Arquivo de Categoriasx) Campeonato Fluminense de Profissionais
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Diogo Henrique em 06 Nov 2008
Protegido: A verdadeira história do Adrianino!!!
Blog História do Futebol & ESCUDOS & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Auriel de Almeida em 19 Out 2008
Escudos corretos do Niteroiense e do Byron
Oi, amigos
Bem, antes que se espalhe pela net um escudo que possa estar errado, posto aqui os escudos que tenho de Niteroiense e Byron, com certeza corretos.
NITEROIENSE FC
O Niteroiense F.C. era alvinegro, conforme exaustivamente pesquisado em diversos jornais de Niterói - ele era sempre chamado de “Nitera”, “O Alvinegro de Visconde de Sepetiba” (nome de sua rua), etc.
O depoimento do Sr. Raul, ou Raulzinho, campeão niteroiense na década de 40 pelo Fluminensinho confirma o uniforme do clube contra o qual ele tinha jogado tantas vezes - ele dizia que era igual ao Botafogo. Aliás, quem esteja pelas redondezas e tiver interesse em entrevistá-lo para ouvir causos da época, é só ligar para o Fluminense Atlético Clube, ele é uma lenda viva.
Além dessas informações descobri fotos do nitera publicadas diversas vezes nos jornais O Estado, O Fluminense e A Tribuna, sempre alvinegro até no mínimo a década de 60, quando o clube disputava o futebol.
Nessas fotos dava para perceber o formato do escudo, formato semelhante ao escudo heráldico português, e que era listrado. Mas nem um pouco parecido com o do São Paulo.
Finalmente encontrei no Diário Fluminense o escudo publicado, ao lado de seu mascote - que aparentava ser um guerreiro africano, de lança e escudo (do clube) na mão. Não sei a origem desse mascote.
Esse escudo eu copiei fielmente (sou bom designer, inclusive fui da HQFL e hoje estou na VFL) e publico para vocês, agora.
Os dois problemas encontrados são: reprodução de fotos no original (não tem microfilme desses jornais) na Biblioteca Nacional é muito caro, dez reais por foto, ainda tem que marcar, eles checam a sua máquina, é um certo transtorno - então não posso disponibilizar as fotos aqui pois nunca as copiei.
O segundo problema é que o jornal é em preto-e-branco, e sendo o clube alvinegro não teria problema nenhum. O problema é que em 1978, quando o jornal O Fluminense informa que o clube perdeu a sede numa disputa judicial e fecharia as portas, fez um retrospecto histórico do clube: o Niteroiense foi fundado em Ponta D’Areia (um bairro perto do Centro) e quando se mudou para o centro da cidade fez fusão com dois clubes locais e adicionou as cores destes no escudo, ficando o clube ainda alvinegro mas com escudo preto, branco, e com DETALHES azul e rosa
Não sei como pintar o escudo do clube, portanto posto uma alternativa - acho difícil o preto e branco não predominar no escudo, talvez duas das faixas fossem azul e rosa, não sei.
Esse sr. Francisco Ribeiro mandou o escudo desenhado pela net através de quê? Ele tinha uma carteirinha e copiou desta para o photoshop ou paintbrush ou ele desenhou a partir de lembranças apenas?
Se for apenas de lembraças é bem complicado, pois já fui tão enganado nessas histórias… Para você ter uma idéia eu já conversei com um ex-jogador do Guarani de Volta Redonda e perguntando sobre as cores do clube ele disse que era verde e branco… Depois conversei com o Gilson Carrara (ex-presidente do clube) e ele me disse que o Guarani de VR era alvinegro com as golas vermelhas, igual a seleção de São Paulo, coisa que confirmei depois nos jornais. Imagine se eu vou pela memória do primeiro cara? Memória engana…
O Guarani de Duque de Caxias idem. O presidente da Liga Duquecaxiense me disse que o clube era cópia do Guarani de Campinas; depois fui ler no JS e o clube era alvirrubro, informação repetida mais de uma vez.
Por isso sempre que recebo um escudo assim eu questiono “da onde saiu”, “copiou da onde” etc. antes de divulgar, pra não dar zebra.
BYRON F.C.
Bem, esse é bem tranquilo - meu avô foi sócio do Byron e tenho uma carteirinha deste.
Na década de 10 o Byron usava camisas vermelhas com uma cruz ENORME branca tomando toda a frente, parecia uma roupa de cavaleiro medieval. Na década de 30 o clube ficou mais discreto, diminuindo a cruz. Nos anos 50 o clube passou a usar camisas listradas com o escudo completo.
Abs,
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Edu Cacella em 17 Out 2008
Escudo do Niteroiense!!!!!
RECEBI POR EMAIL E REPASSO AOS DEMAIS, AGRADECENDO A COLABORAÇÃO
A respeito da seguinte matéria, a qual sei que é antiga mas da qual só
tomei conhecimento agora, ao pequisar na internet sobre o clube dentro
o qual eu praticamente nasci, o NITEROIENSE FOOTBALL CLUB (era assim
que se escrevia), matéria: Antonio Fragoso em 18 Set 2007, ARTIGO DA
SEMANA N°12,Byron Football Club e Ypiranga Football Club - Niterói,
gostaria de colaborar enviando o escudo do NITEROIENSE(em anexo), com
as suas verdadeiras cores: preto, vermelho e branco.
Muito obrigado pela atenção.
FONTE:FRANCISCO RIBEIRO

Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & c 4 Rio de Janeiro-Dados Históricos Auriel de Almeida em 16 Out 2008
A ambigüidade da Liga Sportiva Fluminense - estadual ou municipal?
Oi, amigos
O post de hoje é sobre um assunto reconhecidamente confuso: a Liga Sportiva Fluminense, federação estadual do antigo Estado do Rio mas cujos campeonatos são freqüentemente citados em diversas fontes como sendo apenas municipais, e de Niterói.
Na década de 20 era freqüente o campeonato da Liga Sportiva Fluminense ser chamado pela mídia de “campeonato de Niterói”. Mas vez ou outra o campeonato era também chamado de “Campeonato Fluminense” ou “Campeonato do Estado do Rio”. Afinal, a Liga Sportiva Fluminense era oficialmente uma liga estadual, filiada à CBD e que inclusive formava quadros do Estado do Rio para a disputa do campeonato brasileiro de seleções. Além disso as demais ligas da época, a liga campista, petropolitana, gonçalense e a serrana (de Nova Friburgo) eram filiadas à Liga Sportiva Fluminense, como “sub-ligas”.
No entanto a Liga Fluminense era alvo de várias críticas, incluindo a de que ela se interessava tão somente pelo futebol da capital, a ponto de se tornar alheio ao interior do estado e dar total preferência aos atletas de Niterói no selecionado fluminense. Essa crise deu origem à AFEA em 1925, que se entitulou uma liga “verdadeiramente” estadual - extinguindo-se a Liga Sportiva Fluminense em 1926.
A AFEA, que em 1941 se fundiu com a profissional FFE (fundada em 1933) dando origem à famosa FFD ignorava solenemente toda a herança da Liga Sportiva Fluminense, relegada à memória como uma liga municipal. A FFD mantinha essa posição, pois se considerava sucessora direta da AFEA e portanto reconhecia os campeonatos de 1925 em diante, apenas.
Mas aí fica a questão: ignorada depois ou não, oficialmente o que a Liga Sportiva Fluminense representava em sua época? (1915-1926)
O jornal A Tribuna, de Niterói, joga uma luz sobre a questão, já em 74 - num retrospecto do passado do futebol fluminense. Segundo o jornal oficialmente a Liga Sportiva Fluminense organizava sim um campeonato estadual, aberto a clubes de todo o estado e reconhecido então pela CBD, da qual era filiada. O grande problema segundo A Tribuna foi a dificuldade de clubes de outros municípios arcarem com os custos da participação - aparentemente só alguns clubes de São Gonçalo (caso do Neves) e Petrópolis (desconheço quais foram os petropolitanos - talvez o Cruzeiro do Sul seja o mesmo de Petrópolis?) conseguiram participar do campeonato.
Aliado a isso o jornal informa que embora estadual, por “ingenuidade ou arrogância” (palavras do jornal) muitos preferiam chamar o campeonato de “Campeonato de Niterói”, o que possivelmente agravou sua antipatia da parte do interior.
A própria AFEA, rebelde e se dizendo a “verdadeira entidade estadual” quase caiu no mesmo problema da Liga Sportiva Fluminense. Se suas primeiras edições (vencidas por Serrano e Elite) foram na maior parte do tempo tratadas pela mídia por “campeonato fluminense” (embora algumas fontes tenham chamado mesmo o campeonato da AFEA de “niteroiense”), em 1927 com a saída de Serrano e Friburgo por dificuldades com os custos das viagens é quase unanimemente tratado como um “campeonato de Niterói”.
A saída da AFEA foi em 1928 substituir os clubes por seleções municipais, evitando assim uma crise semelhante e mantendo as bases da paz com o interior.
Em resumo, é um assunto muito complexo e dá margem à interpretação dos pesquisadores. Até pouco tempo eu entendia categoricamente que o campeonato era apenas de Niterói - conforme cheguei a comentar no artigo do ielo - mas dadas essas novas informações fica tudo meio confuso (Ielo, desculpe se te confundi naquele seu post com os campeões).
Afinal, cabem duas interpretações:
1) Se oficialmente na época as competições da LSF tenham sido estaduais e abertas a clubes de todo o estado ela deve ser lembrada como um campeonato fluminense, não importa que ela tenha sido diminuída na memória após o surgimento da AFEA.
ou
2) Mesmo que no regulamento a competição da LSF fosse um campeonato de todo o estado, na prática era um campeonato de Niterói mesmo. E se a FFD, surgida posteriormente, não reconhecia os campeonatos da LSF como estaduais os mesmos devem ser deixados de lado mesmo.
Cabe a interpretação dos pesquisadores sobre o assunto (como o é em questões semelhantes como Taça Brasil, Robertão etc.), respeitar a trajetória da LSF ou não?
Os campeões da LSF:
1915 - Ararigboya
1916 - Parnahyba
1917 - Odeon
1918 - Nictheroyense
1919 - Fluminense
1920 - Fluminense
1921 - Barreto
1922 - Byron
1923 - Barreto
1924 - Byron
1925 - Byron
1926 - Ypiranga
nota: em 1913 e 1914 houve o campeonato da Associação Niteroiense de Futebol, a julgar pelo nome apenas municipal mesmo.
Gostaria de saber a opinião de vocês: vocês entendem o campeonato da Liga Sportiva Fluminense como estadual ou municipal?
Abs,
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & x2)Campeonatos Históricos & c 4 Rio de Janeiro-Dados Históricos Auriel de Almeida em 07 Out 2008
A verdadeira história do Campeonato Carioca “Especial” de 1979
Como todos sabemos o Flamengo possui um feito considerado inédito: um tricampeonato em dois anos, pois o clube conquistou os campeonatos cariocas de 1978, 1979 e um chamado “especial” de 1979 entre os dois.
A história amplamente divulgada, que até a pouco tempo eu acreditava, contava que em 1979 foi realizado o I Campeonato do novo Estado do Rio de Janeiro, reunindo os seis melhores clubes do último campeonato carioca (da ex-Guanabara) e os quatro do último campeonato fluminense (do Estado do Rio pré-fusão) de 1978. Mas aparentemente os clubes interioranos que não aceitaram o critério desigual de classificação, com mais vagas para os cariocas, teriam recorrido à CBD que forçou a disputa de um segundo estadual em 1979 com todos os participantes dos dois campeonatos de 1978, sendo o campeonato de dez clubes disputado no começo de 1979 reclassificado de “especial”. Pois é, mas não foi bem assim.
A VERDADE:
Tudo o que relato aqui é fruto de pesquisa extensa do ano de 1978 na Biblioteca Nacional, em especial a partir do jornal O Fluminense, que por ser um jornal de Niterói manteve a imparcialidade, sem favorecer ou “mascarar” o lado carioca como outras fontes da época.
