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Blog História do Futebol & (BAHIA) & x7) Perfis & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 07 Nov 2008
FLUMINENSE DE FEIRA “O TOURO DO SERTÃO” DEU OLÉ NOS ANOS DE 1963 E 1969 NO FUTEBOL DA BAHIA.
O Fluminense de Feira de Santana, segunda maior cidade do Estado da Bahia, foi o primeiro clube do interior baiano a disputar o campeonato de futebol profissional no ano de 1954. Fundado em 01 de janeiro de 1941 como clube amador o “Touro do Sertão” assim como é chamado aqui na Bahia viveu as suas primeiras glorias no amadorismo local nos anos de 1947 e 1949 quando venceu o campeonato feirense de futebol amador.
No ano de 1954 o clube foi convidado para disputar o campeonato baiano de profissionais, sendo o primeiro clube fora da capital baiana a participar do torneio, logo na estréia um empate em 1 a 1 com o Vitória campeão de 1953 em plena Fonte Nova. No ano de 1956 o time surpreendeu logo na primeira partida vencendo o Bahia por 1 a 0 em plena Fonte Nova, depois de um bom inicio a equipe caiu de rendimento e terminou o turno na quarta colocação, já no segundo turno a equipe veio com a corda toda e venceu o returno o que levou a fazer a final com o Bahia numa melhor de quatro pontos a equipe perdeu o titulo para o tricolor da capital por 2 a 0, mais mostrou seus cacos e os chifres afiados, a boa equipe daquele ano era formada por Periperi, Eduardo e Valdir; Maneca, Bueiro e Amorim; Raimundinho, Valter Vieira, Elías, Fontoura e Gilberto.
Nos anos seguintes apesar de manter um time base as campanhas foram razoáveis no ano de 1963 a equipe preparou um time forte com bons jogadores do campeonato intermunicipal e alguns jogadores remanescentes do time de 56, a base era com: Mundinho; Misael, Zé Oto, Onça e Nico; Veraldo e Neves; Mario, Chinesinho, Renato e Macalé com um começo arrasador com seis vitórias nas primeiras 6 partidas a equipe levou o primeiro turno de forma invicta, o segundo turno a equipe teve uma queda de rendimento devido a uma excursão a Sergipe quando a equipe venceu as equipes do Sergipe por 3 a 2, o Cotinguiba por 5 a 0 e o Confiança por 4 a 1 o que atrapalhou a equipe mais como o campeonato só veio a ser decidido em 1964 quando o Fluminense enfrentou o Bahia, assim como na final de 56 a revanche desta vez teve um desfecho favorável ao Touro do Sertão, numa melhor de três após dois empates 0 a 0 em Salvador, 1 a 1 em Feira a equipe mostrou o seu valor e derrotou o Bahia em plena Fonte Nova por 2 a 1 com dois gols de Renato o herói da tarde com mais de 21.000 pagantes.
Foram 19 jogos com 10 vitórias, 05 empates e 04 derrotas, o ataque marcou 23 gols e a defesa sofreu 19, Renato com 8 gols foi o goleador da equipe.
Depois de campanhas regulares nos anos de 64, 65, 66 e 67 a equipe voltou a mostrar um bom futebol na temporada de 1968, quando trouxe do Flamengo alguns jogadores como Sapatão, Merrinho e Mario Braga a equipe chegou a final com o Galicia após um empate em 0 a 0 o time feirense ficou com o vice-campeonato. No ano seguinte com mais alguns reforços vindos do Flamengo e com Freitas no comando do ataque um verdadeiro timaço que encantou os baianos por onde se apresentava, o Estádio Jóia da Princesa sempre com casa cheia com medias de 9.000 pessoas por jogo a capacidade era de 10.000 nesta época: Ubirajara; Ubaldo, Sapatão, Mario Braga e Nico; Merrinho, Delorme e Robertinho; João Daniel, Freitas e Marco Chinês a equipe sobrou neste ano, só o ataque marcou 61 gols, foram 20 vitórias em 32 jogos e apenas 03 derrotas, o título veio de forma antecipada com uma vitória sobre o Vitória por 1 a 0 com gol de Freitas aos 27º do segundo tempo o Touro do Sertão levantou a taça de campeão baiano de 1969 o vice ficou com o Galicia no troco do tricolor da Princesa do Sertão, aquela tarde de 05/10/1969 entrou para a história do futebol baiano, pois além de ser a única equipe do interior a vencer a competição até então, fato somente quebrado pelo Colo-Colo de Ilhéus que foi a segunda equipe do interior a ser campeão e de quebra interrompeu uma seqüência da dupla Ba-Vi que vinha ganhando todos os campeonatos desde 1970, portando o Fluminense de Feira era a única equipe sem ser Bahia ou Vitória a ganhar o torneio principal do futebol da Bahia, do elenco Ubirajara, Sapatão, Merrinho, João Daniel e Mario Braga vieram do Flamengo, Freitas que fora revelado pelo rival da cidade o Bahia de Feira foi o artilheiro da equipe e da competição com 22 gols ao lado de Tanajura do Jequié.
Particularmente eu tive o prazer de conhecer Ubaldo lateral direito campeão em 69 que teve uma passagem pelo Flamengo, Bahia e Sport, onde inclusive marcou um dos gols mais rápido dos campeonatos brasileiros, Mundinho goleiro campeão em 63 e reserva em 69 e Merrinho que hoje é radicado na Bahia e treinador de várias equipes do nosso futebol local, além de Sapatão com quem tive o prazer de trabalhar fazendo peneiras para o Sport Camaçariense segundo eles aquele tive era muito técnico era difícil encarar o Touro Bravo do Sertão em qualquer local o time era afinado regido por João Daniel e Delorme no meio campo, na frente Freitas e Marco Chinês faziam tremer qualquer defesa o Ideal de Santo Amaro sofreu 12 gols em duas partidas em dois massacres 7 a 0 e 5 a 1, encarar o nosso time de maneira de igual para igual era suicida deu gosto jogar num time assim me disse Merrinho, já o finado Ubaldo falava-me da capacidade de reação do time principalmente contra a dupla Ba-Vi e as arbitragens tendenciosas que existiam aos extremos na época “não adiantava o homem de preto querer melar, jogávamos o fino da bola e muitas vezes a torcida de Bahia e Vitória nos aplaudiam ai não tinha como meter a mão.” “Tanto que depois do campeonato alguns jogadores do nosso time foram para o Bahia como João Daniel, Delorme e Mario Braga, eu fui para o Santa Cruz e vim para o Bahia em 1972.
Depois de 1969 o Flu de Feira voltou a chegar nas finais do Baianão nos anos de 1990 e 1991 quando terminou em segundo lugar perdendo respectivamente para Vitória em 90 num jogo conturbado que teve falta de energia no intervalo depois de uma forte chuva, o Vitória não voltou para o segundo tempo e mesmo assim ficou com a taça e em 91 perdeu o jogo final para o Bahia por 3 a 0.
O Fluminense de Feira é um patrimônio do futebol da Bahia, seus feitos neste texto mostram o quanto a sua tradição e grandeza não só do clube mais da cidade que é a segunda maior do estado que pode-se com organização força de vontade de termos novamente um Fluminense forte que volte a disputar títulos e empolgar a cidade “O Touro do Sertão” é a maior força da cidade e se a nova diretoria se modernizar e administrar o futebol como um negócio certamente a povo feirense poderá a viver os tempos de glórias no futebol baiano.
Fontes: Texto Galdino Silva
Pesquisas: Site do Fluminense de Feira
Site Granadeiros Azulinos
Blog História do Futebol & (BAHIA) & x7) Perfis Alexandre Lima em 05 Nov 2008
Um craque injustiçado!!!
Aníbal conta as suas mágoas
Vestido numa roupa bastante moderninha, cabelo black power, Carlos Aníbal Libório Piedade chegou a nossa redação. Na sua voz baixa, tímida, no seu rosto triste, abatido, Aníbal, ex-atacante do Botafogo e Galícia, parecia querer desabafar algumas injustiças sofridas com o futebol. Nas primeiras palavras, o arrependimento de ter saído do Botafogo:
- Naquela época eu atuava de graça. Meus pais não desejavam que eu jogasse futebol e até as partidas importantes eram encaradas, por mim, como um simples baba*.
O início de carreira sem pretensões, sem pensar em atingir, um dia, um grande clube. Os estudos e os pedidos de sua família começaram a fazer Aníbal esquecer a bola. Mas o tempo foi passando e o seu jogo, sem que ele sentisse, já era olhado, com certo cuidado, pelos cartolas e técnicos de outras equipes.
Num treino do Botafogo, na Vila Militar, Enaldo Rodrigues, ex-treinador do Galícia, lhe fez este convite:
- Se você quiser sair do Botafogo, o Galícia tem o maior interesse no seu futebol.
Desse dia em diante, as decepções, as falsidades. Na equipe galiciana, as oportunidades foram poucas e o outro lado do futebol aparecia em sua frente:
- No Galícia, sempre fui maltratado. As fofocas de vários dirigentes me prejudicaram.
Valmir Moreira, Genaro Porto, Vivaldo Silva e Abílio Coutinho são alguns nomes que nunca mais sairão do seu pensamento. Para Aníbal, esses homens quiseram acabar com a sua carreira. O que eles fizeram, “não gosto de revelar, de tão podre que eram as coisas”.
- Jogador esclarecido tem que sofrer nas unhas dos cartolinhas, como aconteceu comigo. Para mim, esses homens já morreram portanto não vamos falar deles.
Hoje, com 22 anos e alguma experiência, Aníbal se encontra treinando no Ypiranga. No início dos testes, o azar novamente a lhe perseguir. Uma distensão o tirou dos treinos. Hoje, ele luta pela recuperação e para fazer jus ao apelido de Pelezinho que os seus colegas lhe deram nos bons tempos de Botafogo.
* Baba - Significa pelada. Nome dado a jogos em campos de várzea.
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia, dia 20 de abril de 1972 - Página 15. Cedido pelo próprio ex-jogador.
Minhas conclusões e pequena conversa com Aníbal:
Como vejo o Aníbal muitas vezes pelo bairro resolvi entrevistá-lo para um futuro livro que pretendo fazer. Descobri que ele era jogador através do meu pai, que descobriu depois que o mesmo confidenciou que jogou profissionalmente.
Depois de muito vê-lo, pensei em entrevistá-lo. Aníbal é um sujeito simples, calado, olhar distante, e sempre com um ar de mistério. No último sábado, encontrei-o bebendo umas cervejas com meu pai e resolvi puxar assunto. Ele como sempre calado, arredio, relutava em prosseguir o papo. Mencionei os grandes craques da Bahia que fizeram história em nossos campos e ele deu um sorriso. Concordando com o que eu dizia sobre o esquecimento sobre grandes jogadores que passam despercebidos como ele nos dias de hoje.
Falei sobre o propósito do livro e ele se animou em dar-me uma entrevista. Me disse que ia em casa pegar algo para que eu visse. Depois de alguns minutos, chegou com um pedaço de jornal e algumas páginas duplicadas dessa matéria que escrevi acima.
Me disse que os melhores que viu jogar aqui na Bahia foram os jogadores Sanfilippo, Elizeu e Zé Eduardo. Falou de técnicos como Nílton Santos e tantos outros. Depois me mostrou o papel. Fui lendo e a medida que passava pelas palavras, me sentia angustiado e vi todo o motivo daquela tristeza e angústia. Esse é Aníbal, ex-craque amargurado, triste e esquecido. Antes de sair ainda disse em voz trêmula, chorosa e comovente:
- Está dada a entrevista. Não tenho mais o que dizer.
A medida que aquele homem sumia da minha vista, tive que colocar os óculos escuros para disfarçar o meu choro e dizer aos que estavam no bar:
- Dêem valor a este homem que acabou de sair. Ele foi um injustiçado. Que não seja mais.
Amigos de blog e visitantes. Não esqueçam dos grandes craques!!!
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 03 Nov 2008
ELES JOGAVAM COM A 8! MAIS TINHAM A GENIALIDADE DOS CAMISA 10
No futebol mundial a camisa 10 é o símbolo do craque do gênio,desde que Pelé surgiu na Copa da Suécia envergando este numero as suas costas que passou a usar no mundial de 1958. No Brasil todo craque do time jogava com ela coma camisa 10, e em outras partes do mundo também, embora tivéssemos Eusébio que jogava com a 13 e Cruijjf na Holanda com a 14, a dez passou a ser a simbologia do gênio da bola pelo mundo afora também como Michel Platini e Zidane na França, Roberto Baggio na Itália, Gullit na Holanda, Maradona na Argentina e Matthaus na Alemanha. Porém venho destacar aqui que antigamente quase todo time que tinha um camisa 10 fenomenal ele era acompanhado de verdadeiros escudeiros que também mostravam uma genialidade digna de um 10, o chamado meia ponta de lança que desfilava em campo com a camisa 8, infelizmente nos dias de hoje que joga com esta camisa são os alguns cabeças de bagres também chamados de segundo volantes ou jogador de contenção que são na verdade volantes que sabem sair mais um pouco para o jogo.
Em outros tempos víamos DIDI “O Príncipe Etíope” desfilar com a camisa do Botafogo e da Seleção na Copa de 62, pois em 58 jogou com a 6, com sua categoria fora do comum um jeito elegante e clássico de jogar futebol, tempos depois no mesmo Botafogo tivemos GERSON “ O Canhota de Ouro” com seus passes milimetricos sua habilidade e classe com a perna esquerda que colocava a bola onde desejava quem o viu jogar jamais se esquecerá de seus lançamentos na Copa de 70 para Jairzinho e Pelé.
No Santos, MENGALVIO exibia sua categoria ao armar as jogadas infernais com Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe, era ele a articulador das jogadas de ataque por onde a bola passava primeiro, além de chegar bem na frente pois tinha uma boa finalização, no inicio dos anos 70 o Palmeiras tinha em seu camisa 8 um jogador leve, habilidoso e com uma boa impulsão LEIVINHA era o parceiro de César Maluco, por ter facilidade de saber jogar foi recuado para a meia ponta de lança e não negou fogo fez muitos gols e deu muitas alegrias a torcida alvi-verde, na mesma época a Portuguesa apresentava ENEAS. Como no time Dica jogava com a 10, o jovem de categoria refinada assumiu a 8 e deslanchou até 1980 quando transferiu-se para o Bolonha da Itália, no mesmo ano retornou para defender o Palmeiras, revelado pelo Santos no final dos anos 60, DOUGLAS FRANKLIN aprendeu muito com Pelé, em 1972 desembarcou na Bahia para ser um ídolo eternizado para muitos como o maior jogador da história do clube e realmente para mim sem sombra de duvidas, segundo maior goleador com a camisa do Bahia com 211 gols Douglas exibia em campo toda a praticidade que na época um meia ponta de lança jogava, armando e chegando a frente e marcando muitos gols, na década seguinte BOBÔ me fez relembrar as jogadas de Douglas, com jeito leve e solto de jogar, a sua elegância sutil foi citada em musica de Caetano Veloso cantada na voz de Maria Betânia, herói da conquista do título brasileiro de 1988, Bobô também fez historia com a 8 do Bahia.
No grande time do Flamengo dos finais dos anos 70 e inicio dos anos 80, um neguinho com jeito de moleque passeava em campo com seus passos longos, velocidade cadenciada, dribles secos e arrancadas sensacionais; ADILIO com a 8 do Mengão ele ao lado de Zico infernizaram muitas defesas e deram muitas dor de cabeça aos volantes e zagueiros que para pararem usavam de trancos e solavancos, e muitas vezes nem assim pois era muito liso, na era um grande finalizador mais o armador de maestria, em 1982 no clássico contra o Vasco na final extra da Taça Guanabara, Adílio marcou um golaço aos 45º do segundo tempo, mostrando habilidade e técnica ao driblar a defesa do Vasco e tocar com classe e efeito quase sem ângulo para o fundo das redes.
Ainda no Rio no inícios dos anos 80 tivemos DELEI no Fluminense jogando com classe e para o time ele era o ponto de equilíbrio do time o armador que fornecia a dupla Assis e Washington as bolas no meio e também aos laterais Aldo e Branco e o ponta esquerda Tato ou Paulinho, Delei jogava para o time e raramente errava um passe ou cometia uma falta, já no Vasco tínhamos GEOVANI vindo do Espírito Santo, chegou ao clube em 1981 em 1982 já desfilava com a 8 em algumas partidas, mais veio a se firmar mesmo depois de brilhar com a 8 da seleção brasileira no mundial de juniores no México em 1983, brilhou no Vasco até 1988 quando depois foi jogar no Bolonha da Itália.
