Arquivo de Categorias(RIO DE JANEIRO)
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) Diogo Henrique em 07 Nov 2008
Protegido: Ferroviária de Eng° Paulo de Frontin
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) Diogo Henrique em 07 Nov 2008
Protegido: Quebra do Mito!!!!
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Diogo Henrique em 06 Nov 2008
Protegido: A verdadeira história do Adrianino!!!
Blog História do Futebol & Artigos-Jose Ricardo Almeida & c 4 Rio de Janeiro-Dados Históricos Jose Ricardo Almeida em 06 Nov 2008
Protegido: OS ARTILHEIROS DO CAMPEONATO CARIOCA DE 1947
Blog História do Futebol & ESCUDOS & (RIO DE JANEIRO) & Artigos-Gerson Rodrigues Gerson Rodrigues em 31 Out 2008
Várzea FC de Teresópolis
Novo integrante da terceirona do Rio. Na verdade o clube em si é bem antigo.
Fundação: 16 de setembro de 1914
Endereço: Rua Manoel José Lebrão, n° 1.364 – Ermitagem – Teresópolis
CEP: 25975-201
Telefone: (21) 2643-4777
Fax: (21) 2742-0133
E-Mail: varzeafutebolclube@yahoo.com.br
Presidente: Marcelo Pfister de Medeiros
Fonte: Federação.
Escudo (em preto e branco, no site SoccerLogos tem um com melhor qualidade):
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 27 Out 2008
Protegido: CAMPEONATO CARIOCA DE 1950
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & f5 CLUBES E SUAS HISTÓRIAS-BRASIL & Artigos-Gerson Rodrigues Gerson Rodrigues em 24 Out 2008
GERMÂNIA Football Club
O GERMÂNIA Football Club, fundado em agosto 1910 (Estrada Dona Castorina, no Jd. Botânico), cores: azul, branco e preto.
Estreou na 1ª Divisão em 1912, na Associação de Football do Rio de Janeiro (AFRJ). Em 14-06-1917, o Jardim Football Club, clube do Jd. Botânico-Gávea, fundado em 08-09-1907, fez uma união com Germânia Football Club.
Pesquisa de Raymundo Quadros, Pedro Varanda, Auriel de Almeida.
Blog História do Futebol & ESCUDOS & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Auriel de Almeida em 19 Out 2008
Escudos corretos do Niteroiense e do Byron
Oi, amigos
Bem, antes que se espalhe pela net um escudo que possa estar errado, posto aqui os escudos que tenho de Niteroiense e Byron, com certeza corretos.
NITEROIENSE FC
O Niteroiense F.C. era alvinegro, conforme exaustivamente pesquisado em diversos jornais de Niterói - ele era sempre chamado de “Nitera”, “O Alvinegro de Visconde de Sepetiba” (nome de sua rua), etc.
O depoimento do Sr. Raul, ou Raulzinho, campeão niteroiense na década de 40 pelo Fluminensinho confirma o uniforme do clube contra o qual ele tinha jogado tantas vezes - ele dizia que era igual ao Botafogo. Aliás, quem esteja pelas redondezas e tiver interesse em entrevistá-lo para ouvir causos da época, é só ligar para o Fluminense Atlético Clube, ele é uma lenda viva.
Além dessas informações descobri fotos do nitera publicadas diversas vezes nos jornais O Estado, O Fluminense e A Tribuna, sempre alvinegro até no mínimo a década de 60, quando o clube disputava o futebol.
Nessas fotos dava para perceber o formato do escudo, formato semelhante ao escudo heráldico português, e que era listrado. Mas nem um pouco parecido com o do São Paulo.
Finalmente encontrei no Diário Fluminense o escudo publicado, ao lado de seu mascote - que aparentava ser um guerreiro africano, de lança e escudo (do clube) na mão. Não sei a origem desse mascote.
Esse escudo eu copiei fielmente (sou bom designer, inclusive fui da HQFL e hoje estou na VFL) e publico para vocês, agora.
Os dois problemas encontrados são: reprodução de fotos no original (não tem microfilme desses jornais) na Biblioteca Nacional é muito caro, dez reais por foto, ainda tem que marcar, eles checam a sua máquina, é um certo transtorno - então não posso disponibilizar as fotos aqui pois nunca as copiei.
O segundo problema é que o jornal é em preto-e-branco, e sendo o clube alvinegro não teria problema nenhum. O problema é que em 1978, quando o jornal O Fluminense informa que o clube perdeu a sede numa disputa judicial e fecharia as portas, fez um retrospecto histórico do clube: o Niteroiense foi fundado em Ponta D’Areia (um bairro perto do Centro) e quando se mudou para o centro da cidade fez fusão com dois clubes locais e adicionou as cores destes no escudo, ficando o clube ainda alvinegro mas com escudo preto, branco, e com DETALHES azul e rosa
Não sei como pintar o escudo do clube, portanto posto uma alternativa - acho difícil o preto e branco não predominar no escudo, talvez duas das faixas fossem azul e rosa, não sei.
Esse sr. Francisco Ribeiro mandou o escudo desenhado pela net através de quê? Ele tinha uma carteirinha e copiou desta para o photoshop ou paintbrush ou ele desenhou a partir de lembranças apenas?
Se for apenas de lembraças é bem complicado, pois já fui tão enganado nessas histórias… Para você ter uma idéia eu já conversei com um ex-jogador do Guarani de Volta Redonda e perguntando sobre as cores do clube ele disse que era verde e branco… Depois conversei com o Gilson Carrara (ex-presidente do clube) e ele me disse que o Guarani de VR era alvinegro com as golas vermelhas, igual a seleção de São Paulo, coisa que confirmei depois nos jornais. Imagine se eu vou pela memória do primeiro cara? Memória engana…
O Guarani de Duque de Caxias idem. O presidente da Liga Duquecaxiense me disse que o clube era cópia do Guarani de Campinas; depois fui ler no JS e o clube era alvirrubro, informação repetida mais de uma vez.
Por isso sempre que recebo um escudo assim eu questiono “da onde saiu”, “copiou da onde” etc. antes de divulgar, pra não dar zebra.
BYRON F.C.
Bem, esse é bem tranquilo - meu avô foi sócio do Byron e tenho uma carteirinha deste.
Na década de 10 o Byron usava camisas vermelhas com uma cruz ENORME branca tomando toda a frente, parecia uma roupa de cavaleiro medieval. Na década de 30 o clube ficou mais discreto, diminuindo a cruz. Nos anos 50 o clube passou a usar camisas listradas com o escudo completo.
Abs,
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Edu Cacella em 17 Out 2008
Escudo do Niteroiense!!!!!
RECEBI POR EMAIL E REPASSO AOS DEMAIS, AGRADECENDO A COLABORAÇÃO
A respeito da seguinte matéria, a qual sei que é antiga mas da qual só
tomei conhecimento agora, ao pequisar na internet sobre o clube dentro
o qual eu praticamente nasci, o NITEROIENSE FOOTBALL CLUB (era assim
que se escrevia), matéria: Antonio Fragoso em 18 Set 2007, ARTIGO DA
SEMANA N°12,Byron Football Club e Ypiranga Football Club - Niterói,
gostaria de colaborar enviando o escudo do NITEROIENSE(em anexo), com
as suas verdadeiras cores: preto, vermelho e branco.
Muito obrigado pela atenção.
FONTE:FRANCISCO RIBEIRO

Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & c 4 Rio de Janeiro-Dados Históricos Auriel de Almeida em 16 Out 2008
A ambigüidade da Liga Sportiva Fluminense - estadual ou municipal?
Oi, amigos
O post de hoje é sobre um assunto reconhecidamente confuso: a Liga Sportiva Fluminense, federação estadual do antigo Estado do Rio mas cujos campeonatos são freqüentemente citados em diversas fontes como sendo apenas municipais, e de Niterói.
Na década de 20 era freqüente o campeonato da Liga Sportiva Fluminense ser chamado pela mídia de “campeonato de Niterói”. Mas vez ou outra o campeonato era também chamado de “Campeonato Fluminense” ou “Campeonato do Estado do Rio”. Afinal, a Liga Sportiva Fluminense era oficialmente uma liga estadual, filiada à CBD e que inclusive formava quadros do Estado do Rio para a disputa do campeonato brasileiro de seleções. Além disso as demais ligas da época, a liga campista, petropolitana, gonçalense e a serrana (de Nova Friburgo) eram filiadas à Liga Sportiva Fluminense, como “sub-ligas”.
No entanto a Liga Fluminense era alvo de várias críticas, incluindo a de que ela se interessava tão somente pelo futebol da capital, a ponto de se tornar alheio ao interior do estado e dar total preferência aos atletas de Niterói no selecionado fluminense. Essa crise deu origem à AFEA em 1925, que se entitulou uma liga “verdadeiramente” estadual - extinguindo-se a Liga Sportiva Fluminense em 1926.
A AFEA, que em 1941 se fundiu com a profissional FFE (fundada em 1933) dando origem à famosa FFD ignorava solenemente toda a herança da Liga Sportiva Fluminense, relegada à memória como uma liga municipal. A FFD mantinha essa posição, pois se considerava sucessora direta da AFEA e portanto reconhecia os campeonatos de 1925 em diante, apenas.
Mas aí fica a questão: ignorada depois ou não, oficialmente o que a Liga Sportiva Fluminense representava em sua época? (1915-1926)
O jornal A Tribuna, de Niterói, joga uma luz sobre a questão, já em 74 - num retrospecto do passado do futebol fluminense. Segundo o jornal oficialmente a Liga Sportiva Fluminense organizava sim um campeonato estadual, aberto a clubes de todo o estado e reconhecido então pela CBD, da qual era filiada. O grande problema segundo A Tribuna foi a dificuldade de clubes de outros municípios arcarem com os custos da participação - aparentemente só alguns clubes de São Gonçalo (caso do Neves) e Petrópolis (desconheço quais foram os petropolitanos - talvez o Cruzeiro do Sul seja o mesmo de Petrópolis?) conseguiram participar do campeonato.
Aliado a isso o jornal informa que embora estadual, por “ingenuidade ou arrogância” (palavras do jornal) muitos preferiam chamar o campeonato de “Campeonato de Niterói”, o que possivelmente agravou sua antipatia da parte do interior.
A própria AFEA, rebelde e se dizendo a “verdadeira entidade estadual” quase caiu no mesmo problema da Liga Sportiva Fluminense. Se suas primeiras edições (vencidas por Serrano e Elite) foram na maior parte do tempo tratadas pela mídia por “campeonato fluminense” (embora algumas fontes tenham chamado mesmo o campeonato da AFEA de “niteroiense”), em 1927 com a saída de Serrano e Friburgo por dificuldades com os custos das viagens é quase unanimemente tratado como um “campeonato de Niterói”.
A saída da AFEA foi em 1928 substituir os clubes por seleções municipais, evitando assim uma crise semelhante e mantendo as bases da paz com o interior.
Em resumo, é um assunto muito complexo e dá margem à interpretação dos pesquisadores. Até pouco tempo eu entendia categoricamente que o campeonato era apenas de Niterói - conforme cheguei a comentar no artigo do ielo - mas dadas essas novas informações fica tudo meio confuso (Ielo, desculpe se te confundi naquele seu post com os campeões).
Afinal, cabem duas interpretações:
1) Se oficialmente na época as competições da LSF tenham sido estaduais e abertas a clubes de todo o estado ela deve ser lembrada como um campeonato fluminense, não importa que ela tenha sido diminuída na memória após o surgimento da AFEA.
ou
2) Mesmo que no regulamento a competição da LSF fosse um campeonato de todo o estado, na prática era um campeonato de Niterói mesmo. E se a FFD, surgida posteriormente, não reconhecia os campeonatos da LSF como estaduais os mesmos devem ser deixados de lado mesmo.
Cabe a interpretação dos pesquisadores sobre o assunto (como o é em questões semelhantes como Taça Brasil, Robertão etc.), respeitar a trajetória da LSF ou não?
Os campeões da LSF:
1915 - Ararigboya
1916 - Parnahyba
1917 - Odeon
1918 - Nictheroyense
1919 - Fluminense
1920 - Fluminense
1921 - Barreto
1922 - Byron
1923 - Barreto
1924 - Byron
1925 - Byron
1926 - Ypiranga
nota: em 1913 e 1914 houve o campeonato da Associação Niteroiense de Futebol, a julgar pelo nome apenas municipal mesmo.
Gostaria de saber a opinião de vocês: vocês entendem o campeonato da Liga Sportiva Fluminense como estadual ou municipal?
Abs,
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & x2)Campeonatos Históricos & c 4 Rio de Janeiro-Dados Históricos Auriel de Almeida em 07 Out 2008
A verdadeira história do Campeonato Carioca “Especial” de 1979
Como todos sabemos o Flamengo possui um feito considerado inédito: um tricampeonato em dois anos, pois o clube conquistou os campeonatos cariocas de 1978, 1979 e um chamado “especial” de 1979 entre os dois.
A história amplamente divulgada, que até a pouco tempo eu acreditava, contava que em 1979 foi realizado o I Campeonato do novo Estado do Rio de Janeiro, reunindo os seis melhores clubes do último campeonato carioca (da ex-Guanabara) e os quatro do último campeonato fluminense (do Estado do Rio pré-fusão) de 1978. Mas aparentemente os clubes interioranos que não aceitaram o critério desigual de classificação, com mais vagas para os cariocas, teriam recorrido à CBD que forçou a disputa de um segundo estadual em 1979 com todos os participantes dos dois campeonatos de 1978, sendo o campeonato de dez clubes disputado no começo de 1979 reclassificado de “especial”. Pois é, mas não foi bem assim.
A VERDADE:
Tudo o que relato aqui é fruto de pesquisa extensa do ano de 1978 na Biblioteca Nacional, em especial a partir do jornal O Fluminense, que por ser um jornal de Niterói manteve a imparcialidade, sem favorecer ou “mascarar” o lado carioca como outras fontes da época.
Como sabemos embora os estados tenham se unido em 1975 as federações carioca e fluminense permaneceram separadas até 1978. Os motivos: além da fusão não ser bem aceita pela sociedade, os grandes cariocas não queriam a despesa das viagens contra os clubes fluminenses, considerados favas contadas, e os pequenos cariocas temiam perder seu espaço - como perderiam, aliás.
Durante esse período as duas federações estabeleceram o chamado “modus vivendi”, com três clubes fluminenses disputando o cariocão como convidados, em uma forma de “acostumar” os cariocas à presença interiorana, permanecendo os demais clubes do interior no campeonato da federação fluminense.
Só que em 1978 houve um acordo para que o número de convidados do interior aumentasse para seis, provocando um movimento de expulsão dos clubes do interior, movimento este liderado por Flamengo, Vasco e São Cristóvão.
A federação fluminense, através de seu vice-presidente Eduardo Vianna (pois é, ele já estava por lá) entrou na justiça provocando a paralização do campeonato carioca de 1978, criando uma pendenga que só seria resolvida com a interferência do Conselho Nacional de Desportos.
A SOLUÇÃO DO CND:
A pendenga foi resolvida por resolução do CND, que em assembléia de 21/7/78 decidiu a fusão das entidades.
Em 25/8/78 o jornal O Fluminense anuncia a Lei da Fusão, surgida após a resolução 4/78 do CND (publicada em Diário Oficial), que obriga a fusão das entidades em até 60 dias, formando a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro - e obrigando a entidade a já na temporada de 1978 organizar o campeonato unificado, a ser chamado I Campeonato do Estado do Rio de Janeiro.