Como sabemos embora os estados tenham se unido em 1975 as federações carioca e fluminense permaneceram separadas até 1978. Os motivos: além da fusão não ser bem aceita pela sociedade, os grandes cariocas não queriam a despesa das viagens contra os clubes fluminenses, considerados favas contadas, e os pequenos cariocas temiam perder seu espaço - como perderiam, aliás.
Durante esse período as duas federações estabeleceram o chamado “modus vivendi”, com três clubes fluminenses disputando o cariocão como convidados, em uma forma de “acostumar” os cariocas à presença interiorana, permanecendo os demais clubes do interior no campeonato da federação fluminense.
Só que em 1978 houve um acordo para que o número de convidados do interior aumentasse para seis, provocando um movimento de expulsão dos clubes do interior, movimento este liderado por Flamengo, Vasco e São Cristóvão.
A federação fluminense, através de seu vice-presidente Eduardo Vianna (pois é, ele já estava por lá) entrou na justiça provocando a paralização do campeonato carioca de 1978, criando uma pendenga que só seria resolvida com a interferência do Conselho Nacional de Desportos.
A SOLUÇÃO DO CND:
A pendenga foi resolvida por resolução do CND, que em assembléia de 21/7/78 decidiu a fusão das entidades.
Em 25/8/78 o jornal O Fluminense anuncia a Lei da Fusão, surgida após a resolução 4/78 do CND (publicada em Diário Oficial), que obriga a fusão das entidades em até 60 dias, formando a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro - e obrigando a entidade a já na temporada de 1978 organizar o campeonato unificado, a ser chamado I Campeonato do Estado do Rio de Janeiro.
Sem tempo hábil de organizar um campeonato unificado em 1978, devido à complicação de uma fusão de duas entidades historicamente tão separadas, os dirigentes optaram por uma fórmula marota - dividir o campeonato de 1978 em duas “chaves” classificatórias, uma representando o antigo campeonato carioca e outra representando o antigo campeonato fluminense. Ambas valiam taças e vagas para a “fase final” do Campeonato Estadual da temporada de 1978, fase final esta programada apenas para fevereiro de 1979.
Segundo O Monitor Campista essa fórmula foi um jeito de deixar, aos olhos do público, tudo igual aos anos anteriores, com campeonatos que embora regularmentamente eram apenas fases classificatórias seriam divulgados como campeonatos independentes.
A idéia da realização de campeonatos classificatórios de 1978, ainda segundo O Monitor Campista de 30/8, foi de Aghartino da Silva Gomes, presidente do Vasco.
O título da temporada de 1979, chamado de II Campeonato Estadual, seria disputado apenas no segundo semestre de 1979, com todos os 18 participantes separados nas chaves carioca e fluminense de 1978.
O FLAMENGO VIRA O JOGO:
Temendo a divulgação correta do regulamento e o anúncio da fase final enquanto válida pela temporada de 1978, o Flamengo no fim desse ano iniciou um movimento pela eliminação dessa fase final, propondo que a obrigatoriedade de um campeão unificado fosse transferida para a temporada de 1979. O motivo do medo: ver o título da “fase classificatória” de 1978, disputado e ganho como se fosse o último campeonato da Guanabara - e ainda por cima um título antológico, com o golaço de Rondinelli - ser “varrido” do histórico da competição.
No entanto, com o calendário já comprometido, o Fla mudou a estratégia, e propôs a “desassociação” da fase final em relação à temporada de 1978, tentando transformar a mesma em um campeonato da temporada de 79 e sem relação com os da temporada passada - recebendo, de imediato, apoio do Vasco na proposta.
O caso seria definido no Conselho Arbitral de 23/1/79, e o Flamengo perdeu em um primeiro momento, por 9 votos a 8 (com a providencial abstenção do Goytacaz, interessado em ver sua fase classificatória ser por tabela transformada no “último campeonato fluminense”, mas sem querer sujar as mãos). No entanto, segundo o jornal o representante rubro-negro Dunshee de Abrantes não aceitou a derrota e provocou a suspensão do Conselho, ameaçando entrar na justiça e na base do grito remarcando a decisão para o dia seguinte.
No conselho de 24/1/79, o Flamengo conseguiu convencer os representantes do Madureira a mudar o voto, vencendo a causa e transformando a fase final de 1978 em um campeonato separado de 1979. Antônio do Passo, representante do Vasco - à época aliado ao Flamengo - sugeriu o nome que esse campeonato “desassociado” teria: Campeonato Especial do Rio de Janeiro, um campeonato tampão e de transição, que seria contado desde então como parte da cronologia oficial de nosso campeonato - fortalecido pelo tri rubro-negro, tri este já anunciado pelo presidente Márcio Braga, que em meio à comemoração pela vitória no Conselho Arbitral prometeu o “tri em dois anos”.
ALGUMAS MATÉRIAS DE JORNAL DA ÉPOCA:
As notas abaixo, relatos dessa conturbada época, são do jornal O Fluminense, de Niterói (que à época passou a ser editado no Rio - depois voltaria para Niterói). Algumas são matérias normais da página de esportes, outras, com tom mais pessoal, são da editoria de esportes do jornal - que tinha uma revista muito boa esportiva, chamada A Bola, editada pela Sport Press (que foi comprada pelo Lance!):
22/10/78
Não vamos começar com o célebre antes tarde do que nunca, porque ainda há gente trabalhando para que a situação continue para ajeitar certos interesses. Basta verificar a mistificação que anda por aí, com a cortina de fumaça em torno do que verdadeiramente está em disputa no futebol do novo Estado do Rio.
As federações antigas, naturalmente por pensarem em arrecadações não mostram vontade de esclarecer a mecânica da competição e se o torcedor pesquisar um pouco verificará que nem os meios comuns de comunicação parecem ter conhecimento do assunto.
Vejam bem a disparidade do que se anuncia ou do que está sendo comemorado. Nestes primeiros turnos, um já encerrado no município do Rio, o que está previsto é a conquista de Taças, a da Cidade do Rio, entre cariocas, e a Taça Sport Press (nota: a Taça do Interior foi patrocinada pelo jornal O Fluminense), para os fluminenses.
Agora parte-se para o segundo turno, mas para o espanto geral senão mesmo surpresa completa ouve-se por muitos lados que o time tal ou qual disputará o título carioca. Não somos dos mais formados em resoluções dos paredros fluminenses, mesmo os que ainda se julgam apenas cariocas, porém o aprovado é que a série de jogos em curso será para indicar seis representantes do Rio (da antiga FCF) para juntamente com os quatro melhores do Interior Fluminenses (da antiga FFD), competir pelo I Campeonato Fluminense (novo Estado do Rio criado pela fusão) de futebol profissional - o certame de 10 ou 12 clubes (os cariocas pretendem a inclusão de mais dois) a ter lugar nos meses de fevereiro e março. Ou será que andamos lendo ou ouvindo mal?
De acordo com o regulamento, mais tarde em 79 mesmo, haverá então uma primeira divisão ou divisão especial para um máximo de 20 clubes, naturalmente os doze das cadeiras cativas cariocas e mais seis que disputam a classe do lado de lá, havendo vagas (duas) para pretendentes interiores devidamente capacitados - Divisão de Acesso.
Assim, somente depois do Carnaval do próximo ano é que se terá o 1º campeão da fusão e antes do Natal seguinte o segundo titular do certame. Ao contrário do Chacrinha, não editamos aqui para complicar, porque nos faltam virtudes para confundir, que sobram aos mentores de clubes dos dois lados da Baía de Guanabara, com ou sem poluição.
14/11/78
O título conquistado pelo Goytacaz, no entanto, não é reconhecido pela Federação. Segundo Eduardo Augusto Vianna da Silva, o Campeonato Fluminense desse ano é apenas uma fase classificatória do I Campeonato Estadual de Profissionais no ano que vem. O que o clube irá receber, de oficial, será o Troféu Sport Press (antigo Troféu do Interior, agora patrocinado pelo jornal O Fluminense). Ao que tudo indica a FFERJ não dará nem um diploma.
19/11/78
O ex-Campeonato Carioca, agora simples torneio de classificação para a indicação de seis candidatos ao verdadeiro campeonato fluminense, está sendo realizado sem que os comandantes da ex-entidade carioca assumam as verdadeiras finalidades da competição.
26/11/78
…afinal estamos na terra fluminense, que reúne, depois de séculos de separação, a antiga capital federal que já foi estado e hoje é município, com o antigo Estado do Rio. De um modo geral andam espalhando nas promoções, histórias sobre uma disputa de um pseudo campeonato carioca, já extinto, para saber quem ganhará a Taça Rio de Janeiro. O que existe, pelo menos se houver o milagre da palavra ser cumprida, é que os seis primeiros colocados de cá, contra Goytacaz, Americano, Volta Redonda e um quarto que está para ser decidido.
Lá para fevereiro-março, no Rio, se terá chances de conhecer os campeões de 78, sob os figurinos os mais excêntricos criados pelos falsos ditadores da moda nas tabelas do futebol brasileiro. E nada terá sido ensinado e muito menos aprendido pelos que estão dos dois lados da sala. É que professor e aluno costumam se confundir na mediocridade dos conhecimentos, errando para transmitir e, pior, sem a menor capacidade de entender o que se tenta oferecer como esclarecimento. O resto todos sabem como acaba.
1/12/78
Eduardo Vianna, o homem forte dos clubes do interior começou falando sobre uma possível virada de mesa no atual campeonato carioca, dizendo que este já é o I Campeonato Estadual em sua fase de classificação, pois a fase final será no próximo ano, com os seis primeiros da capital e os quatro do interior:
- O artigo 106 parágrafo 2 da deliberação da CBD não permite a alteração como querem os desclassificados.
9/12/78
Escrever, realmente escrevemos falar, não fizemos economia de palavras, mas decididamente, andamos clamando no deserto, porque terá havido muita ingenuidade da maioria (o que é possível), ou excesso de má fé de uma certa minoria. Certo. O Fluminense publicou em seguidas semanas, a ponto de ficar meio sobre o aborrecido, comentários nossos sobre o que se realizava no interior do Estado do Rio, como preparativo para o I Campeonato Estadual depois da fusão. Existiam, anunciavam os com base em regulamento, que os interessados é que aprovaram, que com as taças sairiam seis clubes daqui e quatro de lá para a competição, a ser realizada entre fevereiro e abril, tudo com a aprovação de fluminenses e cariocas, já então convencidos de que tinham voltado a integrar a velha província.
Interesses outros pesaram para que em nenhum momento houvesse a divulgação honesta do regulamento que contrariava contratos e promoções e atendiam principalmente a vaidade dos participantes de qualquer grau. Foi esquecida a intervenção do presidente da CBD, Almirante Heleno de Barros Nunes, que encontrou a fórmula quando estava certa a suspensão do campeonato carioca por força de mandato judicial. Todos se puseram de acordo e foi a última vez em que se cuidou a sério do novo sistema de disputa, por que daí em diante para o inferno as promessas e neste ponto brilhou mais uma vez o incrível ex-candidato a deputado, derrotado quando do MDB e agora também na legenda da Arena.
Em pronunciamentos bombásticos e extensos, como é de seu habitual, falou em defesa dos clubes do interior e que nada pudera fazer por culpa dos filiados da capital, cuidou de esquecer o regulamento e lançou proclamação. Aí apareceu inclusive o respeito à própria palavra e deixou para o Tribunal de Justiça a responsabilidade de lembrar que o campeonato da nova entidade era outro.
Naturalmente o torcedor rubro-negro já está pensando que houve tapetão ou mesmo esbulho, pois o boletim do Octávio Pinto Guimarães diz uma coisa e o tribunal da mesma entidade resolve outra. Culpa de quem?