Em São Paulo em meados da década de 70 no Botafogo de Ribeirão Preto um jogador alto, magro mais com uma classe e elegância no tratar da bola começava a despertar o interesse dos grandes clubes da capital, SOCRATES “ O Doutor” terminou vindo jogar no Corinthians onde imortalizou a camisa 8, era um lorde dentro do gramado com toques refinados na bola, inclusive de calcanhar sua marca registrada na seleção com a 8 jogou as Copas de 82 e 86, também no interior paulista na mesma década na equipe de ouro do Guarani de Campinas que ganhou o brasileiro de 78, um meia ponta de lança que era chamado de “Pé Murcho” encantava ao lado de Zenon em um das maiores meia cancha que vi jogar em um clube, RENATO era rápido, inteligente e finalizava muito para o gol e marcou muitos gols, no inicio dos anos 80 transferiu-se pára o São Paulo onde também com a 8 mostrou um bom futebol e muitos gols, com a sua saída em 1985 a camisa 8 do tricolor do Morumbi passou a ter um novo dono SILAS revelado pelas categorias de base que vinha com o prestigio de levar o Brasil ao bicampeonato mundial de juniores na antiga União Soviética, com uma habilidade fantástica e bom senso de colocação ele passou a ser ao lado de Pita o maestro do time campeão paulista de 1985 e brasileiro de 1986, outro camisa 8 que marcou muito no futebol paulista fora OSVALDO revelado pela Ponte Preta seus gols e suas jogadas ao lado do mestre Dica o levaram para o Grêmio onde veio a ser campeão da libertadores e do mundial interclubes, em 1979, 80 e 1981 ele fez muito sucesso na Macaca e era um dos destaques da Ponte por fazer muitos gols.
Apartir dos anos 90 aos dias de hoje, não temos mais no futebol a figura do meia ponta de lança com suas jogadas para cima dos adversários, seus lançamentos e marcando gols, meias como estes citados acima no futebol brasileiro é muito difícil, existem uns poucos mais não jogam o mesmo futebol refinado dos citados no texto acima, a camisa 8 de Gerson, Sócrates e Leivinha na seleção, passou a ser de Dunga, Gilberto Silva, verdade que Kaká esteve com a 8 em 2006 mais não mostrou seu futebol real, nos clubes não é diferente a 8 já não pertencem mais aos craques e se a jogadores medianos para ruins mesmo vide o Bahia de hoje a 8 no momento é do terrível Emerson Cris, no Palmeiras a Evandro e etc. De 1990 pra cá 8 bom de bola só apareceu no exterior: Rijkaard no Milan, Gascoine na Inglaterra, Stoitchkov do Barcelona e Bulgária, Hasler na Alemanha.
No futebol o camisa 8 não era um condiajuvante do camisa 10 como muitos pensam, muitos deles eram lideres de seus times e da própria seleção brasileira, como Didi, Gerson e Socratés e será que ainda teremos o prazer de poder ver novamente aqueles lances geniais de Adilio, Douglas, Leivinha, Bobô, Renato e ouvir uma locução de radio como narrava o saudoso Jorge Curi ” GOOOOOOOOOLLLLLLLLLLL DO …………………… ………………….CAMISA NÚMERO 8″será.
fonte: Texto Galdino Silva
Blog História do Futebol & x7) Perfis Andre em 03 Nov 2008
Protegido: Noronha: a despedida do artista da bola
Blog História do Futebol & x7) Perfis Andre em 22 Out 2008
Protegido: Félix Mielli Venerando “Félix”
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 17 Out 2008
Protegido: TODOS JOGOS E GOLS DA CARREIRA DE ROMÁRIO
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 16 Out 2008
Protegido: A HISTÓRIA DE ALMIR PERNAMBUQUINHO
Blog História do Futebol & x7) Perfis Andre em 15 Out 2008
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Blog História do Futebol & x7) Perfis Andre em 15 Out 2008
Protegido: Servílio-Filho de peixe….Peixinho é!
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 09 Out 2008
Protegido: TODOS OS GOLS DA CARREIRA DE ROGÉRIO CENI
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 08 Out 2008
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Blog História do Futebol & x7) Perfis Andre em 07 Out 2008
Protegido: A história de Paulo César Araújo, o primeiro grande parceiro do Rei Pelé
Blog História do Futebol & x7) Perfis Roberto Pypcak em 01 Out 2008
Quando Kita arrasou com o sonho verde
Kita, um gaúcho da cidade de Passo Fundo, tem em seu currículo o rótulo de maior carrasco da história da nação palmeirense. O artilheiro foi o principal jogador da campanha vitoriosa da Inter de Limeira, no Paulistão de 1986, quando o time interiorano bateu o Palmeiras em pleno Morumbi, sagrando-se campeã paulista e aumentando a dor alviverde, que amargava um longo jejum de título. Este jogo ficou para a história!
Lembro-me que nesta época não existia pay-per-view, tampouco o futebol era refém da televisão. Mas, este jogo final passou ao vivo para São Paulo. Ainda assim, não abri mão do radinho de pilha, com capa de couro marrom, que era de meu avô e meu eterno companheiro. Sintonizado no Fiori Giglioti, ouvi o jogo com atenção e com olhos na TV. A vitória palmeirense era certa, até porque o time alviverde era maravilhoso, uma máquina de jogar bola. Apresentava craques como Mendonça, Edmar, Mirandinha, Éder, entre outras feras.
O Palmeiras, inclusive, havia eliminado o Corinthians na semifinal, em dois jogos maravilhosos, com direito a prorrogação no segundo e derradeiro jogo. O título estava no papo!
No entanto, o destino não quis o Palmeiras campeão. Ou melhor, brindou a Inter de Limeira com o título. Uma equipe comandado por Pepe e que tinha craques também maravilhosos, porém menos badalados. Kita era um. O goleador terminou o Paulistão como artilheiro, com 24 gols. Na final, fez o seu, o primeiro da vitória do time caipira. Este jogo me marcou demais, sobretudo pela dor alviverde e pelo imponderável, que torna mesmo o futebol especial. Tudo estava a favor do Alviverde, mas foi a Inter que venceu, calando o Morumbi e causando uma surpresa geral.
O nome da decisão foi Kita. O craque foi negociado depois com o Flamengo, onde não brilhou tanto quanto com a camisa da Inter de Limeira. Kita iniciou a carreira no futebol gaúcho, onde defendeu Juventude, Grêmio e Internacional.
Hoje, Kita mora em sua cidade natal, Passo fundo, no interior do Rio Grande do Sul. Ele tem uma loja de vídeo e é funcionário do departamento de esportes da cidade. É casado, mora com a esposa e mais três filhos, e se distanciou do futebol.
fonte:blog do salgueiro( fsalgueiro.blogspot.com)
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 20 Set 2008
Protegido: DIDI - O GÊNIO DA FOLHA SECA
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 20 Set 2008
Protegido: RAFAEL CAMMAROTA - O GRANDE GOLEIRO DO CORITIBA
Blog História do Futebol & x7) Perfis & x9) CURIOSIDADES & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 17 Set 2008
BAHIA DE TODOS OS TÍTULOS! TIMES BASE DO BAHIA EM SUAS CONQUISTAS
Campeão do Torneio Inicio de 1931 (A primeira conquista. “Nasceu para vencer”
Teixeira Gomes; Leônidas e Gueguê; Pega-Pinto, Romeu e Gia; Bayma, Canoa, Milton, Gambarrota e Guarany.
Campeão Baiano de 1931
Teixeira Gomes; Odilon e Leônidas; Milton, Canoa e Gia; Bayma, Guarany, Gambarrota, Raul e Rubinho.
Campeão Baiano de 1933
Teixeira Gomes; Odilon e Leônidas, Milton, Cano e Gia; Bayma (Astério), Pelágio (Sandoval) Gambarrota (Celso), Raul e Rubens (Rubinho). Técnico: Armando Cunha
Campeão Baiano de 1934
Nova; Odilon e Bisa; Nouca, Canoa (Guga) e Gia; Ito, Milton (Ludovico), Pelágio, Betinho (Nestor) e Jorge (Odyr). Técnico: Armando Cunha
Campeão Baiano de 1936
Mota; Leônidas e Bisa (Bastos); Nouca, Guga e Gia; Betinho (Sandoval), Milton (Astério), Tintas, Vareta e Jorge (Ito). Técnico: Nicanor Souza
Campeão Baiano de 1938 (Segundo Campeonato de 38)
Menezes (Maia); Baiano e Tarzan (Serra); Mario Ramos, Munt e Gia (Guga); Pedro Amorim; Marzol (Antenor), Vareta, Tintas (Kuko) e Jorge.
Campeão Baiano de 1940
Menezes; Heitor e Serra; Papetti, Bianchi e Gia (Avalle); Antenor, Vareta, Nestor (Tintas), Jorge e Luiz Viana.
Campeão Baiano de 1944
Yoyô; Baiano e Salvador; Silva, Bianchi e Avalle; Gereco, Fernando Cacetão, Zé Hugo, Camerino (Zezito) e Pipiu. Técnico: Nicanor Souza
Campeão Baiano de 1945
Yoyô; Salvador e Zé Grilo; Silva, Prazeres (Bianchi), Avalle (Pedrinho); Gereco, Evilásio, Zé Hugo, Pipiu (Luiz Viana) e Tuca. Técnico: Nicanor Souza e Armando Simões
Campeão Baiano de 1947
Lessa; Arnaldo e Zé Grilo; Pedrinho, Rodrigues e Evilásio; Gereco, Fernando Cacetão (Arquimedes), Zé Hugo (Baiano), Velau e Isaltino (Viana). Técnico: Bianchi
Campeão Baiano de 1948
Lessa; Arnaldo e Zé Grilo; Pedrinho, Ivon e Evilásio; Gereco, Zé Hugo (Baiano), Velau (Farine), Viana e Isaltino. Técnico: Armando Bahia Monteiro
Campeão Baiano de 1949
Lessa; Arnaldo e Zé Grilo; Toia, Ivon e Pedrinho; Camerino, Gereco, Zé Hugo, Carlito e Isaltino. Técnico: Armando Bahia Monteiro
Campeão Baiano de 1950
Lessa; Arnaldo e Zé Grilo (Dario); Toia, Ivon e Pedrinho (Evilásio); Camerino, Zé Hugo (Viana), Gereco (China), Carlito e Isaltino (Roberto). Técnico: Armando Bahia Monteiro
Campeão do Torneio Otávio Mangabeira Inauguração da Fonte Nova 1951
Zaluar; Valdir e Dario; Guio, Ivon e Nilton; Gereco, Zé Hugo, China, Carlito e Isaltino.
Campeão Baiano de 1952
Lessa; Dario (Arnaldo) e Bacamarte (Zé Grilo); Enoque, Juca (Patrocínio) e Nilton; China (Gereco); Camerino (Zé Hugo), Carlito, Maneca (Roberto) e Isaltino.
Campeão Baiano de 1954
Osvaldo Baliza; Juvenal e Bacamarte; Job, Chagas e Rui; Raimundo (Foca), Marito, Carlito, Ruivo (Naninho) e Lierte. Técnico: Armando Simões.
Campeão Baiano de 1956
Jair; Leone, Juvenal Amarijo, Bacamarte e Job; Florisvaldo e Rui(Otoney):
Marito (Frader), Carlito, Hamilton (Isaltino) e Vassil. Técnico: Lourival Lorenzi
Campeão Baiano de 1958
Nadinho; Leone, Vicente (Bacamarte), Henrique e Nenzinho; Bombeiro (Florisvaldo) e Otoney; Marito, Ari (Carlito), Geraldo e Biriba. Técnico: Geninho
Campeão Baiano de 1959
Nadinho; Leone, Henrique (Bacamarte), Vicente e Nenzinho; Beto (Florisvaldo) e Flávio; Marito, Alencar (Carlito), Carioca (Léo) e Biriba (Ari). Técnico: Geninho
Campeão da Taça Brasil de 1959
Nadinho; Beto, Henrique, Vicente e Nenzinho; Flávio e Mario; Marito, Alencar, Léo e Biriba. Técnico:Geninho
Campeão do Torneio da Amizade no Uruguai em 1959
Nadinho (Jair); Leone, Bacamarte (Vicente), Henrique e Florisvaldo; Beto e Flávio; Marito, Carlito (Alencar), Carioca (Léo), Biriba (Ari). Técnico: Geninho
Campeão Baiano de 1960
Nadinho; Calmon, Henrique, Bacamarte e Florisvaldo; Flávio (Bombeiro) e Mario; Marito, Alencar (Ari), Léo (Pernambuco) e Biriba
Campeão Baiano de 1961
Nadinho (Jair); Agnaldo, Henrique, Vicente e Florisvaldo; Flávio e Mario; Marito, Alencar (Carlito), Léo (Didico) e Biriba
Campeão Baiano de 1962
Nadinho; Helio, Henrique (Nilsinho), Vicente (Gonzaga) e Florisvaldo (Ney Andrade); Vadu e Mário; Marito, Hamilton (Aduce), Agnaldo (Didico) e Biriba. Técnico: Pinguela
Campeão Baiano de 1967
Jurandir; Luis Didão, Nildo, Dario e Pão; Ailton (João Adolfo) e Elizeu; Zé Eduardo (Gajé), China, Adauri e Canhoteiro (Biriba). Técnico: Eli do Amparo.
Campeão Baiano de 1970
Jurandir; Paez (Aguiar), Nildo, Roberto Rebouças e Souza (Gigo); Baiaco e Elizeu; Carlinhos, Sanfilippo (Beijoca), Zé Eduardo e Arthur. Técnico: Fleitas Solich
Campeão Baiano de 1971
Renato 74; Aguiar, Zé Oto (Nelson Cazumbá), Roberto Rebouças e Souza; Baiaco e Elizeu; Adilson, Sanfilippo, Amorim (Zé Eduardo) e Carlinhos (Nilo). Técnico: Silvio Pirilo
Campeão Baiano de 1973
Buttice (Zé Luis); Ubaldo, Altivo, Roberto Rebouças e Romero; Baiaco, Fito e Douglas; Natal (Caldeira), Picolé e Peri (Everaldo). Técnico: Evaristo de Macedo
Campeão Baiano de 1974
Rafael; Ubaldo, Sapatão, Roberto Rebouças e Romero; Baiaco, Fito e Douglas (Piolho), Thirson, Jorge Campos e Marquinhos. Técnico: Paulo Amaral
Campeão Baiano de 1975
Luis Antonio; Perivaldo, Sapatão, Roberto Rebouças e Romero; Baiaco (Fernando), Fito e Douglas; Thirson, Mickey (Jorge Campos) e Picolé (Piolho). Técnico: Zezé Moreira.
Campeão Baiano de 1976
Luis Antonio; Perivaldo, Sapatão, Zé Augusto (Roberto Rebouças) e Romero; Baiaco, Fito (Gibira) e Douglas; Jorge Campos, Beijoca e Jesum. Técnico: Orlando Fantoni
Campeão Baiano de 1977
Luis Antonio; Toninho (Edmilson), Sapatão, Zé Augusto e Romero; Baiaco, Fito (Gibira) e Douglas (Alberto Leguelé); Jorge Campos (Washington Luiz), Zé Neto (Miltão) e Jesum (Mazinho). Técnico: Carlos Froner.
Campeão Baiano de 1978
Luis Antonio (Ronaldo); Toninho (Edmilson), Sapatão (Eliberto), Zé Augusto e Romero (Ricardo Longhi); Baiaco, Merica (Fito) e Douglas; Washington Luiz, Beijoca e Jesum (Valdo). Técnico: Carlos Froner
Campeão Baiano de 1979
Luis Antonio; Toninho (Edmilson), Sapatão, Zé Augusto e Romero (Ricardo Longhi); Baiaco, Perez (Fito) e Douglas (Ailton); Botelho (Washington Luiz), Caio Cambalhota (Beijoca) e Gilson Gênio (Téo). Técnico: Zezé Moreira
Campeão Baiano de 1981
Renato; Edinho (Alves), Zé Augusto, Geraldo e Washington Luiz; Edson Soares (Helinho), Emo (Sena) e Léo Oliveira; Osni, Dario e Gilson Gênio. Técnico: Aimoré Moreira.
Campeão Baiano de 1982
Ronaldo; Edinho, Zé Augusto, Edson Soares e Paulo César (Washington Luiz); Helinho, Léo Oliveira e Sena; Osni (Emo), Dario (Ricardo Silva) e Robson. Técnico Carlos Froner.