Sem tempo hábil de organizar um campeonato unificado em 1978, devido à complicação de uma fusão de duas entidades historicamente tão separadas, os dirigentes optaram por uma fórmula marota - dividir o campeonato de 1978 em duas “chaves” classificatórias, uma representando o antigo campeonato carioca e outra representando o antigo campeonato fluminense. Ambas valiam taças e vagas para a “fase final” do Campeonato Estadual da temporada de 1978, fase final esta programada apenas para fevereiro de 1979.
Segundo O Monitor Campista essa fórmula foi um jeito de deixar, aos olhos do público, tudo igual aos anos anteriores, com campeonatos que embora regularmentamente eram apenas fases classificatórias seriam divulgados como campeonatos independentes.
A idéia da realização de campeonatos classificatórios de 1978, ainda segundo O Monitor Campista de 30/8, foi de Aghartino da Silva Gomes, presidente do Vasco.
O título da temporada de 1979, chamado de II Campeonato Estadual, seria disputado apenas no segundo semestre de 1979, com todos os 18 participantes separados nas chaves carioca e fluminense de 1978.
O FLAMENGO VIRA O JOGO:
Temendo a divulgação correta do regulamento e o anúncio da fase final enquanto válida pela temporada de 1978, o Flamengo no fim desse ano iniciou um movimento pela eliminação dessa fase final, propondo que a obrigatoriedade de um campeão unificado fosse transferida para a temporada de 1979. O motivo do medo: ver o título da “fase classificatória” de 1978, disputado e ganho como se fosse o último campeonato da Guanabara - e ainda por cima um título antológico, com o golaço de Rondinelli - ser “varrido” do histórico da competição.
No entanto, com o calendário já comprometido, o Fla mudou a estratégia, e propôs a “desassociação” da fase final em relação à temporada de 1978, tentando transformar a mesma em um campeonato da temporada de 79 e sem relação com os da temporada passada - recebendo, de imediato, apoio do Vasco na proposta.
O caso seria definido no Conselho Arbitral de 23/1/79, e o Flamengo perdeu em um primeiro momento, por 9 votos a 8 (com a providencial abstenção do Goytacaz, interessado em ver sua fase classificatória ser por tabela transformada no “último campeonato fluminense”, mas sem querer sujar as mãos). No entanto, segundo o jornal o representante rubro-negro Dunshee de Abrantes não aceitou a derrota e provocou a suspensão do Conselho, ameaçando entrar na justiça e na base do grito remarcando a decisão para o dia seguinte.
No conselho de 24/1/79, o Flamengo conseguiu convencer os representantes do Madureira a mudar o voto, vencendo a causa e transformando a fase final de 1978 em um campeonato separado de 1979. Antônio do Passo, representante do Vasco - à época aliado ao Flamengo - sugeriu o nome que esse campeonato “desassociado” teria: Campeonato Especial do Rio de Janeiro, um campeonato tampão e de transição, que seria contado desde então como parte da cronologia oficial de nosso campeonato - fortalecido pelo tri rubro-negro, tri este já anunciado pelo presidente Márcio Braga, que em meio à comemoração pela vitória no Conselho Arbitral prometeu o “tri em dois anos”.
ALGUMAS MATÉRIAS DE JORNAL DA ÉPOCA:
As notas abaixo, relatos dessa conturbada época, são do jornal O Fluminense, de Niterói (que à época passou a ser editado no Rio - depois voltaria para Niterói). Algumas são matérias normais da página de esportes, outras, com tom mais pessoal, são da editoria de esportes do jornal - que tinha uma revista muito boa esportiva, chamada A Bola, editada pela Sport Press (que foi comprada pelo Lance!):
22/10/78
Não vamos começar com o célebre antes tarde do que nunca, porque ainda há gente trabalhando para que a situação continue para ajeitar certos interesses. Basta verificar a mistificação que anda por aí, com a cortina de fumaça em torno do que verdadeiramente está em disputa no futebol do novo Estado do Rio.
As federações antigas, naturalmente por pensarem em arrecadações não mostram vontade de esclarecer a mecânica da competição e se o torcedor pesquisar um pouco verificará que nem os meios comuns de comunicação parecem ter conhecimento do assunto.
Vejam bem a disparidade do que se anuncia ou do que está sendo comemorado. Nestes primeiros turnos, um já encerrado no município do Rio, o que está previsto é a conquista de Taças, a da Cidade do Rio, entre cariocas, e a Taça Sport Press (nota: a Taça do Interior foi patrocinada pelo jornal O Fluminense), para os fluminenses.
Agora parte-se para o segundo turno, mas para o espanto geral senão mesmo surpresa completa ouve-se por muitos lados que o time tal ou qual disputará o título carioca. Não somos dos mais formados em resoluções dos paredros fluminenses, mesmo os que ainda se julgam apenas cariocas, porém o aprovado é que a série de jogos em curso será para indicar seis representantes do Rio (da antiga FCF) para juntamente com os quatro melhores do Interior Fluminenses (da antiga FFD), competir pelo I Campeonato Fluminense (novo Estado do Rio criado pela fusão) de futebol profissional - o certame de 10 ou 12 clubes (os cariocas pretendem a inclusão de mais dois) a ter lugar nos meses de fevereiro e março. Ou será que andamos lendo ou ouvindo mal?
De acordo com o regulamento, mais tarde em 79 mesmo, haverá então uma primeira divisão ou divisão especial para um máximo de 20 clubes, naturalmente os doze das cadeiras cativas cariocas e mais seis que disputam a classe do lado de lá, havendo vagas (duas) para pretendentes interiores devidamente capacitados - Divisão de Acesso.
Assim, somente depois do Carnaval do próximo ano é que se terá o 1º campeão da fusão e antes do Natal seguinte o segundo titular do certame. Ao contrário do Chacrinha, não editamos aqui para complicar, porque nos faltam virtudes para confundir, que sobram aos mentores de clubes dos dois lados da Baía de Guanabara, com ou sem poluição.
14/11/78
O título conquistado pelo Goytacaz, no entanto, não é reconhecido pela Federação. Segundo Eduardo Augusto Vianna da Silva, o Campeonato Fluminense desse ano é apenas uma fase classificatória do I Campeonato Estadual de Profissionais no ano que vem. O que o clube irá receber, de oficial, será o Troféu Sport Press (antigo Troféu do Interior, agora patrocinado pelo jornal O Fluminense). Ao que tudo indica a FFERJ não dará nem um diploma.
19/11/78
O ex-Campeonato Carioca, agora simples torneio de classificação para a indicação de seis candidatos ao verdadeiro campeonato fluminense, está sendo realizado sem que os comandantes da ex-entidade carioca assumam as verdadeiras finalidades da competição.
26/11/78
…afinal estamos na terra fluminense, que reúne, depois de séculos de separação, a antiga capital federal que já foi estado e hoje é município, com o antigo Estado do Rio. De um modo geral andam espalhando nas promoções, histórias sobre uma disputa de um pseudo campeonato carioca, já extinto, para saber quem ganhará a Taça Rio de Janeiro. O que existe, pelo menos se houver o milagre da palavra ser cumprida, é que os seis primeiros colocados de cá, contra Goytacaz, Americano, Volta Redonda e um quarto que está para ser decidido.
Lá para fevereiro-março, no Rio, se terá chances de conhecer os campeões de 78, sob os figurinos os mais excêntricos criados pelos falsos ditadores da moda nas tabelas do futebol brasileiro. E nada terá sido ensinado e muito menos aprendido pelos que estão dos dois lados da sala. É que professor e aluno costumam se confundir na mediocridade dos conhecimentos, errando para transmitir e, pior, sem a menor capacidade de entender o que se tenta oferecer como esclarecimento. O resto todos sabem como acaba.
1/12/78
Eduardo Vianna, o homem forte dos clubes do interior começou falando sobre uma possível virada de mesa no atual campeonato carioca, dizendo que este já é o I Campeonato Estadual em sua fase de classificação, pois a fase final será no próximo ano, com os seis primeiros da capital e os quatro do interior:
- O artigo 106 parágrafo 2 da deliberação da CBD não permite a alteração como querem os desclassificados.
9/12/78
Escrever, realmente escrevemos falar, não fizemos economia de palavras, mas decididamente, andamos clamando no deserto, porque terá havido muita ingenuidade da maioria (o que é possível), ou excesso de má fé de uma certa minoria. Certo. O Fluminense publicou em seguidas semanas, a ponto de ficar meio sobre o aborrecido, comentários nossos sobre o que se realizava no interior do Estado do Rio, como preparativo para o I Campeonato Estadual depois da fusão. Existiam, anunciavam os com base em regulamento, que os interessados é que aprovaram, que com as taças sairiam seis clubes daqui e quatro de lá para a competição, a ser realizada entre fevereiro e abril, tudo com a aprovação de fluminenses e cariocas, já então convencidos de que tinham voltado a integrar a velha província.
Interesses outros pesaram para que em nenhum momento houvesse a divulgação honesta do regulamento que contrariava contratos e promoções e atendiam principalmente a vaidade dos participantes de qualquer grau. Foi esquecida a intervenção do presidente da CBD, Almirante Heleno de Barros Nunes, que encontrou a fórmula quando estava certa a suspensão do campeonato carioca por força de mandato judicial. Todos se puseram de acordo e foi a última vez em que se cuidou a sério do novo sistema de disputa, por que daí em diante para o inferno as promessas e neste ponto brilhou mais uma vez o incrível ex-candidato a deputado, derrotado quando do MDB e agora também na legenda da Arena.
Em pronunciamentos bombásticos e extensos, como é de seu habitual, falou em defesa dos clubes do interior e que nada pudera fazer por culpa dos filiados da capital, cuidou de esquecer o regulamento e lançou proclamação. Aí apareceu inclusive o respeito à própria palavra e deixou para o Tribunal de Justiça a responsabilidade de lembrar que o campeonato da nova entidade era outro.
Naturalmente o torcedor rubro-negro já está pensando que houve tapetão ou mesmo esbulho, pois o boletim do Octávio Pinto Guimarães diz uma coisa e o tribunal da mesma entidade resolve outra. Culpa de quem?
4/1/79
Embora tida como uma demonstração de unidade granítica - como disseram alguns verborrágicos - a Coligação dos Quatro Grandes não passou de um golpe de inteligência aplicado pelo Flamengo (…). Pelo que ficou sacramentado, o I Campeonato da Fusão teria três etapas, a saber: Campeonato do Rio, Campeonato do Interior e Campeonato Estadual, este com a participação dos seis primeiros colocados no Rio e dos quatro do interior. De maneira que, definidos os dois campeonatos, com as vitórias de Flamengo e Goytacaz, falta o mais importante - o Estadual - o que explica o golpe do Flamengo tentando torpedear o cumprimento do regulamento, porque pode acontecer que outro clube ganhe o “verdadeiro campeonato”.
20/1/79
O que houve antes, foram apenas três etapas do certame, tendo o Flamengo ganho duas Taças - Guanabara e Rio de Janeiro - enquanto o Goytacaz foi o Campeão do Interior. O que vencer o certame a ser iniciado dia 3 ou 10 será o Campeão Estadual, quer dizer, o verdadeiro Campeão. O Flamengo, quando muito, pode se considerar campeão municipal, o que explica a luta do alto comando rubro-negro para que o certame se refira a 79 e não a 78.
20/1/79
O representante do Flamengo na Federação informou que manteve contato com o Sr. Aghartino da Silva Gomes e que o Vasco está inteiramente de acordo com o rubro-negro, isto é, aceita que o certame de 10 clubes pertença à temporada de 79.
23/1/79
Hoje, finalmente, ficaremos sabendo quando começará o campeonato, quer dizer, quando recomeçará, por que o que se vai disputar - contrariando os desejos do Flamengo - é a terceira e mais importante fase do certame de 78, quando então se conhecerá o verdadeiro campeão, o campeão estadual.
23/1/79
Os clubes cariocas estarão hoje reunídos às 18 horas, em Conselho Arbitral, para a definição do número de clubes e fórmula de disputa do Campeonato Estadual, que ainda não se sabe se será de 78 ou 79, outro ponto a decidir.
24/1/79
O Flamengo não concordou com a validade do I Campeonato Estadual do Rio de Janeiro para o ano de 1978 e provocou a suspensão do tumultuado conselho arbitral do EFFERJ de ontem à noite, que teve três horas de duração, começando às 19h e terminando às 22h. Por 9 votos contra 8 (o Goytacaz foi o único a não votar) os clubes foram favoráveis à realização da competição como sendo válida pelo ano de 78.
O Flamengo desejava que o I Campeonato Estadual do Rio de Janeiro valesse pelo ano de 79 e como não conseguiu os seus objetivos, seu representante Dunshee de Abranches provocou a suspensão da reunião, ameaçando entrar com uma ação na Justiça Comum.
Com isso, novo Conselho Arbitral ficou marcado para amanhã, quando ficará resolvido se o certame valerá, mesmo, pelo ano de 78 ou 79.
26/1/79
“Campeonato Especial do Rio de Janeiro”: com essa denominação, a crise do futebol carioca foi superada e a solução foi encontrada durante a tranquila reunião dos 18 clubes filiados à FERJ, em Conselho Arbitral, que aprovaram por unanimidade a nova nomenclatura, em substituição à de I Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, que seria válido pelo ano de 78. A idéia partiu de Antônio do Passo, representante do Vasco.
Dez clubes disputarão o Campeonato Especial, serão eles os seis primeiros do Campeonato Carioca de 78 - Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo, América e São Cristóvão - e os quatro primeiros do Campeonato Fluminense de 78 - Goytacaz, Americano, Volta Redonda e Fluminense.
Os oito clubes que não farão parte do Campeonato Especial disputarão o Torneio Oduvaldo Cozzi.
Por último, ficou acertado que o I Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, válido pelo ano de 79, será disputado de 6 de maio a 29 de setembro, com a participação dos 18 filiados.
30/1/79
Chegamos finalmente à semana do início do Campeonato (Municipal, Estadual Carioca ou Fluminense, ninguém sabe) grotescamente denominado de “Campeonato Especial”, quando deveria chamar-se “Campeonato do Grito”. Foi na base do grito que o Flamengo levou a Federação a passar por cima dos estatutos de uma deliberação da própria CBD. Regulamentarmente, o campeão de 78 seria o clube que vencesse o certame que se iniciará sábado, com 10 agremiações, ficando o Fla como Campeão Municipal. E estava tudo decidido quando o Flamengo conseguiu que o Madureira - sabe Deus como - reconsiderasse o seu voto.
O que aconteceu foi pura e simplesmente subversão regulamentar. Escamoteando o verdadeiro motivo - o medo de ver seu título de campeão carioca raspado com borracha - o Flamengo gritou que “disputar em 79 o campeonato de 78 não fazia sentido”. O que “faz sentido” para os ilustres dirigentes dos clubes, é a disputa de dois cameponatos do mesmo ano: Campeonato Especial, com 10 clubes, e I Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, com 18 clubes.