4/1/79
Embora tida como uma demonstração de unidade granítica - como disseram alguns verborrágicos - a Coligação dos Quatro Grandes não passou de um golpe de inteligência aplicado pelo Flamengo (…). Pelo que ficou sacramentado, o I Campeonato da Fusão teria três etapas, a saber: Campeonato do Rio, Campeonato do Interior e Campeonato Estadual, este com a participação dos seis primeiros colocados no Rio e dos quatro do interior. De maneira que, definidos os dois campeonatos, com as vitórias de Flamengo e Goytacaz, falta o mais importante - o Estadual - o que explica o golpe do Flamengo tentando torpedear o cumprimento do regulamento, porque pode acontecer que outro clube ganhe o “verdadeiro campeonato”.
20/1/79
O que houve antes, foram apenas três etapas do certame, tendo o Flamengo ganho duas Taças - Guanabara e Rio de Janeiro - enquanto o Goytacaz foi o Campeão do Interior. O que vencer o certame a ser iniciado dia 3 ou 10 será o Campeão Estadual, quer dizer, o verdadeiro Campeão. O Flamengo, quando muito, pode se considerar campeão municipal, o que explica a luta do alto comando rubro-negro para que o certame se refira a 79 e não a 78.
20/1/79
O representante do Flamengo na Federação informou que manteve contato com o Sr. Aghartino da Silva Gomes e que o Vasco está inteiramente de acordo com o rubro-negro, isto é, aceita que o certame de 10 clubes pertença à temporada de 79.
23/1/79
Hoje, finalmente, ficaremos sabendo quando começará o campeonato, quer dizer, quando recomeçará, por que o que se vai disputar - contrariando os desejos do Flamengo - é a terceira e mais importante fase do certame de 78, quando então se conhecerá o verdadeiro campeão, o campeão estadual.
23/1/79
Os clubes cariocas estarão hoje reunídos às 18 horas, em Conselho Arbitral, para a definição do número de clubes e fórmula de disputa do Campeonato Estadual, que ainda não se sabe se será de 78 ou 79, outro ponto a decidir.
24/1/79
O Flamengo não concordou com a validade do I Campeonato Estadual do Rio de Janeiro para o ano de 1978 e provocou a suspensão do tumultuado conselho arbitral do EFFERJ de ontem à noite, que teve três horas de duração, começando às 19h e terminando às 22h. Por 9 votos contra 8 (o Goytacaz foi o único a não votar) os clubes foram favoráveis à realização da competição como sendo válida pelo ano de 78.
O Flamengo desejava que o I Campeonato Estadual do Rio de Janeiro valesse pelo ano de 79 e como não conseguiu os seus objetivos, seu representante Dunshee de Abranches provocou a suspensão da reunião, ameaçando entrar com uma ação na Justiça Comum.
Com isso, novo Conselho Arbitral ficou marcado para amanhã, quando ficará resolvido se o certame valerá, mesmo, pelo ano de 78 ou 79.
26/1/79
“Campeonato Especial do Rio de Janeiro”: com essa denominação, a crise do futebol carioca foi superada e a solução foi encontrada durante a tranquila reunião dos 18 clubes filiados à FERJ, em Conselho Arbitral, que aprovaram por unanimidade a nova nomenclatura, em substituição à de I Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, que seria válido pelo ano de 78. A idéia partiu de Antônio do Passo, representante do Vasco.
Dez clubes disputarão o Campeonato Especial, serão eles os seis primeiros do Campeonato Carioca de 78 - Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo, América e São Cristóvão - e os quatro primeiros do Campeonato Fluminense de 78 - Goytacaz, Americano, Volta Redonda e Fluminense.
Os oito clubes que não farão parte do Campeonato Especial disputarão o Torneio Oduvaldo Cozzi.
Por último, ficou acertado que o I Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, válido pelo ano de 79, será disputado de 6 de maio a 29 de setembro, com a participação dos 18 filiados.
30/1/79
Chegamos finalmente à semana do início do Campeonato (Municipal, Estadual Carioca ou Fluminense, ninguém sabe) grotescamente denominado de “Campeonato Especial”, quando deveria chamar-se “Campeonato do Grito”. Foi na base do grito que o Flamengo levou a Federação a passar por cima dos estatutos de uma deliberação da própria CBD. Regulamentarmente, o campeão de 78 seria o clube que vencesse o certame que se iniciará sábado, com 10 agremiações, ficando o Fla como Campeão Municipal. E estava tudo decidido quando o Flamengo conseguiu que o Madureira - sabe Deus como - reconsiderasse o seu voto.
O que aconteceu foi pura e simplesmente subversão regulamentar. Escamoteando o verdadeiro motivo - o medo de ver seu título de campeão carioca raspado com borracha - o Flamengo gritou que “disputar em 79 o campeonato de 78 não fazia sentido”. O que “faz sentido” para os ilustres dirigentes dos clubes, é a disputa de dois cameponatos do mesmo ano: Campeonato Especial, com 10 clubes, e I Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, com 18 clubes.
Cabe citar também o Eduardo Vianna, que já falou sobre esse confuso regulamento em seu livro (Implantação do Futebol Profissional no Estado do Rio de Janeiro, 1986, Editora Cátedra, páginas 56 e 57):
Ainda em 1978, sob a liderança do São Cristóvão F.R. (por incrível que pareça), o C.R. Flamengo e o C.R. Vasco da Gama, deram início a um movimento para o afastamento do Americano F.C., Goytacaz F.C. e Volta Redonda F.C. do Campeonato Carioca, bem como para impedimento da execução dos convites pelos clubes cariocas endereçados ao Serrano F.C., Fluminense A.C. (Nova Friburgo) e A.D. Niterói para que se integrassem ao mesmo campeonato.
Surgiu séria polêmica entre a FFF (ex-FFD) e a FCF, e o problema já se encontrava na área judicial quando o CND baixou deliberação da fusão (4/78, de 20-7-78, publicado no D.O. de 1-9-78) e a CBD com base no item 24 dessa deliberação e no item 35 da deliberação 3/76, resolveu interferir na lide, determinando, pela Decisão da Diretoria de 31-8-78, a realização de I Campeonato de Futebol Profissional do Estado do Rio de Janeiro, que teve por fases classificatórias um Campeonato da Cidade do Rio de Janeiro (antigo Campeonato Carioca) e um Campeonato do Interior do Estado do Rio de Janeiro (antigo Campeonato Fluminense).
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Auriel de Almeida em 25 Set 2008
Sílvio Santos tentou ser o Kia Joorabchian do Canto do Rio!!!
Pesquisando o jornal O Fluminense de 1978, na Biblioteca Nacional, achei uma das notícias mais insólitas do futebol de Niterói: o empresário e apresentador Sílvio Santos tentou administrar o futebol do Canto do Rio.
Nesse ano o Cantusca estava encostado e licenciado do profissionalismo, e mantinha equipes amadoras.
Foi quando o presidente Benedito Caridade recebeu uma curiosa ligação, no dia 16 de outubro de 78: do outro lado da linha estava o empresário Sílvio Santos, de São Paulo, mas que nascera na cidade do Rio e trabalhara muito tempo em Niterói.
Sílvio Santos fez uma proposta curiosa: queria reerguer o Canto do Rio, trazendo-o de volta ao campeonato carioca e investindo pesado no clube, que seria uma potência digna de fazer frente aos clubes da cidade do outro lado da poça. O presidente cantorriense, de início, pensou que fosse trote.
Sílvio Santos, então, veio de helicóptero para Niterói para uma conversa tête-a-tête, onde explicou melhor o projeto ao incrédulo presidente do alvi-anil niteroiense: investiria através de sua empresa no clube, cobrindo TODOS os gastos nos primeiros seis meses de parceria onde se montaria um super-time e estrutura necessária para disputar o cariocão, para em seguida a administração do clube se ajustar ao projeto onde Sílvio seria o dono da maior parte das ações - no que ele chamou de um projeto para criar o primeiro time ao molde do Cosmos de Nova Iorque no Brasil.
O presidente do Canto do Rio, Benedito Caridade, achou a proposta muito esquisita, não viu muito futuro nessa história de “clube-empresa” no Brasil, disse que seis meses de custos com o time inteiramente bancados pelo Sílvio muito pouco e recusou a proposta.
É, por muito pouco Sílvio não foi o Kia de Niterói…
Fonte: Jornal O Fluminense (Niterói), 17/10/78
Blog História do Futebol & ESCUDOS & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Auriel de Almeida em 24 Set 2008
Escudos corretos - A.D. Niterói e E.C. Costeira
Dentre os clubes cujos escudos divulgados pela net temos os antigos rivais A.D. Niterói (ex-Manufatora A.C.) e E.C. Costeira.
O escudo do A.D. Niterói, errado na net, é fruto de má reprodução, provavelmente desenhado a partir de um original em baixa resolução. Os erros:
- Faltam na versão incorreta as finas bordas vermelha e branca
- As argolas (representando o futebol, atletismo e esportes de quadra) deveriam ser entrelaçadas
- O que parecem “bolas” no escudo mal-feito deveriam ser estrelas - a superior representando o campeonato fluminense de 1977, as três inferiores três campeonatos niteroienses (63, 69 e 70).
Segundo O Fluminense a ausência do título fluminense de 58 no escudo do Niterói deve-se ao fato deste ser considerado de menor peso do que o campeonato de 77. A fase final do estadual de 58 teve como classificados Ypiranga, Barra Mansa e Central, mas com a desistência dos dois primeiros em continuar no profissionalismo foram substituídos pelos vices de suas regiões Manufatora e Barbará. O Barbará também desistiria da disputa, sendo o título decidido em partida única contra o Rio Branco. A sensação, refletida em muitos jornais da época, foi de que a disputa de 58 era pouco importante, sendo chamada até mesmo de “eliminatória para a Taça Brasil” em algumas fontes. Daí, para o clube alvirrubro, a conquista de 77, muito mais prestigiada pela imprensa, bem organizada e com grande número de adversários na fase final (6), era considerada em um patamar acima da de 58. Oficialmente, no entanto, ambas são competições estaduais da FFD.
Guardadas as devidas proporções (mas guardadas MESMO) é como se o São Paulo usasse uma estrela pelo Mundial da Fifa de 2005 e ignorasse os da Toyota de 92/93.
O escudo do Costeira também foi alvo de má reprodução, se não me engano da revista Placar. Os erros:
- A “cruz-de-malta” está com os braços mal definidos, mal parece uma cruz
- Sabe-se lá porquê foi feito duas faixas brancas, se cruzando em forma de “X”. O correto é uma faixa só, subindo da esquerda para a direita.
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Auriel de Almeida em 08 Set 2008
A breve e gloriosa trajetória do Icaraí Futebol Clube
Quem por acaso leia a lista dos campeões fluminenses deve se perguntar: afinal que Icaraí Futebol Clube é este, campeão de 1941 e 1943 que sumiu sem deixar rastros e sequer é lembrado por pessoas com menos de 70 anos?
O Icaraí Futebol Clube surgiu por volta de 1940, montado pelo poderoso Cassino Icaraí, “point” da cidade de Niterói e que também funcionava como um balneário.
Em meio ao amadorismo vigente no então Estado do Rio (ao contrário da cidade do Rio o profissionalismo fluminense perdeu força e foi abandonado em 1940), o Icaraí Futebol Clube foi talvez o praticante mais cara-de-pau do chamado amadorismo marrom, contratando jogadores cariocas reconhecidamente profissionais e aliciando bons valores dos tradicionais clubes de Niterói, como Flu, Byron, Ypiranga e Canto do Rio.
O “clube do Cassino”, como era chamado, disputou o seu primeiro campeonato niteroiense em 1941, conquistando o título por pontos corridos após uma grande arrancada final. Embora alguns jornais elogiassem a vitória do novo “clube” (na verdade um time-empresa, pois à vera não dispunha de instalações clubísticas) outros já davam sinais de que o público da cidade não via com bons olhos aquele time que surgiu do nada para atrapalhar a vida do tradicional “grupo dos seis grandes”.