Campeão do Torneio Imprensa de 1983
Ronaldo (Ricardo); Edinho (Nelinho), Amadeu, Edson Soares e Miguel (Paulo César); Washington Luiz, Sales e Léo Oliveira (Ivanzinho); Osni, Raimundinho e Robson (Rodrigues). Técnico: Paulo Amaral
Campeão Baiano de 1983
Ronaldo; Edinho, Amadeu, Edson Soares e Paulo César (Washington Luiz); Helinho (Sales), Léo Oliveira e Emo; Osni, Heber (Raimundinho) e Robson (Rodrigues). Técnico: Florisvaldo Barreto
Campeão Baiano de 1984
Ronaldo; Edinho, Amadeu, Edson Soares e Paulo César (Miguel); Helinho (Sales), Emo e Leandro (Marinho); Osni, Ademir Patrício (Carlinhos) e Robson. Técnico: Osni
Campeão Baiano de 1986
Rogério; Zanata, Estevam, Pereira (Claudir) e Edinho (Alcir); Paulo Martins (Pires), Leandro e Bobô; Zé Carlos (Marcelino), Cláudio Adão e Emo (Nenê). Técnico: Orlando Fantoni
Campeão Baiano de 1987
Rogério; Zanata, Pereira, Claudir (Mauricio) e Edinho (Emerson); Sales, Leandro e Bobô; Zé Carlos, Ronaldo Marques (Joãozinho) e Sandro (Marquinhos). Técnico: Orlando Fantoni
Campeão Baiano de 1988
Sidmar; Zanata, Pereira, Claudir (João Marcelo) e Paulo Robson; Sales (Paulo Rodrigues), Gil e Bobô (Dico Maradona); Osmar (Zé Carlos),Renato (Charles) e Sandro (Marquinhos) Técnico: Evaristo de Macedo
Campeão Brasileiro de 1988
Ronaldo (Sidmar); Tarantini (Edinho), Pereira (João Marcelo), Claudir e Paulo Robson; Paulo Rodrigues, Gil e Zé Carlos (Osmar); Bobô (Dico Maradona), Charles (Renato) e Marquinhos (Sandro). Técnico: Evaristo de Macedo
Campeão Baiano de 1991
Sérgio Néri; Maílson, Jorginho, Normando e Alex; Paulo Rodrigues, Gil, Lima Sergipano (Uéslei) e Luis Henrique; Naldinho (Zezinho) e Vandick (Marcelo Ramos)
Técnico: Luis Antonio
Campeão Baiano de 1993
Rodolfo Rodriguez; Maílson (Nilmar) , Jorginho, Vilmar (Ronald) e Alex; Lima Sergipano, Nengo (Uéslei), Luvanor e Cacau; Naldinho e Marcelo Ramos (Edmilson). Técnico: João Francisco
Campeão Baiano de 1994
Jean; Odemilson, Advaldo, Missinho e Serginho; Maciel (Raudinei), Souza, Uéslei e Paulo Emilio; Zé Roberto (Naldinho) e Marcelo Ramos. Técnico: Joel Santana
Campeão da Copa Renner 1997
Aílton Cruz, Clébson (Róbson Barbosa), Fabão, Parreira e Wanderley; Lima, Eduardo, Juninho (Mantena) e Messias; Valdo (Róbson Luís) e Edmundo (Júnior). Técnico: Procópio Cardoso.
Campeão Baiano de 1998
Jean; Clebson, Nenê, Samuel (Fabão) e Branco (Chiquinho); Bebeto Campos, Fabio Baiano, Uéslei e Marquinhos; Zinho (Robson Luiz) e Guga (Edmundo) Técnico: Evaristo de Macedo
Campeão Baiano de 1999 (Divido com o Vitória)
Gilberto; Clebson (Vinícius), Júnior, Wellington (Isaias) e Jefferson; Bebeto Camos, Lima (Marcão) Luis Carlos Capixaba e Jorge Wagner; Robson Luiz (Dimba)e Uéslei. Técnico: Joel Santana.
Campeão do Nordeste 2001
Émerson; Japinha, Jean Elias, Carlinhos e Jefferson; Preto, Bebeto, Capixaba (Mantena) e Alex Oliveira; Nonato (Fábio Costa) e Robgol (Washington).
Técnico: Evaristo de Macedo.
Campeão Baiano de 2001
Emerson; Japinha (Mantena), Jean Elias, Carlinhos (Accioly) e Jefferson; Preto, Bebeto Campos (Ramos), Wagner (Luis Carlos Capixaba) e Alex Oliveira; Nonato (Fabio Costa) e Robgol (Vinicius). Técnico: Evaristo de Macedo.
Campeão do Nordeste de 2002
Émerson, Mantena, Marcelo Souza, Valdomiro e Chiquinho; Ramalho, Bebeto Campos, Preto e Sérgio Alves (Capixaba); Róbson (Accioly) e Nonato (Alan). Técnico: Bobô.
Técnico: Evaristo de Macedo.
Fontes: Livro Esporte Clube da Felicidade de Nestor Mendes Jr.
Bahia uma história de lutas e glórias de Normando Reis Carlos Casaes
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 17 Set 2008
AMARILDO NA COPA DO MUNDO DE 1962
Amarildo Tavares Silveira nasceu na cidade fluminense de Campos. Descendente de um antigo craque da seleção brasileira – é filho de Amaro Silveira, que foi ponta esquerda da seleção em 1929 – Amarildo não poderia degenerar. Apesar das dificuldades que teve de enfrentar, acabou firmando-se com um autentica estrela do nosso futebol, graças à oportunidade que lhe deu o Botafogo. Não se deve esquecer que Amarildo começou e se revelou no Flamengo.
Amarildo ingressou no Flamengo com 17 anos. Demonstrou qualidade, mas não ficou muito tempo. Jogando no time juvenil em 1957, foi dispensado por Fleitas Solich sem nenhuma explicação. Na época, comentou-se que a dispensa foi porque Amarildo fumava muito e Solich não gostava de atleta fumante. Levado para o Botafogo treinou três vezes, agradou e foi contratado. Começou nos aspirantes e foi bi campeão carioca nos anos de 1958 e 1959. Logo depois a passou ser o titular no lugar de Quarentinha. Foi campeão do mundo em 1962 substituindo Pelé e contribuindo para o bi campeonato conquistado no Chile.
Fonte: Revista Esportiva 1962
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 17 Set 2008
A HISTÓRIA DE PREGUINHO - AUTOR DO PRIMEIRO GOL BRASILEIRO EM COPAS DO MUNDO
“João Coelho Netto, o Preguinho, filho do escritor Coelho Netto, foi um atleta completo.
Praticou nove modalidades de esporte, entrando, como jogador de futebol, para a galeria dos grandes ídolos do Fluminense e do Brasil.
Foi ele o autor do primeiro gol brasileiro em Copas do Mundo, no Uruguai, em 1930 - o gol de honra na derrota para a Iugoslávia por 2×1, além de ser também o primeiro capitão do time, no jogo contra a Bolívia, marcou dois gols na vitória por 4×0.
Preguinho e o Fluminense nasceram quase juntos no início do século XX: o clube surgiu apenas dois anos, seis meses e 17 dias antes de Preguinho, atleta que daria ao tricolor 387 medalhas - a maioria de ouro - e 55 títulos em nove modalidades: futebol, basquete, natação, pólo aquático, remo, saltos ornamentais, atletismo, voleibol e hóquei sobre patins.
Mas, o futebol começou a praticar por influência do irmão Emmanuel, o Mano, e sempre foi sua paixão: “Aquela bola de couro sempre me atraiu mais, me dava emoção maior”, dizia aos mais íntimos. Mas este prazer começou a diminuir com o aparecimento do profissionalismo em 1933.
Preguinho, que sempre considerara o futebol um divertimento e jogava por paixão, jamais se profissionalizou e sofreu muito quando foi adotada a lei que só permitia aos amadores jogarem três vezes num time profissional.
Nos jogos que disputou sempre fez gols. Participou da campanha do tricampeonato de 1936, 37 e 38, e por cinco vezes foi artilheiro do Fluminense (em 1928 e 32, também do Campeonato Carioca, com 16 e 21 gols). Em 1929 marcou nove gols, fez 20 em 1930 e 10 em 1931. No total, foram 184 gols com a camisa tricolor.
Um dos jogos inesquecíveis de Preguinho foi o Fla-Flu de 1928.
O goleiro Amado o desafiou, na semana do clássico, com um telegrama: “Amanhã será canja. Não farás nenhum gol”.
Preguinho entrou em campo enraivecido e aos 2 minutos de partida fez o primeiro, de longa distância. O segundo foi de calcanhar, depois que a bola escorregou das mãos de Amado. O Flu venceu por 4 x 1 e Preguinho saiu de alma lavada.
Mas o gol de sua vida, ele dizia sempre, foi marcado em 7 de dezembro de 1930, no dia em que o Botafogo se sagrou campeão da cidade. Preguinho recebeu a bola na sua intermediária e, ao ver o goleiro adversário adiantado, encobriu-o como Pelé tentou fazer na Copa de 1970 contra a Tchecoslováquia.
Preguinho foi campeão carioca de basquete em 1924, 25, 26, 27 e 31; de atletismo em 1925; e de voleibol em 1923. Em 1925, depois de nadar os 600 m e ajudar o Fluminense a ser tri estadual de natação, foi de táxi as Laranjeiras a tempo de jogar contra o São Cristóvão e ganhar o Torneio Início.
Tais façanhas fizeram dele o mais festejado herói tricolor e, em 1952, recebeu o título de Grande Benemérito Atleta, título que mais o orgulhou até sua morte, em 1979.
Um busto na sede do clube lhe presta merecida homenagem.”
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 15 Set 2008
A HISTÓRIA DE CARVALHO LEITE DO BOTAFOGO-RJ
Campeão carioca e três vezes artilheiro do campeonato estadual e autor de 274 gols marcados com a camisa do Botafogo, Carvalho Leite é um dos maiores jogadores da história do clube de General Severiano onde jogou de 1929 a 1940. Único clube que defendeu na sua carreira.
Com seu talento, seu chute forte e sua excelente colocação na área, o centro avante despontou cedo. Já aos 17 anos vestia a camisa do Botafogo pela primeira vez. Aos 18 era campeão carioca pela primeira vez e uma das estrelas da seleção brasileira que disputou a primeira Copa do Mundo em 1930. Para enriquecer ainda mais sua fama, Carvalho Leite foi artilheiro dos campeonatos carioca de 1936, 1938 e 1939.
Quem o viu jogar garante que o centro avante poderia ter feito ainda mais pelo clube, não fosse uma lesão numa partida contra o Bonsucesso em maio de 1941, que praticamente o fez abandonar a carreira. Com 30 anos de idade, Carvalho Leite ainda tentou voltar aos gramados e reeditar suas grandes atuações. Não deu. Ele marcou 317 gols jogando pelo Botafogo, seleção carioca e brasileira.
Carlos Dobbert de Carvalho leite nasceu no Rio de Janeiro no dia 26 de junho de 1912.
Fonte: revista Placar
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 14 Set 2008
O TÉCNICO DA SELEÇÃO BRASILEIRA DE 1950 - FLAVIO COSTA
Flavio Costa foi o grande técnico do futebol brasileiros das décadas de 40 e 50. Ganhou muitos títulos no Flamengo e no Vasco. Na seleção carioca e brasileira.
Depois de perder a Copa do Mundo de 1950 em pleno maracanã, Flávio Costa, o treinador do Brasil, caiu em descrédito da torcida e da imprensa. Seu prestigio já não era o mesmo dos anos anteriores.
Na foto, capa da revista Esporte Ilustrado de 1941, Flavio aparece com pinta de galã.
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 14 Set 2008
A PRIMEIRA TRANSMISSÃO DE UMA COPA DO MUNDO PARA O BRASIL - 1938
Gagliano Neto foi o narrador brasileira na Copa do Mundo de 1938.
A Copa da França, em 1938, marcou a primeira vez que o torcedor brasileiro se mobilizou para acompanhar a disputa de um mundial. Não havia televisão e as partidas eram ouvidas pelos torcedores por meio de rádio, com narração do locutor Gagliano Neto.
O cinema passava, dias depois, lances dos jogos da seleção brasileira em campos da Europa. As sessões tinham grande publicidade nos jornais, deixando de lado os grandes sucessos de Hollywood. Com o terceiro lugar conquistado pelo Brasil, a paixão pelas Copas se concretizou, mas só voltou a ser disputada doze anos depois, em 1950, no Brasil.
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 13 Set 2008
Protegido: O DIFÍCIL COMEÇO DA CARREIRA DE DARIO NO CAMPO GRANDE-RJ
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 12 Set 2008
ENCONTRO HISTÓRICO - FRIEDENREICH-PELÉ E LEÔNIDAS
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 12 Set 2008
Protegido: CLAUDIO, O MAIOR ARTILHEIRO DA HISTÓRIA DO CORINTHIANS
Blog História do Futebol & ESCUDOS & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 12 Set 2008
Protegido: O INCANSÁVEL GOLEIRO MANGA
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 12 Set 2008
Protegido: A HISTÓRIA DO SAUDOSO ATACANTE DO PALMEIRAS - JORGE MENDONÇA
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 11 Set 2008
LESSA UM GOLEIRO UMA GARANTIA!
Para muitos torcedores do Bahia, Nadinho (O Homão) é considerado o maior goleiro do EC Bahia, e para muitos outros torcedores como os do Vitória clube pelo qual ele veio a ser campeão baiano em 1953 e 1955, porém para os mais antigos não houve um goleiro na Bahia superior a Walter Lessa, nascido em 07 de agosto de 1920 em Recife/PE, Lessa chegou ao Bahia em 1947 para substituir o lendário Yoyô que se afastará do futebol, com 1,77 e pesando 60 kgs e jeito meio desengonçado e orelhas de abano, lembrava as figuras dos filmes de terror de Boris Karloff ou Bella Lugosi em suas duas primeiras partidas o Bahia sofreu duas derrotas e ele chegou a perder a posição para Elba, mais logo em um jogo contra o Ypiranga, ele voltou para firmar-se de vez na meta tricolor.
Com seu fisico esquelético, visto de longe parecia uma aranha sob as traves, com Lessa no gol e uma zaga formada por Arnaldo e Zé Grilo, o Bahia ganhou tudo na Bahia entre 1947 á 1950, inclusive o Norte-Nordeste de 1948.
Sempre atuando com um gorro, em 1947 num amistoso contra o São Paulo no Campo da Graça quando o Bahia goleiou o tricolor paulista por 7 a 2, Lessa fechou a meta em uma das suas maiores atuação parando Remo, Teixeirinha, Neco e Ferrari do ataque tricolor, em outro jogo em Recife contra o Santa Cruz após tomar um gol em que a bola passou por entre suas pernas o que gerou ironias dos jogadores pernambucanos, irritado Lessa fecha o gol e o Bahia vence por 2 a 1, as noticias se davam conta da extraordinária atuação do goleiro tricolor e ele foi saudado com honras no retorno da equipe.
Depois de oito anos no clube, Lessa se despede do tricolor e vai defender o Botafogo de Salvador com ele na meta a equipe alvi-rubra chega a final contra o Bahia e perde por 2 a 0, segundo Osório Vilas Boas presidente ele havia solicitado a um pai de santo para amarrar Lessa para a final, uma semana depois o Bahia convida o Corinthians para o jogo das faixas e como Osvaldo Baliza goleiro que substituiu Lessa no gol do Bahia havia abandonado o clube por não receber seus bichos, a direção do clube convida Lessa para o jogo das faixas e o Bahia leva de 6 a 1 dos paulistas, já nos vestiários Osório se lembra da trabalho de amarração e havia esquecido de desamarra o arqueiro, dois dias depois em um novo jogo o Bahia vence por 2 a 1 mais com Baliza no gol que retornou depois de receber seus bichos.
Segundo meu falecido pai Antonio Galdino, Sr. Raulino e Manuel Cristovão que o viram jogar afirmam que Lessa foi o maior goleiro a atuar nas terras baianas pela sua elasticidade, plastica, agilidade e impulsão, suas saidas de gol eram perfeita e foi Lessa imortalizado por um tricolor fanático Gilberto Gil na musica “Tradição” “No tempo que Lessa era goleiro do Bahia! um goleiro uma garantia”.
Texto: Galdino Silva
Fonte: Livro Esporte Clube da Felicidade de Nestor Mendes Jr.
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 10 Set 2008
Protegido: A HISTÓRIA DE IVAIR EX-ATACANTE DA PORTUGUESA E DO CORINTHIANS
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 05 Set 2008
Protegido: A HISTÓRIA DE ROMEU PELIICIARI
Blog História do Futebol & x7) Perfis & x9) CURIOSIDADES & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 03 Set 2008
ELES CAUSAVAM PÂNICO NO AR!
BALTAZAR conhecido como “Cabeçinha de Ouro” dono de uma grande impulsão fez história no nosso futebol com seus gols de cabeça dos seus 267 gols na carreira 71 deles foram de cabeça começou no Jabaquara em 1945, em 1947 transferiu-se para o Corinthians onde fez sucesso juntos a Luizinho e Cláudio no famoso ataque de 1955 dos 103 gols, defendeu a seleção brasileira nas copas de 1950 e 1954 e pendurou as chuteiras no Juventus em 1959.
DARIO, folclórico centroavante se auto denominava como “Rei Dadá” ou “Peito de Aço” e “Dadá beija-flor”, dono de um faro de gols de linhagem real, todo desengonçado e sem habilidade, más dono de uma velocidade incrivel e uma impulsão melhor ainda, pois segundo ele mesmo “parava no ar” esperando a bola chegar a sua cabeça, marcou mais de 926 gols segundo sua contabilidade, foi artilheiro na maioria dos clubes que defendeu de norte a sul do país como Campo Grande/RJ, Atlético/MG, Flamengo, Sport, Internacional/RS, Ponte Preta, Paysandu, Santa Cruz/PE, Bahia, Goiás, Coritiba, Nacional/AM os principais, além de muitos gols de cabeça Dario tinha muitas frases de efeitos como
““Há três poderes na Terra: Deus no céu, o Papa no Vaticano e Dadá na grande área”.
“Para cada problemática, eu tenho uma solucionática”.