Cabe citar também o Eduardo Vianna, que já falou sobre esse confuso regulamento em seu livro (Implantação do Futebol Profissional no Estado do Rio de Janeiro, 1986, Editora Cátedra, páginas 56 e 57):
Ainda em 1978, sob a liderança do São Cristóvão F.R. (por incrível que pareça), o C.R. Flamengo e o C.R. Vasco da Gama, deram início a um movimento para o afastamento do Americano F.C., Goytacaz F.C. e Volta Redonda F.C. do Campeonato Carioca, bem como para impedimento da execução dos convites pelos clubes cariocas endereçados ao Serrano F.C., Fluminense A.C. (Nova Friburgo) e A.D. Niterói para que se integrassem ao mesmo campeonato.
Surgiu séria polêmica entre a FFF (ex-FFD) e a FCF, e o problema já se encontrava na área judicial quando o CND baixou deliberação da fusão (4/78, de 20-7-78, publicado no D.O. de 1-9-78) e a CBD com base no item 24 dessa deliberação e no item 35 da deliberação 3/76, resolveu interferir na lide, determinando, pela Decisão da Diretoria de 31-8-78, a realização de I Campeonato de Futebol Profissional do Estado do Rio de Janeiro, que teve por fases classificatórias um Campeonato da Cidade do Rio de Janeiro (antigo Campeonato Carioca) e um Campeonato do Interior do Estado do Rio de Janeiro (antigo Campeonato Fluminense).
Blog História do Futebol & ESCUDOS & (RIO DE JANEIRO) & Artigos-Gerson Rodrigues Gerson Rodrigues em 06 Out 2008
Protegido: Escudo antigo do São João da Barra
Blog História do Futebol & ESCUDOS & (RIO DE JANEIRO) & Artigos-Michel McNish Michel McNish em 06 Out 2008
Protegido: São João da Barra Futebol Clube RJ
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) Wanderson Pereira em 05 Out 2008
Protegido: Alguns dados sobre 2 Clubes do Rio de Janeiro
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) Wanderson Pereira em 27 Set 2008
São João da Barra Futebol Clube
estou te enviando o escudo que arrumei do São João da Barra Futebol Clube que disputa as divisões inferiores do Campeonato Carioca.

abs
Wanderson
FONTE:ORKUT
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Auriel de Almeida em 25 Set 2008
Sílvio Santos tentou ser o Kia Joorabchian do Canto do Rio!!!
Pesquisando o jornal O Fluminense de 1978, na Biblioteca Nacional, achei uma das notícias mais insólitas do futebol de Niterói: o empresário e apresentador Sílvio Santos tentou administrar o futebol do Canto do Rio.
Nesse ano o Cantusca estava encostado e licenciado do profissionalismo, e mantinha equipes amadoras.
Foi quando o presidente Benedito Caridade recebeu uma curiosa ligação, no dia 16 de outubro de 78: do outro lado da linha estava o empresário Sílvio Santos, de São Paulo, mas que nascera na cidade do Rio e trabalhara muito tempo em Niterói.
Sílvio Santos fez uma proposta curiosa: queria reerguer o Canto do Rio, trazendo-o de volta ao campeonato carioca e investindo pesado no clube, que seria uma potência digna de fazer frente aos clubes da cidade do outro lado da poça. O presidente cantorriense, de início, pensou que fosse trote.
Sílvio Santos, então, veio de helicóptero para Niterói para uma conversa tête-a-tête, onde explicou melhor o projeto ao incrédulo presidente do alvi-anil niteroiense: investiria através de sua empresa no clube, cobrindo TODOS os gastos nos primeiros seis meses de parceria onde se montaria um super-time e estrutura necessária para disputar o cariocão, para em seguida a administração do clube se ajustar ao projeto onde Sílvio seria o dono da maior parte das ações - no que ele chamou de um projeto para criar o primeiro time ao molde do Cosmos de Nova Iorque no Brasil.
O presidente do Canto do Rio, Benedito Caridade, achou a proposta muito esquisita, não viu muito futuro nessa história de “clube-empresa” no Brasil, disse que seis meses de custos com o time inteiramente bancados pelo Sílvio muito pouco e recusou a proposta.
É, por muito pouco Sílvio não foi o Kia de Niterói…
Fonte: Jornal O Fluminense (Niterói), 17/10/78
Blog História do Futebol & ESCUDOS & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Auriel de Almeida em 24 Set 2008
Escudos corretos - A.D. Niterói e E.C. Costeira
Dentre os clubes cujos escudos divulgados pela net temos os antigos rivais A.D. Niterói (ex-Manufatora A.C.) e E.C. Costeira.
O escudo do A.D. Niterói, errado na net, é fruto de má reprodução, provavelmente desenhado a partir de um original em baixa resolução. Os erros:
- Faltam na versão incorreta as finas bordas vermelha e branca
- As argolas (representando o futebol, atletismo e esportes de quadra) deveriam ser entrelaçadas
- O que parecem “bolas” no escudo mal-feito deveriam ser estrelas - a superior representando o campeonato fluminense de 1977, as três inferiores três campeonatos niteroienses (63, 69 e 70).
Segundo O Fluminense a ausência do título fluminense de 58 no escudo do Niterói deve-se ao fato deste ser considerado de menor peso do que o campeonato de 77. A fase final do estadual de 58 teve como classificados Ypiranga, Barra Mansa e Central, mas com a desistência dos dois primeiros em continuar no profissionalismo foram substituídos pelos vices de suas regiões Manufatora e Barbará. O Barbará também desistiria da disputa, sendo o título decidido em partida única contra o Rio Branco. A sensação, refletida em muitos jornais da época, foi de que a disputa de 58 era pouco importante, sendo chamada até mesmo de “eliminatória para a Taça Brasil” em algumas fontes. Daí, para o clube alvirrubro, a conquista de 77, muito mais prestigiada pela imprensa, bem organizada e com grande número de adversários na fase final (6), era considerada em um patamar acima da de 58. Oficialmente, no entanto, ambas são competições estaduais da FFD.
Guardadas as devidas proporções (mas guardadas MESMO) é como se o São Paulo usasse uma estrela pelo Mundial da Fifa de 2005 e ignorasse os da Toyota de 92/93.
O escudo do Costeira também foi alvo de má reprodução, se não me engano da revista Placar. Os erros:
- A “cruz-de-malta” está com os braços mal definidos, mal parece uma cruz
- Sabe-se lá porquê foi feito duas faixas brancas, se cruzando em forma de “X”. O correto é uma faixa só, subindo da esquerda para a direita.
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & Artigos-Michel McNish Michel McNish em 19 Set 2008
Protegido: 38 Anos de um gol histórico
Blog História do Futebol & x2)Campeonatos Históricos & Artigos-Jose Ricardo Almeida & c 4 Rio de Janeiro-Dados Históricos Jose Ricardo Almeida em 19 Set 2008
Protegido: ORIGENS DO FUTEBOL EM NITERÓI
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) Walter Iris em 18 Set 2008
AMÉRICA, UM AMOR QUE NÃO ACABA
CLUBE COMPLETA NESTA QUINTA-FEIRA SEUS 104 ANOS DE FUNDAÇÃO, SONHANDO COM DIAS MELHORES.
Rio de Janeiro - Uma linda história não pode acabar assim. Certamente, se vivo estivesse, Lamartine Babo reescreveria o hino da sua grande paixão: América Futebol Clube, que, nesta quinta-feira, completa 104 anos. Campeão carioca de 13, 16, 22, 28, 31, 35 e 60, sendo o primeiro campeão do Estado da Guanabara (60) e Campeão dos Campeões (82), definitivamente o seu Lalá, que nasceu no mesmo ano de fundação do clube, onde estiver não está feliz com o drama pelo qual o América atravessa, recém-rebaixado para a Segundona.
Festejos
Na sede de Campos Sales, o aniversário será comemorado, nesta quita-feira, com o hasteamento das bandeiras, às 9h, culto ecumênico, às 9h30min e, por fim, café da manhã, às 10h.
História
Na Rua Praia Formosa, o clube foi fundado, no dia 18 de setembro de 1904, por um grupo de sete rapazes: Henrique, Oswaldo, Alfredo e Gustavo Bruno (todos da família Mohrstedt); Alfredo Köhler, Alberto Koltzbucher e Jayme Pereira Machado.
Decididos a criar um time, o primeiro ponto a ser decido era o nome. Nem Rio (homenagem à cidade) e nem Praia Formosa foram aceitos. Então, Alfredo Köhler sugeriu América, em homenagem ao continente, que foi aprovado.
Próximo passo, o uniforme: boné preto, dólmã branco, camisa preta, com as iniciais do clube, calção e cintos brancos, meias e ligas pretas e calçado branco. No entanto, quatro anos depois, o escudo e a cor foram alterados, mais precisamente no dia 12 de abril de 1908, quando Belford Duarte sugeriu a mudança.
Curiosidades
No dia 18 de setembro de 1913 o América realizou a primeira partida internacional de sua história, sendo derrotado pela Seleção Chilena, pelo apertado placar de 3 a 2.
Numa partida deste campeonato, o americano Belfort Duarte colocou a mão na bola dentro da área e como o árbitro não viu, ele se acusou e o pênalti foi marcado. Jogador que nunca foi expulso em sua carreira, Belfort Duarte virou nome de prêmio oferecido pelo extinto Conselho Nacional de Desportos (CND) ao jogador mais disciplinado, aquele que nunca fosse advertido.
Em 1982, a CBF organizou a Copa dos Campeões, da qual não quis participar. O América, que era o melhor classificado após os escolhidos, foi escolhido para substituí-lo. E acabou campeão.
AS SUAS CASAS E AS SUAS CONQUISTAS
O América desde a sua fundação buscou encontrar a sua sede. A primeira parada foi num terreno baldio, pertencente à Estrada de Ferro Rio D’Ouro, na Rua Pedro Alves. Em 1906, mudou-se para a Rua São Francisco Xavier, 78. Apesar de ser melhor do que o anterior, o lugar tinha um problema: o campo. E durante sete anos, mandou os seus jogos, no campo do Bangu (Rua Ferrer) até 1908, e no do Fluminense (Rua Guanabara, atual Pinheiro Machado) até 1910.
Campos Sales
A casa definitiva veio em 1911, quando os dirigentes convenceriam os do Haddock Lobo a fazer uma fusão, mantendo as suas cores e seu nome. Na prática, acabou sendo apenas uma aquisição dos terrenos e integração dos atletas do Haddock Lobo (entre eles Marcos Carneiro de Mendonça).
Com as suas bases fortalecidas, o América tornou-se um dos maiores clubes do Rio. O reflexo foi a conquista de seu primeiro título carioca, em 1913. Mostrando pinta de time grande, os dirigentes americanos presentearam seus jogadores com relógios de ouro e um banquete no restaurante Filhos do Céu, um dos mais elegantes do Rio.
Wolney Braune
Parecia que o Estádio da Campos Sales era abençoado, pois até o América mudar-se para o Wolney Braune, no Andaraí, em 1962, o clube tinha conquistado sete títulos. Com o dinheiro da venda do volante Amaro para a Juventus de Turim, comprou o campo do Andarahy, por CR$ 60 milhões, e Campos Sales foi demolido para se transformar na sede social.
Giulitte Coutinho
Em 1993, o Estádio Wolney Braune foi vendido para uma empresa que, no local, construiu um shopping. Além da compensação financeira, o América recebeu o Estádio Giulitte Coutinho, em Edson Passos, inaugurado, em 23 de janeiro de 2000.
Agora, a esperança da torcida americana é que o América se reorganize e volte a ser grande, pois “quem já foi Rei jamais perde a majestade”.
Matéria do jornalista Sérgio Mello publicada no Jornal dos Sports de hoje.
Blog História do Futebol & c 4 Rio de Janeiro-Dados Históricos Walter Iris em 15 Set 2008
ARTIGO DA SEMANA N°37/2008 CAMPEÃO DO CAMPEONATO CARIOCA DE 1912, O PAISSANDU ATLÉTICO CLUBE COMEMORA 136 ANOS
O Paissandu Atlético Clube foi fundado por ingleses no dia 15 de agosto de 1872, completou este mês 136 anos. O maior marco do alvianil do Leblon foi o título inédito do Campeonato Carioca de 1912, vencendo forças como Flamengo, Fluminense, América e Bangu. Atualmente, o clube ainda existe, fica do lado do CR Flamengo, porém o futebol não existe mais.
HISTÓRIA – O clube nasceu com o nome de ‘Rio Cricket Club’, num terreno alugado na Rua Berquó (atual General Polidoro), em Botafogo, onde criou um “ground” para a prática do Cricket, esporte amplamente difundido na Inglaterra.
No entanto, em 1880, devido às limitações do terreno, que não permitia a prática de outros esportes, e temendo que o crescimento da região acabasse com o campo, o clube muda-se para um terreno alugado no Bairro do Flamengo, na Rua Paysandu, e por essa razão passa a se chamar Paysandu Cricket Club.
O espaço, de propriedade do Conde D’Eu, estava localizado exatamente em frente à sua residência com a Princesa Isabel, que grande apreciadora da prática de esportes, era presença constante nos jogos e campeonatos.
Então, em 1898, Oscar Cox, filho de um dos fundadores do Clube traz da Suíça a primeira bola de futebol para o Rio de Janeiro. O Paysandu adere à prática do futebol, sendo um dos fundadores do Campeonato Carioca. Em 1912, o Paysandu é o primeiro e único time inglês a ser campeão carioca de futebol, conquistando a Taça Colombo.
Bye, bye futebol – Em 1914 o clube abandona a prática oficial do futebol, e passa a se chamar Paysandu Athletic Club. Em 1932, após a queda do Império e as sucessivas mudanças de propriedade do terreno, o Paissandu é obrigado a mudar-se e procurar uma nova sede.
De galho em galho até a sua última Sede – Graças à boa vontade e à simpatia pelo esporte, a Light & Powers aluga a um preço bastante amigável um terreno de sua propriedade na Rua Siqueira Campos, em Copacabana, que passa a sediar o Clube. Porém, o tamanho do terreno era sensivelmente menor do que o antigo, fazendo com o clube se limitasse à prática de tênis e do bowls.
Então, 20 anos depois, a Light & Powers vendeu o terreno da Rua Siqueira Campos e novamente o Clube perde a sua sede. Os sócios passam a utilizar a Embaixada Britânica para praticar esportes, e a Christ Church, em Botafogo, para suas reuniões administrativas.
Em 1953, depois de um período de total indefinição, finalmente a Prefeitura do Rio de Janeiro, na época Prefeitura do Distrito Federal, doa o terreno da Avenida Afrânio de Melo Franco, no Leblon, onde ainda hoje está o Clube. Apesar de ser uma área bastante privilegiada, trazia também grandes desafios.
À primeira vista mal poderia ser considerado terreno, tamanha era a quantidade de água que precisava ser aterrada. Os vizinhos também eram bastante diferentes dos de hoje. De um lado, a Favela da Praia do Pinto, do outro, a Favela de Ilha das Dragas. E para todo lugar que se olhasse, lixo e mais lixo.
Finalmente, após árduo trabalho, em 31 de dezembro de 1956, o Paissandu Atlético Clube é finalmente reinaugurado. A princípio conta apenas com um barracão, onde ficavam um bar, sala de estar e salão de jogos. Ao longo do tempo foram sendo construídas as quadras de tênis, vestiários, o gramado do bowls e a piscina. Em 1963, o Clube inaugura sua nova sede social, projetada por Rolf Hütner e inspirada nas formas de Oscar Niemeyer. Com a nova sede, a vida social do clube ganha nova vida.