Com o título niteroiense de 1941, o clube ganhou o direito de disputar o Campeonato Fluminense, disputado em mata-mata entre os campeões municipais. Nas quartas de final, o clube derrotou o Esperança de Nova Friburgo por 1 a 0 fora e em casa massacrou os verdes serranos por 6 a 1.
A caminhada prosseguiu na semifinal com mais uma vitória esmagadora: 8 a 2 sobre o Royal, em Niterói. Em Barra do Piraí empate considerado injusto de 5 a 5, mas como o regulamento previa uma “melhor de quatro pontos” mais uma partida deveria ser realizada, em Niterói. O Royal, no entanto, desistiu da luta, considerando inevitável a derrota em Niterói.
Nas finais contra o Ypiranga de Niterói mais duas vitórias, sendo a última por inacreditáveis 7 a 1, conquistando assim o título fluminense invicto e com grandes goleadas no currículo.
Na temporada de 1942, sua segunda em competições oficiais, o clube conquistou com tranquilidade o bicampeonato da cidade, se classificando para mais um Campeonato Fluminense.
A FFD adotou nesse ano um critério de desempate muito criticado pela imprensa. Eliminando os custos de um terceiro jogo (o que resultava em muitas desistências no campeonato anterior), a FFD determinou que em caso de resultados iguais o clube de maior renda jogando em casa se classificaria. Sem torcida, isso seria um problema para o Icaraí.
Após eliminar com facilidade o Esporte Clube Belford Roxo (3 a 0 e 4 a 0) nas oitavas, o Icaraí enfrentou o Fluminense de Nova Friburgo nas quartas. O clube do Cassino, segundo os jornais, até jogou melhor, mas devido ao descuido da defesa saiu apenas com um empate de 4 gols, considerado até bom, pois jogando em Niterói o clube era considerado imbatível.
Veio então o duro golpe: com a crescente antipatia da cidade pelo clube que dominava em pouco tempo o futebol local houve uma espécie de boicote ao jogo do Icaraí, que teve público pequeno. Os torcedores da cidade que acompanharam pelo rádio, secando o clube, comemoraram quando após sair na frente o Icaraí sofreu o empate de um heróico e lutador Fluminense. Findo o jogo, o clube fora eliminado, mesmo invicto, por não ter torcida.
Mas para desespero dos “anti-icaraienses” o ano de 1943 viu mais uma temporada avassaladora do clube de Niterói, que com facilidade sagrou-se tricampeão da cidade. E no Campeonato Fluminense daquele ano o polêmico critério de melhor renda foi deixado de lado.
Deixando para trás Barra Mansa, Frigorífico, e Cascatinha, o adversário na final seria o Goytacaz, de Campos. Ao cotnrário da rotina, dessa vez o título não foi conquistado facilmente. O Icaraí venceu em Niterói (3 a 2), mas perdeu em Campos (1 a 2). O terceiro jogo foi sorteado para Campos, mas o Icaraí desta vez segurou um empate (2 a 2). Um quarto jogo foi marcado para Niterói, e desta vez uma prorrogação seria disputada até que se decidisse um campeão. E assim foi, com o Icaraí marcando o único tento da partida no tempo extra e voltando ao pódio máximo do estado.
Em 1944 a direção do clube já dava sinais de insatisfação, e o clube pela primeira vez viu o título da cidade escapar, ficando atrás de Canto do Rio e Fluminense (o campeão). Não classificado para o campeonato estadual de 1944 o clube resolveu encerrar as atividades, sob a alegação de que não havia sentido continuar com tamanha falta de apoio do público de Niterói. Em 1946 o próprio Cassino fecharia, em função da lei que proibia as casas de jogos no Brasil, e seus donos passaram para outros investimentos. Hoje o prédio do Cassino / escritório do Icaraí Futebol Clube pertence à UFF (Universidade Federal Fluminense).
Após 5 títulos em 4 temporadas o Icaraí foi esquecido, talvez com um certo prazer, pela torcida de Niterói, que nunca fez questão de passar adiante a história do mais odiado, embora mais bem-sucedido, clube que já existiu por aqui.
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Diogo Henrique em 03 Set 2008
Protegido: Royal de Barra do Piraí
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Auriel de Almeida em 24 Ago 2008
1956 - O início da divisão de zonas do Campeonato Fluminense
Olá, amigos. Vou falar um pouco do início da divisão por zonas do campeonato fluminense de profissionais, e ao mesmo tempo adicionar uma informação nova desse ano (Zona da Baixada).
Como sabemos a famosa era profissional do futebol fluminense começou com a fundação do Departamento Estadual de Profissionais (DEP), em 1951. Em 1952 foi organizado o primeiro campeonato profissional fluminense, disputado pelos fundadores Adrianino (Paulo de Frontin), Barra Mansa, Central (Barra do Piraí), Coroados (Valença), Esperança (Nova Iguaçu) e Fonseca (Niterói), vencido pelo já conhecido Adrianino Atlético Clube.
Em junho de 1952 a FFD abriu novas inscrições no DEP, e permitiu a profissionalização das entidades municipais. Com o espaço no calendário e a grande quantidade de inscritos, mais um campeonato fluminense foi disputado em 1952, chamado de extra (em algumas poucas fontes é afirmado que esse segundo campeonato é o verdadeiro campeonato de 52, sendo o disputado no primeiro semestre retroativo à 51, quando o DEP foi fundado). Esse segundo campeonato em 52 também é conquistado pelo Adrianino.
Em 53 com o excesso de clubes sul-fluminenses inscritos (13!) os clubes de Niterói e Campos, que profissionalizaram suas ligas municipais, resolvem não disputar o estadual de 1953, vencido pelo Barra Mansa.
Em 1954a pressão dos clubes niteroienses e campistas provocaria uma enorme confusão, com a FFD “reclassificando” os títulos do DEP como títulos do Vale do Paraíba e criando o título estadual a partir do cruzamento dos campeões do DEP e das ligas municipais de Niterói e Campos… Uma bagunça que teve uma solução que agradasse a todas as partes apenas em 1962, quando todos esses campeonatos (DEP e cruzamento de campeões) foram reconhecidos como estaduais.
Apenas em 1956 a FFD estabeleceu, de fato, a divisão de zonas. Nesse ano foi extinto o antigo DEP e criado a Divisão Departamental de Profissionais (DDP), às vezes chamada de Divisão Estadual de Profissionais (DEP, a mesma sigla do extinto Departamento Estadual, criando uma confusão danada com o coitado do pesquisador).
A DDP definiu que o campeonato estadual teria uma primeira fase, dividida em zonas, e cada zona valeria também como título regional. Os campeões de cada zona se enfrentariam na fase final. Foi definido também que a classificação final do campeonato obedeceria ao critério de “média de pontos” entre os eliminados na primeira fase (sim, os participantes da zona faziam parte da classificação final), devido à quantidade diferente de participantes em cada zona.
As zonas foram assim divididas:
1ª Zona: Sul-fluminense desde Volta Redonda, Barra Mansa, Resende até as cidades do extremo sul
2ª Zona: Sul-fluminense desde Piraí, Valença Barra do Piraí e seus antigos distritos (Paulo de Frontin, Mendes etc.) passando por Três Rios até a Paraíba do Sul
3ª Zona: a chamada Baixada Fluminense: Nova Iguaçu, Nilópolis, Duque de Caxias etc.
4ª Zona: a região metropolitana de Niterói, como Magé, Itaboraí, São Gonçalo e incluindo a parte mais próxima da região serrana (Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis, Guapimirim)
5ª Zona: todo o Norte e Noroeste fluminense, Campos, Cambuci, Itaperuna etc.
6ª Zona: a ser criada caso se desenvolva o profissionalismo na chamada região dos lagos, caso o mesmo seja pontual os mesmos serão encaixados nas zonas mais próximas.
Em 1956 foram essas as zonas organizadas:
1ª e 2ª Zonas - apelidada de “Zona Sul-Fluminense” ou “Zona do Vale do Paraíba” pelos jornais
(os clubes destas zonas resolveram disputar um só campeonato)
Adrianino (Eng. Paulo de Frontin)
Barra Mansa
Central (Barra do Piraí)
Comercial (Volta Redonda)
Frigorífico (Mendes)
Guarani (Volta Redonda)
Atlética* (Volta Redonda)
* A Associação Atlética de Volta Redonda, conforme conferi nos jornais locais, era chamada pelos voltarredondenses apenas de Atlética, e não de Volta Redonda (caso similar ao Sport Club do Recife, chamado de Sport e não de Recife)
3ª Zona - apelidada de “Zona da Baixada”
Guarani (Duque de Caxias)
Nacional (Duque de Caxias)
Nova Cidade (Nilópolis)
São Pedro (São João de Meriti)
4ª Zona - apelidada de “Zona Centro”
Cruzeiro (Niterói)
Fonseca (Niterói)
Manufatora (Niterói)
Niteroiense (Niterói)
Serrano (Petrópolis)
Ypiranga (Niterói)
5ª Zona - apelidada de “Zona Campista”
(como apenas os campistas eram profissionais nessa zona, a Liga Campista de Deportos ganhou licença especial para organizar esta zona - as outras foram organizadas pela própria FFD através do DDP)
Americano (Campos)
Campos (Campos)
Goytacaz (Campos)
Municipal (Campos)
Rio Branco (Campos)
São José (Campos)
Com o atraso da conclusão da Liga Campista a FFD decidiu em nota oficial publicada em 1/2/57 NÃO realizar a fase final entre os campeões. Até onde eu sei ela não voltou atrás nessa decisão e não há nenhuma notícia de que os finalistas tenham dividido o título.
Os campeões foram Central, Guarani*, Serrano (estes três decididos em 1956) e Campos (este só conquistou o título após o cancelamento da fase final).
*Por muito tempo pensei que a terceira zona não havia terminado, pois ela foi paralizada após o primeiro turno e li sobre o seu cancelamento. Em seguida, porém, ela foi “descancelada” e conluída, com o extinto Guarani de Caxias como seu vencedor.
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Diogo Henrique em 21 Ago 2008
Protegido: Frigorífico Atlético Club
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Auriel de Almeida em 19 Ago 2008
História do futebol de Niterói - parte I: a Associação Nictheroyense de Football
Bem, iniciando a minha participação nesse Blog, vou começar falando um pouco do panorama de Niterói e do seu campeonato municipal, pois o mesmo é fundamental para compreendermos também o Campeonato Fluminense (ou os vários Campeonatos Fluminenses distintos).
Também vou postar, nos capítulos, informações e escudos (encontrados) dos principais clubes niteroienses.
- A Associação Nictheroyense de Football
A primeira liga de Niterói (e, aparentemente, a primeira liga municipal surgida em todo o estado) foi a Associação Nichteroyense de Football, surgida em 1913. Já nesse ano a ANF organiza o seu primeiro campeonato municipal - vencido pelo Guarany Football Club, o “time da camisa rubra” do bairro de Santa Rosa (nunca achei foto nem escudo desse clube).
Em sua segunda (e aparentemente última) edição, o campeão da ANF foi o Rio Branco Football Club (atual Fluminense Atlético Clube), que na final/jogo de desempate venceu o Ararigboya Football Club por 3 a 1.
Ficha Técnica da Final (informação conseguida por Pedro Varanda):
RIO BRANCO FC 3 x 1 ARARIGBOYA FC
Data: 28-02-1915
Local: Rua Velha, Cubango, Niterói (RJ)
Árbitro: Sr. Lydio Pereira
Competição: Campeonato de Niterói
Gols: Monteiro (2) e Tinoco (Rio); Henrique (Ararigboya)
Rio Branco: Enéas, Marcos e Braune; Pinaud, Faillace
e Pinheiro; Augusto, Octávio, Monteiro, Cecy e Tinoco.
Ararigboya: Alexandre, Tito e França; Eurico, Ovídio e
Olívio; Henrique, Lulú, Randolpho, Octacílio e Júlio.
Obs: 2° Quadro: Rio Branco 3 a 1; 3° Quadro: Rio Branco 1 a 0.