“Eu me preocupo tanto em fazer gols, que não tive tempo de aprender a jogar futebol”
“Não existe gol feio, feio é não marcar gols”
Ficou marcado também por ter sido convocado para a copa de 1970 no México por uma intervenção do Presidente Medici.
FISCHER, Conhecido como ‘El Lobo’ pela sua vontade de vencer, tinha grande facilidade para cabecear por conta de sua estatura elevada. Seu principal momento no futebol brasileiro aconteceu no dia 15 de novembro de 1972, quando marcou dois gols de uma goleada do Botafogo sobre o Flamengo por 6 a 0. Defendeu além do Botafogo/RJ o Vitória/BA onde seus duelos com Sapatão e Roberto Rebouças marcaram o clássico BAVI, suas cabeças eram verdadeiros petardos contras as metas adversárias.
JARDEL, ficou famoso pela sua alta impulsão (já havia tentado ser jogador de vôlei) que o levava a fazer vários gols de cabeça. Nascido no Ceará em Fortaleza e dono de uma cabeça que favorecia na arte de cabeçar “não me compreenda mau amigo Juvando Oliveira”. Revelado pelo Ferroviário/Ce em 1991 chega ao Vasco aonde deu ao clube o título carioca de 1994, mais foi no Grêmio que suas credênciais foram apresentadas para valer com o título da Libertadores de 95 e muitos gols e gols de cabeça, Jardel era marca registrada na grande aréa e caiu nas graças da torcida gremista. Em 1996 Jardel chega ao Porto para se torna idolo e dar ao clube títulos, teve uma passagem pelo Galatasaray onde fez 24 gols em 22 partidas, pela Seleção Brasileira foram 11 jogos e 1 gol somente, passou pelo Sporting Lisboa e depois por vários clubes no Brasil e Europa, revelou que usou cocaina mais está recuperado e hoje defende o Criciuma.
MARK HATELEY, inglês começou a carreira no Coventry City onde seus gols despertaram a diretoria do Portsmouth onde jogou até 1984 quando o Milan o contratou para ser o seu homem de aréa, com sua alta estatura e fisico esbelto, Hateley logo caiu no gosto dos tifosi milanistas, principalmente por marcar gols no rival a Inter de Milão, sua postura dentro da aeréa era perfeita e as jogadas aeréas nos clubes por ondepassou ficaram como marca registrada, o Brasil sentiu na pele a fúria no ar do matador inglês num amistoso no Maracanã em 1984 quando ele marcou o segundo gol do triunfo britânico por 2 a 0. Pela seleção inglesa foram 16 gols em 42 partidas.
HRUBESCH, conhecido como o tanque eterno ídolo do Hamburgo, com seu fisico de decatleta ou halterofelista, por sua força era um jogador lento mais dentro da area era um terror, deu o título da Eurocopa de 1980 aos alemães num jogo dramatico contra a Bélgica ele anotou o gol a poucos minutos do final, seu forte era as bolas altas que sempre batia os zagueiros com sua força bestial, e suas potentes cabeçadas são lembras até hoje pelo torcedores do Hamburgo.
OLIVER BIERHOFF, Tinha uma boa impulsão, aliada à força com que fazia seus gols de cabeça. Também contava com uma grande força em sua perna direita, era um jogador de muita explosão. Em sua carreira, Bierhoff jogou no KFC Uerdingen, Hamburgo, Borussia Mönchengladbach, SV Casino Salzburg (atual Red Bull Salzburg), Ascoli, Udinese, AC Milan, Mônaco e Chievo. Marcou um total de 103 gols na Serie A, um dos melhores resultados para um atleta não nascido na Itália. Em 1997-98, foi artilheiro da Serie A com 27 gols marcados.
Na seleção da Alemanha, Bierhoff marcou 37 gols em 70 partidas, incluindo os dois gols feitos na vitória da Alemanha sobre a República Tcheca na final da Eurocopa de 1996. Após entrar no segundo tempo no lugar de Klinsmann, machucado aos 37 minutos, logo aos 38 minutos ele fez de cabeça o gol de empate da Alemanha, assim o jogo foi para o gol de ouro, e novamente Bierhoff fez outro gol agora de perna esquerda, gol que deu o título para a Alemanha.
PELÉ, bem este era bom em todos os mandamentos do futebol, mais não podemos negar que a impulsão do Rei era um assombro, suas cabeças de olhos abertos e certeiras fizeram a alegria dos santistas e dos brasileiros, a elegância e plasticidade ao subir para cabeçear são marcar resgistradas do Rei Pelé, quem não se cansa de ver o primeiro gol do Brasil na final da Copa de 1970 contra Itália toda soberania dele ao subir e testar para a meta com os olhos de lince bem abertos, sem duvidas Pelé também foi um eximio cabeçeador.
ALDO SERENA, atacante italiano com passagens por grandes clubes do calcio como Inter de Milão, Torino, Juventus e Milan, era conhecido por suas famosas cabeçadas, um terror nas bolas aereas, teve três passagens pela Inter mais somente na última na temporada 88/89 e 89/90 deslanchou, teve uma boa passagem pela Juventus marcou em uma tempora pela Vecchia Signora 21 gols, pela Seleção disputou a Copa de 1990, foram 5 gols pela Azzurra um deles na mesma Copa contra o Uruguai, outra caracteristica de Serena era o chute forte com a perna esquerda.
Pesquisa Fonte: Almanaque Futebol Mundial e Wikipédia
Textos: Galdino Silva
Blog História do Futebol & x7) Perfis & x9) CURIOSIDADES & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 03 Set 2008
TIMES INESQUECIVEIS QUE NÃO LEVATARAM A TAÇA!
BANGU AC ( Vice-campeão Brasileiro de 1985)
Gilmar; Marcio Nunes (Perivaldo), Jair, Oliveira e Baby; Israel, Lulinha e Mário (Pingo); Marinho, João Cláudio e Ado.
Técnico: Moisés
BRASIL DE PELOTAS (Quarto colocado no Brasileiro de 1985)
João Luis; Nei Dias; Silva, Jorge Batata e Hélio (Chico Fraga); Doraci, Canhotinho e Livio; Junior Brasilia, Bira e Alamir.
Técnico: Valmir Louruz
GUARANI FC (Vice-campeão brasileiro de 1986 eVice-campeão paulista de 1988)
1986: Sergio Neri; Marco Antônio, Ricardo Rocha, Valdir Carioca e Zé Mário; Tosin, Tite (Vagner) e Boiadeiro; Catatau, Evair e João Paulo. Técnico: Carlos Gainete Filho.
1988: Sérgio Neri, Marquinhos, Vagner, Ricardo Rocha e Albéris; Paulo Isidoro, Barbieri e Boiadeiro; Neto (Careca), Evair e João Paulo. Técnico: José Luiz Carbone.
LONDRINA (Terceira colocada no Brasileiro de 1977)
Paulo Rogério; Zé Antonio, Arenghi, Carlos e Dirceu; Xaxá, Ademar e Zé Roberto; Nivaldo, Brandão e Carlos Alberto Garcia.
Técnico: Armando Renganeschi
OPERÁRIO/MS (Quarto colocado no brasileiro de 1977)
Manga; Da Silva, Biluca, Silveira e Paulinho; Edson Soares, Marinho e Everaldo; Tadeu, Roberto Cesar e Peri.
Técnico: Carlos Castilho
PONTE PRETA ( Vice-campeã paulista de 1977)
Carlos; Jair, Oscar, Pollozi e Odirlei; Vanderlei, Marco Aurélio e Dicá; Lúcio, Rui Rey e Tuta (Parraga).
Técnico: Zé Duarte
PORTUGUESA (Vice-campeã Brasileira de 1996)
Clemer; Valmir, Marcelo Miguel, Emerson e Roque; Capitão, Gallo, Zé Roberto e Caio; Alex Alves e Rodrigo Fabri.
Técnico: Candinho
SANTA CRUZ (Campeonato Brasileiro de 1975)
Jair, Carlos Alberto Barbosa, Lula, Levir e Pedrinho; Givalnildo, Carlos Alberto e Alfredo; Volnei, Ramon e Pio.
Técnico: Paulo Emilio
SÃO CAETANO (Vice-campeão Brasileiro 2000/2001)
Silvio Luiz; Japinha (Mancini), Serginho, Dininho e Marcos Paulo; Daniel, Simão, Adãozinho e Esquerdinha; Anailson e Magrão.
Técnico: Jair Picerni
VITÓRIA/BA (Vice-campeão Brasileiro de 1993)
Dida; Rodrigo, João Marcelo, China e Renato Martins; Gil Sergipano (Vampeta), Roberto Cavalo e Paulo Isidoro; Alex Alves, Claudinho e Giuliano.
Técnico: Fito Neves
VITÓRIA/BA (Campeonato Brasileiro de 1974)
Joel Mendes; Roberto, Valter, Dutra e França; Paulo Valença, Gibira e Davi; Osni, André Catimba e Mario Sérgio.
Técnico: Bengalinha
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 03 Set 2008
Protegido: A MORTE PREMATURA DE ROBERTO BATATA - ÍDOLO DO CRUZEIRO
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 03 Set 2008
A HISTÓRIA DO ÁRBITRO DULCÍDIO WANDERLEY BOSCHILLA
Dulcídio Wanderley Boschilla faleceu em São Paulo, vitimado por um câncer, em 14 de maio de 1998, aos 59 anos. Foi um dos mais emblemáticos árbitros de todos os tempos no futebol brasileiro. Orgulhava-se de, em 26 anos apitando partidas de futebol, jamais ter tido padrinho que o ajudasse nas escalas. Talvez por isso, jamais chegou ao quadro da Fifa.
Nos gramados, era muito respeitado pelos jogadores pela personalidade. A formação de policial militar o ajudava a conter o ânimo daqueles que ousavam reclamar de suas marcações. Nunca teve medo de enfrentar ninguém. Muito menos de cumprir à risca as regras do jogo. Certa vez, em um clássico entre Palmeiras e Portuguesa no Pacaembu, mandou voltar três vezes a cobrança de um pênalti a favor do time do Canindé alegando que o goleiro Leão havia se mexido.
Deixou a arbitragem sendo considerado um árbitro honesto e sempre lembrado quando partidas complicadas se avizinhavam. Entre outras, dirigiu a decisão do Paulistão de 1974 entre Palmeiras e Corinthians, a final do Brasileiro de 1975 entre Cruzeiro e Inter e a histórica partida em que o Corinthians bateu a Ponte Preta em 1977 e saiu de uma fila de mais de 22 anos sem títulos.
Mas também entrou para a história por situações curiosas. Certa vez, em 1983, interrompeu uma partida entre Atlético Paranaense e Campo Grande, do Rio de Janeiro, pelo Campeonato Brasileiro no final do primeiro tempo por causa de uma dor de barriga. Foi ao banheiro e minutos depois retornou ao gramado sob aplausos da torcida.
Por Marcelo Rozenberg
Blog História do Futebol & x7) Perfis & x9) CURIOSIDADES & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 02 Set 2008
TIMES INESQUECIVEIS QUE NÃO SAEM DA NOSSA MEMÓRIA!
ATLÉTICO MINEIRO DE 1971 (Primeiro campeão do campeonato brasileiro)
Renato; Grapete, Humberto Monteiro, Vantuir e Oldair; Vanderlei e Humberto Ramos; Lola, Ronaldo, Dario e Romeu Cambalhota.
Técnico: Telê Santana
ATLÉTICO MINEIRO DE 1983 (Hexacampeão mineiro)
João Leite; Orlando, Osmar Guarnelli, Luisinho e Jorge Valença (Miranda); Geraldo (Elzo), Toninho Cerezo e Palhinha ( Renato); Titã, Reinaldo e Eder.
ATLÉTICO PARANAENSE DE 2001 (Campeão Brasileiro)
Flávio; Nem, Rogério Correia e Gustavo; Alessandro, Cocito, Kleberson, Souza e Fabiano; Kleber Pereira e Alex Mineiro.
Técnico: Geninho
ATLÉTICO PARANENSE DE 1982/1983 (Bicampeão brasileiro)
Roberto Costa; Ari (Celso), Jair Gonçalves, Bianchi e Sérgio Moura (Detti); Jorge Luis, Lino (Cristóvão) e Assis; Capitão, Washington e Nivaldo (Ivair)
Técnicos; (Geraldino 82 e Lori Sandri 83)
BAHIA (Campeão da Taça Brasil de 1959)
Nadinho; Leone, Vicente, Henrique e Beto, Flávio e Bombeiro (Mario); Marito, Léo, Alencar e Biriba.
Técnico: Geninho
BAHIA (Campeão Brasileiro de 1988)
Ronaldo (Sidmar); Tarantini (Edinho), João Marcelo, Claudir (Pereira) e Paulo Robson, Paulo Rodrigues, Gil e Zé Carlos; Bobô, Charles e Marquinhos (Sandro)
Técnico: Evaristo de Macedo
BAHIA (Heptacampeão baiano de 73/74/75/76/77/78 e 79)
Zé Luis (Luis Antonio), Perivaldo (Toninho), Roberto Rebouças (Zé Augusto), Sapatão e Romero (Washington Luis); Baiaco, Fito (Alberto Leguelé) e Douglas; Jorge Campos (Osni), Beijoca (Zé Neto) e Jesum (Gilson Gênio).
BOTAFOGO (Bicampeão Carioca de 61/62)
Manga; Cacá (Paulistinha), Zé Maria, Nilton Santos e Rildo; Airton e Didi (Edson); Quarentinha; Amarildo, Garrincha e Zagallo.
Técnico: Marinho Rodrigues
BOTAFOGO (Campeão Carioca de 1989) O fim de um tabu
Ricardo Cruz; Josimar, Wilson Gotardo, Mauro Galvão e Marquinhos; Luisinho, Carlos Alberto Santos e Paulinho Criciuma; Mauricio, Milton Cruz e Gustavo.
Técnico: Valdir Espinosa
BOTAFOGO (Campeão Brasileiro de 1995) um título memorável
Wagner; Wilson Goiano, Wilson Gotardo, Gonçalves e André Luis; Jamir, Leandro Ävila, Beto e Sérgio Manuel; Túlio e Donizete.
Técnico: Paulo Autuori
CORINTHIANS (Campeão Mundial 2000 e Bi Brasileiro 98/99)
Dida; Índio, Fabio Luciano, João Carlos (Adilson) e Kleber; Vampeta, Rincon, Ricardinho e Marcelinho Carioca; Edilson e Luizão (Dinei).
Técnicos: Luxemburgo e Osvaldo de Oliveira.
CORINTHIANS (Bicampeão Paulista 82/83) Democracia Corintiana
Leão; Alfinete (Ismael); Juninho, Mauro e Wladimir; Paulinho, Sócrates e Zenon; Biro-Biro (Ataliba), Casagrande e Eduardo.
Técnico: Mario Travaglini
CORINTHIANS (Campeão Paulista de 77)
Tobias (Jairo), Zé Maria, Moisés, Zé Eduardo e Wladimir; Ruço, Basílio, Palhinha (Luciano); Vaguinho, Geraldão e Romeu.
Técnico: Osvaldo Brandão.
CORINTHIANS (Campeão Paulista de 54 o ataque de 103 gols)
Gilmar; Homero e Olavo; Idário, Goiano e Roberto Belangero; Rafael, Luizinho, Cláudio, Baltazar e Simão.
Técnico: Osvaldo Brandão.
CORITIBA (Campeão Brasileiro de 1985)
Rafael; André, Gomes, Heraldo e Dida; Almir, Marildo, Toby; Lela, Indio e Edson.
Técnico: Enio Andrade.
CRUZEIRO (Campeão da Libertadores de 1976)
Raul; Nelinho, Morais, Darci Menezes (Osires) e Vanderlei; Piazza, Zé Carlos e Palhinha; Roberto Batata (Eduardo), Jairzinho e Joãozinho.
Técnico: Zezé Moreira.
CRUZEIRO (Campeão da Taça Brasil de 66)
Raul; Pedro Paulo, William, Procópio e Neco; Piazza e Dirceu Lopes; Natal, Tostão, Evaldo e Hilton Oliveira.
Técnico: Airton Moreira.
FLAMENGO (Campeão Mundial e da Libertadores de 81) (Campeão brasileiro 80/82/83) (Tricampeão Carioca 78/79/79 especial)
Raul, Leandro, Marinho (Rondinelli), Mozer (Figueiredo) e Junior; Andrade ( Caperggiani) (Vitor), Adílio e Zico; Titã (Peu), Nunes (Cláudio Adão) e Lico (Baroninho)(Julio Cesar).
Técnico: Cláudio Coutinho e Paulo César Carpeggiani
FLAMENGO (Tricampeão Carioca 53/54/55)
Garcia (Chamorro); Tomires e Pavão; Jadir, Dequinha e Jordan; Dida(Índio), Evaristo (Rubens), Joel, Paulinho (Benitez)e Zagallo (Esquerdinha).