INÍCIO NO FUTEBOL – O Paysandu Athletic Club foi um dos fundadores do Campeonato Carioca, e ajudou a organizar o I Campeonato Carioca de 1906. Com uma bela campanha o time paissanduano terminou com o vice-campeonato. Em 10 jogos, foram sete vitórias e três derrotas.
No Estadual de 1907, com apenas quatro clubes, o Paysandu ficou na penúltima colocação. Em 1908, a competição passou de quatro para seis clubes, mas o Paysandu com uma campanha ruim acabou à frente apenas do estreante Riachuelo, que ficou na lanterna.
Campeão da Segundona – No ano seguinte, o Paysandu ficou de fora do carioca, talvez para refletir o que estava sendo feito de forma errada. Então, a equipe paissanduana retornou em 1910, quando a Liga Metropolitana de Sports Athleticos decidiu oferecer uma vaga na Primeira Divisão aos novos clubes inscritos.
Ficou decidido então, que os vencedores dos prélios São Cristóvão x Bangu e Paysandu x Mangueira disputariam uma partida (ou duas se a primeira terminasse empatada), cujo vencedor seria o indicado para a elite. Com duas vitórias por goleadas, o Paysandu conquistava o título da Série B do Rio, assegurando à Primeirona.
02/04/10 – Paysandu 5 x 2 Mangueira. Estádio: Laranjeiras. Gols: Gillan (2), Harry Robinson (2) e Sidney Pullen para o Paysandu; Riemer e Regga para o Mangueira.
16/04/10 – Paysandu 4 x 0 São Cristóvão. Estádio: Laranjeiras. Gols: Harry Robinson, Jack e Gillan (2).
O Retorno – Então, a indagação que pairava no ar era: será que o Paysandu Athletic Club, que voltava a disputar o Campeonato Carioca de 1911, tinha aprendido a lição? A resposta que veio, era que não. Afinal, com quatro clubes, o time terminou na última colocação, com apenas uma vitória e cinco derrotas.
TÍTULO INÉDITO – A Associação de Football do Rio de Janeiro (Campeonato Carioca) de 1912 era uma incógnita. Apesar do número de clubes dobrarem de quatro para oito, a campanha do ano anterior não inspirava confiança aos seus fãs. No entanto, o Paysandu Athletic Club fez uma campanha impressionante. Em 14 jogos, foram 11 vitórias, dois empates e apenas uma derrota; com 64 gols (média de 4,6 gols por jogo) a favor e 13 gols contra (média de 0,9 gol por partida); saldo de 51.
CAMPANHA DO PAYSANDU A.C.
PRIMEIRO TURNO
5 de maio – Paysandu 10 x 1 Bangu. Estádio: Laranjeiras. GOLS: Harry Robinson (4), Sidney Pullen (3), Martin (2) e I. Raven (Paysandu); Lino Gaspar (Bangu).
26 de maio – Fluminense 0 x 5 Paysandu. Estádio: Laranjeiras. GOLS: Harry Robinson (3) e I. Raven (2).
2 de junho – Paysandu 2 x 1 Rio Cricket. Estádio: Laranjeiras. GOLS: Harry Robinson e I. Raven (Paysandu); Brewerton (Rio Cricket).
9 de junho – Paysandu 2 x 1 Flamengo. Estádio: Laranjeiras. GOLS: Harry Robinson e Sidney Pullen (Paysandu); Amarante ‘Zalacain’ (Flamengo).
23 de junho – Paysandu 12 x 0 Mangueira. Estádio: Laranjeiras. GOLS: Harry Robinson (8) e Sidney Pullen (4).
14 de julho – São Cristóvão 1 x 4 Paysandu. Estádio: Campos Sales. GOLS: Harry Robinson (2) e Leslie Pullen (2) (Paysandu); Camarinha (São Cristóvão).
28 de julho – América 1 x 0 Paysandu. Estádio: Campos Sales. GOL: Riemer.
SEGUNDO TURNO
4 de agosto – Bangu 1 x 6 Paysandu. Estádio: Rua Ferrer. GOLS: Castor (Bangu); Harry Robinson (3), Sidney Pullen (2) e Gillan (Paysandu).
18 de agosto – Rio Cricket 1 x 1 Paysandu. Estádio: Icarahy, em Niterói. GOLS: Raven (Rio Cricket); Eric Pullen (Paysandu).
25 de agosto – Paysandu 3 x 1 São Cristóvão. Estádio: Laranjeiras. GOLS: Harry Robinson, Eric Pullen e Gillan (Paysandu); Camarinha (São Cristóvão).
1º de setembro – Paysandu 3 x 1 América. Estádio: Laranjeiras. GOLS: Smart, Harry Robinson e Sidney Pullen (Paysandu); Gabriel (América).
22 de setembro – Mangueira 1 x 11 Paysandu. Estádio: Campos Salles. GOLS: Sem registro.
6 de outubro – Paysandu 1 x 1 Flamengo. Estádio: Campos Salles. GOLS: Sidney Pullen (Paysandu); Alberto Borgerth (Flamengo).
FLUMINENSE 2 X 4 PAYSANDU
LOCAL: Estádio das Laranjeiras
DATA: Domingo, no dia 20 de outubro de 1912
ÁRBITRO: Hugo Graham
PAYSANDU AC: Caywood Robinson, Eric Pullen e Smart; Harry Wood, Tom Robinson, e MacIntyre ; Monk, Sidney Pullen, Harry Robinson, Leslie Pullen e Gillan.
FLUMINENSE: José Marques, Bello e Maia; Pernambuco, Mutz e Leal; Osvaldo, Berhman, Paranhos, Gilbert Hime e Cox.
GOLS: Gilbert Hime (2) (Fluminense); Harry Robinson (2), Sidney Pullen e Leslie Pullen (Paysandu).
DECRETADO O FIM DO TIME – Após brilhar e conquistar o título inédito veio o Campeonato Carioca de 1913. Nele, o Paysandu, apesar de vitórias expressivas como 5 a 4 no Fluminense, e 3 a 0 no Botafogo, em pleno Estádio de General Severiano, o time paissanduano terminou na quarta colocação.
No entanto, no Campeonato Carioca de 1914, o Paysandu não conseguiu reeditar as boas campanhas anteriores e acabou na última colocação, conquistando apenas quatro pontos em 24 possíveis. Após o término do estadual veio a decisão de abandonar o futebol. Resolução esta que perdura até os dias de hoje.
CURIOSIDADE – O Paissandu possui uma rivalidade clubística forte com o Rio Cricket e Associação Atlética, da colônia inglesa da cidade de Niterói. Para além da rivalidade entre as cidades, os clubes guardam uma origem comum, sendo o Rio Cricket uma dissidência do então Paysandu Cricket Club.
Em algumas fontes antigas as partidas entre os dois clubes, nos mais variados esportes, era chamada de Clássico dos Ingleses. Atualmente, o nome do clube aportuguesado para Paissandu Atlético Clube, ainda se pratica tênis, squash, bowls, futebol, dentre outros esportes.
TÁ SABENDO? Em 2006, especialmente, o Paysandu voltou a disputar uma partida de futebol após 92 anos de ausência, nos jogos comemorativos dos 105 anos do futebol no estado do Rio de Janeiro. A partida aconteceu na sede do Rio Cricket, em Niterói.
Por não possuir mais departamento de futebol ou jogadores, o clube pegou emprestado o time principal do Tombense Futebol Clube de Minas Gerais, que gentilmente cedeu jogadores para a partida especial. E, relembrando os tempos de glórias, deu Paysandu, que venceu o Rio Cricket pelo placar de 2 a 1.
UNIFORME – O time campeão usava uniforme metade azul e metade branca, e a maioria de seus jogadores era de origem inglesa. Depois, a camisa passou a ser com listras verticais, nas cores azul e branco.
Fonte: Texto do jornalista Sérgio Mello do Jornal dos Sports – On line
Blog História do Futebol & CLUBES & c 4 Rio de Janeiro-Dados Históricos Walter Iris em 15 Set 2008
ARTIGO DA XSEMANA N°37/2008 MANGUEIRA, PAYSANDU, VILA ISABEL… ALGUNS DOS TIMES QUE FAZEM PARTE DA HISTÓRIA DOS 102 ANOS DE CARIOCAS
HISTÓRIAS DO FUTEBOL CARIOCA – Seguindo as histórias do nosso estado, muitos times que disputaram os campeonatos cariocas, que certamente muitas pessoas nunca ouviram falar.
Que tal o time tijucano do ‘Football & Athletic Club’ (fundado em 27 de junho de 1904, que depois passou a se chamar: Associação Athletica Internacional) ou da equipe niteroiense do ‘Rio Cricket ‘? Aliás, o segundo, terminou na terceira colocação do Carioca de 1906, e conseguiu um resultado histórico ao golear o Botafogo por 6 a 0, na Rua da Constituição, no Bairro de Icaraí, em Niterói.
SURGEM VÁRIOS CLUBES – Assim, surgiram os primeiros times de futebol do Rio de Janeiro. Na época era comum encontrar diversos campos espalhados por toda a cidade, mas, principalmente, no subúrbio do Rio de Janeiro. O futebol começava a ganhar equipes e simpatizantes.
Para se ter uma idéia, nas décadas de 10 e 20, o subúrbio carioca contava com mais de 50 times, distribuídos na primeira e segunda divisão, além do departamento autônomo, que equivaleria nos dias de hoje, a terceira divisão. Os estádios eram acanhados, tendo na sua maioria apenas um cercado de madeira e alguns degraus de arquibancadas. O público que comparecia aos jogos, ainda era pequeno, tendo em média 20 torcedores. Esse número de espectadores começa a aumentar a partir da década de 10.
A vida dos jogadores não era fácil. A bola e a chuteira eram pesadas, feitas de couro e eles não recebiam salários, apenas atuavam pelo prazer. Contudo, boa parte da sociedade elitista da época, classificava os jogadores, como pessoas desocupadas, vagabundos, algo impensado nos dias atuais.
Veja uma lista de alguns times que disputaram a elite do futebol carioca nesses 102 anos, que hoje, fazem parte da história: Sport Clube Brasil (time do Bairro da Urca disputou nove cariocas); Vila Isabel (homônimo do mesmo bairro disputou nove cariocas); o Carioca (time do Jardim Botânico disputou sete cariocas, onde mandava os seus jogos na Rua Dona Castorina); Sírio e Libanez (time de Botafogo participou de quatro estaduais), Mavílis FC (o escrete do Bairro do Caju esteve presente em dois cariocas), entre outros.
A partir dos anos 30, muitos clubes fecham as portas, uma vez que a federação de futebol do Rio estabeleceu que todos os times - para disputar o Carioca - deveriam ter um estádio próprio. Como muitos não possuíam um local fixo, mais de 80% dos times suburbanos fecharam as portas. Conheçam alguns desses times que desapareceram, sendo sugados pelo profissionalismo.
Andarahy Athletico Club – No dia 9 de novembro de 1909 foi fundado o Andarahy AC, localizado na Rua Barão de São Francisco no bairro de Vila Isabel, na Zona Norte da cidade. O Estádio era chamado de Barão de São Francisco, também conhecido como Rua Prefeito Serzedello Correia, pertenceu ao clube até 1962. O seu uniforme tinha às cores verde e branco. Durante a história, o clube alternou dois modelos de uniformes: camisa inteiramente verde e calções brancos e camisa listrada na vertical alviverde e calções brancos.
Nesse ano, foi vendido por CR$ 60 milhões ao América, que passou a chamá-lo de estádio Wolney Braune. Nos anos 90, o América vendeu o estádio que atualmente é Shopping Iguatemi, em Vila Isabel. Ao todo, o alviverde disputou 20 campeonatos cariocas, sendo o último em 1937. A sua melhor colocação no carioca ocorreu em 1924, quando ficou com o vice-campeonato, com dez vitórias, dois empates e duas derrotas, só ficando atrás do campeão Vasco.
Confiança Atlético Clube – O Confiança Athletico Club, fundado em 26 de abril de 1915, era um clube do Andaraí, bairro da zona norte da cidade do Rio de Janeiro, localizado à Rua Silva Teles, que pertenceu à antiga fábrica de tecidos de mesmo nome. O quadricolor (Verde, preto, vermelho e amarelo), disputou dois campeonatos cariocas: 1924 e 1933. Apesar de ter disputados dois Cariocas, em ambos, terminou na 5ª posição. Na primeira, a equipe obteve cinco vitórias, quatro empates e cinco derrotas. Na segunda, foram cinco vitórias, sete empates e seis derrotas.
Nos anos 60 e 70 passou a disputar o campeonato amador do Departamento Autônomo da Federação de Futebol do Rio de Janeiro. Em 1990, passou para a terceira divisão de profissionais e no ano seguinte disputou a segunda divisão, porque a verdadeira segundona passou a se chamar intermediária, e, portanto, a terceira virou segunda.
Em 1993, o seu registro na federação deu lugar ao do Barra da Tijuca Futebol Clube numa fusão articulada para que este entrasse direto na segunda divisão, sem precisar disputar a terceira. Durante a década de 90, o clube se extinguiu e parte da sua sede foi incorporada à quadra da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, e o restante ao Boulevard Shopping, lateral à Rua Maxwell.
Sport Club Mangueira – Fundado por operários da fábrica ‘Chapéus Mangueira’, no dia 29 de julho de 1906, o rubro-negro tijucano, atuou na Rua Desembargador Isidro, 72. Nos dias de hoje, o local onde ficava o estádio abrange parte do clube Tijuca Tênis Clube. Ao todo, a SC Mangueira participou de oito campeonatos cariocas (1909, 12 e 13, 17 a 21).
No dia 30 de maio de 1909, no campo da Rua Voluntários da Pátria, a Mangueira sofreu a sua pior humilhação, que ironicamente colocou o time no Livro dos Recordes: Botafogo 24 a 0, sendo a maior goleada em campeonatos regionais, de todos os tempos. Os gols foram: Gilbert Hime (9), Flávio Ramos (7), Monk (2), Lulú Rocha (2), Raul Rodrigues, Dinorah, Henrique Teixeira e Emmanuel Sodré.
O SC Mangueira, que jogou com 10 jogadores, teve o seguinte time: Luiz Guimarães, José Perez e Carlos Mongey; Victor, Jonas Cunha e Justino Fortes; Alberto Rocha, João Pereira, Menezes e Maranhão.
Botafogo: Coggin; Raul Rodrigues e Dinorah; Rolando de Lamare, Lulú Rocha e Edgard Pullen; Henrique Teixeira, Flávio Ramos, Monk, Gilbert Hime e Emmanuel Sodré.
O uniforme da SC Mangueira era camisa listrada na vertical vermelha e preta e calções brancos. A melhor colocação aconteceu em 1913 e 1917, quando terminou em oitavo lugar, dentre dez participantes. Após uma seqüência de insucessos, a Mangueira decidiu abandonar a competição em 1921.
Paissandu Athletic Club – Fundado em 15 de agosto de 1872, na Rua Paysandu, em 1906, está intimamente ligado ao futebol, uma vez que o filho de um Inglês, Oscar Cox, em 1902, deu vida ao primeiro dos times de futebol do Rio e do Brasil, o Fluminense.