Fontes: O Imparcial e Gazeta de Notícias.
Infelizmente não conseguimos completar os participantes desses campeonatos - são informações difíceis de achar, já que os poucos jornais de Niterói disponíveis na Biblioteca Nacional não tinham uma cobertura esportiva decente, sendo a pesquisa quase toda realizada nos jornais cariocas, que cobriam algumas partidas consideradas importantes ou só noticiavam o fim do campeonato.
Na sede do Fluminense Atlético Clube, de Niterói, há um arquivo muito bom - cheguei a ver um manuscrito da época contando a história da ANF e o porquê ela acabou, tendo os seus participantes saído da entidade e formado a famosa Liga Sportiva Fluminense.
Mas infelizmente no dia o Sr. Raul (responsável pelo arquivo e ex-jogador do clube, campeão da cidade em 1944) se sentiu mal e tive que interromper a pesquisa.
Como só ele (um senhor de mais de 80 anos!) tem permissão do presidente de abrir a sala, pois o próprio não se dispõe nem permite outros funcionários a acompanhar por alguns minutos o pesquisador na sala (acreditam ter coisa mais importante a fazer) eu nunca mais consegui mexer lá, pois tem que marcar um dia com esse senhor de idade, torcer para ele estar bem, a gente ainda se sente mal de deslocá-lo até o clube só pra isso, sendo que ele próprio se sente incomodado com essa exigência absurda da diretoria, afinal ele é um senhor e precisa de repouso. Talvez lá consigamos os participantes (acho que tinha isso lá), se algum dia eu conseguir mexer de novo naquilo lá.
Sobre os clubes citados:
Guarany Football Club: como já disse, o clube era chamado de “o time da camisa rubra”, e ficava em Santa Rosa. Em 1926 o clube se mudou para Icaraí, perto do Campo São Bento, e mudou de nome para Club Athletico São Bento. O tradicional clube, muito querido na imprensa esportiva de Niterói, entrou em crise na década de 30, chegou a acabar no fim dessa década, por volta de 1941 foi “reerguido” com o nome original de Guarany (segundo “A Noite” os sócios chegaram à conclusão que o nome São Bento deu azar…) só pra sumir pouco depois, dessa vez definitiva…
Rio Branco Football Club: fundado em Icaraí, seu nome era em homenagem ao barão de Rio Branco. Suas cores eram verde e branco, e o uniforme listrado. Em 1916 o clube resolveu mudar de nome, se inspirando no Fluminense Football Club da então capital federal. A medida incomodou alguns sócios, que não queriam ser uma cópia idêntica do clube carioca. Por isso resolveram mudar alguns detalhes - o clube seria Fluminense Athletico Club, ao invés de Football Club, e a parte superior do escudo seria verde (cor do Rio Branco) ao invés de grená. Hoje o Fluminensinho de Niterói (como é carinhosamente chamado) fica no centro da cidade (mudança feita na década de 30, mais ou menos).
Ararigboya Football Club: o clube era chamado de “os periquitos” por sua camisa inteiramente verde (não sabemos a segunda cor). Pouco se sabe dele, sumiu na década de 20. Posteriormente (em 1944) outro Araribóia Futebol Clube foi fundado, na Travessa Andrade Pinto, mas não guarda relação com o original. Esse segundo Araribóia durou até a década de 80, e acabou sendo mais um clube de gafieira do que outra coisa.
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Diogo Henrique em 18 Ago 2008
Protegido: ARTIGO DA SEMANA N° 33/2008 Adrianino Atlético Clube!!!
(RIO DE JANEIRO) & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Rodolfo Stella Rodolfo P. Stella em 16 Ago 2008
Protegido: Eletrovapo Campeão
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Diogo Henrique em 15 Ago 2008
Cipec Esporte Clube

Nome: Cipec Esporte Clube
Data de Fundação: 01 de maio 1945
Endereço: Rua Dn. Maria Caetana, 20 - Centro - Mendes-RJ
CEP: 26700-000
Situação do clube: desativado
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ESTÁDIO
Isa Fernandes
Nome Oficial: Estádio Isa Fernandes
Capacidade: 2.000
Endereço: Rua Dn. Maria Caetana, 50 - Centro - Mendes-RJ
Proprietário: Cipec Esporte Clube
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A antiga Fábrica de Papel Guttemberg, fundada em 1889 na cidade de Mendes, adquirida em 1923 pelo Conde Alexandre Siciliano e dirigida por Nicolau Matarazzo é um exemplo de patrimônio a ser preservado. Rebatizada depois como Companhia Indústria de Papéis e Cartonagem – CIPEC, a indústria chegou a ter mil operários e foi o segundo estabelecimento do gênero a ser implantado no Brasil.
A indústria também prestigiou a fundação do CIPEC Esporte Clube, umas das equipes mais tradicionais da cidade, além de contribuir com a reforma social do Frigorífico Atlético Clube.
Grandes classicos entre as duas equipes já proporcionaram grandes alvoroços na cidade, onde disputavam o Campeonato Municipal.
SEDE DO CLUBE
Autor:Diogo Henrique
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Historia do Futebol em 30 Jun 2008
ARTIGO DA SEMANA N° 25/2008 CAMPEONATO FLUMINENSE, ESCLARECIMENTOS
O pesquisador Auriel de Almeida que algumas vezes participa do trabalho me enviou algumas colocações a respeito do campeonato fluminense, segue abaixo:
AUTOR:AURIEL DE ALMEIDA
Já antevendo que é isso mesmo que eu pensei (a confusão LSF enquanto entidade estadual e organizadora de um campeonato municipal), afinal de 1913 pra frente só pode ser essa a confusão, faço um longo texto explicando toda a fase pré-DEP - deixando claro os pontos que necessitam de mais pesquisa.
Resumidamente, vou expor tudo o que descobri para desfazer o máximo de confusões geradas pelo “campeonato fluminense” (que, longe de ter uma linha histórica clara e bem definida é cheio de percalços, idas e voltas, mudanças de regulamento etc.). Não à toa a Federação Fluminense era conhecida como “a mais desorganizada do Brasil”.
Antes de tudo, destaco a NECESSIDADE de se checar informações da fonte mais segura o possível, que são os jornais. Basta dar uma olhada na disparidade de informações entre as poucas obras que abordam o campeonato fluminense. Essa disparidade se deve a três motivos: 1- A pouca organização do campeonato, em constante mudança de fórmulas (inclusive, pasmem, de campeonatos já terminados!), 2- O pouco valor dado ao campeonato estadual, os clubes parecem se importar mais com os campeonatos da sua cidade, 3- A total ignorância da história do mesmo, livros como o do Eduardo Vianna só narra (mal) a SEGUNDA fase profissionalista (se esquecendo da primeira e da era amadora), do Jorge Augusto Guimarães só fala dos clubes de Niterói, do Nilo Garcia da Roza só do Frigorífico e do (esqueci o nome) dos clubes de Campos.
Tampouco é fácil achar algo nos clubes. A maioria sabe por alto que já ganhou um campeonato fluminense sem saber o ano, isso quando se lembram, e outros até inventam títulos! Os clubes fluminenses, no geral, carecem absurdamente de documentação sobre o assunto.
Mas vamos ao que interessa.
Como muitos estados, o Rio de Janeiro se desenvolveu em torno de suas ligas municipais. A primeira liga CONHECIDA (pode ter havido outra anteriormente, nunca achei nos jornais) foi a Associação Nichteroyense de Football, da capital Niterói, em 1913, liga vencida pelo Guarany. Essa liga era MUNICIPAL, com clubes de Niterói somente. Houve um segundo campeonato, em 1914, vencido pelo Rio Branco (que em 16 tornou-se o atual Flu de Niterói).
A ANF extinguiu-se após duas edições, e foi fundada em seu lugar a Liga Sportiva Fluminense, em 1915. A LSF foi fundada com uma proposta mais ambiciosa, expressa em seu próprio nome: ser a liga comandante do futebol do estado do Rio. No entanto, a LSF de início organizou apenas os CAMPEONATOS DA CIDADE DE NITERÓI, se comprometendo (conforme noticiado em 1915 por jornais como A Tribuna) a FUTURAMENTE organizar uma competição de caráter ESTADUAL (e não organizou).
Após organizar apenas competições municipais (vencidas por Ararigboya, Odeon, Parnahyba e Nichteroyense) em 1918 a liga tornou-se oficialmente, perante a CBD, a confederada do estado do Rio. Porém continuou sem organizar competições estaduais, só o campeonato da cidade de Niterói, conforme exaustivamente observado nos jornais fluminenses da época (Tribuna, O Estado, Illustração Fluminense, O Fluminense). A LSF chegava a formar selecionados que representavam apenas Niterói, para disputar amistosos contra as ligas de Campos e Petrópolis, confirmando ser na prática mais uma liga municipal do que outra coisa. Isso se agravou muito quando o estado do Rio passou a disputar o campeonato brasileiro de seleções, e a seleção do estado do Rio era tão-somente uma seleção de Niterói - causando muita irritação no interior do estado.
Cansados da falta de representatividade da LSF, em 1925 clubes como o Canto do Rio, Serrano de Petrópolis, Sport Club Fluminense (não é o Flu AC, mas o atual Fluminense de Natação e Regatas) dentre outros fundam a Associação Fluminense de Esportes Athléticos - AFEA, com o propósito de organizar o primeiro campeonato do estado do Rio de Janeiro, com inscrições abertas a clubes de todo o estado, e direito garantido aos clubes que disputassem os jogos enquanto mandantes em suas próprias cidades.
A AFEA organiza ainda no ano de 1925 o seu campeonato estadual, o primeiro do estado do Rio. A LSF, com medo de ficar para trás, resolve organizar também o seu campeonato estadual, chamado de “Primeiro Campeonato Fluminense” pelos jornais (reforçando que antes disso os campeonatos eram apenas de Niterói), que reuniria Byron, Petropolitano e Campos. Mas esses clubes, inclinados à AFEA, desistiram desse campeonato. O único estadual de 25, então, foi o organizado pela AFEA, vencido pelo Serrano.
A CBD, em 25, permaneceu do lado da LSF, que mais uma vez montou a sua seleção “estadual”. A mídia no geral ficou do lado da AFEA.
Em 1926 a AFEA, agora com mais clubes importantes afiliados, organiza com sucesso o seu segundo estadual. A LSF, ainda oficial, muda de nome para Federação Fluminense de Desportos e cria uma subliga para organizar o campeonato de Niterói, a Associação Nictheroyense de Desportos Terrestres. No entanto, a LSF não consegue organizar um campeonato estadual e após ser eliminada do brasileiro de seleções se extingue. A AFEA, enquanto única entidade estadual remanescente, fica bem próxima da oficialização.
Segue um texto de O Imparcial de 1926, sobre o caso:
“Lembram-se, por certo, os leitores dos antecedentes da scisão do Estado do Rio. A archaica e decrepita Liga Sportiva Fluminense, a entidade dirigente officialmente reconhecida pela confederação, de dia para dia mais se enchafurdava em desastradas lutas de politicalha sportiva e concomitantemente se alheiava dos problemas vitaes do sport, a ponto de se interessar tão somente pelo campeonato de football de Nichteroy e, ainda assim de forma por todos os modos condemnaveis (…) cônscios dessa verdade, elementos prestigiosos, verdadeiros sportsmaen decidiram a fundação de uma nova Liga, a qual denominaram Associação Fluminense de Esportes Athleticos - AFEA (…) De então pra cá mais e mais a AFEA veio se impondo, conseguindo reunir sob sua bandeira além da totalidade dos clubs de Nichteroy mais as ligas officiaes de Campos, Friburgo e Petrópolis. É a AFEA, como se vê, a entidade que hoje, no Estado do Rio, representa de facto o seu expoente esportivo. E por isso ser um facto inconteste resolveram os seus dirigentes promover a sua officialização”.