Técnico: Fleitas Solich
FLAMENGO (Tricampeão Carioca 42/43/44)
Jurandir (Yustrich); Newton (Artigas) e Domingos da Guia (Quirino); Biguá, Bria (Volante) e Jayme; Válido, Zizinho, Perácio, Pirilo e Vevé (Jacy)
Técnico: Flávio Costa
FLUMINENSE (Bicampeão Carioca de 75/76) A Maquina
Renato; Carlos Alberto Torres, Miguel, Edinho e Rodrigues Neto; Pintinho, Paulo César Caju e Rivelino; Gil, Doval e Dirceu.
Técnico: Paulo Emilio
FLUMINENSE (Tricampeão Carioca 83/84/85 e Brasileiro 84)
Paulo Vitor; Aldo, Duílio (Vica), Ricardo Gomes e Branco; Jandir, Delei e Assis (Renê); Romerito (Leomir), Washington e Tato (Paulinho).
Técnico: Cláudio Garcia, Carbone e Carlos Alberto Parreira, Torres e Nelsinho Rosa.
GRÊMIO (Campeão Mundial e da Libertadores 83)
Mazáropi; Paulo Roberto, Baidek, De Leon e Paulo César (Casemiro), China, Osvaldo e Titã (Mario Sérgio); Renato Gaúcho, Caio (Paulo Cesar Caju) e César (Tarcisio)
Técnico: Valdir Espinosa
GRÊMIO (Campeão da Libertadores 95)
Danrlei; Arce, Rivarola, Adilson e Roger; Dinho, Goiano, Carlos Miguel e Arilson; Paulo Nunes e Jardel.
Técnico: Luis Felipe Scolari
GRÊMIO (Heptacampeão gaúcho 62/63/64/65/66/67/68)
Arlindo; Altemir, Áureo, Airton e Ortunho; Cléo e Sérgio Lopes; Vieira, Volmir, João Severiano e Alcindo.
Técnico: Carlos Froner
GUARANI FC (Campeão Brasileiro de 1978)
Neneca; Mauro, Edson, Gomes e Miranda; Zé Carlos, Renato e Zenon; Capitão, Careca (Manguinha) e Bozó
Tecnico: Carlos Alberto Silva
INTERNACIONAL (Campeão Mundial e da Libertadores de 2006)
Clemer; Ceará, Índio, Fabiano Eller (Bolívar) e Hidalgo; Edinho, Wellington Monteiro, Alex (Adriano Gabiru) e Fernandão; Iarley, Rafael Sobis (Alexandre Pato).
Técnico: Abel
INTERNACIONAL (Campeão Brasileiro 75/76 )
Manga; Cláudio Duarte, Figueroa, Marinho Peres e Vacaria; Caçapava, Falcão e Batista; Valdomiro, Dario e Lula.
Técnico: Rubens Minelli
INTERNACIONAL (Campeão Brasileiro 79)
Benitez (Gasperin); João Cláudio, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Cláudio Mineiro; Falcão, Batista e Jair; Valdomiro, Bira (Chico Spina e Mário Sérgio.
Técnico: Ênio Andrade.
INTERNACIONAL(Campeão Gaúcho de 40 a 45 e 47/48) O Rolo Compressor
Ivo Winck; Aufeu e Nena; Assis, Ävila e Abligali; Russinho, Rui, Tesourinha, Carlitos e Vilalba.
Técnico: Ricardo Diez
PALMEIRAS (Campeão da Libertadores de 99)
Marcos; Arce, Junior Baiano, Roque Junior e Junior; César Sampaio, Rogério, Zinho e Alex; Paulo Nunes e Oséas.
Técnico: Luis Felipe Scolari
PALMEIRAS (Campeão Brasileiro 93/94 e Paulista 93/94)
Sérgio (Veloso); Cláudio (Gil Baiano), Antonio Carlos (Tonhão), Cleber e Roberto Carlos; César Sampaio, Mazinho e Zinho; Edmundo, Evair e Edílson (Rivaldo).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
PALMEIRAS (Campeão Brasileiro 72/73 e Paulista 72/74)
Leão; Eurico (Jair Gonçalves), Luis Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu (Zé Carlos) e Ademir da Guia (Toninho Vanusa); Leivinha (Ronaldo); Edu Bala, César Maluco (Fedatto) e Nei.
Técnico: Osvaldo Brandão.
PALMEIRAS (Campeão da Taça Rio 1951)
Fábio Crippa (Oberdan Cattani); Salvador e Juvenal; Túlio, Luís Vila e Dema; Lima, Ponce de Leon (Canhotinho), Liminha, Jair da Rosa e Rodrigues. Técnico: Osvaldo Brandão.
SANTOS FC (Bicampeão Mundial e Libertadores 62/63) e muitos títulos paulistas e da Taça Brasil.
Gilmar; Lima, Mauro, Calvet e Dalmo; Zito e Mengálvio; Dorval, Pelé (Almir), Coutinho e Pepe.
Técnico: Lula
SANTOS FC (Campeão Brasileiro 2002/2004)
Fabio Costa (Mauro); Maurinho (Paulo César), Alex (Aválos), André Luis (Leonardo) e Léo; Paulo Almeida (Fabinho); Renato (Preto), Diego (Ricardinho); Robinho, Elano e Alberto (Deivid).
Técnicos: Leão e Vanderlei Luxemburgo.
SANTOS FC (Campeão Paulista de 1978)
Flávio; Nelsinho, Antonio Carlos, Neto e Gilberto Sorriso; Clodoaldo, Ailton Lira e Pita; Nilton Batata, Juary e João Paulo.
Técnico: Formiga
SANTOS FC (Campeão Paulista de 1984)
Rodolfo Rodriguez; Chiquinho, Marcio Rosini, Toninho Carlos e Gilberto Sorriso (Toninho Oliveira); Dema, Lino e Paulo Isidoro; Humberto, Serginho e Zé Sérgio.
SÃO PAULO (Campeão Mundial e Libertadores 92/93)
Zetti; Cafu, Antonio Carlos, Ronaldão e Ivan; Adilson, Pintado, Rai e Palhinha; Muller (Macedo) e Elivelton.
Técnico: Telê Santana
1993: Zetti; Vitor, Válber, Gilmar e Ronaldo Luiz (André Luiz); Dinho (Doriva), Pintado, Cafu (Toninho Cerezo) e Raí; Palhinha (Juninho) e Muller.
Técnico: Telê Santana
SÃO PAULO (Campeão Mundial e Libertadores 2005)
Rogério Ceni; Lugano, Fabão e Alex Bruno; Cicinho, Josué, Mineiro, Danilo e Junior; Amoroso e Luizão.
Técnico: Paulo Autuori
SÃO PAULO (Campeão Brasileiro de 1986)
Gilmar; Zé Teodoro, Wagner Basilio, Dario Pereyra e Nelsinho; Bernardo, Silas e Pita; Muller, Careca e Sidney
SÃO PAULO (Campeão Paulista de 1957)
Poy, De Sordi e Mauro; Sarará,Vitor Riberto; Maurinho Amauri, Gino, Zizinho e Canhoteiro.
Técnico: Bela Gutmann
VASCO DA GAMA (Campeão Sul-Americano de clubes 1948)
Barbosa; Augusto e Wilson; Eli, Danilo Alvim e Jorge; Maneca, Djalma, Ademir, Friaça e Chico.
Técnico: Flávio Costa
VASCO DA GAMA (Campeão Libertadores 1998)
Carlos Germano; Wagner, Odvan e Mauro Galvão e Felipe; Luisinho (Vitor), Nasa, Pedrinho e Juninho Pernambucano; Donizete (Ramón) e Luizão.
Técnico: Antonio Lopes
VASCO DA GAMA (Campeão Carioca de 87/88)
Acácio; Paulo Roberto, Donato, Fernando e Mazinho; Henrique, Luis Carlos, Geovani e Titã; Romário e Roberto.
Técnico: Sebastião Lazaroni
1988: Acácio; Paulo Roberto, Donato, Fernando e Mazinho; Zé do Carmo, Geovani, Henrique e Bismarck; Vivinho (Cocada) e Romário.
Técnico: Sebastião Lazaroni
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 31 Ago 2008
Protegido: A HISTÓRIA DE IDÁRIO DO CORINTHIANS
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 30 Ago 2008
Protegido: GOLEIRO BATATAIS VIRA MASSAGISTA
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 28 Ago 2008
A HISTÓRIA DE VITOR - EX-QUARTO ZAGUEIRO DO SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE
Vitor, o Victor Ratautas, popular Lituano, ex-quarto zagueiro (dos mais viris) do São Paulo Futebol Clube, de 1954 a 1961, morreu no dia 30 de junho de 1996.
Fez 382 jogos com a camisa são-paulina e marcou sete gols. Os dados são do Almanaque do São Paulo , de Alexandre da Costa. Foi considerado à época um dos grandes marcadores de Pelé.
Nascido no dia 10 de março de 1934, Vitor, que morava em Santo André (SP) e trabalhava com venda de material de segurança, jogou também no Juventus (1952/54), Ponte Preta, Taubaté, Derac, de Itapetininga, onde também atuou como auxiliar técnico, e encerrou a carreira no Saad (antigo São Caetano), em 1969.
Vitor teve três filhos que lhe deram quatro netos.
Ainda sobre Vitor, recebemos o seguinte e-mail, no dia 13 de novembro de 2005, do internauta Pedro Luis Boscato:
“Vitor Paulada jogava no Juventus quando foi para o São Paulo. Time do Juventus, na época, lembro da maioria dos seus integrantes: não lembro o goleiro, Dio e Arnaldo; não lembro o volante, Vitor Paulada e Nésio; ataque era com Paz, Negri, Osvaldinho (Osvaldo Buzone, jogou também no Palmeiras e na Portuguesa, foi campeão paulista em 1947 pelo Palmeiras), Edélcio e Castro.”
É bom lembrar que Vitor era um zagueiro extremamente violento, que caçava seus oponentes.Uns dos perseguidos era Pelé.
Numa tarde chuvosa jogavam São Paulo e Santos no Pacaembu.Pelé recebeu uma precisa bola de coutinho e ia marcar o tento santista, foi quando apareceu a cabeça de Roberto Dias.O jogador do Tricolor deitou-se no chão para impedir o gol.Pelé pegou a bola e não quis marcar o gol.O próprio rei admitiu em entrevistas que se chutasse atingiria em cheio a cabeça do grande Roberto Dias,porém Pelé deixou escapar uma afirmação - Se fosse o Vitor Paulada com certeza teria chutado a bola e sua cabeça-.
Fonte: Site oficial Milton Neves
Texto complementar de Alexandre Martins
Blog História do Futebol & x7) Perfis Sandro Moraes em 20 Ago 2008
O PRIMEIRO GOLEIRO DA SELEÇÃO BRASILEIRA
Marcos Carneiro de Mendonça
Nascimento: 25/12/1894 (Cataguases/MG)
Obs.: em 1894 Cataguases se escrevia com z, ou seja, Cataguazes.
Primeiro goleiro da Seleção Brasileira de futebol (com apenas 19 anos de idade).
Ficha do Jogo:
Brasil 2x0 Exeter City (Inglaterra)
Data: 21/07/1914
Competição: amistoso (friendly)
Local: Estádio das Laranjeiras (Rio de Janeiro)
Árbitro: H. Robinson (Inglaterra)
Gols: Osman e Oswaldo Gomes.
BRASIL: Marcos [Fluminense], Píndaro [Flamengo] e Nery [Flamengo]; Lagreca [São Bento], Rubens Salles [Paulistano] e Rolando [Botafogo]; Abelardo [Botafogo], Oswaldo Gomes [Fluminense], Friedenreich [Ypiranga-SP], Osman [América] e Formiga [Ypiranga-SP]. Técnicos: Lagreca e Rubens Salles.
EXETER CITY: Pym, Forte e Strettle; Rigby, Largan e Smith; Whitaker, Pratt, Hunter, Lovett e Goodwin.
Carneiro começou sua carreira aos 13 anos no Haddock Lobo, antigo clube do bairro da Tijuca que logo viria a se fundir com o América Futebol Clube. Em 1914, transferiu-se para o Fluminense, o clube de seu coração, de onde nunca mais sairia.
Dono de reflexos apurados, grande sentido de colocação, estilo clássico e refinado, Marcos Carneiro, com seus 1,87m de altura, também chamava atenção pelo modo elegante como trajava o uniforme tricolor. Sempre ao final das partidas, curiosamente, as roupas do goleiro (camisa e calção brancos, este último preso à cintura com uma fita roxa, como na foto) ainda estavam praticamente limpas pelo simples fato de estar sempre bem colocado, fato que fazia com que não se atirasse muito ao chão para defender as bolas. Muitos que acompanharam a carreira do atleta diziam que o mesmo arrasava os corações das mocinhas que iam acompanhar os jogos do tricolor carioca nas Laranjeiras. Com suas exibições primorosas, Marcos Carneiro de Mendonça acumulou fama e prestígio numa época em que jogar no gol era algo reservado aos menos hábeis com a bola nos pés.
E há de se perguntar: por que então Carneiro escolheu essa “espinhosa” posição em campo? Na sua infância o garoto foi acometido de febre amarela, sarampo e problemas pulmonares, o que inspirava muitos cuidados por parte de seus familiares. Mas como seu sonho era ser jogador de futebol escolheu a meta por não se exigir tanto esforço como um atleta de linha.
Em sua carreira pela Seleção Brasileira, o ex-goleiro atuou em 15 partidas entre 1914 e 1923. Já como jogador do Fluminense foram 127 jogos e 164 gols sofridos (a alta média de gols se deu pelo fato de os primeiros times da história primarem sempre pelo ataque, e não pela defesa, o que quase sempre resultava em resultados com grande quantidade de gols).
Ao abandonar o futebol precocemente, aos 29 anos devido a uma séria contusão, passou a dedicar-se à profissão de historiador. Porém, continuou participando das atividades do Fluminense, chegando a ser, curiosamente, um de seus presidentes, na época do bicampeonato de 1940 e 1941. Morreu em 19 de outubro de 1988, aos 94 anos, na cidade do Rio de Janeiro.
Carreira de Marcos:
1907: Haddock Lobo
1907-1913: América
1914-1923: Fluminense
Títulos conquistados:
Campeonato Carioca: 1913, 1917, 1918 e 1919.
Foto: Arquivo do Fluminense.
Blog História do Futebol & g4 Uefa & x7) Perfis & EU SEMPRE QUIS SABER??? Sandro Moraes em 20 Ago 2008
O GOLEIRO QUE BATE UM BOLÃO NOS PALCOS

Julio Iglesias e sua ficha de registro no Real Madrid: hoje, batendo um bolão nos palcos
Estava em minha casa ouvindo músicas de Julio Iglesias, as quais aprecio bastante, e veio-me a lembrança de que o cantor fez parte da história do futebol. Poucos sabem que por trás do consagrado artista espanhol existe um grande desportista. Mais ainda: por pouco o mundo da música poderia sequer tê-lo conhecido, quando chegou a compor os quadros do poderoso Real Madrid. Sua trajetória no esporte teve que ser abreviada abruptamente como veremos a seguir.
Julio José Iglesias de la Cueva nasceu na cidade de Madrid, capital da Espanha, em 23 de setembro de 1943. Como quase todo garoto que se preze adorava jogar futebol com seus amigos e tinha o sonho de ser jogador. Só que, contrariando a maioria dos que seguem o caminho da bola, o jovem Julio Iglesias pegou gosto pela posição de goleiro. Levou tão a sério a escolha que foi tentar sua sorte no Real Madrid de ninguém menos que Puskas, Di Stéfano, Canário, Santamaría, Kopa e Cia Ltda.
No ano de 196o, aos 17 anos, Julio Iglesias ingressou nas categorias de base dos Merengues. De cara viu seu time sagrar-se campeão europeu e mundial, apesar de não ter participado de nenhuma das conquistas. Mas pode-se dizer perfeitamente que o cantor fazia parte da equipe campeã. Participou pouquíssimas vezes do time principal, mas o bastante para ter em casa as medalhas de campeão espanhol das temporadas 1960/61, 1961/62 e 1962/63.
Entretanto um desfecho quase trágico interrompeu sua promissora carreira futebolística. Na madrugada do dia 22 de setembro de 1963, Iglesias e um grupo de amigos estavam aproveitando a folga em uma festa nos arredores da capital espanhola, quando ao retornarem para casa sofreram um gravíssimo acidente automobilístico na rodovia Majadahonda de Madrid. Todos os ocupantes do automóvel saíram gravemente feridos e sem muitas perspectivas de salvação.
Julio Iglesias por pouco não ficou paralítico - chegou ao ponto de ser desenganado pelos médicos. Porém, com o grandioso trabalho de fisioterapia do hospital Eloy Gonzalo, o então jogador conseguiu recuperar-se quase por completo depois de um ano de tratamento, sem ter seus movimentos comprometidos. Contudo sua carreira no Real Madrid estava acabada, pois não reunia mais condições de suportar as exigências físicas que o esporte exigia. Hoje em dia está “batendo um bolão” em outro cenário: é dono de uma das mais sólidas trajetórias musicais do mundo, com incontáveis discos de ouro e platina, grande procura por suas apresentações e gravações e uma enormidade de admiradores ao redor do planeta (inclusive este que lhes escreve).