Em 1912, o Paissandu surpreendeu a todos vencendo o Campeonato Carioca. Na última rodada, derrotou o Fluminense, por 4 a 2, nas Laranjeiras. Mais tarde, o mesmo Paissandu passou o campo para Flamengo, antes de sua mudança definitiva para o estádio da Gávea.
No total, o time paissanduano disputou sete campeonatos cariocas (1906 a 08, 11 até 14). Em 1906, ficou com o vice-campeonato atrás apenas do Fluminense.
Carioca Football Club – O ‘Club Sportivo Victorioso’ foi fundado em 16 de Março de 1907. Depois mudou de nome para ‘Carioca Football Club’. Na década de 30, fundiu-se com o ‘Gávea Sport Club’ e ficou com o nome definitivo de Carioca Esporte Clube. Seu Estádio da Estrada Dona Castorina, que ficava no Bairro do Jardim Botânico.
Mavílis Football Club – O Mavílis Football Club, fundado no dia 23 de setembro de 1915, era um clube do Caju, bairro da zona norte da cidade do Rio de Janeiro. O clube disputou os campeonatos cariocas de 1933 e 1934, e extinguiu-se na década de 70. O rubro-anil do Caju mandava os seus jogos no Estádio Praia do Retiro Saudoso, na Rua Carlos Seidl, no Bairro do Caju.
O maior momento da história do Mavílis aconteceu em 1934, quando terminou com o vice-campeão do Campeonato Carioca da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA). O Mavílis, inclusive, venceu o Botafogo, que foi o campeão, por 2 a 0 (Gols de Honório e Chavão, ambos no segundo tempo), em casa, no dia 22 de julho de 1934. No final foram nove pontos em oito jogos; com quatro vitórias, um empate e três derrotas; marcando 24 gols e sofrendo 21.
O seu uniforme: camisa vermelha, com gola azul, calção branco e meias azuis. Sendo que o segundo uniforme trazia a camisa branca com duas listras em horizontal, uma azul e outra vermelha. Aliás, a cor branca não fazia parte das cores do clube.
Um fato curioso é que o nome Mavílis vem das iniciais de Manuel Vicente Lisboa, um dos diretores da Cia. América Fabril e grande incentivador do esporte entre os funcionários da fábrica, que resolveram homenageá-lo no nome do clube.
Villa Isabel Football Club – O Villa Isabel Football Club foi fundado no dia 2 de maio de 1912. Sua sede estava localizada no bairro homônimo de Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro. Dos oito campeonatos cariocas, a melhor colocação aconteceu em 1919 e 1927, quando terminou em sétimo lugar.
Preta e branca eram as cores do Villa Isabel, que utilizou dois uniformes distintos em sua história. O primeiro, todo branco, tinha uma bola de futebol com as iniciais V.I.F.C. (Villa Isabel Football Club) no centro da camisa, com raios negros saindo desta e, por conta disso, o clube era conhecido como o “Raio de Sol”. Na década de 20, o clube altera seu uniforme para camisa preta com finas listras verticais brancas, calções brancos e meias pretas.
Atualmente, existe um clube social chamado Associação Atlética Vila Isabel, com escudo muito similar ao do Villa Isabel Football Club, apenas com cores diferentes. Porém, tal clube não tem relação com o Villa Isabel FC.
Sampaio Athletic Club – A inauguração do estádio Florêncio aconteceu em 20 de janeiro de 1938, na Rua Antunes Garcia, no Florêncio - hoje chamado de bairro do Sampaio, transversal à Avenida Marechal Rondon - em homenagem à família que era dona de uma grande área da região.
O JORNAL DOS SPORTS publicou duas matérias: 17 e 20 de janeiro de 1938, comentando sobre a inauguração. Em um dos trechos dizia: “Construindo luxuoso Stadium para gozo da população local”. O local contava ainda com quadras de tênis, basquete, voleibol, entre outros.
O Sampaio jamais participou de um campeonato carioca. Apesar de ter um bom estádio, a equipe competiu apenas no Departamento Autônomo, o que equivale aos dias de hoje, como o Campeonato Carioca da Segunda Divisão.
Fonte: Texto do jornalista Sérgio Mello do Jornal dos Sports – On line
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 10 Set 2008
Protegido: A ÚNICA DERROTA DO BOTAFOGO EM 1948
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) Andre em 09 Set 2008
Protegido: MONERÁ FC-MONNERAT/RJ—INÉDITO
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) Andre em 08 Set 2008
Protegido: E.C. SUBURBANO-CAMBUCI/RJ
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Auriel de Almeida em 08 Set 2008
A breve e gloriosa trajetória do Icaraí Futebol Clube
Quem por acaso leia a lista dos campeões fluminenses deve se perguntar: afinal que Icaraí Futebol Clube é este, campeão de 1941 e 1943 que sumiu sem deixar rastros e sequer é lembrado por pessoas com menos de 70 anos?
O Icaraí Futebol Clube surgiu por volta de 1940, montado pelo poderoso Cassino Icaraí, “point” da cidade de Niterói e que também funcionava como um balneário.
Em meio ao amadorismo vigente no então Estado do Rio (ao contrário da cidade do Rio o profissionalismo fluminense perdeu força e foi abandonado em 1940), o Icaraí Futebol Clube foi talvez o praticante mais cara-de-pau do chamado amadorismo marrom, contratando jogadores cariocas reconhecidamente profissionais e aliciando bons valores dos tradicionais clubes de Niterói, como Flu, Byron, Ypiranga e Canto do Rio.
O “clube do Cassino”, como era chamado, disputou o seu primeiro campeonato niteroiense em 1941, conquistando o título por pontos corridos após uma grande arrancada final. Embora alguns jornais elogiassem a vitória do novo “clube” (na verdade um time-empresa, pois à vera não dispunha de instalações clubísticas) outros já davam sinais de que o público da cidade não via com bons olhos aquele time que surgiu do nada para atrapalhar a vida do tradicional “grupo dos seis grandes”.
Com o título niteroiense de 1941, o clube ganhou o direito de disputar o Campeonato Fluminense, disputado em mata-mata entre os campeões municipais. Nas quartas de final, o clube derrotou o Esperança de Nova Friburgo por 1 a 0 fora e em casa massacrou os verdes serranos por 6 a 1.
A caminhada prosseguiu na semifinal com mais uma vitória esmagadora: 8 a 2 sobre o Royal, em Niterói. Em Barra do Piraí empate considerado injusto de 5 a 5, mas como o regulamento previa uma “melhor de quatro pontos” mais uma partida deveria ser realizada, em Niterói. O Royal, no entanto, desistiu da luta, considerando inevitável a derrota em Niterói.
Nas finais contra o Ypiranga de Niterói mais duas vitórias, sendo a última por inacreditáveis 7 a 1, conquistando assim o título fluminense invicto e com grandes goleadas no currículo.
Na temporada de 1942, sua segunda em competições oficiais, o clube conquistou com tranquilidade o bicampeonato da cidade, se classificando para mais um Campeonato Fluminense.
A FFD adotou nesse ano um critério de desempate muito criticado pela imprensa. Eliminando os custos de um terceiro jogo (o que resultava em muitas desistências no campeonato anterior), a FFD determinou que em caso de resultados iguais o clube de maior renda jogando em casa se classificaria. Sem torcida, isso seria um problema para o Icaraí.
Após eliminar com facilidade o Esporte Clube Belford Roxo (3 a 0 e 4 a 0) nas oitavas, o Icaraí enfrentou o Fluminense de Nova Friburgo nas quartas. O clube do Cassino, segundo os jornais, até jogou melhor, mas devido ao descuido da defesa saiu apenas com um empate de 4 gols, considerado até bom, pois jogando em Niterói o clube era considerado imbatível.
Veio então o duro golpe: com a crescente antipatia da cidade pelo clube que dominava em pouco tempo o futebol local houve uma espécie de boicote ao jogo do Icaraí, que teve público pequeno. Os torcedores da cidade que acompanharam pelo rádio, secando o clube, comemoraram quando após sair na frente o Icaraí sofreu o empate de um heróico e lutador Fluminense. Findo o jogo, o clube fora eliminado, mesmo invicto, por não ter torcida.
Mas para desespero dos “anti-icaraienses” o ano de 1943 viu mais uma temporada avassaladora do clube de Niterói, que com facilidade sagrou-se tricampeão da cidade. E no Campeonato Fluminense daquele ano o polêmico critério de melhor renda foi deixado de lado.
Deixando para trás Barra Mansa, Frigorífico, e Cascatinha, o adversário na final seria o Goytacaz, de Campos. Ao cotnrário da rotina, dessa vez o título não foi conquistado facilmente. O Icaraí venceu em Niterói (3 a 2), mas perdeu em Campos (1 a 2). O terceiro jogo foi sorteado para Campos, mas o Icaraí desta vez segurou um empate (2 a 2). Um quarto jogo foi marcado para Niterói, e desta vez uma prorrogação seria disputada até que se decidisse um campeão. E assim foi, com o Icaraí marcando o único tento da partida no tempo extra e voltando ao pódio máximo do estado.
Em 1944 a direção do clube já dava sinais de insatisfação, e o clube pela primeira vez viu o título da cidade escapar, ficando atrás de Canto do Rio e Fluminense (o campeão). Não classificado para o campeonato estadual de 1944 o clube resolveu encerrar as atividades, sob a alegação de que não havia sentido continuar com tamanha falta de apoio do público de Niterói. Em 1946 o próprio Cassino fecharia, em função da lei que proibia as casas de jogos no Brasil, e seus donos passaram para outros investimentos. Hoje o prédio do Cassino / escritório do Icaraí Futebol Clube pertence à UFF (Universidade Federal Fluminense).
Após 5 títulos em 4 temporadas o Icaraí foi esquecido, talvez com um certo prazer, pela torcida de Niterói, que nunca fez questão de passar adiante a história do mais odiado, embora mais bem-sucedido, clube que já existiu por aqui.
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Diogo Henrique em 03 Set 2008
Protegido: Royal de Barra do Piraí
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & x3) Estádios & Artigos-Gerson Rodrigues Gerson Rodrigues em 31 Ago 2008
Estádio do Municipal da Ilha de Paquetá, Rio de Janeiro
Segue uma foto do estádio do Municipal da Ilha de Paquetá, em um jogo pelo antigo Departamento Anônimo, em 74.
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & Artigos-Gerson Rodrigues Gerson Rodrigues em 31 Ago 2008
Camisa do Manufatora de Niterói
Segue a camisa do Manufatora de Niterói
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 31 Ago 2008
Protegido: TODOS OS JOGOS DO BOTAFOGO NO ESTÁDIO DE CAIO MARTINS
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 31 Ago 2008
Protegido: TODOS OS JOGOS DO BOTAFOGO NO ESTÁDIO VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) Diogo Henrique em 30 Ago 2008
Protegido: Andarahy Atlético Club!!!!
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) Edu Cacella em 27 Ago 2008
Villa Isabel Futebol Clubel

Villa Isabel F.C.
Nome: Villa Isabel Futebol Clubel
Data de Fundação: 2 de maio de 1912
Endereço: Vila Isabel - Rio de Janeiro-RJ
CEP: 26.000-000
Telefone: -
Situação do clube: extinto
TÍTULOS
1 Vice-Campeonato Carioca da Segunda Divisão: 1925.
1 Campeonato Carioca da Terceira Divisão: 1914.
ESTÁDIO
Desconhecido
HISTÓRIA
O Villa Isabel usou dois uniformes distintos em sua história. O primeiro, todo branco, tinha uma bola de futebol com as iniciais V.I.F.C. no centro da camisa, com raios negros saindo desta e, por conta disso, o clube era conhecido como o “Raio de Sol”. Na década de 20, o clube altera seu uniforme para camisa preta com finas listras verticais brancas, calções brancos e meias pretas. No Rio de Janeiro existem vários clubes antigo extintos que foram homenageados com o mesmo nome, e em alguns caso no mesmo bairro, e o Villa Isabel foi um deles. Atualmente, existe um clube social chamado Associação Atlética Vila Isabel, com escudo muito similiar ao do Villa Isabel Football Club, apenas com cores diferentes. Porém, tal clube não tem relação com o Villa Isabel F.C.
Postal do Villa Isabel F.C. do início do Século XX
CAMPANHAS
Campeonato Carioca
Disputou de 1917 a 1920 e de 1924 a 1928
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) Diogo Henrique em 27 Ago 2008
Protegido: Clubes com nome de Americano na cidade do Rio de Janeiro (extintos)
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Auriel de Almeida em 24 Ago 2008
1956 - O início da divisão de zonas do Campeonato Fluminense
Olá, amigos. Vou falar um pouco do início da divisão por zonas do campeonato fluminense de profissionais, e ao mesmo tempo adicionar uma informação nova desse ano (Zona da Baixada).
Como sabemos a famosa era profissional do futebol fluminense começou com a fundação do Departamento Estadual de Profissionais (DEP), em 1951. Em 1952 foi organizado o primeiro campeonato profissional fluminense, disputado pelos fundadores Adrianino (Paulo de Frontin), Barra Mansa, Central (Barra do Piraí), Coroados (Valença), Esperança (Nova Iguaçu) e Fonseca (Niterói), vencido pelo já conhecido Adrianino Atlético Clube.
Em junho de 1952 a FFD abriu novas inscrições no DEP, e permitiu a profissionalização das entidades municipais. Com o espaço no calendário e a grande quantidade de inscritos, mais um campeonato fluminense foi disputado em 1952, chamado de extra (em algumas poucas fontes é afirmado que esse segundo campeonato é o verdadeiro campeonato de 52, sendo o disputado no primeiro semestre retroativo à 51, quando o DEP foi fundado). Esse segundo campeonato em 52 também é conquistado pelo Adrianino.
Em 53 com o excesso de clubes sul-fluminenses inscritos (13!) os clubes de Niterói e Campos, que profissionalizaram suas ligas municipais, resolvem não disputar o estadual de 1953, vencido pelo Barra Mansa.
Em 1954a pressão dos clubes niteroienses e campistas provocaria uma enorme confusão, com a FFD “reclassificando” os títulos do DEP como títulos do Vale do Paraíba e criando o título estadual a partir do cruzamento dos campeões do DEP e das ligas municipais de Niterói e Campos… Uma bagunça que teve uma solução que agradasse a todas as partes apenas em 1962, quando todos esses campeonatos (DEP e cruzamento de campeões) foram reconhecidos como estaduais.
Apenas em 1956 a FFD estabeleceu, de fato, a divisão de zonas. Nesse ano foi extinto o antigo DEP e criado a Divisão Departamental de Profissionais (DDP), às vezes chamada de Divisão Estadual de Profissionais (DEP, a mesma sigla do extinto Departamento Estadual, criando uma confusão danada com o coitado do pesquisador).
A DDP definiu que o campeonato estadual teria uma primeira fase, dividida em zonas, e cada zona valeria também como título regional. Os campeões de cada zona se enfrentariam na fase final. Foi definido também que a classificação final do campeonato obedeceria ao critério de “média de pontos” entre os eliminados na primeira fase (sim, os participantes da zona faziam parte da classificação final), devido à quantidade diferente de participantes em cada zona.
As zonas foram assim divididas:
1ª Zona: Sul-fluminense desde Volta Redonda, Barra Mansa, Resende até as cidades do extremo sul
2ª Zona: Sul-fluminense desde Piraí, Valença Barra do Piraí e seus antigos distritos (Paulo de Frontin, Mendes etc.) passando por Três Rios até a Paraíba do Sul
3ª Zona: a chamada Baixada Fluminense: Nova Iguaçu, Nilópolis, Duque de Caxias etc.