Em 1927 a AFEA já é a liga oficial perante a CBD, e organiza mais um campeonato estadual. Os campeonatos organizados até o momento:
Campeonato municipal de Niterói:
1913 - Guarany (ANF)
1914 - Rio Branco (ANF)
1915 - Ararigboya (LSF)
1916 - Parnahyba (LSF)
1917 - Odeon (LSF)
1918 - Nictheroyense (LSF)
1919/20 - Fluminense (LSF)
1921 - Barreto (LSF)
1922 - Byron (LSF)
1923 - Barreto (LSF)
1924/25 - Byron (LSF)
1926 - Ypiranga (ANDT - subliga da FFD)
1927 - não realizado (extinção da ANDT)
Campeonato estadual fluminense:
1925 - Serrano (AFEA) / não concluído (LSF)
1926 - Elite (AFEA) / não organizado (FFD)
1927 - Gragoatá (AFEA)
(nota: alguns jornais cariocas, acostumados à LSF, tratavam o campeonato da AFEA incorretamente como campeonato de Niterói; os jornais fluminenses no geral e cariocas como o Correio da Manhã chamavam o campeonato corretamente como campeonato do estado do Rio)
Em 1927 o estadual da AFEA acabou disputado apenas por clubes de Niterói (Serrano e Friburgo desistiram pouco antes do início da competição) - efeitos do alto custo com viagens de um campeonato intermunicipal de turno e returno. A AFEA então resolveu alterar - bastante - o regulamento.
O primeiro ato foi mudar a fórmula, de turno e returno para mata-mata - reduzindo MUITO a quantidade de jogos. O segundo foi trocar clubes por seleções municipais, delimitando o número de participantes e teoricamente tornando o custo do campeonato mais aceitável, devido ao maior poder financeiro de uma entidade (que reúne os recursos de seus vários clubes).
Aí entra uma questão ainda não muito bem esclarecida: a eterna dubiedade seleção/clube do campeonato fluminense. Segundo Jorge Augusto Guimarães, em seu livro “A História do Futebol de Niterói”, a AFEA estabeleceu que o clube que fosse campeão da liga campeã estadual receberia a honra simbólica de “clube campeão do estado”, ou “campeão dos campeões”. Ou seja: o campeonato de seleções era disputado no meio do ano, e uma liga municipal era campeã. O campeonato dessa liga, que terminaria no fim do ano, ganharia a honra de “indicar” um clube campeão do estado. Confuso, não. Mas ATENÇÃO!!! Eu ainda NÃO consegui confirmar essa informação em JORNAL NENHUM, e sabe como são os livros, podem ter dados errados. Fora que aparentemente essa honra era BEM simbólica, não sendo lá tão valorizada entre os clubes. Os campeonatos da AFEA de 1928 a 33 foram:
Seleção campeã / clube campeão da liga campeã (campeão simbólico do estado)
1928 - Niterói (ANEA) / Ypiranga
1929 - Niterói (ANEA) / Ypiranga
1930 - não realizado / Ypiranga e Fluminense *
1931 - Niterói (ANEA) / Ypiranga
1932 - não realizado / Fluminense *
1933 - não realizado / Canto do Rio *
(notas: segundo o livro, nos anos em que o campeonato não foi disputado, a primazia de “liga representante do estado” manteve-se com a última campeã. Sobre a ANEA, esta foi fundada em 1928 e era uma subliga da AFEA destinada a organizar as competições municipais de Niterói). Essas informações de clubes campeões do estado ainda não são 100% confiáveis, torno a lembrar!
Em 1933 a crise profissionalista atingiu também o futebol fluminense (e disso quase ninguém sabe). O Flu de Niterói nesse ano abandonou a ANEA, e antes do Canto do Rio sonhar em disputar um campeonato carioca o tricolor niteroiense negociou com a LCF da cidade vizinha uma participação no campeonato carioca! Porém o clube, com o apoio do Tamoi de SG e do Byron fundou a Liga Nictheroyense de Football, a PRIMEIRA liga profissional do estado. A LNF (que embora surgida em 33 só foi organizar campeonatos em 34) recebeu o apoio da APS de Petrópolis e da ACET de Campos (que aparentemente tornaram-se MISTAS, semiprofissionais) e em 34 fundariam a Federação Fluminense de Esportes - FFE, liga estadual PROFISSIONAL e filiada à FBF! (enquanto a AFEA permaneceu filiada à CBD).
Em 1934 a ANEA foi esvaziada e se extinguiu, e a AFEA entraria em um estado de “hibernação”, sem organizar campeonatos nenhum (mas ainda existindo). Os campeonatos de Niterói que conhecemos dessa época são os organizados pela profissional LNF, já que a ANEA acabou, e os campeonatos fluminenses (de seleções, e profissionais) passaram a ser organizados pela FFE. Segundo o livro de Jorge Augusto, a regra de “campeão da liga campeã” continuou valendo para indicar um clube campeão do estado, e essa regra aparentemente teve alguma utilidade. Os campeões da FFE:
Seleção campeã / clube campeão da liga campeã (campeão simbólico do estado)
1934 - Barra do Piraí (LESF) / desconhecido
1935 - Niterói (LNF) / Ypiranga
1936 - Campos (ACET) / Alliança
1937 - não realizado / Alliança
1938 - Niterói (ANA) / Fluminense
1939 - Campos (ACET) / Americano
1940 - Campos (ACET) e Nova Friburgo (ASEA) / Goytacaz e desconhecido
(nota: desconhece-se o campeão da Liga Esportiva Sul-Fluminense de 1934, virtual clube “campeão” (por tabela) do estado. Em 1937 a ANA substiuiu a LNF de Niterói. Não se sabe se com a divisão do título fluminense das ligas em 1940 os campeões das duas também dividiriam o título simbólico - isso está muito obscuro ainda, não dêem essa informação como certa ainda, pelo amor de Deus!!! Não sei o campeão friburguense de 1940.)
Reparem que uma boa pista é a condecoração do Alliança como “campeão estadual de 36″, conquistado por ter vencido o campeonato da ACET, a liga campeã do estado. Aparentemente graças a esse título simbólico o clube foi indicado pela FFE como o campeão do estado na Copa dos Campeões da FBF de 1937 (vencido pelo Atlético Mineiro).
Em 1941 veio a pacificação das ligas, quando a ativa FFE e a “paralisada” AFEA se fundiram na FFD - mantendo a data de fundação da AFEA como a oficial nos estatutos. Ao contrário das demais pacificações ao redor do Brasil, após a fusão o AMADORISMO prevaleceu. E como sabemos, a novel FFD inverteu a lógica do campeonato: agora as competições municipais são disputadas antes da estadual, e os campeões de cada liga se enfrentam em um gigantesco mata-mata pelo título estadual - e agora, quem recebe o título por “tabela” são as ligas:
Clube campeão estadual / liga consagrada em conjunto com o clube:
1941 - Icaraí / Niterói (DAF)
1942 - Royal / Barra do Piraí (LDBP)
1943 - Icaraí / Niterói (DAF)
1944 - Petropolitano / Petrópolis (LPD)
1944 - Serrano / Petrópolis (LPD)
Em 46 tudo voltou a ser como era antes:
Seleção campeã / clube campeão da liga campeã (campeão simbólico do estado)
1946 - não disputado / Internacional ? (a honra continuou com a LPD? e agora?)
1947 - Campos (LCD) / Americano
1948 - Petrópolis (LPD) / Cascatinha
1949 - não disputado / Cascatinha
1950 - Barra do Piraí (LDBP) / Adrianino
Aí entra outra dúvida. Segundo o livro do Jorge Augusto com o início do Departamento Estadual de Profissionais (DEP) o título estadual de clubes (agora disputado DIRETAMENTE) se dissociou completamente do de seleções, acabando a regra do “campeão da liga campeã é campeão estadual” a partir do primeiro campeonato do DEP.
O problema é que o DEP foi fundado em 1951, e organizou DOIS campeonatos em 52 (um no primeiro semestre e um no segundo). Nos jornais que eu pesquisei o segundo campeonato de 1952 foi chamado de “campeonato fluminense extra” (lembrando o caso dos dois cariocas de 79). Mas para o autor desse livro o primeiro campeonato do DEP disputado no começo de 52, disputado apenas pelos seus fundadores de 51, era válido pela temporada de 51. Mas eu ainda não confirmei isso nos jornais.
Se esses dois campeonatos forem equivalentes a 51 e a 52, conforme o livro diz, a regra de “campeão da liga campeã” vale pela última vez em 50. Se os dois campeonatos forem válçido por 52, entra mais um campeão em 51? (No caso o Primeiro de Maio de Piraí, campeão da liga campeã de 51?)
Isso tudo, é CLARO, se confirmado em algum jornal os dados desse livro - quero ler alguma(s) pista altamente conclusiva sobre o assunto antes de botar isso na RSSF. Portanto, MUITO cuidado com essas informações!
A (segunda) era profissional vai ficar pra próxima, amigos - essa BEM esclarecida, separando toda a confusão DEP (1951 a 1955) / DDP (1956 em diante), e as idas e voltas na desoficialização e reoficialização do DEP pela confusa FFD (o Frigorífico é sim senhor campeão estadual em 55).
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Aliás, gostaria de chamar a atenção para mais um fato: o escudo do Byron não é aquele redondo, suponho que tenham tirado aquilo de alguma foto de um portão ou grade com a cruz de malta (dado àquelas “hastes” que unem a cruz ao círculo), o escudo do Byron verdadeiro é cortado por uma faixa diagonal com as iniciais do clube, a metade superior é vermelha com uma cruz branca, e a inferior listrada alvirrubra. Meu avô José já foi sócio do Byron, e eu tenho a carteirinha (ele já foi sócio também do Metalúrgico, Carioca, Z2 e vários clubes de Niterói / São Gonçalo, era um “clubista” nato).
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Ielo Antonio Mario Ielo em 23 Jun 2008
Protegido: Campeonato Fluminense de 1928 a 1940
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Ielo Antonio Mario Ielo em 23 Jun 2008
Protegido: Campeonato Fluminense de 1927
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Ielo Antonio Mario Ielo em 23 Jun 2008
Protegido: Campeonato Fluminense de 1926
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Ielo Antonio Mario Ielo em 22 Jun 2008
Protegido: Campeonato Fluminense de 1925
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Ielo Antonio Mario Ielo em 22 Jun 2008
Protegido: Campeonato Fluminense de 1924
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Ielo Antonio Mario Ielo em 22 Jun 2008
Protegido: Campeonato Fluminense de 1923
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Ielo Antonio Mario Ielo em 22 Jun 2008
Protegido: Campeonato Fluminense de 1922
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Ielo Antonio Mario Ielo em 22 Jun 2008
Protegido: Campeonato Fluminense de 1921
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Ielo Antonio Mario Ielo em 22 Jun 2008
Protegido: Campeonato Fluminense de 1920
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Ielo Antonio Mario Ielo em 22 Jun 2008
Protegido: Campeonato Fluminense de 1919
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Ielo Antonio Mario Ielo em 22 Jun 2008
Protegido: Campeonato Fluminense de 1918
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Ielo Antonio Mario Ielo em 22 Jun 2008
Protegido: Campeonato Fluminense de 1917
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Ielo Antonio Mario Ielo em 21 Jun 2008
Protegido: Campeonato Fluminense de 1916
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Ielo Antonio Mario Ielo em 21 Jun 2008
Protegido: Campeonato Fluminense de 1915
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Ielo Antonio Mario Ielo em 21 Jun 2008
Protegido: Campeonato Fluminense de 1914
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Ielo Antonio Mario Ielo em 21 Jun 2008
Protegido: Campeonato Fluminense de 1913
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Ielo Antonio Mario Ielo em 21 Jun 2008
Protegido: Campeonato Fluminense
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 04 Mar 2008
GOYTACAZ FUTEBOL CLUBE - CAMPEÃO FLUMINENSE DE 1956
18.03.1956
GOYTACAZ 4-1 FONSECA (NITERÓI), em Campos
25.03.1956
GOYTACAZ 4-2 AMERICANO (CAMPOS), em Campos
08.04.1956
GOYTACAZ 0-0 AMERICANO (CAMPOS), em Campos
29.04.1956
GOYTACAZ 3-1 FONSECA (NITERÓI), em Niterói
10.06.1956
GOYTACAZ 1-1 BARRA MANSA (BARRA MANSA), em Campos
17.06.1956
GOYTACAZ 6-0 BARRA MANSA (BARRA MANSA), em Barra Mansa
06 JOGOS
04 VITÓRIAS
02 EMPATES
00 DERROTAS
18 GOLS MARCADOS
05 GOLS SOFRIDOS
Fonte: Auriel de Almeida
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Alexandre Martins Alexandre Martins em 04 Mar 2008
Protegido: PETROPOLITANO FUTEBOL CLUBE - CAMPEÃO FLUMINENSE DE 1944
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 03 Jan 2008
Protegido: CAMPANHA DOS CAMPEÕES-LIGA CAMPISTA Parte 8
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & CLUBES Alexandre Martins em 29 Out 2007
Protegido: Pedido ao Edu
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Alexandre Martins em 29 Out 2007
Protegido: ARTIGO DA SEMANA N°18, Esclarecimentos sobre o caso Eletrovapo de 1965
Blog História do Futebol & ESCUDOS & (RIO DE JANEIRO) & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Antonio Fragoso em 18 Set 2007
ARTIGO DA SEMANA N°12,Byron Football Club e Ypiranga Football Club - Niterói
O Byron Football Club foi fundado por iniciativa de Vitorino Schluckbier no bairro Barreto, em Niterói. O terreno do clube ficava na Rua March, que pertencia a uma fábrica de tecidos, e seu nome era uma homenagem ao poeta inglês Lord Byron. Muitos dos seus jogadores eram operários dessa fábrica (cujo nome não descobri - ela é citada apenas como “a fábrca de tecidos da Rua March”)
O clube usava um uniforme listrado vermelho e branco, e tinha como símbolo a cruz-de-malta. O clube era, inclusive, apelidado de “O Cruz-de-Malta”.