Com 20 anos de idade, Julio Iglesias deixava precocemente o mundo do futebol, mas o suficiente para ter seu nome para sempre gravado na história do esporte.
Fonte: Blog Futebol: uma história para contar - http://futebolhistoria.blogspot.com/
Ficha de registro: arquivo pessoal do Blog
Foto: Lycos.es
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 16 Ago 2008
Protegido: O GRANDE ATACANTE LATO
Blog História do Futebol & x7) Perfis & x9) CURIOSIDADES Walter Iris em 14 Ago 2008
ENTREVISTA DE EDU, DO AMÉRICA A JOSÉ REZENDE, EM 2005.
Aproveitamos a vinda de Eduardo Antunes Coimbra do Rio de Janeiro para passar as festas de fim de ano e fomos ao seu encontro, no dia 11 de fevereiro de 2005, entrevistá-lo em seu apartamento, na Barra da Tijuca. Edu no mundo do futebol sempre teve luz própria, não só porque construiu a sua carreira antes do surgimento de Zico, o irmão famoso, mas, especialmente, em razão do seu excelente futebol que o colocou na galeria dos grandes jogadores brasileiros. Com emoção e fluência, Edu nos falou um pouco sobre a sua vida em família e lembrou momentos importantes de sua infância em Quintino, bairro do qual não esquece:
“Eu nasci em fevereiro de 1947, parido por uma parteira. Aliás, ela fez parto de todos os filhos da minha mãe. Dona Maria, também, morava em Quintino. Não me lembro a hora. Sou o quarto filho de uma família de seis. Sou filho de português com uma brasileira. Meu pai, seu Antunes, um apaixonado por futebol, começou a torcer para o Flamengo depois de uma derrota para o América. O América goleou o Flamengo, ele se encantou pelas cores, ficou sensibilizado com derrota do Flamengo, inverteu as coisas e passou a torcer pelo Flamengo. Meu pai foi um grande empreendedor. Era alfaiate na rua Teófilo Otoni, onde tinha muitos clientes famosos. Ele era um marqueteiro de primeira grandeza. O primeiro marqueteiro que o Flamengo teve na praça, foi o seu Antunes, porque o papo com ele era só Flamengo. Era estranho, porque todos diziam como um português pode torcer pelo Flamengo. Ele dizia que não era português. Português era sabão e vascaíno. Ele era lusitano. Palavras do meu pai. Meu pai foi o grande incentivador. Só o fato de falar muito em futebol, ele criou na nossa mentalidade o desejo, o querer de ser jogador de futebol em todos os cinco filhos homens. Eu desde cedo sonhava em ser um participante. O maior sonho era jogar uma partida no Maracanã. Uma só já me faria feliz para o resto da vida. Baseado nesse incentivo e na própria família que tinha primos que jogavam futebol redondinho, mas não foram profissionais, nós assistíamos muitos jogos de pela de rua. Na época era tudo barro, nem esgoto existia. Nós íamos para a rua assistir, além de jogarmos nas preliminares aquelas peladas de criança. Quintino foi um bairro nobre sob esse aspecto, porque nos deu essa aprendizagem. Em todo o bairro suburbano sempre tem os campinhos de pelada, os festivais aos domingos. Aquelas coisas bonitas. Nós tínhamos vizinhos que eram organizados. Seu Teófilo era um homem empreendedor. Gostava de reunir a rapaziada, fazer escotismo. Além de passeios culturais, ele pegava terrenos baldios e neles, todos juntos, fazíamos nossos campinhos com baliza e tudo. Nas ruas fazíamos marcações com paralelepípedos. Enfim, aquelas coisas de peladeiros de rua. Foi a primeira grande escola que nós tivemos. Tinha o Louro, sapateiro, que ajudava na organização, era o responsável por nós quando íamos jogar em outros bairros. Até que nós criamos o Lucinda Futebol Clube, cujo nome era originário da própria rua Lucinda Barbosa. As camisas tinham as cores do Botafogo. O corretor zoológico não gostava de ser chamado de bicheiro. O Osmar Lage, banqueiro da área, o Vovô, e o Maneco ajudavam o time. Nós, também, passávamos o livro de ouro para conseguir dinheiro. O Maneco, que faleceu no ano passado, nos acompanhou ao longo da vida. Já havia o sonho e ali começava a surgir o atleta. Quando eu falo de mim, eu falo do Antunes, eu falo do Zico. Na época, também era nosso vizinho o Ivan Bahiense, que foi outro incentivador, assim como o Ximango, empresário e radialista, que tinha um olho clínico apurado. Sabia no meio da garotada quem ia ser bom de bola. O Celso Garcia do outro lado da rua, um pouco mais distante, apareceu já na época do Zico. Ele se tornou amigo da família pelo conhecimento que a gente teve no Maracanã. Ele transmitia os jogos, soubemos que ele morava em Quintino e assim passou ao convívio da nossa família. O Celso participava até das reuniões do Juventude. Quando criamos o estatuto do Lucinda, o nome do time passou a ser Juventude, como o Antunes como presidente. Fizemos uma quadra nos fundos da casa da minha mãe. Lá jogávamos as nossas peladas e fazíamos eventos. Tinha o bloco de Carnaval. Nesse bloco de Carnaval, o Wanderlei Luxemburgo era um dos mestres salas. Um passista de primeira categoria. Ele não morava em Quintino, mas jogava no Flamengo com o Zico. Papinha, como nós o chamavam, era muito amigo do Zico, estava sempre lá em casa, onde dormiu várias vezes. Era mais um irmão que nós tivemos, assim como o Geraldo Assobiador. A nossa quadra tem o nome de Geraldo Cleofas em homenagem a ele. Outro vizinho importante, meu compadre e irmão, o Paulo César Martins, o Puruca, morava numa rua mais abaixo da Lucinda Barbosa. Ele é filho único e diz que eu sou o irmão que ele não teve. Jogava uma bola redondinha e, depois, foi titular em três grandes equipes: América, Vasco e Botafogo. Sem o Puruca eu não teria ânimo para fazer teste. Eu era muito pequeno, muito pequeno mesmo, como sou até hoje. Muito magrinho e as pessoas que me olhavam não acreditavam em mim. Não que eu tivesse qualquer problema de ordem física. Eu sou contrário àqueles que dizem que o Zico é um jogador de laboratório. Não é não. O Zico foi cedo pra Gávea, com 12 anos, Queriam encontrar um super homem? Foi o meu caso no América. Eu não cresci porque essa é a minha genética. O Zico, ainda, cresceu um pouco mais. Zico foi ajudado pelo tratamento que teve, mas o grande laboratório foi Quintino, os pais e os irmãos. Sobre isso aí, eu brigo mesmo, porque não gosto de ninguém que quer ser o pai da criança. Pai ele só teve um, que foi o seu Antunes. Na época havia um romantismo maior, uma necessidade do coração em nos impulsionar amadoristicamente. Não era o fato de ser tornar profissional por dinheiro “.
Edu nos conta como chegou ao América, clube no qual iniciou a sua brilhante carreira de jogador profissional:
“O Wilson Careca que era massagista do América informou a mim e ao Paulo César os dias de testes no América, Ele, ainda, vive e mora em Quintino. Existe uma curiosidade em relação ao Wilson. Ele era irmão da esposa de um tio meu, irmão de minha mãe. A esposa dele faleceu em 47, ano em que eu nasci. O filho dele, o Sérgio, foi obrigado a mamar na minha mãe. Meu pai dizia que minha mãe era uma vaca leiteira. Eu brinco com o Sérgio, dizendo que ele me deixou com este tamanhozinho, por mamou todo o leite que era para mim. Essas curiosidades de Quintino são importantes na nossa trajetória. E foi o Wilson Careca que informou a mim e ao Paulo César os dias de teste no América. E lembro que os treinos eram no campo do Mavílis, no Caju. Nessa época, 1962, ainda existia o bonde que ia até o cemitério. Eu e o Puruca fazíamos o ginásio juntos. Ele foi o companheiro que caiu do céu. Os responsáveis pelos testes, no América, era o seu Freitas, um senhor de cabeça branca. Com uma prancheta nas mãos perguntava as posições dos que iam fazer teste. Quando chegou a minha vez, muito envergonhado, respondi que era meia ponta de lança. Veio a resposta: “Ou você é meia ou ponta de lança. Com esse tamanhozinho, você vai lá pra ponta direita “. Eu tremi na base e me senti reprovado. Com todos os méritos que ele pudesse ter, faltou habilidade para tratar com um garoto. Fiquei na ponta que não era a minha posição. Não peguei na bola. Resumo da ópera: eu reprovado e o Paulo César aprovado. O Paulo foi logo para o infanto-juvenil do América. Interessante que ele foi aprovado como centro-avante. Passado um ano, o Paulo já tinha nome, prestígio e me apresentou ao treinador Lapaz. O auxiliar dele, o Odalis de Matos, que me viu jogar se encantou e fez a cabeça do treinador. Fiquei no América, fui federado e comecei a jogar no infanto-juvenil. O Paulo César já era lateral direito e eu passei a titular no centro do ataque, posição que era dele. Eu era atacante com a camisa nove e tudo. Quem me colocou como meia recuado para lançar, porque achava que eu tinha habilidade, foi o falecido Zizinho, um dos maiores craques que o Brasil já teve. Ali ele introduziu o número 1 que mais tarde o Zagallo na seleção brasileira acabou utilizando. O Zizinho foi o criador do número 1. Eu joguei em quinze dias nas quatro categorias. Em 64, atuei no infanto-juvenil, juvenil, aspirantes e profissional. A minha estréia foi num jogo de aspirantes contra o Vasco, no Maracanã. Era o meu grande sonho jogar no Maracanã e nós ganhamos por 2 a 0. A minha estréia no profissional foi com o treinador Lourival Lorenzi. Ele me viu jogar no infanto-juvenil e achou que eu tinha qualidades. A partida foi contra o Botafogo e nessa época, ainda, atuavam jogadores da conquista de 60. Ari, goleiro, Jorge, Leônidas entre outros. Eu entrei no lugar do Fernando Cônsul que havia recebido uma proposta do exterior. O Lourival Lorenzi que, como eu disse, me viu jogar no infanto-juvenil, ousou me escalar nesse jogo. Eu tinha 17 anos incompletos e fui bem. Foi um jogão. O Botafogo tinha um timaço. Eles ganharam por 4 a 0. Depois o Lourival Lorenzi foi substituído pelo Gentil Cardoso e eu não fiquei como titular. O Gentil Cardoso, grande treinador, optou pela minha volta ao infanto-juvenil, por achar prematura a minha permanência no time principal. Ele não ousou como o Lourival Lorenzi. Eu estourei, somente, dois anos depois, em 1966. Nesses dois anos, como já havia jogado nos profissionais, eu era chamado para completar a equipe reserva nos coletivos. Jogava contra Wilson Santos, Leônidas e outros. Eles ficavam encantados com as minhas atuações. Quando o Wilson Santos assumiu, em 66, a primeira providência dele foi me tirar do infanto e me fixar na equipe principal. Assinei meu primeiro contrato e fiquei nos profissionais definitivamente. Em 66, o América, se não me engano, ia completar um ano sem ganhar uma partida. Com o Wilson Santos no comando nós ganhamos da Portuguesa, no campo do Fluminense, por 3 a 2. Dali pra frente, o América excursionou pelo Caribe, viajou para sul do Brasil e eu comecei a fazer um montão de gols. O América contratou grandes jogadores, como Jorginho, do Fluminense, Antunes, meu irmão, que foi o meu suporte maior. Aí, eu deslanchei. Nosso ataque era muito bom com Joãozinho, que veio do Olaria, Antunes, eu e Eduardo, meu amigo, meu irmão. Foi a melhor linha em que joguei em todos os anos no América”.
No ano em que o Bangu conquistou o título de campeão estadual, aconteceram muitos fatos estranhos envolvendo o seu vice-presidente de futebol Castor de Andrade. Lembramos a Edu o comportamento de Castor na partida entre América e Bangu, a qual transmitimos pela Rádio Nacional:
“A entrada de Castor com o revólver foi uma ação inusitada. Eu sofri o pênalti do Fidélis e estava caído quando observei o Castor de Andrade com a arma na mão indo em direção ao árbitro, falando impropérios, coagindo. O Bangu tinha um time muito bom, não precisava daquilo. A partir daquele momento, o árbitro intimidado passou a nos prejudicar vergonhosamente. Tanto é verdade, que no final estava 2 a 2, o empate não interessava ao Bangu e ele acabou bando um pênalti. O Bangu acabou ganhando aquele jogo. Foi um momento indigno para o futebol. No ano seguinte fui trabalhar com o Castor. Ele era o dirigente da seleção, quando fui convocado. Era uma seleção de novos, com Tostão, Dirceu Lopes, Raul. Fomo disputar a Taça Rio Branco contra os uruguaios. A minha relação com o Castor era boa. Ele era um sujeito de mente aberta. Mas, todos sabemos do envolvimento que ele tinha com a contravenção”.
No ano seguinte, o América com uma equipe bem ajustada, realiza boa campanha e decide a Taça Guanabara com o Botafogo numa partida emocionante:
“Em 67, já com o Evaristo dirigindo a equipe, com o time montado pelo Wilson Santos, decidimos a Taça Guanabara com o Botafogo. Era o início da carreira do Evaristo como técnico. Um sujeito que conhece muito futebol. Talvez tenha sido em termos de trabalho de campo, o melhor técnico que eu tive. Novo, inteligente, com idéias novas querendo vencer, como venceu na profissão de treinador. Ele posicionou o time no 4-4-2 como era comum nos times da época. O Botafogo, também, jogava no 4-4-2 com dois ponteiros abertos. Rogério, Roberto, Jairzinho e Paulo César era a linha do Botafogo. O “Caju” explodindo no mesmo ano que eu. Ele fez os três gols do Botafogo nesse dia. Eu fiz o primeiro do América e o Eduardo, de falta, o segundo. Esse jogo teve uma coisa interessante. Eu estava com um anel ou uma aliança. Era noivo. Quando deu a saída, o estádio lotadíssimo, eu corri para o banco, a fim de entregar a aliança ou anel a alguém. Estava de costas para o campo e ouvi o barulho da torcida. Olhei e era gol do Botafogo. Na nossa saída combinei com o Antunes, meu irmão, vamos tocar a bola pra. Eu vou me meter entre o Leônidas e o Zé Carlos e você enfia essa bola. Aí, empatamos o jogo. No 2º tempo, o Eduardo fez o 2º gol e depois o Botafogo empatou. Na prorrogação, o Botafogo venceu com outro gol do Paulo César. Nesse dia, o Botafogo estava com dez jogadores, Jairzinho havia sido expulso. Realmente, nós estávamos donos da situação, mas perdemos muitas chances de gols. O nosso goleiro Arézio, o menos vazado da Taça Guanabara, nessa partida não foi feliz. Nossa defesa também não se comportou bem. Começamos a marcar em linha e o time do Botafogo era muito veloz. Houve uma certa negligência na marcação do Gerson. Não era um jogador veloz, mas com a bola no pé fazia o que bem queria. O Paulo César sempre entrando na diagonal e numa dessas ações eles fizeram o gol. O resultado foi mais méritos do Botafogo”.
Edu continua sendo a peça principal do time do América e ele nos conta sobre as várias etapas vividas com a camisa rubra até a sua saída do clube:
“Os anos foram se passando e o América sempre conseguiu montar grandes times até o ano de 1974, quando conseguimos vencer a Taça Guanabara, no seu último ano como jogador do América. Nessa fase tive muitas alegrias, joguei com grandes jogadores. Aprendi com grandes treinadores. A ressaltar o ano de 69 quando eu me tornei o artilheiro máximo do Brasil. Na época, o campeonato brasileiro tinha o nome de Roberto Gomes Pedrosa, com times do Rio Grande do Sul, de Minas, do Rio, de São Paulo. Por estar passando por um grande momento é que houve a maior frustração. A maior tristeza da minha vida foi merecer a convocação para uma Copa do Mundo e não ser convocado. A convocação para a Copa de 70 foi em 69 e eu vinha jogando um futebol de primeira qualidade, merecedor de uma oportunidade. Talvez o fato de jogar no América tenha influenciado negativamente na minha não convocação, tanto pelo João Saldanha como pelo Zagallo. O América tinha outros jogadores em condições de envergar a camiseta brasileira. Era complicado, o peso da camisa influenciava muito na hora da decisão. Vivíamos numa ditadura e o que se diz é que o governo influenciou muito na convocação dos jogadores que tinham apelo popular, inclusive, maior do que o meu e em determinados estados que também tinham um apelo maior em termos de mídia. O regime militar estava aliado à mídia com uma força muito grande. Particularmente, eu prefiro não acreditar nisso e acreditar na lisura das pessoas. Se as convocações foram coerentes com o ponto de vista do treinador eu até aceito. Agora, se houve interferência do regime militar, a tristeza seria maior. Mas, não nego que fiquei muito abalado com a não convocação e a partir de então me criou um certo desânimo. É chato falar sobre isso, mas é uma realidade. Uma pessoa que luta bravamente, minha carreira foi feita de luta desde o início, com o objetivo de ir a uma Copa do Mundo e não ser convocado em condições de ser convocado, realmente machucou muito. Não que eu tivesse declinado a partir de 70. Tive sim duas contusões que me afastaram por muito tempo do futebol. Foram duas hérnias e quando voltei, recuperei a forma, porém o tempo passava e não cheguei a ser aquele jogador do início da carreira. De qualquer maneira tive ainda muitas alegrias, como eu disse de ser campeão da Taça Guanabara de 74. Joguei apenas o primeiro turno. Ali o meu ciclo no América estava encerrado. Eu já não tinha mais motivação. Também, me dói falar sobre isso. Apesar de reconhecer naquele elenco um dos melhores de todos dos tempos, não era um grupo unido. Você não podia dizer esse grupo é família. Apesar de ter sido campeão e campeão justamente no dia 22 de setembro de 1974, em que milha filha completava dois anos de idade e a festa se estendeu até lá em casa. Apesar de tudo isso, não tinha mais aquele prazer de outras épocas. Esse fato foi determinante para a minha saída do América”.