4ª Zona: a região metropolitana de Niterói, como Magé, Itaboraí, São Gonçalo e incluindo a parte mais próxima da região serrana (Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis, Guapimirim)
5ª Zona: todo o Norte e Noroeste fluminense, Campos, Cambuci, Itaperuna etc.
6ª Zona: a ser criada caso se desenvolva o profissionalismo na chamada região dos lagos, caso o mesmo seja pontual os mesmos serão encaixados nas zonas mais próximas.
Em 1956 foram essas as zonas organizadas:
1ª e 2ª Zonas - apelidada de “Zona Sul-Fluminense” ou “Zona do Vale do Paraíba” pelos jornais
(os clubes destas zonas resolveram disputar um só campeonato)
Adrianino (Eng. Paulo de Frontin)
Barra Mansa
Central (Barra do Piraí)
Comercial (Volta Redonda)
Frigorífico (Mendes)
Guarani (Volta Redonda)
Atlética* (Volta Redonda)
* A Associação Atlética de Volta Redonda, conforme conferi nos jornais locais, era chamada pelos voltarredondenses apenas de Atlética, e não de Volta Redonda (caso similar ao Sport Club do Recife, chamado de Sport e não de Recife)
3ª Zona - apelidada de “Zona da Baixada”
Guarani (Duque de Caxias)
Nacional (Duque de Caxias)
Nova Cidade (Nilópolis)
São Pedro (São João de Meriti)
4ª Zona - apelidada de “Zona Centro”
Cruzeiro (Niterói)
Fonseca (Niterói)
Manufatora (Niterói)
Niteroiense (Niterói)
Serrano (Petrópolis)
Ypiranga (Niterói)
5ª Zona - apelidada de “Zona Campista”
(como apenas os campistas eram profissionais nessa zona, a Liga Campista de Deportos ganhou licença especial para organizar esta zona - as outras foram organizadas pela própria FFD através do DDP)
Americano (Campos)
Campos (Campos)
Goytacaz (Campos)
Municipal (Campos)
Rio Branco (Campos)
São José (Campos)
Com o atraso da conclusão da Liga Campista a FFD decidiu em nota oficial publicada em 1/2/57 NÃO realizar a fase final entre os campeões. Até onde eu sei ela não voltou atrás nessa decisão e não há nenhuma notícia de que os finalistas tenham dividido o título.
Os campeões foram Central, Guarani*, Serrano (estes três decididos em 1956) e Campos (este só conquistou o título após o cancelamento da fase final).
*Por muito tempo pensei que a terceira zona não havia terminado, pois ela foi paralizada após o primeiro turno e li sobre o seu cancelamento. Em seguida, porém, ela foi “descancelada” e conluída, com o extinto Guarani de Caxias como seu vencedor.
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Diogo Henrique em 21 Ago 2008
Protegido: Frigorífico Atlético Club
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & Campanhas dos Campeões Sudeste Walter Iris em 20 Ago 2008
Protegido: CLUBE DE REGATAS DO FLAMENGO – CAMPEÃO CARIOCA DE 2008
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Auriel de Almeida em 19 Ago 2008
História do futebol de Niterói - parte I: a Associação Nictheroyense de Football
Bem, iniciando a minha participação nesse Blog, vou começar falando um pouco do panorama de Niterói e do seu campeonato municipal, pois o mesmo é fundamental para compreendermos também o Campeonato Fluminense (ou os vários Campeonatos Fluminenses distintos).
Também vou postar, nos capítulos, informações e escudos (encontrados) dos principais clubes niteroienses.
- A Associação Nictheroyense de Football
A primeira liga de Niterói (e, aparentemente, a primeira liga municipal surgida em todo o estado) foi a Associação Nichteroyense de Football, surgida em 1913. Já nesse ano a ANF organiza o seu primeiro campeonato municipal - vencido pelo Guarany Football Club, o “time da camisa rubra” do bairro de Santa Rosa (nunca achei foto nem escudo desse clube).
Em sua segunda (e aparentemente última) edição, o campeão da ANF foi o Rio Branco Football Club (atual Fluminense Atlético Clube), que na final/jogo de desempate venceu o Ararigboya Football Club por 3 a 1.
Ficha Técnica da Final (informação conseguida por Pedro Varanda):
RIO BRANCO FC 3 x 1 ARARIGBOYA FC
Data: 28-02-1915
Local: Rua Velha, Cubango, Niterói (RJ)
Árbitro: Sr. Lydio Pereira
Competição: Campeonato de Niterói
Gols: Monteiro (2) e Tinoco (Rio); Henrique (Ararigboya)
Rio Branco: Enéas, Marcos e Braune; Pinaud, Faillace
e Pinheiro; Augusto, Octávio, Monteiro, Cecy e Tinoco.
Ararigboya: Alexandre, Tito e França; Eurico, Ovídio e
Olívio; Henrique, Lulú, Randolpho, Octacílio e Júlio.
Obs: 2° Quadro: Rio Branco 3 a 1; 3° Quadro: Rio Branco 1 a 0.
Fontes: O Imparcial e Gazeta de Notícias.
Infelizmente não conseguimos completar os participantes desses campeonatos - são informações difíceis de achar, já que os poucos jornais de Niterói disponíveis na Biblioteca Nacional não tinham uma cobertura esportiva decente, sendo a pesquisa quase toda realizada nos jornais cariocas, que cobriam algumas partidas consideradas importantes ou só noticiavam o fim do campeonato.
Na sede do Fluminense Atlético Clube, de Niterói, há um arquivo muito bom - cheguei a ver um manuscrito da época contando a história da ANF e o porquê ela acabou, tendo os seus participantes saído da entidade e formado a famosa Liga Sportiva Fluminense.
Mas infelizmente no dia o Sr. Raul (responsável pelo arquivo e ex-jogador do clube, campeão da cidade em 1944) se sentiu mal e tive que interromper a pesquisa.
Como só ele (um senhor de mais de 80 anos!) tem permissão do presidente de abrir a sala, pois o próprio não se dispõe nem permite outros funcionários a acompanhar por alguns minutos o pesquisador na sala (acreditam ter coisa mais importante a fazer) eu nunca mais consegui mexer lá, pois tem que marcar um dia com esse senhor de idade, torcer para ele estar bem, a gente ainda se sente mal de deslocá-lo até o clube só pra isso, sendo que ele próprio se sente incomodado com essa exigência absurda da diretoria, afinal ele é um senhor e precisa de repouso. Talvez lá consigamos os participantes (acho que tinha isso lá), se algum dia eu conseguir mexer de novo naquilo lá.
Sobre os clubes citados:
Guarany Football Club: como já disse, o clube era chamado de “o time da camisa rubra”, e ficava em Santa Rosa. Em 1926 o clube se mudou para Icaraí, perto do Campo São Bento, e mudou de nome para Club Athletico São Bento. O tradicional clube, muito querido na imprensa esportiva de Niterói, entrou em crise na década de 30, chegou a acabar no fim dessa década, por volta de 1941 foi “reerguido” com o nome original de Guarany (segundo “A Noite” os sócios chegaram à conclusão que o nome São Bento deu azar…) só pra sumir pouco depois, dessa vez definitiva…
Rio Branco Football Club: fundado em Icaraí, seu nome era em homenagem ao barão de Rio Branco. Suas cores eram verde e branco, e o uniforme listrado. Em 1916 o clube resolveu mudar de nome, se inspirando no Fluminense Football Club da então capital federal. A medida incomodou alguns sócios, que não queriam ser uma cópia idêntica do clube carioca. Por isso resolveram mudar alguns detalhes - o clube seria Fluminense Athletico Club, ao invés de Football Club, e a parte superior do escudo seria verde (cor do Rio Branco) ao invés de grená. Hoje o Fluminensinho de Niterói (como é carinhosamente chamado) fica no centro da cidade (mudança feita na década de 30, mais ou menos).
Ararigboya Football Club: o clube era chamado de “os periquitos” por sua camisa inteiramente verde (não sabemos a segunda cor). Pouco se sabe dele, sumiu na década de 20. Posteriormente (em 1944) outro Araribóia Futebol Clube foi fundado, na Travessa Andrade Pinto, mas não guarda relação com o original. Esse segundo Araribóia durou até a década de 80, e acabou sendo mais um clube de gafieira do que outra coisa.
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Diogo Henrique em 18 Ago 2008
Protegido: ARTIGO DA SEMANA N° 33/2008 Adrianino Atlético Clube!!!
(RIO DE JANEIRO) & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Rodolfo Stella Rodolfo P. Stella em 16 Ago 2008
Protegido: Eletrovapo Campeão
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Diogo Henrique em 15 Ago 2008
Cipec Esporte Clube

Nome: Cipec Esporte Clube
Data de Fundação: 01 de maio 1945
Endereço: Rua Dn. Maria Caetana, 20 - Centro - Mendes-RJ
CEP: 26700-000
Situação do clube: desativado
…………………………………………………………………………………………………..
ESTÁDIO
Isa Fernandes
Nome Oficial: Estádio Isa Fernandes
Capacidade: 2.000
Endereço: Rua Dn. Maria Caetana, 50 - Centro - Mendes-RJ
Proprietário: Cipec Esporte Clube
…………………………………………………………………………………………………..
A antiga Fábrica de Papel Guttemberg, fundada em 1889 na cidade de Mendes, adquirida em 1923 pelo Conde Alexandre Siciliano e dirigida por Nicolau Matarazzo é um exemplo de patrimônio a ser preservado. Rebatizada depois como Companhia Indústria de Papéis e Cartonagem – CIPEC, a indústria chegou a ter mil operários e foi o segundo estabelecimento do gênero a ser implantado no Brasil.
A indústria também prestigiou a fundação do CIPEC Esporte Clube, umas das equipes mais tradicionais da cidade, além de contribuir com a reforma social do Frigorífico Atlético Clube.
Grandes classicos entre as duas equipes já proporcionaram grandes alvoroços na cidade, onde disputavam o Campeonato Municipal.
SEDE DO CLUBE
Autor:Diogo Henrique
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & CLUBES & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 12 Ago 2008
CLUBES DO RIO DE JANEIRO - TANGUÁ ESPORTE E CULTURA LIMITADA
NOME: TANGUÁ ESPORTE E CULTURA LIMITADA
CIDADE: Tanguá / RJ
FUNDAÇÃO: 13 de março de 2006
CORES OFICIAIS: azul / amarelo
ESTÁDIO: Waldo Carneiro Xavier (em Santo Antônio de Pádua)
HISTÓRICO: Disputa pela primeira vez a Terceira Divisão Carioca.
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & x2)Campeonatos Históricos & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 07 Ago 2008
TORNEIO RELÂMPAGO - 1945
Em 1945 a Federação Metropolitana de Futebol organizou o TORNEIO RELÂMPAGO, competição com as seis principais equipes cariocas da época em turno único. O campeão foi o AMÉRICA FUTEBOL CLUBE. Abaixo os dados deste torneio:
TORNEIO RELÂMPAGO / 1945
AMÉRICA 3-1 SÃO CRISTÓVÃO
Data: 24 de março de 1945
Local: São Januário
Renda: Cr$ 39.526,00
Gols: Otacílio (2) e Amaro / Baleiro
VASCO DA GAMA 4-1 FLUMINENSE
Data: 25 de março de 1945
Local: General Severiano
Renda: Cr$ 46.696,00
Gols: Santo Cristo (2), Isaías e Dino / Geraldino
VASCO DA GAMA 3-1 SÃO CRISTÓVÃO
Data: 28 de março de 1945
Local: São Januário
Renda: Preliminar
Gols: Massinha (3) / Mical
BOTAFOGO 1-0 FLAMENGO
Data: 28 de março de 1945
Local: São Januário
Renda: não disponível
Gols: Franquito
VASCO DA GAMA 2-1 BOTAFOGO
Data: 31 de março de 1945
Local: Laranjeiras
Renda: não disponível
Gols: Eugen (2) / Otávio
AMÉRICA 1-1 FLUMINENSE
Data: 01 de abril de 1945
Local: General Severiano
Renda: Cr$ 38.233,00
Gols: Amaro / Simões
SÃO CRISTÓVÃO 2-0 FLUMINENSE
Data: 04 de abril de 1945
Local: São Januário
Renda: Preliminar
Gols: Neca e Carreiro
AMÉRICA 3-1 FLAMENGO
Data: 04 de abril de 1945
Local: São Januário
Renda: não disponível
Gols: Maneco (2) e China / Pirilo
AMÉRICA 1-1 BOTAFOGO
Data: 07 de abril de 1945
Local: Laranjeiras
Renda:
Gols: Maxwell / Otávio
FLAMENGO 4-3 VASCO DA GAMA
Data: 08 de abril de 1945
Local: General Severiano
Renda: Cr$ 61.183,40
Gols: Tião (2), Nilo e Pirilo / Chico, Isaías e Eugen
SÃO CRISTÓVÃO 2-1 BOTAFOGO
Data: 11 de abril de 1945
Local: São Januário
Renda: Preliminar
Gols: Mical e Magalhães / Otávio
FLUMINENSE 4-0 FLAMENGO
Data: 11 de abril de 1945
Local: São Januário
Renda: Cr$ 48.257,00
Gols: Simões (2), Nandinho e Pinhegas
FLAMENGO 2-2 SÃO CRISTÓVÃO
Data: 14 de abril de 1945
Local: São Januário
Renda: Cr$ 15.215,00
Gols: Pirilo e Tião / Neca e Cidinho
BOTAFOGO 2-2 FLUMINENSE
Data: 15 de abril de 1945
Local: São Januário
Renda: Cr$ 28.135,00
Gols: Tovar e Afonsinho / Geraldino e Pirombá
AMÉRICA 2-1 VASCO DA GAMA
Data: 18 de abril de 1945
Local: Laranjeiras
Renda: Cr$ 97.687,00
Gols: Maneco (2) / Lelé
Equipe campeã: Osni II; Osni I e Grita; Oscar, Alvaro (Danilo) e Amaro; China, Maneco, Maxwell (Otacílio), Lima e Jorginho.
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) Historia do Futebol em 07 Ago 2008
Escudo do Cattete correto!!
Olá,segue o verdadeiro escudo do Cattete Football Club, recuperado da capa de seus estatutos, presente nos arquivos de sociedades civis no Arquivo Nacional (RJ).
Visivelmente aquele escudo quadriculado está errado, possivelmente criado com base na informação de que o uniforme do clube era quadriculado. Inclusive a partir de 19 o Cattete se tornou Sport Club Cattete, então como esse escudo foi encontrado no Jornal dos Sports da década de 30 (aliás, já li todas as edições do JS nessa década e eles nem publicavam escudos)?
Por favor, peça a correção dos amigos do blog.
Autor:Auriel de Almeida

Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & CLUBES & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 05 Ago 2008
CLUBES DO RIO DE JANEIRO - TAMOYO ESPORTE CLUBE
NOME: TAMOYO ESPORTE CLUBE
CIDADE: Cabo Frio / RJ
FUNDAÇÃO: 13 de novembro de 1915
CORES: verde / vermelho / branco
ENDEREÇO: Avenida Nilo Peçanha, 153 - Cabo Frio / RJ
HISTÓRICO: FNome dado em homenagem aos índios que viviam nesta região do litoral fluminense. Disputou a 3ª Divisão de 1982 a 1986. Atualmente dedica-se as atividades sociais.
