e era, depois de Nilo, o mais antigo defensor desse clube na atividade.
Nas rodas esportivas cariocas chamavam-no por autonomasia o “Agarradeira”. Campeão de 1930 e 1933, muito se destacou nos torneios.
Esteve em Santos, em princípios de 1932, integrando o Combinado Olímpico, que veio do Rio com o propósito de angariar fundos para a viagem dos atletas brasileiros a Los Angeles”.
Nesta excursão a equipe carioca realizou as seguintes partidas:
15/11/1932
BOTAFOGO 2-3 INTERNACIONAL, em Porto Alegre (RS)
20/11/1932
BOTAFOGO 0-1 GREMIO, em Porto Alegre (RS)
24/11/1932
BOTAFOGO 2-1 CRUZEIRO, em Porto Alegre (RS)
27/11/1932
BOTAFOGO 1-1 SELEÇÃO GAÚCHA, em Porto Alegre (RS)
30/11/1932
BOTAFOGO 3-2 FORÇA E LUZ, em Porto Alegre (RS)
Fonte: Jornal “A Tribuna” de Santos e Arquivo Pessoal