Edu pautou a sua vida profissional pelo cumprimento dos seus deveres profissionais e causou surpresa o sério desentendimento com o técnico Zezé Moreira, em 1971:
“Um momento negro na minha carreira foi realmente esse. Psicologicamente, eu estava muito afetado com as hérnias que eu tinha tido e queria recuperar o tempo perdido. Foram praticamente dois anos de agonia com a recuperação. Pior do que isso é que eu havia assinado contratos e as pessoas diziam que eu não queria jogar, só queria dinheiro. Coisa de gente sem caráter. A pressão era grande e eu não ficava bom. Os diagnósticos não acusam o que eu tinha. Fui obrigado médicos fora do América para diagnosticar a hérnia. Eu sentia muita dor e as pessoas não acreditavam. Fiquei fisicamente debilitado. Por sorte encontrei uma pessoa maravilhosa dentro do América, um conselheiro, senhor Habib Hass, a quem devo muito da minha formação como homem. Ele incentivava a nós estudarmos. A mim, ao Paulo César Martins, ao Badeco, ao Tadeu. Éramos universitários e isso se chocava com a mente antiquada de determinados treinadores que eram verdadeiros ditadores. Eles também aprenderam com a gente. O nosso comportamento ajudou a filosofia dos velhos treinadores.
O Zezé Moreira seguia uma linha antiga. Mas, eu errei muito numa partida. Mal psicologicamente como eu disse, fui substituído num momento em que estava muito bem na partida. Quando o alto-falante anunciou a minha substituição, por azar a bola estava comigo e eu chutei sem saber para onde. No dia seguinte, vim saber que chutei contra o meu gol. No vestiário, após a partida, ele veio me agredir e só não conseguiu porque os jogadores o impediram. Ficou feio porque no dia seguinte ele se demitiu e eu fiquei com uma imagem negativa por ter provocado uma situação daquela natureza. Lógico que me arrependo muito, porque não era da minha formação praticar esses atos. Como sou humano também tenho o direito de errar. Se errei no futebol, esse foi meu único erro grave. Depois me penitenciei com ele, com a direção do clube e com meus companheiros por não ter tido uma reação equilibrada”.
Edu sai do América emprestado ao Vasco da Gama, mas não fica muito tempo. Ele explica as razões da sua passagem tão rápida por São Januário:
“Eu fui emprestado pelo América ao Vasco da Gama. Tive momentos excepcionais no Vasco e em três jogos já tinha feito seis gols. Estava novamente motivado, numa nova casa onde eu tinha sido muito bem acolhido e jogando um futebol realmente excepcional, culminando com a fase final do campeonato de 75 entre Vasco, Botafogo e Fluminense. Na cláusula do empréstimo eu não poderia ter jogado contra o América. Como meu momento era muito bom, eu era bilheteria. O Vasco me deu uma carta de garantia, dizendo que me contrataria ao América pelo preço estipulado no contrato entre os dois clubes. Eu joguei aquela partida contra o América, porque era jogador do Vasco, a camisa que eu vestia naquele momento era a do Vasco. Fomos às finais, o Fluminense foi o campeão, eu joguei a primeira partida contra o Fluminense que nos ganhou por 4 a 1, eu fiz o gol e depois no jogo seguinte frente ao Botafogo eu fui barrado. Faltando poucos minutos para terminar o jogo, o Vasco estava ganhando por 1 a 0, o Roberto se machucou e o Travaglini me colocou. Eu, ainda, de meia arriada, desanimado porque estava no banco, mal que eu entrei, recebi um lateral e percebi que o Ubirajara Alcântara estava adiantado. Lá do meio de campo fiz um golaço encobrindo o Ubirajara. Aquele gol foi muito comentado no dia seguinte e que seria um absurdo eu não ficar no Vasco. O América mordido com aquela situação não quis parcelar o valor do meu passe, exigindo o dinheiro à vista. O Vasco não aceitou porque não quis ou não tinha dinheiro para pagar. Quem me deu a carta garantindo que me contrataria foi o Agartino Gomes, presidente do Vasco, e depois simplesmente me devolveu ao América. Havia a promessa que não foi cumprida”.
A partir de 75, Edu segue a sua vida profissional, vestindo mais quatro camisas, até encerrar a carreira:
“Voltei para o América sem motivação. Por sorte, o Flamengo me quis. Inicialmente, por empréstimo e depois em definitivo. No Flamengo, o treinador me disse que eu ia disputar a posição com o Zico. Ele optava em jogar com os dois irmãos Luizinho e Caio, em detrimento dos outros dois irmãos. Respeitei a decisão do treinador e se a dupla Edu-Zico seria perfeita, deixo o julgamento para vocês da imprensa.
Todas as fases da minha carreira foram importantes. No Bahia fomos campeões estaduais. No Colorado fui dois anos artilheiro do campeonato paranaense. Por último, vim para o Campo Grande que era o time de infância de meu pai. Seu Antunes morou em Campo Grande e gostava muito do Campo Grande. Ele sempre usava na lapela o distintivo do Campo Grande, como homenagem ao bairro que o acolheu quando era solteiro. Eu tinha um carinho muito especial pelo Amilton, o Mituca, já falecido. Ele foi muito importante na minha formação e me ajudou em vários aspectos. Mituca era o vice-presidente de futebol e o Ilídio, presidente. O Campo Grande era muito organizado, formava boas equipes e disputava o campeonato de igual para igual. Entre os médios e os pequenos era sempre o primeiro. Eu tive duas passagens pelo Campo Grande. A primeira em 79 e a segunda em 81. Nesse intervalo, cheguei a jogar no Brasília Esporte Clube, mas não me senti feliz porque lá o futebol não existia naquela época. Voltei para encerrar no Campo Grande, no ano em que o clube conquistou a Taça de Prata com o Jair Pereira. Eu me sentia bem jogando no Campo Grande e pelos laços afetivos foi super interessante. Resolvi parar de jogar, apesar de me sentir bem, com 34 anos, porque já estava trabalhando na antiga FUNABEM. O futebol já não era prioridade. Queria seguir outros caminhos e quis o destino que o América me convidasse para começar a carreira de treinador. Trabalhava na FUNABEM e dirigia a equipe de juniores do América, em 1982”.
Edu foi um atacante completo. Rápido, driblador, chutes precisos com as duas pernas, sempre deu trabalho às defesas contrárias. Ele nos fala sobre seus marcadores e adversários:
“Todos os meus marcadores eram chatos e chegavam no campo e me diziam:“O homem mandou colar em você”. Isso me dava orgulho, porque ter sempre alguém colado em mim mostrava que eu era um jogador de qualidade. Apesar de toda essa marcação, eu não tenho nenhum jogador que especificamente tivesse receio. Eu tinha admiração por um deles que é o Carlos Roberto, que agora vai ser técnico do Botafogo. Ele me marcava o tempo inteiro com uma lisura incrível. Foi o único jogador que me marcava sem me dar uma porrada. Eu o admirava e isso é importante no futebol, você enfrentar o adversário e admirar as suas qualidades. Eu nunca quebrei osso nenhum, mas apanhei muito. Alguns jogadores eram muito desleais e, pior, tinham treinadores desleais, porque as ordens vinham do banco. Isso é que entristece às vezes no futebol. A briga de toda família sempre foi que a arte tem que sobrepujar a ignorância. Quantos jogadores foram destruídos ou quase destruídos pela incompetência dos outros. Eu, sempre achava facilidade em fazer gol. Nunca coloquei a situação fazer gol como dificuldade, senão não iria fazer. Para mim qualquer espaço. Para mim qualquer espaço do campo onde eu estivesse, seja de longa distância, de média distância, de pequena distância, eu sempre tinha visão do gol. Eu jogava futebol olhando para o gol. Aliás, eu tinha antevisão. Eu até escrevi um livro sobre isso. A diferença daquele que se destaca no campo é essa, é o sensorial apurado. Minha visão era sempre futurista. Eu memorizava e em segundos definia. Grandes craques do futebol, não me incluo porque tem gente melhor do que eu, sempre tiveram esse apuro. Hoje, ainda, existem muitos. Estão aí os Ronaldos, Kaká e outros que não me deixam mentir. Então, nunca temi nenhum goleiro e achava que em todos eles ia fazer gols. Joguei contra grandes goleiros, Andrada, Manga, Gilmar. Em 66, quando estava iniciando, o América treinou contra a seleção brasileiro, em Teresópolis, quando foram convocados quarenta e tanto jogadores. Enfrentei grandes goleiros, sem temê-los”.
Edu fala sobre os bons resultados obtidos como técnico e faz sua autocrítica como atleta profissional:
“Todo início tem importância. A Taça Rio de 82, no América, foi o passo para eu assumir a carreira de treinador. Depois fui bicampeão pelo Vasco da Gama, campeão estadual com o Botafogo, campeão em Joinville. Já estamos há dez anos no Japão e ao lado do Zico vamos disputar a Copa de 2006, na Alemanha. Se eu tivesse hoje com 18 anos, eu faria muita coisa diferente. Eu peguei uma época, sem querer criar polêmica, em que o nível cultural era outro, com exceções. Eu conheço jogadores que iniciaram antes de mim e que se formaram, como o Cacá, o Ivan Bahiense. Mas a grande maioria era despreparada. Não havia aquele cuidado com o corpo, as noitadas eram freqüentes. Eu não fui orientado nesse sentido. Eu devia ter me cuidado mais. O Zico foi diferente. Não quer dizer que eu não tenha sido um grande profissional. Fui obediente, mas eu deveria ser um atleta melhor do que fui. Isso que eu faria se estivesse iniciando agora a minha carreira”.
Texto digitado pelo autor do artigo.
FONTE: Livro “HEI DE TORCER ATÉ MORRER”, de José Rezende.
Blog História do Futebol & x7) Perfis & x9) CURIOSIDADES Walter Iris em 09 Ago 2008
MANECO, O ‘SACI DO IRAJÁ”, DO AMÉRICA
No início da década de 40, um crioulinho driblador, arisco, chamado Manoel Anselmo da Silva encantava a todos que presenciavam as peladas em Irajá. Era o Maneco, o “Saci de Irajá”. Num jogo entre Irajá e Manufatura pelo Campeonato da Federação Atlética Suburbana, o neguinho comeu a bola. Não demorou, lá estava ele vestindo a camisa rubra do América.
Em julho de 1942, na 5ª rodada do campeonato carioca, Maneco estréia na equipe principal, em Campos Sales. O América perde para o Flamengo por 4 a 3, mas o estreante, além de atuar bem, marca um dos gols americanos. Os outros dois foram assinalados por Esquerdinha e Nelsinho.
Maneco integrava a famosa linha “tico-tico no fubá” e a cada ano se firmava como um dos principais jogadores do América. Suas boas atuações o levaram à seleção carioca. Convocado em fevereiro de 1947, Maneco arrasou com a seleção paulista nas partidas finais do campeonato brasileiro. Os cariocas perderam o primeiro jogo por 5 a 2, venceram o segundo por 3 a 2, com dois gols de Maneco e um de Ademir e, no dia 16 de março, sagraram-se campeões brasileiros, ganhando a terceira partida por 4 a 1, com três gols de Maneco e um de Chico. Era a consagração do excelente futebol do “Saci do Irajá”, que formou com Pedro Amorim (Fluminense), Heleno (Botafogo), Ademir (Vasco) e Chico (Vasco) a linha atacante campeã.
Nessa partida, Maneco deu um baile no famoso Domingos da Guia e no dia seguinte desfilou na Avenida Rio Branco com a bola do jogo debaixo do braço.
As extraordinárias atuações de Maneco nas finais contra a seleção paulista foram publicadas na imprensa francesa. Na sua seção esportiva, o jornal parisiense Record comentou: “Maneco enfeitiçado conseguiu enfiar três bolas nas redes paulistas”.
A convocação para a seleção brasileira veio em seguida. Em 29 de março, o Brasil empata de 0 a 0 na primeira partida da Copa Rio Branco diante do Uruguai, Maneco substitui Ademir no decorrer do jogo. No dia 1º de abril, Maneco substitui, novamente, Ademir durante o jogo, vencido pelo Brasil por 3 a 2, gols de Tesourinha, Jair e Heleno, enquanto Medina e Rodolfo marcaram para os uruguaios.
No campeonato carioca de 1950, Maneco realizou grandes partidas na excelente equipe dirigida por Délio Neves, que se manteve invicta até a antepenúltima rodada. No jogo final diante do Vasco, o grande meia-direita marcou o gol americano na derrota por 2 a 1.
Após encerrar a sua carreira de jogador, Maneco continuou no América, único clube de sua vida profissional. Maneco, de 1942 a 1956, com a camisa do América, marcou 187 gols. Passou a dirigir a equipe juvenil. Com problemas financeiros começou a atrasar as prestações da casa que comprara em Irajá, lugar o qual sempre dizia: “Nasci aqui, aqui é o meu lugar”.
Alertamos os leitores para o relato de Lima, um dos personagens deste livro, sobre os fatos que levaram o alegre Maneco ao suicídio.
RELATO DE LIMA
Um fato que me trouxe muita tristeza foi a morte do Maneco, meu companheiro de América, e meu grande amigo. Três dias antes de morrer ele foi à minha casa, querendo falar comigo. Ficamos conversando e bebendo uns conhaques e ele acabou não falando o que queria. Cheguei a comentar com a minha mulher, que o Maneco queria falar alguma coisa. Depois vim saber, que ele estava com as prestações da casa, onde morava no Irajá, atrasadas e com ordem da justiça para desocupar o imóvel. Quando o Maneco parou de jogar, foi dirigir o juvenil do América, com o salário diminuído. Ele para saldar a dívida da casa, pediu dinheiro a um dirigente do América, mas não foi atendido.
No dia de sua morte, ele foi à casa de uma prima, que era sua vizinha e pediu para tomar banho, alegando estar sem água em casa. Pegou meio copo de cachaça e foi para o banheiro. Como ele estava demorando muito, a prima após bater várias vezes na porta, chamou um conhecido que ao olhar pelo basculante, viu o Maneco sentado no chão junto à porta, já morto. No copo de cachaça ele tinha colocado formicida.
FONTE: Livro ‘HEI DE TORCER ATÉ MORRER”, de José Rezende.
Blog História do Futebol & x7) Perfis Sandro Moraes em 30 Jul 2008
Ênio Vargas de Andrade, Jogador e técnico de futebol!!!
Nasceu em Porto Alegre/RS, em 31 de março de 1930 e faleceu aos 67 anos em sua cidade natal, no dia 22 de janeiro de 1997.
Jogador técnico e inteligente, Ênio iniciou a carreira no São José. Destacou-se no Internacional, mas apesar dos títulos, foi negociado com o Renner de Porto Alegre. Lá, formou o grande esquadrão da história do clube do bairro Navegantes. No final de 1958 foi negociado com o Palmeiras. No Verdão, iniciou o campeonato de 1959 como titular, mas perdeu a posição para Chinesinho (também ex-Internacional). Com a saída de Chinesinho, Ênio foi novamente preterido, com a contratação do carioca Ademir da Guia. A seguir, Ênio atuou em Pernambuco, e voltou ao São José, para encerrar a carreira de jogador e iniciar a de técnico.
Como jogador atuou nas seguintes equipes:
• São José (Porto Alegre) - 1946 a 49
• Internacional (Porto Alegre) - 1950 a 51
• Renner (Porto Alegre) - 1952 a 58
• Palmeiras (São Paulo) - 1958 a 61
• Náutico (Pernambuco) - 1961
• São José (Porto Alegre) - 1962
Títulos como jogador:
• Campeão metropolitano em 1950, 1951 (Internacional) e 1954 (Renner);
• Campeão gaúcho em 1950, 1951 (Internacional) e 1954 (Renner)
• Campeão paulista em 1959 (Palmeiras)
• Campeão da Taça Brasil em 1960 (Palmeiras)
• Campeão panamericano em 1956 (Seleção Brasileira)
Como técnico, Ênio Andrade faria história em campeonatos brasileiros. Foi três vezes campeão, com três equipes diferentes: Internacional (1979), Grêmio (1981) e Coritiba (1985). Também foi duas vezes vice-campeão, com o Grêmio (1982) e Internacional (1987). Sua maior ligação foi com o Internacional e o Cruzeiro, clube que foi a casa do velho treinador, em seus últimos anos de carreira.