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & Artigos-Gerson Rodrigues Gerson Rodrigues em 05 Ago 2008
Associação Cabofriense vai ressucitando
A Associação Atlética, a verdadeira Cabofriense, está ressurgindo das cinzas. O clube da rua 13 de novembro, que tem 52 anos de história, estava abandonado, cheio de dívidas, passando pela pior fase de toda sua história. Mas aos poucos e com muito trabalho pela frente, a diretoria do clube, comandada pelo experiente presidente Almir Carvalho, vem quitando as dívidas e reformando o clube. E o projeto de uma nova Associação, como é carinhosamente chamado o clube, é bastante audacioso.
Mas antes de mexer na sede, tinha que pagar as dívidas. O clube tem três ações no ministério público, e vem pagando uma destas ações em várias parcelas. Tenta um acordo na justiça para as outras duas. Essas ações foram movidas quando o clube alugava suas dependência para bailes funk. Outras dividas vem sendo pagas pela administração.
O quadro social do clube é a menina dos olhos de Almir Carvalho. Depois que terminar a reforma do Ginásio, o salão de festas será todo reformado. Segundo Almir, o clube cobra muito barato em aniversários e casamentos, pois não tem um bom salão. E grande parte da receita do clube vem de aluguéis para festas. Uma reforma completa, modernizando o salão de festas, está nos seus planos. Na parte do bar, outra reforma. Salas com seus determinados departamentos serão criados, organizando a vida no clube.
Atualmente o clube tem um pouco mais de 450 sócios, com 99% destes sendo inadimplentes. O projeto do clube é resgatar estes sócios, adquirir outros, e se manter com suas próprias pernas. Mas para isso, precisa ser atrativo. Para isso, Almir planeja no projeto construir uma piscina, sauna e salão de jogos. Mas segundo ele, isso pode demorar anos.
- Estamos trabalho forte para reerguer a A.A. Cabofriense, que é um patrimônio de Cabo Frio. Quando assumi o clube, ele estava abandonado, cheio de dividas. Estamos pagando tudo, e mesmo assim, tentando reformar nossas dependências. Nosso projeto é muito bom, mas na minha gestão só devo acabar com as reformas no Ginásio e no salão, que nos dá receitas para manter o clube. Outro presidente que entrar terá que dar prosseguimento a esse trabalho que estamos fazendo. Queremos voltar a ser aquele grande clube. E acima de tudo, que os sócios possam pagar e usufruir o clube, coisa que hoje não acontece.
O mesmo caminho de reestruturação e pagamento de dividas que a Associação faz, o Tamoyo vem realizando há mais tempo, com o presidente Ivan Ferreira. Almir cita o presidente do clube co-irmão e é neste exemplo que ele quer levantar novamente a Cabofriense.
- O Ivan levantou o Tamoyo. Está fazendo um grande trabalho lá. E assim como ele está trabalhando bastante lá, estamos fazendo aqui também. Esses dois clubes são a história esportiva na cidade e não podem parar nunca. São os maiores clubes de Cabo Frio.
Parte esportiva não está esquecida
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A Cabofriense sempre foi um ícone no esporte. Futebol amador, futsal, vôlei e basquete, sempre foram motivos de orgulho para o clube. Mas ultimamente o clube não participa de nada. Hoje, existem escolinhas de futsal, ginástica e artes marciais, mas como parcerias.
Segundo Almir, o esporte amador não foi esquecido, apenas o clube não tem dinheiro para bancar. Toda ajuda, segundo Carvalho, será bem vinda.
O presidente sonha em um retorno do clube ao futebol profissional, mas não quer que seja com ele.
- Agora é lógico que é impossível. No futuro quem sabe, pode até ser. Mas certamente não quero que seja enquanto eu for presidente.
Quando o futebol amador de Cabo Frio era forte, a rivalidade entre Tamoyo e Cabofriense era muito grande. Faziam grandes embates no Estádio Barcelão, em Arraial do Cabo, e no Aracy Machado, em Cabo Frio. Chegaram a se enfrentar na 3° divisão do Estado do Rio de Janeiro, no meado dos anos 80. Tudo é lembrado com muito carinho por Almir.
- Que época! Nossa, passa um filme na cabeça. Eram grandes jogos, com os estádios lotados. Os clubes sempre foram rivais nas práticas esportivas. Mas sempre houve respeito e hoje estreitamos os laços. O Tamoyo era o clube da elite, e a Cabofriense do povão.
O presidente sonha em fazer a Cabofriense funcionar a todo vapor, assim como seus sócios e seus torcedores.
Fonte: http://www.najogada.com.br
Blog História do Futebol & ESCUDOS & (RIO DE JANEIRO) & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 25 Jul 2008
Protegido: Que clube seria esse???
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) Edu Cacella em 25 Jul 2008
Protegido: América x Vasco- O clássico da paz!!!!
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & x2)Campeonatos Históricos & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 24 Jul 2008
Protegido: TORNEIO INÍCIO CARIOCA DE 1962
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) Joao Alberto Machado em 24 Jul 2008
Protegido: TORNEIO INÍCIO DO CAMPEONATO CARIOCA DE 1964
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & Artigos-Michel McNish Michel McNish em 22 Jul 2008
Protegido: A História dos mascotes do Botafogo
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 17 Jul 2008
Protegido: Amistoso Histórico!!!
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & Artigos-Michel McNish Michel McNish em 15 Jul 2008
Protegido: Novo Mascote do Clube de Regatas do Flamengo-RJ
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & CLUBES & Artigos-Julio Diogo Julio Diogo em 13 Jul 2008
Protegido: CLUBES DO RIO DE JANEIRO - NATIVIDADE ATLÉTICO CLUBE
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 07 Jul 2008
ARTIGO DA SEMANA N°25/2008 NEWS: Clubes tradicionais do Rio lutam pela sobrevivência e contra o ostracismo!!
PARABÉNS AO GLOBO.COM, EXCELENTES MATÉRIAS
Sem apoio da prefeitura ou outra fonte de recursos, times como América, São Cristóvão e Bonsucesso encaram futuro cheio de incertezas
GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
Campo Grande, São Cristovão, Goytacaz, Bonsucesso… Velhos conhecidos dos torcedores em outros tempos, hoje eles mal são conhecidos pelos mais jovens. A tradição perdeu terreno para o apoio em massa das prefeituras em clubes do interior e fez com que o Campeonato Carioca sofresse uma renovação dos pequenos.
No subúrbio e na Zona Norte, Campo Grande, Bonsucesso e São Cristovão enfrentam o esquecimento após mais de uma década longe da elite. Este último, por sinal, é bicampeão estadual e tem como maior glória na última metade de século o fato de ter revelado Ronaldo, o Fenômeno, no início dos anos 90.
Recentemente, eles ganharam a companhia de Bangu, Olaria, Portuguesa e América, que, devastados por más administrações, buscam caminhos para fugirem de uma linha descendente que parece não ter fim. É o mesmo caso do Goytacaz, de Campos, um dos 30 clubes mais antigos do país e que não disputa a Primeira Divisão há 16 anos.
Os sobreviventes Madureira e Americano - único pequeno que nunca passeou pela Segundona - apontam caminhos, mas mandam o recado: a tendência é piorar.
Concorrência
Nos últimos anos, ganharam força os times do interior que são bancados pela prefeitura, como é o caso do Macaé. Os clubes da capital, sem a mesma oportunidade, reclamam.
- A luta contra os times montados por prefeituras é muito desigual. Nós (da capital) deveríamos ter algum tipo de apoio - diz o presidente do Olaria, Heitor Belini.
O time da Cabofriense, que disputaria a Série C do Campeonato Brasileiro, anunciou sua desistência alegando falta de dinheiro, pois já não recebe patrocínio da prefeitura.
Calendário
Série C do Campeonato Brasileiro: Começa no próximo fim de semana e terá a participação de Duque de Caxias, Boavista, Macaé e Madureira. O Duque de Caxias está no Grupo 11 e enfrentará Paulista, América-MG e Serra (ES); Boavista e Macaé jogam no Grupo 12 com Guaratinguetá (SP) e Linhares (ES); e o Madureira disputa o Grupo 14 ao lado dos paulistas Linense, Ituano e Guarani.
Segundona do Campeonato Carioca: Tem início no dia 26 de julho, com 25 times na disputa. Estarão na briga clubes tradicionais como Bangu, Bonsucesso, São Cristóvão, Olaria e Portuguesa. A competição começa dividida em quatro chaves, e os classificados a cada fase vão formando grupos de quatro, até o quadrangular final.
Os bons tempos dos pequenos
América: campeão carioca sete vezes e semifinalista do Campeonato Brasileiro de 1986.
Bangu: derrotado pelo Coritiba na final do Brasileirão de 1985 e campeão estadual duas vezes.
São Cristóvão: campeão estadual de 1926, orgulha-se de ter revelado Ronaldo Fenômeno na década de 90.
Olaria: campeão da Taça de Bronze de 1981, equivalente à Série C do Campeonato Brasileiro. Em 1996, foi quinto colocado do Carioca.
Campo Grande: viveu bom momento em 1991, quando teve Roberto Dinamite na equipe e ficou em quinto lugar do Carioca, atrás dos quatro grandes.
Bonsucesso: vice-campeão carioca de 1924.
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) Roberto Pypcak em 06 Jul 2008
Protegido: Ypiranga F.C. de Niterói
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & Artigos-Michel McNish Michel McNish em 02 Jul 2008
Protegido: Fluminense vs Corintian da Inglaterra
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) Edu Cacella em 01 Jul 2008
NEWS: Clubes tradicionais do Rio lutam pela sobrevivência e contra o ostracismo!!GOYTACAZ E OLARIA
Goyta sonha com retorno de ligas locais
Há 16 anos fora da elite, clube defende que jogos do Campeonato Campista dariam mais público do que confronto com Botafogo
Cahê Mota Do GLOBOESPORTE.COM, em Campos (RJ)
No próximo dia 12 de agosto, o Goytacaz Futebol Clube completa 96 anos de tradição. No entanto, muitos dos amantes mais jovens do futebol carioca sequer sabem da existência do clube campista, um reflexo dos 16 anos fora da elite do futebol estadual. E a ausência aumentará em um ano, já que o Goytacaz comunicou à Federação do Rio que desistiu de disputar a Segundona do Estadual, por falta de dinheiro.
Remanescente de uma época onde o interior ainda representava algum tipo de resistência ao predomínio dos grandes, o alvianil de Campos agoniza e pede socorro.
- A solução perfeita, na minha opinião, é o retorno das ligas municipais. Antigamente tínhamos o Campeonato Campista, por exemplo, com Americano, Goytacaz, Rio Branco, mais outros seis ou sete clubes, que lotavam todos os jogos. Essas disputas entre rivais atrai mais público do que um América x Goytacaz ou Americano x Botafogo. As despesas são menores, e o lucro é maior. Enquanto isso não acontece, só as parcerias com as prefeituras nos mantêm vivos - diz o vice-presidente de futebol, Josélio Rocha, lembrando parcerias de sucesso entre clubes e o poder público, como Resende, Macaé e Duque de Caxias, que tomaram lugar dos times tradicionais.
Basta um passeio por Campos para perceber que, apesar de o Americano ter tido resultados expressivos nas últimas temporadas, é a cor azul que predomina nas ruas do município. Há até uma lenda de que a torcida do Goyta é a quinta maior do estado. Talvez por isso a revolta com o panorama atual do futebol do Rio de Janeiro seja tanta.
Em Campos, torcida do Goytacaz se considera a quinta maior do estado
- A Defesa Civil e a federação perseguem os clubes do interior. Os últimos campeonatos mostram isso. Há jogos em estádios como o do Mesquita, que é muito pior do que o nosso, mas ninguém quer vir ao interior, não querem viajar 250 quilômetros. Enquanto isso, o interior de São Paulo só se fortalece. Isso é bairrismo.
O dirigente lembra que a decadência que tomou conta dos clubes menores nos últimos tempos reflete, inclusive, na mão-de-obra. Para Josélio, até mesmo revelar novos talentos tem sido difícil.
- Cidades do interior sempre foram celeiros de craques. Campos revelou Didi, Amarildo, Pinheiro, entre outros, mas hoje em dia jogar futebol por aqui não é vantagem. Para ganhar 1 mil reais eles preferem seguir como pedreiros, pois ganham mais.
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OLARIA
Olaria: ‘Luta contra prefeituras é desigual’
Fora da Série A do Campeonato Carioca, clube investe na parte social
Fabrício Costa GLOBOESPORTE.COM, no Rio de Janeiro
Parque aquático do Olaria chama a atenção dentre os clubes tradicionais pequenos do Rio
Um dos clubes de melhor estrutura entre os pequenos do Rio, o Olaria aposta no sucesso de suas categorias de base para retornar à Primeira Divisão do Campeonato Carioca. Rebaixado em 2005, o time da Rua Bariri também tem como trunfo o entrosamento do elenco, em atividade o ano todo - o que não acontece com a maioria dos rivais na Segundona, já que é comum montar times de aluguel às vésperas da competição.
O presidente Heitor Belini lamenta o fato de o Olaria estar há dois anos longe dos holofotes da mídia. Diz que o clube não tem patrocínio na camisa nem recebe verbas de televisão da federação. No entanto, garante que a sede social ficou mais aprazível aos olhos dos 3 mil sócios.
- O associado não quer saber de futebol. Ele vem ao clube para desfrutar da quadra, da piscina e da academia. E isso o Olaria tem para oferecer. Minha missão é dobrar o número de sócios até o fim de 2009, quando termina o meu mandato - conta o dirigente, que freqüenta o clube há 45 anos, somando-se infância, tempos de jogador e de dirigente.
Para Heitor Belini, as prefeituras de cidades do interior ganham visibilidade junto com os times
Insatisfeito com a proliferação de times bancados por prefeituras, Belini não acredita no desaparecimento dos clubes tradicionais pequenos do Rio. Mas defende que o dinheiro público nas cidades do interior do estado deveria ser mais bem fiscalizado.
- A luta contra os times montados por prefeituras é muito desigual. Nós (da capital) deveríamos ter algum tipo de apoio. Os prefeitos se elegem com o futebol. Gastam pouco, se comparado à construção de um hospital, jogam na Primeira Divisão do Campeonato Carioca e ganham visibilidade no Brasil todo. Hoje todo mundo conhece o Cardoso Moreira, mas será que antes do Estadual 2008 alguém sabia sequer onde esta cidade ficava?
No Grupo C, o Olaria estréia na Segundona Estadual no dia 30 de julho contra o Villa Rio, na Rua Bariri
Para fazer com que o Olaria volte o mais rápido possível à elite do futebol carioca, Belini garante que acabou com a figura do empresário de jogador na Rua Bariri. Todos os atletas, desde o pré-mirim até o profissional, têm vinculo apenas com o clube.
- Duvido que você ache algum empresário aqui. E olha que temos time profissional o ano todo. Na Copa Rio, por exemplo, a equipe é uma mescla de juniores com jogadores mais experientes. A folha salarial é de R$ 40 mil antes da disputa da Segunda Divisão. Depois, pula para R$ 160 mil (R$ 100 mil para os jogadores e R$ 60 mil de encargos) - afirma o cartola, para depois confessar que o clube deve R$ 2 milhões ao governo federal e R$ 3 milhões a ex-funcionários.