O rubro-negro Ypiranga Football Club ficava no bairro de São Lourenço. O clube acabou na década de 80 restando apenas o seu campo. O grande clássico niteroiense no início do século era entre o Ypiranga e o Fluminense AC, em uma espécie de Fla-Flu: afinal, o Ypiranga era cópia do Flamengo e o Fluminense A.C. igual ao xará do Rio. A partir da década de 50 o posto de maior confronto em Niterói passaria para Fonseca e Manufatora. O clube foi campeão em 1926, 1929, 1930 (dividido com o Fluminense), 1931, 1935, 1936, 1949.
Há um tempo eu tinha postado um suposto escudo do Ypiranga, várias vezes campeão de Niterói. Pois bem, me deparei com outro, igual ao do Flamengo, que aparentemente é mais confiável.
Descobri as cores do Niteroiense Futebol Clube: preto e branco. Mas ainda não achei o escudo. O Niteroiense só foi acabar na década de 80.
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 06 Set 2007
Protegido: Rio de Janeiro-1973,clubes principais em cidades importantes!!!
Blog História do Futebol & ESCUDOS & (RIO DE JANEIRO) & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & CLUBES & f5 CLUBES E SUAS HISTÓRIAS-BRASIL Antonio Fragoso em 20 Ago 2007
ARTIGO DA SEMANA N°8,”Clubes de remo no Rio de Janeiro e incursão no futebol”,DE ANTONIO FRAGOSO
É inegável que o desenvolvimento do esporte no Rio de Janeiro é estreitamente ligado à criação dos clubes de remo, no fim do século XIX. Nos clubes de remo tiveram início (além do remo, óbvio) a prática de natação, atletismo, basquete, tênis entre outros. E, lógico, muitos deles passaram a disputar futebol, e no caso de alguns esse se tornou o esporte principal.
Conheçam os principais clubes de remo do estado e sua ligação com o futebol:
Club de Regatas Botafogo - 21/4/1894
Uniforme: camisa preta com estrela branca no peito.
Os remadores do Club de Regatas Botafogo chegaram a montar uma equipe de futebol e a disputar alguns amistosos no início do século XX. Em um desses amistosos venceram os remadores do Flamengo (não o time formado por ex-tricolores de 1911) por 5 a 1. A idéia de se criar um departamento de futebol não foi pra frente, mas em 1942 o clube fundiu-se com o Botafogo Football para dar origem ao atual Glorioso.

Grupo de Regatas Gragoatá - 5/2/1895
Uniforme: camisa listrada na horizontal alvirrubra com monograma vermelho no peito.
O Grupo de Regatas Gragoatá, o primeiro campeão do remo, criou o seu departamento de futebol na década de 10, mas disputava o campeonato niteroiense, de pouca visibilidade. Era uma das equipes mais fortes da década de 20, e foi campeão em 1927. No entanto, nunca se profissionalizou no esporte. O clube ainda existe, tem um campo legal de futebol, famosos entre os peladeiros niteroienses.

Club de Regatas Icarahy - 11/6/1895
Uniforme: camisa listrada na vertical alvinegra com monograma vermelho no peito.
O atual Clube de Regatas icaraí, também de Niterói, já foi uma grande potência no remo, e hoje é um clube falido. O clube, a exemplo do Gragoatá, também montou um departamento de futebol, mas ao invés de disputar a liga de Niterói disputava as divisões inferiores do Campeonato Carioca. Nunca subiu á primeira. Posteriormente, o clube disputaria também a liga niteroiense de futebol. O clube nunca se profissionalizou. O escudo abaixo é o escudo antigo, o atual (metade negro, metade branco com o monograma vermelho) já foi publicado em outros posts sobre o futebol de Niterói.

Club de Regatas do Flamengo - 15/11/1895
Não preciso dizer nada, preciso?
Club de Natação e Regatas - 13/12/1896
Uniforme: camisa vermelha com uma âncora branca no peito.
Hoje se chama Clube de Natação e Regatas Santa Luzia, e fica no bairro da Glória, no Rio de Janeiro. O clube nunca se aventurou no futebol, mas curiosamente foi na sede do Natação e Regatas que o primeiro clube de futebol da cidade foi fundado: o Rio Football Club, criado apenas alguns dias antes do Fluminense Football Club. O Rio, porém, teve curta duração, e cabe ao Fluzão o título de clube fundado para a prática de futebol mais antigo em atividade.

Club de Regatas Boqueirão do Passeio - 21/4/1897
Uniforme: camisa branca com âncora verde no peito.
O Boqueirão do Passeio já foi um dos maiores clubes multiesportivos da cidade, e mesmo sem ter sucesso no futebol foi eleito o quinto clube mais popular da cidade em uma pesquisa do Correio da Manhã na década de 20. Hoje, o clube é decadente. Fica no bairro da Glória. Na década de 10 o Boqueirão criou seu departamento de futebol, e inscreveu-se na liga com o nome de Boqueirão do Passeio Football Club, o que leva alguns pesquisadores a achar que se trata de duas equipes diferentes. O time de futebol, porém, nunca passou da segunda divisão. Apesar do fracasso no futebol, o clube teve sucesso em outros esportes coletivos como o basquete e o vôlei.

Club de Regatas Vasco da Gama - 21/8/1898
Outro que dispensa comentários.
Club de Regatas Guanabara - 5/7/1899
Uniforme: camisa azul com escudo preto e azul no peito.
O Guanabara é até hoje um belo clube social e esportivo do Rio de Janeiro. Fica ao lado da sede náutica do Botafogo. Nunca se aventurou no futebol.

Club de Regatas São Christovão - 12/10/1899
Uniforme: camisa rosa com estrela e âncora pretas no peito
A exemplo do Botafogo, o atual São Cristóvão de Futebol e Regatas é fruto de uma fusão entre um clube de remo (o CR S. Christovão) e um de futebol (o S. Christovão AC).

Club Internacional de Regatas - 16/9/1900
Uniforme: camisa listrada na vertical alvirrubra com escudo no peito.
O Internacional, cuja sede ficava na Glória, encontra-se extinto. Há uma notícia no Correio da Manhã que indica que este clube estava em processo de fusão com o Independência Futebol Clube (participante do campeonato carioca de 24), em 1932. Ainda não descobri que clube resultou dessa fusão.

Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Edu Cacella em 14 Jul 2007
SANTO ANTÔNIO,MUNICIPAL,EC SAPUCAIA e CAMPOS AA - Histórias dos clubes campistas!!!
Artigos inseridos na SL INTERATIVA por Wilson Carlos
SANTO ANTÔNIO
O clube foi fundado em 10 de setembro de 1931 se trata de mais um clube oriundo de usina açucareira desta feita trata-se da antiga Usina Santo Antônio que não mais esta em funcionamento restando da usina apenas algumas ruínas que podem ser vistas por quem passa rumo a praia de farol de São Thomé logo no início da rodovia Campos-Farol conheciada também como Estrada do Açúcar(RJ-216),já o campo do Santo Antônio encontra-se localizado próximo a antiga usina estando em completo abandono servindo de palco na realização de peladas de fim de semana por parte de moradores do local, já que o Santo Antônio a tempos não disputava qualquer campeonato, infelizmente; entretanto neste ano de 2007 o Santo Antônio retornou a disputar os campeonatos promovidos pela Liga Campista de Desportos tendo como mando de campo o seu velho estádio que leva o nome do Senador Tarcísio Miranda político que marcou época durante a vigência do antigo Estado do Rio de Janeiro.
ESPORTE CLUBE SAPUCAIA
Esporte Clube Sapucaia foi fundado em 18 de dezembro de 1938. Clube formado pelos empregados da Usina Sapucaia. Foi durante muito tempo um clube sem muita expressão no futebol campista. Com a direção do Dr. Francisco Gayozzo Almendra e Dr. Alaôr Lamartine de Castro, o clube foi remodelado com construção do estádio e a mudança das cores deixando de ser tricolor para ser rubro-negro. Disputou a primeira divisão do Campeonato Campista após ser campeão da segunda divisão local e rapidamente se transformou numa das forças do futebol do estado. Em 1974, teve seu melhor momento, conquistando o campeonato fluminense ao vencer, na final, o Americano por 4 a 2 com a arbitragem de Arnaldo Cézar Coelho que terminou o primeiro tempo com 38 minutos de jogo, segundo contam os que virão na época a partida . A equipe base era formada por Roque, Tuiú, René, Edmilson, Folha, Danilo, Joaquim, Albérico, Amarito, Pedro, Joélio, Gonzaga, Walmir, Alcir,Toninho, Betinho, Vicente, Oswaldo, Roberto e Adilson. Com a saída de Francisco Gayozzo Almendra e de Alaôr Lamartine de Castro para se tornarem colaboradoes do Americano, o Sapucaia entrou em decadência. Com a queda da usina açucareira que lhe empresta o nome, o Sapucaia passou a inatividade. Hoje, o campo onde treinavam os melhores jogadores do futebol de Campos, serve para a recreação dos funcionários da usina.
Era se a época em que o futebol da cidade de Campos se fazia realmente presente o que não ocorre mais lamentávelmente.
MUNICIPAL
O clube surgiu em reunião realizada em torno de um cepo do Mercado Municipal de Campos por comerciantes do local, o mercado ainda existente esta localizado no centro da cidade, o clube fundado em 3 de outubro de 1931, esta atualmente com seu estádio(Rodoval Bastos Tavares) localizado no bairro João Maria onde o Municipal manda seus jogos na disputa dos torneios amadores promovida pela liga da cidade.
CAMPOS AA
O clube atualmente não se encontra em nenhúma atividade esportiva infelizmente, até o ano de 2006 havia um time de master no qual disputava um campeonato local que ainda existe e que é muito concorrido por sinal com 32 equipes.