Sua filosofia simples de trabalho, que conquistava os jogadores, podia ser resumida em uma frase do mestre: “Eu perdi, nós empatamos, vocês ganharam”.
Equipes pela qual Ênio Andrade disputou o campeonato brasileiro:
1975 Grêmio
1976 Santa Cruz
1977 Sport
1978 Juventude
1979 Internacional
1980 Internacional
1981 Grêmio
1982 Grêmio
1984 Náutico
1985 Coritiba
1986 Sport
1987 Internacional
1988 Palmeiras
1989 Cruzeiro
1990 Internacional
1991 Internacional
1992 Cruzeiro
1994 Cruzeiro
1995 Cruzeiro
Resumo:
361 partidas
151 vitórias
100 empates
110 derrotas
20 campeonatos disputados
Blog História do Futebol & x7) Perfis Sandro Moraes em 30 Jul 2008
Carlos Antônio Kluwe, um dos primeiros ídolos do Internacional de Porto Alegre!!!
Carlos Antônio Kluwe, nascido em Bagé/RS, em 03 de janeiro de 1890, foi um dos primeiros ídolos do Internacional de Porto Alegre, único clube pelo qual o atacante atuou.
Veio para Porto Alegre para estudar medicina, ingressando no Internacional logo após a fundação do clube.
Era conhecido como a majestade no campo. Era um grandalhão, com um metro e noventa, forte, chutava ao gol de qualquer distância, com pé esquerdo ou direito.
Muitos consideram que Kluwe moldou a vida do Internacional, impondo sua forte personalidade, tornando-se o principal responsável pelas vitórias alcançadas. Jogou no clube entre 1909 e 1915. Foi campeão municipal em 1913, 14 e 15.
Em 1915, formou-se pela Faculdade de Medicina da UFRGS.
Em 1916, abandonou o futebol, com apenas 26 anos. Apenas uma frustação o acompanhava: não ter vencido nenhum Gre-Nal, pois o Grêmio abandonara a Liga Porto-Alegrense de Futebol em 1913, e disputara um campeonato à parte em 1914 e 1915. Mesmo assim, continuou ligado ao Internacional, tornando-se diretor de futebol.
Em julho de 1919 Kluwe, um manifesto assinado por “senhoritas coloradas” (Kluwe fazia sucesso com o público feminino) pediu que o ex-jogador atuasse em um Gre-Nal, que seria disputado na Chácara dos Eucaliptos. Apesar de ter ficado afastado por 4 anos, Carlos Kluwe decidiu jogar, e marcou o primeiro gol da vitória colorada por 2 a 0. Era a sua vitória em um clássico. Kluwe acabou jogando o resto da temporada e também em 1920, quando novamente foi campeão.
Mais tarde, Carlos Kluwe retornou a Bagé, onde tornou-se um médico famoso e foi prefeito entre 1948 e 1951.
Faleceu em 16 de setembro de 1966.
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 27 Jul 2008
Protegido: FERENC PUSKAS - O ESQUERDA DE OURO
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 18 Jul 2008
Protegido: JACOZINHO E SUAS HISTÓRIAS
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 11 Jul 2008
Protegido: A INCRÍVEL POPULARIDADE DE LEÔNIDAS DA SILVA
Blog História do Futebol & x7) Perfis Edu Cacella em 06 Jul 2008
NEWS:Saiba como Roberto virou ‘Dinamite’
Nome que consagrou craque do Vasco da Gama, atual presidente do clube, nasceu na redação de um jornal carioca
André Garcia TV Globo
Maracanã, 25 de novembro de 1971. Pelo Campeonato Brasileiro, o Vasco vencia o Internacional por 1 x 0. O técnico cruzmaltino, Admildo Chirol, decide sacar Gílson Nunes para a entrada do jovem Roberto, de 17 anos. Na primeira bola que recebe, Roberto, recém-promovido dos juvenis, passa por quatro marcadores e faz um golaço. No dia seguinte, o “Jornal dos Sports” estampava na manchete: “Garoto-Dinamite explodiu”.
Pronto. Estava criado um dos apelidos mais famosos do futebol brasileiro. Certo? Errado! Diferentemente do que é divulgado, a alcunha “Dinamite” surgiu um pouco antes.
Mário Jorge Guimarães, hoje um dos editores executivos do departamento de esporte da TV Globo, na época trabalhava no “Jornal dos Sports” e acompanhou o surgimento de perto:
- Em 1971, o jornalista Eliomário Valente, do “Jornal dos Sports”, cobria um treino do Vasco. De repente, um jovem que treinava entre os titulares chutou com tanta força que chamou a atenção de todos que assistiam ao coletivo. De volta à redação, Eliomário comentou com colegas que “tem um garoto com um chute muito forte. Um deles teve tamanha violência, que a marca da bola ficou estampada na trave (as balizas ainda eram feitas de madeira). O garoto tem dinamite no pé!”. Aparício Pires, editor-chefe do jornal, estava à procura de uma boa manchete e escutou o bate-papo. Após alguns palpites, teve a idéia de abrir o jornal de 20 de novembro de 1971 com a seguinte capa: “Vasco escala o garoto-dinamite”.
O garoto em questão era Carlos Roberto de Oliveira, até então conhecido apenas por Roberto. No tal treino, havia marcado dois gols, garantindo escalação para o próximo confronto, contra o Atlético Mineiro, na capital mineira. Mas Roberto não se saiu bem na primeira oportunidade como titular (a estréia no time de cima acontecera sete dias antes, quando entrara no intervalo na derrota para o Bahia por 1 x 0). Assim, na famosa partida contra o Internacional, Roberto começou no banco de reservas. Era só o início da carreira de um dos maiores ídolos do futebol brasileiro e do Vasco, que marcou 708 gols com a camisa vascaína.
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 04 Jul 2008
AYMORÉ MOREIRA - UMA GRANDE FIGURA DO FUTEBOL BRASILEIRO
Aymoré foi goleiro dos mais prestigiados personagens no futebol brasileiro. Jogou no América, no Palestra Itália e no Botafogo onde atuou por dez anos entre 1936 a 1946. E foi no clube de General Severiano que foi convocado para a seleção brasileira. Aymoré foi goleiro de uma geração que não usava luvas. A imprensa que acompanhava seus jogos, costumavam chamá-lo um “goleiro elástico e voador”. Deixou as quatro linhas para ser técnico. Teve altos e baixos, mais altos do que baixos. Foi treinador da seleção brasileira diversas vezes, chegando mesmo a ser campeão mundial em 1962 no Chile. Aymoré Moreira, morreu em Salvador no dia 26 de julho de 1998 isolado e esquecido de todos.
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 03 Jul 2008
Protegido: A MAIOR VAIA DO MARACANÃ
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 03 Jul 2008
Protegido: A INJUSTIÇA AO ZAGUEIRO BIGODE
Blog História do Futebol & (BAHIA) & x7) Perfis & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 28 Jun 2008
ELES DANÇARAM TANGO NO FUTEBOL DA BAHIA
Alguns jogadores argentinos passaram pelo nosso futebol e brilharam com jogadas, gols e títulos e aqui na Bahia não foi diferente hermanos que até hoje são lembrados pelos feitos memoráveis na terra do axé.
Tarrios médio nascido também na Espanha e naturalizado argentino foi um dos primeiros portenhos a desembarcar na Bahia primeiro para defender o Galicia de 1936 a 1938, quando se transferiu para o Bahia, famoso por só querer jogar grandes clássicos, marcou época no Galicia nos jogos contra o Bahia que tinha Kuko seu compatriota, suas apostas antes dos jogos causavam verdadeiros frenesis nas torcidas dos dois clubes, no dia 10 de outubro de 1937 segundo Carapicu na vitória do Galicia diante o Bahia por 2 a 0, Tarrios fez uma atuação de gala no Campo da Graça e saiu aplaudido de pé por todos no estádio, em 1939 ele voltou a Argentina e no inicio dos anos 40 voltou para defender o Bahia mais já sem o mesmo brilho.
De Vinche (A muralha) outro argentino que jogou no Galicia, nascido na Espanha mais naturalizado argentino, foi um dos maiores goleiros que já passaram pela Bahia, era quase que impossível transpor a meta galega devido a sua plástica e elasticidade, em um clássico contra o Bahia defendeu dois pênaltis cobrados por Pedro Amorim, jogou pelo clube de 1937 a 1939 quando voltou a Argentina para a tristeza da torcida do Galicia.
Bermudes, meia argentino clássico, segundo Carapicu companheiro de conquistas e tio de um grande amigo, ele não jogava bailava pelo Campo da Graça com estilo, passes perfeitos, estilistas na arte de fazer belos gols, fazia sucesso com as moças e gostava muito da noite e de um bom vinho e charutos importados, muitas vezes fazia corpo mole para não jogar, mais quando vestia a camisa azul do Galicia se transformava ele foi um dos grandes nomes da conquista do título de 1937.
Kuko primeiro argentino a jogar no Bahia, chegou do Vasco em 1938 já em final de carreira mais com raça e um vigor físico fora do comum foi apenas uma temporada muitos gols e algumas confusões com seus compatriotas Tarrios e Gorriz que atuavam no Galicia, famoso por fazer gols no clássico contra o Vitória Kuko marcou 14 gols com a camisa do Bahia em 21 jogos, foi o suficiente para abrir a porta do tricolor para novos jogadores argentinos.
Mario Giuseppe Avalle, ítalo-argentino era um médio esquerdo que encantou por dois anos no futebol da Bahia, ao lado de Hector Papetti e Dante Bianchi formaram a maior linha média da história do Bahia, Papetti ainda jogou pelo Botafogo/RJ, depois voltou em 1943, de 1940 a 1942 eles deram um toque de tango ao nosso futebol, Bianchi jogou até 1949 no clube e Avalle até 1946 quando num jogo amistoso contra o Flamengo leva uma cotovelada nos rins e veio a falecer sete meses depois.
José Francisco Sanfilippo, El Nene nascido em Buenos Aires em 04/05/1935 chegou ao Bahia vindo do Bangu em 1968, jogou até 1971 ele que já havia demonstrado suas habilidades e qualidades de artilheiro em 1960 quando o San Lorenzo eliminou o Bahia da Taça Libertadores, marcando três gols em dois jogos, veio pagar sua divida com a torcida tricolor com muitos gols foram 42 e dois títulos em 1970 quando marcou três na goleada de 6 a 0 sobre o Itabuna e em 1971. Sanfilippo para muitos foi um dos maiores jogadores que vestiu a camisa do Bahia, meu falecido pai Antonio Galdino exaltava sempre as suas qualidades, categoria e raça que atuava sangue, suor e irreverência fizeram ele cair rapidinho nas graças da torcida tricolor.
Carlos Adolfo Buttice, nascido em Buenos Aires em 17/12/1943, chegou ao Bahia em 1972 procedente do América/RJ, com passagens por Huracan, San Lorenzo, espalhafatoso mas espetacular, mantinha a tradição da escola Argentina de bons goleiros, não perdia uma bola alta, suas saídas de gol eram espetaculares, muitas vezes bailava dentro de campo driblando os atacantes adversários, em 1974 transferiu-se para o Corinthians mais ficou marcado para sempre com um dos grandes goleiros da história do clube.
Rodolfo Fischer, nascido em 02/04/1944 em Oberá Argentina, veio do Botafogo/RJ para o Vitória em 1976, alto e veloz, suas cabeçadas eram mortais foi apenas uma temporada de 76/77 mais foi o suficiente para marcar seu nome no coração da galera rubro-negra de Salvador, era o terror verdadeiro dos zagueiros nas bolas altas que o diga o zagueiro Sapatão do Bahia que disse que tinha pesadelos nas vespéras de enfratar o tanque argentino.
Edgardo Norberto Andrada, nascido em 21/01/1939 na Argentina ficou notabilizado por ter tomado o milésimo gol de Pelé em 1969 quando defendia o Vasco, em 1976 chega ao Vitória com fama, ágil e elástico logo caiu no gosto da torcida, o único problema dele foi o mesmo de Fischer não ter conseguido dar um título ao clube que já estava na fila fazia quatro anos, em 1976 o Vitória teve o título nas mãos e deixou escapar para o Bahia nos jogos finais de segundo turno quando vencia o jogo por 1 a 0, o empate dava o título e o time depois de perder um pênalti permitiu a virada do tricolor e nos jogos finais perdeu o caneco, mais nem por isso Andrada é esquecido pelo torcida do Vitória.
Fontes: Arquivos do Futebol da Bahia, Granazeiros Azulinos, Esporte Clube da Felicidade 70 anos do E.C. Bahia de Nestor Mendes Jr.
Texto: Galdino Silva
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Galdino Silva Galdino Antonio Ferreira da Silva em 26 Jun 2008
2ª COPA DOIS DE JULHO DE FUTEBOL SUB-17
A Superintendência de Desportos do Estado da Bahia – Sudesb – promoverá no período de 1º a 13 de julho a 2ª edição da Copa 2 de Julho, competição da categoria sub-17 que homenageia a maior data cívica da Bahia. O evento recebe o apoio da Federação Bahiana de Futebol e das Prefeituras Municipais.
Em 2007, o Internacional/RS sagrou-se campeão após derrotar o Cruzeiro/MG por 2 a 1.
Este ano, 36 representações esportivas participaram da copa. Seis equipes internacionais já confirmaram presenças: Union Desportiva de Ibiza (Espanha), Academia Canadá (Canadá), Santos e América (México), Oriente Petrolero (Bolivia) e Union Atlético Maracaibo (Venezuela). Também garantiram participação as equipes brasileiras do Internacional e Grêmio (Rio Grande do Sul); Fluminense e Vasco (Rio de Janeiro); Cruzeiro e Atlético (Minas Gerais); Atlético e Coritiba (Paraná); Figueirense, Goiás, Fortaleza, América de Natal, Coríntians de Alagoas, além de Bahia e Vitória e seleções municipais do Estado.
As partidas serão disputadas em onze municípios baianos. A festa de encerramento da Copa 2 de Julho de Futebol Sub-17 está programada para 13 de julho, no Estádio Municipal de Porto Seguro.
Grupo A – Dias D’Ávila
Formado por: América/RN, Coritiba/PR, Galícia/BA, Vitória/BA, Seleção de Dias D’Ávila/BA e Unión Atlético Maracaibo/ Venezuela.
Galícia e Vitória participam anualmente do Campeonato Baiano das categorias infantil e juvenil, promovidos pela FBF. O rubro-negro é o atual campeão em ambas as categorias.
Grupo B – Amélia Rodrigues e São Gonçalo dos Campos
Formado por: Academia Canadá/Ottawa, Corinthians/AL, Cruzeiro/MG, Escolinha do Vasco da Gama, Seleção de Amélia Rodrigues/BA e Seleção de São Gonçalo/BA.
Os selecionados de Amélia Rodrigues e São Gonçalo participam anualmente da maior competição amadora do Brasil, o Campeonato Intermunicipal, que também é promovido pela FBF. Tradicionais, os municípios estão investindo cada vez mais nas divisões de base.
Grupo C – Cachoeira e São Felix
Formado por: Atlântico/BA, Atlético/PR, Fortaleza/CE, Pão de Açúcar/SP, Santos/México e Seleção Cachoeira/BA.
O Atlântico conquistou a 4ª colocação na última edição do Campeonato Baiano Juvenil. Englobando torneios e campeonatos Intermunicipais, o selecionado de Cachoeira sagrou-se campeão sete vezes (1967/1968/1970/1971/1975/1993 e 1999).
Grupo D – Feira de Santana
Formado por: Associação Bancários da Bahia/BA, Astro/BA, Fluminense de Feira/BA, Goiás/GO, Grêmio/RS e U.D. Ibiza/Espanha.
As três equipes baianas participaram do Campeonato Baiano das categorias infantil e juvenil em 2007.
Grupo E – Catu/ São Francisco do Conde
Formado por: C. América/México, Atlético/MG, Catuense/BA, Vasco da Gama/RJ, Figueirense/SC e Seleção de São Francisco do Conde.
Em 2007, a Catuense foi a terceira melhor equipe do Estadual da categoria juvenil. Já a seleção de São Francisco do Conde, disputará no próximo domingo (29/06) o bicampeonato Intermunicipal Sub-17. A equipe sanfranciscana sagrou-se campeã em 2005 e tenta repetir o feito.
Grupo F – Lauro de Freitas e Simões Filho
América de Própria/SE, Bahia/BA, Internacional/BA, Oriente Petrolero/Bolívia, Seleção de Lauro de Freitas/BA e Seleção de Simões Filho/BA.
O Bahia conquistou o vice-campeonato da categoria juvenil em 2007. Os selecionados de Lauro de Freitas e Simões Filho disputam regularmente competições promovidas pela FBF.
Fontes: FBF e Sudesb
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 26 Jun 2008
Protegido: UM MITO CHAMADO LARA
Blog História do Futebol & x7) Perfis & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 17 Jun 2008