Vitrine do futebol suburbano carioca
Olaria aposta nas categorias de base para surpreender na Segundona do Carioca
Em 93 anos de história, o Olaria se orgulha de duas conquistas. A primeira, o título da Taça de Bronze (Série C do Brasileirão), em 1981. A segunda, por ter sido o primeiro clube na carreira de Romário, antes de o Baixinho despontar no Vasco, em 1986. O supervisor da seleção brasileira, Américo Faria, o tetracampeão do mundo Carlos Alberto Parreira e o atual técnico do Vasco, Antônio Lopes, também deram seus primeiros passos como treinador no time celeste do subúrbio carioca.
- A nossa grande motivação é servir de vitrine. Acabou aquele negócio de o jogador passar a vida inteira em um time. Fico feliz de ver o Pablo no Vasco, o Arouca no Fluminense, além de outros garotos que foram nossos e vão dar o que falar em algum clube grande. Embora eu também saiba que a chance de a gente encontrar outro Romário é uma em dez milhões - diz o presidente do Olaria.
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) Edu Cacella em 01 Jul 2008
NEWS: Clubes tradicionais do Rio lutam pela sobrevivência e contra o ostracismo!!CAMPO GRANDE E PORTUGUESA
Campo Grande se orgulha de Dadá Maravilha, Luxemburgo e Vagner Love
Fora da elite do Rio de Janeiro desde 1995, clube atualmente disputa Terceira Divisão, mas garante que possui estrutura para subir
Fabrício Costa GLOBOESPORTE.COM, no Rio de Janeiro
Clube sexagenário do Rio, o maior triunfo do Campo Grande aconteceu há 26 anos, quando o time conquistou a Taça de Prata (Série B do Brasileirão). Em 1995, o Campusca foi rebaixado à Segunda Divisão do Campeonato Carioca e nunca mais retornou à elite estadual. Tanto sofrimento não desanima o presidente João Abrahão, que, no lugar do calvário alvinegro, prefere lembrar das figuras ilustres que passaram pelo Alvinegro da Zona Oeste.
- Fomos nós que revelamos o Dadá Maravilha, um dos maiores centroavantes do futebol brasileiro. Vagner Love (CSKA), Abedi (Botafogo) e Hugo (São Paulo) também saíram das nossas categorias de base. Sem falar no Vanderlei Luxemburgo, que começou a carreira de treinador no Campo Grande, no Brasileirão da Série A, em 1983 - diz o dirigente, que também recorda as passagens dos atacantes Roberto Dinamite e Cláudio Adão pelo clube.
Luz no fim do túnel
Atualmente na Terceira Divisão do Campeonato Carioca e há dez anos fora da Série C do Brasileirão, o Campo Grande tem o que comemorar. O clube firmou parceria com uma empresa de marketing esportivo na gestão João Abrahão e iniciou uma reforma no Italo del Cima, que já foi considerado o segundo maior estádio particular do Rio (atrás apenas de São Januário), com capacidade para 22 mil torcedores.
- A nossa diferença para os adversários que disputam a Terceirona Estadual é justamente a estrutura. Enquanto os times-empresas precisam alugar campo para jogar e não fazem nada pelo social, nós temos sede e fazemos questão de manter em atividade todas as categorias de base. Equipes como Estácio de Sá, Sendas e Castelo Branco só se preocupam em competir profissionalmente. Não têm dívidas trabalhistas para quitar e muito menos se preocupam com a comunidade em que estão inseridas - esbraveja João Abrahão.
No Grupo A, o Campo Grande estréia na Terceira Divisão Carioca dia 6 de agosto contra o Cidadania, em estádio ainda não definido pela Ferj
Sem time de aluguel
No ano passado, o Campo Grande ficou na 11ª colocação na Terceira Divisão do Rio- disputada entre 26 clubes. Neste ano, o time foi eliminado da Copa Rio na segunda fase pelo Quissamã e só volta a campo no segundo semestre, quando começa a Série C estadual. Apesar do tempo ocioso, o presidente João Abrahão garante que não desmanchará o time profissional.
- Sinto falta de parcerias como a dos times bancados por prefeituras de cidades do interior. Mas não trabalho com times de aluguel. O vínculo dos jogadores é mais curto em relação aos clubes grandes, pois normalmente o contrato é de quatro meses. Só que não há dispensa geral ao terminar uma competição - afirma o cartola, que dirige o 97º clube no ranking da CBF (ao lado do Guarany do Ceará).
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PORTUGUESA
Portuguesa se apega à tradição social e critica times bancados por prefeituras
Presidente reclama de campeonato com supermercado e universidade e aposta nos jovens para voltar à elite do Campeonato Carioca
Richard Souza Do GLOBOESPORTE.COM, no Rio de Janeiro
Na sala da presidência da Associação Atlética Portuguesa, fotos e imagens sacras chamam a atenção de quem chega. Nossa Senhora Aperecida, padroeira do Brasil, e Nossa Senhora de Fátima, adotada como padroeira do clube, carregam a esperança de dirigentes e associados por dias melhores. Nas paredes, imagens de 1996. Naquele ano, a Lusa carioca foi campeã da Taça Cidade Maravilhosa, um torneio disputado por pequenos, e também venceu a Segunda Divisão estadual. Uma época que o presidente Antônio Augusto de Abreu não consegue esquecer.
É do passado que o dirigente tira forças para reerguer o time. Depois de ocupar quase todos os cargos da diretoria, há 16 anos ele tenta valorizar a capacidade social da Lusa. Aos 84 anos, o simpático clube de colonização portuguesa ocupa uma área de 135 mil metros quadrados na Ilha do Governador. Lá, existe um parque aquático, quadras de futsal, espaço para shows e eventos, além do estádio, com capacidade para sete mil pessoas sentadas. O Luso Brasileiro recebeu jogos de Botafogo e Flamengo no Brasileirão de 2005.
- O que mantém o clube é a sua vida própria. É o quadro social (são 32 mil sócios, mas apenas dois mil pagantes), a diretoria e as atividades exercidas aqui dentro. Para nós, é uma dificuldade muito grande. Ninguém banca o clube. Não contamos com apoio financeiro de nenhum patrocinador. Existe apenas uma empresa que ajuda com o apoio logístico - conta.
Críticas ao apoio das prefeituras
Antônio Augusto é defensor fiel da preservação das raízes dos tradicionais clubes de futebol e se incomoda com a ausência de Olaria, Bangu, América, Campo Grande, Portuguesa e São Cristóvão na Primeira Divisão. O dirigente da Lusa é crítico quando o assunto é a participação política na estruturação das agremiações.
Para o político, é uma arma eleitoral. Existem determinados clubes, não vou citar nomes, onde o prefeito se elegeu e vai se reeleger em cima do projeto futebol.”
- Eu não vejo em outros países se mudar tanto os clubes como aqui. Nós temos faculdade e supermercados disputando (campeonato). Daqui a pouco já vem marca de bebida também e isso tira a tradição. Temos uma história no Rio de Janeiro, temos uma vida. Eu defendo muito o clube e acho que é a base de tudo. Não acredito muito nesses trabalhos de prefeitura. São projetos políticos, mas sem a responsabilidade social que nós temos. Em vez de fortalecer os clubes de tradição, é criada uma série de equipes, que dificilmente vão progredir. Você não tem sócios, não tem trabalho social nenhum, não tem que prestar contas a ninguém e não tem um trabalho de base - opina.
Pela tradição, clube pensa no futuro
A Portuguesa possui poucos recursos para investir em um time forte na disputa da Segunda Divisão do Rio. A competição começa em 26 de julho e vai até 4 de dezembro. A folha salarial para o segundo semestre deste ano não deve ultrapassar os R$ 80 mil. No campo, quem vai correr em busca do sonho da Série A são garotos.
- Nós fazemos um trabalho aqui no mirim, infantil, juvenil, júnior. Temos ainda o futebol de salão. Já estamos começando a fazer a pesquisa de jogadores. Acreditamos muito nos jovens que temos e trabalhamos sério com as finanças para que nada falte aos atletas. Fizemos uma parceria com o Olaria. Seis jogadores nossos estão lá para a disputa da Copa Rio e vamos trazê-los de volta. Também vamos buscar jogadores com potencial em outros estados, mas o primeiro passo é a escolha da comissão técnica - conta.
No fim da conversa com o GLOBOESPORTE.COM, uma promessa.
- Estamos fazendo um trabalho sério e vamos incomodar. A Portuguesa é sempre chatinha - avisa.
A Lusa carioca está no Grupo C da Segundona do Rio. O time estréia no próximo dia 26, na Ilha do Governador, contra o Bréscia. A partida será às 15h. A chave também tem São Cristóvão, CFZ, Olaria, Bonsucesso e Villa Rio.
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) Edu Cacella em 01 Jul 2008
NEWS: Clubes tradicionais do Rio lutam pela sobrevivência e contra o ostracismo!!MADUREIRA E BONSUCESSO
Madureira, o último sobrevivente da capital, comemora ausência de dívidas
O único na elite entre os pequenos cariocas garante não depender do dutebol e mantém-se com recursos oriundos dos próprios imóveis
Cahê Mota Do GLOBOESPORTE.COM, no Rio de Janeiro
Madureira: o melhor entre os pequenos em 2008
Na contramão da história, o Madureira segue como o guerreiro solitário do futebol carioca entre os clubes pequenos. Enquanto América, Bangu, São Cristóvão, Bonsucesso, entre outros, agonizam na Segunda Divisão, o Tricolor suburbano passou de mero figurante para ator coadjuvante nas últimas três edições do Campeonato Carioca, ficando inclusive com o vice-campeonato em 2006. É um resultado da estruturação que começou longe dos gramados e dá tranqüilidade ao clube, de acordo com o presidente Elias Duba.
- Vivemos do nosso patrimônio, única e exclusivamente. Tornamos o clube rentável e nossa sobrevivência não depende do futebol. Somos um clube que não deve nada a ninguém. Alugamos nossos imóveis, geramos renda própria. No entanto, ao mesmo tempo somos modestos e não podemos sonhar com vôos mais altos. Por isso não investimos no sonho de subir da Terceira para a Segunda Divisão do Brasileiro ou ir bem na Copa do Brasil.
O dirigente do Madura lamenta a situação deplorável dos outros pequenos da cidade e enumera a quantidade de problemas que atrapalham o rendimento de uma instuição esportiva na atualidade.
- É triste ver Bonsucesso, São Cristóvão e Campo Grande perdendo o prestígio com o passar do tempo. Tentamos ajudar o Bangu em 2007 e não conseguimos (o Madureira fez um convênio e emprestou todo o elenco para o time de Moça Bonita). Não vou nem citar problemas administrativos por questão de ética, mas as dificuldades para viver do futebol atualmente são enormes. Paga-se um preço muito alto. Tudo é despesa: arbitragem, transporte, alimentação… E não há apoio.
Para Elias Duba, clube só terá apoio público quando aparecer um prefeito torcedor do Madureira
Elias Duba concorda que as parceirias com o poder público representam uma alternativa viável de sobrevivência dos clubes mais tradicionais. Mas alerta que essa não é a realidade no Rio de Janeiro.
- Esse é um bom caminho. Projeta a cidade e é bom para o clube, todos ganham visibilidade. Só que infelizmente na cidade do Rio de Janeiro isso não existe. Eu gostaria de ter a mesma verba de Macaé, Cabo Frio, Campos… Mas aqui isso não acontece. O Madureira é o único clube carioca além dos grandes e é obrigado a bancar todos os custos do próprio bolso. Tudo é mais difícil - diz o presidente do Tricolor suburbano, que já sabe exatamente quando a prefeitura carioca será parceira do clube. - Só quando aparecer um prefeito torcedor do Madureira.
O time disputará a Série C do Campeonato Brasileiro, que começa no próximo domingo (dia 6), e está no mesmo grupo dos paulistas Guarani, Ituano e Linense.
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BONSUCESSO
Bonsucesso pretende comemorar centenário na elite do Carioca
Gestor de futebol sonha com volta à Primeira Divisão do Estadual até 2013, ano em que o clube completa cem anos de fundação
Fabrício Costa GLOBOESPORTE.COM, no Rio de Janeiro
Famoso na década de 1930 por abrigar o alçapão da Avenida Teixeira de Castro, o Bonsucesso não mede mais aquele medo de outrora. Ou melhor, entrou para o imaginário dos torcedores que moram na região da Leopoldina (Zona Norte do Rio), mas caiu no ostracismo por estar longe da elite do futebol carioca desde 1985.
Passados 22 anos do fatídico rebaixamento, o empresário Jaider Moreira pretende reeditar a história do time que ficou conhecido por revelar o lateral Nelinho, ex-Cruzeiro e seleção brasileira. E ganhou fama internacional por ser o berço de Leônidas da Silva, o inventor da bicicleta. A meta do Bonsucesso é comemorar o retorno à Primeira Divisão do Rio até 2013, ano em que o clube comemora cem anos, e disputar a Série A, quem sabe, um pouco antes de acontecer a Copa do Mundo no Brasil.
- O que me motiva a sonhar tão alto é ver essa estrutura quase centenária do clube sendo recuperada aos poucos. Um espaço como este no centro de Bonsucesso merece um time de futebol à altura. Além de querer erguer um shopping junto ao Estádio Leônidas da Silva, minha missão é pôr o time na elite do Rio até o ano centenário - garante Jaider Moreira.
No Grupo C, o Bonsucesso estréia na Segundona estadual dia 26 de julho contra o São Cristóvão, no Estádio Teixeira de Melo
Empresário do ramo alimentíceo, Jaider Moreira investe R$ 40 mil por mês no Bonsucesso
Para isso, o gestor de futebol do Bonsucesso aplica, há quase dois anos, R$ 40 mil por mês no clube rubro-anil, sendo que este valor pode chegar a R$ 60 mil durante a disputa da Segundona do Carioca. O clube também cumpre determinação da Ferj de que é preciso ter um time fixo de juniores para se competir profissionalmente. Com isso, 35 jogadores treinam, alimentam-se e alguns até dormem no “Barcelona do subúrbio carioca”.
- Não conseguimos entrar na Timemania. E ainda não conquistamos o direito de disputar a Série C do Brasileirão. Porém, sinto que o clube melhorou em infra-estrutura desde que chegamos aqui, em 2006. A dívida do Bonsucesso gira em torno de R$ 3 milhões. Sei que com a ajuda dos 150 sócios não é possível pagá-la nem investir no futebol. Mas acredito que vamos revelar bons jogadores em breve. Quem sabe aparece um Ronaldinho Gaúcho? - brinca o empresário.
Barcelona suburbano pede apoio financeiro da prefeitura do Rio para criar projeto social
Jaider Moreira só sai do sério quando o assunto é a concorrência. Quer dizer, ao comentar o espaço conquistado pelos times bancados por prefeituras do interior em detrimento dos clubes tradicionais pequenos do Rio de Janeiro.
- Não que eu ache que os prefeitos estão errados. Mas nós da capital não recebemos ajuda alguma do (prefeito do Rio) César Maia. Eu poderia oferecer diversão a crianças carentes do Complexo do Alemão e em troca receber uma verba pública, só que isso não acontece. Aqui no Rio, pôr dinheiro em clube não dá voto.