No passado, no período do antigo Estado do Rio de Janeiro a equipe disputava o Campeonato Campista,juntamente com Goytacaz,Americano,Rio Branco,Sapucaia,Paraíso,São José,São João e outros clubes de Campos que se perderam no tempo infelizmente.
O Roxinho como é apelidado se sagrou Campeão Campista em 1918,1924,1932,1956 e 1976.A ainda a controvésia do título de Campeão Fluminense de 1956 pois o clube como Campeão Campista deveria realizar um tipo de torneio com os Campeões da Região Sul no caso o Coroados e mais o Campeão Niteroiense o que não aconteceu por isso cada um interpreta de uma maneira a quem considere o ano de 1956 sem Campeão Fluminense como pode ser visto no quadro abaixo no qual relaciona os Campeões Fluminenses quadro este existente no site da atual federação FFERJ, podemos ver que o título de 1976 é do Campos, ano este em que foi disputado o último Campeonato Campista pode assim dizer já que em 1977 foi realizado um campeonato que não teve fim pois os finalistas Goytacaz e Americano não se confrotaram entre si devido a falta de datas segundo contam aqueles vivenciaram este período que na realidade marcou como o início da decadência do futebol em toda “planície goytacá”.
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & f5 CLUBES E SUAS HISTÓRIAS-BRASIL Edu Cacella em 14 Jul 2007
Esporte Clube Cambaíba -Campos
Inserido na SL INTERATIVA por Wilson Carlos
O clube tinha ligação com a antiga Usina Açucareira Cambaíba que fica na localidade de mesmo nome, pertencente ao município de Campos, ficando 12Km de distância do centro, o Esporte Clube Cambaíba surgiu do Liberal Futebol Clube que por sua vez surgiu de um outro clube da localidade que se chamava Palmeiras. Do Palmeiras não se tem muita notícia. Do Liberal sabe-se que foi uma força do futebol, naquela região tendo sido fundado em 1912 por Hermes Andrade Domingos Pacheco e Luís Contarine, chegando a revelar diversos jogadores que vieram a atuar nos clubes da cidade.
O Cambaíba tem como data de fundação 27 de agosto de 1930 e como cores oficiais azul e branco teve como presidentes Benedito Bernado, José Pereira, Nilton Guaraná, Áureo Machado de Brito, Clemente Alves dos Santos, Artur Ferreira Machado, Joubert de Andrade Maia, José Geraldo Barbosa Machado e José Lisandro de Albernaz Gomes. O clube teve pouca duração mas revelou muito jogadores para o futebol campista. Quando a Usina Cambaíba foi vendida pelo Dr. Luiz Guaraná ao empresário Hely Ribeiro Gomes, sendo o mesmo um desportista nato resolveu logo dinamizar o futebol do clube mandando fazer um campo de jogo novo com dependências capazes de abrigar partidas oficiais montando também nova diretoria e contratando técnico e jogadores.
O Cambaíba participou com sucesso nos torneios campista e fluminense tendo sido campeão da Taça Cidade de Campos e conseguiu um vice-campeonato Taça de Bronze torneio este da antiga Federação Fluminense de Desportos ; o clube teve como grande presidente José Lisandro filho do dono da usina ,com a morte do mesmo o clube começou a entra em decadência sendo posteriormente desativado assim como a usina bem mais tarde.
Um dos feitos de orgulho do Cambaíba foi em 19 de agosto de 1962 ter goleado o Americano, principal força futebolística do interior do Estado do Rio, numa partida que terminou com o placar assinalando Cambaíba 6 x 1 Americano. O Cambaíba formou com Caranguejo, Flanque, Olaci, Pedro, Nel, Jorge Ramos, Vavá, Fefeu, Luís, Ailton II e Lolosa.
O clube sempre representou a cidade em estaduais de campeonatos amadores sendo que em 1966 filiou-se a divisão extra de profissionais da liga da cidade. No mesmo ano foi inaugurado o Estádio Hely Ribeiro Gomes mais precisamente no dia 1º de maio com uma festa com 15 mil pessoas aproximadamente sendo então realizado o amistoso com o Goytacaz que saiu vencedor pelo placar de 2 a 1. Infelizmente, o clube cambaibense se encontra desativado.
Era uma época em que o futebol campista se fazia presente para valer o que não acontece nos tempos atuais infelizmente, neste combalido futebol do interior do estado ficamos assim esperando por dias melhores.
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 10 Jul 2007
Protegido: CAMPANHA DOS CAMPEÕES-LIGA CAMPISTA Parte 7
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 08 Jul 2007
Protegido: CAMPANHA DOS CAMPEÕES-LIGA CAMPISTA Parte 6
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Alexandre Martins em 03 Jul 2007
Protegido: Royal, de Barra do Piraí
Blog História do Futebol & (RIO DE JANEIRO) & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & f5 CLUBES E SUAS HISTÓRIAS-BRASIL Edu Cacella em 29 Jun 2007
Esporte Clube Sapucaia-Parte 2
Esporte Clube Sapucaia foi fundado em 18 de dezembro de 1938. Clube formado pelos empregados da Usina Sapucaia. Foi durante muito tempo um clube sem muita expressão no futebol campista. Com a direção do Dr. Francisco Gayozzo Almendra e Dr. Alaôr Lamartine de Castro, o clube foi remodelado com construção do estádio e a mudança das cores deixando de ser tricolor para ser rubro-negro. Disputou a primeira divisão do Campeonato Campista após ser campeão da segunda divisão local e rapidamente se transformou numa das forças do futebol do estado. Em 1974, teve seu melhor momento, conquistando o campeonato fluminense ao vencer, na final, o Americano por 4 a 2 com a arbitragem de Arnaldo Cézar Coelho que terminou o primeiro tempo com 38 minutos de jogo, segundo contam os que virão na época a partida . A equipe base era formada por Roque, Tuiú, René, Edmilson, Folha, Danilo, Joaquim, Albérico, Amarito, Pedro, Joélio, Gonzaga, Walmir, Alcir,Toninho, Betinho, Vicente, Oswaldo, Roberto e Adilson. Com a saída de Francisco Gayozzo Almendra e de Alaôr Lamartine de Castro para se tornarem colaboradoes do Americano, o Sapucaia entrou em decadência. Com a queda da usina açucareira que lhe empresta o nome, o Sapucaia passou a inatividade. Hoje, o campo onde treinavam os melhores jogadores do futebol de Campos, serve para a recreação dos funcionários da usina.
Enviado por Wilson Carlos
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 26 Jun 2007
Protegido: Liga Niteroiense de 1973-Clubes
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais Jose Ricardo Almeida em 26 Jun 2007
Protegido: CAMPEONATO DE PETRÓPOLIS - 1940
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 24 Jun 2007
Protegido: Campeonato Fluminense de Futebol de 1935
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 23 Jun 2007
Protegido: Clássico Sul-Fluminense no século passado!!
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 21 Jun 2007
Protegido: CAMPANHA DOS CAMPEÕES-LIGA CAMPISTA Parte 5
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 19 Jun 2007
Protegido: Liga Campista-CAMPANHA DOS CAMPEÕES parte 4
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 12 Jun 2007
Protegido: Liga Campista-CAMPANHA DOS CAMPEÕES parte 3
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 11 Jun 2007
Protegido: Liga Campista-CAMPANHA DOS CAMPEÕES parte 2
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 31 Mai 2007
Protegido: Era Profissional no Estado do Rio de Janeiro -Clubes da Região de Niterói e Redondezas
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & Artigos-Eduardo Cacella Edu Cacella em 31 Mai 2007
Protegido: Liga Campista-CAMPANHA DOS CAMPEÕES parte 1
Blog História do Futebol & x) Campeonato Fluminense de Profissionais & f5 CLUBES E SUAS HISTÓRIAS-BRASIL Historia do Futebol em 28 Mai 2007
E. C. SÃO JOSÉ - O PRIMEIRO CAMPEÃO DA ERA PROFISSIONAL
O Esporte Clube São José foi, juntamente com o Sapucaia, o time de usina com mais destaque no cenário futebolístico de Campos, fundado por trabalhadores da Usina São José, do Distrito de Goytacazes, que localiza-se à 11 km do centro da cidade, em 28 de janeiro de 1938.
A sua primeira diretoria foi composta por Álvaro Barcelos Coutinho (presidente), Adahyl Bastos Tavares (vice-presidente), Antônio Ribeiro do Rosário, Cleveland Cardoso (1º secretário), José Antônio de Carvalho (2º secretário), Francisco Azevedo (1º tesoureiro), Thieres Gomes de Azevedo (2º tesoureiro), Aluísio Maciel (diretor de esportes), Antônio Pereira Nunes (orador).
O time jogou como equipe avulsa, isto é, time não filiado à liga e que participava apenas de torneios locais até 1944, quando fez sua inscrição na LCD, iniciando aí suas atividades nos campeonatos oficiais organizados pela entidade.
Contando com grande apoio do Sr. Gonçalo Vasconcelos, um dos sócios da usina na época, que cedeu um amplo terreno para a construção da sede social, do campo e de demais dependências, como quadras de tênis, vôlei, basquete e piscina. Além das atividades esportivas, o clube se destacava na área social com a realização de animadas festas e grandes bailes. Diante de toda esta excelente estrutura o clube ganhou o apelido de Colosso ou Milionários de Goytacazes.
O campo foi batizado de Estádio da Vitória e sua inauguração se deu no dia 8 de maio de 1945, coincidente com o fim da Segunda Grande Guerra Mundial. Período difícil aquele superado pelo clube que, aliás, adotou essa data como a oficial da fundação do clube.
O campeonato perdido para o Rio Branco em 1948 mexeu com o emocional de todos, já que o time da baixada contava com a melhor equipe daquela época e por isso afetou o rendimento do São José nos campeonatos seguintes, pois visivelmente não rendeu o que todos sabiam que o time poderia render.
Em 1952, no primeiro campeonato campista oficialmente profissional, o time mais maduro e com alguns reforços foi para a decisão contra o mesmo Rio Branco, algoz de 48, o jogo foi realizado no campo do rival na Avenida Sete e encarado como uma verdadeira revanche, mas dessa vez o título foi para o clube da baixada, com uma vitória de 4 x 2, o que extasiou jogadores dirigentes e torcedores do São José, que com o título inédito enfim consolidado promoveu grandes festejos, começando por um desfile de carros de boi no Boulevard Francisco de Paula Carneiro, fato nunca antes visto no centro da cidade.
A equipe que levantou o título de 52 era formada por Waltinho, Custódio e Altivino. Hugo, Ilmo e Geraldo. Basílio, Orlando, Heraldo II, Amaro Barbosa e Soares.
Passaram pela presidência do clube nomes como o de Álvaro Barbosa Coutinho, Itamar Almirante Dias, Saturnino Monteiro Filho, Cid Pinto de Andrade, Ary Bráulio Machado, José Gonçalves e Silva, Heraldo Monteiro da Mota, João Antônio Pessanha, Norberto Siqueira Barreto.
Pelo São José se apresentaram inúmeros craques, com destaque para Tom Mix, Bóia, Chico, Odílio, Índio, Hugo Soares, Santana, Ailton, Aires, César entre muitos outros.
Depois de algum tempo desativada a usina de São José retomou parte de suas atividades como uma cooperativa financiada pela FUNDECAM (Fundo de Desenvolvimento de Campos) e o time ainda existe e é uma das forças do futebol amador da cidade, mas não tem mais qualquer vínculo com a usina.
1952 - SÃO JOSÉ CAMPEÃO - Começou aqui a era profissionalista e o São José, campeão, contou com Valtinho; Custódio e Altivino; Ilmo, Bento e Heraldo; Soares, Orlando, Amaro, Hugo e Basílio. Os resultados: São José 5x0 Municipal; São José 4x3 Goytacaz; São José 4x3 Americano; São José 4x1 Campos; São José 5x2 Rio Branco; São José 3x1 Municipal; São José 2x2 Goytacaz; São José 1x3 Americano; São José 1x2 Campos e São José 4x2 Rio Branco.
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